Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente

4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira

  1. 2d ago

    CIÊNCIA | Enfarte e AVC: sobreviver, recuperar e prevenir

    O que fazer em caso de enfarte? E de AVC? Até que ponto se pode recuperar de um destes episódios? À conversa com Filipa Galrão, a cardiologista Cristina Gavina explica o que acontece quando o coração e o cérebro falham - e como a vida pode continuar, mesmo depois de um evento agudo. Sabia que, há 30 anos, em Portugal, 30% dos casos de enfarte eram fatais e que hoje a mortalidade se situa abaixo dos 5%? Neste episódio, a cardiologista Cristina Gavina descodifica as várias dimensões da doença cardiovascular em Portugal, explica por que razão o país se destaca pela positiva no tratamento - mas não na prevenção -, e alerta para o que se deve fazer nos minutos que decidem tudo. Além de desmontar mitos recorrentes, a dupla esclarece qual a relação entre doença cardiovascular, depressão e ansiedade e como o código postal influencia o prognóstico. No fim, fica a mensagem: reconhecer (e não desvalorizar) os sintomas, ligar o 112 sem hesitar, não largar a medicação, cuidar do corpo e da mente, são gestos simples que mudam e salvam vidas. Um episódio [IN]Pertinente, a não perder, para ver e partilhar. Referências úteis Saver JL. «Time Is Brain – Quantified» (Stroke; 37(1):263-266, 2006) Anderson L, Thompson DR, Oldridge N, et al. «Exercise-Based Cardiac Rehabilitation for Coronary Heart Disease: Cochrane Systematic Review and Meta-Analysis» (J Am Coll Cardiol. 2016;67(1):1-12) Bansilal S, Castellano JM, Garrido E, et al. «Adherence Tradeoff to Multiple Preventive Therapies and All-Cause Mortality After Acute Myocardial Infarction» (J Am Coll Cardiol. 2017;70(15):1290-1301) Lichtman JH, Froelicher ES, Blumenthal JA, et al. «Depression as a Risk Factor for Poor Prognosis Among Patients With Acute Coronary Syndrome: Systematic Review and Recommendations - A Scientific Statement From the American Heart Association» (Circulation, 2014;129(12):1350-1369) Havranek EP, Mujahid MS, Barr DA, et al. «Social Determinants of Risk and Outcomes for Cardiovascular Disease: A Scientific Statement From the American Heart Association» (Circulation. 2015;132(9):873-898.)  Bios Cristina Gavina Cristina Gavina é cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). Professora na Faculdade de Medicina do Porto, onde se doutorou, fez o Mestrado em Ensaios Clínicos em Oxford. Fellow da ESC e do ACC, é autora de mais de 80 artigos e investigadora principal em ensaios clínicos internacionais. Dedica-se à insuficiência cardíaca, à prevenção cardiovascular e à equidade no acesso aos cuidados. Filipa Galrão A Filipa vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - “Que Estranho!” - e 2 filhos.

  2. Aug 13

    SOCIEDADE | Como é que um jovem se torna violento?

    Quando falamos de violência entre jovens, a tendência é procurar culpados. Mas a resposta não é linear. Depois de um raio-x ao que se sabe sobre a violência entre os jovens, o psicólogo Ricardo Barroso olha para os possíveis fatores de risco - sejam individuais, familiares, grupais ou culturais –, e como muitas vezes se conjugam. Pelo caminho, também se destacam os «fatores protetores», e a diferença que um adulto de referência pode fazer na vida de um jovem em risco. A dupla aborda ainda as inseguranças, confusões e revoltas que se forjam na adolescência - uma fase com propensão para o conflito, mas extremamente sensível à ideia de ‘grupo’, à necessidade de validação e ao impacto da humilhação.   Da violência em contexto escolar às suas manifestações no mundo digital, levantam-se outras questões: porque é que a violência online pode ser tão devastadora? E o que torna a «masculinidade tóxica» tão apelativa para alguns adolescentes? Para compreender melhor um fenómeno (ainda) rodeado de preconceitos, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Lösel, Friedrich, Farrington, David P., (2012) «Direct Protective and Buffering Protective Factors in the Development of Youth Violence»  Reynolds, Jason  «Olha para os Dois Lados» (Fábula, 2021)  Série «This Is England»  Filme «Inside Out»  Canal YouTube «School of Life» «Adolescência não é assim tão simples», com Lisa Damour (FFMS) BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.  Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  3. Aug 6

    POLÍTICA | Como se faz uma lei em Portugal?

