da ideia à luz

Camila Tiago e Marcelo Augusto

O “da ideia à luz” é o maior canal, no Brasil, de diálogos entre áreas técnicas teatrais e de criação artística das artes cênicas. É um espaço de compartilhamento de processo da criação, de conhecimento das pesquisas realizadas sobre Artes Cênica e de intercâmbio entre profissionais, pesquisadores e pesquisadoras dos bastidores do Brasil e de outros países. Cada convidado expõem seu trabalho em um bate-papo descontraído e aconchegante, proporcionando uma troca de experiência a cada programa que vai ao ar. Sejam todas e todos muito bem-vindos. Esse canal também é seu ;)

  1. Sep 24

    Tecnologia Ep#09 - 10/11/2025 - A Tecnologia Aplicada à Iluminação em espaços religiosos - Amândio Costa

    O programa tecnologia dentro do canal da ideia à luz visa debater sobre a influência da tecnologia no cenário atual dos bastidores da cena seja ela na parte criativa de concepção de uma obra ou no dia a dia do trabalho. O convidado para essa edição é Amândio Costa. Amândio é um Lighting Designer com mais de 30 anos de experiência em iluminação. Natural de Portugal, atualmente mora no Brasil. Reconhecido por sua atuação em iluminação cênica, é o responsável pelo design de luz da Paz Church São Paulo, uma das maiores igrejas do país. Além disso, atua como consultor de iluminação cênica para diversas igrejas e empresas em todo o Brasil. Ao longo de sua trajetória, Amândio Costa participou de inúmeros projetos e eventos, incluindo shows, peças teatrais, festivais e eventos corporativos. Seu trabalho é amplamente valorizado pela precisão técnica e pela capacidade de criar atmosferas cativantes que enriquecem a experiência do público. Com profundo domínio técnico de equipamentos de iluminação, Amândio desenvolve projetos adaptados às necessidades específicas de cada evento. Especialista em iluminação cênica, ele combina técnicas clássicas e modernas para produzir efeitos visuais impressionantes. Reconhecido no setor de iluminação, Amândio Costa segue sendo requisitado para diversos projetos em todo o Brasil. Sua criatividade e expertise garantem designs de iluminação especial, que se tornam parte essencial de qualquer evento ou produção.@amandio2

    Tecnologia Ep#09 - 10/11/2025 - A Tecnologia Aplicada à Iluminação em espaços religiosos - Amândio Costa
  2. Sep 21

    Criação Ep#214 - 23/06/2026 - Gabriella Marra e a criação do figurino para o filme “Homem com H”

    Gabriella Marra, figurinista, trabalha no cinema e teatro desde 2010. Seus últimos trabalhos são os longa metragens: A adoção, de Allan Deberton; O Jardim do Ogro, de Carolina Jabor; A margem do Rio de Enock Carvalho e Matheus Farias; Feito Pipa de Allan Deberton; Yellow Cake de Tiago Melo; Cyclone de Flavia Castro ( no qual recebeu prêmio de melhor figurino nos Festivais de Aruanda e Labrff) ; O último azul de Gabriel Mascaro; Homem com H de Esmir Filho; Meu nome é Gal de Dandara Ferreira e Lô Politi, entre outros… e curtas como Chão de Fábrica de Nina Kopko ( no qual recebeu prêmio de melhor figurino no Festival de Brasília) e Jacaré de Vitor Quintanilha.Sinopse:Cinebiografia de Ney Matogrosso, Homem com H, apresenta a intensa trajetória do artista desde a infância até se tornar uma das grandes figuras da música e cultura brasileiras. O filme acompanha a origem em Bela Vista no Mato Grosso do Sul e os constantes embates familiares em razão dos preconceitos de seu pai. Ao sair de casa e se mudar para São Paulo, Ney dá início à sua carreira artística. Com uma voz única e uma veia criativa e performática inesquecível, Ney Matogrosso compõe um terço da banda Secos & Molhados e enfileira sucessos como Rosa de Hiroshima e Sangue Latino em meio à repressão da ditadura militar. Passando por cada fase de sua carreira, Homem com H conta a história de vida de um ícone artístico, demonstra sua identidade revolucionária e arrebatadora, seu ímpeto libertário e sua inconfundível presença de palco.Ficha Técnica:Baseado em: Ney Matogrosso: A Biografia, de Julio MariaDireção: Esmir FilhoProdução: Marcio Fraccaroli, André Fraccaroli, Veronica Stumpf, Karla AmaralProdução executiva: Rodrigo Castellar, Mariana Marcondes, Roteiro: Esmir FilhoMúsica: AmabisCinematografia: Azul SerraDireção de arte: Thales JunqueiraFigurino: Gabriella MarraEdição: Germano de OliveiraElenco: Jesuíta BarbosaCaroline AbrasHermila GuedesBruno MontaleoneRômulo BragaLara TremourouxMauro SoaresJullio ReisPedro Zurawski

