SENSU CAST - podcast de jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação

SENSU Consultoria de Comunicação

SENSU CAST, um podcast que fala sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. A apresentação é de Moura Leite Netto, jornalista e doutor em Ciências. Em cada episódio, entrevistas com jornalistas, profissionais da saúde, cientistas, divulgadores de ciência e educadores sobre temas atuais. Um podcast para todos que querem contribuir com a disseminação de informação de qualidade. Estamos te esperando. Um episódio novo sempre na última terça-feira de cada mês. Nos acompanhe nas mídias sociais...@sensucomunica no Instagram, Facebook, Linkedin, YouTube e TikTok.

  1. #42 - Comunicação em saúde: o que muda entre o consultório e a mídia

    JAN 6

    #42 - Comunicação em saúde: o que muda entre o consultório e a mídia

    No episódio 42 do SENSU CAST, podcast da SENSU Consultoria de Comunicação em saúde, ciência e educação, discutimos o que muda quando o profissional de saúde sai do consultório e passa a falar com a mídia. Apresentado pelo jornalista e doutor em Ciências Moura Leite Netto, o episódio analisa as diferenças entre a comunicação com pacientes, pares acadêmicos e o público amplo, destacando como cada contexto exige escolhas conscientes de linguagem, escuta, intenção comunicativa e uso da voz. Para essa conversa, recebemos Leny Kyrillos, fonoaudióloga, doutora em Ciências dos Distúrbios da Comunicação, comentarista da Rádio CBN e profissional com mais de duas décadas de atuação em televisão, rádio e media training nas áreas da saúde e da ciência. Ao longo do episódio, ela explica como a comunicação vai além do conteúdo técnico e envolve percepção, postura, olhar, articulação e preparo para entrevistas ao vivo e em ambientes digitais. O episódio aborda ainda a tradução da linguagem técnica para o público leigo, a pressão do tempo nas entrevistas, o receio do julgamento dos pares acadêmicos, os desafios da comunicação em videoconferências e a importância da escuta ativa na relação médico-paciente. Temas como autenticidade, sotaques, humanização do cuidado e cuidados com a voz também fazem parte da conversa. Este episódio é um convite à comunicação qualificada, ética e responsável, essencial para construir confiança, ampliar a compreensão pública e fortalecer a relação entre saúde, ciência e sociedade. 🎧 Ouça o episódio completo, siga o SENSU CAST e compartilhe com colegas da saúde, da ciência e da comunicação. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken

    1h 5m
  2. #41 - Dor não é normal: vamos falar sobre endometriose

    12/03/2025

    #41 - Dor não é normal: vamos falar sobre endometriose

    No episódio 41 do SENSU CAST, o podcast da SENSU Consultoria de Comunicação em saúde, ciência e educação, colocamos no centro do debate uma afirmação que precisa ser repetida até deixar de ser exceção na prática clínica e na vida cotidiana de milhões de mulheres: dor não é normal. A endometriose é uma doença crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, o equivalente a aproximadamente 190 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo com essa prevalência, a condição ainda é marcada por atrasos diagnósticos, desinformação e pela histórica banalização da dor feminina. Cólicas intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual, alterações intestinais e urinárias, infertilidade e impactos relevantes na saúde mental seguem sendo, em muitos contextos, tratados como “normais”. Neste episódio, o SENSU CAST propõe uma conversa sobre endometriose e comunicação em saúde, destacando o papel da escuta qualificada, da informação correta e da responsabilidade na forma como profissionais de saúde, jornalistas e a sociedade lidam com doenças ginecológicas.Para esse diálogo, recebemos dois convidados que uniram prática médica e rigor jornalístico no livro Dores Femininas – A jornada humana de um médico contra a endometriose: Rubens Paulo Gonçalves Filho é ginecologista e obstetra, mestre em Ciências da Saúde, doutorando e MBA em Gestão da Saúde, além de docente da Pós-Graduação Internacional em Cirurgia Robótica do Einstein Hospital Israelita. Com mais de 30 anos de atuação, Rubens compartilha reflexões contundentes sobre o atraso diagnóstico da endometriose, falhas estruturais na formação médica, a importância do exame físico completo, os limites dos exames de imagem e os desafios éticos de uma prática cada vez mais pressionada por produtividade. Cristiane Segatto é jornalista especializada em saúde, mestra em Gestão da Saúde pela FGV, com passagem por veículos como Época, O Globo, O Estado de S. Paulo, Abril e UOL. Vencedora de 15 prêmios nacionais e internacionais, entre eles dois Prêmios Esso, Cristiane fala sobre o desafio de traduzir ciência em linguagem acessível, a cobertura da imprensa sobre saúde da mulher, os silêncios em torno da endometriose e o impacto de ouvir histórias reais de pacientes que conviveram durante anos com dor não validada. Ao longo do episódio, a conversa aborda temas centrais para o debate público e para a prática profissional: – a normalização histórica da dor feminina– o atraso no diagnóstico da endometriose, inclusive em adolescentes– o impacto da doença na vida profissional, nos vínculos afetivos e na autoestima – infertilidade e como comunicar riscos de forma responsável– limites e possibilidades dos tratamentos clínicos e cirúrgicos– o peso emocional de conviver com uma condição crônica – o papel da informação de qualidade para pacientes, familiares, profissionais e gestoresEste episódio é também um convite ao acesso qualificado à informação. Ao compreender que sentir dor recorrente não é normal, mulheres passam a reconhecer sintomas, buscar ajuda especializada e romper ciclos de silêncio que atravessam gerações. Ao mesmo tempo, o episódio convida profissionais de saúde e comunicadores a rever práticas, linguagem e responsabilidades na produção e disseminação de informações sobre saúde da mulher. 🎧 Se este episódio fizer sentido para você, curta, compartilhe e deixe seu comentário. Informação de qualidade pode reduzir sofrimento, orientar decisões e transformar trajetórias. FICHA TÉCNICA Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto Edição: J.Benê Direção: Luciana Oncken

    1h 31m
  3. #41 - Especial em vídeo - Dor não é normal: vamos falar sobre endometriose

    12/02/2025

    #41 - Especial em vídeo - Dor não é normal: vamos falar sobre endometriose

    No episódio 41 do SENSU CAST, o podcast da SENSU Consultoria de Comunicação em saúde, ciência e educação, colocamos no centro do debate uma afirmação que precisa ser repetida até deixar de ser exceção na prática clínica e na vida cotidiana de milhões de mulheres: dor não é normal. A endometriose é uma doença crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, o equivalente a aproximadamente 190 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo com essa prevalência, a condição ainda é marcada por atrasos diagnósticos, desinformação e pela histórica banalização da dor feminina. Cólicas intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual, alterações intestinais e urinárias, infertilidade e impactos relevantes na saúde mental seguem sendo, em muitos contextos, tratados como “normais”. Neste episódio, o SENSU CAST propõe uma conversa sobre endometriose e comunicação em saúde, destacando o papel da escuta qualificada, da informação correta e da responsabilidade na forma como profissionais de saúde, jornalistas e a sociedade lidam com doenças ginecológicas.Para esse diálogo, recebemos dois convidados que uniram prática médica e rigor jornalístico no livro Dores Femininas – A jornada humana de um médico contra a endometriose: Rubens Paulo Gonçalves Filho é ginecologista e obstetra, mestre em Ciências da Saúde, doutorando e MBA em Gestão da Saúde, além de docente da Pós-Graduação Internacional em Cirurgia Robótica do Einstein Hospital Israelita. Com mais de 30 anos de atuação, Rubens compartilha reflexões contundentes sobre o atraso diagnóstico da endometriose, falhas estruturais na formação médica, a importância do exame físico completo, os limites dos exames de imagem e os desafios éticos de uma prática cada vez mais pressionada por produtividade. Cristiane Segatto é jornalista especializada em saúde, mestra em Gestão da Saúde pela FGV, com passagem por veículos como Época, O Globo, O Estado de S. Paulo, Abril e UOL. Vencedora de 15 prêmios nacionais e internacionais, entre eles dois Prêmios Esso, Cristiane fala sobre o desafio de traduzir ciência em linguagem acessível, a cobertura da imprensa sobre saúde da mulher, os silêncios em torno da endometriose e o impacto de ouvir histórias reais de pacientes que conviveram durante anos com dor não validada. Ao longo do episódio, a conversa aborda temas centrais para o debate público e para a prática profissional: – a normalização histórica da dor feminina– o atraso no diagnóstico da endometriose, inclusive em adolescentes– o impacto da doença na vida profissional, nos vínculos afetivos e na autoestima – infertilidade e como comunicar riscos de forma responsável– limites e possibilidades dos tratamentos clínicos e cirúrgicos– o peso emocional de conviver com uma condição crônica – o papel da informação de qualidade para pacientes, familiares, profissionais e gestoresEste episódio é também um convite ao acesso qualificado à informação. Ao compreender que sentir dor recorrente não é normal, mulheres passam a reconhecer sintomas, buscar ajuda especializada e romper ciclos de silêncio que atravessam gerações. Ao mesmo tempo, o episódio convida profissionais de saúde e comunicadores a rever práticas, linguagem e responsabilidades na produção e disseminação de informações sobre saúde da mulher. 🎧 Se este episódio fizer sentido para você, curta, compartilhe e deixe seu comentário. Informação de qualidade pode reduzir sofrimento, orientar decisões e transformar trajetórias. FICHA TÉCNICA Produção: SENSUComunicação e Banca de Conteúdo Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto Edição: J.BenêDireção: Luciana Oncken ⁠#SENSUCAST⁠ ⁠#Endometriose⁠ ⁠#SaúdeDaMulher⁠ ⁠#ComunicaçãoEmSaúde⁠ ⁠#JornalismoCientífico⁠ ⁠#DorCrônica⁠ ⁠#SaúdeMental⁠ ⁠#InformaçãoEmSaúde⁠ ⁠#PodcastBrasil⁠ ⁠#Ciência⁠ ⁠#EducaçãoEmSaúde

