SommCast TV

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O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

  1. 21h ago

    [PodVenda+Vinho] Decisões estratégicas para aumentar a rentabilidade da sua vinícola #EP02

    Paixão pelo vinho é importante. Mas, sem planejamento, conhecimento de mercado e visão empresarial, ela pode transformar um sonho em um negócio difícil de sustentar. Neste episódio do PodVenda+Vinho, Diego Bertolini recebe Luís Campos, proprietário da Vinícola Revvo, para uma conversa direta sobre os desafios de construir uma vinícola boutique e tomar decisões capazes de tornar o projeto comercialmente viável. Luís conta como deixou de ser apenas um apreciador para empreender no vinho ao lado da esposa, Maria Alice, depois de quase quatro décadas dedicadas à medicina. A conversa percorre a escolha da propriedade em Alto Feliz, o plantio de diferentes variedades, a criação antecipada da marca, o desenvolvimento do portfólio e a busca por uma identidade contemporânea. Mais do que produzir bons vinhos, o episódio mostra a importância de definir público, posicionamento, canais de venda e ritmo de crescimento antes mesmo de colocar a primeira garrafa no mercado. O papo também mergulha nas decisões que impactam diretamente a rentabilidade: vender para o consumidor final ou trabalhar com revendedores? Investir em e-commerce, ponto físico, enoturismo ou equipe comercial? Ampliar o portfólio ou concentrar recursos? A principal reflexão é clara: nenhum canal resolve o negócio sozinho. Rentabilidade vem da combinação entre margem, presença de marca, relacionamento, processos comerciais e capacidade de priorizar investimentos. Destaques 🍷 Vinho sem estratégia vira hobby Um projeto vitivinícola precisa nascer com plano de negócio, objetivos claros e capacidade de gerar receita. Produzir milhares de garrafas sem saber para quem vender pode transformar uma boa safra em estoque parado. 🌱 Do vinhedo ao mercado A Revvo começou com uma propriedade coberta por eucaliptos e o desejo de plantar uvas próprias. Decisões sobre solo, variedades, manejo e capacidade produtiva influenciaram diretamente o portfólio e o posicionamento comercial. 🏷️ Embalagem também vende Em um mercado com milhares de rótulos, qualidade por si só pode não bastar. Nome, design, garrafa e storytelling participam da decisão de compra e ajudam a diferenciar o produto. 🛒 Um e-commerce precisa de opções Poucos rótulos limitam recorrência, kits, novidades e ticket médio. Um portfólio mais amplo aumenta as possibilidades de venda, desde que os lançamentos tenham propósito e não sirvam apenas para preencher catálogo. 🤝 B2B e B2C trabalham juntos A venda direta oferece maior margem, enquanto restaurantes, lojas e revendedores ajudam a construir presença, relacionamento e reconhecimento. O B2B pode fortalecer futuras vendas no e-commerce, no ponto físico e no enoturismo. 📲 Multicanalidade exige integração E-commerce, redes sociais, WhatsApp, CRM, representantes, eventos e loja física precisam compartilhar informações e conduzir o cliente por uma jornada organizada. 📊 Vendas são processo, sistema e pessoas Relacionamento ajuda, mas não substitui segmentação, rotina de prospecção, acompanhamento e disciplina comercial. A empresa precisa transformar contatos em um processo replicável. 🏠 Experiência também gera receita A proposta de um espaço da Revvo em São Paulo vai além de uma loja tradicional. Degustações, confrarias, cursos e encontros empresariais podem unir experiência, relacionamento e conversão. 💰 Margem não conta toda a história O canal com maior margem por garrafa nem sempre é o mais rentável quando se consideram aquisição de clientes, logística, equipe, volume e recorrência. ⏳ Crescer exige cadência Campo, estoque, marca, equipe, e-commerce e enoturismo disputam recursos. Fazer tudo ao mesmo tempo pode comprometer o caixa. Crescer com sustentabilidade exige prioridades claras. 🚀 Rentabilidade começa com clareza Antes de vender mais, é preciso saber o que vender, para quem, por qual canal e com qual margem. No vinho, crescer não significa apenas produzir mais, mas tomar decisões melhores.