    Criação Ep#214 - 23/06/2026 - Gabriella Marra e a criação do figurino para o filme “Homem com H”
  3. Aug 31

    Criação Ep#213 - 16/06/2026 - Bia Junqueira e a criação da cenografia para as óperas “LE VILLI” e “FRIENDESTAG”

    Bia Junqueira e uma Artista interdisciplinar, diretora de arte, cenógrafa, curadora, consultora, diretora artística, especializada em conceituar e criar conteúdo e espaços em suas múltiplas linguagens. Viveu onze anos na França, onde trabalhou com grandes nomes da cena europeia Bob Wilson, Tadeuz Kantor, Patrice Chéreau, Joseph Svoboda e na Ópera de Paris. Suas incursões nos domínios mais variados relacionados à cena, seja ela teatral, cinematográfica ou plástica, a levaram a participar do Fórum Central de Tendências em Paris - o que a levou a prestar consultoria para diferentes Bureaux de Tendências, como o de Catherine Laget e Dominique Perclers - e a desenvolver seu percurso como curadora e diretora artística. Desde seu retorno ao Brasil, vêm recebendo indicações e prêmios no âmbito teatral e cinematográficoRelease:O Theatro Municipal de São Paulo apresentou pela primeira vez no Brasil e na América Latina, as óperas Friedenstag (Dia de Paz), de Richard Strauss e Le Villi (As Fadas), a primeira ópera de Puccini, formando um double bill exclusivo com duas óperas de um ato.Le Villi, com libreto de Ferdinando Fontana, é inspirada em lendas eslavas sobre espíritos vingativos de jovens traídas no amor. Estreada em 1884, carrega influências do estilo composicional de Amilcare Ponchielli, mestre de Puccini, trazendo uma atmosfera quase mística, distinta das obras seguintes do compositor. A trama é a mesma do famoso balé Giselle, de Adolphe Adam: uma jovem de coração partido transforma-se em uma criatura sobrenatural que se vinga de seu amante infiel, forçando-o a dançar até a morte. Embora não tenha sido bem-recebida no concurso para o qual foi composta, o concurso de Sonzogno, a ópera foi aclamada por críticos que viram em Puccini uma promessa para a ópera italiana.Friedenstag foi composta por Strauss em 1938, com libreto de Joseph Gregor a partir de uma sinopse de Stefan Zweig. Ambientada em uma fortaleza no sul da Alemanha, ao final da Guerra dos Trinta Anos, a ópera explora temas de esperança e reconciliação. O comandante da fortaleza, em um momento de desesperança, redescobre o valor da paz quando as tropasinimigas cercam seu território. A obra é um reflexo dos tempos conturbados da ascensão do nacionalismo e do militarismo na Europa, oferecendo uma poderosa mensagem pacifista.Ficha Técnica:Priscila Bomfim, direção musicalAndré Heller-Lopes, direção cênicaHernán Sánchez Arteaga, regente do Coro Lírico MunicipalBia Junqueira, cenografiaGonzalo Córdova, design de luzLuiz Fernando Bongiovanni, coreografia e direção de movimentoLaura Françozo, figurinoMalonna, visagismo e perucariaAna Vanessa, assistente de direção cênicaLe Villi (As Fadas)Elencos:Rodrigo Esteves, GuglielmoGabriella Pace, AnnaEric Herrero, RobertoJohnny França, GuglielmoDaniela Tabernig, AnnaMarcello Vannucci, RobertoFriedenstag (Dia de Paz)** (85′)Elencos:Leonardo Neiva, ComandanteEiko Senda, MariaEric Herrero, O PiemontêsRodrigo Esteves, ComandanteDaniela Tabernig, MariaMarcello Vannucci, O PiemontêsElenco único (todas as apresentações)Sérgio Righini, O HolsteinerSaulo Javan, SargentoGeilson Santos, SoldadoMárcio Marangon, CorporalDaniel Lee, MosqueteiroRafael Thomas, CorneteiroSantiago Villalba, OficialJessé Vieira, Oficial da linha de frenteMiguel Geraldi, PrefeitoLeonardo Pace, PreladoAdriana Magalhães, Mulher do povoLink com mais informações das óperashttps://theatromunicipal.org.br/eventos/operas-double-bill-le-villi-as-fadas-de-giacomo-puccini-e-friedenstag-dia-de-paz-de-richard-strauss/

