Igreja em Porto Alegre

Comunidade de Discípulos em Porto Alegre - CDPA

*** DICA: Pressione Ctrl+F ou Command+F para pesquisar pelo nome do pregador ou pelo título da pregação. *** Podcasts das palavras ministradas nos cultos semanais da Igreja em Porto Alegre. https://www.igrejaemportoalegre.com.br

  1. 3d ago

    José Gustavo Miranda - Revelação de Jesus Cristo - Parte 1

    A Bíblia apresenta uma grande história de amor que começou no jardim do Éden e será plenamente consumada quando a igreja, a noiva do Cordeiro, estiver para sempre com o Senhor. Apesar da queda, o Noivo não desistiu daqueles que foram feitos para Ele, mas veio buscá-los e resgatá-los. Por isso, diante das distrações, preocupações e ataques deste tempo, precisamos manter os olhos naquilo que o Senhor vê e desejar sinceramente a Sua vinda. O Espírito e a noiva dizem: “Vem!”, pois aguardamos o dia em que estaremos com Ele para sempre.¹ O propósito de toda pregação da palavra de Deus é nos transformar à imagem de Cristo. Nosso espírito foi regenerado, nosso corpo aguarda a redenção e pode ser apresentado hoje como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; mas é em nossa alma que acontece uma obra contínua de transformação.² ³ A mente de Cristo precisa substituir a mente carnal, voltada para si mesma e para os próprios interesses. O Espírito Santo usa a palavra, revela Cristo e nos convence do pecado, da justiça e do juízo.⁴ Quando nossos pensamentos são alinhados com a vontade de Deus, nossos sentimentos encontram o devido lugar e nossas escolhas são direcionadas para aquilo que O agrada. Esse também é o objetivo do livro de Apocalipse. Seu propósito principal não é estabelecer datas para a volta de Cristo, identificar personagens ou relacionar dogmaticamente cada guerra, terremoto ou catástrofe a uma profecia específica. Embora os sinais devam ser considerados, conhecer cronologias, símbolos e acontecimentos não garante transformação. Podemos conhecer muitas coisas a respeito da vinda do Senhor sem amar a Sua vinda. Paulo declarou que a coroa da justiça está reservada para todos os que amam a vinda de Cristo.⁵ Essa expectativa deve produzir em nós uma atitude interior e exterior de quem está preparado para encontrar o Senhor a qualquer momento. Apocalipse é, antes de tudo, a revelação de Jesus Cristo dada aos Seus servos.⁶ Portanto, não deve ser visto como um livro destinado a produzir medo, mas como uma revelação do Noivo à Sua igreja. Assim como Rebeca caminhou para encontrar Isaque, a igreja caminha ao encontro de Cristo. Seu maior interesse não deve estar apenas nos acontecimentos que antecedem esse encontro, mas em conhecer Aquele que a espera. Antes de apresentar os eventos futuros, o Senhor fala à igreja por meio das cartas enviadas a Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. Essas cartas podem ser compreendidas de três maneiras. Na interpretação literal, foram dirigidas a igrejas reais do primeiro século e trataram de situações próprias de cada cidade. Na interpretação espiritual, contêm verdades e princípios aplicáveis à igreja em qualquer lugar e em qualquer tempo. Na interpretação histórica, podem representar diferentes períodos da história da igreja. Esta última leitura não deve ser tratada como um dogma, mas pode nos ajudar a perceber a condição da igreja ao longo do tempo. Contudo, o objetivo central permanece o mesmo: ouvir o que o Espírito diz às igrejas e responder à Sua palavra.⁷ ⁸ As cartas seguem uma estrutura que também pode ser percebida no livro como um todo. Cristo primeiramente Se apresenta; depois, revela a verdadeira condição da igreja, reconhece aquilo que Lhe agrada, reprova o que precisa ser corrigido, exorta ao arrependimento e faz .... (leia o texto na íntegra e as perguntas em nosso site: www.igrejaemportoalegre.com.br)

