A Tua Melhor Versão

Joao Costa Fernandes

Todos nós procuramos de uma forma ou outra, ser a nossa melhor versão. Inspirado nesta missão decidi lançar um novo formato, o podcast - A Tua Melhor Versão. O podcast será um tool kit completo de prespectivas, conhecimento e ferramentas para alimentar e suportar o teu processos de desenvolvimento pessoal. Serão conteudos muito diversos e vão tocar em todos os pilares de uma vida plena, pelo que iremos falar de temas tão diversos que podem ir de coisas práticas como as finanças pessoais a temas espirituais. Preparado para desenvolveres a tua melhor versão?

  1. 5D AGO

    Auto Liderança

    Já alguma vez ficaste frustrado com alguém da tua equipa... e depois, se fores honesto contigo próprio, percebeste que a frustração na verdade era contigo? Acontece mais vezes do que gostamos de admitir. E aqui está a verdade incómoda: quando não te conheces ou não te geres bem, acabas por projetar os teus próprios conflitos internos na equipa. A confusão que custa caro A maior parte das pessoas, quando ouve "autoliderança", pensa em produtividade. Em ser disciplinado. Em executar. Em dar o exemplo. E isso não está errado, mas é profundamente incompleto. É como olhar para uma cadeira e só ver uma perna. A cadeira está lá, mas não te vai servir para nada. Autoliderança não é ser o primeiro a chegar e o último a sair. Isso é trabalho. Autoliderança é outra coisa. É um trabalho interno profundo que exige clareza, alinhamento e disciplina emocional. Os Quatro Pilares (e porque são uma cadeira, não quatro coisas separadas) Neste episódio, apresento uma framework que me tem ajudado imenso: os Quatro Pilares da Autoliderança. Pilar Físico - A base da energia. Como tratas o teu corpo, o teu sono, a tua alimentação. Muitos líderes vivem em estado de headline constante. Arrancam rápido mas ficam sem combustível a meio do caminho. Quando o corpo não está bem cuidado, todas as outras dimensões ficam comprometidas. Pilar Mental - O diálogo interno e a clareza de prioridades. Quantas decisões já adiámos porque a nossa mente nos contou uma história de risco? "Não é o momento certo", "E se correr mal?". Tens 47 tabs abertas no browser da tua mente. Pilar Emocional - Regularizar para liderar. Deixa-me repetir isto porque é importante: mais de 80% do teu cérebro funciona de forma inconsciente. A maior parte das tuas decisões não são racionais. São emocionais disfarçadas de lógica. Pilar Espiritual - O propósito como bússola. Porquê acordas todos os dias? Para onde queres ir? O que te move quando tudo à tua volta parece desmoronar? O equilíbrio dinâmico (não a perfeição) Estes quatro pilares estão em constante interação. Quando um enfraquece, os outros são afetados. É um sistema. Não são quatro coisas separadas. E o papel do líder não é manter tudo perfeito. Isso é impossível. O papel do líder é desenvolver consciência e estratégias para se reajustar. Conto-te a história de um mentorado meu, vou-lhe chamar Miguel. Quando começámos a trabalhar juntos, dormia 5 horas por noite, vivia enterrado em trabalho, agenda controlada pelos clientes. Zero propósito. Seis meses depois? Reduziu as horas de trabalho de 70 para 45 por semana. Aumentou a faturação em 20%. E o mais importante? Voltou a saber porquê acordava de manhã. Como? Começou pelo físico. Blindou as horas de sono. Isso deu-lhe energia para trabalhar o mental. Criou blocos de tempo fixos para pensar. Isso deu-lhe clareza para trabalhar o emocional. E quando os três primeiros pilares estavam mais estáveis, o espiritual surgiu naturalmente. E os teus quatro pilares? Avalia cada pilar numa escala de 1 a 10. Sê honesto. Se algum deles está abaixo de 6, esse é o teu ponto de partida. Não tentes trabalhar tudo ao mesmo tempo. Escolhe o pilar mais fraco e começa por aí. Porque aqui está a verdade: autoliderança não é um destino. É um processo contínuo. É a capacidade de perceber quando estás desalinhado e de tomar medidas para voltar ao teu centro. Só consegues ser o líder que desejas para os outros quando és, primeiro, o líder que precisas para ti próprio. 🎙️ Ouve o episódio completo. Subscreve o canal, deixa 5 estrelas e partilha com alguém que precisa ouvir isto.

