Ao longo das Escrituras, Deus revela progressivamente quem é o Senhor Jesus Cristo, e contemplar Sua pessoa fortalece nossa fé, renova nossa esperança e nos conduz a uma vida de maior intimidade com Ele. Jesus não começou a existir em Belém, pois é o Verbo eterno, o verdadeiro Deus, presente desde o princípio e participante da criação de todas as coisas (João 1:1-3; Gênesis 1:26; 1 João 5:20). A salvação não é resultado apenas de argumentos ou evidências históricas, mas da ação sobrenatural de Deus, que ilumina o coração para reconhecer Cristo e experimentar a vida que somente Ele pode conceder (2 Coríntios 4:6). Tudo o que recebemos dEle possui caráter eterno, pois procede daquele que é eterno. Ao tornar-se homem, o Filho de Deus revelou a profundidade de Sua humildade e graça. A manjedoura nos ensina que, no Reino de Deus, a verdadeira grandeza é encontrada no serviço e na renúncia, e não na busca por reconhecimento. Sua vida foi perfeita e irrepreensível, vencendo toda tentação sem pecado e tornando-Se o modelo para aqueles que desejam viver em santidade (João 1:14; 1 Pedro 2:22; Hebreus 4:15; Tiago 4:6). Assim como Cristo permaneceu fiel ao Pai, também somos chamados a viver separados para Deus, resistindo às tentações e confiando na fidelidade do Senhor, que sempre provê forças e livramento para aqueles que permanecem firmes nEle (1 Coríntios 10:13). A obra de Jesus revelou o amor e o poder de Deus de forma plena. Ele andou fazendo o bem, libertando os oprimidos, restaurando vidas e anunciando o Reino de Deus (Atos 10:38). Sua morte na cruz foi o sacrifício perfeito pelos nossos pecados, manifestação suprema do amor de Deus, que nos chama a amar e servir nossos irmãos da mesma maneira (Isaías 53:5; 1 João 3:16). Sua ressurreição inaugurou uma nova vida para todos os que pertencem a Cristo, levando-nos a viver com os olhos voltados para as coisas do alto e a investir nossa vida naquilo que possui valor eterno (Colossenses 3:1-4). Exaltado à direita do Pai, Jesus recebeu o nome que está acima de todo nome, diante do qual todo joelho se dobrará (Filipenses 2:9-11). Seu caminho de humilhação seguido pela exaltação nos ensina que a verdadeira honra procede de Deus e não dos homens. Vivemos aguardando Sua volta gloriosa, quando toda a justiça será plenamente estabelecida e cada pessoa prestará contas diante de Deus (Mateus 24:30; Romanos 14:7-12; Apocalipse 20:11-15). Essa esperança nos motiva a permanecer fiéis, vivendo para Cristo, servindo Sua Igreja e preparando-nos diariamente para o encontro definitivo com Aquele que nos chamou para Si. Que a contemplação da vida e da obra do Senhor Jesus Cristo renove continuamente nosso amor por Ele. Ao reconhecermos Sua eternidade, Sua humildade, Sua santidade, Sua obra redentora, Sua ressurreição, Sua exaltação e Sua promessa de voltar, somos convidados a viver com os olhos fixos em Cristo, confiando em Sua fidelidade e dedicando toda a nossa vida para a glória de Deus, até o dia em que estaremos para sempre em Sua presença. Perguntas para reflexão 1. Tenho mantido meus olhos fixos em Jesus, permitindo que Sua presença seja a fonte da minha paz, esperança e direção diária? 2. Em que áreas da minha vida preciso crescer em humildade, santidade e serviço, seguindo mais de perto o exemplo de Cristo? 3. Minha maneira de viver demonstra que estou preparado para o encontro com o Senhor e que minha esperança está firmada na eternidade?