    José Gustavo Miranda - Revelação de Jesus Cristo - Parte 1
  2. Aug 9

    Ismael Oliveira - A didaquê de Cristo

    Antes da criação, Deus já tinha o homem em Seu coração. Ele nos formou, nos buscou quando estávamos perdidos e, por meio de Jesus Cristo, nos deu o direito de sermos feitos Seus filhos. Como Pai, Deus não nos deixou sem direção: revelou a nós Sua vontade e nos deu instruções para vivermos segundo o Seu propósito. No passado, nos falou por meio de Moisés; depois, nos falou por meio do Filho, que transmitiu aquilo que recebeu do Pai.¹ Esse ensino é chamado de Didaquê de Cristo. A palavra “didaquê” significa ensino, instrução, doutrina ou mandamento. Já o “querigma” é a proclamação de quem Jesus é e do que Ele realizou: Cristo morreu por nossos pecados, ressuscitou e reina. O querigma desperta a fé e deve ser crido; a Didaquê ensina como viver e deve ser obedecida. Por isso, fazer discípulos é proclamar Cristo, levar as pessoas a crerem Nele e ensiná-las a obedecer a tudo o que Ele ordenou.² A Didaquê de Cristo está especialmente concentrada no Sermão do Monte. Nele, Jesus revela o caráter daqueles que pertencem ao Reino de Deus: humildes de espírito, mansos, misericordiosos, limpos de coração, pacificadores e dispostos a permanecer firmes mesmo quando perseguidos. O discípulo não é apenas alguém que conhece ou admira Jesus, mas aquele que crê em tudo o que o Mestre diz e faz tudo o que Ele manda. A verdadeira fé não permanece apenas no discurso, mas se manifesta na prática da Palavra.³ Jesus também declarou que Seus discípulos são o sal da terra e a luz do mundo. O sal preserva e impede a corrupção; a luz ilumina e mostra o caminho. Assim, nosso testemunho acontece tanto por aquilo que proclamamos quanto pela maneira como vivemos. Quando nossas boas obras são vistas, o Pai é glorificado. A vida do discípulo precisa revelar Cristo por meio do amor, da generosidade e do bem praticado até mesmo em favor daqueles que nos prejudicam.⁴ A justiça ensinada por Jesus ultrapassa uma obediência meramente exterior. Ele trata as motivações, os pensamentos e as intenções do coração: não basta deixar de matar, é preciso abandonar o ódio; não basta evitar o adultério, é necessário rejeitar o olhar impuro; não basta amar os amigos, somos chamados a amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem. Também devemos buscar reconciliação quando alguém tem algo contra nós. Essa transformação não é produzida por esforço humano, mas pela presença de Cristo e pela ação do Espírito Santo em nós.⁵ A Didaquê alcança todas as áreas da vida. Jesus nos ensina a ofertar, orar e jejuar sem procurar a aprovação dos homens, pois o Pai vê aquilo que é feito em secreto. Ele nos chama a não servir às riquezas, mas a administrar tudo o que recebemos como mordomos de Deus e a buscar primeiro o Seu Reino. Nos ensina ainda a não viver ansiosos, mas a confiar no cuidado do Pai; a não julgar os outros com hipocrisia; a perdoar, amar e perseverar no caminho estreito.⁶ Ao concluir o Sermão do Monte, Jesus compara quem ouve e pratica Suas palavras a um homem prudente que edificou sua casa sobre a rocha. Quem ouve e não pratica constrói sobre a areia e não permanece quando chegam as tempestades. Portanto, não basta ouvir, admirar, estudar ou compreender: o verdadeiro discípulo guarda e pratica a Palavra de Cristo. Amar Jesus se manifesta em guardar Seus mandamentos, contando com o Espírito Santo, que nos ensina e nos faz lembrar de tudo o que Ele disse.⁷ Perguntas para reflexão Tenho me relacionado com Deus como Pai e recebido Suas instruções como direção segura para a minha vida? Minha fé em Jesus tem produzido obediência prática ou tenho me limitado a ouvir e concordar com Seus ensinos? Minhas palavras, atitudes e boas obras têm revelado Cristo e levado outras pessoas a glorificarem o Pai? Tenho permitido que o Espírito Santo transforme não apenas meu comportamento exterior, mas também meus pensamentos, motivações e intenções? Em quais áreas preciso deixar de ser apenas ouvinte e começar a praticar com perseverança aquilo que Jesus ordenou?

