Garimpando Bolachas

Junão Amato

JUNÃO AMATO tem como missão poupar o tempo de pesquisa dos seguidores, oferecendo músicos novos de extrema competência nos estilos: Soul/blues/jazz/rock/funk, garimpados com 50 anos de experiência.

  1. Aug 20

    Garimpando Bolachas- Episódio 64- FAMILY COMPANY

    Salve,garimpeiros e garimpeiras! Está no ar mais um episódio do Garimpando Bolachas.Aqui Junão Amato, trazendo para a nossa vitrola virtual aquela poeira boa dos discos clássicos, mas hoje, principalmente, de olho no que está renovando o nosso estoque de grooves. Cinquenta anos limpando o ouvido com boa música me ensinaram uma coisa: o Soul nunca morre, ele se transforma. E a banda que vamos tirar da caixa hoje vem direto de Los Angeles. Estamos falando do Family Company. Se você ainda não conhece, prepare o coração e ajuste os graves do seu fone, porque o som é puro néctar.  QUEM SÃO E COMO SURGIRAM Pois bem, meus amigos. Quem é o Family Company? À primeira vista, o nome faz parecer que é uma banda de irmãos ou parentes de sangue. Mas o garimpo aqui descobriu que a história é um pouco diferente. Eles são um coletivo de Soul e Funk fundado na Califórnia. O núcleo desse projeto é formado por um trio de músicos de estúdio de elite, daqueles que todo mundo quer contratar. Temos Alex Kyhn no baixo,  Josh Teitelbaum na bateria e JasonGoldstein nos teclados. Esses três caras passavam a vida tocando na banda de apoio de outros artistas. Só que a química entre eles era tão absurda que, durante as sessões de estúdio, eles perceberam que tinham um som próprio nascendo ali. Um som cru, quente, com cheiro de fita analógica e gravado ao vivo. Em vez de montarem uma banda tradicional com um vocalista fixo, eles criaram uma "companhia". A ideia central do Family Company é ser uma base de cozinha instrumental perfeita – baixo, bateria e teclas – que abre as portas para uma corte rotativa de cantores e músicos convidados. É uma verdadeira cooperativa de modern Soul.  CURIOSIDADESSeparei três fatos sobre a Family Company para vocês:  Parcerias de Peso Extremo: Embora eles gravem seus próprios discos autorais, o respeito que esse trio tem no mercado americano é tão gigantesco que eles já dividiram palcos e estúdios com lendas vivas. Jennifer Hudson, Cory Henry, Judith Hill, Louis Cato e Theo Katzman, do Vulfpeck. Quando esses artistas passam por Los Angeles e querem aquela pegada clássica de Soul, é para a Family Company que eles ligam.  Uma das maiores marcas registradas do Family são as apresentações em casas históricas de Los Angeles, como o lendário The Troubadour. Eles são famosos por recriar, com fidelidade cirúrgica e muita energia, shows inteiros dedicados a ícones como Bill Withers, Donny Hathaway, Ray Charles e Stevie Wonder. O álbum deles de tributo ao Stevie Wonder gravado no Troubadour é uma daquelas peças indispensáveis que está na playlist.  Álbum Histórico com Sam Pounds: Recentemente, o grupo subiu mais um degrau na cena ao lançar o aclamado álbum Pieces of Us. Esse disco foi feito inteiramente em colaboração com o cantor e contador de histórias Sam Pounds. O resultado é uma mistura perfeita de composições profundas com umaenergia que conecta a velha escola do Soul dos anos 60 e 70 com nossos dias.  DESTAQUE MUSICAL Para você que está ouvindo o Garimpando Bolachas e quer saber por onde começar a ouvir esses caras, eu deixo a recomendação de ouro. Vá direto no site do GB e ouça aplaylist e veja os vídeos. Nas faixas instrumentais, ressaltamos o entrosamento perfeito, a forma como o baixo do Alex Kyhn caminha junto com a bateria do Josh é uma aula. O som é orgânico, sem truques, gente de verdade entregando seu melhor.   Discografia Family Company (2020)   The Music of Ray Charles: Live in Los Angeles,Complete Collection (2021) Duéts (2021) Contributions (2022) –instrumentais. A Tribute to Stevie Wonder, Live from TheTroubadour (2023) Pieces Of Us (2025) In & out (2026)   Mantenham os seus discos limpos e os ouvidos atentos. Até a próxima!

