F(r)icções | Ensaios de Cinema

Combo Multimidia

Tomando as possibilidades de leitura entre as palavras ‘fricções’ e ‘ficções’, a revista F(r)icções trata sobre cinema e audiovisual, investindo no pensamento crítico sobre a imagem cinematográfica como um jogo entre pensamentos, formas e visões de mundo. Com apresentação do roteirista e pesquisador Márcio Andrade, o podcast F(r)icções integra os dossiês multimídia da revista homônima, que incluem ensaios, lives e video-ensaios. Saiba mais em friccoes.com Realização - Combo Multimídia

  1. 12/04/2025

    22 | Do íntimo ao público – Curadoria, recepção e política das imagens de si

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com a curadora, pesquisadora e curadora Carla Italiano sobre os deslocamentos das escritas de si do íntimo ao espaço público. A partir de sua trajetória entre pesquisa acadêmica, docência e curadoria, a conversa aborda a presença crescente do cinema autobiográfico em festivais, mostras e dossiês críticos, discutindo questões de recepção, mediação e responsabilidade curatorial. O episódio reflete sobre como a curadoria participa ativamente da construção de sentidos políticos e coletivos das imagens de si, tensionando os limites entre intimidade, circulação e disputa pública das narrativas em primeira pessoa. ______________________ Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade Edição - Priscila Nascimento Produção - Janaína Guedes Coordenação Geral - Márcio Andrade Realização - Combo Multimídia Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ________________________ Referências DEVIRES – cinema e humanidades / Universidade Federal de Minas Gerais. Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) – v.14 n.2 (2017) ITALIANO, Carla. Senti que me partia em mil pedaços: aproximações entre as escrituras fílmicas de David Perlov e Jonas Mekas. 2015. 159 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2015 ITALIANO, Carla. Dois festivais de documentário sob uma perspectiva feminista: forumdoc.bh e CachoeiraDoc (2010–2020). Rebeca – Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, ano 11, n. 1, p. 161–180, jan./jun. 2022 ITALIANO, Carla Alice Apolinário. Sou sujeito / estou sujeita: formas de autoinscrição no cinema experimental de mulheres (EUA, 1990–1993). 2024. 266 f. Tese (Doutorado em Comunicação Social) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2024.

    53 min
  2. 19 | Respirar o mesmo gás – 'Por trás da linha de escudos' e as reflexividades em disputa

    12/03/2025

    19 | Respirar o mesmo gás – 'Por trás da linha de escudos' e as reflexividades em disputa

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com o cineasta, pesquisador e professor Marcelo Pedroso sobre os atravessamentos entre conflito social e reflexividade no documentário contemporâneo. A partir de sua trajetória e de filmes como Por trás da linha de escudos, a conversa aborda a presença do autor em cena, os dilemas éticos da representação, as relações entre inimigo e adversário e o uso da experiência pessoal como ferramenta crítica. Entre teoria e prática, o episódio reflete sobre como o documentário autobiográfico pode tensionar imagens de violência e poder , articulando o gesto íntimo a disputas políticas e coletivas. ______________________ Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade Edição - Priscila Nascimento Produção - Janaína Guedes Coordenação Geral - Márcio Andrade Realização - Combo Multimídia Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ________________________ Referências AVELLAR, José Carlos. A realidade como crítica de cinema – Ocinema como crítica da realidade. In: Roberto Moreira S. Cruz. (Org.). Sobre fazer documentários. São Paulo:Itaú Cultural, 2007, v., p. 44-51. DANIELS, Jill. The Border Crossing: the Cinematic Representation of Memory in the  Autobiographical Documentary. In ESIN, Cigdem et al. (eds.) Crossing Conceptual Boundaries IV. London: University of East London, School of Law and Social Sciences, 2012, pp. 8-16. DA-RIN, Silvio. Espelho Partido: Tradição e transformação do Documentário. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2004. FELDMAN, Ilana. Na contramão do confessional: o ensaísmo em Santiago, de João Moreira Salles, e Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho. Devires, Belo Horizonte, v. 5, n. 2, p. 56-73, jul/dez 2008. GUIMARÃES, Cao. Documentário e subjetividade – Uma rua de mão dupla. In: Roberto Moreira S. Cruz. (Org.). Sobre fazer documentários. São Paulo: Itaú Cultural, 2007, v., p.44-51.RENOV, Michael. Investigando o sujeito: Uma introdução. In: LABAKI, Amir; MOURÃO, Maria Dora (orgs.). O cinema do real. São Paulo: Cosac Naify, 2005, pp. 235-257. SANCHEZ BIOSCA, Vicente. Miradas criminales, ojos de victima: imágenes de la aflición em Camboya. CiudadAutónoma de Buenos Aires: Prometeo Libros, 2017. 240p. SHERMAN, Sharon. Documenting Ourselves: film, video, and culture. Lexington: The University Press of Kentucky, 1998. TEIXEIRA, Francisco. Documentário Moderno. In: MASCARELLO, Fernando (org.) História do Cinema Mundial. Campinas, SP: Papirus, 2006.

