Alimentação e Sustentabilidade

Jornal da USP

Espaço para reflexão e produção de conhecimento dos sistemas alimentares

  1. Jun 22

    Alimentação e Sustentabilidade #70: O que é bioeconomia e qual a relação com a alimentação?

    A bioeconomia tem ganhado destaque nas discussões sobre desenvolvimento sustentável. No sistema agroalimentar, esse debate tem se tornado cada vez mais relevante, tendo em vista que a produção de alimentos está diretamente relacionada com a biodiversidade, desde as ações de mudança do uso do solo, passando pelo que se escolhe cultivar e criar, e chegando até o consumo de alimentos, onde se verifica um sério problema de redução de biodiversidade. Jaqueline Ferreira, pesquisadora do INCT Superar a tríplice monotonia do sistema agroalimentar e filiada à Cátedra Josué de Castro, explica o que é a bioeconomia e seus objetivos. “O conceito de bioeconomia tem significados diversos e, dependendo do contexto que é usado, pode ser utilizado para se referir tanto a processos industriais e de laboratório que usam recursos biológicos ao invés de material sintéticos quanto a modelos de produção fora dos laboratórios e indústrias que garantem o uso sustentável da biodiversidade, como as agroflorestas. O decreto que institui a Estratégia Nacional de Bioeconomia, por exemplo, amplia o conceito ao trazer valores como justiça, ética e inclusão para a sua definição como um modelo de desenvolvimento que gera produtos, serviços e processos baseados no uso sustentável da biodiversidade, considerando a sua conservação e regeneração. Assim define que tanto os conhecimentos tradicionais quanto científicos norteiam a bioeconomia.” Gostou do assunto? Quer saber mais sobre os sistemas alimentares? Então acesse jornal.usp.br/sinopses-boletins/alimentacao-e-sustentabilidade/ e fique por dentro!

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  2. Jun 8

    Alimentação e Sustentabilidade #69: Alimentação animal e humana competem entre si?

    O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de carne, seja bovina, suína ou de aves. Em 2025 superou os Estados Unidos e se consolidou como maior produtor mundial de carne bovina, com aproximadamente 12,35 milhões de toneladas equivalentes de carcaça (TEC) produzidas. Grande parte desse montante de animais criados é destinada exclusivamente ao consumo humano. Estela Catunda Sanseverino, pesquisadora e supervisora de pesquisa da Cátedra Josué de Castro e pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), explica que animais criados em confinamento competem diretamente com a alimentação humana por terem uma alimentação feita com ração, principalmente com matéria-prima como soja e milho. “Dados mostram que aproximadamente 41% da produção mundial de grãos e 40% das terras globais para cultivo são destinados à alimentação animal. São números bem relevantes que demonstram essa competição”, disse a pesquisadora. “Os grãos que compõem as rações poderiam compor diretamente a alimentação humana, mas são utilizados para alimentar animais que posteriormente serão consumidos”, completou. Gostou do assunto? Quer saber mais sobre os sistemas alimentares? Então acesse jornal.usp.br/sinopses-boletins/alimentacao-e-sustentabilidade/ e fique por dentro! Boletim Alimentação e Sustentabilidade Parceria: Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis, Rádio USP e Jornal da USP Produção: Professor Arilson Favareto, Estela Sanseverino e Nadine MarquesCoprodução: Cinderela Caldeira, Breno Marino e Henrique GiacominEdição: Rádio USPVocê pode sintonizar a Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, pela internet em www.jornal.usp.br ou nos principais agregadores de podcast como Spotify, iTunes e Deezer. .

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  3. May 25

    Alimentação e Sustentabilidade #68 - Como funcionam a rastreabilidade e a certificação de carnes no Brasil

