SommCast TV

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O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

  1. 1h ago

    [SommCast] Ricardo Cecconello - A Itália dos pequenos produtores, vinhos raros e preços surpreendentes #EP184

    Existe uma Itália do vinho que vai muito além dos grandes rótulos e das denominações famosas. É essa Itália que Ricardo Cecconello, fundador da importadora Cecconello Vino, decidiu apresentar ao Brasil. Filho de pai italiano, criado entre viagens à Toscana e tardes na vinícola do tio, Ricardo transformou uma conexão familiar em um projeto de curadoria que valoriza pequenos produtores, uvas autóctones e vinhos com identidade. No SommCast, ele conta como nasceu essa paixão e por que acredita que um grande vinho precisa carregar muito mais do que uma marca famosa. A conversa mergulha nos bastidores da importação, nas viagens de milhares de quilômetros pelas regiões italianas e no trabalho de descobrir produtores que muitas vezes sequer pensavam em vender seus vinhos ao Brasil. Ricardo revela como construiu um portfólio com cerca de 150 rótulos de 30 produtores, distribuídos por 13 regiões da Itália, e questiona a lógica de preços do mercado brasileiro. Entre histórias de família, vinhedos centenários, castas pouco conhecidas e descobertas surpreendentes em regiões como Abruzzo, Marche e Trentino, o episódio mostra que autenticidade, qualidade e preço justo podem caminhar juntos. Mais do que uma conversa sobre vinhos italianos, este episódio é um convite para olhar além dos rótulos conhecidos e descobrir o prazer de experimentar algo novo. Afinal, será que os melhores vinhos são necessariamente os mais caros ou simplesmente aqueles que ainda não tivemos a oportunidade de conhecer? Uma viagem pela cultura, pelas tradições e pelos sabores da Itália, com histórias que merecem ser compartilhadas. Destaques 🇮🇹 Uma vida conectada à Itália Ricardo cresceu passando as férias na vinícola do tio, na Maremma Toscana. Entre vinhedos, almoços de família e tradições italianas, construiu uma relação afetiva com o vinho que hoje define a identidade da Cecconello Vino. 🍇 A Itália que poucos brasileiros conhecem Muito além de Barolo, Brunello e Chianti, Ricardo explora denominações menos conhecidas e centenas de castas autóctones. Sua missão é apresentar vinhos que representam a verdadeira diversidade dos territórios italianos. 🚗 O garimpo dos pequenos produtores Em cada viagem, Ricardo percorre de 3 a 4 mil quilômetros, visita restaurantes, conversa com sommeliers e conhece pessoalmente as vinícolas. Uma curadoria construída na estrada, com histórias, degustações e relacionamentos. 💰 Vinhos de qualidade precisam custar uma fortuna? Um dos pontos mais provocadores do episódio é a precificação. Ricardo questiona os valores praticados no Brasil e explica como busca oferecer vinhos artesanais, de produção limitada e alta qualidade, com preços mais justos. 🍷 A força das uvas esquecidas A história do tio de Ricardo, que apostou na Ciliegiolo quando muitos a utilizavam apenas em cortes, mostra como tradição, vinhas antigas e conhecimento do território podem transformar uma casta pouco valorizada em grandes vinhos. 🗺️ Regiões que merecem ser descobertas Abruzzo, Marche, Valle d'Aosta e Trentino entram na conversa como destinos que surpreendem pela diversidade e qualidade. Um lembrete de que a Itália tem muito mais a oferecer do que seus destinos vinícolas mais famosos. 🍽️ Vinho italiano com comida brasileira Feijoada com Bardolino? Ricardo defende a combinação e mostra como frescor, acidez e equilíbrio podem criar harmonizações inesperadas, quebrando a ideia de que vinho precisa seguir regras engessadas. ❤️ Vinho é história, não apenas produto Para Ricardo, cada garrafa precisa representar uma família, um território e uma tradição. Uma filosofia que coloca as pessoas no centro do negócio e transforma a degustação em uma experiência cultural.

