Igreja em Porto Alegre

Comunidade de Discípulos em Porto Alegre - CDPA

*** DICA: Pressione Ctrl+F ou Command+F para pesquisar pelo nome do pregador ou pelo título da pregação. *** Podcasts das palavras ministradas nos cultos semanais da Igreja em Porto Alegre. https://www.igrejaemportoalegre.com.br

  1. 2d ago

    Luís Carlos Silveira - As duas árvores

    Deus nos ama e se importa conosco. Mesmo nas situações difíceis, podemos confiar em seus pensamentos de paz e buscá-lo de todo o coração.¹ As circunstâncias que nos ferem não anulam seu amor: todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam e são chamados segundo seu propósito.² Precisamos aprender a olhar para nossa vida pela perspectiva de Deus e permitir que ele trate as áreas que ainda resistimos em entregar. Para experimentarmos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, precisamos apresentar todo o nosso ser como sacrifício vivo, santo e agradável a ele. Essa entrega envolve corpo, alma e espírito e expressa nossa adoração. Não devemos tomar a forma deste mundo, mas ser transformados pela renovação da nossa mente.³ A mudança começa em nosso interior e se manifesta em nossas atitudes. Mais do que tentar modificar hábitos, precisamos permitir que o Senhor transforme nossa maneira de pensar. Zaqueu experimentou essa transformação ao receber Jesus com alegria. Conhecido como cobrador de impostos e pecador, foi chamado pelo nome e acolhido pelo Senhor. Seu encontro com Jesus produziu uma decisão concreta: repartir seus bens com os pobres e restituir aqueles a quem havia prejudicado.⁴ A presença de Jesus passou a ter mais valor do que as riquezas. Assim também, nosso arrependimento precisa resultar em uma nova maneira de viver, evidenciando a renovação da mente. Essa transformação exige que perseveremos no tratamento de Deus. Precisamos abandonar a velha maneira de viver e aceitar a morte do nosso eu, para que a forma de Cristo seja expressa em nós. Não podemos fugir das áreas que o Senhor deseja tratar nem interromper o processo por considerá-lo difícil. Com a mente renovada, passamos a enxergar os obstáculos pela perspectiva de Deus e a depender dele em cada situação. Ao visitar o sicômoro, Jesus encontrou em Zaqueu um fruto de transformação. Porém, ao se aproximar de uma figueira, encontrou somente folhas.⁵ Essa diferença nos chama a examinar se temos frutos ou apenas aparência. Ananias e Safira procuraram sustentar uma imagem de entrega, mas mentiram ao Espírito Santo e sofreram as consequências.⁶ Não precisamos parecer melhores do que somos. Precisamos viver em verdade, reconhecer nossas dificuldades e entregar todas as áreas da vida ao Senhor, para que ele produza frutos que o honrem. Quando nosso prazer está na Palavra de Deus e nela meditamos dia e noite, somos como uma árvore plantada junto às águas, que dá fruto no devido tempo.⁷ Precisamos aprofundar nossas raízes no Senhor e compartilhar com outros aquilo que ele produz em nós. A consolação que recebemos também pode alcançar nossos irmãos. Desde o jardim, as duas árvores nos remetem à escolha entre depender de Deus e decidir nosso caminho de forma independente.⁸ Essa escolha continua diante de nós: que recebamos do Senhor nosso alimento, submetamos nossa vida à sua vontade e frutifiquemos para sua alegria. Perguntas para reflexão 1. Que área da minha vida ainda resisto em entregar ao tratamento de Deus? 2. Que mudanças nas minhas atitudes demonstram que minha mente está sendo renovada? 3. Tenho sustentado uma aparência ou produzido frutos que honram a Deus e abençoam outras pessoas? Referências bíblicas 1. Jeremias 29:11-14. 2. Romanos 8:28. 3. Romanos 12:1-2. 4. Lucas 19:1-10. 5. Mateus 21:18-22. 6. Atos 5:1-11. 7. Salmo 1:1-3. 8. Gênesis 2:9,16-17.

