Podcast JR Entrevista

RECORD

O JR Entrevista é um programa multiplataforma em que apresentadores e repórteres entrevistam figuras de destaque dos três poderes. O programa é gravado nos estúdios da RECORD Brasília, e é transmitido pelo canal do Jornal da Record no YouTube, pelo portal R7, pela Record News e pelo PlayPlus.

  1. 2d ago

    Apex busca novos mercados para 5.300 empresas afetadas por tarifas dos EUA

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (19) é o presidente da Apex Brasil, Laudemir Müller. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre o plano de diversificação de exportações criado para ajudar empresas brasileiras afetadas pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos, a busca por novos mercados para os produtos nacionais, os investimentos da agência na promoção das exportações e as oportunidades para pequenas e médias empresas no comércio internacional.Segundo Laudemir Müller, a Apex Brasil está reunindo capacidade para atender cerca de 5.300 empresas afetadas pelo aumento das tarifas no mercado norte-americano. A estratégia prevê um investimento de R$ 210 milhões em um plano de diversificação de exportações, desenvolvido em parceria com 29 setores empresariais. A proposta é aproximar as empresas de compradores internacionais de mercados alternativos e ajudar os negócios a encontrar novos destinos para produtos que antes eram vendidos aos Estados Unidos. Müller explicou que a Apex pretende utilizar feiras internacionais, rodadas de negócios e encontros virtuais para aproximar os empresários brasileiros de potenciais compradores. Segundo ele, a agência também conta com escritórios em diferentes regiões do mundo e uma carteira com mais de 2.000 compradores internacionais. “A lógica é fazer com que esses empresários possam encontrar um comprador internacional do seu produto no mercado alternativo”, disse.O presidente da Apex Brasil afirmou que o trabalho para identificar novos mercados já começou. A agência está realizando levantamentos de inteligência de mercado, analisando produto por produto e buscando identificar os países com maior demanda e melhores oportunidades. Entre os 36 mercados considerados prioritários estão Canadá, México, países da Europa, África do Sul, Nigéria, Etiópia, Índia, Turquia, China, Singapura, Malásia, Indonésia, Tailândia e Vietnã.Apesar da estratégia de diversificação, o presidente da Apex Brasil ressaltou que os Estados Unidos continuam sendo um mercado importante para as empresas brasileiras. Segundo ele, a agência pretende investir mais de R$ 30 milhões nos próximos 12 meses para trabalhar no mercado norte-americano, além de atuar para ampliar as isenções tarifárias e apoiar as empresas que continuam vendendo para o país. “Nós não vamos abandonar o mercado americano. A gente segue trabalhando nos Estados Unidos para aumentar a isenção”, afirmou.Na entrevista, Müller também afirmou que o aumento das tarifas não interessa ao setor privado brasileiro nem ao norte-americano. Ele explicou que empresas e consumidores dos Estados Unidos também são afetados, já que os importadores precisam lidar com o aumento de custos dos produtos brasileiros. “Ninguém do mundo empresarial quer essas tarifas. Inclusive as empresas americanas foram junto com as empresas brasileiras à audiência para dizer que elas também eram contra”, declarou.O presidente da Apex Brasil destacou ainda o desempenho das exportações brasileiras. Segundo ele, o Brasil exportou US$ 220 bilhões no primeiro semestre, contra US$ 200 bilhões no mesmo período do ano anterior. Embora tenha havido uma redução de cerca de US$ 2,9 bilhões nas exportações para os Estados Unidos, Müller citou aumentos nas vendas para a Europa, Índia e China, contribuindo para um crescimento de aproximadamente US$ 20 bilhões nas exportações brasileiras em relação ao ano anterior.Para Müller, o Brasil também vive um momento de maior interesse internacional. Ele afirmou que o país foi o quinto maior destino de investimentos do mundo em 2025, quando recebeu US$ 77 bilhões em investimentos, e disse que, até junho deste ano, já haviam entrado US$ 47 bilhões. Segundo ele, o interesse está relacionado também à capacidade brasileira de participar de discussões globais sobre segurança alimentar, sustentabilidade, transição energética e mudanças climáticas.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