    A pecuária bovina está associada a impactos socioambientais muito negativos no Brasil, mas ao mesmo tempo a atividade também tem potencial de contribuir para a regeneração dos ecossistemas quando boas práticas de manejo animal e de pastagem são adotadas. Rosana Maneschy, professora da Universidade Federal do Pará e pesquisadora parceira da Cátedra Josué de Castro da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, fala sobre a importância de garantir a rastreabilidade e certificação da cadeia bovina para que o consumidor saiba qual foi o modelo de produção que originou seu alimento. Rosana explica como funcionam as fases de produção bovina. “As fases da pecuária bovina são: cria, recria e engorda. Na cria, ocorre o nascimento e a desmama dos bezerros, geralmente entre seis e oito meses, quando atingem cerca de 160 kg a 200 kg. Na Amazônia, essa fase é majoritariamente conduzida por agricultores familiares, com predominância de animais de dupla aptidão, isto é, voltados para leite e carne. Isso influencia o desempenho produtivo, porque esses animais tendem a ter ganho de peso mais lento e levam mais tempo até o abate, em comparação com rebanhos especializados de corte com genética melhorada. Na recria, os animais seguem em crescimento até cerca de 24 meses, alcançando entre 300 kg e 380 kg, e, na engorda, que dura de três a seis meses, chegam ao peso de abate, normalmente entre 480 kg e 550 kg.” Gostou do assunto? Quer saber mais sobre os sistemas alimentares? Então acesse jornal.usp.br/sinopses-boletins/alimentacao-e-sustentabilidade/ e fique por dentro! Boletim Alimentação e Sustentabilidade Parceria: Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis, Rádio USP e Jornal da USP Produção: Professor Arilson Favareto, Estela Sanseverino e Nadine MarquesCoprodução: Cinderela Caldeira, Breno Marino e Henrique GiacominEdição: Rádio USPVocê pode sintonizar a Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, pela internet em www.jornal.usp.br ou nos principais agregadores de podcast como Spotify, iTunes e Deezer. .

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  4. May 11

    Alimentação e Sustentabilidade #67: O que explica as idas e vindas da fome no Brasil?

    A fome é um dos grandes problemas sociais mundiais. De acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas, em 2024, 8,4% da população mundial enfrentava a fome, o que corresponde a cerca de 673 milhões de pessoas. O Brasil tem uma trajetória importante de políticas de combate à fome e à pobreza, especialmente a partir da redemocratização, mas enfrenta ciclos históricos de avanços e retrocessos na questão. Uma das grandes obras brasileiras sobre a fome no País é o livro Geografia da Fome, de Josué de Castro, que completa 80 anos este ano. Renato Maluf, professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e pesquisador visitante da Cátedra Josué de Castro, comenta que o autor da obra argumentou que a fome tinha determinantes socioeconômicos, que a tornam política no sentido de que suas causas e soluções se encontram nas escolhas das sociedades. Gostou do assunto? Quer saber mais sobre os sistemas alimentares? Então acesse jornal.usp.br/sinopses-boletins/alimentacao-e-sustentabilidade/ e fique por dentro! Boletim Alimentação e Sustentabilidade Parceria: Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis, Rádio USP e Jornal da USP Produção: Professor Arilson Favareto, Estela Sanseverino e Nadine MarquesCoprodução: Cinderela Caldeira, Breno Marino e Henrique GiacominEdição: Rádio USPVocê pode sintonizar a Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, pela internet em www.jornal.usp.br ou nos principais agregadores de podcast como Spotify, iTunes e Deezer. .

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  5. Apr 27

    Alimentação e Sustentabilidade #66: O papel da alimentação para um envelhecimento saudável

    Pesquisa publicada em 2025 analisou o que os brasileiros comem e revelou como esses alimentos podem ter consequências positivas ou negativas para a nossa saúde e para o envelhecimento das pessoas, além de tratar do impacto desses alimentos sobre o meio ambiente. Marhya Júlia Silva Leite, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Nutrição em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da USP e autora do estudo, explica a relação entre alimentação e expectativa de vida e como ela foi calculada no estudo. “Esse cálculo foi feito a partir da adaptação do Índice Nutricional de Saúde para o Brasil. Esse índice estima quantos minutos de vida saudável são ganhos ou perdidos com o consumo frequente de porções de alimentos, combinando o que já está bem consolidado na ciência sobre a associação entre a alimentação, seus benefícios e fatores de risco para doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Para isso, utilizamos as estimativas de risco do estudo de Carga Global de Doenças, o maior e mais abrangente esforço para quantificar a perda de saúde em diferentes locais e ao longo do tempo, desenvolvido pela Universidade de Washington em 2019.” “Nós ajustamos essas estimativas ao perfil de saúde e doença da população brasileira, aplicando os valores do estudo da Carga Global aos dados de consumo alimentar da Pesquisa de Orçamentos Familiares mais recente, de 2017–2018. Cada alimento recebeu uma pontuação que traduz seu impacto positivo ou negativo na saúde, para que pudéssemos fazer comparações entre eles e chegar na questão da expectativa de vida”, explica a pesquisadora. Gostou do assunto? Quer saber mais sobre os sistemas alimentares? Então acesse jornal.usp.br/sinopses-boletins/alimentacao-e-sustentabilidade/ e fique por dentro! Boletim Alimentação e Sustentabilidade Parceria: Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis, Rádio USP e Jornal da USP Produção: Professor Arilson Favareto, Estela Sanseverino e Nadine MarquesCoprodução: Cinderela Caldeira, Breno Marino e Henrique GiacominEdição: Rádio USPVocê pode sintonizar a Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, pela internet em www.jornal.usp.br ou nos principais agregadores de podcast como Spotify, iTunes e Deezer. .