    [PodVenda+Vinho] Decisões estratégicas para aumentar a rentabilidade da sua vinícola #EP02
  2. 1d ago

    [SommCast] Ronaldo Padovani - Coordenador do Setor Agroalimentar no ITA - Italian Trade Agency #EP166

    O vinho italiano carrega séculos de história, mas tradição, sozinha, não coloca uma garrafa na mesa do consumidor brasileiro. Neste episódio do SommCast, Ronaldo Padovani, estrategista de comércio exterior e coordenador do setor agroalimentar da Italian Trade Agency, mostra o trabalho necessário para transformar identidade, território e cultura em oportunidades de mercado. Com mais de três décadas aproximando Brasil e Itália, ele revela os bastidores de uma relação que vai muito além da importação. A conversa percorre sua trajetória, da formação em engenharia à atuação no ITA, e explica como a agência promove empresas, tecnologias, alimentos e bebidas italianas no exterior. O papo passa pela força do Made in Italy, pelas feiras e missões comerciais, pela busca por importadores e pelo crescimento dos vinhos italianos no Brasil. Também aborda tributação, logística, o acordo entre Mercosul e União Europeia e o desafio de comunicar um país que produz vinho em suas 20 regiões e reúne centenas de variedades de uvas. Ronaldo ainda provoca uma reflexão importante: a diversidade italiana é uma vantagem, mas pode confundir quem está começando. Por isso, vender vinho também exige traduzir histórias, simplificar escolhas e derrubar a ideia de que a bebida pertence a uma elite. Um episódio para entender o mercado, descobrir a Itália além dos rótulos conhecidos e perceber que ampliar o consumo passa menos por impor regras e mais por criar acesso, curiosidade e prazer. Destaques 🇮🇹 Mais de três décadas entre Brasil e Itália Uma experiência acadêmica na Itália abriu caminho para uma carreira dedicada a aproximar empresas, mercados e culturas. 🏛️ O papel da Italian Trade Agency O ITA apoia empresas com informações de mercado, contatos comerciais, feiras, missões empresariais, campanhas e ações de formação. ⚙️ Da engenharia ao vinho Ronaldo mostra que, apesar das diferenças entre vender máquinas e vinhos, os desafios continuam envolvendo produto, preço, comunicação e distribuição. 📈 O crescimento do vinho italiano O Brasil passou a receber mais atenção estratégica. A aproximação com compradores, jornalistas e importadores movimentou uma engrenagem que exige constância e visão de longo prazo. 🍇 Um país com centenas de uvas A Itália produz vinho em todas as suas 20 regiões e preserva centenas de variedades autóctones. Essa riqueza amplia as possibilidades, mas exige uma comunicação capaz de orientar o consumidor. 🌋 Terroir não pode ser copiado Solo, clima, altitude, tradição e técnicas locais interferem diretamente no resultado. É possível transportar sementes e equipamentos, mas não reproduzir integralmente um território. 🤝 Feiras que geram negócios Eventos, degustações e missões aproximam produtores, importadores, restaurantes, supermercados e compradores em busca de novidades. 🌍 Mercosul e União Europeia O acordo pode ampliar a circulação de produtos e a diversidade disponível, mas ainda envolve desafios de tributação, previsibilidade e adaptação das empresas. 🧭 Diversidade também confunde Centenas de uvas e denominações podem afastar quem não sabe por onde começar. O setor precisa transformar complexidade em descoberta. 🍷 Vinho não precisa ser complicado Taças, vocabulário técnico e análises profundas podem enriquecer a experiência, mas não devem criar barreiras. Antes de tudo, vinho é convivência, comida, história e prazer.

