Podcast do Patroni

Luiz Patroni

Um espaço onde a agro informação é debatida com quem entende!  Neste podcast o jornalista Luiz Patroni conversa com produtores rurais e especialistas sobre temas de destaque no agronegócio. Tendências de mercado, gestão, tecnologia, empreendedorismo, logística, pesquisas que movimentam o campo. A cada semana um episódio novo com análises, histórias e exemplos de como superar desafios e enxergar oportunidades. Aqui o bate-papo vai além da notícia.

  1. 5d ago

    #282 - As regras do jogo

    O Brasil aprendeu a produzir no Cerrado, transformou ciência em produtividade e tornou-se uma potência agrícola mundial. Mas essa história não foi construída apenas dentro da porteira. Por trás de cada salto de produtividade, de cada nova genética e de cada tecnologia que chega ao campo, existe pesquisa, investimento e uma base fundamental para  tudo isso avançar: segurança jurídica. E é justamente desse lugar, onde as regras encontram a inovação, que vem a nossa convidada de hoje. Catharina Pires é advogada, cientista política e diretora executiva da CropLife Brasil. Ela não nasceu no agro. Como gosta de dizer, caiu de paraquedas nesse universo. E o que surgiu quase por acaso virou escolha, carreira e trajetória. São quase 3 décadas acompanhando de perto uma transformação que levou Catharina a conhecer um Brasil que ela própria diz desconhecer: o Brasil do interior, da tecnologia e de uma agricultura que ganhou escala, produtividade e relevância mundial. Agora, novos movimentos começam a mexer novamente nesse tabuleiro. A edição gênica abre possibilidades para a genética vegetal. Empresas chinesas de biotecnologia chegam ao Brasil dispostas a competir. E, ao mesmo tempo, o país asiático sinaliza mudanças na sua estratégia para a soja. Enquanto a tecnologia acelera, algumas regras precisam acompanhar esse movimento. É aí que entram discussões como a modernização da Lei de Proteção de Cultivares, a proteção da propriedade intelectual, o combate à pirataria de sementes e um desafio que ultrapassa nossas fronteiras: tecnologias que podem ser aprovadas aqui em pouco mais de um ano, chegam a esperar cinco, seis ou até sete anos pela aprovação de países que compram nossa produção. É ciência, mercado, regulação e competitividade dividindo o mesmo campo. E tudo isso nos leva a uma pergunta que a própria Catharina se faz: "como será o agro brasileiro daqui a 15 ou 20 anos?" Ela ainda não tem essa resposta. Mas conhece de perto algumas das decisões que podem ajudar a construí-la. E é sobre elas que a gente conversa a partir de agora. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    #282 - As regras do jogo
  2. Sep 24

    #281 - O despertar do sorgo

    “Estudei tanto para trabalhar com vassoura?” Foi essa a pergunta que Urubatan Klink se fez quando ouviu que havia uma oportunidade para trabalhar com sorgo. Naquele momento, sua única referência era o sorgo-vassoura, matéria-prima usada na fabricação do tradicional utensílio de varrer o chão. Era o final dos anos 80. Recém-formado em Agronomia pela Esalq, apaixonado por pesquisa e diante de um mercado difícil, ele decidiu encarar o desconhecido e aprender sobre aquela cultura. O que não imaginava é que aquele primeiro encontro, quase por acaso, seria o começo de uma relação que atravessaria quatro décadas de sua vida profissional. Klink acompanhou o sorgo sair do verão, encontrar espaço na segunda safra e avançar pelo Cerrado. Viu o melhoramento genético transformar os híbridos, a produtividade crescer e a indústria de proteína animal descobrir que aquele pequeno grão poderia significar eficiência e redução de custos. Agora, ele acompanha uma nova transformação. O etanol entrou nessa história. A exportação ganhou espaço. Alimentação humana e mercado pet aparecem como novas fronteiras. E uma cultura conhecida pela capacidade de produzir em condições desafiadoras começa a ser enxergada com outros olhos. Para Klink, o Brasil pode chegar a algo entre 8 e 10 milhões de hectares de sorgo nos próximos 20 anos. E, em ambientes de alto potencial, ele coloca uma meta ainda mais provocadora sobre a mesa: 200 sacos por hectare. Entre os desafios, aponta um que está fora da lavoura: fazer a informação chegar. Nesta conversa, experiência e ciência se encontram para explicar como uma cultura que permaneceu durante tanto tempo longe dos holofotes começa a ocupar um novo lugar no agro brasileiro. E ninguém melhor para contar essa transformação do que alguém que acompanhou de perto quatro décadas dessa história — e continua trabalhando para escrever os próximos capítulos do sorgo brasileiro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    #281 - O despertar do sorgo
  3. Sep 17

