Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente

4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira

  1. 3d ago

    ECONOMIA | Produtividade e IA: risco ou oportunidade?

    A inteligência artificial promete transformar a forma como trabalhamos, mas os seus efeitos não são iguais para todos. O economista João Duarte explica quais são as profissões que se tornaram mais produtivas com a IA, quais as funções que estão mais expostas à automação e porque é que o uso destes sistemas pode beneficiar mais um trabalhador menos qualificado do que um especialista. Partindo da evidência de que a IA permite produzir mais com menos pessoas, levantam-se outras questões: como gerir o risco de concentração de riqueza e o aumento das desigualdades? Teremos no futuro empresas multimilionárias geridas por uma única pessoa — ou essa realidade já começou? A dupla explica ainda por que motivos o uso da IA se mantém invisível na economia e debruça-se sobre o cenário (provável) de a produtividade descer antes de subir verticalmente. Por fim, olhamos para Portugal. Que riscos e oportunidades se colocam ao crescimento e à competitividade do país? Será que a IA nos vai permitir dar um salto produtivo? Para saber se a IA é uma aliada ou uma ameaça à nossa produtividade, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Arlindo Oliveira, «A Inteligência Artificial Generativa» (Ensaios da Fundação n.º 146, FFMS, 2025).  Ethan Mollick, «Co-inteligência» (Ideias de Ler, 2024; original Co-Intelligence, Portfolio/Penguin, 2024) Daron Acemoglu & Simon Johnson, «Poder e Progresso» (Temas e Debates, 2024; original Power and Progress, 2023) Stanford HAI, «AI Index Report» (edição 2026) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  2. Jul 23

    CIÊNCIA | Entre riscos e pressão: aguenta, coração!

    Sabia que a doença cardíaca pode ser silenciosa durante anos? No primeiro episódio dedicado à saúde cardiovascular, a cardiologista Cristina Gavina e Filipa Galrão entram no coração da ciência para descodificar este órgão vital: como funciona, o que o põe em risco e como o devemos proteger.  A doença cardiovascular continua a ser a principal causa de morte no mundo, e Portugal não é exceção. Embora a evolução da doença não dê sinais evidentes, a boa notícia é que grande parte das patologias é evitável. Neste episódio, ficamos a saber como funciona o aparelho cardiovascular e quais são as doenças que afetam o coração, tais como o enfarte do miocárdio ou o AVC. Para apostar na prevenção, sabia que há três números mágicos que importa conhecer - o da tensão, o do colesterol e o da glicemia? A conversa não termina sem uma viagem pelos efeitos da ansiedade na saúde cardiovascular e pela derradeira pergunta: é verdade que podemos morrer de «coração partido»? Porque um coração saudável exige escolhas conscientes, e informadas ao longo da vida, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Yusuf S, et al. «Effect of potentially modifiable risk factors associated with myocardial infarction in 52 countries» (the INTERHEART study). Lancet. 2004;364(9438):937–52)  Nordestgaard BG, et al. «Fasting is not routinely required for determination of a lipid profile» (EAS/EFLM joint consensus. Eur Heart J. 2016;37(25):1944–58)  Ference BA, et al. «Low-density lipoproteins cause atherosclerotic cardiovascular disease» (EAS Consensus Statement. Eur Heart J. 2017;38(32):2459–72)  SCORE2 working group and ESC Cardiovascular Risk Collaboration. «SCORE2 risk prediction algorithms: new models to estimate 10-year risk of cardiovascular disease in Europe». Eur Heart J. 2021;42(25):2439–54.  Visseren FLJ, et al. «Guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice» Eur Heart J. ESC 2021;42(34):3227–3337)  Vogel B, et al. «The Lancet women and cardiovascular disease Commission: reducing the global burden by 2030» (Lancet. 2021;397(10292):2385–2438)  Howard JP, Wood FA, Francis DP, et al. «Side Effect Patterns in a Crossover Trial of Statin, Placebo, and No Treatment» (SAMSON). J Am Coll Cardiol. 2021;78(12):1210–22.  BIOS Cristina Gavina Cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). É professora na Faculdade de Medicina do Porto. Filipa Galrão  Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

  3. Jul 16

    SOCIEDADE | Os jovens estão mais violentos?

    Será que os jovens estão mais agressivos ou os seus comportamentos é que se tornaram mais visíveis? Que tipo de violência predomina entre os adolescentes? No primeiro episódio dedicado ao tema, o psicólogo Ricardo Barroso e Hugo van der Ding traçam o mapa e os desafios da violência juvenil em Portugal. A ideia de que «a juventude está perdida» repete-se de geração em geração. No entanto, a evidência científica mostra que os jovens de hoje têm mais competências para identificar comportamentos abusivos do que no passado. Ainda assim, há dados inquietantes. Embora a violência física tenha diminuído, outras formas de agressão ganharam visibilidade e assumiram novas expressões, sobretudo no contexto digital e nas relações interpessoais. Da violência relacional (a mais frequente) à psicológica, da sexual à digital, o especialista explica os efeitos nas vítimas e os fatores associados aos comportamentos dos agressores. A dupla aborda ainda outras questões: qual o papel dos pais? Como, e quando, se promove a autorregulação emocional? E onde termina um conflito próprio do crescimento e começa um quadro de bullying? Para saber distinguir a perceção social dos dados científicos, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS MOFFITT, Terrie E., «Adolescence-Limited and Life-Course-Persistent Antisocial Behavior» (Psychological Review,1993) «O que Se Passa na Infância Não Fica na Infância», Coord. Paulo Guerra e João Pedro Gaspar (Editora d’Ideias, 2024) Filme «Close» (2022), de Lukas Dhont «Risk and Protective Factors for Youth Violence» (U.S. Centers for Disease Control and Prevention) APAV para Jovens Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.  Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  4. Jul 9

