Igreja em Porto Alegre

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*** DICA: Pressione Ctrl+F ou Command+F para pesquisar pelo nome do pregador ou pelo título da pregação. *** Podcasts das palavras ministradas nos cultos semanais da Igreja em Porto Alegre. https://www.igrejaemportoalegre.com.br

  1. Eduardo Arakaki Jr. - A vida e a obra do Senhor Jesus Cristo

    4d ago

    Eduardo Arakaki Jr. - A vida e a obra do Senhor Jesus Cristo

    Ao longo das Escrituras, Deus revela progressivamente quem é o Senhor Jesus Cristo, e contemplar Sua pessoa fortalece nossa fé, renova nossa esperança e nos conduz a uma vida de maior intimidade com Ele. Jesus não começou a existir em Belém, pois é o Verbo eterno, o verdadeiro Deus, presente desde o princípio e participante da criação de todas as coisas (João 1:1-3; Gênesis 1:26; 1 João 5:20). A salvação não é resultado apenas de argumentos ou evidências históricas, mas da ação sobrenatural de Deus, que ilumina o coração para reconhecer Cristo e experimentar a vida que somente Ele pode conceder (2 Coríntios 4:6). Tudo o que recebemos dEle possui caráter eterno, pois procede daquele que é eterno. Ao tornar-se homem, o Filho de Deus revelou a profundidade de Sua humildade e graça. A manjedoura nos ensina que, no Reino de Deus, a verdadeira grandeza é encontrada no serviço e na renúncia, e não na busca por reconhecimento. Sua vida foi perfeita e irrepreensível, vencendo toda tentação sem pecado e tornando-Se o modelo para aqueles que desejam viver em santidade (João 1:14; 1 Pedro 2:22; Hebreus 4:15; Tiago 4:6). Assim como Cristo permaneceu fiel ao Pai, também somos chamados a viver separados para Deus, resistindo às tentações e confiando na fidelidade do Senhor, que sempre provê forças e livramento para aqueles que permanecem firmes nEle (1 Coríntios 10:13). A obra de Jesus revelou o amor e o poder de Deus de forma plena. Ele andou fazendo o bem, libertando os oprimidos, restaurando vidas e anunciando o Reino de Deus (Atos 10:38). Sua morte na cruz foi o sacrifício perfeito pelos nossos pecados, manifestação suprema do amor de Deus, que nos chama a amar e servir nossos irmãos da mesma maneira (Isaías 53:5; 1 João 3:16). Sua ressurreição inaugurou uma nova vida para todos os que pertencem a Cristo, levando-nos a viver com os olhos voltados para as coisas do alto e a investir nossa vida naquilo que possui valor eterno (Colossenses 3:1-4). Exaltado à direita do Pai, Jesus recebeu o nome que está acima de todo nome, diante do qual todo joelho se dobrará (Filipenses 2:9-11). Seu caminho de humilhação seguido pela exaltação nos ensina que a verdadeira honra procede de Deus e não dos homens. Vivemos aguardando Sua volta gloriosa, quando toda a justiça será plenamente estabelecida e cada pessoa prestará contas diante de Deus (Mateus 24:30; Romanos 14:7-12; Apocalipse 20:11-15). Essa esperança nos motiva a permanecer fiéis, vivendo para Cristo, servindo Sua Igreja e preparando-nos diariamente para o encontro definitivo com Aquele que nos chamou para Si. Que a contemplação da vida e da obra do Senhor Jesus Cristo renove continuamente nosso amor por Ele. Ao reconhecermos Sua eternidade, Sua humildade, Sua santidade, Sua obra redentora, Sua ressurreição, Sua exaltação e Sua promessa de voltar, somos convidados a viver com os olhos fixos em Cristo, confiando em Sua fidelidade e dedicando toda a nossa vida para a glória de Deus, até o dia em que estaremos para sempre em Sua presença. Perguntas para reflexão 1.⁠ ⁠Tenho mantido meus olhos fixos em Jesus, permitindo que Sua presença seja a fonte da minha paz, esperança e direção diária? 2.⁠ ⁠Em que áreas da minha vida preciso crescer em humildade, santidade e serviço, seguindo mais de perto o exemplo de Cristo? 3.⁠ ⁠Minha maneira de viver demonstra que estou preparado para o encontro com o Senhor e que minha esperança está firmada na eternidade?