    [SommCast] Ronaldo Padovani - Coordenador do Setor Agroalimentar no ITA - Italian Trade Agency #EP166
  3. 4d ago

    [A Origem do Sabor] Ricardo Rettmann - Proprietário da Queijaria Rima #EP11

    Existem produtores que fazem bons alimentos — e existem aqueles que transformam a maneira como enxergamos tudo o que chega à mesa. Ricardo Rettmann, proprietário da Queijaria Rima, pertence ao segundo grupo. Formado em Gestão Ambiental e ligado à criação de ovelhas desde a infância, ele trocou a carreira corporativa por um projeto que une campo, ciência, cultura, bem-estar animal e muito sabor. Na conversa, Ricardo conta como a criação familiar de ovelhas se transformou em uma referência na produção de queijos e iogurtes de leite de ovelha. O episódio passa pela qualidade da matéria-prima, pelo manejo do rebanho, pela genética, pela maturação e pelo desafio de crescer sem perder identidade. Também mostra que viver do campo está longe da imagem bucólica: exige gestão, investimento, logística, profissionalismo e capacidade para resolver problemas diariamente. Mais do que apresentar os produtos da Rima, o episódio provoca uma reflexão sobre o que chamamos de alimentação saudável. Enquanto as prateleiras se enchem de pós, cápsulas e nutrientes adicionados, Ricardo defende alimentos naturais, feitos com poucos ingredientes, história e verdade. Uma conversa para conhecer a riqueza do leite de ovelha, compreender o valor do queijo artesanal e repensar a nossa relação com a comida. Destaques 🐑 Das ovelhas ao queijo A Rima nasceu de uma relação familiar de quase 30 anos com as ovelhas. Ao decidir viver integralmente do sítio, Ricardo percebeu que transformar o leite em queijos e iogurtes poderia gerar mais valor e viabilizar economicamente uma pequena propriedade. 🧀 Artesanal não é improvisado Ricardo combate a ideia de que produção artesanal significa fundo de quintal. Uma queijaria profissional exige controle sanitário, gestão, estrutura, conhecimento técnico, logística e domínio de cada etapa da produção. 🥛 O leite de ovelha além dos mitos Diferentemente do leite de cabra, o leite de ovelha possui sabor suave e naturalmente adocicado. Concentrado em gordura, proteína e cálcio, ele proporciona queijos intensos, iogurtes muito cremosos e uma grande riqueza aromática. 🌱 Sustentabilidade sem romantização Bem-estar animal e respeito ao meio ambiente precisam caminhar ao lado da sustentabilidade financeira. Para continuar existindo, o produtor precisa gerar receita, controlar custos e alcançar uma escala que preserve a qualidade. 📈 Crescer sem perder a essência A Rima já recebeu propostas para acelerar sua expansão, mas escolheu crescer com cuidado. O objetivo não é ocupar todas as prateleiras, e sim manter o controle sobre o leite, os processos e a identidade de cada produto. 🐏 Bem-estar animal também é qualidade Animais menos estressados produzem leite melhor. Alimentação, rotina, conforto e manejo responsável influenciam diretamente a produtividade e o resultado sensorial dos queijos. 🇧🇷 Queijos com identidade brasileira Nomes como Ararita, Orobó, Guyaná e Maratimba homenageiam os povos originários e a história do território. Em vez de apenas copiar receitas europeias, a Rima busca desenvolver produtos autorais conectados ao Brasil. 🚜 A realidade da vida no campo Equipamentos quebrados, custos elevados, falta de assistência especializada e imprevistos simultâneos fazem parte da rotina. Viver no campo pode ser bonito, mas exige preparo, resiliência e muita capacidade de gestão. 🥣 O desafio de popularizar o iogurte Produzido apenas com leite e fermento, o iogurte da Rima passa por uma longa fermentação e apresenta cremosidade natural. O próximo desafio é torná-lo mais acessível e apresentá-lo a um público maior. 🍽️ Comida de verdade Um queijo maturado pode oferecer naturalmente proteína, gordura e minerais sem ingredientes adicionados. O episódio questiona por que buscamos saúde em produtos de laboratório quando ela também pode estar em alimentos simples e pouco processados.