  2. Jul 5

    Garimpando Bolachas- Episódio 63- BLACK JOE LEWIS

    "Se você acha que o Blues moderno se resume a caras de terno tocando solos bonitinhos em grandes festivais... você precisa resetar os seus ouvidos agora mesmo.   O nosso personagem de hoje não aprendeu a tocar na Igreja e nem herdou uma guitarra de família. Ele aprendeu a arranhar os primeiros acordes escondido no expediente de uma loja de penhores onde trabalhava. E mesmo depois de tocar no Coachella e rodar o mundo, ele continuou batendo concreto na construção civil para pagar as contas. Hoje, no Garimpando Bolachas, nós vamos abrir as portas do mundo sonoro e realista de Black Joe Lewis. Aumente o volume, porque o som aqui é sujo, é bruto, e é 100% real.   Bloco 1: A Introdução Impactante ·       "Você provavelmente já ouviu histórias de astros da música que enriqueceram e esqueceram as origens.Mas o cara de quem vamos falar hoje faz o caminho inverso. Ele já tocou nos maiores festivais do planeta, mas se você bobear, encontra ele batendo concreto em uma obra no Texas para pagar as contas da semana. Bem-vindos ao [Garimpando Bolachas]. Hoje nós vamos quebrar tudo com o som garageiro, visceral e operário de Black Joe Lewis."    "Se o blues tradicional chora as pitangas, o blues de Black Joe Lewis chuta a porta. Misturando o peso do punk rock com o groove do funk de James Brown, ele criou um dos sons maisbarulhentos da última década. Mas o mais impressionante não é o som. É de onde ele veio." Bloco 2: A Origem na Loja de Penhores e o TrabalhoBraçal        "Joe Lewis nasceu no Arizona, mas foi em Austin, no Texas, que a mágica — ou o acidente — aconteceu.Ele não foi um garoto prodígio. Aprendeu a tocar guitarra já adulto por puro tédio. Ele trabalhava em uma loja de penhores e, entre um cliente e outro, pegava as guitarras do estoque para arranhar uns acordes."       "Dessa crueza nasceu seu estilo: sem frescura, sem teoria musical perfeita, apenas pura energia. E essa realidade dura moldou sua carreira. Joe Lewis é a definição do músico decolarinho azul. Ele nunca largou o trabalho braçal. Em entrevistas, ele conta com naturalidade que alterna turnês mundiais com empregos em redes de fast-food ou na construção civil. É essa vida real que dá o tom das suas letras sobre falta de dinheiro, frustração e sobrevivência." Bloco 3: O Sucesso com os Honeybears e a Ironia doNome ·      "Em 2007, as coisasescalaram. Joe juntou uma cozinha de peso e uma seção de metais violenta, fundando o Black Joe Lewis & The Honeybears. O impacto foi imediato.A revista Esquire apontou os caras como grande promessa. ·      "O álbum de estreia, Tell 'Em What Your Name Is!, levou a banda para os palcos principais do Coachella e do Bonnaroo. Mas preste atenção no nome: Black Joe. Essa é uma provocação histórica genial. 'Old Black Joe' era uma canção do século XIX que romantizava a escravidão no sul dos Estados Unidos. Joe Lewis adotou o nome de forma totalmente irônica, como quem diz: 'Agora o Black Joe está no controle, e o som é meu'." Bloco 4: A Crise com a Indústria e o Legado Punk     "Mas a indústria da músicaadora domesticar os artistas, e com o Joe não deu certo. No disco ElectricSlave, de 2013, ele mandou as fórmulas pop para o espaço. O som ficou mais sujo, quase um hard rock garagem. Ele preferiu o circuito de clubes barulhentos a se render ao comercialismo."       "Para ele, o palco não é umlugar de glamour, é uma válvula de escape. É onde ele descarrega a raiva docansaço diário da vida de trabalhador. Se você gosta da crueza de Gary Clark Jr., The Black Keys ou The White Stripes, Black Joe Lewis é parada obrigatória na sua playlist."