    1h 10m
  3. 20 | Do imprevisível como método – Nas entrelinhas da autoria em Nada sobre meu pai e Fernanda Young – Foge-me ao controle

    12/03/2025

    20 | Do imprevisível como método – Nas entrelinhas da autoria em Nada sobre meu pai e Fernanda Young – Foge-me ao controle

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com a cineasta e pesquisadora Susanna Lira sobre autoria, autobiografia e o imprevisível como método de criação no documentário contemporâneo. A partir de obras como Nada sobre meu pai e Fernanda Young – Foge-me ao controle, a conversa percorre temas como vulnerabilidade diante da câmera, risco criativo, ausência paterna e processos intuitivos. Este episódio reflete sobre como experiência, ética e invenção se entrelaçam na construção de um cinema do eu que tensiona fronteiras entre documentário e ficção, controle e acaso. ______________________ Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade Edição - Priscila Nascimento Produção - Janaína Guedes Coordenação Geral - Márcio Andrade Realização - Combo Multimídia Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ________________________ Referências BUSCOMBE, Edward. Ideias de Autoria. In: RAMOS, Fernão Pessoa (org.). Teoria Contemporânea do Cinema, Volume I. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2005. CARROLL, Nöel. Ficção, não-ficção e o cinema de asserção pressuposta: uma análise conceitual. In: RAMOS, Fernão Pessoa (org.). Teoria Contemporânea do Cinema, VolumeII – Documentário e Narratividade Ficcional. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2005. FARGE, Arlette. O sabor do arquivo. São Paulo: Edusp, 2009. HEATH, Stephen. Comentário sobre “Ideias de Autoria”. In: RAMOS, Fernão Pessoa (org.). Teoria Contemporânea do Cinema, Volume I. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2005. STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Campinas, SP: Papirus, 2003.

    55 min
  4. 18 | Uma casa, um mundo – Berliner, McElwee e Mekas e olhar micro-histórico sobre o documentário autobiográfico

    12/02/2025

    18 | Uma casa, um mundo – Berliner, McElwee e Mekas e olhar micro-histórico sobre o documentário autobiográfico

    Neste episódio, o editor-chefe da F(r)icções, Márcio Andrade, recebe o pesquisador espanhol Efrén Cuevas, uma das principais referências mundiais no estudo do documentário autobiográfico, dos filmes de família e do arquivo doméstico. A conversa atravessa a obra de três cineastas fundamentais — Alan Berliner, Ross McElwee e Jonas Mekas — para pensar como a vida íntima, os gestos cotidianos e a memória familiar se transformam em matéria cinematográfica. Cuevas revisita o papel das imagens caseiras, o surgimento do filme-diário, a força dos registros pessoais como disputa de sentido histórico e o conceito de “documentário micro-histórico”, que propõe que grandes transformações podem ser percebidas nos pequenos detalhes das vidas comuns. ______________________ Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade Edição - Priscila Nascimento Produção - Janaína Guedes Coordenação Geral - Márcio Andrade Realização - Combo Multimídia Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ________________________ Referências Cuevas, Efrén y Carlos Muguiro (eds.), El hombre sin la cámara. El cine de Alan Berliner / The Man without the Movie Camera: The Cinema of Alan Berliner, Ediciones Internacionales Universitarias, Madrid, 2002. Cuevas, Efrén, “The Immigrant Experience in Jonas Mekas’s Diary Films: A Chronotopic Análisis of Lost, Lost, Lost”, Biography, vol. 29, n. 1, winter 2006, pp. 55-73. _____________ (ed.), La casa abierta. El cine doméstico y sus reciclajes contemporáneos, Colección Textos Documenta, Ocho y Medio, Madrid, 2010. _____________. Cycles of Life: El cielo gira and Spanish Autobiographical Documentary. In: LEBOW, Alisa (org.). The Cinema of Me: The Self and Subjetivity in First Person Documentary. New York: Columbia University Press, 2012. _____________. Home Movies as Personal Archives in Autobiographical Documentaries. Studies in Documentary Film, vol. 17, n. 1, 2013, pp. 17–29