    [SommCast] Ricardo Cecconello - A Itália dos pequenos produtores, vinhos raros e preços surpreendentes #EP184
  2. 2d ago

    [Boletim Tanin] Fraude de €7 Milhões no Vinho, ProWine em Alta e o Brasil Sem Álcool #EP29

    Uma fraude de mais de €7 milhões envolvendo um vinhedo francês e cerca de 200 investidores abre o Boletim Tanin #29. O projeto Château Belmar vendia cotas que davam direito a garrafas de vinho todos os anos, mas o caso acabou na Justiça. Entre os gastos pessoais identificados aparecem até uma Ferrari e um casaco Chanel — enquanto investidores ficaram no prejuízo.Ana Leal também traz os destaques da ProWine São Paulo 2026, que acontece de 6 a 8 de outubro, com a presença crescente de países como Uruguai, Portugal e Espanha e espaço para novas regiões produtoras brasileiras. E mostra uma novidade da Serra Gaúcha: uma empresa que investiu R$ 7 milhões em uma estrutura capaz de retirar o álcool do vinho de outras vinícolas.Neste episódio:💰 Fraude milionária na França: mais de €7 milhões desviados em um projeto que vendia cotas de um vinhedo a investidores.🍷 O que ver na ProWine São Paulo: Uruguai chega com 38 vinícolas, Setúbal traz 14 produtores e a Espanha amplia sua presença. O vinho brasileiro também mostra novas fronteiras, de Pernambuco à Bahia. E Ana estará nos dias 6 e 7 no estande do SommCast.🎬 Vinho natural no cinema: Isabel, com Marina Person, coloca uma sommelière e a cena paulistana do vinho natural no centro de uma produção brasileira.🚫🍷 Uma fábrica para tirar álcool do vinho: a Wine Free, em Flores da Cunha, tem capacidade para processar 5 mil litros por dia e recebeu investimento de R$ 7 milhões. A estrutura permite que outras vinícolas terceirizem a desalcoolização de seus produtos.🏙️ Vinho feito no meio da cidade: Porto Alegre, São Paulo e Brasília já têm vinícolas urbanas. A uva pode vir do interior, mas produção, experiências e degustações acontecem dentro dos grandes centros.🧠 QI ajuda a entender de vinho? Um estudo com 525 pessoas encontrou relação entre desempenho em teste de QI e conhecimento sobre vinho — mas o resultado explica pouco mais de 9% da diferença entre os participantes.🍇 Uma lenda da Borgonha: aos 94 anos, Lalou Bize-Leroy, ex-codiretora do Domaine de la Romanée-Conti e uma das grandes referências da biodinâmica, entra para o Hall da Fama da Decanter.Mais do que notícias, o Boletim Tanin é leitura de mercado — para quem quer entender o vinho além da taça.

    [Boletim Tanin] Fraude de €7 Milhões no Vinho, ProWine em Alta e o Brasil Sem Álcool #EP29
  3. 2d ago

    [SommCast] Mauro Beting - Vinho, futebol, jornalismo e histórias de uma vida movida por paixão #EP183