  3. May 3

    Garimpando Bolachas- Episódio 62- FANTASTIC NEGRITO

    A Fênix de Oakland  "Saudações, garimpeiros e colecionadores de histórias. Você está no Garimpando Bolachas, e hoje a nossa escavação nos levou a um dos personagens mais fascinantes da música contemporânea. No episódio 62, vamos abrir os arquivos de um homem que viveu três vidas em uma única jornada.Estamos falando de Fantastic Negrito."  "Para entender o som que sai dos alto-falantes hoje, precisamos voltar para 1968. Xavier Amin Dphrepaulezz nasceu em Massachusetts, o oitavo de 15 filhos em uma família muçulmana ortodoxa de origem somali. Aos 12 anos, ele foi jogado no caldeirão cultural de Oakland, Califórnia. E foi ali, entre o tráfico de drogas, o perigo das ruas e a efervescência do funk e soul, que ele aprendeu sua primeira lição: a sobrevivência."  "Xavier era um prodígio. Ele invadia as salas de música da UC Berkeley para praticar piano sem ser aluno. E esse talento bruto chamou a atenção da indústria. Em meados dos anos 90, ele assinou um contrato lendário de um milhão de dólares com a Interscope Records, sob o nome artístico de Xavier.  Ele tinha tudo: o dinheiro, o visual, o apoio da gravadora. Em 1996, lançou The X Factor. Mas o disco era polido demais, comercial demais. Não tinha a 'sujeira' da alma dele. O álbum fracassou, a gravadora o abandonou e ele se viu perdidono limbo da indústria fonográfica." "Mas o pior ainda estava por vir. Em 1999, um acidente de carro devastador quase o tirou deste mundo. Xavier ficou em coma por três semanas. Seus órgãos falharam.Seus músculos foram destruídos. Sua mão direita, a mão da guitarra, ficou permanentemente danificada.  Ele desistiu da música. Vendeu tudo. Mudou-se para uma fazenda e jurou que nunca mais subiria num palco. Durante anos, foi apenas um pai de família e um fazendeiro em Oakland."  "Mas o 'garimpo' da vida é imprevisível. O nascimento de seu filho Kyu mudou tudo. Ao tentar tocar uma nota simples para ninar o pequeno, sentiu o chamado novamente.Mas agora, ele não queria o milhão de dólares da Interscope. Ele queria a verdade. Ele adotou o nome Fantastic Negrito. O 'Fantastic' veio da vontade de criar algo maior que a vida, e o 'Negrito' foi uma homenagem à 'música de raiz negra' que construiu o mundo. Ele foi para as ruas. Começou a tocar em estações de trem,onde ninguém se importava com quem ele era. Ali, ele redescobriu o blues — não o blues de museu, mas o blues do trabalhador, da dor e da superação, principalmente o novo blues." É considerado o mais criativo e inovador bluesman da atualidade.  "Em 2015, ele venceu o concurso Tiny Desk Concert da NPR entre milhares de inscritos. O mundo finalmente ouviu o que Oakland já sabia. O que se seguiu foi uma das maiores sequências da história da música: três prêmios Grammy consecutivos de Melhor Álbum de Blues Contemporâneo. The Last Days of Oakland (2016) Please Don't Be Dead (2018) Have You Lost Your Mind Yet? (2020)  Fantastic Negrito provou que o blues não é um gênero antigo, mas um estado de espírito. Ele mistura o punk, o funk de Prince, o rock de Led Zeppelin e o Delta Blues de Robert Johnson em uma maçarica sonora que queima qualquer rótulo."