    Criação Ep#213 - 16/06/2026 - Bia Junqueira e a criação da cenografia para as óperas “LE VILLI” e “FRIENDESTAG”
  4. Aug 27

    Criação Ep#212 - 09/06/2026 - Barulhista e criação da trilha sonora para a peça “Fauna”

    Davidson Soara, mais conhecido como Barulhista, vive e trabalha em São Paulo. Autodidata, desenvolve trabalhos no campo da música e da escrita. Reconhecido pelo trabalho na produção de trilhas sonoras originais para cinema, teatro, dança e publicidade..Release:"Ei, você me conhece? Posso me aproximar? Eu sou só um animal vivo." Nesta peça-conversa, dois atores convidam o público a explorar a dimensão política e comunitária dos afetos. Jogam com expectativas criadas a partir de elementos simples, como a profissão de alguém ou o tipo de sapato que usa, questionando assim as imagens imediatas que formam as identidades individuais e coletivas. Os espectadores são convidados a participar em uma relação convivial, numa dramaturgia aberta ao diálogo a cada apresentação. O espetáculo aborda temas como a extinção da espécie humana, o medo do futuro, os traumas do passado, o impacto dos encontros e a alteridade.Ficha Técnica:Atuação e dramaturgia: Assis Benevenuto e Marcos ColettaDireção: Italo LaureanoAssistência de direção: Rejane FariaProdução de montagem: Maria MourãoOrientação Vocal: Ana HadadOrientação Corporal: Rosa AntuñaProvocação Criativa: Alexandre Dal FarraCenografia: Ed AndradeIluminação: Rodrigo MarçalOperação de luz: Marina ArthuzziTrilha Sonora Original: BarulhistaFigurino: O grupoProjeto Gráfico: Estúdio LampejoAssessoria de imprensa: V5 ComunicaçãoFotografia de Cena: Guto MunizFotografia de divulgação: José Jr.Video: Janaína Patrocínio - JPZ ComunicaçãoRealização: Grupo Quatroloscinco - Teatro do Comum

    Criação Ep#212 - 09/06/2026 - Barulhista e criação da trilha sonora para a peça “Fauna”
  5. Aug 25

    Criação Ep#211 - 02/06/2026 - Julia Freitas e a criação da luz para a peça "Antônia e a Encomendação das Almas"

