O Porquê

Ponto MP3

O podcast diário O Porquê conta o que você precisa saber sobre a corrida eleitoral de 2026 em Sorocaba e região, de forma leve e simples. De segunda a sexta o programa explica, com ajuda de entrevistados especialistas e repórteres do Porque, o fundamental da eleição.

  1. 12h ago

    Os debates ainda têm importância?

    Entrevistado: Gustavo Amaral Loureiro, cientista político A baixa presença de candidatos no debate da Band em agosto e o cancelamento seguido dos debates da CNN Brasil com um pool de veículos e da MathiasTV, reacendem a discussão sobre a relevância dos encontros entre presidenciáveis. O impacto mais sentido são as ausências dos líderes nas pesquisas: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que se sentem confortáveis em não prestar contas ao eleitor, ao mesmo tempo que candidatos menores são prejudicados com os cancelamentos por não poderem apresentar ideias e propostas. A ausência em debates não é novidade no contexto brasileiro. Fernando Collor, líder nas pesquisas, não foi a nenhum debate do primeiro turno nas eleições de 1989 e mesmo assim se tornou presidente.  A única eleição sem debate presidencial desde a redemocratização foi a de 1998. Fernando Henrique Cardoso, então presidente e favorito à reeleição, recusou-se a participar, alegando estar concentrado na crise econômica internacional que atingia o país e foi reeleito em primeiro turno. O próprio Lula faltou ao último debate do primeiro turno em 2006, quando concorria à reeleição  O episódio de hoje trata das presenças e ausências nos debates presidenciais, porque os candidatos não parecem mais ligar tanto para esse tipo de encontro e qual a importância esse formato ainda conserva. A gente conversa com Gustavo Amaral Loureiro, doutor em Ciência Política pela UFMG e foi pesquisador pós-doutoral na King's College London. Atualmente é pesquisador do NEAAPE/UERJ e CIAPSoc/UFMG.

  2. 4d ago

    Encanto, memes e a estratégia digital da eleição

    Entrevistado: Agnaldo Montesso, doutorando em ciências da comunicação da USP Ideias negacionistas como as expostas pelo senador e candidato à Presidência da República Flavio Bolsonaro (PL), durante sabatina no Jornal Nacional, que afirmou existirem eventos climáticos extremos, mas que não são causados só pelo homem fazem parte de uma retórica que impera na lógica da extrema direita. Tentar enfrentar a desinformação, narrativas conspiratórias usando só dados objetivos e argumentos racionais não são o suficiente. Estratégias como a checagem de fatos são importantes, mas podem dar ainda mais visibilidade as informações falsas ou deixar transparecer uma atitude arrogante de quem as desmente, uma mensagem como “se você acreditou nisso você deve ser burro”, ou outras frases de impacto que chamem a sua curiosidade ou senso de justiça. Além de oferecer soluções simples para problemas cada vez mais assustadores como a catástrofe climática, permite que as pessoas encontrem propósito e se sintam parte de uma comunidade. Além de trazer conforto em meio às angústias que catástrofes geram. Como uma forma de fuga. Se quiser construir maiorias a esquerda precisa apostar na esperança, disputar o encanto e usar o entusiasmo para engajar o eleitor. É tentando entender as estratégias de encanto e captura da atenção do eleitor, que a gente conversa com Agnaldo Montesso, doutorando em ciências da comunicação pela USP e diretor da Associação Brasileira de Comunicação Pública de Minas Gerais.

  3. Sep 7

    Vorcaro, STF e os impactos na eleição

    Entrevistada: Vera Chemim, advogada constitucionalista e mestre em Administração Pública pela FGV. A crise inédita deflagrada pela revelação de novas mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, é um novo capítulo do sacode que a república brasileira levou nos últimos dias. Numa semana intensa, em que também foram implicados nas mensagens o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o ministro André Mendonça, o caso expõe o tribunal e fragilizam umas das principais instituições do país. Mendonça chegou a pedir que o caso de Moraes fosse analisado pelo plenário da corte, Moraes, retrucando, incluiu o colega no inquérito das fake news. Diante de toda essa crise, senadores de oposição já se moveram para pedir novamente o impeachment de Moraes. O presidente do STF, Edson Fachin, tirou Mendonça do inquérito das fake news e deu cinco dias úteis para que os envolvidos se manifeste. O presidente Lula (PT), por sua vez, criticou o que chamou de "vazamentos seletivos" e disse que a corte precisa de reformas. Outros presidenciáveis como Flavio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), fizeram pressão e convocaram manifestações para esta segunda-feira (7). Tentando entender a crise inédita pela qual passa o STF, como a situação chegou no nível que chegou e quais devem ser os impactos das revelações na eleição que a gente conversa com Vera Chemim, advogada constitucionalista e mestre em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas.

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