Balada musical

RFI Brasil

Todos os sábados, o programa Balada Musical destaca os sucessos da Programação Musical da RFI. A cada edição, a jornalista Daniella Franco e o programador musical Hugo Casalinho apresentam faixas recém lançadas por artistas e grupos célebres na cena cultural e outros que começam a despontar. Aumente o som!

  1. Oct 17

    A cantora e compositora canadense Magi Merlin: a ousadia e criatividade do ‘broken R&B’

    Magi Merlin é uma jovem artista de Montreal, no Canadá, criadora do estilo “broken R&B”, que mescla elementos de pop, soul, house, breakbeat e jazz. No início do segundo semestre de 2026, ela lançou seu primeiro álbum, "Power House", conquistando público e crítica com um som vanguardista e provocador. Daniella Franco, da RFI Magi Merlin cresceu em um ambiente que estimulava sua expressão artística: enquanto a mãe a incentivava por meio da dança, o pai despertava seu interesse pela escrita. Imersa nesse universo criativo, a cantora também desenvolveu uma curiosidade pelas artes visuais e pela música, linguagens que mais tarde se tornariam centrais em sua trajetória. Em 2020, a artista lançou seu primeiro single, "Walking to the Dep", marcando o início da parceria com o produtor musical e beatmaker canadense Funkywhat. Um ano depois, veio o EP de estreia, "Drug Music", trabalho que já chama a atenção pela experimentação sonora e a busca de uma paleta musical fora dos padrões convencionais. A espera do público pelo primeiro álbum de Magi Merlin, "Power House", lançado em julho, valeu a pena. O disco foi muito bem recebido pela crítica, que destacou a ousadia da artista ao incorporar ao soul e ao R&B elementos do rap, da música eletrônica e da dance music. Tudo isso regado a letras empoderadas que abordam temas como feminilidade, identidade e representação. A Programação Musical da RFI não perdeu tempo e escolheu a faixa "Pixxxie" para integrar sua playlist, um dos destaques desta edição do Balada Musical. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

  2. Oct 10

    Leon Bridges: uma ponte entre o soul retrô e o R&B contemporâneo

    Leon Bridges é hoje um dos principais nomes do R&B norte-americano. Dono de uma voz aveludada e calorosa, o cantor ganhou projeção na década passada com composições inspiradas no soul dos anos 1960. Em seu quinto álbum de estúdio, lançado no fim de setembro, ele inaugura uma nova fase, mais ensolarada e com muito groove. Leon Bridges – ou Todd Michael Bridges, seu verdadeiro nome – nasceu em Atlanta, na Geórgia, mas foi criado no Texas. É lá, no sul dos Estados Unidos, que deu os primeiros passos em sua carreira artística, em um contexto familiar profundamente religioso e conservador. Em noites de “open mic”, ele apresenta suas primeiras composições, identificadas como R&B cristão. Anos mais tarde, o cantor revelaria em entrevistas ter se afastado da religião ao perceber que aquela vivência já não correspondia às suas convicções. Em 2015, Leon Bridges lançou seu primeiro álbum, “Coming Home”, inspirado pelo soul da década de 1960 nos Estados Unidos e com hits que o fizeram despontar, como “River”. Nos trabalhos seguintes, “Good Thing”, de 2018, “Gold-Diggers Sound”, de 2021, e “Leon”, de 2024, o artista rompe com o estilo retrô e se conecta com um R&B contemporâneo. No final de setembro, o cantor lançou o seu quinto álbum, “Happiness Anytime”, produzido por Josh Lloyd Watson e a Lydia Kitto, da banda britânica Jungle. Não por acaso, esse disco álbum incorpora referências de afrobeat, disco music e groove dos anos 1970, que conquistaram a crítica. Segundo a revista Pitchfork, o trabalho oferece “uma música reconfortante, destinada a acalmar o espírito em tempos difíceis”. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

  3. Oct 3

    Solana, a cantora nigeriana que navega entre a tradição iorubá e a modernidade do afrobeats