    57 min
  2. Volnei Batista - A virtude dos bereanos

    Jun 21

    Volnei Batista - A virtude dos bereanos

    A virtude dos bereanos está relacionada à disposição de receber a Palavra com interesse e sinceridade, sem abrir mão de examiná-la cuidadosamente à luz das Escrituras. Em vez de reagirem com inveja, preconceito ou resistência, eles demonstraram nobreza ao conferir diariamente se aquilo que ouviam estava de acordo com a revelação de Deus (At 17.10-11). Essa atitude é apresentada como um modelo para todo discípulo que deseja permanecer firme na verdade. Para isso, é necessário compreender que todo julgamento espiritual exige um critério seguro. Assim como diversas atividades da vida dependem de uma medida confiável, a avaliação de qualquer ensino deve ser feita tendo a Palavra de Deus como padrão. O discípulo é chamado a conhecer as Escrituras e permitir que elas habitem ricamente em sua vida, para que possa discernir corretamente aquilo que ouve e recebe. Essa postura não deve ser confundida com crítica destrutiva ou com o desejo de encontrar defeitos nos outros. O discernimento bíblico consiste em comparar o que é ensinado com o padrão estabelecido por Deus. Por isso, os cristãos são exortados a provar os espíritos, examinando cuidadosamente as mensagens e verificando se procedem do Senhor. O objetivo não é promover desconfiança, mas proteger a igreja e preservar a fidelidade ao evangelho. O estudo também destaca que nenhuma autoridade humana está acima da Palavra de Deus. Nem mesmo alguém reconhecido por sua posição ou ministério deve ser recebido sem avaliação. Toda autoridade verdadeira é delegada por Deus e deve permanecer submissa à Sua vontade. Quando um ensino contradiz as Escrituras, cabe ao discípulo rejeitá-lo, independentemente de quem o esteja apresentando. Essa prática de examinar todas as coisas não deve ser confundida com rebelião ou independência espiritual. Os bereanos receberam a mensagem com disposição e respeito, mas também com responsabilidade diante de Deus. O objetivo não era questionar autoridades por orgulho ou resistência, e sim confirmar se aquilo que ouviam estava de acordo com as Escrituras. Dessa forma, a submissão e o discernimento caminham juntos, preservando tanto a humildade quanto a fidelidade à verdade. Além disso, a maturidade espiritual protege o povo de Deus contra enganos, falsas doutrinas e ensinos que apelam para a carne ou prometem conhecimentos especiais sem fundamento bíblico. Deus concedeu ministérios à igreja para promover crescimento, firmeza e discernimento, de modo que os cristãos não sejam levados por todo vento de doutrina. A Palavra de Deus, iluminada pelo Espírito Santo, permanece como o critério seguro para distinguir a verdade do erro. A verdadeira nobreza espiritual se manifesta quando o coração permanece humilde diante de Deus e comprometido com a verdade. O discípulo maduro não aceita nem rejeita uma mensagem apenas por emoção, tradição ou influência humana, mas examina tudo à luz das Escrituras. Dessa forma, a igreja é preservada do engano, fortalecida na fé e capacitada a permanecer firme no evangelho de Cristo. *Perguntas para reflexão* 1.⁠ ⁠Tenho examinado os ensinos que recebo à luz das Escrituras, como fizeram os bereanos? 2.⁠ ⁠Minha confiança está fundamentada na Palavra de Deus ou na reputação das pessoas que ensinam? 3.⁠ ⁠De que forma posso crescer em maturidade espiritual para discernir melhor a verdade e rejeitar o erro?

    54 min
  3. Passa-dia Mulheres 06/2026 - 2/2 - Todas as minhas fontes estão em ti (Sl 87:7b) - Clari Classi

    Jun 20

    Passa-dia Mulheres 06/2026 - 2/2 - Todas as minhas fontes estão em ti (Sl 87:7b) - Clari Classi