    Ismael Oliveira - A didaquê de Cristo
  3. Aug 2

    João Nelson - A humildade de Cristo

    A humildade nem sempre foi considerada uma virtude. No mundo antigo, era associada às pessoas de condição social inferior e aos escravos. Com a vinda do Senhor Jesus, porém, a verdadeira humildade foi revelada por Sua maneira de viver e passou a caracterizar aqueles que pertencem ao Reino de Deus. A humildade é uma das lições mais importantes que o discípulo precisa aprender. É possível haver consagração, zelo e experiências espirituais e, ainda assim, existir um orgulho escondido no coração. Por isso, o Espírito Santo revela verdades dolorosas a nosso respeito e, ao mesmo tempo, verdades maravilhosas a respeito de Cristo. Jesus nos chama a ir até Ele e aprender, pois é manso e humilde de coração.¹ A humildade e a mansidão também são indispensáveis para preservar a unidade na família e na vida da igreja.² Não podemos viver verdadeiramente unidos enquanto buscamos posição, reconhecimento ou superioridade. O humilde deseja que Cristo cresça e que ele diminua.³ Paulo nos chama a ter a mesma atitude de Cristo. Embora existisse em forma de Deus, Jesus esvaziou-Se, assumiu a forma de servo e tornou-Se semelhante aos homens. Como homem, humilhou-Se e foi obediente até a morte, e morte de cruz.⁴ Cristo humilhou-Se em Sua divindade, pois sendo Deus Se fez homem, e em Sua humanidade, pois sendo homem tomou a forma de servo. Antes de ser humilhado pelos homens, Jesus já havia humilhado a Si mesmo. Por isso, quando ultrajado, não revidava; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-Se Àquele que julga retamente.⁵ Somente quando a humildade de Cristo reina em nosso coração conseguimos enfrentar as humilhações sem devolver as pedras lançadas contra nós, transformando-as em um altar para o Senhor. Em três situações, Jesus ensinou como a humildade deve se manifestar. Na primeira, os discípulos discutiam sobre qual deles seria o maior. Jesus colocou uma criança no meio deles e ensinou que aquele que deseja ser o primeiro deve ser o último e servo de todos.⁶ A criança representa um coração simples e quebrantado, que não procura posição ou autoridade. No Reino de Deus, o maior é aquele que se humilha. Na segunda situação, a mãe de Tiago e João pediu que seus filhos ocupassem os lugares de maior honra no Reino. A indignação dos outros discípulos revelou que eles também desejavam posições elevadas. Jesus então lhes disse: “Não é assim entre vós”. Quem deseja ser grande deve servir, assim como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar Sua vida em resgate por muitos.⁷ No Reino de Deus, quanto maior a autoridade, maior deve ser a humildade. Na terceira situação, durante a última ceia, nenhum dos discípulos assumiu o serviço de lavar os pés dos demais. Jesus levantou-Se, tomou a toalha e a bacia e ocupou o lugar do servo de menor posição. Aquele diante de quem todas as nações se ajoelharão ajoelhou-Se diante de Seus discípulos e lavou seus pés. Assim, mostrou que a verdadeira grandeza se manifesta no serviço.⁸ Nosso ministério também é o serviço da bacia e da toalha. Somos chamados a servir nossa família, nossos irmãos e aqueles que ainda estão perdidos. O humilde esvazia-se do ego, da vaidade, da busca por reconhecimento e da confiança na própria sabedoria para ser cheio da beleza e da humildade de Cristo. Quando esposos, esposas, pais, filhos e irmãos aprendem de Jesus a ser mansos e humildes de coração, os relacionamentos são abençoados, a unidade é preservada e as divisões perdem espaço. Jesus é nosso exemplo e também Aquele que pode produzir Sua humildade em nós. Tenho permitido que o Espírito Santo revele o orgulho e a busca por reconhecimento que ainda existem em meu coração? Quando sou contrariado, julgado ou humilhado, tenho reagido como Cristo ou procurado revidar? Em minha família e na vida da igreja, tenho buscado posição ou tomado a bacia e a toalha para servir? Quanto maior é minha responsabilidade, maior também tem sido minha humildade? Tenho ido a Jesus para aprender dEle a ser manso e humilde?