    1h 30m
  4. 40# – Comunicação e Inclusão da Pessoa com Deficiência

    10/02/2025

    40# – Comunicação e Inclusão da Pessoa com Deficiência

    Como a comunicação pode transformar a inclusão das pessoas com deficiência? No episódio #40 do SENSU CAST, Moura Leite Netto conversa com José Carlos do Carmo, o Kal, médico e coordenador da Câmara Paulista para a Inclusão da Pessoa com Deficiência, e com o jornalista Bruno Favoretto. Kal reforça a importância da lei de cotas no mercado de trabalho: “Ela é a principal ferramenta legal que nós dispomos para garantir um direito historicamente negado”. Já Bruno compartilha sua trajetória no jornalismo e os desafios da acessibilidade: “Eu sentia que precisava acertar sempre para abrir portas para outros”. Um episódio sobre desafios, avanços e boas práticas para empresas, jornalistas e toda a sociedade que acreditam no poder da comunicação inclusiva. Como a comunicação pode transformar a inclusão das pessoas com deficiência? No episódio #40 do SENSU CAST, Moura Leite Netto conversa com José Carlos do Carmo, o Kal, médico e coordenador da Câmara Paulista para a Inclusão da Pessoa com Deficiência, e com o jornalista Bruno Favoretto. Kal reforça a importância da lei de cotas no mercado de trabalho: “Ela é a principal ferramenta legal que nós dispomos para garantir um direito historicamente negado”. Já Bruno compartilha sua trajetória no jornalismo e os desafios da acessibilidade: “Eu sentia que precisava acertar sempre para abrir portas para outros”. Um episódio sobre desafios, avanços e boas práticas para empresas, jornalistas e toda a sociedade que acreditam no poder da comunicação inclusiva. Ouça agora nas principais plataformas de áudio e compartilhe sua opinião com a gente! #inclusão #acessibilidade #comunicaçãoinclusiva #jornalismo #pessoacomdeficiência #sensucast #sensucomunicacao