    Julia Freitas é artista técnica de iluminação, produtora cultural e pesquisadora amazônida, natural de Belém do Pará. Graduada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela Universidade da Amazônia, especialista em Iluminação Cênica pela SP Escola de Teatro, com DRT profissional pelo SATED-SP, atua há mais de 10 anos no setor cultural desenvolvendo trabalhos em óperas, festivais de música, exposições, teatro e projetos multidisciplinares.Sua trajetória como iluminadora inclui atuação em importantes casas de ópera brasileiras, como o Theatro Municipal de São Paulo, Theatro São Pedro e Theatro da Paz. Também trabalhou em teatros e espaços culturais como Teatro Waldemar Henrique, Teatro Margarida Schivasappa e Teatro Sesc Ipiranga, além de atuar em festivais como Psica, Festival Mana, Zabumbada e Festival Feminino.Atualmente é mestranda em Artes e Práticas Culturais pela PUC-SP, sua prática artística investiga a luz como linguagem poética, sensorial e política, conectando iluminação cênica, território, memória e experiências imersivas. Paralelamente, desenvolve trabalhos em produção cultural, coordenação de projetos e iniciativas ligadas à cultura, sustentabilidade e impacto social, com experiências na Bienal das Amazônias, Bienal das Amazônias Sobre as Águas e projetos de mobilidade urbana e educação ambiental.Release:O espetáculo “Antônia e a encomendação das almas”, propõe uma transposição da clássica a tragédia de Sófocles, “Antígone”, para o contexto amazônico contemporâneo.A montagem desloca o conflito central da obra original, marcado pelo embate entre leis humanas e princípios éticos, para o Baixo Amazonas. A narrativa acompanha uma mulher que enfrenta estruturas de poder autoritário enquanto busca preservar sua dignidade. A encenação aposta em elementos culturais locais, incorporando cantos e expressões simbólicas para construir uma atmosfera em que justiça, resistência e memória se entrelaçam.Ficha técnicaDireção: Geraldo SallesElenco: Luciana Porto, Natal Silva, Gisele Ghorayeb, Kátia Menezes, Yeyé Porto, Paulo Fonseca, Dário Jaime, Klaus Costa, Nilton Cézar, Bruno Sousa, André ReisAdaptação da tragédia "Antigone" de Sófocles: Adriano BarrosoCenografia, Figurino, Design Gráfico: Nando LimaAssistente de Direção: Luciana PortoIluminação: Júlia FreitasDireção Musical: Jonatas PereiraProdução: Yeyé PortoFotos: Jean Franco/Sapo de Vidro Produções

    Criação Ep#211 - 02/06/2026 - Julia Freitas e a criação da luz para a peça "Antônia e a Encomendação das Almas"
  6. Aug 17

    Mundo Ep#17 - 27/05/2025 - Os desafios de uma artística designer brasileira no teatro de Nova York - com Patrícia Marjorie