    Garimpando Bolachas- Episódio 62- FANTASTIC NEGRITO
  4. Apr 10

    Garimpando Bolachas- Episódio 61- RAUL MIDÓN

    Raul Midón   Nasceu em 14 de março de 1966 prematuramente em um h Hospital rural em Embudo, Novo México, filho de pais de ascendência argentina e afro-americana. Raul e seu irmão gêmeo, Marco, ficaram cegos ainda bebês após passarem um tempo em uma incubadora sem a devida proteção ocular. Sabia desde muito cedo que tinha interesse por música. Escreveu em seu site que, quando criança, "andava de carro e ouvia o ritmo da seta. Eu ouvia música em tudo, da buzina do carro ao canto dos grilos". A música tornou-se parte integrante da vida de Midón aos quatro anos de idade, quando seu pai o apresentou à bateria. . Em seguida, ingressou na Universidade de Miami, e escolheu o currículo de jazz, formando-se em 1990. Ouvia a coleção de discos de Charlie Parker e Miles Davis do pai, além da música pop da época:Stevie Wonder, James Taylor, Joni Mitchell e Paul Simon. Essas influências o levaram a explorar o jazz. Começou a ter aulas de violão com um músico flamenco, passou para o violão clássico e, em seguida, para o jazz.  Começou sua carreira como cantor de estúdio para artistas latinos como Shakira, Alejandro Sanz, Julio Iglesias e José Feliciano. Após excursionar com Shakira, mudou-se para Nova York para seguir carreira solo. Lá, trabalhou com o produtor e DJ Little Louie Vega. O álbum contou com uma participação especial de Stevie Wonder, um de seus ídolos, outra com Jason Mraz e uma música escrita em homenagem a Donny Hathaway intitulada"Sittin' in the Middle". Midón é um ávido entusiasta do rádio amador, que usava seu indicativo de chamada (KB5ZOT). 2005, a estréia de Midon na televisão nacional aconteceu no programa Late Show com David Letterman Participou no álbum Possibilities de Herbie Hancock de 2006, com a música " I Just Called to Say I Love You " de Stevie Wonder. Em 2016, ele fez uma turnê pelos Estados Unidos sob o nome Monterey Jazz Festival com Gerald Clayton, Nicholas Payton, Gregory Hutchinson e Joe Sanders. Várias faixas deste álbum contam com a participação Lionel Cordew na bateria e Richard Hammond no baixo. Em 2017, Raul lançou seu álbum Bad Ass And Blind, que foi indicado ao prêmio de Melhor Álbum Vocal de Jazz . Em 2019, Raul recebeu o prêmio de ex-aluno ilustre do ano da Universidade de Miami. Em 2020, foi muito produtivo, lançou seu álbum "The Mirror",  Também "Hold Tight" do compositor latino da Broadway Jaime Lozano, "Rise Up" com o DJ e produtor alemão Henrik Schwarz. Participou da releitura de "Along The Watchtower/Breathe" com o vibrafonista Joe Locke em homenagem ao movimento Black Lives Matter. Raul também contribuiu para o Tiny Desk Home Edition da NPR com uma apresentação virtual gravada em seu estúdio caseiro. Em 2021, o álbum The Mirror, foi indicado ao prêmio Libera /A2IM de melhor álbum de jazz. Durante a pandemia, Raul gravou seu primeiro álbum instrumental, Eclectic Adventurist, que contou com duetos com Mike Stern, Alex Cuba, Lionel Loueke, Lindsey Blair,Julia Bailen, Dean Parks, Stephane Wrembel, Romero Lubambo e Marvin Sewell. O álbum foi lançado em novembro de 2022 por sua própria gravadora, ReKondite ReKords. Em 2022, Raul se apresentou no Kennedy Center com a NSO, regida por Vince Mendoza, com Lalah Hathaway, Jimmie Herrod, Renee Fleming, entre outros. O show foi gravado para a PBS e posteriormente exibido no programa Next At The Kennedy Center, Temporada Um, Episódio 2. Em 2023, Raul gravou seu 13º álbum de estúdio solo, Lost & Found .  Discografia Thanks to Life (1999) Live Limited Edition (2004) State of Mind (2005)A World Within a World (2007) Synthesis (2010)Blind to Reality (2010) Invisible Chains Live from New York (2012) Don't Hesitate (2014) Bad Ass and Blind (2017) If You Really Want (2018) The Mirror (2020) Eclectic Adventurist (2022) Lost & Found (2024)