    Jornalista, comentarista, escritor e, como ele mesmo faz questão de colocar antes de tudo, palmeirense. Mauro Beting chega ao SommCast para uma conversa em que o vinho abre caminho para histórias de família, futebol, música, viagens e quase quatro décadas de jornalismo esportivo. Aos 60 anos, ele fala das paixões que atravessaram sua vida sem separar muito uma coisa da outra — porque, para Mauro, futebol, vinho e memória quase sempre acabam sentados na mesma mesa. A relação com o vinho começa cedo, em uma família de fortes raízes italianas, entre almoços de domingo com dezenas de parentes e o clássico vinho de garrafão com água e açúcar. Depois, ganha outra dimensão através do pai, que passou a estudar, comprar e compartilhar vinhos. Daí surgem histórias que parecem ter sido escritas para este episódio: a defesa bem-humorada da Fanta Uva, a lendária resposta “Chalise em lata” quando perguntado se preferia Romanée-Conti ou Château Pétrus, viagens por regiões produtoras, vinhos compartilhados com grandes nomes do futebol e até a experiência de criar um blend com predominância de Malbec — sua uva favorita. Mas este não é apenas um episódio sobre o que Mauro gosta de beber. É sobre gosto, paixão e liberdade para não transformar tudo em competição. A conversa passa pela música, gastronomia, pizza, jornalismo, rivalidades, gestão dos grandes clubes brasileiros e os excessos do universo das apostas esportivas. No fim, fica uma ideia que combina muito com o vinho: não precisamos gostar das mesmas coisas para conseguir sentar à mesma mesa. Destaques 🍷 Vinho como memória de família A primeira lembrança de Mauro vem da infância e dos grandes encontros da família italiana, onde comida e vinho faziam parte da rotina. Mais tarde, o pai se transforma em um verdadeiro apaixonado pela bebida, cria sua adega e ajuda a aprofundar essa conexão. 🥤 Romanée-Conti, Pétrus ou “Chalise em lata”? A resposta que virou referência traduz perfeitamente o jeito Mauro Beting de encarar o vinho: com curiosidade, memória e muito pouco espaço para cerimônia. Vinho pode ser assunto sério sem precisar ser sisudo.🍇 Malbec, Galvão Bueno e futebol Mauro conta sua preferência pela Malbec, relembra experiências com Galvão Bueno e mostra como suas viagens acompanhando o futebol também criaram encontros com vinhos, regiões e produtores. ⚽ Quando vinho e futebol se encontram De Palmeiras a Corinthians, passando por jogadores apaixonados por vinho, bastidores de Copa do Mundo e gestão dos clubes, o episódio entra de vez no território em que Mauro construiu sua carreira. 🎵 Muito além do futebol Música é uma de suas grandes paixões. Mauro fala sobre playlists, sua relação quase obsessiva com diferentes estilos, trabalhos como DJ e como essa curiosidade atravessa tudo o que faz. 🗣️ Discordar sem deixar de conversar Uma das melhores provocações do episódio aparece quando Mauro fala sobre gosto e divergência: se nem sempre concordamos com nós mesmos, por que exigir concordância absoluta do outro? Uma lógica que vale para futebol, política, música — e para a taça que cada um escolhe beber.

    [SommCast] Mauro Beting - Vinho, futebol, jornalismo e histórias de uma vida movida por paixão #EP183
  4. 4d ago

    [A Origem do Sabor] Maria Soon Lee - Comida coreana, imigração e o crescimento do Dabok Korean Food #EP22

