Igreja em Porto Alegre

Comunidade de Discípulos em Porto Alegre - CDPA

*** DICA: Pressione Ctrl+F ou Command+F para pesquisar pelo nome do pregador ou pelo título da pregação. *** Podcasts das palavras ministradas nos cultos semanais da Igreja em Porto Alegre. https://www.igrejaemportoalegre.com.br

  1. 6d ago

    Dione Almeida - O descanso da graça

    Vivemos em um tempo de cansaço crescente. Trabalho e serviço no Reino são legítimos e necessários, mas podem ocupar nossa vida de tal forma que acabamos tentando sustentar tudo pela própria força. Quando Jesus nos chama e afirma que Seu jugo é suave e Seu fardo é leve, precisamos perguntar por que tantos chegam à exaustão justamente tentando servi-lo. A promessa continua sendo entrar no descanso de Deus¹, porque somos salvos pela graça, mediante a fé², e, se é pela graça, já não é pelas obras³. Nossa mente tende a funcionar por transações: fazemos algo esperando receber algo em troca, como se acumulássemos méritos para alcançar um prêmio. A graça rompe completamente com essa lógica. Ela não é recompensa para quem chegou ao topo, mas a mão de Deus que alcança quem não poderia sair sozinho do lugar em que caiu. A graça começa em quem Deus é, não no que fazemos. Um presente não é conquistado; se fosse conquistado, seria salário ou prêmio. Pela graça, recebemos de Deus aquilo que jamais poderíamos produzir por merecimento. Justiça, misericórdia e graça nos ajudam a compreender essa diferença. A justiça trata da dívida e de seu pagamento. A misericórdia nos libera daquilo que deveríamos pagar. A graça vai além: Deus nos acolhe, nos aproxima e nos faz família. O filho pródigo voltou pensando em uma relação de trabalho, mas foi recebido novamente como filho⁴. Por isso, obedecemos não para conquistar aceitação, mas como expressão de amor e gratidão. A graça não nos autoriza a viver sem responsabilidade, trabalho ou esforço. Ela tem poder para nos mudar de dentro para fora. Essa mesma graça que recebemos deve fluir em direção aos outros. No cuidado e no discipulado, não podemos tratar pessoas apenas a partir de uma lógica de merecimento, como se nossa responsabilidade fosse produzir nelas, pela força, aquilo que somente Deus pode gerar. Continuamos ensinando, aconselhando, corrigindo, orando, cuidando e servindo, mas não como tarefa pesada ou obrigação. Fazemos isso com o mesmo recurso que nos alcançou: graça. Ser e fazer discípulos passa por imitar o Mestre, aprender como Ele age, trata e reage, e oferecer aos outros aquilo que recebemos dele. Jesus chamou discípulos para segui-lo e, depois, os enviou para fazer discípulos de todas as nações⁵. O discipulador não é responsável por fabricar um discípulo por sua habilidade; sua responsabilidade é ser discípulo, oferecer ensino, conselho, ajuda e, principalmente, modelo. Quem compreendeu a graça tem obras e serve, mas o faz na graça, inclinando-se voluntariamente para os mais novos para que também provem dessa liberdade. Podemos até terminar cansados pelo serviço, mas não esmagados por uma tarefa: servimos com alegria e gratidão, encontrando descanso na graça de Deus. Perguntas para reflexão Tenho servido ao Senhor movido pela graça e pela gratidão ou pela pressão de cumprir tarefas e provar meu valor? Ao cuidar de outras pessoas, tenho usado a graça que recebi como minha principal ferramenta ou tenho agido apenas pela lógica do merecimento? Minha forma de fazer discípulos tem sido marcada pelo exemplo de uma vida que imita Jesus ou pela tentativa de controlar e produzir resultados pela minha própria capacidade? Referências bíblicas Hebreus 4:1 Efésios 2:8 Romanos 11:6 Lucas 15:11-32 Mateus 28:19-20