    Nós caminhamos sustentadas pela fidelidade e pela misericórdia de Deus em todas as etapas da vida. Mesmo diante de lutas, enfermidades, fragilidades e situações que parecem impossíveis, o Senhor permanece presente, cuidando de nós e conduzindo nossos passos. O maior milagre que recebemos é a salvação em Cristo, que nos faz filhas de Deus e nos dá uma nova identidade. Por isso, somos chamadas a viver em gratidão, confiança e dependência Daquele que nunca nos abandona.Ao longo da caminhada, descobrimos que a oração não é apenas uma prática espiritual, mas uma forma de cooperarmos com os propósitos de Deus. Quando perseveramos em intercessão, nossa visão é ampliada e passamos a enxergar além das nossas necessidades imediatas. O Senhor nos convida a participar daquilo que está em Seu coração, ensinando-nos a buscar muito mais os interesses de Deus do que os nossos próprios interesses. Assim, aprendemos que vale a pena confiar no tempo de Deus e permanecer firmes naquilo que Ele coloca diante de nós.Uma fonte indispensável para essa caminhada é a solitude com Deus. Diferente da solidão, ela é o lugar onde nosso coração encontra plenitude na presença do Senhor. É nesse ambiente de intimidade que abrimos nossa vida diante Dele, recebemos direção, correção, consolo e encorajamento. Também é nesse lugar que a Palavra de Deus se torna alimento para o nosso espírito, sendo guardada em nosso coração para produzir transformação, discernimento e obediência. Quando reservamos tempo de qualidade para estar com Deus, somos fortalecidas para viver segundo a Sua vontade. (2Tm 2:15; Sl 119:11)Outra fonte essencial é reconhecer Jesus como a centralidade e a suficiência da nossa vida. Quando Cristo ocupa o lugar principal em nosso coração, encontramos contentamento tanto nos momentos de abundância quanto nas horas de dificuldade. Essa verdade nos ajuda a vencer a murmuração, a comparação, a inveja e a insatisfação, conduzindo-nos a uma vida de gratidão. A partir dessa centralidade, somos chamadas a agradar a Deus por meio de uma vida de santidade, humildade, pureza de coração, obediência e amor pelos Seus interesses. (Sl 23; 2Co 3:5; Hb 11:6; Cl 1:10)Somos convidadas a andar com Deus diariamente, vivendo alinhadas à Sua vontade e rejeitando aquilo que nos afasta da Sua presença. À medida que crescemos em intimidade com o Senhor, aprendemos a ouvir Sua voz com mais clareza e a refletir Sua luz em nossa caminhada. Que o nosso desejo seja viver de tal maneira que Deus encontre prazer em nós, vendo filhas que O amam, O buscam e permanecem fiéis até o fim. (Sl 87:7; Ef 5:8-10; 1Pe 1:17)

    1h 16m
  4. Passa-dia Mulheres 06/2026 - 1/2 - Satisfação em Cristo / A Satisfação de Deus - Madalena Miranda

    Jun 20

    Passa-dia Mulheres 06/2026 - 1/2 - Satisfação em Cristo / A Satisfação de Deus - Madalena Miranda

    00:00 - Parte 1: Satisfação em Cristo 18:03 - Parte 2: A Satisfação de DeusDesde a queda do homem, carregamos uma sede profunda que não pode ser satisfeita pelas coisas deste mundo. Nosso coração procura descanso em diferentes fontes, mas permanece inquieto enquanto não encontra aquilo para o qual foi criado. Por isso, Jesus se apresenta como a água viva que sacia completamente a sede interior (João 4:13-14). Assim como aconteceu junto ao poço de Samaria, Ele continua revelando que nenhuma realização, posse ou relacionamento é capaz de preencher o vazio que somente Sua presença pode suprir. Somente nEle existe uma fonte que jorra para a vida eterna e produz verdadeira satisfação.Mesmo depois de encontrarmos o Senhor, permanecemos desafiados a não buscar contentamento em outras fontes. Muitas de nossas inquietações, carências, ansiedades e descontentamentos revelam a dificuldade de descansar plenamente na suficiência de Cristo. Entretanto, Deus determinou que tudo aquilo de que necessitamos fosse encontrado em Seu Filho. Por isso está escrito que Deus suprirá cada uma de nossas necessidades em Cristo Jesus (Filipenses 4:19). O Senhor é o nosso Pastor, e nada nos falta quando aprendemos a confiar plenamente nEle (Salmo 23:1). Quando essa realidade se torna viva em nosso coração, nasce um contentamento que não depende das circunstâncias, mas da comunhão com Deus.Também somos lembrados de que todas as nossas fontes estão no Senhor (Salmo 87:7) e de que nEle vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17:28). Por isso, o contentamento não está ligado ao quanto possuímos, mas à consciência de que tudo vem das mãos de Deus. Tendo sustento e com que nos vestir, já temos motivos para gratidão e contentamento (1 Timóteo 6:6-8). Nossa alma encontra descanso quando deixa de medir a felicidade pelo que ainda falta e aprende a desfrutar da provisão e do cuidado do Senhor.Ao longo das Escrituras, percebemos que existe um anseio no coração de Deus. O Senhor não procura apenas pessoas que recebam Suas bênçãos, mas homens e mulheres que correspondam à Sua vontade. Muitos experimentaram Sua provisão, Sua presença e Seus milagres, mas não agradaram ao Seu coração, como aconteceu com grande parte do povo que saiu do Egito (1 Coríntios 10:1-11). Em contraste, Enoque agradou a Deus e andou com Ele (Hebreus 11:5-6). O olhar do Senhor continua voltado para o aflito e abatido de espírito, que treme diante da Sua palavra (Isaías 66:1-2). Deus busca corações que se alegrem naquilo que alegra o Seu coração.Em Jesus Cristo encontramos a perfeita resposta a esse desejo de Deus. Toda a Sua vida foi marcada pela disposição de agradar ao Pai. Seu alimento era fazer a vontade de Deus, e Seu prazer consistia em cumprir aquilo que estava no coração do Pai. Por isso, quando o Espírito repousou sobre Ele, ouviu-se a voz do céu dizendo: “Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo” (Lucas 3:22). Como diz o salmista: “Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu” (Salmo 40:8), palavras que apontam para a perfeita entrega de Cristo ao propósito do Pai (Hebreus 10:5-10). Em Cristo, Deus encontrou plena satisfação, e é nessa mesma vontade que o Senhor continua formando Cristo na vida de Seus filhos.Quanto mais Cristo ocupa o centro da nossa vida, mais a nossa alma encontra descanso e mais aprendemos a corresponder aos anseios de Deus. A verdadeira satisfação não está apenas em receber do Senhor aquilo de que necessitamos, mas em viver para Sua glória e para o Seu agrado. Quando essa realidade governa o nosso coração, até mesmo as perdas, as dificuldades e as respostas negativas podem ser recebidas com confiança, porque a nossa alegria já não está nas circunstâncias, mas na comunhão com Cristo. Nele há plena suficiência, e nEle encontramos nosso propósito, nosso descanso e nossa verdadeira satisfação.