    Luís Carlos Silveira - As duas árvores
  2. Oct 25

    José Gustavo - Parte 3 - Esmirna e Pérgamo

    As cartas a Esmirna e Pérgamo nos conduzem à revelação de Jesus Cristo e à escolha entre dois caminhos: buscar nossa própria exaltação ou seguir o Senhor no caminho da cruz. Mais do que conhecer acontecimentos futuros, precisamos reconhecer quem Jesus é e como ele responde às necessidades da igreja. Aquilo que parece perda aos olhos humanos pode ser, diante de Deus, um caminho de glória. A cruz revela o caráter de Jesus, que não se apegou à sua glória, mas se esvaziou, tornou-se servo e foi obediente até a morte. Por isso, Deus o exaltou sobremaneira.¹ Segui-lo exige negarmos a nós mesmos e tomarmos diariamente a nossa cruz.² Não se trata apenas de enfrentar sofrimento, mas de escolher a vontade do Pai em lugar da nossa, servindo, rejeitando a tentação e renunciando à busca de reconhecimento. Essa caminhada exige perseverança e nos ensina a tratar os irmãos com paciência e misericórdia, ajudando-nos mutuamente. Em Esmirna, a fidelidade ao Senhor trouxe pobreza, rejeição e perseguição. Jesus, porém, se apresenta como aquele que esteve morto e tornou a viver. Ele conhece a tribulação daqueles irmãos e declara que, apesar da pobreza, são ricos. Não promete impedir o sofrimento, mas os chama à fidelidade até a morte, assegurando-lhes a coroa da vida e a vitória sobre a segunda morte.³ Também nós podemos confiar em seu cuidado: ele conhece nossas fraquezas, foi tentado sem pecar e nos oferece misericórdia e graça para o socorro necessário.⁴ Em Pérgamo, apesar de conservarem o nome de Jesus e não negarem a fé, havia tolerância a ensinos que conduziam à idolatria e à imoralidade. A doutrina de Balaão expressava essa cilada: afastar o povo da vontade de Deus mediante concessões que pareciam vantajosas. Jesus se apresenta com a espada afiada de dois gumes e exige arrependimento.⁵ Precisamos permitir que sua palavra revele e separe aquilo que não corresponde à sua vontade. Manter o nome cristão não nos dispensa de viver segundo os padrões do Reino. A passagem da perseguição para a proteção e os benefícios do império mostra outro perigo: a proximidade com o poder pode abrir espaço para interferências na vida da igreja e para a relativização da palavra. A aprovação do mundo pode nos levar a baixar a guarda tanto quanto suas ameaças procuram nos fazer recuar. Não precisamos negociar a obediência para garantir sustento ou segurança. Ao vencedor, Jesus promete o maná escondido e a pedrinha branca com um nome novo, apontando para seu sustento, sua garantia e uma relação pessoal e íntima com ele.⁶ Vivemos no mundo, mas não pertencemos a ele. Nossa cidadania e nosso tesouro estão nos céus. A cada dia, somos chamados a escolher o caminho que Jesus percorreu, confiando que a aparente derrota não é o fim daqueles que permanecem fiéis. Se desejamos estar com o Cordeiro naquele dia, devemos segui-lo hoje por onde quer que ele vá.⁷ Com a ajuda do Senhor e dos irmãos, renovemos nossa disposição de tomar a cruz e permanecer firmes até o fim. Perguntas para reflexão Em quais decisões preciso renunciar à minha vontade para seguir Jesus e tomar diariamente a minha cruz? Como a certeza de que Jesus conhece minhas dificuldades fortalece minha fidelidade nas provações? Que vantagens, aprovações ou práticas do mundo podem estar me levando a relativizar a palavra de Deus? Referências bíblicas Filipenses 2:5–11. Lucas 9:23. Apocalipse 2:8–11. Hebreus 4:15–16. Apocalipse 2:12–16. Apocalipse 2:17. Apocalipse 14:1–4.

    José Gustavo - Parte 3 - Esmirna e Pérgamo
  3. Oct 18

    Claiton Roll - O sacerdócio dos santos

    Deus nos chama para viver perto dele e exercer o sacerdócio. Seu propósito permanece, mesmo quando buscamos caminhos segundo nossa conveniência. Ao libertar Israel do Egito, o Senhor anunciou que desejava um reino de sacerdotes e uma nação santa. O povo concordou, mas, diante da manifestação de Deus no Sinai, teve medo e pediu que Moisés falasse em seu lugar. O convite à proximidade deu lugar ao distanciamento e à escolha de um intermediário.¹ Nesse contexto, o sacerdócio ficou restrito a Arão e seus descendentes.² Contudo, o propósito de Deus não se limitava a uma linhagem: ele queria um povo inteiro perto de si. Antes do sacerdócio levítico, Melquisedeque já aparecia como rei e sacerdote do Deus Altíssimo. Apresentado como semelhante ao Filho de Deus, ele aponta para o sacerdócio permanente de Cristo, que não depende de sucessão hereditária e permanece para sempre.³ No julgamento de Jesus, esses dois sacerdócios se encontram. Caifás, o sumo sacerdote, rasgou suas vestes, embora a lei lhe proibisse esse gesto. Esse ato assinala o encerramento do sacerdócio levítico.⁴ Em contraste, os soldados preservaram inteira a túnica de Jesus, lançando sortes sobre ela. A túnica que não foi rasgada anuncia a permanência do seu sacerdócio: o propósito de Deus continua íntegro.⁵ Pelo sangue de Jesus, temos liberdade para entrar no Santo dos Santos. O véu foi aberto, e somos convidados a nos aproximar com coração sincero e plena certeza de fé. Já não precisamos responder com o medo que manteve Israel distante. Podemos acolher esse convite amoroso, com o coração purificado, e guardar firme a esperança, porque aquele que fez a promessa é fiel.⁶ Em Cristo, já somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus. Não recebemos apenas a possibilidade de alcançar essa condição: fomos incluídos nela por meio daquele que ouviu a voz do Pai e guardou sua aliança. Nós, que antes não éramos povo, agora somos povo de Deus e alcançamos misericórdia. Essa identidade tem uma finalidade: proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.⁷ Exercemos esse sacerdócio seguindo o modelo de Jesus, que teve compaixão dos perdidos e necessitados. Todos nós, homens e mulheres, somos chamados a ir, fazer discípulos, batizar e ensinar a guardar o que ele ordenou.⁸ Respondemos ao Senhor quando nos aproximamos dele e nos colocamos à sua disposição para buscar aqueles que ainda não o conhecem. Assim, participamos do seu propósito de formar uma família unida, numerosa e semelhante a Jesus, para a glória de Deus. Perguntas para reflexão 1. Tenho acolhido o convite de Deus à proximidade ou deixado que o medo e a conveniência me mantenham distante? 2. Como a certeza de que já faço parte do sacerdócio real transforma minha maneira de viver e servir? 3. Que atitude concreta posso tomar para buscar os perdidos e ajudá-los a seguir Jesus? Referências bíblicas 1. Êxodo 19:4-8; 20:18-21. 2. Êxodo 28:1-3. 3. Hebreus 7:1-3. 4. Mateus 26:63-65; Levítico 21:10. 5. João 19:23-24. 6. Hebreus 10:19-23. 7. 1 Pedro 2:9-10. 8. Mateus 28:19-20.