    Patricia Marjorie é uma artista multidisciplinar de teatro brasileira radicada em Nova York com foco em direção, figurino e cenografia e criação de obras originais. Diretora, Intérprete, Educadora e Designer, Patrícia tem mais de duas décadas de extensa atuação em produções teatrais nos nos Estados Unidos e no Brasil, onde se formou em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB). Sua liderança criativa fundamenta-se em anos de colaboração em projetos que mesclam narrativa visual, performance física e estruturas narrativas poéticas. A experiência de Patricia navega entre direção de performances solo e de teatro de criação coletiva, pesquisa de personagens, metáfora visual e obras que exigem visão política ousada e ética, sensibilidade para os mundos interiores e linguagem teatral lúdica.Os créditos teatrais de Patrícia incluem atuação em peças clássicas como Medo e Miséria no terceiro Reich de Brecht (NY 2025) ou Muito Barulho por Nada de Shakespeare (Brasília 2014), direção de adaptações modernas como "Hamlet-Máquina" de Heiner Muller (Brasil 2001) e novos trabalhos como "On how to Be a Monster" de Maria Luiza Muller com At Alia Theatre Company (NYU - Dez 2019); “What will Become of Kaaron” de Kaaron Briscoe (NYC - outubro de 2021) no The Tank NYC. Patricia também atuou recentemente em - "Mrs. Loman" é um spin-off de "A Morte do Caixeiro Viajante" dirigido por Meghan Finn (NYC).Trabalhos Recentes de design: cenografia e figurino para; “Primordial” no The Tank (NYC) e “The Lydian Gale Parr” no Target Margin Theatre (NYC), ambos dirigidos por Meghan Finn; adereços para "Reconstructing" dirigido por Zhailon Levingston e Rachel Chavkin no BAM; "And then we were no More" by Tim Blake Nelson no LA MAMA; “Corruption” de J.T. Rogers e dirigido por Bartlett Sher no Lincoln Center Theatre NYC.Artist statementSou Patricia Marjorie, artista teatral multidisciplinar atuante nas áreas de dramaturgia, direção, design, performance e estratégia criativa. Originária do Brasil — onde os recursos materiais e o apoio cultural são limitados —, meu objetivo como artista é democratizar a criação artística e desconstruir o mito de que a arte é um conceito inatingível. O que me distingue é a minha criatividade brasileira profundamente enraizada, meu pragmatismo, minha visão e minha mentalidade voltada para a resolução de problemas; qualidades que me permitiram romper a "bolha" do teatro na cidade de Nova York e trabalhar em projetos extraordinários ao lado de diversos artistas brilhantes.Como artista imigrante e mulher, proveniente de um país em desenvolvimento e historicamente colonizado, meu trabalho é impulsionado pelo desejo de conectar indivíduos e criar experiências artísticas que promovam a compreensão social e gerem oportunidades de aprendizado centradas na comunidade. Meu objetivo como artista é desenvolver uma prática teatral que transcenda a mera narrativa ilustrativa, utilizando o teatro como uma ferramenta sociopolítica para questionar sistemas invisíveis de opressão — especialmente aqueles que permanecem invisíveis para as comunidades historicamente excluídas dos palcos.Vindo de um contexto onde os recursos são escassos, aprendi a adotar uma abordagem sustentável e engenhosa para a produção artística. Meu trabalho foca no conceito de como materiais reaproveitados, coletados e transformados com cuidado, imaginação e criatividade, podem se converter em valiosos elementos artísticos de conexão. Acredito que o processo de pesquisa e ressignificação de materiais cotidianos descartados evoca uma conexão humana intrínseca. Por meio desse processo, desafio a mim mesma e a todas as noções preconcebidas sobre o que é valioso; busco desconstruir crenças obsoletas e promovo um senso de união radical. Ao redefinir tanto os materiais quanto as vozes que foram considerados descartáveis, busco criar obras inclusivas, imaginativas e potentes, capazes de questionar as normas vigentes e inspirar novos diálogos culturais.

    Mundo Ep#17 - 27/05/2025 - Os desafios de uma artística designer brasileira no teatro de Nova York - com Patrícia Marjorie
  7. Aug 13

    Criação Ep#210 - 12/05/2026 - Antonio Rabàdan e a criação do figurino para a peça "O Inspetor Geral"