    Dione Almeida - O descanso da graça
  2. Sep 20

    José Gustavo - Éfeso

    Série: Jesus e as igrejas no Apocalipse. Parte 2: Éfeso O Apocalipse não foi dado para alimentar medo ou especulações sobre datas, mas para fortalecer nossa esperança no cumprimento das promessas de Deus e nos revelar Jesus. Na carta à igreja de Éfeso, o Senhor se apresenta como aquele que conserva as sete estrelas em sua mão e anda no meio dos sete candeeiros. As estrelas apontam para os mensageiros que recebem e transmitem sua palavra, enquanto os candeeiros representam as igrejas, chamadas a iluminar o mundo com a vida de Cristo. Por isso, nossa luz não procede de nós mesmos: ela depende da presença do Senhor entre nós, pois somos chamados a brilhar diante dos homens.¹ Jesus reconhece o trabalho, a perseverança e o discernimento dos irmãos de Éfeso. Eles sabiam identificar falsos apóstolos, suportavam provações e não haviam esmorecido. Contudo, haviam abandonado o amor que possuíam no princípio. O problema não era falta de atividade nem de firmeza doutrinária, mas a perda do amor que dava sentido às suas obras. Por isso, o Senhor os chama a lembrar de onde caíram, arrepender-se e voltar à prática das primeiras obras. O caminho não consiste apenas em recuperar um sentimento, mas em restaurar o amor para que as obras também sejam restauradas.² Desde o início, a igreja de Éfeso havia sido ensinada a unir verdade e amor. Paulo mostrou que o corpo de Cristo cresce e edifica a si mesmo em amor quando cada membro coopera com aquilo que recebeu de Deus.³ A instrução confiada a Timóteo também visava ao amor que procede de coração puro, boa consciência e fé sem hipocrisia.⁴ Assim, a precisão doutrinária não pode ser separada do amor: precisamos discernir o erro sem transformar diferenças em motivo de divisão. O amor deve ser a fonte de tudo o que fazemos. Evangelizar exige compaixão pelos perdidos; ensinar e discipular requer cuidado com quem precisa crescer; servir, contribuir, profetizar e orar pelos enfermos devem expressar misericórdia. Mesmo os dons dados para um fim proveitoso perdem seu valor quando não são exercidos em amor. Amar a Deus também se torna visível no amor pelos irmãos, pois aquele que ama é nascido de Deus e o conhece.⁵ Esse amor não ignora o mal nem abandona a verdade: ele é sincero, apega-se ao bem e honra os irmãos.⁶ Como igreja, podemos ter boa estrutura, muitas atividades e clareza sobre o que cremos, mas tudo se torna vazio se não houver amor e misericórdia. Jesus orou para que sejamos um, a fim de que o mundo creia.⁷ Quando vivemos em unidade, o Senhor se faz presente e sua luz alcança os que estão em trevas. Precisamos, portanto, examinar nossa vida, abandonar aquilo que nos divide e voltar ao amor do princípio. Amor restaurado produz obras restauradas e torna visível, por nosso intermédio, a vida de Cristo. Perguntas para reflexão Tenho realizado minhas obras para Deus movido por amor e compaixão ou apenas por responsabilidade e hábito? Como posso preservar a verdade e, ao mesmo tempo, tratar com amor alguém que pensa ou age de maneira diferente de mim? O que preciso abandonar ou restaurar para contribuir com a unidade da igreja e voltar à prática das primeiras obras? Referências bíblicas Mateus 5:14-16 Apocalipse 2:1-7 Efésios 4:16 1 Timóteo 1:5 1 João 4:7-8 Romanos 12:9-10 João 17:21