    Da ideia inicial à entrada em vigor, fazer uma lei em Portugal é um caminho longo e complexo. Quem pode propor uma lei? Quem decide se ela avança ou se fica pelo caminho? E onde entra o cidadão comum neste labirinto? Neste episódio, a politóloga Sofia Serra-Silva e a humorista Luana do Bem percorrem os bastidores do processo legislativo português e explicam o papel – e competências – dos seus três grandes protagonistas: o Parlamento, o Governo e o Presidente da República. Mas não só. Esclarecem que também as Assembleias Legislativas Regionais e os cidadãos podem intervir no processo. Pelo caminho, ficamos também a saber para que servem as comissões parlamentares e porque é que uma proposta legislativa pode demorar até dois anos a transformar-se em lei. Para descobrir quem manda nas leis que mandam em nós, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Assembleia da República. (2005) «Constituição da República Portuguesa: VII revisão constitucional»  Assembleia da República. (n.d.). «Regimento da Assembleia da República»  Becker, R., & Saalfeld, T. (2004). «The life and times of bills» (In H. Döring & M. Hallerberg (Eds.), Patterns of parliamentary behaviour: Passage of legislation across Western Europe (pp. 57–90). Ashgate) Direção de Informação Legislativa e Parlamentar. (2022). «Tempo médio de aprovação» (N.º 44). Assembleia da República Governo de Portugal. (2019). Decreto-Lei n.º 169-B/2019, de 3 de dezembro: Lei orgânica do XXII Governo Constitucional Parlamento. (n.d.). «Como funciona o Parlamento» (Assembleia da República) Serra-Silva, S., & Gaio e Silva, J. (2025). «Empowering the people: The evolution and impact of Portugal's citizens' legislative initiatives in a comparative perspective» (Parliamentary Affairs, 78(4), 741–766)  Serra-Silva, S. (2024) «Parlamento de portas abertas? A relação da Assembleia da República com os cidadãos» (Assembleia da República) BIOS Sofia Serra-Silva Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  4. Jul 30

    ECONOMIA | Produtividade e IA: risco ou oportunidade?

    A inteligência artificial promete transformar a forma como trabalhamos, mas os seus efeitos não são iguais para todos. O economista João Duarte explica quais são as profissões que se tornaram mais produtivas com a IA, quais as funções que estão mais expostas à automação e porque é que o uso destes sistemas pode beneficiar mais um trabalhador menos qualificado do que um especialista. Partindo da evidência de que a IA permite produzir mais com menos pessoas, levantam-se outras questões: como gerir o risco de concentração de riqueza e o aumento das desigualdades? Teremos no futuro empresas multimilionárias geridas por uma única pessoa — ou essa realidade já começou? A dupla explica ainda por que motivos o uso da IA se mantém invisível na economia e debruça-se sobre o cenário (provável) de a produtividade descer antes de subir verticalmente. Por fim, olhamos para Portugal. Que riscos e oportunidades se colocam ao crescimento e à competitividade do país? Será que a IA nos vai permitir dar um salto produtivo? Para saber se a IA é uma aliada ou uma ameaça à nossa produtividade, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Arlindo Oliveira, «A Inteligência Artificial Generativa» (Ensaios da Fundação n.º 146, FFMS, 2025).  Ethan Mollick, «Co-inteligência» (Ideias de Ler, 2024; original Co-Intelligence, Portfolio/Penguin, 2024) Daron Acemoglu & Simon Johnson, «Poder e Progresso» (Temas e Debates, 2024; original Power and Progress, 2023) Stanford HAI, «AI Index Report» (edição 2026) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  5. Jul 23

    CIÊNCIA | Entre riscos e pressão: aguenta, coração!