  5. 12/27/2025

    Garimpando Bolachas- Episódio 59 I - BRIAN OWENS- Inglês

    BRIAN OWENS   Sentado à mesacom Brian Owens, pode-se ter a sensação de estar conversando com uma pessoa calma e autoconfiante, mesmo sendo uma poderosa voz da soul americana. Ele não projeta a vida agitada de um artista de sucesso internacional, mas sim a energia profunda que domina sua música.  Criado em St. Louis, sua música reflete uma cidade impregnada de blues, soul e folk, resultando em um estilo inconfundivelmente seu, mas que remete a artistas comoMarvin Gaye, Otis Redding, Al Green e seu pai, Thomas Owens. "Quero ter minha própria voz, mas de uma forma que seja familiar às pessoas", diz Owens. “Então, eu gosto das comparações porque significa que as pessoas se sentem confortáveis ​​com as minhas influências”. No início, como um dos vocalistas do Sidewinder, se tornou uma sensação no YouTube com 2,5 milhões de visualizações. “Estou muito animado com a exposição”, diz ele. “Exposição positiva é sempre boa, mesmoquando não estou no centro das atenções.  Em seu primeiro single com distribuição nacional, “I Just Want to Feel Alright”, Owens evoca suas experiências universais de dor e desespero, e ao mesmo tempo, esperançoso para os nossos tempos.  Brian atribui grande parte do seu estilo de interpretação à constância da natureza humana. "Descobri que não há nada de novo sobre o que escrever – apenas novas maneiras de escrever sobre os ciclos empolgantes, da vida.  A música que toca as pessoas é sobre a natureza humana. Isso não muda. O que nos torna vulneráveis, o que nos assusta, o que nos faz felizes." O primeiro grande lançamento de Brian, “Moods & Messages”, é, segundo ele próprio, a trilha sonora de sua jornada como artista de soul. Teve o apoio da gravadora Destin Records, de St. Louis, e distribuição pela RED, de Nova York, da Sony Music.  Owens afirma:“Moods & Messages fala sobre equilibrar os sentidos e transmiti-los.  “Moods & Messages” foi lançado em setembro de 2012 no Japão.  Encanta em Brian sua dedicação à esposa, Amanda, e aos quatro filhos, e seu compromisso como um cristão fervoroso, inclusive coordena programas comunitários da OrquestraSinfônica de St. Louis.    Discografia:   2008- The Cole Session 2009- & Martha Mae, Live at The Sheidon Concert Hall 2012- Moods & Messages 2014- You’re All I Need, Sings Marvin Gaye 2014- Preach! 2017- Soul of Ferguson 2017- Soul of Cash 2021- & The Royal Five 2025- Duets whith Dead

  6. 12/27/2025

    Garimpando Bolachas- Episódio 59- BRIAN OWENS

    BRIAN OWENS   Sentado à mesacom Brian Owens, pode-se ter a sensação de estar conversando com uma pessoa calma e autoconfiante, mesmo sendo uma poderosa voz da soul americana. Ele não projeta a vida agitada de um artista de sucesso internacional, mas sim a energia profunda que domina sua música.  Criado em St. Louis, sua música reflete uma cidade impregnada de blues, soul e folk, resultando em um estilo inconfundivelmente seu, mas que remete a artistas comoMarvin Gaye, Otis Redding, Al Green e seu pai, Thomas Owens. "Quero ter minha própria voz, mas de uma forma que seja familiar às pessoas", diz Owens. “Então, eu gosto das comparações porque significa que as pessoas se sentem confortáveis ​​com as minhas influências”. No início, como um dos vocalistas do Sidewinder, se tornou uma sensação no YouTube com 2,5 milhões de visualizações. “Estou muito animado com a exposição”, diz ele. “Exposição positiva é sempre boa, mesmoquando não estou no centro das atenções.  Em seu primeiro single com distribuição nacional, “I Just Want to Feel Alright”, Owens evoca suas experiências universais de dor e desespero, e ao mesmo tempo, esperançoso para os nossos tempos.  Brian atribui grande parte do seu estilo de interpretação à constância da natureza humana. "Descobri que não há nada de novo sobre o que escrever – apenas novas maneiras de escrever sobre os ciclos empolgantes, da vida.  A música que toca as pessoas é sobre a natureza humana. Isso não muda. O que nos torna vulneráveis, o que nos assusta, o que nos faz felizes." O primeiro grande lançamento de Brian, “Moods & Messages”, é, segundo ele próprio, a trilha sonora de sua jornada como artista de soul. Teve o apoio da gravadora Destin Records, de St. Louis, e distribuição pela RED, de Nova York, da Sony Music.  Owens afirma:“Moods & Messages fala sobre equilibrar os sentidos e transmiti-los.  “Moods & Messages” foi lançado em setembro de 2012 no Japão.   Encanta em Brian sua dedicação à esposa, Amanda, e aos quatro filhos, e seu compromisso como um cristão fervoroso, inclusive coordena programas comunitários da OrquestraSinfônica de St. Louis.    Discografia:   2008- The Cole Session 2009- & Martha Mae, Live at The Sheidon Concert Hall 2012- Moods & Messages 2014- You’re All I Need, Sings Marvin Gaye 2014- Preach! 2017- Soul of Ferguson 2017- Soul of Cash 2021- & The Royal Five 2025- Duets whith Dead