    1h 20m
  5. #39 - Comunicação e saúde do homem

    08/29/2025

    #39 - Comunicação e saúde do homem

    O cuidado com a saúde masculina ainda é um tema cercado de tabus, preconceitos e barreiras culturais. Enquanto campanhas voltadas à saúde da mulher avançaram nas últimas décadas, os homens seguem mais resistentes em buscar ajuda médica e manter hábitos de prevenção. Para aprofundar essa reflexão, o episódio 39 do SENSU CAST recebe o cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) e coordenador-geral dos departamentos cirúrgicos oncológicos da BP. Ao longo da conversa conduzida pelo jornalista Moura Leite Netto, o episódio traz à tona as raízes culturais que fazem muitos homens acreditarem serem “invulneráveis” e, por isso, deixarem de lado sinais importantes do corpo. Gustavo Guimarães explica como essa visão, construída desde a infância, na qual meninos são tratados como super-heróis, influencia diretamente em maior exposição a riscos, mortalidade precoce e menor expectativa de vida em comparação às mulheres. Entre os principais pontos debatidos estão: Campanhas de saúde masculina: a necessidade de ampliar o Novembro Azul para além do câncer de próstata, abordando doenças cardiovasculares, diabetes, câncer de pênis, de testículo e saúde mental. Tabus e comunicação: a resistência em falar sobre temas como câncer de pênis e depressão masculina, e o papel dos meios de comunicação, das empresas e das instituições de saúde na quebra desses preconceitos. Prevenção desde cedo: a importância de consultas regulares com urologistas ainda na adolescência, vacinação contra HPV, educação sobre higiene íntima e incentivo ao autoexame de testículos. Fatores de risco: álcool, tabaco, sedentarismo e alimentos ultraprocessados como vilões da saúde, e a necessidade de campanhas de conscientização que dialoguem de forma clara, sem tom de imposição. Saúde mental: como falar de estresse, ansiedade e depressão sem reforçar estigmas, mostrando que buscar apoio psicológico é um ato de coragem e autocuidado. Tecnologia e inovação: o impacto da cirurgia robótica e da inteligência artificial no tratamento de cânceres urológicos, incluindo o recente avanço da incorporação da robótica ao SUS. Responsabilidade compartilhada: a relevância do engajamento de líderes e gestores em incentivar práticas de autocuidado dentro das empresas, tornando a comunicação em saúde mais institucionalizada e eficaz. Na parte final, Guimarães deixa duas mensagens essenciais: aos homens, um convite direto para se cuidarem, entendendo que prevenir doenças é também um gesto de amor com quem está ao redor; e aos comunicadores e profissionais de saúde, o chamado para falar com os homens e não apenas sobre eles, trazendo histórias reais e exemplos que inspiram mudanças de comportamento. O episódio reforça que cuidar da saúde não é fraqueza, mas sim responsabilidade e coragem. Informação de qualidade e comunicação sem tabus são caminhos fundamentais para que os homens se reconheçam como protagonistas do próprio bem-estar. Dê o play e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken

    48 min
  6. #38 - Comunicação e câncer de cabeça e pescoço

    07/25/2025

    #38 - Comunicação e câncer de cabeça e pescoço

    O tema do episódio 38 do SENSU CAST é Comunicação eCâncer de Cabeça e Pescoço. Os convidados são ODorival de Carlucci Jr, cirurgião de cabeça e pescoço, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e Milena Perez Mak, oncologista clínica da Oncologia D´Or e Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e presidente do Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP). Diferente de muitos tipos de câncer, em que as principais causas não são conhecidas, os principais fatores de risco para desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço são bem estabelecidos. Não fumar (e isso vale para cigarro comum, cigarro eletrônico e narguilé) / Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso / Vacinar contra o HPV / Manter a higiene bucal em dia / não se expor ao sol sem proteção / e usar preservativo nas relações sexuais – são medidas importantes para prevenção dos tipos mais comuns de câncer na região de cabeça e pescoço, como os de cavidade oral e laringe. Este é um episódio especial de Julho Verde, mês de conscientização sobre câncer de cabeça e pescoço e a Comunicação de qualidade é fundamental para que as mensagens corretas cheguem à população. Dê o play e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken

    44 min
  7. #36 - Perspectiva para o jornalismo científico

    06/02/2025

    #36 - Perspectiva para o jornalismo científico

    O episódio 36 do SENSU CAST aborda o jornalismo científico na América Latina tendo como convidada a jornalista Luisa Massarani, uma das principais referências da área no continente. Luisa Massarani é um das autoras, ao lado do também brasileiro Luiz Felipe Fernandes Neves e do colombiano Nicolás Bustamante Hernández, do relatório Princípios orientadores para o jornalismo de ciência: uma perspectiva global 2024. Luisa é também coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz, coordenadora para América Latina de SciDev.Net e editora-chefe do Journal of Science Communication – América Latina.  A pesquisa, promovida pela World Federation of Science Journalists e aplicada a mais de 500 jornalistas de 82 países, traça um panorama global da prática jornalística voltada à ciência. O estudo mostra que 53% dos respondentes se identificam como mulheres e que 52% possuem formação em jornalismo, mas há uma diversidade crescente de perfis – com destaque para os profissionais que vêm de áreas científicas e ingressam na comunicação por vocação ou necessidade de tradução do conhecimento. Durante a entrevista, Luisa destaca que a ideia do relatório surgiu da demanda por diretrizes mais claras e globais para o jornalismo científico. A consulta, traduzida para seis idiomas e amplamente distribuída, revelou um campo em expansão, ainda que repleto de desafios: remuneração baixa, precarização profissional e a dificuldade de equilibrar precisão científica com acessibilidade ao público. Um dado que chama atenção é o envelhecimento qualificado da categoria: 38% dos entrevistados atuam na área há mais de 16 anos e 55% têm o jornalismo científico como principal ocupação. “Temos diferentes gerações ainda atuando, e isso é positivo. Significa que há renovação e permanência”, comenta Massarani. No recorte latino-americano, os jornalistas mostram-se divididos sobre a possibilidade de neutralidade na cobertura científica — 48% afirmam que o jornalista não pode ser neutro. Para Massarani, a neutralidade é ilusória: “Escolher a pauta, a fonte e o enfoque já é tomar uma posição. O importante é ter responsabilidade e transparência”. Outro ponto central discutido é o lugar do cientista como fonte. Seis em cada dez jornalistas concordam que a fala de um cientista deve ser tratada de forma diferente da de um leigo. Ainda assim, Massarani alerta para o risco de transformar o discurso científico em verdade incontestável. “Precisamos ouvir mais a sociedade e entender como a ciência impacta a vida cotidiana”.  As plataformas digitais dominam a atuação dos jornalistas científicos: 70% publicam em portais e sites, enquanto apenas uma minoria veicula seus conteúdos em museus, televisão ou eventos. Para Luisa, essa realidade exige profissionais versáteis e abertos à inovação: “Além de escrever bem, o jornalista precisa dominar formatos multimídia e atuar em diferentes frentes”.  O relatório também revela tensões éticas, como o debate sobre a aceitação de viagens ou presentes para cobertura de eventos científicos. A posição dos jornalistas varia conforme a região do mundo, mas Luisa reforça: “A independência editorial deve ser sempre prioridade, independentemente de quem financia o deslocamento”. Por fim, Massarani ressalta a importância das associações e redes de apoio, como a RedeComCiência no Brasil, para fortalecer a categoria e fomentar o intercâmbio entre profissionais. Ela também convida jornalistas e pesquisadores a conhecerem e contribuírem com o Journal of Science Communication – América Latina, periódico que busca conectar ciência, prática jornalística e sociedade. Ouça e aproveite para compartilhar a suaopinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.  FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken

    41 min

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SENSU CAST, um podcast que fala sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. A apresentação é de Moura Leite Netto, jornalista e doutor em Ciências. Em cada episódio, entrevistas com jornalistas, profissionais da saúde, cientistas, divulgadores de ciência e educadores sobre temas atuais. Um podcast para todos que querem contribuir com a disseminação de informação de qualidade. Estamos te esperando. Um episódio novo sempre na última terça-feira de cada mês. Nos acompanhe nas mídias sociais...@sensucomunica no Instagram, Facebook, Linkedin, YouTube e TikTok.