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  6. Apr 13

    Alimentação e Sustentabilidade #65: O mito que envolve as proteínas

    O segmento de alimentos com proteína adicionada já movimenta R$ 2 bilhões por ano no Brasil, segundo dados do Euromonitor. Em busca de um estilo de vida mais saudável, a proteína é frequentemente atrelada ao ganho de massa muscular e à saciedade, lógica que cria uma noção falsa de que devemos consumir uma maior quantidade desse nutriente. Nadine Marques, nutricionista e pesquisadora da Cátedra Josué de Castro, explica o “mito proteico” disseminado entre os consumidores. Segundo a nutricionista, esse mito consiste na ideia de que haveria um risco aumentado de deficiência na ingestão de proteínas, sendo bastante ligada à desnutrição infantil. “Ele foi construído especialmente com base em interesses econômicos ligados a um sistema agroalimentar, que produz cada vez mais alimentos de origem animal e precisa destiná-los”, acrescenta. Com base nas variadas funções fisiológicas desse nutriente, criou-se uma noção falaciosa de que as proteínas seriam um nutriente superior em relação aos carboidratos e às gorduras. Na realidade, estudos em nutrição humana demonstram que, ao ingerir uma quantidade de energia suficiente, o teor de proteínas também será suficiente. Nadine destaca que “apenas 3% dos brasileiros têm um consumo insuficiente de proteínas, consumimos, em média, mais do que a quantidade deste nutriente recomendada para que nosso corpo funcione bem”. Gostou do assunto? Quer saber mais sobre os sistemas alimentares? Então acesse jornal.usp.br/sinopses-boletins/alimentacao-e-sustentabilidade/ e fique por dentro! Boletim Alimentação e Sustentabilidade Parceria: Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis, Rádio USP e Jornal da USP Produção: Professor Arilson Favareto, Estela Sanseverino e Nadine MarquesCoprodução: Cinderela Caldeira, Breno Marino e Henrique GiacominEdição: Rádio USPVocê pode sintonizar a Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, pela internet em www.jornal.usp.br ou nos principais agregadores de podcast como Spotify, iTunes e Deezer. .

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  7. Mar 16

    Alimentação e Sustentabilidade #63: Sistema agroalimentar brasileiro e a importância dos Planos Clima, Safra e de Transformação Ecológica

    O sistema agroalimentar global é hoje um dos principais motores das mudanças climáticas, sendo responsável por impactos severos na biodiversidade e na saúde dos recursos hídricos e do solo. Nesse contexto, a transição nos meios de produzir, distribuir e consumir alimentos é essencial para minimizar os impactos causados por essas transformações ambientais. Nesse contexto, foi lançado em outubro de 2025 o documento O Brasil tem uma estratégia para uma transição justa e sustentável? Uma análise do Plano Clima, Plano Safra e Plano de Transformação Ecológica. A obra foi realizada pela Cátedra Josué de Castro da Faculdade de Saúde Pública da USP e investiga como essas três políticas afetam o sistema agroalimentar brasileiro. Gostou do assunto? Quer saber mais sobre os sistemas alimentares? Então acesse jornal.usp.br/sinopses-boletins/alimentacao-e-sustentabilidade/ e fique por dentro! Boletim Alimentação e Sustentabilidade Parceria: Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis, Rádio USP e Jornal da USP Produção: Professor Arilson Favareto, Estela Sanseverino e Nadine MarquesCoprodução: Cinderela Caldeira, Breno Marino e Henrique GiacominEdição: Rádio USPVocê pode sintonizar a Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, pela internet em www.jornal.usp.br ou nos principais agregadores de podcast como Spotify, iTunes e Deezer. .

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