Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente

4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira

  1. 3d ago

    POLÍTICA | Como (nos) representam os atores políticos?

    Um inquérito do Pew Research Center, realizado em 24 países, em 2024, indicava que três em cada quatro inquiridos sentem que os políticos eleitos não se preocupam com o que a população pensa. A que se deve esta perceção? Nesta conversa, Sofia Serra-Silva e Luana do Bem destacam as várias dimensões da representação política e analisam os quatro tipos de representação propostos por Hanna Pitkin – da formal à descritiva, da simbólica à substantiva. Entre as diferentes visões sobre o papel e o perfil que os representantes devem ter, levantam-se outras questões: será que as mulheres representam melhor as mulheres? E em que circunstâncias devem grupos minoritários estar representados na arena parlamentar? A dupla aborda ainda o que podemos exigir e esperar dos nossos representantes e como podemos escrutinar a sua ação. Entre expectativas, responsabilidades e confiança, fica uma pergunta no ar: estará a crise das democracias representativas ligada a uma crise da própria representação política? Para se manter bem informado – e representado – não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS De Mulder, A. (2023) «Making sense of citizens’ sense of being represented: A novel conceptualisation and measure of feeling represented» (Representation, 59(4), 633–657) Pitkin, H. F. (1967) «The concept of representation» University of California Press. Arnesen, S., & Peters, Y. (2018) «The legitimacy of representation: How descriptive, formal, and responsiveness representation affect the acceptability of political decisions» (Comparative Political Studies, 51(7), 868–899)  Espírito-Santo, A., Freire, A., & Serra-Silva, S. (2020). «Does women’s descriptive representation matter for policy preferences? The role of political parties». Party Politics, 26(2), 227–237. van Oosten, S., Mügge, L., & van der Pas, D. (2024) «Race/ethnicity in candidate experiments: A meta-analysis and the case for shared identification» (Acta Politica, 59(1), 19–41) Phillips, A. (2020) «Descriptive representation revisited» In R. Rohrschneider & J. Thomassen (Eds.), The Oxford handbook of political representation in liberal democracies (pp. 175–190). Oxford University Press BIOS Sofia Serra-Silva Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  2. Oct 22

    ECONOMIA | Estamos condenados a ser o país das PME?

    Nascem muitas, crescem poucas, raras escalam — eis o retrato sumário das empresas portuguesas. Num país que tem mais de um milhão e meio de empresas e dois terços são em nome individual, o economista João Duarte explica como as empresas que nos rodeiam condicionam oportunidades, salários e a evolução laboral. A partir de uma análise ao tecido empresarial português, a dupla demonstra que Portugal cria muitas empresas, mas que grande parte tende a fechar cedo e as que sobrevivem crescem menos do que as congéneres europeias. A conversa aborda ainda a influência das condições iniciais na evolução de uma empresa — do capital disponível à importância da equipa —, e como o sistema fiscal e burocrático pode ‘empurrar’ projetos nacionais para o estrangeiro. Pelo caminho, destaca-se o papel do primeiro emprego no percurso profissional. Sabia que entrar no mercado de trabalho em tempo de crise pode reduzir o salário inicial em 3%? E que esta penalização pode demorar anos a ser corrigida? Para perceber como as empresas que temos afetam as oportunidades dos jovens, e o nosso nível de vida, este é um [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS OECD (2025) «Portugal: Business Dynamics» (OECD Insights on Productivity and Business Dynamics -Country Notes. OECD Publishing) OECD (2026). «OECD Economic Surveys: Portugal 2026» (OECD Publishing) Ferreira, M. A., Lopes, M. C., Queiró, F., & Reis, H. (2022) «Financiamento do empreendedorismo em Portugal» (Fundação Francisco Manuel dos Santos) OECD (2024) «Inquérito às Competências dos Adultos 2023: Portugal» (OECD Publishing) Catela Nunes, L., Reis, P., & Thomas, T. (2026) «Ensino superior e emprego jovem em Portugal: tendências, resultados e comparações internacionais» (Policy paper, Fundação Francisco Manuel dos Santos) Queiró, F. (2022). «Entrepreneurial Human Capital and Firm Dynamics» (Review of Economic Studies, 89(4), 2061–2100) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  3. Oct 15

    CIÊNCIA | Transição energética: onde estamos e para onde vamos?

