Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte

IBRBH

Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte. Culto domingo às 10h e sábado às 19h. R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050. Instagram: @batistareformadabh Aqui são disponibilizadas todas as pregações expositivas do Evangelho, ministradas em nossa igreja. Que essas mensagens possam abençoar a sua vida.

  1. Jun 24

    Culto – Hebreus 10:1-18 – O Sacrifício Perfeito de Cristo: A Sombra e a Realidade da Nova Aliança

    Neste culto, o Presbítero Isaque leu a Confissão de Fé Batista de 1689, capítulo 3, artigo 6, sobre a doutrina da predestinação. Foi destacado que essa verdade deve ser ensinada com prudência, produzindo humildade, gratidão, diligência e segurança na salvação. A graça de Deus não é licença para o pecado nem motivo para arrogância espiritual, mas fundamento para uma vida de obediência, santidade e perseverança. Os cristãos devem evitar o fatalismo, a especulação sobre os decretos secretos de Deus e qualquer sentimento de superioridade, lembrando que a eleição conduz à adoração, ao evangelismo e à dependência do Senhor. Na exposição de Hebreus 10:1-18, o Pastor Fabricio Corrêa mostrou que o sistema sacrificial da antiga aliança era apenas uma sombra das realidades perfeitas que seriam cumpridas em Cristo. Os sacrifícios repetidos ano após ano não tinham poder para remover os pecados definitivamente, mas serviam como uma recordação constante da culpa humana e da necessidade de redenção. O autor de Hebreus ensina que todo o sistema levítico possuía um propósito pedagógico: mostrar ao povo a gravidade do pecado e sua incapacidade de aproximar-se de Deus por méritos próprios. O sangue dos animais não removia pecados, mas apontava para o verdadeiro sacrifício que viria. Assim, os rituais da antiga aliança preparavam o caminho para a obra perfeita do Messias. Ao citar o Salmo 40, Hebreus revela que Cristo veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai. Assumindo a natureza humana, vivendo em perfeita obediência e oferecendo-se voluntariamente na cruz, Jesus realizou aquilo que nenhum sacrifício anterior poderia realizar. Seu corpo foi preparado para cumprir plenamente as exigências da lei e estabelecer uma nova aliança por meio de seu sangue. Diferente dos sacerdotes que permaneciam continuamente ministrando e oferecendo sacrifícios repetidos, Cristo ofereceu um único e perfeito sacrifício pelos pecados e assentou-se à direita de Deus. Seu assentar-se demonstra que a obra da redenção foi consumada e aceita pelo Pai. O Senhor Jesus reina hoje com toda autoridade sobre os céus e a terra, governando a história e conduzindo todas as coisas para o cumprimento de seus propósitos eternos. A nova aliança, anunciada pelos profetas, traz uma realidade gloriosa: Deus escreve sua lei no coração do seu povo e promete não mais levar em conta seus pecados. Isso não significa que Deus esquece, mas que os pecados dos que estão em Cristo já foram julgados na cruz. A justiça perfeita de Cristo é imputada aos seus filhos, garantindo perdão, reconciliação e paz com Deus. O culto cristão não existe para conquistar o favor divino por meio de obras ou méritos. Pelo contrário, reunimo-nos para recordar a obra consumada de Cristo, celebrar sua graça e fortalecer nossa fé naquele que morreu, ressuscitou, ascendeu aos céus e reina à direita do Pai. O povo de Deus não vive mais à sombra dos antigos sacrifícios, mas na realidade da redenção conquistada pelo perfeito e suficiente sacrifício de Jesus Cristo. Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto Base: Hebreus 10:1-18

    56 min
  2. Jun 24

    EBD – Teologia Bíblica: A Corrupção da Humanidade, os Filhos de Deus e a Preservação da Promessa