    POLÍTICA | O mundo está menos democrático?

    Sabia que a democracia só ganhou a conotação positiva que hoje lhe atribuímos a partir da Segunda Guerra Mundial? Atualmente, cerca de 60% dos países vivem em regimes democráticos, mas será mesmo assim?  No último episódio de Pedro Magalhães, o politólogo analisa as origens, os significados e o estado de saúde da democracia contemporânea. Embora a definição de democracia continue a não ser universal, existem condições mínimas a reunir para que um regime seja considerado democrático: eleições livres e competitivas, sufrágio universal e alternância de poder.  Para muitos especialistas, há outros aspetos a ter em conta - tribunais independentes, liberdade de imprensa, direitos e liberdades de grupos minoritários são alguns deles. Neste episódio, abordam-se ainda outras questões: para que servem as eleições em regimes autoritários? E de que forma a polarização ou a desigualdade económica podem contribuir para o fim deste regime? Porque é importante estarmos atentos aos sinais de erosão democrática, e aos desafios que enfrentamos, não perca este episódio [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Møller, J., & Skaaning, S. E. «Seven Myths about Democracy» (Abingdon: Taylor & Francis, 2026)  Nord, M., Altman, D., Fernandes, T., God, A. G., & Lindberg, S. I. «Democracy Report 2026: Unraveling The Democratic Era» (University of Gothenburg: V-Dem Institute, 2026)  Dahl, R. A. «On democracy» (New Haven: Yale University Press, 1998)  BIOS Pedro Magalhães Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  5. Jul 2

    ECONOMIA | O que falha na produtividade em Portugal?

    De que forma os nossos salários e poder de compra são afetados pela baixa produtividade do país? Porque é que estamos entre os que mais horas trabalham na Europa e, ainda assim, temos uma produtividade muito abaixo da média da União Europeia? Nesta conversa, o economista João Duarte explica os principais entraves à produtividade nacional: da má organização à falta de escala, do fraco investimento em marca e inovação à má alocação de capital. Sabia que em 100 empresas portuguesas 96 têm menos de 10 trabalhadores? E que uma grande empresa paga quase o dobro do salário de uma PME? A dupla aborda ainda outros desafios como o peso das «empresas zombie» e a baixa escolaridade de gestores adultos. Mas também há sinais de esperança: Portugal tem recursos - pessoas, empresas e capital - para fazer melhor. A nova geração é mais instruída e qualificada e, com as reformas certas, há um potencial de crescimento que pode – e deve – ser desbloqueado. REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS Buiatti, C., Duarte, J. & Sáenz, L. «Europe Falling Behind» (Journal of International Economics, 2026) Estudo «Do made in ao created in: um novo paradigma para a economia portuguesa» (coord. Fernando Alexandre, FFMS, 2021) Eurostat «Structural Business Statistics» (2023) estatísticas de empresas por dimensão e PIB per capita em poder de compra INE - destaque sobre micro, pequenas e médias empresas (2023): gastos com pessoal por trabalhador, por dimensão. Relatório Draghi «The Future of European Competitiveness» (Comissão Europeia, 2024) GEE – Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia — estudos sobre as cadeias de valor e o calçado (2017, 2019) APICCAPS «World Footwear Yearbook» preços de exportação do calçado. Banco de Portugal — investigação sobre alocação de capital e crédito e sobre empresas «zombie» Reis, R. «The Portuguese Slump and Crash and the Euro Crisis» (Brookings, 2013) OCDE «Economic Survey of Portugal 2026 e Survey of Adult Skills» (PIAAC) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  6. Jun 25

    CIÊNCIA | Dor de cabeça: sintoma ou doença?