    47 min
  5. 17 | Do familiar ao obsceno – Alfabeto Sexual entre a autoficção e imagem pornográfica

    12/02/2025

    17 | Do familiar ao obsceno – Alfabeto Sexual entre a autoficção e imagem pornográfica

    Neste episódio, o editor-chefe da F(r)icções, Márcio Andrade, mergulha na obra e no pensamento de André Medeiros Martins, performer, ator e autoficcionista que investiga o corpo, o desejo e a pornografia como dispositivos de criação. Partindo de filmes como “Alfredo não gosta de despedidas” e “Alfabeto Sexual”, discutimos como práticas íntimas, rituais performativos e registros cotidianos transformam-se em narrativas capazes de questionar limites entre documentário, ficção, exposição e fabulação. A conversa atravessa temas como nudes, selfies, escrita de si, pornografia online, performance, memória familiar e a potência do corpo como método de pesquisa e invenção artística. Um episódio para quem deseja refletir sobre o íntimo como acontecimento político, estético e existencial. _________________________ Roteiro e Apresentação - Márcio AndradeEdição - Priscila NascimentoProdução - Janaína GuedesCoordenação Geral - Márcio AndradeRealização - Combo MultimídiaIncentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) __________________________ Referências BRASIL, André. Formas de vida na imagem: daindeterminação à inconstância. In Revista FAMECOS, v. 17, nº 3, set/dez 2010,pp. 190-198. SIBILIA, Paula. La espectacularización del yo. Elmonitor de la Educación. Buenos Aires, p.34 - 37, 2008 ODIN, Roger (org). Le film de famille: usage privé,usage public. Paris: Méridiens Klincksieck, 1995. FELDMAN,Ilana. Jogos de cena: Ensaios sobre o documentário brasileiro contemporâneo.Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação daEscola de Comunicação e Artes - ECA, Universidade de São Paulo – USP. SãoPaulo, 2012. 162p. SILVA, Mariana Duccini. Ponto de vista a(u)torizado:composições de autoria no documentário brasileiro contemporâneo. Tese(Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola deComunicação e Artes - ECA, Universidade de São Paulo – USP. São Paulo, 2013.239p.

    53 min
  6. 15 | Eus em Série – Das autoficções em I may destroy you, Better Things e outras dramédias contemporâneas

    07/10/2025

    15 | Eus em Série – Das autoficções em I may destroy you, Better Things e outras dramédias contemporâneas

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade entrevista o pesquisador João Pedro Pinho, que analisa o fenômeno das séries semiautobiográficas como expressão das novas formas de escrita de si nas narrativas televisivas contemporâneas. Em diálogo com obras como I May Destroy You, Better Things, Girls, Louie, Seinfeld e Master of None, a conversa percorre os territórios híbridos da autoficção, explorando as fronteiras entre o vivido e o encenado, o íntimo e o coletivo. João propõe o conceito de “semiautobiografias ultrapersonalistas” para descrever um conjunto de produções em que autoras e autores constroem versões ficcionais de si mesmos, tensionando as noções de autoria, identidade e autenticidade. A partir de um mapeamento que identificou mais de 90 séries semiautobiográficas produzidas entre 2000 e 2020, João analisa como o gênero da dramédia se tornou um espaço privilegiado para experimentações narrativas, especialmente com o esgarçamento da sitcom tradicional. O episódio também reflete sobre a crescente contaminação entre ficção e documentário, apontando para obras como O Ensaio, de Nathan Fielder, e How to with John Wilson, que radicalizam a performatividade do “eu” em contextos não ficcionais, pensando a autoficção como linguagem do risco e da hesitação. _____________________________ Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade Entrevistado – João Pedro Pinho Edição – Priscila Nascimento Produção – Janaína Guedes Coordenação Geral – Márcio Andrade Realização – Combo Multimídia Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura

    54 min

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