    Jovem talento da cena musical nigeriana, a cantora e compositora Solana vem sendo descrita pela imprensa especializada como “a rainha do Yorupop”, estilo que mistura a tradição e a língua iorubá com afrobeats e pop. Neste ano, a artista lançou “Dide” e “Okunkun”, duas faixas que chamaram a atenção da crítica e do público. Daniella Franco, da RFI Em entrevistas, Solana conta que a música sempre esteve presente em sua vida, já que a mãe é uma grande fã de afrobeats, e a artista cresceu ouvindo os clássicos deste estilo. Aos seis anos, compôs sua primeira música e o impulso criativo nunca mais a deixou. No entanto, foi apenas no segundo ano de faculdade que uma colega de Solana, que trabalhava em um estúdio musical, a ouviu cantar e a convidou para gravar uma de suas composições. Segundo a artista, foi a partir deste momento que sua carreira na música começou oficialmente. Em seguida, a partir de 2020, por meio da iniciativa “emPawa Africa”, criada pelo cantor e empresário nigeriano Mr Eazi, para impulsionar jovens artistas, Solana começou a colaborar com outros talentos da cena musical nigeriana, como Joeboy, Falz e Victony. Entre esses encontros, um em particular marcou uma virada na trajetória de Solana: a parceria com o produtor nigeriano Killertunes, uma das figuras mais influentes do afrobeats contemporâneo. Nas palavras da própria cantora, foi o Killertunes quem a ajudou a ganhar confiança, lapidar sua identidade sonora e a explorar novos caminhos criativos. Juntos, eles lançaram a faixa "Badder" em 2021 e, neste ano, a "Okunkun", que caiu no gosto de celebridades como SZA, Tyla e Diplo. O som de Solana pode ser conferido também na playlist da Programação Musical da RFI. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

  4. Sep 19

    Lenda do reggae, Tiken Jah Fakoly realiza sua primeira turnê sul-americana, com dois shows no Brasil

    Um dos maiores nomes do reggae, o costa-marfinense Tiken Jah Fakoly iniciou nesta semana sua primeira turnê pela América do Sul, com duas apresentações no Brasil, em uma iniciativa que conta com o apoio da RFI. Em entrevista ao Balada Musical, o artista falou sobre as lutas que aproximam povos africanos e sul-americanos e sobre o atual cenário político mundial, que considera preocupante. Daniella Franco, da RFI Há 26 anos Tiken Jah Fakoly vencia, na RFI, o Prêmio Descobertas, uma das maiores plataformas de promoção na França de novos nomes da música africana. Mas muito mais que um reggaeman, o costa-marfinense se tornou, ao longo das décadas, um defensor da justiça internacional e o porta-voz dos povos oprimidos.  Sobre esta que será a sua primeira turnê na América do Sul, Tiken contou ao Balada Musical ter grandes expectativas. "Espero que os fãs marquem presença e que possamos cantar juntos, dançar juntos, falar de paz, de união, de justiça, de igualdade, porque esses são temas essenciais", diz.  Para o artista, latinos e africanos têm muito a compartilhar, como a luta contra a colonização e o combate pela liberdade. "Enfrentamos os mesmos problemas até hoje, com desafios em comum diante dos todo‑poderosos. Por isso, tenho certeza de que minha mensagem se adapta à realidade do público da turnê." Nos últimos tempos, Tiken Jah Fakoly estreitou os laços com a América do Sul, resultando em parcerias com músicos da região. Há dois anos, uma versão acústica de seu famoso hit "African à Paris" ganhou a participação de Chico César. Mais recentemente, em junho, o costa-marfinense gravou a canção “Forola”, com Carlinhos Brown, cantada no idioma dioula e em português. A faixa faz parte do repertório dos dois shows de Tiken no Brasil: neste sábado (19), no Rio, e no próximo dia 27, em Olinda, duas apresentações dentro da grade do Mimo Festival.  A passagem do reggaeman pelo Brasil ocorre a poucos dias do primeiro turno das eleições, um momento de forte polarização no país. Por isso, Tiken pretende transmitir uma mensagem conciliadora ao público: "Hoje, o diagnóstico é claro no mundo inteiro: o nacionalismo está crescendo, assim como a rejeição do outro e o egoísmo. Não é isso que devemos fazer. Precisamos nos reunir, agir juntos, encontrar soluções para que a humanidade possa ser uma família".  *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

  5. Aug 29

    Primeiro álbum da britânica Alewya celebra raízes africanas e a força da diáspora