  7. 11/29/2025

    Garimpando Bolachas- Episódio 58- CARLTON JUMEL SMITH

    Carlton Jumel Smith – Soul Man  Vivendo na América em uma época em que muitos no poder são completamente desprovidos dealma, é preciso um Super Soul Man para manter a balança em equilíbrio genuíno! Esse é Carlton Jumel Smith. Soul Man de renome mundial, cantor, compositor, produtor e ator, construiu sua carreira sozinho e incendiou palcos de shows de Finlândia, China, Rússia, Turquia, Inglaterra, França e, claro, sua cidade natal, Nova York. Lexington Avenue", de 2019 é sua obra prima. Teve a honra de interpretar seu maior herói musical, James Brown, no filme "Liberty Heights" (1999), de Barry Levinson, e teve um papel principal ao lado de Cyndi Lauper no musical off-Broadway "Largo" (sobre a vida do compositor clássico tcheco Dvořák). Nasceu em no Spanish Harlem – com três irmãs e sua mãe. Ela quem levou Carlton, aos 8 anos, para assistir a James Brown no lendário Apollo – um local que não era apenas sagrado para Brown, mas também para todos os artistasnegros.  A experiência de ver James Brown, com sua orquestra de 16 músicos, cantores e dançarinos, deixou uma marca indelével em Carlton. Ao mesmo tempo, por meio de discos, sua mãe o apresentou à maestria de Ray Charles, Otis Redding, Sam Cooke, Joe Tex, Marvin Gaye, Johnnie Taylor, Al Green, e muitos outros. A profundidade do impacto deles foi tamanha que Carlton tem os nomes tatuados em ambos os braços. Passou os anos 80 aprimorando os vocais com os mentores locais Rick Torres e Greg Fore, experimentando a composição e enviando demos. Uma demo o conectou com a empresária, Yvonne Turner, resultando no single de estreia de Carlton em 1986, uma faixa de House Music apropriadamente intitulada "Excite Me". Após embarcar em um avião para Hollywood para entregar pessoalmente sua fita ao diretor Barry Levinson,  lhe garantiu o papel de um Brown ambicioso da década de 1950 no filme "Liberty Heights", Carlton estreou no B.B. King's Club, na Times Square, em Nova York, em 2002 – inicialmente como substituto de Ray Charles, que estava doente. Isso o levou a anos de shows lotados em New York, onde gravou dois álbuns ao vivo independentes lá: um deles: Carlton J. Smith Live at B.B. King's, de 2003 (com músicas associadas a Ray Charles e James Brown).  O lendário empresário Alan Leeds, que gerenciou as carreiras de Brown e Prince, apelidou carinhosamente Carlton de "Soul Brother Number New". Essa distinção em particular provou ser profética, pois Carlton teve uma grande oportunidade quando uma banda de jazz cancelou sua temporada em um clube na China, o agente ligou freneticamente para o mundo todo em busca de umsubstituto de última hora. Carlton, voou imediatamente e encantou o público asiático ávido por soul autêntico. Um contrato de três meses se transformou em quase uma década de trabalho constante, com seis shows por semana e três por dia, entre 2005 e 2014. Durante esse período, Carlton também gravou mais discos: Primeiro veio Waiting (2006), um projeto composto principalmente por regravações comoventes de obras de uma influência singular: o compositor experimental Tom Waits, que Carlton descreve – assim como Bobby Womack – como um tio que transmite “a verdade nua e crua”. De volta da China em 2014, Carlton lançou G.U.M. (Grown-up Music), direcionando seu foco para um público mais maduro. Em plena ascensão, morou na Turquia, Reino Unido, Suíça, Romênia, Indonésia, Rússia e Noruega. Lançou um livro "Nothing Matters Except the Music", que narra as experiências que teve com Sly Stone, The Isley Brothers, Patti LaBelle e muitos outros.   “Acredito firmemente que uma ótima canção é um beijo de Deus, afinal, na minha equação da alma: “Música + Letra = Sua Vida…” (Scott Galloway, June 2021)

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JUNÃO AMATO tem como missão poupar o tempo de pesquisa dos seguidores, oferecendo músicos novos de extrema competência nos estilos: Soul/blues/jazz/rock/funk, garimpados com 50 anos de experiência.