Bia Junqueira e uma Artista interdisciplinar, diretora de arte, cenógrafa, curadora, consultora, diretora artística, especializada em conceituar e criar conteúdo e espaços em suas múltiplas linguagens. Viveu onze anos na França, onde trabalhou com grandes nomes da cena europeia Bob Wilson, Tadeuz Kantor, Patrice Chéreau, Joseph Svoboda e na Ópera de Paris. Suas incursões nos domínios mais variados relacionados à cena, seja ela teatral, cinematográfica ou plástica, a levaram a participar do Fórum Central de Tendências em Paris - o que a levou a prestar consultoria para diferentes Bureaux de Tendências, como o de Catherine Laget e Dominique Perclers - e a desenvolver seu percurso como curadora e diretora artística. Desde seu retorno ao Brasil, vêm recebendo indicações e prêmios no âmbito teatral e cinematográficoRelease:O Theatro Municipal de São Paulo apresentou pela primeira vez no Brasil e na América Latina, as óperas Friedenstag (Dia de Paz), de Richard Strauss e Le Villi (As Fadas), a primeira ópera de Puccini, formando um double bill exclusivo com duas óperas de um ato.Le Villi, com libreto de Ferdinando Fontana, é inspirada em lendas eslavas sobre espíritos vingativos de jovens traídas no amor. Estreada em 1884, carrega influências do estilo composicional de Amilcare Ponchielli, mestre de Puccini, trazendo uma atmosfera quase mística, distinta das obras seguintes do compositor. A trama é a mesma do famoso balé Giselle, de Adolphe Adam: uma jovem de coração partido transforma-se em uma criatura sobrenatural que se vinga de seu amante infiel, forçando-o a dançar até a morte. Embora não tenha sido bem-recebida no concurso para o qual foi composta, o concurso de Sonzogno, a ópera foi aclamada por críticos que viram em Puccini uma promessa para a ópera italiana.Friedenstag foi composta por Strauss em 1938, com libreto de Joseph Gregor a partir de uma sinopse de Stefan Zweig. Ambientada em uma fortaleza no sul da Alemanha, ao final da Guerra dos Trinta Anos, a ópera explora temas de esperança e reconciliação. O comandante da fortaleza, em um momento de desesperança, redescobre o valor da paz quando as tropasinimigas cercam seu território. A obra é um reflexo dos tempos conturbados da ascensão do nacionalismo e do militarismo na Europa, oferecendo uma poderosa mensagem pacifista.Ficha Técnica:Priscila Bomfim, direção musicalAndré Heller-Lopes, direção cênicaHernán Sánchez Arteaga, regente do Coro Lírico MunicipalBia Junqueira, cenografiaGonzalo Córdova, design de luzLuiz Fernando Bongiovanni, coreografia e direção de movimentoLaura Françozo, figurinoMalonna, visagismo e perucariaAna Vanessa, assistente de direção cênicaLe Villi (As Fadas)Elencos:Rodrigo Esteves, GuglielmoGabriella Pace, AnnaEric Herrero, RobertoJohnny França, GuglielmoDaniela Tabernig, AnnaMarcello Vannucci, RobertoFriedenstag (Dia de Paz)** (85′)Elencos:Leonardo Neiva, ComandanteEiko Senda, MariaEric Herrero, O PiemontêsRodrigo Esteves, ComandanteDaniela Tabernig, MariaMarcello Vannucci, O PiemontêsElenco único (todas as apresentações)Sérgio Righini, O HolsteinerSaulo Javan, SargentoGeilson Santos, SoldadoMárcio Marangon, CorporalDaniel Lee, MosqueteiroRafael Thomas, CorneteiroSantiago Villalba, OficialJessé Vieira, Oficial da linha de frenteMiguel Geraldi, PrefeitoLeonardo Pace, PreladoAdriana Magalhães, Mulher do povoLink com mais informações das óperashttps://theatromunicipal.org.br/eventos/operas-double-bill-le-villi-as-fadas-de-giacomo-puccini-e-friedenstag-dia-de-paz-de-richard-strauss/