    A comida pode ser memória, identidade e também uma poderosa ferramenta de empreendedorismo. Neste episódio de A Origem do Sabor, Élvio Rocha recebe Maria Soon Lee, sócia-proprietária do Dabok Korean Food, para uma conversa sobre imigração, família e a construção de uma marca que ajuda a aproximar Brasil e Coreia. Criada entre diferentes culturas, Maria chegou ao Brasil ainda criança e viu a própria família transformar a culinária coreana em caminho para recomeçar, primeiro com marmitas e pequenos negócios e, depois, com o restaurante que existe hoje.O papo passa pela comida afetiva preparada pela mãe e pela avó, pela chegada ao Bom Retiro e pela decisão de tornar a gastronomia coreana mais acessível sem perder sua identidade. Mandu, tteokbokki, frango frito, hot dog coreano, kimchi e outros sabores aparecem enquanto Maria explica como o Dabok equilibra tradição, street food e adaptação ao público brasileiro. A conversa também mostra como a onda cultural coreana — dos K-dramas ao K-Beauty — ampliou a curiosidade pelo país e abriu novas oportunidades de negócios. Depois de mais de uma década trabalhando com marketing, Maria deixou a carreira corporativa para se dedicar integralmente ao negócio da família e hoje também constrói conexões comerciais entre empresas brasileiras e coreanas.Mais do que apresentar pratos, este episódio mostra como gastronomia, cultura e empreendedorismo podem caminhar juntos. Maria fala sobre fornecedores brasileiros, expansão, festivais, novos formatos de operação e o desafio de crescer mantendo qualidade e autenticidade. É uma história sobre preservar raízes sem ficar preso ao passado — e sobre como uma receita familiar pode se transformar em ponte entre países, gerações e pessoas.Destaques 🇰🇷 Uma história construída entre culturasMaria conta como sua família saiu do Paraguai para o Brasil e como a língua, os costumes e a culinária coreana permaneceram presentes dentro de casa. A comida se tornou uma das formas mais importantes de preservar essa identidade.🍚 Da marmita ao DabokO negócio começou com comida preparada para a própria comunidade coreana e passou por diferentes tentativas de empreendedorismo até encontrar na gastronomia o seu caminho. O Dabok nasceu dessa trajetória e da percepção de que havia espaço para apresentar a culinária coreana a um público maior.🌶️ Autenticidade sem afastar o públicoA proposta não é “abrasileirar” a comida. Maria explica que a essência das receitas é preservada, enquanto detalhes como o nível de picância podem ser ajustados. É uma forma de criar acesso sem apagar origem ou identidade.🎬 K-dramas, K-Food e a onda coreanaO crescimento mundial da cultura coreana mudou também a relação do público com a gastronomia. Pratos vistos em séries, filmes e conteúdos nas redes despertam curiosidade e levam novos consumidores aos restaurantes.🤝 Brasil e Coreia na mesma mesaO Dabok combina técnicas e referências coreanas com matérias-primas encontradas no Brasil. Para Maria, essa mistura não significa perder autenticidade, mas construir uma troca cultural capaz de fortalecer negócios e aproximar os dois países.🚀 Crescer sem perder a essênciaNovas marcas, licenciamento, delivery e participação em festivais fazem parte dos próximos passos. O desafio agora é ganhar escala preservando aquilo que levou a família até aqui: qualidade, confiança, tradição e identidade.

    [A Origem do Sabor] Maria Soon Lee - Comida coreana, imigração e o crescimento do Dabok Korean Food #EP22
  5. 4d ago

    [Boletim Tanin] Gangue Rouba 3 Mil Barolos, ProWine Cresce e a Crise do Vinho nos EUA #EP28

    Uma gangue invadiu uma vinícola do Piemonte durante a madrugada e levou 3.000 garrafas de Barolo, incluindo rótulos especiais e magnums. Os criminosos passaram cerca de três horas dentro da Conterno Fantino e usaram as próprias empilhadeiras e veículos da vinícola para carregar o vinho. A polícia trabalha com a hipótese de roubo por encomenda — e esse pode não ter sido o primeiro ataque do grupo. No Boletim Tanin #28, Ana Leal também mostra por que a ProWine São Paulo cresce enquanto a feira-mãe alemã encolhe, compara a economia do Douro com Champagne, apresenta os vinhos brasileiros premiados em um concurso dedicado à viticultura extrema e conta como a crise do vinho americano chegou a uma vinícola com 168 anos de história.Neste episódio:🍷 A gangue do Barolo: 3.000 garrafas desaparecem de uma vinícola do Piemonte em um roubo que pode ter sido feito sob encomenda.🍷 Um guia dedicado ao vinho em taça: a Coravin lança em São Paulo um guia com 23 bares e restaurantes selecionados por suas cartas de vinho em taça.🇵🇹 Douro x Champagne: o Douro possui cerca de 43 mil hectares de vinhedos, contra 34 mil de Champagne, mas fatura uma fração da região francesa. Uma comparação que coloca preço da uva, organização da cadeia e valorização de origem no centro da discussão.🏔️ O que o vinho brasileiro tem de extremo? Altitude. O Brasil conquistou um Grande Ouro e sete ouros no Mundial dos Vinhos Extremos 2026, com destaque para Campos de Cima da Serra e Serra Catarinense.📈 ProWine cresce enquanto ProWein encolhe: a feira alemã perdeu visitantes e expositores, enquanto a edição brasileira chega a 36 mil m², dois pavilhões e mais de 2 mil produtores de 37 países. E, neste ano, o SommCast estará com estande próprio na feira.🎓 Uma escola brasileira aparece nas três categorias do prêmio mundial de educação da WSET. A Eno Cultura foi reconhecida entre 110 escolas de 28 países.🇺🇸 A crise chega à Califórnia: a Gundlach Bundschu, vinícola de Sonoma fundada em 1858 e ainda controlada pela mesma família, pediu recuperação judicial com mais de US$ 39 milhões em dívidas.Mais do que notícias, o Boletim Tanin é leitura de mercado — para quem quer entender o vinho além da taça.

