Cinematógrafo Podcast: a História nos filmes

Cinematógrafo Podcast

Este é um podcast dedicado a discutir como o passado é representado nos filmes e séries... ou como a linguagem cinematográfica conta a História. É um projeto fruto de três amigos amantes de História e de cinema: Eduardo Chacon, Juliana Muylaert e Gabriel F. Marinho.

  1. #017 (S02) - O Jovem Karl Marx

    07/17/2025

    #017 (S02) - O Jovem Karl Marx

    Pode parecer estranho, mas Karl Marx nem sempre foi um senhor de barba grisalha e olhar sério, acredita? Pior, ele não nasceu comunista e já esteve distante do pensamento político que o consagrou. Normalmente, quando pensamos em figuras históricas, suas imagens nos vêm à mente quase como um instantâneo fotográfico. Fixados e imortalizados, eles sempre tiveram aquela feição; e da mesma forma, sempre articularam as ideias que os tornaram historicamente relevantes. São figuras desautorizadas a envelhecer (ou a terem sido jovens), ou a mudar ao longo da vida.  Narrativas que retratam personagens históricos em momentos anônimos de suas vidas nos ajudam a lembrar que são homens e mulheres de carne e osso. Pouco antes das revoluções sociais que dominaram a Europa em 1848, um (ainda) desconhecido jornalista e intelectual prussiano divide seu tempo entre leituras, debates acalorados e problemas mundanos de qualquer mortal: ser demitido, pagar as contas ou crises conjugais.  Nesse prólogo-filme, somos apresentados às figuras centrais da trajetória pessoal desse jovem, como Friedrich Engels e Pierre-Joseph Proudhon. Mas, além disso, conhecemos melhor a participação essencial das companheiras dos autores do manifesto comunista, Mary Burns e Jenny von Westphalen, no desenvolvimento dessas ideias. “O jovem Marx”, dirigido pelo cineasta haitiano Raoul Peck, é esse combinado de vida privada e vida pública — e como elas se misturam — que nos convida a pensar nos personagens históricos como pessoas em transição.

    1h 15m
  2. #016 (S02) - Adeus, Lenin!

    12/14/2024

    #016 (S02) - Adeus, Lenin!

    No décimo sexto episódio do Cinematógrafo, acompanhamos a saga de Alex Kerner (Daniel Brühl), que faz de tudo para evitar que sua mãe, Christiane (Katrin Sass) tome conhecimento da Queda do Muro de Berlim e, por consequência, do fim da Alemanha Oriental (República Democrática Alemã) - país satélite da URSS criado em 1949. A encenação montada por Alex só é possível porque sua mãe - uma cidadã politicamente engajada com a construção do regime socialista- estava em coma durante o decorrer dos fatos que alteraram radicalmente os rumos do país, permitindo a organização de um cenário e "ensaios" com parentes e amigos, de modo a parecer que nada havia mudado quando ela finalmente tem alta. O filme é Adeus, Lenin! (Good Bye Lenin!, 2003), dirigido por Wolfgang Becker que, com uma narrativa leve, cheia de situações cômicas, permite pensar sobre as vantagens e desvantagens do socialismo e do capitalismo, além do impacto da História sobre o cotidiano. Seria possível ignorar as transformações políticas e econômicas, eliminando, por meio de uma farsa, os vestígios das sociabilidades impostas pelos novos tempos? Nosso trio de apresentadores conversou sobre as relações entre comédia e narrativa histórica, a importância da cenografia para demarcar a passagem de tempo, as imagens icônicas da Queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética, entre outros temas. Você encontra esse e outros episódios do podcast nas principais plataformas de áudio. Aproveita pra seguir a gente no Instagram e acompanhar as novidades! Vale lembrar que desde o início da segunda temporada, o Cinematógrafo Podcast é um projeto de Extensão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing e a Universidade Federal Fluminense.

    1h 15m
  3. #015 (S02) - No Intenso Agora

    09/07/2024

    #015 (S02) - No Intenso Agora

    No décimo quinto episódio do Cinematógrafo seguimos o diretor João Moreira Salles por seu passeio pelo ano de 1968, no documentário No intenso agora (2017). Feito a partir da descoberta de filmes caseiros rodados na China em 1966, durante a fase inicial da Revolução Cultural, o filme investiga a natureza de registros audiovisuais gravados em momentos de grande intensidade. Às cenas da China somam-se imagens dos eventos de 1968 na França, na Tchecoslováquia e, em menor quantidade, no Brasil. As imagens, todas elas de arquivo, revelam o estado de espírito das pessoas filmadas e também a relação entre registro e circunstância política. Nosso trio de apresentadores conversou com Patrícia Machado (@patriciafmm), professora da PUC-Rio, que pesquisa o uso das imagens de arquivo em produções de cinema e audiovisual. Além de debaterem sobre o filme, os quatro trataram de pesquisa de imagens, conservação de material audiovisual, política de arquivos, entre outros temas relevantes para quem trabalha com audiovisual e/ou pesquisa o assunto. Você encontra esse e outros episódios do podcast nas principais plataformas de áudio. Aproveita pra seguir a gente no Instagram e acompanhar as novidades! Vale lembrar que desde o início da segunda temporada, o Cinematógrafo Podcast é um projeto de Extensão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing e a Universidade Federal Fluminense.

    1h 14m
  4. #013 (S02) - Infiltrado na klan

    03/23/2024

    #013 (S02) - Infiltrado na klan

    Há quem pense que o problema do racismo se restringe à esfera individual em nossa História. Para os adeptos dessa perspectiva, a experiência humana seria uma narrativa um tanto simples, onde facilmente conseguimos reconhecer os heróis e os vilões. "Aquela pessoa é racista, mas aquela é antiracista". Pronto, resolvido. Mas o mundo fica um pouco mais complexo (e verdadeiro) quando reconhecemos essas características não apenas nos indivíduos, mas nas instituições que nos rodeiam. Seriam elas também racistas? E o pior, não seria o racismo um pilar fundamental de sua concepção? Esse olhar lança o debate sobre o papel de lugares como hospitais, escolas, mercados e polícia, dentre outros, na manutenção desse estado-das-coisas. Também questiona esse pretenso indivíduo antiracista que, muito embora possa agir pontualmente e discursar contra a violência sobre corpos pretos, não é capaz de abrir mão de privilégios que algumas instituições lhes concedem. Privilégios impactantes como ser sistematicamente poupado de ações policiais, mas também simbólicos como na seleção dos nomes que serão celebrados na História do Cinema. . Para esse debate sobre consciência de classe, racismo institucional e as representações do supremacismo branco, recebemos em nosso estúdio o cineasta, cineclubista e professor @clementino.jr . Na conversa, falamos sobre a trajetória do cineasta negro nos Estados Unidos, História do cinema e filmes um tanto quanto questionáveis que fazem parte dessa historiografia. . Então, te convidamos a voltar para o final dos anos 70 no Colorado, onde acompanharemos o tenso trabalho de um policial negro infiltrado no grupo terrorista ku klux klan. Pega a pipoca e liga o som pois vamos falar sobre "Infiltrado na Klan" (EUA, 2018) de @officialspikelee.

    1h 22m

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