Rádio Avesso

Fábio Monnerat e Isabela Tedesco

Bem-vindo ao "Rádio Avesso" , o podcast feito por Fábio Monnerat e Isabela Tedesco Aqui exploramos não apenas as últimas tendências, mas também os bastidores da moda, analisando como as marcas estão se reinventando, varejo, como a sustentabilidade e a tecnologia estão transformando a cadeia produtiva, branding para construção de marcas que geram valor e como os consumidores estão influenciando a evolução desse mercado. Com foco em insights estratégicos e análises de mercado, este pod é ideal para profissionais da moda, empresários e todos aqueles que amam moda.

  1. 2d ago

    O FUXICO NA DIOR VALE MAIS QUE NO BRASIL?

    No episódio de hoje, Fábio Monnerat traz um tema bastante complexo, mas que merece estar am pauta. O fuxico apareceu no desfile de alta- costura da Dior, mas isso não é um sinal de que o fuxico está em alta, apenas um alerta de como a moda vai se apropriar do feito à mão e se a gente não se organizar vamos perder essa grande revolução das manualidades como algo de muito valor. O que diferencia uma peça de roupa comum de uma verdadeira obra de arte? Mergulhamos nas linhas, nós e tramas que desenham a identidade do nosso país. Vamos falar sobre a força avassaladora do artesanato tradicional brasileiro, com foco nas nossas preciosas rendas e bordados, como a Renascença, o Filé, o Labirinto e o Richelieu, no fuxico, nos tressês e toda riqueza de saberes e materiais que o Brasil possui e não consegue ver como valor. Muito além da estética e da moda, essas técnicas representam matemática pura, herança cultural e o sustento de comunidades inteiras de mulheres de norte a sul do Brasil. Mas se temos em mãos um produto com a cara do mercado de luxo global, por que o setor ainda luta para se consolidar como uma grande potência econômica? Neste episódio, debatemos sem filtros: O Luxo do Tempo: Por que o fazer manual é o verdadeiro diferencial competitivo na era da ultra-fast fashion. Gargalos e Leis: O impacto das novas legislações federais e o quanto o Brasil ainda peca na falta de incentivos fiscais, desoneração da cadeia e combate à pirataria industrial. Moda e Cocriação: Como marcas e designers podem atuar como pontes éticas para gerar valor real na ponta da produção (e por que o extrativismo cultural precisa acabar). O Futuro do "Made in Brazil": O que falta para que o nosso artesanato seja reconhecido globalmente com o mesmo prestígio das grandes maisons europeias. Se você acredita que o futuro da moda é ético, ancestral e cheio de história, este episódio é um convite para olhar para as nossas raízes com olhos de negócios, respeito e muito orgulho. Dá o play e venha entender por que a revolução da moda brasileira é feita à mão! 🧵✨ Siga a gente no Instagram: @radioavesso e @fabiomonneratDeixe sua avaliação com 5 estrelas no Spotify, Youtube ou na plataforma que você nos escuta para ajudar o nosso podcast a crescer!

    O FUXICO NA DIOR VALE MAIS QUE NO BRASIL?
  2. Jul 4

    O retorno do preto: por que a moda está voltando ao preto em 2026/27?

    No episódio de hoje Fábio Monnerat fala sobre a volta do preto como a cor central das próximas estações. Nos últimos dois ou três anos parecia impossível escapar do marrom. Chocolate, mocha, café, camel, ferrugem... essas tonalidades dominaram as passarelas, o street style e principalmente o varejo. Bastava entrar em qualquer loja para encontrar dezenas de variações da mesma cartela. Mas a moda nunca fica parada. Os desfiles internacionais de 2026 começam a mostrar um movimento interessante: o preto está voltando ao centro das coleções. E quando uma cor volta com tanta força nas passarelas, dificilmente ela fica restrita ao universo do luxo. Mais cedo ou mais tarde ela chega ao varejo. Hoje vamos entender por que isso está acontecendo e como esse movimento pode impactar o mercado brasileiro. O preto nunca deixou de existir. Ele continua sendo uma das cores mais vendidas do mundo por motivos muito simples: transmite elegância;combina com praticamente tudo;é percebido como sofisticado;aumenta a vida útil das peças.O que aconteceu foi uma mudança de protagonismo. Depois da pandemia, vimos uma busca enorme por tons terrosos. A estética do quiet luxury ajudou bastante nisso. Marcas como The Row, Loro Piana e Brunello Cucinelli consolidaram uma imagem de luxo baseada em beges, caramelos, marrons e cinzas. Ao mesmo tempo, o marrom trouxe uma sensação de conforto e naturalidade que conversava muito com o momento emocional do consumidor. Nas semanas de moda de Fall/Winter 2026 e S/S 27 o preto reaparece como protagonista. Em Milão, compradores da Net-a-Porter destacaram justamente o retorno dos looks completamente pretos como um dos principais direcionamentos da temporada. No Golden Globes de 2026, a Vogue britânica chegou a afirmar que o vestido preto reinou absoluto. Atrizes como Julia Roberts, Ariana Grande, Jenna Ortega e Teyana Taylor apareceram usando interpretações muito diferentes da mesma cor. O consumidor brasileiro vai abandonar o marrom? Provavelmente não. A tendência não é substituir. É equilibrar. Depois de anos de uma cartela extremamente quente, o preto reaparece como símbolo de refinamento. Todos preparados para essa volta do Preto?

