A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,3%, a menor já registrada para o período desde 2012, quando se inicia a série histórica do IBGE. Além disso, o instituto registrou recorde no número de trabalhadores ocupados, carteira assinada, massa salarial e contribuição para a previdência. O desempenho do desemprego no período de três meses até agosto representa recuo em relação ao trimestre móvel até maio e em comparação ao mesmo período de 2025. De acordo com a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o resultado veio em linha com a expectativa de analistas do mercado. O levantamento mostra que no trimestre até agosto a população ocupada atingiu 103,5 milhões de pessoas, a maior já registrada. Esse contingente representa alta de 0,8% em relação ao trimestre até maio, isto é, mais 774 mil trabalhadores. PIB do Ceará cresce 2,21% no segundo trimestre e supera avanço da economia nacional O PIB do Ceará cresceu 2,21% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará. O resultado supera o crescimento de 2% registrado pela economia brasileira no mesmo intervalo. No acumulado de janeiro a junho, a economia cearense apresenta avanço de 2,29%, enquanto o Brasil registra crescimento de 1,9%. Já no acumulado dos 12 meses encerrados em junho, o PIB do Ceará cresce 2,25%, também acima do resultado nacional, de 1,9%. Entre os setores da economia estadual, a agropecuária é o destaque no segundo trimestre de 2026. Conforme os dados do Ipece, o segmento registra crescimento de 13,88% no período e contribui para o resultado positivo do PIB cearense. Inadimplência no Ceará desacelera em agosto, mas valor médio das dívidas sobe 12,4% A inadimplência no Ceará desacelerou em agosto de 2026, com a variação do número de consumidores negativados passando de 6,4% em julho para 0,1% no mês seguinte. Apesar da estabilidade na quantidade de pessoas com restrições, o valor médio das dívidas aumentou e chegou a R$ 4.798, alta de 12,4% em relação a agosto de 2025. O cenário mostra dois movimentos simultâneos. De um lado, o crescimento do número de consumidores negativados perdeu força de maneira significativa. De outro, os consumidores que permanecem ou entram na inadimplência apresentam um volume médio de débitos maior do que o registrado um ano antes. A evolução mensal do número de consumidores negativados mostra uma trajetória de oscilações ao longo de 2026. Em maio, a variação foi de 6,7%. Em junho, caiu para 1,8%, mas voltou a subir em julho, quando chegou a 6,4%.