    A enxaqueca atinge cerca de 15% da população em Portugal e no mundo. Apesar do enorme impacto pessoal, social e económico, esta condição neurológica continua a ser frequentemente desvalorizada e confundida com uma ‘dor de cabeça comum’. No último episódio desta série, a neurologista explica o que é a enxaqueca, por que existem cérebros mais predispostos para a doença e que tipos existem - com aura e sem aura, crónica ou episódica. Entre os principais gatilhos e sintomas associados, a especialista destaca que há tratamento e que é importante intervir precocemente. A dupla aborda ainda o que distingue as cefaleias primárias das secundárias, os sinais de alarme que exigem avaliação médica e alerta para a importância de não desvalorizar a enxaqueca nas crianças. A terminar a conversa, ficamos a conhecer dois tipos raros de dor de cabeça: a «cefaleia em salvas» - mais frequente nos homens -, e a «nevralgia do trigémeo», ambas descritas como duas das dores mais intensas que o ser humano pode ter. Para evitar dores de cabeça maiores quando a cabeça dói, não perca este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS SACKS, Oliver, «Migraine» (Pan MacMillan, 2023) MACGREGOR, Anne «Compreender a Enxaqueca e Outras Cefaleias» (Porto Editora, 2006) «Gestão das Cefaleias em Portugal: Consenso das Sociedades Portuguesas de Cefaleias e Neurologia», Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e MiGRA» «What happens to your brain during a migraine?», Marianne Schwarz (TED Talk) «What causes headaches?», Dan Kwartler (TED Talk) «Migraine (What Can’t You See)», Rita Red Shoes BIOS Raquel Gil-Gouveia Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica. Filipa Galrão  Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

  7. Jun 18

    SOCIEDADE | IA: o que está a mudar na sociedade?

    Como é que podemos identificar uma imagem ou um vídeo criado por IA? Teremos ferramentas para controlar a (des)informação gerada artificialmente? Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os impactos da inteligência artificial na forma como nos relacionamos, e na sociedade que queremos construir. Pela primeira vez, as máquinas conseguem imitar capacidades humanas complexas, produzir conteúdos e comunicar de forma cada vez mais convincente. Mas o que significa esta transformação para a sociedade? No último episódio dedicado ao tema, Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os desafios da IA, dos fenómenos de desinformação e de «deepfakes» à ineficácia dos sistemas de deteção de conteúdos gerados artificialmente. A partir das limitações que a ciência ainda enfrenta, o especialista explora outras abordagens para lidar com as fragilidades da IA.   Como combater os usos indevidos das máquinas? Que regulamentação existe atualmente? E como conciliar a necessidade de inovação e competitividade com a proteção das pessoas? A conversa aborda ainda a influência da IA na política e na administração pública, e na perda de transparência e confiança nas instituições. Mas, além dos desafios, há também oportunidades para o desenvolvimento, participação e bem-estar dos cidadãos. Por fim, a dupla reflete sobre a questão que se impõe: como podemos utilizar a inteligência artificial para construir uma sociedade mais livre, justa e informada? Entre riscos reais e questões em aberto, fica uma certeza: este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS OpenAI «Detetor de texto gerado por IA desligado por baixa fiabilidade» (2023) «Democracy, and National Security» (California Law Review, 2019) CHESNEY, B. & CITRON, D. «Deep Fakes: A Looming Challenge for Privacy, Democracy, and National Security» (Boston University School of Law, 2019) Reuters Institute, «Portugal: confiança nas notícias em 54%» (Digital News Report 2025) EU AI Act — Artigo 50.º (marcação de conteúdo gerado por IA) KUNNERT, P. «Microsoft admits it 'cannot guarantee' data sovereignty» (The Register, 2025) IEA — «Energy and AI» (2025): procura de eletricidade dos data centers «Trabalho XXI» — IA e decisões algorítmicas no Código do Trabalho (2026) «Air Canada responsabilizada pela informação errada do seu chatbot» (CBC, 2024) BIOS Bernardo Caldas Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo. Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  8. Jun 11

    POLÍTICA | O que perde o país com a desconfiança social?

    Sabia que somos o segundo país mais desconfiado da Europa? O que diz este dado sobre a nossa realidade política e social? Neste episódio, Pedro Magalhães e Luana do Bem exploram o que a (des)confiança social revela sobre o desenvolvimento, a justiça ou a economia em Portugal, e no mundo.  De acordo com o Estudo Europeu de Valores, 8 em cada 10 portugueses desconfiam de pessoas que não conhecem - um valor ultrapassado apenas pela Albânia. No extremo oposto está a Escandinávia, onde mais de 70% dos inquiridos dizem confiar nos outros. O politólogo e a humorista analisam o que acontece quando a desconfiança se instala nas relações entre cidadãos, nas instituições e no espaço público. Será que a fonte é a desigualdade económica? Ou pesa mais a herança histórica de sociedades hierarquizadas e com o poder centralizado? E porque é que a burocracia e a desconfiança andam de mãos dadas?  A partir da evidência de que os países mais desenvolvidos revelam uma maior confiança social, a dupla aborda ainda possíveis soluções para combater a desconfiança – da implementação de políticas universalistas à distribuição justa e imparcial de recursos. Desconfiamos que não vai perder este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS AGHION, P., ALGAN, Y., CAHUC, P., & SHLEIFER, A., «Regulation and distrust» (The Quarterly Journal of Economics, (125(3), 1015-1049 2010) PUTNAM, R. D., NANETTI, R. Y., & LEONARDI, R. «Making Democracy Work: Civic Traditions in Modern Italy» (Princeton: Princeton University Press, 1994) PASSDA, «Portugal no European Social Survey: Atitudes Sociais nos Últimos 20 Anos» (2022) BIOS Pedro Magalhães Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

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4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira

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