    [A Origem do Sabor] Ricardo Rettmann - Proprietário da Queijaria Rima #EP11
  4. 5d ago

    [SommCast] Daniel Geisse - Diretor Executivo da Vinícola Família Geisse #EP165

    Durante décadas, o espumante brasileiro foi visto apenas como uma bebida de celebração, escolhida mais pelo estouro da rolha do que pela qualidade. Foi contra essa lógica que Mario Geisse começou a trabalhar nos anos 1970. Neste episódio do SommCast, gravado durante a Wine South America, Daniel Geisse, diretor executivo da Vinícola Família Geisse, conta como o estudo do território e a busca obsessiva pela excelência ajudaram a transformar Pinto Bandeira em referência mundial na produção de espumantes. A conversa passa pela chegada de Mario ao Brasil para participar da implantação da Chandon, pela descoberta dos solos antigos de Pinto Bandeira e pela criação de uma vinícola que nasceu como um projeto de pesquisa. Daniel explica por que a maturação completa das uvas, combinada à preservação natural da acidez, permite produzir espumantes frescos, estruturados e longevos. O papo também aborda a Denominação de Origem Altos de Pinto Bandeira, o método tradicional, a atuação dos sommeliers, o enoturismo e os projetos da família no Chile. Mais do que a trajetória de uma vinícola, o episódio mostra que reputação se constrói com tempo, coerência e coragem para defender uma ideia antes que o mercado esteja preparado para compreendê-la. Uma conversa para descobrir por que o espumante brasileiro conquistou críticos, restaurantes e consumidores exigentes pela qualidade que entrega. Destaques 🥂 Quando o espumante era apenas celebração Em uma época dominada pelo volume e pelo barulho da rolha, Mario Geisse decidiu apostar em espumantes brasileiros de alta qualidade. 🇨🇱 Do Chile à descoberta de Pinto Bandeira Ao participar da implantação da Chandon, Mario encontrou na Serra Gaúcha uvas maduras, com acidez preservada, e iniciou uma busca pelo terroir ideal. ⛏️ O terreno negociado com dois caminhões Mario financiou dois caminhões para convencer uma família a vender a área onde nasceu o vinhedo que inspirou o nome Cava Amadeu. 🌱 Uma vinícola construída pela qualidade Enquanto o mercado valorizava produtividade, a Família Geisse reduziu rendimentos e produziu pequenos lotes pelo método tradicional. 🌎 Do experimento ao reconhecimento internacional Degustações às cegas e avaliações de críticos colocaram os espumantes da vinícola no radar mundial e confirmaram o potencial de Pinto Bandeira. 📍 A força da Denominação de Origem A DO Altos de Pinto Bandeira estabelece regras rígidas, une os produtores e direciona o crescimento da região pela especialização e pelo valor. 🍇 Acidez, maturação e longevidade As uvas amadurecem completamente sem perder frescor, criando espumantes equilibrados e capazes de evoluir por mais de 20 anos. 🍾 Qualidade em diferentes níveis de complexidade Do Cava Amadeu às Magnums de longa guarda, todas as linhas partem de um padrão elevado. O que muda é a estrutura e o tempo de amadurecimento. 👨‍🍳 Gastronomia, sommeliers e novos consumidores A versatilidade dos espumantes ampliou sua presença nos restaurantes, enquanto os sommeliers ajudaram a comunicar sua origem e seu valor. 🚙 Enoturismo que transforma visitantes Passeios pelos vinhedos, degustações e experiências gastronômicas aproximam o público do território e criam novos embaixadores do vinho brasileiro.