    Nesta EBD, o Pastor Fabricio Corrêa deu continuidade ao panorama de Gênesis dentro da proposta de Teologia Bíblica, mostrando como Moisés estruturou o livro por meio das chamadas toledotes ("estas são as gerações"), organizando a narrativa da história da redenção. O objetivo dessa estrutura é demonstrar o desenvolvimento da linhagem da promessa e, ao mesmo tempo, o avanço da descendência que se rebela contra Deus. Moisés escreveu para um povo recém liberto do Egito, ensinando-lhes sua identidade como povo da aliança e alertando sobre os perigos de abandonar o Senhor. Ao chegar em Gênesis 6:1-8, o texto apresenta a crescente corrupção da humanidade. O Pastor explicou que a expressão "filhos de Deus" não se refere a anjos, mas à linhagem piedosa dos descendentes de Sete, enquanto as "filhas dos homens" representam a linhagem rebelde associada aos descendentes de Caim. O problema central do texto é a mistura entre esses grupos, resultando no enfraquecimento da devoção ao Senhor e no avanço da perversidade. Foi destacado o paralelo entre Gênesis 6 e a queda no Éden. Assim como Eva viu que o fruto era agradável e o tomou para si, os "filhos de Deus" viram as mulheres, cobiçaram e tomaram para si aquelas que desejavam. O texto revela a repetição do padrão do pecado: olhar, desejar e tomar aquilo que Deus não aprovou. A aula também abordou a questão dos nefilins. Em vez de seres híbridos ou criaturas mitológicas, o termo foi apresentado como referência a homens violentos, tiranos e poderosos que dominavam outros pela força. O foco da narrativa não está em criaturas extraordinárias, mas na intensificação da maldade humana e no crescimento de uma sociedade cada vez mais afastada de Deus. Outro ponto importante foi a declaração de que Deus "arrependeu-se" de ter criado o homem. O Pastor explicou que esse texto não ensina que Deus errou ou mudou seus planos. À luz de toda a Escritura, Deus permanece soberano, perfeito e conhecedor de todas as coisas. O arrependimento descrito em Gênesis expressa, em linguagem humana, o lamento e a tristeza de Deus diante da perversidade da humanidade. Trata-se de uma forma de comunicação que permite ao homem compreender a gravidade do pecado e a santidade divina. Mesmo em meio ao anúncio do juízo, o texto destaca a graça de Deus: "Noé, porém, achou favor aos olhos do Senhor". Enquanto a humanidade caminhava para a destruição, Deus preservava um remanescente para cumprir a promessa de Gênesis 3:15. O dilúvio demonstra tanto a justiça divina contra o pecado quanto a fidelidade de Deus em preservar a linhagem que culminaria em Cristo. Por fim, foi ressaltado que o tema da separação entre os que servem a Deus e os que rejeitam sua autoridade percorre toda a Escritura. Assim como ocorreu nos dias de Noé, os cristãos devem ter cuidado para não se conformarem ao mundo ou permitirem que relacionamentos e alianças os afastem da fé. A preservação da igreja e das futuras gerações passa pela fidelidade ao Senhor e pela permanência em Cristo, o verdadeiro cumprimento da promessa e o único meio de salvação diante do juízo de Deus. Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto Base: Gênesis 6:1-8

    47 min
  3. Jun 15

    Culto – Hebreus 9:11-28 – O Sangue Precioso de Cristo: A Eterna Redenção e a Nova Aliança