    31 min
  2. FEB 12

    Para mudares resultados muda de ambiente

    Pensa nas 5 pessoas com quem passas mais tempo. As primeiras que te vêm à cabeça. Agora pergunta: estão a empurrar-te para a frente ou a manter-te exactamente onde estás? A maioria de nós nunca faz esta pergunta. E é por isso que ficamos anos no mesmo sítio sem perceber porquê. 👉 O ambiente molda-nos mais do que gostamos de admitir Um tubarão da mesma espécie atinge 10 metros em oceano aberto — mas em cativeiro raramente passa dos 80 centímetros. Mesmo ADN. Mesmo potencial. A diferença é o espaço à volta. Connosco acontece o mesmo. Só que o nosso "aquário" não é feito de vidro. É feito de pessoas. 👉 Âncoras, Bóias e Velas — um framework para diagnosticar quem te rodeia As Âncoras puxam-te para trás. Normalmente por amor ou medo, não por maldade — mas o efeito é o mesmo. "Vai com calma." "Sempre fizemos assim." Mantêm-te pequeno. As Bóias oferecem conforto incondicional. Apoiam-te faças o que fizeres. Essenciais? Sim. Mas se só tiveres bóias à tua volta, vais flutuar. Não vais avançar. E depois há as Velas. As mais raras. Pessoas que te dizem verdades desconfortáveis. Que veem o teu potencial antes de ti. Que preferem o teu crescimento ao teu conforto. 👉 O problema? Quase ninguém tem velas suficientes É natural. As velas incomodam. Desafiam. Irritam. E por isso, inconscientemente, afastamo-las — e rodeamo-nos de quem nos faz sentir bem no momento mas nos mantém presos a longo prazo. 👉 Um exercício que muda a perspectiva Neste episódio, vais classificar as 10 pessoas com quem passas mais tempo. Âncora, bóia ou vela. E se a resposta for zero velas... já sabes o que fazer. Não é cortar pessoas. É adicionar novas. Ouve até ao fim. Like, share and subscribe.

    23 min
  3. FEB 5

    Resultados vs Processos

    Resultados sem processos são como castelos de areia: impressionantes à primeira vista, mas rapidamente destruídos pela próxima onda. E a verdade é que muitos de nós, como líderes, estamos exactamente nesta situação. A construir algo que parece sólido... mas que depende inteiramente do nosso esforço para não colapsar. O ciclo ilusório dos primeiros resultados No início, tudo funciona à força de energia e dedicação. Fechas clientes. A reputação melhora. Parece que encontraste o caminho. Mas há um detalhe que quase ninguém vê: nem todos os resultados alimentam os seguintes. Em algumas áreas, cada nova conquista exige o mesmo esforço — ou mais — do que a anterior. A armadilha do esforço que não escala Se cada nova meta exige mais horas, mais stress, mais sacrifício... o teu negócio está preso. Preso à tua energia. Às horas disponíveis. À motivação momentânea. É como tentar encher uma piscina com um balde furado. Quanto mais trabalhas, mais água perdes. A diferença entre ter resultados e ter processos Resultados são o que entregas ao mercado. Processos são o motor invisível que torna esses resultados previsíveis e escaláveis. O líder maduro não pergunta apenas "quanto conseguimos?" — pergunta "como conseguimos?". Porque não basta atingir objectivos. É preciso que, a cada mês, o esforço para os atingir diminua. E se o segredo for construir o motor antes de acelerar? Neste episódio, exploramos como criar processos que libertam — não que burocratizam. Como deixar de ser o motor do negócio para passares a ser o arquitecto. E por que é que aceitar resultados obtidos através de métodos insustentáveis é uma armadilha disfarçada de sucesso. Ouve o episódio completo. Like, share and subscribe.