    Antonio Rabàdan é Doutor em Design Estratégico pela Unisinos-RS; Mestre em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina (FASM-SP); Pós-Graduado em Negócios e Marketing de Luxo Contemporâneo pela ESPM-SP; Bacharel em Moda e Tecnólogo em Moda e Estilo pela Universidade de Caxias do Sul. Atualmente está em pós doutoramento investigando a Passarela Performática na ECA da USP.Grande experiência na área da moda, atuando na produção de desfiles e eventos, editoriais de revistas e campanhas fotográficas. Recebeu prêmios nacionais, como o Açorianos e o Tibicuera, de teatro, e prêmios internacionais, como o Mário Rui Gonçalves Internacional, pelo figurino do espetáculo “Vanessa Quer Voar”, em Portugal.Foi Professor titular e Professor visitante em instituições como UFRGS, Feevale, Senac-RS, Senai-RS, UCS, UCPEL e Univates e, atualmente, é Professor Doutor nos cursos de Design e de Comunicação e Publicidade da ESPM-SP e ministra as disciplinas de Mercado e Produção de Moda; Varejo de Moda e Visual Merchandising; Prototipagem Criativa; Coolhanting; Narrativas de Espetáculos; Moda Autoral; Pesquisa e Tendência de Produto e Semiótica.Release:“O Inspetor Geral”, de Nicolai Gogol, ganhou em 1998 uma montagem radicalmente visual, grotesca e circense através da direção de Zé Adão Barbosa e da Cia. das Índias, em Porto Alegre.A encenação partia de um teatro físico, imagético e de forte construção plástica. A estética do espetáculo buscava um estado permanente de exagero e artificialidade, aproximando-se da palhaçaria, do grotesco e da escultura viva.A cena era composta por grandes painéis pintados manualmente pelo artista plástico Zezé Kronbauer. Esses painéis funcionavam como enormes quadros móveis que criavam diferentes atmosferas e espacialidades ao longo do espetáculo. Para movimentá-los, foi desenvolvido um sistema mecânico rudimentar construído a partir do maquinário de uma máquina de lavar roupas. Em determinados momentos da encenação, os painéis despencavam sobre os atores, provocando instabilidade visual e física, reforçando a sensação de colapso político e moral presente no texto.Outro elemento fundamental da cenografia era um grande sofá multifuncional que se transformava constantemente durante a peça: chaise, mesa, plataforma, cama e estrutura cênica. Esse único objeto assumia diferentes funções dramatúrgicas e operava como eixo central da movimentação dos atores.O figurino, também assinado por Antonio Rabadan, antecipava discussões que hoje se aproximam do upcycling e da ressignificação têxtil.Naquele momento, ainda em processo de descoberta enquanto ator, cenógrafo e figurinista, Rabàdan desenvolveu os figurinos inicialmente como desenhos idealizados. Porém, diante das limitações financeiras comuns às produções teatrais independentes da época, tornou-se impossível executar as peças utilizando materiais novos.A solução encontrada transformou-se no principal conceito do figurino.Junto da figurinista e costureira Titi Lopes, roupas usadas, tecidos domésticos, peças antigas e aviamentos foram completamente desmontados, separados e reconstruídos manualmente para formar novas superfícies têxteis. O processo envolvia desconstruir roupas já existentes para recriar tecidos híbridos que posteriormente davam origem aos figurinos do espetáculo. Antonio Rabàdan recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Figurino pelo espetáculo.Ficha Técnica:Texto: Nicolai GogolDireção: Zé Adão BarbosaMontagem: Cia. das ÍndiasDiretora Assistente: Jaqueline PinzonCenário: Antonio RabadanAssistente de Cenografia: Juliana RivetCriação de Painéis: Zezé KronbauerFigurinos: Antonio RabadanDesenhos de Figurino: Luciana ChavesConfecção de Figurinos: Titi Lopes e Mada OliveiraEnchimentos: Janine GomesChapéus: Juliana KunzBijuterias: Cigana SallyCabeças: Antonio RabadanMaquiagem: Zé Adão BarbosaIluminação: Fernando OchoaSonoplastia: Eduardo ManeraCriação Gráfica: Alessandro SalvatoriFotografia: Myra GonçalvesDivulgação: Renato Campão

    Criação Ep#210 - 12/05/2026 - Antonio Rabàdan e a criação do figurino para a peça "O Inspetor Geral"

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O “da ideia à luz” é o maior canal, no Brasil, de diálogos entre áreas técnicas teatrais e de criação artística das artes cênicas. É um espaço de compartilhamento de processo da criação, de conhecimento das pesquisas realizadas sobre Artes Cênica e de intercâmbio entre profissionais, pesquisadores e pesquisadoras dos bastidores do Brasil e de outros países. Cada convidado expõem seu trabalho em um bate-papo descontraído e aconchegante, proporcionando uma troca de experiência a cada programa que vai ao ar. Sejam todas e todos muito bem-vindos. Esse canal também é seu ;)