    Sabia que a doença cardíaca pode ser silenciosa durante anos? No primeiro episódio dedicado à saúde cardiovascular, a cardiologista Cristina Gavina e Filipa Galrão entram no coração da ciência para descodificar este órgão vital: como funciona, o que o põe em risco e como o devemos proteger.  A doença cardiovascular continua a ser a principal causa de morte no mundo, e Portugal não é exceção. Embora a evolução da doença não dê sinais evidentes, a boa notícia é que grande parte das patologias é evitável. Neste episódio, ficamos a saber como funciona o aparelho cardiovascular e quais são as doenças que afetam o coração, tais como o enfarte do miocárdio ou o AVC. Para apostar na prevenção, sabia que há três números mágicos que importa conhecer - o da tensão, o do colesterol e o da glicemia? A conversa não termina sem uma viagem pelos efeitos da ansiedade na saúde cardiovascular e pela derradeira pergunta: é verdade que podemos morrer de «coração partido»? Porque um coração saudável exige escolhas conscientes, e informadas ao longo da vida, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Yusuf S, et al. «Effect of potentially modifiable risk factors associated with myocardial infarction in 52 countries» (the INTERHEART study). Lancet. 2004;364(9438):937–52)  Nordestgaard BG, et al. «Fasting is not routinely required for determination of a lipid profile» (EAS/EFLM joint consensus. Eur Heart J. 2016;37(25):1944–58)  Ference BA, et al. «Low-density lipoproteins cause atherosclerotic cardiovascular disease» (EAS Consensus Statement. Eur Heart J. 2017;38(32):2459–72)  SCORE2 working group and ESC Cardiovascular Risk Collaboration. «SCORE2 risk prediction algorithms: new models to estimate 10-year risk of cardiovascular disease in Europe». Eur Heart J. 2021;42(25):2439–54.  Visseren FLJ, et al. «Guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice» Eur Heart J. ESC 2021;42(34):3227–3337)  Vogel B, et al. «The Lancet women and cardiovascular disease Commission: reducing the global burden by 2030» (Lancet. 2021;397(10292):2385–2438)  Howard JP, Wood FA, Francis DP, et al. «Side Effect Patterns in a Crossover Trial of Statin, Placebo, and No Treatment» (SAMSON). J Am Coll Cardiol. 2021;78(12):1210–22.  BIOS Cristina Gavina Cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). É professora na Faculdade de Medicina do Porto. Filipa Galrão  Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

  6. Jul 16

    SOCIEDADE | Os jovens estão mais violentos?

    Será que os jovens estão mais agressivos ou os seus comportamentos é que se tornaram mais visíveis? Que tipo de violência predomina entre os adolescentes? No primeiro episódio dedicado ao tema, o psicólogo Ricardo Barroso e Hugo van der Ding traçam o mapa e os desafios da violência juvenil em Portugal. A ideia de que «a juventude está perdida» repete-se de geração em geração. No entanto, a evidência científica mostra que os jovens de hoje têm mais competências para identificar comportamentos abusivos do que no passado. Ainda assim, há dados inquietantes. Embora a violência física tenha diminuído, outras formas de agressão ganharam visibilidade e assumiram novas expressões, sobretudo no contexto digital e nas relações interpessoais. Da violência relacional (a mais frequente) à psicológica, da sexual à digital, o especialista explica os efeitos nas vítimas e os fatores associados aos comportamentos dos agressores. A dupla aborda ainda outras questões: qual o papel dos pais? Como, e quando, se promove a autorregulação emocional? E onde termina um conflito próprio do crescimento e começa um quadro de bullying? Para saber distinguir a perceção social dos dados científicos, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS MOFFITT, Terrie E., «Adolescence-Limited and Life-Course-Persistent Antisocial Behavior» (Psychological Review,1993) «O que Se Passa na Infância Não Fica na Infância», Coord. Paulo Guerra e João Pedro Gaspar (Editora d’Ideias, 2024) Filme «Close» (2022), de Lukas Dhont «Risk and Protective Factors for Youth Violence» (U.S. Centers for Disease Control and Prevention) APAV para Jovens Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.  Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  7. Jul 9

    POLÍTICA | O mundo está menos democrático?