    [Boletim Tanin] Gangue Rouba 3 Mil Barolos, ProWine Cresce e a Crise do Vinho nos EUA #EP28
  6. Sep 29

    [PodVenda+Vinho] Enoturismo como negócio: Venda direta, experiência e recorrência #07

    E se a visita à vinícola não fosse apenas turismo, mas uma das ferramentas comerciais mais poderosas do negócio do vinho? No PodVenda+Vinho, Diego Bertolini recebe Christian Burgos para uma conversa sobre como o enoturismo deixou de ser um complemento e passou a ocupar um papel estratégico na geração de receita, construção de marca e conquista de novos consumidores. O ponto de partida é simples: quando o cliente entra na vinícola, ele não está apenas conhecendo um lugar. Ele está começando uma relação com aquela marca. Ao longo do episódio, Diego e Christian conectam exemplos do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Napa Valley e Sonoma para mostrar como experiências bem estruturadas podem transformar visitantes em compradores recorrentes e verdadeiros embaixadores. O papo passa pela venda direta ao consumidor, captura e uso de dados, clubes de vinho, CRM, hotelaria, gastronomia, arquitetura, formação de rotas turísticas e pela importância de criar um ecossistema em torno da vinícola. Um dos grandes alertas é justamente sobre o que acontece depois da visita: conquistar o cliente, gerar uma conexão emocional e simplesmente deixá-lo ir embora sem continuidade significa desperdiçar uma das melhores oportunidades comerciais do setor. Mais do que falar de turismo, este episódio fala sobre modelo de negócio. Sobre entender que produzir um bom vinho é apenas uma parte da jornada e que o produtor também precisa pensar em venda, marketing, relacionamento e recorrência. Para vinícolas, lojas, distribuidores e empreendedores da categoria, fica uma provocação importante: seu negócio termina quando a garrafa é vendida ou é justamente ali que uma nova relação começa? Destaques 🍷 Enoturismo é uma unidade de negócio A experiência na vinícola pode gerar receita própria, fortalecer a venda direta e reduzir a dependência dos canais tradicionais. Para pequenos produtores, principalmente, agregar gastronomia, hospedagem, eventos e experiências pode ser decisivo para tornar a operação economicamente sustentável. 🤝 O visitante pode virar embaixador Poucos negócios têm o privilégio de receber consumidores dispostos a pagar para conhecer sua história, seus produtos e seu território. O desafio é não encerrar essa relação na saída da vinícola, mas criar mecanismos para continuar conversando, vendendo e fortalecendo esse vínculo. 📊 Dados transformam experiência em recorrência Cadastro, CRM, histórico de compras e acompanhamento pós-visita ajudam a transformar emoção em relacionamento comercial. O episódio traz exemplos de operações que estruturaram essa jornada e conseguiram converter visitantes em clientes ativos ao longo do tempo. 🌎 Uma rota forte depende de um ecossistema Nenhuma vinícola constrói um destino sozinha. Restaurantes, hotéis, produtores locais, queijarias, cafés, azeites e outras vinícolas ajudam a tornar a região mais desejada. Em vez de enxergar apenas concorrentes, o episódio propõe pensar em destinos que crescem coletivamente. 🛒 A venda não termina no produtor Christian reforça uma mudança de mentalidade importante: o produtor não pode se enxergar apenas como alguém que faz vinho. Produção, branding, marketing, venda e consumo fazem parte da mesma cadeia. Um vinho pode nascer no vinhedo, mas seu valor comercial só se completa quando encontra o consumidor. 🏪 Lojas também podem vender experiências O enoturismo não interessa apenas às vinícolas. Lojas especializadas podem conectar consumidores a destinos, experiências e produtores, funcionando também como pontos de descoberta e geração de novas receitas além da simples venda da garrafa.