    Ao atestar o depósito do carro, apenas 40% da energia do combustível é realmente utilizada. A restante perde-se, grande parte sob a forma de calor. Como podemos ser mais eficientes no aproveitamento da energia? Como eletrificar os consumos e descarbonizar a produção de eletricidade? Entre oportunidades e desafios, João Crispim, consultor e especialista em Energia, explica as exigências desta mudança: tem de ser rápida e obrigará a alterar o atual modelo geoestratégico. Neste episódio de estreia, a dupla fala de muitas outras questões: o que distingue uma energia renovável de uma energia limpa? Que tecnologias estão maduras e quais é que precisam de evoluir? Por fim, ficamos a saber onde está Portugal na tabela europeia de energias renováveis e que impactos poderá trazer esta transição para o país e, até, para as nossas carteiras. Para ficar a par de um dos maiores desafios do século, não perca este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS Vasconcelos, Jorge «A Energia em Portugal» (Ensaio FFMS, 2019) Sá da Costa, António «Energias Renováveis» (FFMS, 2026) Policy papers: «A transição energética na Europa: equilibrar o trilema» (FFMS) «A transição energética de Portugal – em direto» DGEG «Balanço Energético Sintético 2025» (Energia em Números, junho 2026) REN Data Hub  «Os números contam»  «Estudo de impacto das energias renováveis em Portugal» (Estudo EY-Parthenon para a APREN) BIOS João Crispim Formado em Engenharia e Gestão, com percurso profissional passado na REN, General Electric e no governo inglês. Atualmente é Head of ESG e Head of Grants and Incentives no Grupo Casais, Presidente do Builtcolab e da Coopérnico. Filipa Galrão Vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial.

  4. Oct 9

    SOCIEDADE | Da Odisseia ao Grand Tour: o que é «ser europeu»?

    Como se define a Europa? Existem valores europeus? Na estreia desta nova série, Pedro Mexia e Hugo van der Ding fazem um périplo pela «ideia de Europa» – da herança histórica ao espaço geográfico, dos mitos clássicos às narrativas atuais.  O filme «Odisseia», de Christopher Nolan, serve de ponto de partida para uma conversa entre Pedro Mexia e Hugo van der Ding sobre a Europa e sobre aquilo que reconhecemos como europeu. O que esteve na base da inesperada polémica em torno do filme? Como foram tratados a figura do herói e a guerra, a hospitalidade e os “bárbaros”? Seremos todos gregos? Guiada pelo ensaio «A Ideia de Europa», do filósofo e crítico literário George Steiner, a dupla percorre também uma Europa de cafés e de caminhos, de memória e de monumentos, e de um legado simultaneamente glorioso e incómodo. Que liberdade e privilégio havia no 'Grand Tour' europeu? E que valores são realmente «europeus»? Serão diferentes dos valores universais? Pelo caminho, poeta e humorista confrontam a noção de uma Europa construída sobre a circulação de pessoas, bens e capitais com as fraturas provocadas pelos atuais movimentos migratórios.  Entre mitos antigos e dilemas contemporâneos, que Europa é esta que (ainda) tentamos definir? Um episódio imperdível - e [IN]Pertinente – para ouvir e pensar. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Homero, «Odisseia» (tradução de Frederico Lourenço, ed. orig. Livros Cotovia, 2003, ed. atual Quetzal)Homer, «The Odyssey», (tradução de Emily Wilson, W. W. Norton, 2018)Steiner, George, «A Ideia da Europa» (Relógio D’Água, ed. orig. 2004)Wilson, Emily, «An Uncomplicated Man», (London Review of Books, 13.08.26)Mendelsohn, Daniel, «Artful Weaving» (The New York Review of Books, 20.08.26)BIOS Pedro Mexia Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. É crítico e cronista do Expresso. Integra o painel do Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer (SIC-Notícias) e colabora com o podcast O Poema Ensina a Cair. Coordena a colecção de poesia da Tinta-da-china e dirige a edição em português da revista Granta. Publicou nove livros de poesia, oito colectâneas de crónicas (Lá Fora venceu o Grande Prémio de Crónica da APE) e seis volumes de diários, incluindo o recente Zero (2026). Hugo Van der Ding Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta BIC, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  5. Oct 1

    POLÍTICA | Quais são as linhas vermelhas do debate político?