    [SommCast] Daniel Geisse - Diretor Executivo da Vinícola Família Geisse #EP165
  5. Jul 13

    [SommCast] Mário Telles Jr - Fundador e presidente da ABS-SP #EP164

    Antes de o vinho ganhar espaço nos restaurantes, nas redes sociais e na vida de um público cada vez maior, algumas pessoas precisaram abrir caminho. Mário Telles Jr. é uma delas. Médico pediatra, professor, fundador e atual presidente da ABS-SP, ele acompanhou quase cinco décadas de transformação no mercado brasileiro e ajudou a construir uma das instituições mais importantes para a formação de sommeliers no país. No episódio, Mário relembra as primeiras degustações entre amigos, quando havia pouca literatura disponível, quase nenhum acesso a rótulos importados e aprender sobre vinho exigia pesquisa, curiosidade e muita prática. Foi desse grupo que nasceu a ABS-SP, em 1989. A conversa passa pelos desafios para manter a associação, criar cursos, formar professores e desenvolver uma metodologia que não depende apenas de slides, mas do contato direto com o vinho na taça. Para ele, aprender é comparar, questionar e construir repertório próprio. O papo também aborda a evolução do serviço nos restaurantes, a presença crescente das mulheres no mercado, a crise da profissão de sommelier e a falta de investimento na formação das equipes. Mais do que uma viagem pela história da ABS-SP, o episódio mostra que nenhuma transformação acontece por acaso. É preciso estudo, serviço, resiliência e propósito. Destaques 🍷 Quando tudo ainda era mato Mário relembra como era estudar vinho nas décadas de 1970 e 1980, com poucos livros disponíveis, pouca oferta de rótulos e muito aprendizado construído em degustações entre amigos. 🏛️ A criação da ABS-SP Fundada em 1989, a associação nasceu do esforço coletivo de pessoas que chegaram a tirar dinheiro do próprio bolso para pagar aluguel, organizar cursos e manter o projeto vivo. 🥂 Vinho não se aprende apenas em slides A teoria é importante, mas é o vinho dentro da taça que desenvolve a percepção. Comparar estilos, regiões e interpretações permite que o aluno crie opinião própria. 🎓 Formação para pensar A missão da ABS-SP não é ensinar alguém a repetir o professor, mas oferecer ferramentas para que cada pessoa desenvolva senso crítico e consiga sustentar suas escolhas. 🌍 A ABS-SP no cenário internacional Com sede própria, salas de degustação e participação na Association de la Sommellerie Internationale, a instituição possui uma estrutura rara até mesmo entre associações europeias. 🍽️ Serviço é atenção e criatividade Bom serviço não depende apenas de luxo. Ele envolve temperatura correta, taça adequada, carta bem organizada e cuidado com cada detalhe da experiência do cliente. 👩 Mulheres transformando o vinho Nos primeiros cursos, quase todos os alunos eram homens. Hoje, as turmas estão próximas do equilíbrio, com mulheres mais jovens, executivas e cada vez mais preparadas. 👨‍🍳 A crise da profissão de sommelier Cerca de 95% dos alunos da ABS-SP estudam por interesse pessoal, enquanto apenas 5% atuam profissionalmente. Para Mário, falta apoio dos restaurantes à formação das equipes. 💰 Formação não é custo Profissionais preparados ajudam a vender mais, melhoram o atendimento e fidelizam clientes. Mesmo assim, muitos empresários ainda tratam capacitação como despesa. 🧠 Degustar amplia a sensibilidade Vinho, água, queijo, azeite, cerveja e café podem desenvolver a percepção de textura, acidez, equilíbrio e intensidade, criando um repertório que vai além da bebida. ⚖️ Menos preconceito, mais repertório Rejeitar uma uva ou região depois de poucas experiências revela falta de conhecimento. Bons e maus vinhos podem existir em qualquer lugar do mundo. ✨ Resiliência com propósito A história da ABS-SP mostra que não existe construção de longo prazo sem ideal. Foram décadas de estudo, trabalho e persistência para transformar a cultura do vinho no Brasil.