    [PodVenda+Vinho] Enoturismo como negócio: Venda direta, experiência e recorrência #07
  7. Sep 28

    [SommCast] Martina Paladin - Tradição, inovação e a terceira geração que leva a Casa Paladin ao mundo #EP182

    O que acontece quando você nasce dentro de uma família que produz vinho há mais de 60 anos, mas decide primeiro conhecer o mundo antes de assumir esse legado? Martina Paladin, terceira geração da Casa Paladin, cresceu entre vindimas, caminhadas pelos vinhedos com o avô Valentino e histórias sobre uvas e territórios. Hoje, depois de experiências internacionais e de uma passagem por uma multinacional, ela atua na expansão da marca por mercados da América Latina, Ásia e Oceania — ajudando a escrever um novo capítulo para uma família que transformou uma pequena propriedade do Veneto em um grupo com cinco vinícolas em importantes regiões italianas. No papo, viajamos pelo Veneto, Friuli, Chianti Classico, Franciacorta e Valpolicella para entender como a Casa Paladin consegue unir diferentes territórios sem apagar a identidade de cada um. Martina fala sobre Refosco, Pinot Grigio Rosé, Sangiovese, Amarone e Franciacorta, mas a conversa vai muito além das uvas. Entram em cena sucessão familiar, gestão, enoturismo, internacionalização e o projeto 4V — Verde, Vino, Vite e Vita — que reúne práticas como viticultura de precisão, fertilização orgânica direcionada, energia fotovoltaica, tratamento de água, biodiversidade e ações sociais. Uma visão de sustentabilidade que começa no solo, passa pela vinícola e chega às pessoas. E o Brasil ocupa um espaço especial nessa nova fase. Martina conta que encontrou por aqui uma cultura de vinho muito mais desenvolvida do que imaginava, com sommeliers, consumidores, mídia e profissionais interessados em descobrir regiões, variedades autóctones e histórias menos óbvias. Para ela, num mercado em que produzir um bom vinho já não basta, a diferença está na identidade, na cultura e na capacidade de contar por que aquela garrafa existe. Um episódio sobre vinho italiano, claro — mas principalmente sobre família, propósito, adaptação e como preservar raízes sem deixar de olhar para o futuro. Destaques 🍇 Uma infância dentro da vindima As primeiras lembranças de Martina estão ligadas ao avô Valentino Paladin, às colheitas em família e às caminhadas pelos vinhedos. Antes de aprender tecnicamente sobre vinho, ela aprendeu a entendê-lo como parte da vida. 🇮🇹 Cinco vinícolas, diferentes territórios A Casa Paladin cresceu para regiões como Friuli, Toscana, Franciacorta e Valpolicella. O desafio não é simplesmente replicar um modelo, mas incorporar a filosofia da família respeitando o caráter de cada lugar. 🌱 Sustentabilidade muito além do discurso O projeto 4V organiza a filosofia do grupo entre vinhedo, meio ambiente, vinho e vida. Energia renovável, biodiversidade, uso racional de recursos e projetos sociais aparecem como partes de uma mesma estratégia. 👩‍💼 A terceira geração muda a gestão Depois de estudar gestão internacional e trabalhar fora do setor, Martina levou novos processos, marketing e visão global para a empresa. Mas antes de mudar, fez questão de aprender com quem já trabalhava ali havia décadas. 🥂 Refosco, Pinot Grigio e identidade italiana O episódio mergulha em variedades e estilos que ajudam a traduzir os diferentes territórios da Casa Paladin — mostrando por que preservar a personalidade da uva pode ser mais importante do que simplesmente seguir tendências. 🌎 O Brasil surpreendeu Martina encontrou um consumidor curioso, interessado em novas uvas e denominações, além de uma rede profissional de sommeliers, jornalistas e comunicadores que, segundo ela, dá ao mercado brasileiro uma força particular. 🏡 O futuro também passa pelo enoturismo Para a Casa Paladin, conhecer a vinícola transforma a relação com a marca. A aposta é aproximar consumidores e profissionais dos territórios, permitindo que eles vejam de perto a história, a família e a filosofia por trás dos vinhos.