    #280 - O agro reescrito

    Existe uma corrida acontecendo no mundo. Ela não está nas pistas. Está nos laboratórios. E quem chegar primeiro pode ajudar a definir como vamos produzir alimentos nas próximas décadas. Estamos falando de editar genes com precisão. Desenvolver plantas mais preparadas para enfrentar doenças e estresses. Aumentar a vida útil dos alimentos. Criar novas soluções para controlar pragas. E fazer em semanas aquilo que, em determinados processos, poderia consumir anos de melhoramento. Esse avanço abre um leque ainda maior: durante muito tempo, colocar uma inovação biotecnológica no mercado exigiu investimentos tão altos que poucas empresas tinham condições de participar desse jogo. Agora, esse cenário começa a mudar. É a “democratização da biotecnologia”, segundo o nosso convidado deste episódio. Pesquisador da Embrapa há 36 anos e membro da CTNBio por dez mandatos, Alexandre Nepomuceno viu a transgenia chegar, acompanhou suas polêmicas e hoje presencia uma nova geração de tecnologias abrir possibilidades que pareciam improváveis. Inclusive para pequenos grupos de pesquisadores e startups brasileiras. Enquanto o mundo discute inteligência artificial e revolução digital, ele chama atenção para outra transformação que avança quase silenciosamente (para a maioria das pessoas): a revolução genética, impulsionada por tecnologias como edição gênica, CRISPR, RNA interferente, capazes de acelerar caminhos que o melhoramento convencional poderia levar muitos anos para percorrer. É uma corrida na qual o Brasil tem agricultura, conhecimento e gente preparada para competir. Mas será que estamos investindo o suficiente? Afinal, formar cientistas brilhantes e não criar espaço para transformar conhecimento em inovação também pode significar ver esse futuro sendo construído em outros países. Neste episódio, ciência de ponta vira conversa de porteira aberta. Sem complicação. Com exemplos que impressionam. E com uma provocação que interessa a todo o agro brasileiro: quem vai desenvolver as tecnologias que vão produzir o alimento do futuro? See omnystudio.com/listener for privacy information.

    #280 - O agro reescrito
  4. Sep 10

    #279 - Humano ou substituível?

    Se amanhã alguém pudesse fazer parte do seu trabalho melhor e mais rápido do que você, o que ainda faria de você um profissional necessário?  A pergunta que abre este episódio é uma daquelas que fazem a gente pensar. Sobre o que sabemos, para onde estamos indo e qual o nosso lugar num mundo que muda cada vez mais rápido. E quem nos ajuda a ampliar esse olhar vem de uma realidade muito distante da inteligência artificial e dos algoritmos. De uma pequena propriedade de 15 hectares, no interior do Rio Grande do Sul. É de lá que vem Eleri Hamer. Filho de agricultores, cresceu tirando leite antes de ir para a escola e aprendendo que responsabilidade e infância podiam dividir o mesmo terreiro. Saiu de casa ainda adolescente. Depois vieram a Agronomia, a extensão rural, a tecnologia, a gestão, os negócios… Foram muitos caminhos. E, no centro de boa parte deles: gente. Hoje, Eleri trabalha com empresas, executivos e lideranças. E foi desse universo que ele levou ao Congresso Brasileiro de Sementes uma provocação: Na era da inteligência artificial, o que ainda torna o ser humano insubstituível? É daí que parte a nossa conversa. Do medo de perder espaço para as máquinas ao futuro das profissões. Da inteligência artificial à liderança, comportamento e relações humanas. Enquanto tentamos descobrir até onde a tecnologia pode chegar, existe uma questão ainda mais próxima de nós: até onde estamos dispostos a evoluir? Inclusive quando o assunto é essa nossa vontade de sermos insubstituíveis... A conversa que você começa a ouvir agora passa pela inteligência artificial, pelo futuro do trabalho e pelas transformações do agro. Mas, acima de tudo, fala sobre gente. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    #279 - Humano ou substituível?
  5. Sep 3