    1h 4m
  5. José Gustavo Miranda - Um discípulo crê, confia e descansa

    Jun 13

    José Gustavo Miranda - Um discípulo crê, confia e descansa

    O discipulado é uma obra de Deus que transforma o ser humano à imagem de Cristo. Desde o princípio, o propósito de Deus foi conduzir o homem a uma caminhada de comunhão, aprendizado e crescimento em Sua presença (Gn 1–2). Esse processo não se limita ao conhecimento de ensinamentos, mas envolve conhecer o próprio Senhor de maneira profunda, permitindo que Sua vida seja formada no interior de cada discípulo (Mt 11.29). Assim, Deus conduz Seus filhos em uma jornada de transformação que produz semelhança com Cristo e restaura o propósito para o qual foram criados.Ao longo da história, Deus continuou chamando homens e mulheres para essa caminhada, formando-os por meio da fé, da confiança e da obediência. Embora o pecado tenha provocado afastamento e desordem (Gn 3), Deus nunca abandonou Seu plano. Em Jesus, a perfeita imagem de Deus foi revelada aos homens (Cl 1.15; Hb 1.3), trazendo novamente clareza ao propósito divino. Por Sua vida, morte e ressurreição, Cristo reconciliou todas as coisas com Deus (Cl 1.19-20) e abriu o caminho para que o processo de transformação fosse retomado de forma plena.Depois da ascensão de Jesus, o Espírito Santo passou a habitar nos discípulos, conduzindo-os à verdade e moldando neles o caráter de Cristo (Jo 16.13; Gl 4.19). O discipulado não é um método, um programa ou uma atividade isolada, mas uma caminhada diária em que Deus trabalha no interior de cada pessoa. Ao mesmo tempo, os irmãos cooperam uns com os outros, compartilhando aquilo que recebem do Senhor e participando da edificação mútua do corpo de Cristo (Ef 4.13-16).Nesse processo, Jesus destaca a importância de aprender dEle, que é manso e humilde de coração (Mt 11.29). A verdadeira mansidão e humildade não são resultados de esforço exterior, mas da disposição de confiar em Deus e submeter-se à Sua vontade. À medida que o discípulo aprende a depender do Senhor, sua vida passa a refletir o caráter de Cristo também em seus relacionamentos e atitudes. Essa transformação acontece pela ação contínua do Espírito Santo, que opera de dentro para fora.O ambiente onde essa obra floresce é o descanso na presença de Deus. Esse descanso não é ausência de atividades ou dificuldades, mas uma postura interior de fé, confiança e entrega. Quando a alma encontra satisfação em Deus, ela deixa de ser dominada pela ansiedade, pela necessidade de controlar tudo e pela manipulação das circunstâncias. O contentamento nasce da certeza de que Deus provê tudo o que é necessário (Fp 4.11-13) e conduz cada situação segundo Sua sabedoria. Assim, o discípulo aprende a esperar no Senhor e a caminhar em paz, independentemente das circunstâncias (Mt 6.25-34).O alvo do discipulado é formar Cristo em cada filho de Deus. Por isso, a presença do Senhor é o bem mais precioso que o discípulo possui. Quem aprende a viver confiando em Deus encontra descanso para a alma e permanece firme mesmo em meio às lutas. A transformação acontece à medida que se permanece na presença do Senhor, permitindo que o Espírito Santo conduza cada passo da caminhada até que a vida reflita cada vez mais o caráter de Jesus. Como Moisés declarou, é a presença de Deus que distingue o Seu povo e lhe concede verdadeiro descanso (Êx 33.13-16).Perguntas para reflexão1. De que maneira o descanso em Deus tem influenciado minhas decisões, preocupações e expectativas diárias?2. Existem áreas da minha vida em que ainda procuro controlar situações em vez de confiar na direção do Senhor?3. Como posso cooperar melhor com a obra do Espírito Santo na formação de Cristo em mim e na vida dos meus irmãos?