    [SommCast] Mário Telles Jr - Fundador e presidente da ABS-SP #EP164
  6. Jul 10

    [A Origem do Sabor] Silvia Magalhães - Tricampeã Brasileira de Barismo e 6ª colocada no World Barista Championship #EP10

    Café não é só bebida. É memória de casa, cheiro de manhã, conversa de mesa, trabalho de campo e também uma das expressões mais complexas da nossa cultura alimentar. Neste episódio de A Origem do Sabor, Elvio recebe Silvia Magalhães, tricampeã brasileira de barismo e 6ª colocada no World Barista Championship, para uma conversa que começa na xícara, mas rapidamente atravessa lavoura, torra, pequenos produtores, saúde, tempo, consumo e prazer. Ao longo do papo, Silvia conta como foi “arrastada” para o universo do café depois de sair do mercado financeiro, participar quase por acaso de um campeonato de barista e nunca mais conseguir abandonar esse mundo. A conversa passa pelo nascimento dos cafés especiais no Brasil, pelas diferenças entre arábica e canéfora, pelos mitos que o consumidor ainda carrega — como a ideia de que café bom precisa ser forte — e pela importância da torra, do frescor, da moagem e do método de preparo. Entre um café extraído em uma pedra japonesa e outro feito no V60, o episódio mostra que técnica só faz sentido quando aproxima as pessoas da origem. Mais do que falar de café, Silvia provoca uma reflexão sobre como consumimos tudo: alimentos, histórias, tempo e relações. O café especial aparece como um convite para olhar com mais calma para quem produz, para o solo, para o clima, para o cuidado e para o sabor real das coisas. Um episódio para quem ama café, mas também para quem quer entender por que a origem muda tudo. Destaques ☕ O café antes da xícara Silvia mostra que o café especial não começa no método de preparo, nem na cafeteria bonita, nem na embalagem. Ele nasce no campo, no cuidado com o solo, na colheita do fruto maduro, na secagem, na escolha do produtor e na forma como cada etapa respeita a matéria-prima. É esse caminho que transforma uma bebida comum em uma experiência de origem. 🏆 Da carreira no mercado financeiro ao campeonato de barista A trajetória de Silvia é daquelas que parecem improváveis: ela trabalhava no mercado financeiro, não era uma grande consumidora de café tradicional e entrou no universo dos cafés especiais quase por acaso. Depois de vencer um campeonato de barista, foi capturada por um mundo de aromas, sabores e histórias — e construiu uma das carreiras mais relevantes do café no Brasil. 🌱 Café especial é mais do que pontuação O episódio também questiona uma visão limitada sobre café especial. A pontuação importa, claro, mas Silvia defende que o verdadeiro valor está no conjunto: o produtor, o cuidado com a terra, o lote pequeno, a história por trás daquele grão e a relação construída ao longo do tempo. Um café pode ter técnica, mas precisa carregar verdade. 🔥 A mentira do “café bom é café forte” Um dos pontos mais fortes da conversa é a desconstrução da ideia de que café bom precisa ser escuro, amargo e intenso. Silvia explica como a torra excessiva muitas vezes serve para esconder defeitos, apagar nuances e padronizar o sabor. No café especial, o objetivo é justamente o contrário: revelar doçura, acidez agradável, corpo, aroma e identidade. 🌍 Arábica, canéfora, conilon e o futuro da cafeicultura A conversa entra também nas espécies e variedades de café, mostrando que “100% arábica” não deve ser tratado automaticamente como sinônimo de qualidade. Silvia fala sobre o canéfora, o conilon e o robusta, destacando sua resistência, produtividade e importância em um cenário de mudanças climáticas. O futuro do café pode passar por variedades que durante muito tempo foram subestimadas. 🧀 Café também harmoniza Entre uma xícara e outra, o episódio abre espaço para a harmonização com queijo artesanal. A combinação mostra como café pode dialogar com gordura, textura, doçura e acidez, assim como acontece no vinho. É uma forma deliciosa de tirar o café do lugar comum e colocá-lo na mesa como ingrediente gastronômico.