    [SommCast] Martina Paladin - Tradição, inovação e a terceira geração que leva a Casa Paladin ao mundo #EP182
  8. Sep 25

    [A Origem do Sabor] Giulia Simokomaki - Proprietária do Bar Cambará e do Armazém Teresinha #EP21

    O que um prato pode contar sobre quem somos? Neste episódio de A Origem do Sabor, Giulia Simokomaki, proprietária do Bar Cambará e do Armazém Teresinha, percorre uma trajetória que passa pelo Direito, pela sala de aula, pelas Ciências Sociais e, claro, pela cozinha. Criada entre raízes japonesas e a cultura caipira do interior paulista, ela transformou curiosidade, memória e repertório em uma forma muito particular de enxergar a comida. A conversa vai da inspiração de um pequeno bar em Cravinhos à criação do Cambará e do Armazém Teresinha, passando por jurubeba, giló, tempurá de quiabo, receitas de família e preparos que quase desapareceram. Giulia mostra como cozinhar também pode ser uma forma de investigar o mundo: entender imigração, adaptação de ingredientes, identidade, tradição e até as relações de classe que determinam por que algumas comidas são chamadas de “simples”, “de pobre” ou “sofisticadas”. No fim, fica uma provocação poderosa: talvez entender o Brasil passe também por olhar com mais atenção para aquilo que sempre esteve no nosso prato. Um episódio sobre sabor, mas principalmente sobre pessoas, memória e pertencimento — e sobre como um bar pode ser muito mais do que um lugar para comer e beber. Destaques 🍶 Entre o Japão e o interior paulista Giulia conta como os saberes culinários japoneses de sua família se adaptaram aos ingredientes e costumes da roça, criando uma cozinha em que shoyu, porco, legumes, giló e quiabo convivem naturalmente. 🍺 O boteco como lugar de memória O Bar do Beto Vaca, em Cravinhos, aparece como uma das grandes inspirações de sua trajetória. Mais do que cardápio, o que a marcou foi a atmosfera, as histórias e a sensação de que um bar também preserva um modo de viver. 🌿 Jurubeba, giló e os sabores que merecem voltar ao centro Ingredientes cotidianos e muitas vezes subestimados ganham protagonismo. A conversa questiona por que valorizamos tanto o que vem de fora enquanto ainda conhecemos tão pouco da diversidade alimentar brasileira. 📖 Receitas também são documentos Da última conserva de jurubeba feita pela avó à recuperação da sardela da “tia Teodorina”, o episódio mostra como cadernos, técnicas e lembranças familiares podem impedir que sabores inteiros desapareçam. 🌎 Cozinhar também é estudar cultura Ao pesquisar receitas e suas origens, Giulia passou a enxergar a alimentação como porta de entrada para compreender imigração, religião, território, identidade e os movimentos que formaram a sociedade brasileira. 🍽️ Comida, classe e poder Quando uma comida vira “chique”? Quem decide o que é comida de pobre? A conversa entra no campo das Ciências Sociais para mostrar que alimentação também fala de acesso, segurança alimentar, saúde e escolhas coletivas. ❤️ A missão de um bar Para Giulia, o objetivo é simples e profundo: fazer com que a pessoa saia melhor do que entrou. A hospitalidade aparece como acolhimento, convivência e uma pequena pausa no ritmo da vida.

    [A Origem do Sabor] Giulia Simokomaki - Proprietária do Bar Cambará e do Armazém Teresinha #EP21

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