    Neste culto, o Presbítero Isaque leu a Confissão de Fé 1689, capítulo 3, artigo 6, sobre os decretos de Deus. Deus não só designou o fim (a glória eterna), mas também pré-ordenou todos os meios para alcançá-lo: redenção em Cristo, chamado eficaz, justificação, adoção, santificação e perseverança. A eleição não é meramente teórica — cada etapa flui da anterior, garantida por Deus, não por nós. Ninguém pode arrancar o eleito da mão de Cristo (Jo 10: 26-29). A salvação não depende da nossa força, mas do poder infinito do Senhor. O Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 9: 11-28, tratando do sangue de Cristo como meio de eterna redenção. Muitas pessoas ficam assustadas com tanto sangue nas Escrituras, especialmente em Levítico. Graças a Deus não precisamos mais trazer animais para sacrifício — mas por isso às vezes perdemos de vista a necessidade do sangue e a importância do sacrifício de Jesus. "Quando Cristo veio" (v. 11) — o autor aponta que a promessa do Messias aconteceu. Cristo veio, realizou uma oferta que homens não eram capazes de fazer. Continuar praticando os elementos que eram sombras de um tabernáculo terreno não faz mais sentido. O sangue representava a vida. Os judeus não podiam comer sangue; quem derramasse sangue de pessoa pagaria com o próprio sangue. Deus colocou pedagogicamente na mente do povo que a vida é importante, mas separada do autor da vida não tem continuidade. A obra da redenção tem como propósito glorificar ao Senhor, restaurando os homens mortos em pecados para vivificá-los. Os sacrifícios de animais tornavam apenas exteriormente puros (v. 13). O sangue aspergido era tipificação de purificação, mas não realizava eterna redenção. Quanto mais o sangue de Cristo — sangue de alguém puro, perfeito, sem máculas. Enquanto os animais resistiam, gritavam, não queriam se oferecer, Cristo se ofereceu voluntariamente. "Ninguém pode tirar a minha vida, eu a entrego." Como ovelha muda foi levado ao matador. Jesus tinha capacidade para impedir seu sacrifício — se clamasse, viriam legiões de anjos. A obra é trinitária (v. 14): quem conduz o Filho ao altar de sacrifício é o próprio Pai por meio do Espírito. Para que sirvamos a Deus — não servimos a Deus para obter redenção (consciência culpada tentando aplacar), mas servimos com consciência já purificada, mediados pelo sangue de Cristo. Testamento e aliança (v. 15-22): a mesma palavra grega, mas contexto jurídico. Testamento vigora até a morte do testador; após a morte, os beneficiários recebem a herança. Cristo morreu e nós que não fizemos nada recebemos a herança. Ele adentrou a antiga aliança, cumpriu as exigências da lei, morreu — e na ressurreição inaugurou a nova aliança, anunciada desde Gênesis 3:15. Jesus na ceia: "Este é o cálice do meu sangue, da nova aliança." Sem derramamento de sangue não há perdão. O tabernáculo celestial (v. 23-26): o tabernáculo terreno era cópia das coisas que estão nos céus. Cristo não entrou em santuário feito por homens, mas nos próprios céus. Não precisa oferecer-se repetidas vezes — ofereceu-se uma vez por todas, no fim dos tempos, para aniquilar o pecado. Contra a reencarnação (v. 27): "O homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo." A Bíblia condena a busca por espíritos. Satanás conhece como viveu sua avó, consegue se parecer com quem morreu — para que você dependa dessa falsa realidade ao invés de Deus.Fomos salvos, estamos sendo salvos e seremos salvos. Fomos justificados — não há mais condenação. Estamos sendo santificados — Deus nos molda à imagem de Cristo pelos meios de graça. Seremos salvos da habitação do pecado — quando Cristo aparecer segunda vez, não para tirar pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam. Quando contemplarmos sua face, seremos transformados à sua imagem.Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 9: 11-28

    1h 6m
  4. Jun 15

    Quinta Teológica | Introdução ao AT: O Éden, a Presença de Deus e a Expansão do Templo Cósmico

    Nesta terceira parte da série de Introdução ao Antigo Testamento, o Pastor Fabricio Corrêa tratou do Jardim do Éden como templo e fonte de satisfação e propósito para a humanidade. Recapitulação: Primeira aula — origem das falsas religiões (Ninrod, Babel). Segunda aula — cultura egípcia e o Pentateuco como apologia contra o paganismo. O Pentateuco fundamenta toda a Escritura: livros históricos julgam reis pela obediência à lei, profetas anunciam bênção ou maldição conforme a lei, poéticos celebram a meditação na lei (Sl 1). Moisés tinha padrões na mente. Não era escritor cego — conectava temas e criava tipologias. Queda de Adão, maldição de Caim, maldição de Cam por Noé — escritos com padrões similares mostrando as consequências da queda. Crise de identidade da nossa geração: vazio, ansiedade, falta de propósito. Tolkien: "Todos ansiamos pelo Éden, estamos embebidos por sensação de exílio." Agostinho: "Nossos corações estão desassossegados até encontrarem repouso nele." Eclesiastes 3: 11: Deus pôs no homem o anseio pela eternidade. O Jardim do Éden como templo. Morada de Deus, não do homem em primeira instância. Gênesis 3:8: Deus andava pelo jardim. O tabernáculo é um microcosmo dessa presença. Cristo cumpre isso — "o templo era seu corpo" (Jo 2: 21). Nós somos santuário de Deus (1 Co 3: 16). O rio da vida. No Éden nascia um rio que irrigava o jardim. Ezequiel 47: rio fluindo do Santo dos Santos trazendo vida. João 7: 38: "Do seu interior fluirão rios de água viva." Apocalipse 22: rio da água da vida fluindo do trono. Jeremias 2: 13: o povo abandonou a fonte de água viva e cavou cisternas rachadas — quando o compromisso está no nosso idealismo, nos esgotamos. A árvore da vida. Deus não proibiu comer dela. Após a queda, expulsa o homem para que não coma e viva para sempre. Apocalipse: a árvore traz cura às nações — tipifica ausência de maldição. João 19: 41: Jesus crucificado num jardim. Beale: "Assim como o primeiro jardim tinha árvore que dava vida, o segundo também tinha — através da morte de Jesus naquela árvore." Adão como sacerdote. Colocado no Éden para cultivar e guardar — trabalho sacerdotal. Deveria encher a terra com seres à imagem de Deus. Falhou ao não preservar a palavra, deixando a serpente profanar o templo. Padrões tipológicos. Noé, Abraão, Isaque, Jacó — todos recebem alianças e promessas, mas caem em padrões similares a Adão. Israel como nação falha em sujeitar a terra e é expulsa como Adão. Jesus, o segundo Adão. Não falhou em preservar a palavra de Deus. Cumpriu as exigências da lei, abriu o caminho de volta para a presença de Deus. Nos transformou em reino de sacerdotes. Apocalipse 21-22: a consumação. "Não vi templo algum na cidade, pois o Senhor e o cordeiro são o seu templo." A glória de Deus ilumina tudo. Serviremos a Deus em plenitude — o propósito original cumprido de forma perfeita e perpétua. Ezequiel 48: 35: "O nome da cidade será: O Senhor Está Aqui." Livro recomendado: "A Expansão do Éden Para os Confins da Terra" (G.K. Beale) Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos base: Apocalipse 21:1-5, 10-13, 22; Apocalipse 22:1-5; Gênesis 2:9-15; 3:8