    João Nelson - A humildade de Cristo
  4. Jul 19

    Fernando Silveira - A essência que nos move

    A vida da igreja necessita de alguma estrutura para que haja ordem, organização e planejamento. Contudo, as estruturas são relativas e podem mudar conforme as circunstâncias. A essência, porém, não pode ser perdida. Por isso, precisamos nos perguntar constantemente: por que fazemos o que fazemos? Podemos estar envolvidos em muitas atividades, reuniões e responsabilidades e, ainda assim, nos afastarmos daquilo que realmente deve mover a nossa vida. Quando Jesus viu as multidões, compadeceu-se delas porque estavam aflitas e exaustas, como ovelhas que não tinham pastor.¹ Esse olhar de Jesus revela a essência do cuidado com as pessoas. Ele não agia apenas para cumprir uma tarefa, mas porque era profundamente movido por amor. Da mesma maneira, o chamado para ser e fazer discípulos não deve ser cumprido por obrigação, pressão ou ativismo, mas como resposta ao amor de Deus derramado em nosso coração.² Ao longo da caminhada, podemos nos cansar, desanimar ou nos frustrar quando as pessoas não correspondem como esperávamos. A própria Palavra nos orienta a não nos cansarmos de fazer o bem.³ Entretanto, os resultados não podem determinar se continuaremos amando e servindo. Fazemos o que fazemos porque fomos conquistados por Cristo e porque o Seu amor nos constrange a não vivermos mais para nós mesmos, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por nós.⁴ Discipular alguém não significa controlar sua vida, tomar decisões em seu lugar ou tentar realizar o trabalho que pertence ao Espírito Santo. Nosso papel é cooperar com Deus na formação de Cristo naquela pessoa, apontando-a para Jesus e ensinando-a a guardar Sua palavra.⁵ Isso exige tempo, disposição para ouvir, oração e cuidado. Muitas vezes não teremos respostas imediatas, mas podemos conduzir a pessoa para perto do Senhor e confiar na ação do Espírito Santo. Todos nós recebemos algo de Deus que pode ser repartido. Fomos chamados das trevas para a Sua maravilhosa luz com o propósito de proclamar as virtudes daquele que nos chamou.⁶ Talvez consideremos pequeno aquilo que sabemos ou vivemos, mas, nas mãos do Senhor, até uma palavra simples pode sustentar e transformar uma vida. Deus não procura somente pessoas muito qualificadas; Ele procura pessoas disponíveis. Cada discípulo pode cuidar de alguém, começando pelos de dentro da própria casa, e também alcançando aqueles que o Senhor coloca ao seu redor. Esse chamado não é um convite ao ativismo nem uma lei que produz condenação. É um chamado para nos aproximarmos do Senhor e permitirmos que o Seu amor governe nossas motivações. Amar o Senhor se manifesta principalmente em guardar os Seus mandamentos, não como uma imposição exterior, mas como resposta de amor e relacionamento com Ele.⁷ Primeiro somos chamados a ser discípulos e, então, a fazer discípulos. Jesus ordenou que Seus discípulos fossem e fizessem discípulos de todas as nações, ensinando-os a guardar tudo o que Ele havia ordenado.⁵ Porque fomos amados, podemos amar; porque fomos alcançados, podemos cooperar para que outros também sejam alcançados. O amor entre os discípulos é uma expressão pela qual o mundo reconhece que pertencemos a Jesus.⁸ Essa é a essência que deve nos mover todos os dias, até que o Senhor venha. Perguntas para reflexão: Tenho compreendido por que faço aquilo que faço como filho de Deus ou apenas sigo uma estrutura e cumpro atividades? Ao cuidar de pessoas, tenho sido movido pelo amor de Cristo ou pela obrigação, pela cobrança e pela expectativa de resultados? Tenho procurado cooperar com a ação do Espírito Santo na vida das pessoas ou tenho tentado controlar suas decisões e produzir mudanças por minha própria força e influência? Quais pessoas Deus colocou ao meu redor para que eu as ame, ouça, sirva, ensine e ajude a se aproximarem de Cristo? ¹ Mt 9.36² Rm 5.5³ Gl 6.9⁴ 2Co 5.14-15⁵ Mt 28.18-20⁶ 1Pe 2.9⁷ Jo 14.15,21⁸ Jo 13.35