  2. Jul 9

    Ministro detalha teto de R$ 140 mil para o MEI e apoio ao fim da escala 6x1

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (8) é o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira. À jornalista Tainá Farfan, ele falou sobre a proposta do governo para aumentar o teto do MEI (microempreendedor individual), a renegociação de dívidas por meio do programa Desenrola e o posicionamento da pasta sobre temas como a escala 6x1 e as tarifas comerciais dos Estados Unidos.O ministro detalhou o plano para atualizar o faturamento máximo do MEI, que está congelado em R$ 81 mil desde 2018, gerando perdas devido à inflação. A proposta prevê uma elevação escalonada para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, além de permitir a contratação de um segundo funcionário pelo empreendedor.“A vida desse empreendedor ficou muito apertada. [...] A ideia é que esse aumento permita que o empreendedor recomponha essa perda salarial e continue desenvolvendo os negócios”, explicou Pereira.Segundo o ministro, existe espaço fiscal e político para aprovar a medida ainda este ano. O custo estimado é de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano, valor que ele garante estar contemplado no orçamento após cortes do próprio governo.Pereira demonstrou otimismo quanto ao Congresso, citando a interlocução com o presidente da Câmara, Hugo Motta: “A proposta está muito redonda para ser aprovada. O governo cortou da própria carne para dar esse reajuste.”Questionado sobre um possível aumento no teto do Simples Nacional, o ministro foi cauteloso, afirmando que não há uma proposta imediata devido ao alto custo fiscal, estimado em R$ 8 bilhões, e à necessidade de adaptar o sistema à reforma tributária.Sobre o endividamento, Pereira destacou o sucesso do Desenrola Pequenos Negócios, que já viabilizou R$ 15 bilhões em renegociações, e o lançamento do Desenrola MEI. Este último oferece descontos de até 70% nas dívidas e parcelamento em 145 meses para cerca de 3,5 milhões de inadimplentes.O ministro também comentou a proposta de fim da escala 6x1, classificando-a como justa e benéfica para o consumo e o empreendedorismo de tempo parcial. Ele defendeu que os pequenos negócios podem absorver a mudança, especialmente com o suporte de novos créditos e a flexibilidade para contratar um segundo funcionário. “A medida é correta, é justa, ela tem que vir sem compensação, porque é um direito dos trabalhadores e das trabalhadoras”, ressaltou.Pereira abordou ainda a ameaça de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos, classificando a medida como “inadequada e equivocada” e garantindo que o governo agirá diplomaticamente. Ele ressaltou que o Brasil buscará ampliar a inserção em outros 500 novos mercados abertos recentemente para garantir a competitividade do empresário nacional. “O Brasil é um país altivo, não vai baixar a cabeça para ninguém”, concluiu.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

