Trienal de Lisboa

Trienal de Lisboa

Cultural association that champions architecture as a way to imagine, care for and remake the spatial structures we live in.

  1. 05/05/2023

    O Movimento Parado do Jardim das Amoreiras por Anabela Mota Ribeiro

    O Jardim das Amoreiras é um espaço de encantamento. Podemos seguir as raízes das árvores, mergulhar nas copas frondosas, encontrar Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes, mergulhar no imaginário da nossa infância com o pedo-psicanalista João dos Santos, sentir a imponência do aqueduto, fechar os olhos e sonhar, praticar os verbos ver e brotar. Numa praça cabem muitos mundos. E neste passeio que vos proponho, e que é mais que sonoro, convoco Eugénio de Andrade, Fernando Pessoa, Ruy Belo, António Pinho Vargas, Stevie Wonder, um harmónio interpretado por Vieira, que hesitou entre a pintura e a música, tantos movimentos e associações, ruínas, espaços vazios e de desamparo, a estação da aridez, a estação do florescimento. Parados, podemos chegar a muitos lugares. Até ao mais dentro de nós. Ficha técnica: - Anabela Mota Ribeiro (autoria e locução) - Beatriz Caetano Bento (produção e voz off introdução) - Dizplay Soundlab (produção e sound design) Áudios utilizados: - Entrevista a Maria Helena Vieira da Silva em “Ma Femme Chamada Bicho”, de José Álvaro de Morais, 1977 - Entrevista a João dos Santos em “A Escolinha de Arte de Cecília Menano – com Cecília Menano, João dos Santos e Maria Emília Brederode Santos”, 1975 Músicas utilizadas: - Jardim do Passeio Alegre in Solo II, António Pinho Vargas – David Ferreira Iniciativas Editoriais, 2008 - Arabesque no1, Claude Debussy, 1888 - Rêverie, L68, Claude Debussy, 1890 - Prelude and Fugue in B in The Well Tempered Clavier Book 2 - Nos.13-24, Johann Sebastian Bach, 1742 - Trem das Cores, Caetano Veloso – Universal Music, Warner Chappel Music, 1982 - Prelude and Fugue in A in The Well Tempered Clavier Book 1 - Nos.1-24, Johann Sebastian Bach, 1722 - String Quartet in F minor, HIII No.35, Op.20 No.5. 1. Moderato, Franz Joseph Haydn, 1847 - Kidonov (música adicional introdução e fecho)

    O Movimento Parado do Jardim das Amoreiras por Anabela Mota Ribeiro
  2. 09/13/2021

    Knowing Water

    Throughout modern history, rivers have been used as transportation networks and border spaces, allowing cities to sprawl and urban prosperity to thrive. At the same time, the material, energetic qualities of rivers, their circulatory power, enigmatic behaviours and endless life forms tend to be overlooked. What story does the River Tagus tell us about the twin cities of Lisbon and Almada when its tangible, effervescent characteristics are permitted to rise to the surface? A work for headphones, “Knowing water" takes the listener on a sonic journey to the riverbed. Exploring the subterranean space in which both Lisbon and Almada are contained, it asks questions about the future of our cities and how water — in all its multivalence — might become more knowable to urban planning. The piece is available in three versions: Portuguese, English, and an immersive sound-only version. Listeners are encouraged to experience the work as they cross the Tagus by boat. This project was funded by the European Research Council (ERC) under the European Union's Horizon 2020 research and innovation programme, as part of the project Sonorous Cities: Towards a Sonic Urbanism (SONCITIES) (grant contract no. 865032) Open House Lisboa 2021 is co-produced by the Lisbon Architecture Triennial and EGEAC, in partnership with the Municipality of Almada. Credits: Conceived and spoken by Matilde Meireles (sound and Portuguese version narration) and Christabel Stirling (text and English version narration). The sound pieces include field recordings by both authors. Introduction and final credits voice-over by Beatriz Caetano Bento. Audio production by Dizplay SoundLab (introduction and final credits) and Merijn Royaards studios (main text recording). Translation by José Roseira.

    Knowing Water
  3. 09/13/2021

    Conhecer a Água

    Ao longo da história moderna, os rios foram usados como redes de transporte e espaços de fronteira, permitindo que as cidades se expandissem e a prosperidade urbana prosperasse. Ao mesmo tempo, as qualidades materiais e energéticas dos rios, o seu poder circulatório, comportamentos enigmáticos e formas de vida infinitas tendem a ser esquecidos. Que história nos conta o rio Tejo sobre as cidades gémeas de Lisboa e Almada quando se permite que as suas características tangíveis e efervescentes venham à tona? Como obra para auscultadores, “Saber a água" leva o ouvinte numa viagem sonora ao leito do rio. Explorando o espaço subterrâneo onde estão Lisboa e Almada, questiona o futuro das nossas cidades e como a água - em toda a sua multivalência - pode tornar-se mais reconhecível no planeamento urbano. A peça está disponível em três versões: português, inglês e uma versão imersiva apenas sonora. Os ouvintes são incentivados a sentir a obra enquanto atravessam o Tejo de caciheiro. Ficha técnica: De e por Matilde Meireles (Som e locução da versão em Português) e Christabel Stirling (Texto e locução da versão em Inglês). As peças sonoras incluem gravações de campo das duas autoras. Voz off (Introdução e genérico final)- Beatriz Caetano Bento Produção Áudio - Dizplay SoundLab (introdução e genérico final) e estúdios Merijn Royaards (gravação texto principal) Tradução - José Roseira Este projecto obteve financiamento do Conselho Europeu de Investigação (ERC) no âmbito do programa de investigação e inovação Horizonte 2020 da União Europeia, parte do projecto Sonorous Cities: Towards a Sonic Urbanism (SONCITIES) (contrato de subvenção n.º 865032). O Open House Lisboa 2021 é uma co-produção Trienal de Arquitectura de Lisboa e EGEAC, em parceria com a Câmara Municipal de Almada.

    Conhecer a Água

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