    36 min
  4. JAN 29

    Não Há Almoços Grátis

    Quantos almoços grátis ofereceste esta semana aos teus clientes? Vivemos numa lógica de dar tudo, de entregar mais, de mostrar dedicação através de horas infinitas. E a verdade é que muitos de nós, como empreendedores, oferecemos qualidade que não cobramos... e depois perguntamos por que é que o dinheiro não aparece. 👉 O almoço que ninguém vê Cada hora extra que dedicas a um projeto. Cada revisão adicional que ofereces. Cada follow-up que fazes sem cobrar. Tudo isto tem um custo real. E se não o estás a cobrar ao cliente... és tu que o estás a pagar. Ou pior — é o futuro da tua empresa. 👉 A ratoeira da qualidade não cobrada Neste episódio, partilho a história da Mariana, fotógrafa, que calculava duas horas de edição por casamento... mas gastava seis ou oito. A qualidade era real. Os clientes adoravam. Mas ela estava exausta, atrasada nas entregas, e a conta bancária não crescia. Porquê? Estava a subsidiar cada cliente sem se aperceber. 👉 O ciclo que te mantém preso Quanto mais almoços pagas, menos tempo tens para crescer. E quanto menos cresces, mais sentes necessidade de compensar com qualidade extra para os poucos clientes que tens. É um ciclo vicioso. E só se quebra quando percebes que a qualidade tem de ser paga por alguém — e esse alguém não podes ser tu. 👉 E se a solução não for reduzir qualidade... mas cobrá-la? Falo de planos. De preços diferenciados. De deixar de ter um preço único que te obriga a dar lagosta a preço de bitoque. De ter a coragem de finalmente apresentar a fatura a quem de direito. Quantos almoços grátis estás a pagar esta semana? E quanto mais tempo vais continuar a fazê-lo? Ouve o episódio completo. Like, share and subscribe.

    40 min
  5. JAN 22

    A Falácia do Esforço Extra

    Durante anos, acreditei que quando as coisas não corriam bem, a solução era simples: mais esforço. Mais horas. Mais dedicação. E não era só eu — era toda a gente à minha volta. Chamamos-lhe "dar o litro". "Vestir a camisola". "Ir à luta". Parece tão nobre, não parece? Mas deixa-me dizer-te algo que aprendi da forma mais difícil: esta crença é uma das maiores armadilhas da liderança. 👉 O problema escondido por trás do "esforço extra" Quando pedes mais dedicação à equipa, estás a assumir uma coisa perigosa: que as pessoas não estavam a dar o máximo antes. Que havia uma reserva escondida. Que se pressionares com o tom certo, vais conseguir extrair mais qualquer coisa. Sabes como se chama isto? Liderança de capataz. E o que acontece quando o capataz não está? A performance cai. Porque a equipa aprendeu que só precisa de operar no máximo sob pressão externa. 👉 A armadilha emocional que te deixa castrado Quando um projeto falha, o que ouves? "Não resultou, mas a equipa deu o máximo." E de repente, torna-se impossível responsabilizar alguém que "se esforçou tanto". O esforço passa a ser um escudo. A dedicação substitui os resultados. E tu ficas preso — porque foste tu que reforçaste esta lógica desde o início. 👉 A verdade inconveniente Se um resultado pode ser atingido com pouco esforço, isso não é preguiça. É eficiência. Equipas bem estruturadas atingem metas sem sobrecarga. Porque os processos são claros. Porque as pessoas certas estão nos lugares certos. Porque os objetivos são realistas. Mais horas não significam mais impacto. Quando celebras apenas o sacrifício, estás a premiar a ineficiência. 👉 O que a IA vai expor Tarefas repetitivas vão ser automatizadas. Processos ineficientes vão ser expostos. A lógica do "mais horas, mais resultados" vai tornar-se obsoleta. O futuro pertence a quem entende uma coisa: o papel do líder não é extrair mais esforço das pessoas. É criar sistemas onde o esforço seja direcionado para onde realmente importa. 👉 A pergunta que fica Quantas vezes, no último mês, a tua solução para um problema foi "vamos trabalhar mais"? E o que é que isso resolveu de verdade? Mais resultados com menos esforço. Este deveria ser sempre o norte. Não porque o esforço seja mau. Mas porque esforço no sítio errado é desperdício. E desperdício é algo que já não nos podemos dar ao luxo de ter. Faz subscribe deste podcast e deixa um comentário.