  3. Jul 3

    Randolfe defende PEC da Segurança e critica ‘articulação’ contra soberania

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (2) é o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues. À jornalista Flávia Alvarenga, ele falou sobre as prioridades da agenda legislativa, com destaque para a urgência da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública. Randolfe classificou o combate às facções criminosas como uma “guerra” que deve ser vencida pelas instituições brasileiras, criticando tentativas de interferência externa no país.Para o senador, a PEC da Segurança é fundamental para atualizar as atribuições da Polícia Federal, permitindo que o órgão atue de forma institucional e coordenada no combate ao crime organizado, que se tornou transnacional. Ele rebateu críticas da oposição sobre a classificação de facções como o PCC e o Comando Vermelho por órgãos dos Estados Unidos, classificando o movimento como uma “conspiração”.“Quem tem que derrotar o crime organizado no Brasil são as instituições brasileiras. Não pode ser nenhum governo estrangeiro, como alguns querem conspirar contra o Brasil, se articulando com nações estrangeiras para, sob pretexto de combater o crime, na verdade, ofender nossa soberania”, afirmou. Segundo ele, se a oposição estivesse interessada no combate efetivo, já teria avançado com a votação da PEC no Congresso.Outro ponto central da entrevista foi o adiamento da votação sobre a aposentadoria especial para agentes de saúde. Randolfe explicou que a medida poderia gerar um impacto fiscal estimado entre R$ 40 bilhões e R$ 60 bilhões. O senador destacou que, embora o governo tenha sensibilidade social, é preciso respeitar os princípios constitucionais de responsabilidade fiscal.“Nós só temos que encontrar as fontes necessárias para pagar aos agentes de saúde ou para quaisquer outras categorias o que está sendo reivindicado. Não pode ter despesa sem uma fonte previamente anunciada. Isso é um princípio constitucional”, pontuou.Randolfe também detalhou o projeto para aumentar o limite de faturamento do MEI (microempreendedor individual), que atualmente é de R$ 81 mil. A proposta prevê um escalonamento para R$ 110 mil e, posteriormente, R$ 140 mil. De acordo com o senador, essa medida funciona como uma contrapartida econômica diante das mudanças nas relações de trabalho, como a redução da jornada semanal.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

  4. Jul 2

    Dario Durigan prevê aprovação do fim da escala 6x1 no Senado antes do recesso

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (1º) é o ministro da Fazenda, Dario Durigan. À jornalista Flávia Alvarenga, ele falou sobre a expectativa do governo federal em aprovar o fim da escala de trabalho 6x1 no Senado antes do recesso parlamentar. Segundo o ministro, a proposta alcançou um “grau de maturidade” suficiente para que o Congresso tome essa decisão. “Não é simples, porque a agenda do Congresso está apertada, o tempo está curto, mas eu acho que, olhando para o grande apelo que essa matéria tem, para o grau de maturidade que esse debate alcançou no país, está na hora de o Congresso dar esse passo também no Senado e aprovar o fim da escala 6x1”, afirmou. Durigan classificou a mudança como um debate sobre a desigualdade no mundo do trabalho. Ele apresentou dados mostrando que três em cada dez brasileiros seguem na escala 6x1, enquanto sete em cada dez já trabalham no modelo 5x2. “Quem que está na escala 6x1? Quem ganha menos, trabalhador negro, trabalhador mulher, quem não tem tempo de se capacitar para ter um grau a mais ali de formação”, afirmou. O ministro argumentou que o atual cenário econômico é favorável para a transição, citando os baixos índices de desemprego e o recorde de mais de 100 milhões de pessoas ocupadas no país. “Nós estamos no momento no Brasil com a mínima de desemprego. O mercado de trabalho tá aquecido”, disse Durigan, ressaltando que essa é a hora de aproveitar que a economia “está bem” para que os trabalhadores e empresas se acomodem ao novo modelo. Sobre o impacto nas empresas, o ministro defendeu que a redução da jornada deve ser acompanhada de ganhos de produtividade. “O trabalhador vai continuar sendo cobrado por eficiência. Não é que ele vai trabalhar a menos, então, ele vai ter que entregar menos. Ele vai continuar tendo que entregar bastante”, ponderou. Durigan relembrou a redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais na Constituição de 1988. Ele pontuou que, na época, também houve reclamações sobre possíveis aumentos de custos, mas que a transição foi bem-sucedida. Para o ministro, o fim da escala 6x1 alinha o Brasil ao que o resto do mundo já reconheceu: a necessidade de um dia a mais de descanso para saúde e capacitação do trabalhador. Ele reforçou que, apesar da agenda apertada do Congresso, acredita na aprovação da PEC pelo Senado nos próximos meses. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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O JR Entrevista é um programa multiplataforma em que apresentadores e repórteres entrevistam figuras de destaque dos três poderes. O programa é gravado nos estúdios da RECORD Brasília, e é transmitido pelo canal do Jornal da Record no YouTube, pelo portal R7, pela Record News e pelo PlayPlus.