    Fernando Silveira - A essência que nos move
  5. Jul 12

    Jan Gottfridsson - Autoridade Espiritual

    Toda autoridade procede de Deus, pois somente Ele possui autoridade absoluta.¹ Jesus declarou que toda autoridade lhe foi dada no céu e na terra, e o Senhor estabeleceu o seu trono sobre tudo e todos.² As autoridades existentes exercem uma responsabilidade delegada, limitada e subordinada à vontade de Deus. Por isso, reconhecer a autoridade espiritual não é exaltar pessoas, mas reconhecer o governo do Senhor e os princípios que Ele estabeleceu para a família, a igreja, o trabalho e a sociedade. Deus investiu líderes de autoridade para cuidar, orientar e servir. A Palavra ensina que os discípulos devem lembrar-se daqueles que lhes transmitiram a fé, observar o resultado de sua maneira de viver e imitar seu exemplo. Também orienta que sejam obedientes e submissos aos seus líderes, pois eles velam por suas vidas e prestarão contas a Deus.³ Essa submissão deve proceder de um coração persuadido e confiante, permitindo que o cuidado seja exercido com alegria, e não com tristeza ou sobrecarga. Toda autoridade delegada precisa refletir o caráter de Cristo. Jesus, sendo Senhor e Mestre, lavou os pés dos discípulos e apresentou a si mesmo como exemplo de humildade e serviço.⁴ Assim, a autoridade não deve ser exercida com orgulho, dureza, controle, manipulação ou imposição, mas com amor, misericórdia, domínio próprio e disposição para dar a vida. A autoridade espiritual existe para proteção, cuidado, serviço e edificação, nunca para destruição.⁵ Somente pode exercer autoridade de maneira saudável quem também vive debaixo de autoridade. O centurião reconheceu que podia dar ordens porque estava sujeito a uma autoridade superior.⁶ Da mesma forma, ninguém deve servir de maneira isolada, sem prestar contas ou permitir correção. A ausência de submissão abre espaço para abusos, exageros e autoritarismo. Estar debaixo de autoridade é proteção, graça e oportunidade contínua de quebrantamento e amadurecimento. Sem sujeição não há edificação. Deus se opõe ao orgulhoso, mas concede graça ao humilde.⁷ A autoridade não deve ser tomada, exigida ou reivindicada; ela é reconhecida como consequência do serviço, do amor, da confiança e do compromisso construído ao longo do relacionamento. A submissão bíblica não é a de um escravo movido por medo, obrigação ou intimidação, mas a de um filho que vive em liberdade, reciprocidade e confiança. Nenhum líder pode ocupar o lugar de Jesus, único Salvador e Mediador entre Deus e os homens. O alvo da autoridade espiritual é formar discípulos maduros, responsáveis por suas próprias decisões e cada vez mais dependentes do Senhor. O líder aconselha, adverte, ensina, corrige e encoraja, mas não controla a consciência nem toma decisões no lugar do discípulo. Nenhuma autoridade pode ultrapassar os limites da Palavra, impor preferências pessoais ou exigir algo imoral, arbitrário ou contrário à consciência. Jesus é o grande Pastor, e todos os que cuidam de pessoas são apenas servos chamados a refletir o seu caráter, dando a vida pelas ovelhas e conduzindo-as a uma comunhão profunda com Ele.⁸ Perguntas para reflexão Tenho reconhecido a autoridade de Deus nas autoridades delegadas por Ele nas diferentes áreas da minha vida e respondido com uma atitude verdadeiramente submissa?Quando exerço alguma responsabilidade sobre outras pessoas, minhas atitudes refletem o caráter humilde, amoroso e servidor de Cristo?Minha caminhada com aqueles que cuidam de mim tem sido marcada por confiança, transparência, prestação de contas e disposição para receber correção?Referências bíblicas: ¹ Rm 13.1-2; ² Mt 28.18; ³ Hb 13.7,17; ⁴ Jo 13.13-17; ⁵ 2Co 10.8; 13.10; ⁶ Mt 8.8-10; ⁷ 1Pe 5.1-6; ⁸ Ez 34; Jo 10