    José Gustavo - Éfeso
  3. Sep 18

    Tony Fenício - A vida de Deus em nós

    Jesus veio para que tenhamos vida em abundância e, como o Bom Pastor, entregou sua vida por nós.¹ Nesse ensino, encontramos três dimensões: zoe, a vida real, plena e poderosa de Deus; bio, a vida natural e terrena; e psique, relacionada à alma e à nossa individualidade. Fomos criados para receber a vida de Deus, mas o pecado trouxe separação e morte. Por isso, precisamos reconhecer se estamos centrados na vida de Deus, nas coisas deste mundo ou em nós mesmos. Em Cristo, somos chamados a escolher a zoe, sem permitir que os cuidados, as riquezas e os prazeres desta vida sufoquem a Palavra.² No Éden, prazer e satisfação estavam ligados à presença de Deus. O engano apresentou como desejável aquilo que produzia morte e rompeu a harmonia entre nossas necessidades e nossos desejos. Desde então, desejos influenciados pela natureza humana e pelas coisas terrenas podem nos afastar do que realmente precisamos. Nem tudo o que desejamos nos faz bem, e os recursos deste mundo devem servir ao amor de Deus, não ocupar o lugar que pertence a Ele.³ Essa luta aparece quando queremos fazer o bem, mas acabamos praticando aquilo que detestamos.⁴ A vida natural e a alma, quando governadas pelo pecado, confundem nossas escolhas e escondem nossa necessidade de Deus. Contudo, Ele prometeu colocar sua lei em nosso interior, escrevê-la em nosso coração e nos dar verdadeiro conhecimento de sua presença.⁵ Em Cristo, o pecado não precisa mais nos dominar, porque a lei do Espírito da vida nos liberta e o Espírito Santo gera em nós a vida de Deus.⁶ Por isso, não devemos tratar nossa vontade como se ela sempre dissesse a verdade. Precisamos permitir que a verdade oriente nossos desejos. Jesus é o caminho, a verdade e a vida; Ele nos convida a negar a nós mesmos, tomar nossa cruz e segui-lo. Na cruz, sem os atrativos valorizados pelo mundo, Ele revelou aquilo de que realmente necessitamos: perdão, liberdade, reconciliação, esperança e vitória sobre a morte. Quando foi levantado, declarou que atrairia todos a si, arrancando-nos do engano e dos domínios que nos afastam de Deus.⁷ Cristo não oferece apenas alívio passageiro, mas descanso e paz. Vícios e comportamentos repetitivos prometem sensações momentâneas, porém podem nos dominar. Jesus nos liberta para escolher a vontade do Pai, que é boa, agradável e perfeita. Ao entregar sua vida na cruz, Ele abriu o caminho para a ressurreição e mostrou que a vida de Deus vence a morte.⁸ Podemos nos render ao Senhor, abandonar a confiança em nossos próprios desejos e buscar Jesus até reconhecermos que somente nele encontramos a vida, o descanso e a satisfação que permanecem. Perguntas para reflexão Tenho orientado minhas escolhas pela vida de Deus, pelas coisas deste mundo ou pelos desejos da minha própria alma? Qual desejo ou comportamento tem me oferecido apenas alívio passageiro e precisa ser entregue ao governo de Cristo? Como posso buscar Jesus nesta semana e escolher a vontade do Pai acima da minha própria vontade? Referências bíblicas João 10:10-11 Lucas 8:14 1 João 3:17 Romanos 7:14-20 Jeremias 31:33-34 Romanos 8:1-4 João 12:32 Mateus 27:50-53

    Tony Fenício - A vida de Deus em nós
  4. Sep 13

    Ismael Oliveira - O Grande Eu Sou

    A Didaquê de Cristo apresenta mandamentos concretos que devem ser obedecidos. O querigma, por sua vez, é a proclamação de quem Cristo é e apela à fé. Quando Jesus declara “Eu sou”, Ele não está apenas ensinando algo para fazermos, mas revelando quem Ele é para que creiamos nele. Quando Deus chamou Moisés, revelou-Se como “Eu Sou”. Não como um deus entre muitos, mas como o único Deus. Mais tarde, Jesus utiliza a mesma expressão: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”. Assim, Ele revela Sua identidade divina. Nas declarações registradas especialmente no Evangelho de João, Jesus mostra diferentes aspectos de quem Ele é e, ao mesmo tempo, responde às necessidades mais profundas do homem.¹ O homem tem fome, e Jesus declara: “Eu sou o pão da vida”. O alimento natural sustenta o corpo por algum tempo, mas Cristo é o alimento que sustenta nossa vida interior. Ele não apenas nos dá pão; entrega-Se a nós. Nossa satisfação não está nos prazeres, emoções, vaidades ou ambições deste mundo, mas em nos alimentarmos continuamente de Cristo.² O homem vive em trevas, e Jesus diz: “Eu sou a luz do mundo”. O pecado escurece o entendimento, confunde valores e cauteriza a consciência. Quando Cristo ilumina nossa vida, revela aquilo que estava escondido, mostra a verdade, direciona nossos passos e nos conduz com segurança. O homem está perdido e precisa entrar no Reino. Jesus declara: “Eu sou a porta”. Não são religião, tradição ou boas obras que nos salvam. Cristo é a única entrada para a salvação. Ele também é o Bom Pastor, que conhece Suas ovelhas, chama cada uma pelo nome, busca a perdida, cura a ferida, fortalece a enferma e entrega Sua própria vida pelo rebanho.³ O homem está morto espiritualmente, e Jesus declara: “Eu sou a ressurreição e a vida”. Ele não apenas concede ressurreição; Ele próprio é a ressurreição. Em Cristo recebemos vida eterna, esperança e vitória sobre a morte. Aquele que estava morto em seus delitos e pecados pode receber a vida que procede de Deus.⁴ O homem está desnorteado, e Jesus declara: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Existem muitas propostas, filosofias e religiões, mas somente Cristo conduz ao Pai. Ele não apresenta apenas uma verdade entre outras: Ele é a verdade. E não oferece apenas uma existência melhor: Ele é a própria vida que vem de Deus.⁵ Jesus também declara: “Eu sou a videira verdadeira”. Nós somos os ramos e só podemos frutificar permanecendo ligados a Ele. Nossa frutificação não nasce do esforço independente, mas da comunhão, da Palavra, da oração, da obediência e da dependência de Cristo. Separados dele, secamos; permanecendo nele, produzimos fruto.⁶ Por fim, Jesus é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. Ele estava no princípio, sustenta todas as coisas e conduzirá tudo à sua consumação. Nossa fome, trevas, perdição, morte, falta de direção e esterilidade encontram resposta nele. Jesus é o grande Eu Sou. Perguntas para reflexão: Tenho apenas conhecimento sobre Jesus ou realmente creio em quem Ele declara ser? Em que tenho buscado satisfação além de Cristo? Tenho permitido que a luz de Jesus revele e direcione minha vida? Tenho descansado em Cristo como minha única porta de salvação e meu Bom Pastor? Minha esperança diante da morte está firmada em Jesus, a ressurreição e a vida? Tenho reconhecido Cristo como o único caminho e a verdade que governa minha vida? Minha vida demonstra que estou permanecendo na videira e produzindo fruto? ¹ Êx 3:13-14; Jo 8:58.² Jo 6:35.³ Jo 8:12; 10:9-16; Ez 34:15-16.⁴ Jo 11:25-26; Ef 2:1-5; Ap 1:17-18.⁵ Jo 14:6.⁶ Jo 15:1-5; Ap 1:8.