    1h 47m
  5. Jun 9

    Culto – Hebreus 9:1-10 – O Tabernáculo e Seus Elementos: Sombras da Obra de Cristo

    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 9:1-10, tratando do tabernáculo e seus elementos como tipologias da obra de Cristo. Diferença entre alegoria e tipologia: alegoria é um significado dado ao texto que não encontra interpretação no próprio texto bíblico (exemplo: as três pedrinhas de Davi). Tipologia são sombras de pessoas, instituições e coisas do AT que são explicadas no NT (exemplo: Adão e Cristo). A Bíblia narra uma história com começo, meio e fim, conectada por elementos que devemos observar. A divisão hermenêutica básica é: criação, queda, redenção e consumação. Cada elemento do tabernáculo aponta para essa realidade. O autor de Hebreus está mexendo com a cultura e história daquele povo. Para nós, 2000 anos depois, que nunca fomos judeus nem dependemos de sacrifícios de animais, passamos despercebidos. Mas para eles era como se alguém chegasse e dissesse que tudo que faziam estava acabando. O tabernáculo é um micro cosmos, uma imagem reduzida da criação. Divisão tripartite: átrio externo (terra e mares), lugar santo (céus visíveis), lugar santíssimo (céu invisível, trono de Deus). No monte Sinai já havia essa divisão: povo fora, sacerdotes numa parte, Moisés no topo. Do capítulo 1 ao 19 de Êxodo, Deus liberta o povo; do 20 ao 40, prescreve como conhecê-lo — 20 capítulos sobre o tabernáculo, mais que qualquer outro elemento nas Escrituras. Elementos do tabernáculo e seus antítipos:1. Altar de sacrifícios (átrio externo): Feito de pedras não lavradas e barro, representando a terra. A pessoa vinha com seu animal, confessava pecado, colocava a mão sobre ele, o sacerdote sacrificava e aspergia sangue. Antítipo: a cruz de Cristo. Ninguém pode achegar-se a Deus sem passar pela cruz. Colocada fora para que todos pudessem vir.2. Pia de bronze: 38.000 litros de água no templo de Salomão. Lavagem completa dos sacerdotes após o sacrifício. Antítipo: a regeneração e o batismo. Ninguém pode ter relação com Deus sem ser purificado.3. Candelabro de ouro (lugar santo): 35 kg de ouro, sete lâmpadas, formato de árvore com frutos de amêndoa. Aponta para trás: árvore da vida no Éden. Aponta para Cristo: "Eu sou a luz do mundo." Aponta para a igreja: "Vocês são a luz do mundo." Deveria ficar acesa continuamente — o Espírito de Deus em nós nos dá luz em tempo integral.4. Mesa dos pães da presença: 12 pães substituídos a cada 7 dias. Os sacerdotes alimentavam-se na presença de Deus. Em Êxodo 24, após a aliança, "comeram e beberam na presença de Deus." Antítipo: Jesus disse "Eu sou o pão da vida." A ceia traz essa lembrança. Aponta para o futuro: banquete das bodas do Cordeiro.5. Altar de incenso: Ficava na cortina de entrada do santíssimo lugar. A fumaça adentrava ao santíssimo. Sacerdotes oravam ali duas vezes ao dia. As brasas vinham do altar de sacrifícios — por isso Nadabe e Abiú foram fulminados ao oferecer fogo estranho. Antítipo: nossas orações chegam a Deus como aroma agradável porque são mediadas pelo sangue de Cristo.6. Arca da aliança (santíssimo lugar): Continha maná, vara de Arão e tábuas da lei. Êxodo 16:32 e Números 17:10 dizem que eram testemunho contra o povo — lembrando a rebelião (vara de Arão contra Corá), a murmuração (maná) e a desobediência (lei). O sangue no propiciatório cobria a incapacidade humana para que o fogo de Deus não caísse sobre o povo. Aplicação sobre a ceia: Se você nunca confessou Cristo e foi batizado, a ceia não é para você. Você não passou pelo altar reconhecendo a cruz de Cristo. Paulo em 1 Coríntios 11: quem come e bebe sem discernir o corpo de Cristo, come para própria condenação. O constrangimento faz parte da pregação do evangelho.O véu foi aberto de uma vez por todas. Cristo adentrou ao verdadeiro tabernáculo celestial com seu próprio sangue. Hoje enxergamos como reflexo obscuro no espelho, mas um dia veremos face a face.Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 9:1-10