    Jan Gottfridsson - Autoridade Espiritual
  6. Jul 5

    Vinícius Gonçalves - Livremo-nos de tudo que nos atrapalha

    Ao longo da caminhada cristã, somos chamados não apenas a abandonar o pecado, mas também tudo aquilo que, embora seja lícito, se torna um peso e nos impede de correr com perseverança a carreira que Deus nos propôs. A Palavra nos exorta a manter os olhos fixos em Jesus, deixando de lado tudo o que desvia nossa atenção ou enfraquece nossa comunhão com Ele (1 Coríntios 6:12; Hebreus 12:1-3). Por isso, somos convidados a examinar sinceramente o nosso coração, permitindo que o Espírito Santo revele aquilo que precisa ser deixado para trás. As Escrituras nos apresentam uma grande nuvem de testemunhas que perseveraram olhando para Cristo acima de qualquer circunstância. Paulo considerou tudo como lixo, porque encontrou em Jesus um tesouro incomparável (Filipenses 3:7-10). Moisés abriu mão das riquezas e dos privilégios do Egito, preferindo sofrer com o povo de Deus por causa da esperança em Cristo (Hebreus 11:24-26). Esses exemplos nos ensinam que a verdadeira liberdade não consiste em possuir todas as coisas, mas em viver desprendidos de tudo aquilo que compete com o Senhor em nosso coração. Da mesma forma, muitos irmãos ao longo da história testemunharam que vale a pena permanecer fiéis, mesmo em meio ao sofrimento. A perseverança daqueles que colocaram Cristo acima de suas próprias conveniências nos encoraja a confiar que o amor de Deus é maior do que qualquer dor e que nenhuma circunstância pode impedir os Seus propósitos. Essas vidas nos lembram que o peso mais perigoso nem sempre é o sofrimento, mas tudo aquilo que nos prende às preocupações, aos interesses e aos valores deste mundo, desviando nossos olhos da eternidade. A resposta para vencer esses pesos não está em nosso próprio esforço, mas na vida que recebemos em Cristo. Fomos ressuscitados com Ele e somos chamados a buscar as coisas do alto, onde Cristo vive, deixando que Sua vida governe nossos pensamentos, escolhas e prioridades (Colossenses 3:1-3). Quanto mais permanecemos nele, mais aprendemos a confiar no cuidado do Pai, a entregar nossas ansiedades e a viver na liberdade para a qual Cristo nos libertou (Gálatas 5:1). Seu jugo é suave e Seu fardo é leve, porque Ele mesmo caminha conosco. Que esta seja uma oportunidade para sondarmos o nosso coração diante do Senhor. Mais do que identificar pecados, somos chamados a reconhecer também os pesos que têm enfraquecido nossa caminhada e impedido nosso crescimento espiritual. Ao fixarmos os olhos em Jesus, encontramos forças para abandonar tudo o que nos afasta dEle e prosseguir com alegria na carreira que nos foi proposta, vivendo para a eternidade e aguardando com esperança o cumprimento de todas as Suas promessas.

    Vinícius Gonçalves - Livremo-nos de tudo que nos atrapalha

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