    Após singles e um EP vibrantes, a cantora e compositora britânica Alewya acaba de lançar seu primeiro álbum. Misturando eletrônica, R&B, dancehall e ritmos africanos, ela conquista a crítica com uma música instintiva, guiada por uma voz hipnótica, texturizada e profundamente marcada por suas origens africanas e árabes. Daniella Franco, da RFI Alewya Demmisse nasceu na Arábia Saudita, filha de mãe etíope e pai egípcio. Depois de passar os primeiros anos da infância no Sudão, mudou-se com a família para Londres como refugiada — uma trajetória que marca a sua arte. Primeiramente atraída pela pintura e pelo desenho, a música entra quase por acaso em sua vida, ao criar uma trilha sonora para uma animação que produziu. O experimento traçou seu caminho: apoiada por nomes influentes da cena londrina, lançou o single “Sweating” em 2020 e, no ano seguinte, o EP “Panther in Mode”, que a apresentou como artista multidisciplinar e com uma estética própria. Cinco anos depois, chega “Zero”, seu primeiro álbum, pelo selo LDN Records: com 15 faixas que foram acolhidas de forma calorosa pela imprensa especializada dentro e fora do Reino Unido. O disco é descrito como “impressionante”, um trabalho que confirma o talento de uma artista capaz de concentrar múltiplas emoções em um mesmo impulso criativo. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

  6. Aug 8

    O electro‑folk de Bongeziwe Mabandla: tradição xhosa e sonoridades contemporâneas da África do Sul

    Bongeziwe Mabandla é um cantor e compositor natural de Tsolo, pequena cidade no sudeste da África do Sul. Célebre figura da cena electro-folk sul-africana ele se tornou conhecido por propor uma mistura das tradições culturais do leste do país com sonoridades eletrônicas contemporâneas e letras cantadas na língua isiXhosa. Daniella Franco, da RFI A música sempre esteve presente na vida de Bongeziwe Mabandla. Na infância, ele cantava no coral da igreja, experiência que moldou tanto sua técnica vocal quanto sua relação emocional com o canto e a composição. Mais tarde, mudou‑se para Joanesburgo e ingressou na AFDA, renomada universidade dedicada às artes, ao cinema e às indústrias criativas. Foi ali que consolidou sua linguagem artística — intimista, espiritual e profundamente ligada à cultura xhosa — e começou a subir nos palcos, revelando ao público suas primeiras composições. O primeiro álbum de estúdio de Bongeziwe Mabandla, “Umlilo”, foi lançado em 2012, mesmo ano em que foi um dos dez finalistas do Prêmio Descobertas RFI. Cinco anos depois, chega “Mangaliso”, que será fundamental pra impulsionar sua carreira: concorreu como melhor álbum no South African Music Awards, rendeu a premiação do videoclipe de "Bawo Bam" e abriu caminho para que Mabandla entrasse para a programação de grandes festivais de música. Em junho, o músico lançou pelo selo Black Major seu sexto álbum, "Ndingubani", cujo título significa “Quem sou eu” em isiXhosa. O disco conta com 18 faixas que transitam entre o folk, a eletrônica minimalista, com nuances de indie, sempre em uma atmosfera imersiva e cinematográfica – quase como trilhas sonoras de um filme. Esse é, aliás, um traço muito forte nas composições do Mabandla: uma música de narrativa, com um storytelling que nos envolve e conduz o ouvinte ao singular universo do artista. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

  7. Jul 25

    Young Miko: a nova potência do trap e do reggaeton latino

    A rapper porto-riquenha Young Miko é um dos novos talentos do trap, R&B e reggaeton latino. Aos 28 anos, ela tem dois álbuns de estúdio lançados e a versão deluxe de seu último disco conquistou as paradas com hits como “BNB” e “BIAF”, em destaque nesta edição do Balada Musical. Young Miko ou María Victoria Ramírez de Arellano Cardona – seu verdadeiro nome – é uma cantora e compositora, originária de Porto Rico. Aos 28 anos, ela desponta como uma das vozes mais empoderadas da cena urbana atual e uma das principais representantes da comunidade queer da América Latina na música. Young Miko começou a compor em 2018 e estourou em 2023 com o hit “Classy 101” em parceria com o músico colombiano Feid, que a projetou internacionalmente. A partir daí, para seu primeiro álbum “ATT”, foi um pulo! No entanto, apenas um ano depois, a rapper lançou seu segundo disco, “Do Not Disturb”, um trabalho sólido mas que acabou sendo ofuscado pelo ritmo acelerado dos lançamentos. A reviravolta veio neste primeiro semestre, quando a gravadora The Wave Music Group lançou a versão deluxe "Do Not Disturb: Late Check Out." O álbum duplo, com faixas inéditas e uma produção renovada, recolocou o projeto sob os holofotes. O resultado é uma coleção de músicas mais coesa, mais ousada e que finalmente faz justiça ao talento de Young Miko.  *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

About

Todos os sábados, o programa Balada Musical destaca os sucessos da Programação Musical da RFI. A cada edição, a jornalista Daniella Franco e o programador musical Hugo Casalinho apresentam faixas recém lançadas por artistas e grupos célebres na cena cultural e outros que começam a despontar. Aumente o som!