    Ismael Oliveira - O Grande Eu Sou
  5. Sep 9

    Abe Huber - Leve a sua igreja a mergulhar na cultura do amor

    A igreja local tende a refletir a vida de seus líderes. Por isso, uma cultura de amor não começa em métodos, estruturas ou programas, mas na vida daqueles que conduzem a igreja. O amor precisa ser vivido primeiro pelos líderes e suas famílias para então influenciar toda a comunidade. Ao tratar do conflito entre Evódia e Síntique, Paulo mostra que a cultura do amor é realista. Ele não ignora o problema nem faz de conta que está tudo bem. As duas haviam trabalhado ao seu lado na causa do evangelho, mas precisavam resolver suas diferenças. Paulo também chama outro líder a ajudá-las nesse processo.¹ Amar não significa varrer conflitos para debaixo do tapete. Problemas não tratados afetam os relacionamentos e podem comprometer a saúde da igreja. A Bíblia não esconde conflitos entre irmãos e líderes. Paulo e Barnabé tiveram uma séria divergência a respeito de João Marcos e seguiram caminhos ministeriais diferentes.² Mais tarde, porém, Paulo fala positivamente de Barnabé³ e reconhece João Marcos como alguém útil para o ministério.⁴ A cultura do amor reconhece os problemas, mas trabalha pela restauração. Ela também é cheia de compaixão. Ao corrigir Evódia e Síntique, Paulo não despreza a história delas nem apaga o que Deus já havia realizado através de suas vidas. Ele lembra que trabalharam ao seu lado no evangelho e afirma que seus nomes estão no livro da vida.¹ A verdadeira correção não condena nem destrói a pessoa; reafirma quem ela é em Cristo e procura ajudá-la a crescer. Corrigir em amor não significa enfraquecer a verdade. O servo do Senhor não deve viver em contendas, mas ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente e capaz de disciplinar com mansidão os que se opõem.⁵ Também é exigido dos líderes que sejam inimigos de contendas.⁶ É possível tratar situações graves com firmeza e, ao mesmo tempo, com amor e mansidão. A cultura do amor precisa ser promovida e mantida proativamente pelos líderes. Há situações que não devem ser apenas observadas à distância. Liderar também envolve ter coragem para intervir, confrontar, corrigir e trabalhar pela restauração. Perdoar no coração é indispensável, mas isso não significa deixar situações destrutivas sem tratamento. O amor verdadeiro também corrige. O líder precisa confrontar quando necessário, mas sempre com mansidão.⁵ Além disso, a correção deve ser feita com fé. Paulo orienta Timóteo a corrigir na expectativa de que Deus conceda arrependimento e conduza a pessoa novamente à verdade.⁵ Não confrontamos alguém acreditando que nunca mudará, mas confiando na graça de Deus e na ação do Espírito Santo. Uma igreja saudável precisa cultivar continuamente essa atmosfera. A cultura do amor não ignora conflitos, não condena pessoas e não abandona relacionamentos. Ela une verdade, coragem, compaixão, mansidão e fé, buscando restauração e crescimento em Cristo. Perguntas para reflexão Tenho contribuído para estabelecer uma cultura de amor na minha casa, na igreja e nos relacionamentos que Deus confiou a mim? Quando surgem conflitos, procuro resolvê-los em amor ou espero que desapareçam sozinhos? Quando preciso corrigir alguém, consigo unir verdade, firmeza, amor e mansidão? Tenho confrontado situações difíceis com fé na graça de Deus para produzir arrependimento, transformação e restauração? Referências ¹ Fp 4.2-3; ² At 15.36-40; ³ 1Co 9.6; ⁴ 2Tm 4.11; ⁵ 2Tm 2.23-26; ⁶ 1Tm 3.3