    1h 3m
  6. Telmo Weber - O tabernáculo e Cristo

    Jun 7

    Telmo Weber - O tabernáculo e Cristo

    A caminhada do povo de Deus pelo deserto revela como o cuidado e a presença de Deus se manifestam de forma concreta em meio às maiores dificuldades. Durante quarenta anos de peregrinação de um lugar para o outro, a fidelidade de Deus garantiu que nada faltasse, sustentando a todos com alimento diário e preservando até mesmo as suas roupas e calçados em meio à terra seca (Êx 16:35; Dt 29:5). No centro desse acampamento, foi erguido o tabernáculo, um lugar sagrado montado com dedicação que servia como uma representação visível de que o Senhor habitava no meio do seu povo. Nesse espaço de adoração, cada detalhe e objeto carregava um significado profundo que apontava diretamente para uma realidade futura. No pátio inicial, o altar de sacrifícios e a bacia de bronze mostravam a necessidade de purificação e perdão para que as pessoas pudessem se aproximar de Deus (Êx 40:6-7). Ao avançar para o interior do santuário, encontravam-se o candelabro de ouro, que trazia luz ao ambiente, e o altar de incenso, que representava as orações e a adoração subindo aos céus (Êx 40:24-27). O grande destaque, porém, estava na mesa dos pães da proposição, onde doze pães permaneciam expostos continuamente (Êx 25:30). O número desses pães correspondia exatamente ao total das tribos de Israel, demonstrando que todo o povo estava constantemente guardado diante dos olhos do Senhor. Toda essa antiga estrutura, repleta de símbolos e rituais conduzidos pelos sacerdotes, serviu como uma preparação para a vinda de Jesus. Na antiga aliança, o sumo sacerdote carregava os nomes das tribos gravados em pedras preciosas junto ao seu peito ao entrar no lugar mais sagrado para interceder pelo povo (Êx 28:29). Com o sacrifício de Jesus na cruz, o véu que separava as pessoas de Deus foi rasgado definitivamente, transformando a antiga adoração em uma realidade viva e espiritual (Mt 27:51). Jesus assumiu o lugar de definitivo sumo sacerdote, e hoje Ele carrega cada um de nós em seu coração, intercedendo constantemente por nossas vidas diante do Pai. Assim, a Palavra de Deus ensina que as antigas sombras e figuras do passado encontraram o seu cumprimento perfeito na pessoa de Jesus e na formação de sua igreja (Ef 1:9-10). Os doze pães da proposição, que antes ficavam guardados no templo, hoje ganham um novo sentido quando a comunidade se reúne para celebrar a ceia. Ao compartilhar o pão e o vinho, relembramos o sacrifício de amor que nos uniu como família e recebemos o alimento espiritual necessário para a nossa jornada. Essa comunhão nos fortalece não apenas para desfrutar da presença do Pai, mas também para levar essa mensagem de esperança e acolhimento àqueles que ainda estão perdidos e famintos de amor. Perguntas para reflexão 1.⁠ ⁠Você já percebeu o cuidado diário e o sustento de Deus em sua vida, mesmo quando enfrentava momentos de deserto e dificuldades? 2.⁠ ⁠Se comparar com a forma como você vivia antes, o que mudou em sua rotina quando soube que Jesus intercede por você e carrega você junto a ele todos os dias? 3.⁠ ⁠O quanto participar da ceia do Senhor e da comunhão do Corpo de Cristo tem motivado você a compartilhar o "pão da vida" com as pessoas ao seu redor?

    34 min

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