    Onde se traça a fronteira entre o confronto de ideias e a hostilidade política? Que impacto tem a agressividade parlamentar na democracia e nos cidadãos? Neste episódio, a politóloga Sofia Serra-Silva e a humorista Luana do Bem analisam o estado atual do discurso político em Portugal e no mundo. O conflito político é inevitável, e até desejável, numa democracia representativa. No entanto, estudos demonstram que, nos últimos anos, a incivilidade parlamentar assumiu maior protagonismo. Nesta conversa, a politóloga e a humorista esclarecem que a agressividade na política está ligada à polarização afetiva e não cresce de forma linear: oscila em torno de determinados temas - como a imigração ou o crime - e intensifica-se em momentos específicos - como nas campanhas eleitorais. A dupla aborda também o papel das redes sociais na amplificação do discurso hostil e questiona quem conduz esta escalada. Será que existem diferenças de género na agressividade política? E que políticos têm mais propensão para discursos incendiários? Pelo caminho, Sofia Serra-Silva oferece exemplos de respostas institucionais já implementadas noutros países para promover boas práticas parlamentares e compara-as com a realidade nacional. Para refletir sobre o peso das palavras no jogo democrático, não perca este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS ÚTEIS  Bøggild, T., & Jensen, C. (2024) «When politicians behave badly: Political, democratic, and social consequences of political incivility» (American Journal of Political Science. Advance online publication) de León, A. (2026) «Asymmetric contagion: The radical right and the erosion of parliamentary civility. Parliamentary Affairs» (Advance online publication) Dodeigne, J. (2025) «Hostility and democratic erosion: Introducing the Political Hostility Scale (PHOS)» (Democratization. Advance online publication) Garzia, D., Ferreira da Silva, F., Reiljan, A., & Trechsel, A. H. (2025) «Affective polarization» (In Oxford Research Encyclopedia of Politics. Oxford University Press)  Lee, A. H.-Y., & Ahn, C. (2025) «Talking politics in a polarized America: How perceived polarization shapes political self-censorship» (Political Behavior. Advance online publication)  Mutz, D. C., & Reeves, B. (2005) «The new videomalaise: Effects of televised incivility on political trust» (American Political Science Review, 99(1), 1–15)  Røed, M., Bäck, H., & Carroll, R. (2025) «Who polarizes parliament? Partisan hostility in Norwegian legislative debates» (Party Politics, 31(1), 137–147) Törnberg, P., & Chueri, J. (2025) «Elite political discourse has become more toxic in Western countries» (arXiv:2503.22411). arXiv.  Wagner, M. (2024) «Affective polarization in Europe» (European Political Science Review, 16(3), 378–392)  Yildirim, T. M. (2017) «Politics of constituency representation and legislative ambition under the glare of camera lights» (Legislative Studies Quarterly, 42(1), 101–130) BIOS Sofia Serra-Silva Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  6. Sep 24

    ECONOMIA | A crise da habitação trava a produtividade?

    Desde 2015, os preços da habitação em Portugal subiram em flecha: registámos o segundo maior aumento da UE, a seguir à Hungria. E o ritmo não está a abrandar. No início de 2026, a subida homóloga foi a mais alta da União Europeia. Mas o problema mais grave está noutros números: em 10 anos, o preço das casas aumentou quatro vezes mais do que os rendimentos dos portugueses. Nesta conversa, João Duarte e Manel Rosa explicam porque é que esta crise não afeta apenas quem procura casa, mas toda a economia. Ficamos a saber que uma cidade cara expulsa talento, fragiliza empresas, afasta serviços e pode travar a inovação.  Num país em que se sai de casa dos pais, em média, aos 29 anos, a dupla aborda ainda o peso da habitação no orçamento das famílias, o choque das subidas de juros e o papel da Euribor, e a vida adiada dos jovens, cada vez mais limitados na escolha do seu destino. Para saber quanto custa a habitação ao futuro do país, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Azevedo, A. B., & Pereira dos Santos, J. (2023) «Barómetro da Habitação» (Fundação Francisco Manuel dos Santos) OECD (2021), «Brick by Brick: Building Better Housing Policies» (OECD Publishing) Hsieh, C.-T., & Moretti, E. (2019) «Housing Constraints and Spatial Misallocation» (American Economic Journal: Macroeconomics, 11(2), 1–39) Diamond, R. (2016) «The Determinants and Welfare Implications of US Workers’ Diverging Location Choices» (American Economic Review, 106(3), 479–524) Rognlie, M. (2015) «Deciphering the Fall and Rise in the Net Capital Share» (Brookings Papers on Economic Activity, 2015(1), 1–69) Dias, D. A., & Duarte, J. B. (2019) «Monetary Policy, Housing Rents, and Inflation Dynamics» (Journal of Applied Econometrics, 34(5), 673–687) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  7. Sep 17