    59 min
  6. Jun 2

    Culto – Hebreus 8:6-13 – Jesus, Mediador de uma Aliança Superior: Do Pacto de Obras ao Pacto da Graça

    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 8:6-13, tratando da nova aliança da qual Jesus é mediador. Esse é um tema fundamental e mal compreendido na igreja cristã. Como igreja, somos aliancistas — temos um método interpretativo que olha para as Escrituras como uma progressão da obra da redenção, não como dispensações separadas. A principal diferença entre presbiterianos e batistas reformados está no entendimento da aliança (o batismo é reflexo disso). O primeiro pacto de Deus com o homem foi no jardim do Éden — o pacto de obras. Deus fez um contrato de suzerania com Adão: se obedecesse, viveria; se não, morreria. Adão era nosso representante legal, a cabeça federal da humanidade. Por isso, fora de Cristo, todos ainda estão sob o pacto das obras. A serpente tentou Adão e Eva dizendo que havia coisas melhores que Deus — mentira na qual caímos até hoje. O pacto sinaítico com Moisés não trouxe novidade moral. Adorar outros deuses, criar imagens, matar, mentir — tudo já era errado antes. No pacto de obras, Deus havia gravado no coração humano o que era certo e errado. A lei no Sinai trouxe luz sobre o que já deveria ser entendido. A função da lei é revelar o pecado do homem — ela joga luz e mostra que quebramos todos os mandamentos. Deus foi abrindo janelas ao longo das Escrituras, revelando o pacto da graça. Com Adão (Gn 3: 15), com Noé, com Abraão, com Moisés, com Davi — promessas de um reino futuro e um descendente. O texto de Hebreus 8 cita Jeremias 31: 31-34, profetizado durante o cativeiro — resposta pedagógica de um povo que não cumpriu o pacto de obras. Mesmo no julgamento, Deus lembrava de outra aliança. Diferenças entre a antiga e a nova aliança: Na antiga, entrada pelo nascimento físico (descendentes de Abraão); na nova, pelo nascimento espiritual. Na antiga, marca física exterior (circuncisão na carne); na nova, circuncisão no coração. Na antiga, lei escrita na pedra; na nova, no coração. Na antiga, adoração visível e exterior; na nova, em espírito e verdade. Na antiga, promessa de um reino físico e herança terrena; na nova, cidade celestial e herança eterna. A antiga estava a ponto de desaparecer — o templo foi destruído em 70 d.C. e nunca mais reconstruído.Jesus cumpriu todas as marcas da promessa com perfeição. Quantos se levantaram dizendo ser o Messias? Ninguém cumpriu todos os passos — nascer da linhagem de Abraão, Isaque, Jacó, Judá, Davi. Por isso é loucura não crer em Cristo. Diferença teológica batista e presbiteriana: Na teologia credobatista, o pacto da graça foi revelado em Gn 3: 15 e concluído na nova aliança. Na teologia pedobatista, foi estabelecido em Gn 3: 15 e administrado nas outras alianças. Por isso batizamos quem manifesta novo nascimento — na nova aliança, entrada é pelo nascimento espiritual. A promessa superior (v. 11-12): Todos que estão na nova aliança conhecem o Senhor, tiveram pecados totalmente perdoados de uma vez por todas. A antiga aliança era condicional; a nova é incondicional, iniciada antes de Deus fazer pacto conosco — há uma relação eterna pactual entre Pai, Filho e Espírito que realiza a redenção em nosso favor. Cristo se fez maldição em nosso lugar — foi separado de Deus na cruz para que nunca sejamos afastados do Senhor. Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos base: Hebreus 8: 6-13, Jeremias 31: 31-34