    Claiton Roll - O sacerdócio dos santos
  4. Oct 11

    Telmo Weber - Louvor, música e discipulado

    A adoração começa quando contemplamos o Senhor. Ao buscá-lo, somos iluminados por sua presença¹, e o louvor se torna uma expressão dessa comunhão. A música é um presente de Deus que pode nos edificar, especialmente quando nasce de um coração cheio do Espírito Santo. Por isso, somos chamados a cantar um cântico novo e a tocar com arte e júbilo². Mais do que habilidade musical, importa que nosso louvor seja dirigido a Deus e produza frutos em nossa vida. A Palavra de Cristo deve habitar ricamente em nós, enquanto instruímos e aconselhamos uns aos outros com sabedoria, louvando a Deus com salmos, hinos e cânticos espirituais³. Esses três aspectos caminham juntos: comunhão com Cristo, discipulado e louvor. Nosso primeiro Mestre é Jesus, mas Ele também usa os irmãos para nos ensinar e fortalecer. As letras que cantamos podem transmitir verdades preciosas, nos ajudar a contemplar o Senhor e formar em nós uma vida de obediência, amor e unidade. As Escrituras mostram o poder do louvor em diferentes circunstâncias. Quando Davi tocava seu instrumento, Saul encontrava alívio e o espírito maligno se retirava dele⁴. O próprio Davi dançou com todas as forças diante do Senhor, celebrando com júbilo a chegada da arca⁵. Nos dias de Josafá, os cantores foram colocados à frente do exército e, quando começaram a louvar, Deus agiu contra os inimigos de Judá⁶. Em meio às lutas, enfermidades e aflições, somos chamados a colocar o Senhor em primeiro lugar, buscando nele nossa força e confiança. O louvor também participa do nosso discipulado. Hinos antigos e cânticos atuais podem ensinar sobre a entrega a Cristo, a fidelidade de Deus, a unidade dos irmãos e a esperança em tempos de sofrimento. Quando cantamos com entendimento, as palavras permanecem em nosso coração e nos acompanham na oração e nas atividades diárias. Mesmo sem instrumentos, temos nossa voz para glorificar a Deus. Não devemos limitar a adoração às reuniões: podemos cultivar uma vida de louvor em todo tempo. Precisamos, porém, discernir aquilo que cantamos e a maneira como adoramos. O episódio do fogo estranho apresentado diante do Senhor nos adverte sobre a seriedade de nos aproximarmos dele segundo a sua vontade⁷. O louvor não deve se transformar em entretenimento nem em exaltação de músicos e cantores. Toda honra pertence a Jesus. Somos chamados a separar o precioso do que não agrada a Deus⁸, mantendo nossos olhos em Cristo. Ao contemplarmos a cruz e nos rendermos ao Senhor, permitimos que Ele trate o que precisa ser retirado do nosso coração. Que a nossa música, nossa voz e nossa vida glorifiquem somente a Deus. Perguntas para reflexão Tenho cultivado uma vida de louvor e contemplação do Senhor também fora das reuniões da igreja?As músicas que canto e escuto têm me ajudado a conhecer melhor a Cristo e a viver seus ensinamentos?Tenho adorado a Deus com sinceridade, colocando Jesus acima dos músicos, das emoções e das minhas circunstâncias?Referências bíblicas Salmo 34:5Salmo 33:3Colossenses 3:161 Samuel 16:232 Samuel 6:14-152 Crônicas 20:21-22Levítico 10:1-2Jeremias 15:19

    Telmo Weber - Louvor, música e discipulado

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