    O retorno do preto: por que a moda está voltando ao preto em 2026/27?
  3. Jun 27

    Quem vai influenciar quem nos próximos anos?

    No episódo da Rádio Avesso, Fábio Monnerat e Isabela Tedesco falam sobre as mudanças no cenário da comunicação digital: dos influencers de lifestyle para os de conteúdo. De Virgínia e as polêmicas envolvendo as BETs, passando por Silvia Braz que mantém o lifestyle ostentação com muita maestria até a chegada de nomes como Michel Acoforado, antropólogo, que virou sensação midiátia com seu livro Coisa de Rico. Vivemos um momento curioso na comunicação: nunca tivemos tantas pessoas produzindo conteúdo, compartilhando opiniões, criando comunidades e influenciando comportamentos. As redes sociais transformaram qualquer pessoa em uma possível mídia. Mas, ao mesmo tempo, nunca existiu tanta desconfiança em relação à influência. A chamada crise da influência nasce desse excesso. Em meio a milhares de recomendações, publiposts, tendências instantâneas e vidas cuidadosamente editadas, o público começou a questionar: o que é genuíno? O que é estratégia? Quem realmente entende do assunto e quem apenas acompanha o movimento? Durante anos, o influenciador foi valorizado pelo alcance e pela capacidade de gerar desejo. Hoje, essa equação mudou. A audiência busca mais do que visibilidade: busca repertório, autenticidade, conhecimento e uma conexão que vá além da imagem. O futuro da influência talvez esteja menos ligado ao número de seguidores e mais à capacidade de construir confiança. Em um mundo onde todos podem falar, a diferença estará em quem tem algo relevante para dizer. No novo episódio do Rádio Avesso, vamos discutir os caminhos da influência, a transformação do papel dos criadores de conteúdo e como marcas e consumidores estão redefinindo quem realmente tem poder de influenciar.

    Quem vai influenciar quem nos próximos anos?
  4. Jun 20

    A doce ilusão do glamour na moda

    No episódio de hoje, Fábio Monnerat e Isabela Tedesco falam sobre a doce ilusão do glamour na moda Durante muito tempo, a moda foi construída no imaginário coletivo como um universo de brilho, festas, convites exclusivos, viagens, imagens perfeitas e uma estética de sonho. E existe, sim, uma parte mágica nesse setor: a capacidade de criar desejo, transformar cultura em produto e traduzir emoções através de uma peça de roupa. Mas existe uma camada menos visível e, mais importante, que sustenta tudo isso: estratégia, gestão, planejamento, processos, números, pessoas e decisões difíceis. A moda precisa amadurecer além da fantasia do glamour. Um setor tão relevante economicamente e culturalmente não pode ser conduzido apenas pelo ego, pela busca de validação ou pela aparência de sucesso. Marcas não se constroem apenas com aplausos, eventos e exposição; elas se constroem com consistência, visão de longo prazo e profissionais preparados. O futuro da moda pertence menos a quem quer apenas aparecer e mais a quem entende que criatividade precisa caminhar junto com negócio. Que talento precisa de método. Que estética precisa de estratégia. A verdadeira sofisticação está em transformar sonho em valor, inspiração em resultado e paixão em uma construção sustentável. A moda continuará sendo encanto. Mas para permanecer relevante, ela precisa ser também mais profissional. Porque o glamour pode abrir portas, mas é a competência que mantém uma marca de pé. O que vocês acham?