    57 min
  7. Jun 2

    EBD – Teologia Bíblica: A Autoria Mosaica do Pentateuco — Contra o Liberalismo Teológico

    Nesta EBD, o Pastor Fabricio Corrêa tratou da autoria do Pentateuco, confrontando a hipótese documentária do liberalismo teológico. O liberalismo teológico iniciou-se no século XVI, influenciado pelo Iluminismo, especialmente na França e Alemanha. O pai do liberalismo teológico é Friedrich Schleiermacher. Essa corrente busca redefinir o cristianismo para torná-lo aceitável ao homem moderno, tratando textos bíblicos como mitos, alegorias ou poesia, não como literalidade. John Machen, teólogo presbiteriano de Princeton (1906-1929), escreveu o clássico "Cristianismo e Liberalismo" contra essa corrente. Machen disse: "O liberalismo não nega a Bíblia, reinterpreta ela até ela dizer o oposto. Não nega a Cristo, o reduz a um exemplo moral. Não nega a salvação, transforma em programa social. O vocabulário permanece, mas o evangelho desaparece." Para Machen, o liberalismo teológico não é uma forma mais leve de cristianismo — é outra religião. A hipótese documentária (JEDP) foi construída por vários autores: Robert Lowth (1753) tratou o texto como poesia, não literalidade. Johann Eichhorn tratou Gênesis como mito. Jean Astruc (1753) separou o Pentateuco em códigos de escritores (javistas e eloístas) baseado nos nomes de Deus. Karl Heinrich Graf criou a teoria do código sacerdotal. Julius Wellhausen consolidou a teoria JEDP: J (javistas, ~950-850 a.C.), E (eloístas), D (deuteronomistas, ligados ao rei Josias), P (sacerdotais, pós-exílio). Essa teoria diz que o Pentateuco é uma colcha de retalhos de grupos ao longo de séculos, não obra de Moisés. Quatro problemas com a hipótese documentária:1. Problema linguístico (anacronismo filológico): Se esses homens escreveram 600 anos depois de Moisés, existem termos e elementos culturais no texto que não existiam mais no período deles.2. Problema histórico: Se a fonte sacerdotal fosse de pessoas do templo de Jerusalém, por que o texto só fala do tabernáculo? Autores futuros trariam elementos do seu tempo para interpretar o passado.3. Problema literário: Não há razões para separar as fontes — os livros formam unidades perfeitas de narrativa, com coesão, coerência e conexão entre si. Gênesis abre porta para Êxodo, e assim por diante. Várias pessoas sem contato não conseguiriam essa coerência.4. Problema teológico (o mais importante): Vários autores do AT e NT atestam que foi Moisés: Josué cita a lei de Moisés, Davi instrui Salomão a seguir o livro de Moisés, Esdras, Neemias, Daniel e Malaquias falam do livro de Moisés. Descredibilizar a autoria mosaica faria desses homens mentirosos ou ignorantes. Mais grave: faria de Jesus um mentiroso. Em Marcos 12: 26, Jesus diz "no livro de Moisés". Em João 5: 46: "Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito." Em João 7: 19: "Moisés não lhes deu a lei?" Conclusão: Se você se deparar com pessoas que não creem que Moisés escreveu o Pentateuco, a pergunta é simples: o que o nosso Senhor Jesus falou sobre esses livros? Ele disse que foi Moisés o autor. Cremos no Espírito Santo capacitando de forma milagrosa o texto bíblico. Dizer que dezenas de escritores ao longo de séculos construíram essa narrativa perfeita também exigiria um milagre. Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos base: Marcos 12: 26, João 5: 46, João 7: 19

    45 min

About

Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte. Culto domingo às 10h e sábado às 19h. R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050. Instagram: @batistareformadabh Aqui são disponibilizadas todas as pregações expositivas do Evangelho, ministradas em nossa igreja. Que essas mensagens possam abençoar a sua vida.