    #278 - Como uma sequoia

    Há sementes que germinam em uma safra. Outras precisam de décadas para revelar o tamanho da árvore que carregavam por dentro. Nossa convidada de hoje ajudou a plantar uma dessas sementes. Doutora Odette Liberal tem 99 anos. Uma vida guiada pela curiosidade, pelo conhecimento e pela agricultura. Numa época em que mulheres ainda eram raridade dentro das universidades - e mais raras ainda em determinados espaços profissionais - ela foi a única mulher de sua turma de Agronomia. E entendeu cedo que teria de estar preparada. Muito preparada. A senhora que hoje é reverenciada pela história que escreveu, fez parte do grupo de 25 engenheiros agrônomos que, em 1970, fundou a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes, a ABRATES. Naquele Brasil, ainda era preciso convencer muita gente de que semente não era simplesmente grão. Que por trás de uma boa lavoura existiam pesquisa, análise, qualidade e tecnologia. Mais de meio século passou. E aquela pequena iniciativa cresceu junto com a ciência, com o setor sementeiro e com a própria agricultura brasileira. Com “toque de poesia", compara o legado a uma sequoia, árvore gigantesca cujo topo quase não se consegue mais enxergar. Só que esta conversa não é apenas sobre o passado. Com quase 1 século de via, a doutora Odette demonstra ter mais interesse pelo amanhã do que saudade do ontem. Continua estudando, perguntando, observando e olhando para frente. É um exemplo claro de que, quem nunca perde a curiosidade, nunca deixa de plantar. Hoje, o Podcast do Patroni abre a porteira para uma mulher que não apenas testemunhou parte da transformação da agricultura brasileira. Ela ajudou a semeá-la! See omnystudio.com/listener for privacy information.

    #278 - Como uma sequoia
  6. Aug 27

    #277 - As perguntas do futuro

    Você já parou pra pensar que, talvez, o futuro pertença menos a quem tem todas as respostas e mais a quem aprendeu a fazer as perguntas certas? Essa ideia atravessa a conversa deste episódio. Nosso convidado é engenheiro mecânico, mestre em Economia e soma 28 anos de experiência profissional. Mas a relação dele com o agro não nasceu dentro de uma lavoura. Começou na universidade, passou pela tecnologia, chegou às máquinas agrícolas e ganhou forma pelas estradas do interior do Brasil. Foi conhecendo produtores, concessionários, fábricas e diferentes regiões que Leandro Pires percebeu que, por trás de cada máquina, existe uma decisão; por trás de cada investimento, um risco; e por trás de cada avanço tecnológico, precisa existir resultado. Agora, em um momento em que o agro discute inteligência artificial, descarbonização, biocombustíveis e novos modelos de negócio, essa capacidade de interpretar cenários torna-se ainda mais valiosa. E é fácil entender o motivo: uma máquina pode ficar mais inteligente, uma lavoura pode produzir mais, uma indústria pode incorporar novas tecnologias… Mas transformar tudo isso em valor exige algo que nenhuma tecnologia entrega sozinha: repertório, experiência e conhecimento. Não à toa, Leandro coloca o investimento em capital intelectual e educação no centro dessa transformação — e nos provoca a pensar sobre o papel do conhecimento diante de tantas mudanças. Nesta conversa, vamos olhar para o agro não apenas pelo que ele produz hoje, mas pelas possibilidades que começam a surgir para amanhã. Da máquina à inteligência artificial. Do combustível à nova cadeia de valor. Da produtividade à rentabilidade. E das respostas que já conhecemos às perguntas que ainda precisamos aprender a fazer. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    #277 - As perguntas do futuro
  7. Aug 20