    CIÊNCIA | Do coração da mulher à cardiologia do futuro

    A doença cardiovascular tende a ser associada a um problema masculino, no entanto, é a primeira causa de morte nas mulheres, muito acima do cancro da mama. Mas, afinal, quais são as particularidades do coração feminino?  A cardiologista Cristina Gavina dá a conhecer os fatores de risco que são exclusivos das mulheres e explica porque é que continuam a chegar mais tarde a um diagnóstico.  Ao longo da conversa, a especialista fala também sobre a revolução que a cardiologia está a atravessar. As cirurgias de peito aberto estão a dar lugar às intervenções menos invasivas por cateter, a medicação passa a poder ser feita mais espaçadamente no tempo e já decorrem ensaios clínicos em que se modifica o gene associado ao colesterol, um dos principais riscos da doença cardiovascular. E numa altura em que já temos relógios de pulso a monitorizar o coração e dispositivos cardíacos ligados à internet, que oportunidades e riscos trazem as novas tecnologias? Para aprender a ler os sinais, colocar as perguntas certas e agir a tempo, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Vogel B, et al. «The Lancet women and cardiovascular disease Commission: reducing the global burden by 2030» (Lancet. 2021;397(10292):2385-2438)  Huxley RR, Woodward M. «Cigarette smoking as a risk factor for coronary heart disease in women compared with men: a systematic review and meta-analysis of prospective cohort studies» (Lancet. 2011;378(9799):1297-1305.)  Peters SAE, Huxley RR, Woodward M. «Diabetes as a risk factor for incident coronary heart disease in women compared with men: a systematic review and meta-analysis of 64 cohorts» (Diabetologia. 2014;57(8):1542-1551.)  Hayes SN, et al. «Spontaneous Coronary Artery Dissection: Current State of the Science. A Scientific Statement From the American Heart Association». Circulation. 2018;137(19):e523-e557 Jin X, et al. «Women’s Participation in Cardiovascular Clinical Trials From 2010 to 2017» (Circulation. 2020;141(7):540-548.)  Sabatine MS, et al. «Evolocumab and Clinical Outcomes in Patients with Cardiovascular Disease» (FOURIER). N Engl J Med. 2017;376(18):1713-1722 Ray KK, et al. «Two Phase 3 Trials of Inclisiran in Patients with Elevated LDL Cholesterol» (ORION-10 and ORION-11). N Engl J Med. 2020;382(16):1507-1519 Stone GW, et al. «Transcatheter Mitral-Valve Repair in Patients with Heart Failure» (COAPT). N Engl J Med. 2018;379(24):2307-2318 Perez MV, et al. «Large-Scale Assessment of a Smartwatch to Identify Atrial Fibrillation» (Apple Heart Study). N Engl J Med. 2019;381(20):1909-1917 Baranchuk A, et al. «Cybersecurity for Cardiac Implantable Electronic Devices: What Should You Know?» J Am Coll Cardiol. 2018;71(11):1284-1288. 10.1016/j.jacc.2018.01.023 BIOS Cristina Gavina Cristina Gavina é cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). Professora na Faculdade de Medicina do Porto, onde se doutorou, fez o Mestrado em Ensaios Clínicos em Oxford. Fellow da ESC e do ACC, é autora de mais de 80 artigos e investigadora principal em ensaios clínicos internacionais. Dedica-se à insuficiência cardíaca, à prevenção cardiovascular e à equidade no acesso aos cuidados. Filipa Galrão A Filipa vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - “Que Estranho!” - e 2 filhos.

  8. Sep 11

    SOCIEDADE | Como travar a violência juvenil?

    O que devemos fazer quando um adolescente se torna agressivo? Será que os castigos funcionam? No último episódio desta série, o psicólogo Ricardo Barroso e Hugo van der Ding identificam sinais de alerta e indicam estratégias para prevenir – e combater – a violência entre os mais jovens. A dupla analisa fenómenos que também se transformam com a tecnologia: do cyberbullying à partilha não consentida de imagens íntimas, que novos comportamentos abusivos surgem online? E como é que os podemos detetar, seja na vítima ou no agressor?  A propósito dos padrões comportamentais de jovens violentos, o psicólogo e o comunicador questionam a eficácia dos castigos e destacam porque é que consequências consistentes devem fazer parte da resposta. Ricardo Barroso deixa ainda um alerta: mais do que proibir telemóveis ou o acesso a redes sociais, o importante é investir na literacia digital e no pensamento crítico.  Com exemplos de programas de intervenção bem-sucedidos, em Portugal e no estrangeiro, e de estratégias práticas para pais, escolas e jovens, este episódio aponta soluções para uma questão de fundo: o que fazer, na prática, para prevenir a violência juvenil e promover um desenvolvimento saudável e integrado dos nossos adolescentes? Para saber como intervir, antes que seja tarde demais, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Para os pais: NEUFELD, Gordon & MATÉ, Gabor «O Seu Filho Precisa de Si» (Ideias de Ler, 2021) Curso online sobre como lidar melhor com os filhos no dia a dia — por Alan Kazdin, psicólogo da Universidade de Yale Para os profissionais: WHO, «Guidelines and handbook on parenting interventions» GAFFNEY, H., TTOFI, M., FARRINGTON, D. «Effectiveness of school-based programs to reduce bullying perpetration and victimization: An updated systematic review and meta-analysis» ME (2010) «Violência no contexto escolar: referencial de apoio ao trabalho a desenvolver pelas Escolas» Programa de Prevenção da Violência Interpessoal (PREVINT) Filme: «Os Miseráveis» (de Ladj Ly, 2019) BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.  Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

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4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira

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