    A doce ilusão do glamour na moda
  5. Jun 13

    O valor do humano na era da Inteligência Artificial

    No episódio de hoje do Rádio Avesso, Fábio Monnerat e Isabela Tedesco vão abordar de como o HUMANO entra no centro das atenções de todos os reports e eventos de tendência e futuro. Em um momento em que a Inteligência Artificial transforma processos, acelera pesquisas e redefine a forma como criamos, surge uma pergunta fundamental para a moda: o que continua sendo exclusivamente humano? Neste episódio, discutimos por que o repertório, a vivência, a sensibilidade cultural e a capacidade de interpretar comportamentos seguem sendo ativos insubstituíveis para profissionais e marcas. Se a IA é capaz de organizar informações e identificar padrões, é o olhar humano que conecta passado, presente e futuro para construir significado, desejo e relevância. A moda nunca foi apenas sobre roupas. Ela é expressão cultural, identidade, contexto social e emoção. E é justamente nesse território que o repertório se torna um diferencial competitivo. Quanto mais ampla a bagagem cultural, estética e comportamental, maior a capacidade de criar narrativas autênticas, identificar movimentos emergentes e desenvolver marcas com propósito. Uma conversa sobre criatividade, pensamento crítico e a importância de cultivar conhecimento em um mundo cada vez mais automatizado. Porque, na moda, a tecnologia pode ampliar possibilidades, mas são as referências, as experiências e a sensibilidade humana que transformam informação em visão. O que vocês acham?

    O valor do humano na era da Inteligência Artificial
  6. Jun 6

    De Sasha Meneghel ao Uniforme desconstrído da Seleção Brasileira

    No episódio de hoje, Fábio Monnerat e Isabela Tedesco trazem provocações sobre o desfile da Mondepars,Uniforme da Seleção, desfile da Pace e ETs (esses entraram aleatóiamente no papo). rsrs Entre passarelas, gramados e novos começos, a moda brasileira vive uma semana que revela diferentes caminhos para construir identidade. A Mondepars segue consolidando seu discurso estético com um desfile que reforça a força do minimalismo sofisticado. Sem recorrer ao excesso, a marca aposta em silhuetas precisas, materiais de qualidade e uma narrativa madura, mostrando que luxo contemporâneo também pode ser construído a partir da contenção. No futebol, a alfaiataria de Ricardo Almeida para a Seleção Brasileira levou a moda para além das passarelas. Com uma proposta mais desconstruída e alinhada ao comportamento de uma nova geração de atletas, os uniformes buscaram equilibrar tradição e contemporaneidade, transformando a chegada da delegação em mais um momento de comunicação de imagem. Como toda proposta estética relevante, dividiu opiniões e gerou debate nas redes. Já a Pace deu um passo importante em sua trajetória ao realizar seu primeiro desfile. Após quase uma década construindo uma comunidade fiel, a marca apresentou uma coleção que traduz seu DNA de alfaiataria, utilitarismo e referências japonesas. A estreia também marcou a chegada da linha feminina, confirmando a maturidade de uma marca que entendeu que desfilar não é apenas mostrar roupas, mas transformar uma identidade em espetáculo. Três propostas distintas, três públicos diferentes, mas um mesmo sinal: a moda brasileira continua encontrando novas formas de contar histórias, seja na passarela, no varejo ou até mesmo na concentração de uma Copa do Mundo.

    De Sasha Meneghel ao Uniforme desconstrído da Seleção Brasileira
  7. May 16

    Qual o papel da crítica de moda? Ela ainda existe?

    Nesse episódio Fábio Monnerat e Isabela Tedesco trazem o tema quente da semana: Qual o papel da crítica de moda? Ela ainda existe? A discussão sobre crítica de moda no Brasil virou um grande ringue nas redes sociais nos últimos dias, especialmente depois da matéria da Folha de S.Paulo. De repente, todo mundo parecia disposto a defender, atacar, invalidar ou disputar quem pode (ou não) ocupar o lugar de fala dentro da moda. Mas enquanto o mercado brigava por egos, legitimidade e opiniões, um tema realmente estrutural foi ficando em segundo plano: o fim da chamada “taxa das blusinhas”. É curioso perceber como a moda brasileira, muitas vezes, mobiliza mais energia para discutir quem critica do que para discutir o próprio sistema que sustenta — ou enfraquece — sua indústria. Porque a revisão dessas taxas impacta diretamente empregos, produção nacional, competitividade, pequenas marcas, cadeia têxtil e o futuro do varejo de moda no país. A crítica de moda é importante. Ela ajuda a construir repertório, memória, reflexão e pensamento crítico. Mas talvez exista algo simbólico no fato de que uma discussão sobre pessoas tenha ganhado muito mais atenção do que uma discussão sobre estrutura econômica. No fim, fica a sensação de que o algoritmo ama conflitos pessoais, enquanto os debates realmente decisivos para o futuro da moda brasileira desaparecem em silêncio no meio do feed. Qual a opinião de vocês?

    Qual o papel da crítica de moda? Ela ainda existe?

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