    Sabia que a democracia só ganhou a conotação positiva que hoje lhe atribuímos a partir da Segunda Guerra Mundial? Atualmente, cerca de 60% dos países vivem em regimes democráticos, mas será mesmo assim?  No último episódio de Pedro Magalhães, o politólogo analisa as origens, os significados e o estado de saúde da democracia contemporânea. Embora a definição de democracia continue a não ser universal, existem condições mínimas a reunir para que um regime seja considerado democrático: eleições livres e competitivas, sufrágio universal e alternância de poder.  Para muitos especialistas, há outros aspetos a ter em conta - tribunais independentes, liberdade de imprensa, direitos e liberdades de grupos minoritários são alguns deles. Neste episódio, abordam-se ainda outras questões: para que servem as eleições em regimes autoritários? E de que forma a polarização ou a desigualdade económica podem contribuir para o fim deste regime? Porque é importante estarmos atentos aos sinais de erosão democrática, e aos desafios que enfrentamos, não perca este episódio [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Møller, J., & Skaaning, S. E. «Seven Myths about Democracy» (Abingdon: Taylor & Francis, 2026)  Nord, M., Altman, D., Fernandes, T., God, A. G., & Lindberg, S. I. «Democracy Report 2026: Unraveling The Democratic Era» (University of Gothenburg: V-Dem Institute, 2026)  Dahl, R. A. «On democracy» (New Haven: Yale University Press, 1998)  BIOS Pedro Magalhães Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  8. Jul 2

    ECONOMIA | O que falha na produtividade em Portugal?

    De que forma os nossos salários e poder de compra são afetados pela baixa produtividade do país? Porque é que estamos entre os que mais horas trabalham na Europa e, ainda assim, temos uma produtividade muito abaixo da média da União Europeia? Nesta conversa, o economista João Duarte explica os principais entraves à produtividade nacional: da má organização à falta de escala, do fraco investimento em marca e inovação à má alocação de capital. Sabia que em 100 empresas portuguesas 96 têm menos de 10 trabalhadores? E que uma grande empresa paga quase o dobro do salário de uma PME? A dupla aborda ainda outros desafios como o peso das «empresas zombie» e a baixa escolaridade de gestores adultos. Mas também há sinais de esperança: Portugal tem recursos - pessoas, empresas e capital - para fazer melhor. A nova geração é mais instruída e qualificada e, com as reformas certas, há um potencial de crescimento que pode – e deve – ser desbloqueado. REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS Buiatti, C., Duarte, J. & Sáenz, L. «Europe Falling Behind» (Journal of International Economics, 2026) Estudo «Do made in ao created in: um novo paradigma para a economia portuguesa» (coord. Fernando Alexandre, FFMS, 2021) Eurostat «Structural Business Statistics» (2023) estatísticas de empresas por dimensão e PIB per capita em poder de compra INE - destaque sobre micro, pequenas e médias empresas (2023): gastos com pessoal por trabalhador, por dimensão. Relatório Draghi «The Future of European Competitiveness» (Comissão Europeia, 2024) GEE – Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia — estudos sobre as cadeias de valor e o calçado (2017, 2019) APICCAPS «World Footwear Yearbook» preços de exportação do calçado. Banco de Portugal — investigação sobre alocação de capital e crédito e sobre empresas «zombie» Reis, R. «The Portuguese Slump and Crash and the Euro Crisis» (Brookings, 2013) OCDE «Economic Survey of Portugal 2026 e Survey of Adult Skills» (PIAAC) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

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