    22 min
  6. JAN 15

    Síndrome do Empreendedor Herói

    É meia-noite. Acabaste de fechar mais uma crise. E tens aquela sensação agridoce... orgulho por teres conseguido, mas também uma pergunta que não te larga: por que é que, depois de tanto tempo, continuas a viver assim? Se isto te soa familiar, este episódio é para ti. 👉 O vício que não reconhecemos Resolver problemas dá-nos poder. É adrenalina pura — estar no centro da ação, tomar decisões críticas, ser aquele que salva o dia no último segundo. E a verdade é que nos apaixonamos por isto. Não porque gostamos do caos... mas porque o caos confirma a nossa importância. 👉 A armadilha do herói Sempre que surge uma crise, és chamado. Sempre que a equipa não consegue, recorrem a ti. E este ciclo de crise e resolução gera dopamina — a mesma substância associada ao vício. O problema? Começas a criar crises para resolver. Adias decisões até se tornarem urgentes. Ignoras processos porque "não há tempo". E a tua equipa? Transforma-se num grupo de dependentes, sempre à espera da tua luz verde. 👉 A dicotomia que precisamos de enfrentar Estar ocupado não é sinal de compromisso. É sinal de desorganização. E uma empresa que precisa sempre de ti... não é uma empresa. É um emprego disfarçado — mal pago e do qual não podes sair. 👉 E se o segredo for tornares-te dispensável? Neste episódio, partilho contigo os 5 passos para saíres deste padrão: desde redefinir as tuas métricas de sucesso, até trabalhares o medo do vazio que aparece quando a agenda fica mais calma. Não são passos simples. Mas são o caminho para passares de operador... a verdadeiro dono do teu negócio. O objetivo de um líder não é ser o herói que salva a empresa todos os dias. É construir algo sólido que não precise de ser salvo. Faz subscribe deste podcast e deixa um comentário.

    29 min
  7. JAN 8

    O que é isto do PROPÓSITO?

    Trabalhas muito. Sacrificas-te. Fazes tudo o que devias fazer. E no fim do dia... sentes-te ocupado, mas um pouco vazio. Muitos de nós, como líderes e empreendedores, vivemos presos a uma armadilha invisível: a busca de UM propósito único que explique toda a nossa vida. Como se existisse uma coisa que, quando descobríssemos, justificaria todos os sacrifícios, todas as noites sem dormir, todas as escolhas. 👉 A verdade incómoda sobre o propósito Neste episódio, o João desconstrói essa palavra que tanto nos vendem. Propósito (no singular) não existe. O que existe são camadas de propósito — cada uma com início e fim. E está tudo bem com isso. O problema? Ficamos agarrados a uma camada que já morreu, com medo de admitir que aquilo que fez sentido durante anos já não faz. Porque mudar parece uma traição a tudo o que construímos. 👉 O momento mais difícil: estar entre camadas Já sentiste aquilo? A camada onde estás já não te serve — é como usar roupa apertada. Mas transitar para a próxima assusta, porque não sabes quem vais ser lá. Não sabes se vai valer a pena. E é aí que muitos de nós ficamos presos. Ocupados, exaustos, a contar aquela história de "quando tiver mais tempo" ou "quando tiver mais dinheiro". Mas esse tempo nunca chega. E os anos passam. 👉 No núcleo da cebola: PAZ Não conquistas externas. Não provas para ninguém. Paz genuína — aquela sensação de que, quando acordas de manhã, está tudo bem. Mesmo com desafios. Mesmo com problemas. Porque estás a ser tu. E se não estás a sentir isso... tens duas opções. Continuar preso numa camada que já terminou. Ou admitir que estás em transição e começar a construir a ponte para a próxima. 👉 A pergunta que pode mudar tudo O que é que te traz paz? Não o que os outros esperam. Não o que parece bem. Para ti — o que é estar em paz? E depois olha para a tua vida. Para os teus dias. Para o teu Google Calendar. Estás a caminhar para essa paz? Ou estás preso entre camadas, à espera de coragem para transitares? Ouve o episódio completo. Like, share and subscribe.

    25 min

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