    #276 - Além da semente

    Uma semente carrega muito mais do que potencial produtivo. Para cumprir seu papel no campo, precisa de vigor, qualidade, cuidado e condições para começar uma nova história. Com as pessoas, não é muito diferente. Marcos Tomazeli cresceu no interior do Rio Grande do Sul, em uma família de produtores rurais. Ainda menino, acompanhava o pai e os tios no campo. Queria dirigir as máquinas, participar do trabalho e repetir os passos de quem admirava. Foi ali que começou a nascer sua vocação pelo agro. Aos 14 anos, ingressou em um colégio agrícola. Depois veio a Agronomia e um estágio o trouxe para Mato Grosso. Era uma experiência de poucos meses, mas que acabou abrindo caminho para uma trajetória profissional. A oportunidade transformou-se em carreira, alimentada pela busca constante por conhecimento. Marcos começou no campo, acompanhando a produção de sementes. Curioso, foi conhecendo outras áreas, do beneficiamento e qualidade à logística e gestão. Um percurso que mostra que crescer profissionalmente também passa por compreender o negócio como um todo. Hoje, como superintendente de operações da Agro-Sol, participa de uma cadeia em que cada detalhe importa. E carrega uma convicção que aparece com força nesta conversa: diante dos desafios, o volume pode até mudar, mas a régua da qualidade não pode baixar. Neste episódio, falamos sobre sementes, carreira, conhecimento, liderança e família. A história de quem fez da curiosidade uma ferramenta para aprender, evoluir e enxergar o agro muito além da semente. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    #276 - Além da semente
  8. Aug 13

    #275 - O Wagyu Brasileiro

    izem que ele ouve música clássica, recebe massagem, toma cerveja. E que esses cuidados estariam por trás de uma das carnes mais valorizadas e desejadas do planeta. Quando o assunto é Wagyu, não faltam histórias. Algumas têm explicação. Outras ganharam o mundo como verdade. Mas talvez nenhuma seja tão interessante quanto a história real dessa raça. Antes de virar sinônimo de carne premium e de uma experiência única à mesa, o Wagyu era trabalho. No Japão, esses animais eram utilizados na tração e nas lavouras de arroz. Precisavam ser fortes, rústicos, mansos e leves. A carne nem era o objetivo daquela seleção. Com o tempo, o mundo descobriria sua “beleza interior”: uma capacidade extraordinária de depositar gordura dentro do músculo, alcançando um marmoreio difícil de comparar. Mas produzir Wagyu não tem mágica. Tem genética, manejo e seleção. É preciso medir, rastrear, certificar, acompanhar a carcaça e entender o consumidor. É fazer a genética conversar com o mercado. E é nesse universo que mergulhou Tatiana Caruso, nossa convidada de hoje. Veterinária, mestre em Agronegócio e apaixonada por melhoramento genético, ela trocou a vida profissional em São Paulo pelo campo e encontrou no Wagyu um projeto de vida. Ela acredita que o Brasil ainda tem muito espaço para avançar com a raça, especialmente quando o potencial do Wagyu encontra a realidade da nossa pecuária. Neste episódio, a gente fala de ciência, melhoramento, cruzamento industrial e mercado. Dos mitos que ajudaram a transformar o Wagyu quase numa lenda, mas também das oportunidades que essa raça pode abrir por aqui. Afinal, o que é verdade, o que é exagero e até onde o Brasil pode chegar com esse gado diferenciado? É o que você vai descobrir no bate-papo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    #275 - O Wagyu Brasileiro

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