Café Alexandria

Coffeepaste

O Café Alexandria é o podcast do Coffeepaste dedicado ao mundo dos livros. Conversaremos com autores, tradutores, editores, ilustradores, festivais, e muito mais.

  1. Aug 27

    28: David Erlich: a filosofia como pacificação com o real

    David Erlich publica "21 Lições de Filosofia. Para viver uma vida quase boa", um livro organizado em 21 capítulos que percorre pensadores como Sócrates, Platão, Aristóteles, Epicuro, Montaigne, Descartes e Nietzsche para responder à pergunta mais antiga da filosofia: como viver? O ponto de partida não é a promessa de uma vida perfeita, mas aquilo a que o autor chama uma pacificação com a distância entre o real e o ideal. Daí o "quase" do título. Ao longo das lições cruzam-se temas como o luto, o amor, a amizade, o cansaço, a solidão, o ócio, a rotina ou o sentido da vida, tratados numa escrita que se quer acessível e bem-humorada, sem soluções milagrosas. O livro surge dois anos depois de "A Bebedeira de Kant e outros 49 episódios da história da filosofia para pensar a sorrir", e consolida o trabalho de Erlich enquanto professor de filosofia e divulgador, com passagens pela rádio, por podcasts e por palcos de conferências e TEDx, a favor de uma filosofia que saia da sala de aula sem perder rigor. É a partir desse território, entre o ensino e a escrita, que conversámos com ele sobre o novo livro. Os episódios deste podcast terminam com uma recomendação de leitura e começam com um poema. Esta semana Júlio Machado Vaz traz-nos o poema “Os ninguéns”, de Eduardo Galeano. Recursos Livro: 21 Lições de FilosofiaLivro: A bebedeira de KantMr Bird  (autor da música)Nicolás Fabian (autor do design)Subscreve no SpotifySubscreve na Apple Podcasts

  2. Apr 8

    23: Carolina Fulcher e as despedidas de estranhos

    Há livros que chegam devagar. Que não precisam de gritar para nos instalar um desconforto suave, uma pergunta que não sabíamos que tínhamos. Morte Aparente, o romance de estreia de Carolina Fulcher, é um desses livros. A história começa com um homem sozinho, em casa, a assistir a funerais de estranhos em streaming. Não é macabro — é, estranhamente, reconhecível. Porque todos já procurámos, nalguma despedida alheia, um reflexo do que não conseguimos nomear em nós próprios. Carolina Fulcher nasceu em Lisboa, cresceu entre culturas, trabalhou em marcas de luxo em Londres e São Paulo, e regressou a Portugal para se dedicar à comunicação cultural. Foi aqui, nesse regresso, que a escrita a encontrou — ou ela encontrou a escrita. Morte Aparente é o resultado dessa descoberta: um romance breve, denso, construído com uma contenção que diz mais do que muitas páginas conseguiriam. Hoje, no Café Alexandria, sentámo-nos com ela para perceber de onde vem esta história, o que é afinal uma morte aparente, e o que significa estrear-se na ficção com uma voz tão segura do silêncio que quer habitar. Os episódios deste podcast terminam com uma recomendação de leitura e começam com um poema. Esta semana Diego Bragà trás-nos um excerto do livro “Água Viva”, de Clarice Lispector. Recursos Livro: Morte AparenteMr Bird  (autor da música)Nicolás Fabian (autor do design)Subscreve no SpotifySubscreve na Apple Podcasts

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