    Abe Huber - Leve a sua igreja a mergulhar na cultura do amor
  6. Sep 7

    Deydson Garcia - 6/6 - Ide e tende bom ânimo

    Ide e tende bom ânimo Jesus deixou aos Seus discípulos uma direção clara: “Ide”. Fomos enviados para o mundo e, ao obedecermos, temos a promessa da Sua presença conosco. A seara é grande e os trabalhadores são poucos, mas ela tem dono. Quando percebemos que a obra é maior do que nós, nossa reação não deve ser desespero, mas oração: rogamos ao Senhor da seara que envie trabalhadores.¹ Ao voltarmos para casa, para a faculdade, o trabalho e nossa rotina, encontraremos pressões, aflições e situações capazes de produzir desânimo. Porém, Jesus nos deu um mandamento: “Tende bom ânimo”. Isso não é pensamento positivo nem uma tentativa de produzir boas sensações. O nosso ânimo está em uma Pessoa: Jesus Cristo.² Esse mandamento revela algo da identidade que Deus nos deu. A graça não é permissão para pecar ou permanecer abatidos, mas poder de Deus para obedecer. Podemos estar sinceramente desanimados e, ainda assim, dar passos de fé concordando com aquilo que Cristo declarou. Jesus pronunciou essas palavras em um momento de enorme pressão. Estava caminhando para a cruz e sabia que Seus discípulos o abandonariam, mas permanecia entregue ao Pai. Ele não nos ordena algo que nunca viveu. Cristo venceu e, nele, podemos permanecer firmes. Uma das fontes desse bom ânimo é lembrar de onde somos. Jesus sabia que viera do Pai e voltaria para o Pai. Também nós precisamos viver como peregrinos, conscientes de que viemos de Deus e nosso destino está nele. Quando nossa referência está apenas nesta vida, nossa resistência às aflições se torna pequena. Quando a referência é a eternidade, recebemos graça para perseverar.³ Também precisamos romper a dependência dos momentos extraordinários. Jesus venceu no ordinário: andando, trabalhando, comendo, descansando, servindo, sendo amado e sendo rejeitado. Nossa vida não precisa mudar de circunstâncias para recuperarmos o ânimo. Precisamos enxergar Cristo presente naquilo que chamamos de rotina. Outra mentira que acompanha o desânimo é a sensação de solidão. Jesus sabia que seria deixado pelos discípulos, mas declarou: “Não estou só, porque o Pai está comigo”. Também recebemos a promessa de que Deus nunca nos deixará nem nos abandonará. A solidão pode ser uma sensação real, mas não corresponde à realidade de quem está em Cristo.⁴ Por fim, a ênfase da palavra de Jesus não está nas aflições, nem sequer no bom ânimo, mas nesta declaração: “Eu venci o mundo”. Nosso coração se fortalece quando deixamos de depender de resultados, desempenho e expectativas terrenas e passamos a descansar naquilo que Cristo já realizou. Somos enviados, portanto, não como pessoas capazes em si mesmas, mas como discípulos que sabem que Jesus venceu. Vamos para os de dentro e para os de fora, assumindo o ministério da reconciliação, amando os perdidos e respondendo novamente ao chamado do Senhor: “Eis-me aqui”.⁵ Perguntas para reflexão: Tenho obedecido ao chamado de Jesus para ir? Como costumo reagir quando percebo que a seara é maior do que minhas forças? Meu ânimo depende das circunstâncias ou da vitória de Cristo? Tenho lembrado de onde sou e mantido minha referência na eternidade? Tenho condicionado minha alegria a momentos extraordinários? Em quais situações tenho confundido sensação de solidão com a realidade da presença de Deus? Que expectativas terrenas preciso entregar para descansar na verdade de que Jesus venceu? Para quem Deus está me enviando nesta semana? ¹ Mt 28:18-20; Lc 10:1-2.² Jo 16:28-33.³ Jo 15:4-5; Fp 3:20; 2Co 4:17-18.⁴ Jo 16:32; Hb 13:5-6.⁵ 2Co 5:18-20; Mt 9:36-38.

    Deydson Garcia - 6/6 - Ide e tende bom ânimo

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