    [A Origem do Sabor] Silvia Magalhães - Tricampeã Brasileira de Barismo e 6ª colocada no World Barista Championship #EP10
  7. Jul 9

    [SommCast] Thiago Rodrigues - Ator, empreendedor e proprietário da marca de vinhos Vinhas do Príncipe #EP163

    Thiago Rodrigues ficou conhecido pelo grande público como ator, mas sua história nunca coube em um único rótulo. Depois de mais de 20 anos de carreira na televisão, ele encontrou no vinho um novo projeto de vida — não como ruptura, mas como expansão. Neste episódio do SommCast, gravado direto da Wine South America, Thiago fala sobre sua relação com o vinho, a mudança para Portugal, a criação do Bar do Jobim em Lisboa e o nascimento do Vinhas do Príncipe, vinho verde produzido em parceria com sua esposa, Mariana. A conversa passa pela descoberta do vinho, pela vida em Lisboa e pela forma mais leve e cotidiana com que os portugueses se relacionam com a taça. Thiago também fala sobre a boemia lisboeta, o papel do Jobim como ponto de encontro de brasileiros e os bastidores de transformar uma paixão em negócio. Do vinho verde refrescante pensado para o clima brasileiro aos desafios de importação, distribuição e construção de marca, o papo mostra que empreender no vinho exige muito mais do que gostar de beber: exige estudo, rede, curiosidade e resiliência. Mais do que uma conversa sobre um ator que virou produtor de vinho, este episódio é sobre reinvenção, identidade e coragem de começar de novo. Thiago provoca uma reflexão importante: por que insistimos em colocar as pessoas em caixinhas, como se alguém precisasse ser uma coisa só para sempre? Entre carreira, Portugal, gastronomia, pets nos rótulos, vinho brasileiro e empreendedorismo, o episódio mostra que o vinho é também território de afeto, cultura e transformação. Destaques 🍷 Da TV para o mundo do vinho Thiago relembra sua trajetória como ator, desde Malhação até as novelas da Globo, e explica como o vinho foi entrando aos poucos em sua vida. A relação com a bebida nasceu de encontros, amizades, curiosidade e prazer — não de uma obrigação técnica. 🇵🇹 Lisboa, boemia e o Bar do Jobim Durante os anos em Portugal, Thiago mergulhou na cultura lisboeta da mesa, do vinho de taça e da conversa sem pressa. Foi nesse ambiente que surgiu o Bar do Jobim, no Príncipe Real, pensado inicialmente como um bar de vinhos e que acabou se tornando ponto de encontro de brasileiros e apaixonados por gastronomia. 🌿 Vinhas do Príncipe e o vinho verde feito para o Brasil O episódio aprofunda a criação do Vinhas do Príncipe, vinho verde produzido em Portugal e pensado para o paladar e o clima brasileiro. Thiago destaca a leveza, a acidez, a baixa graduação alcoólica e a versatilidade do vinho, especialmente com praia, calor, frutos do mar, frituras e comida japonesa. 🐶 Um rótulo com memória afetiva O Vinhas do Príncipe carrega uma história pessoal: o rótulo homenageia Bob, o pug da família. Thiago conta como essa relação afetiva com os animais virou parte da identidade da marca e como os próximos rótulos também devem homenagear outros pets. 📦 Os bastidores de importar vinho Thiago fala com franqueza sobre o desafio de sair do lugar de consumidor apaixonado para entrar no jogo real da importação, distribuição e comercialização. A conversa passa por operação, trade, logística e pelas dificuldades de construir uma marca em um mercado competitivo. 🔥 Empreender como amadurecimento Um dos pontos fortes do episódio é a reflexão sobre resiliência. Para Thiago, amadurecem os homens, amadurecem os sonhos e amadurecem também os desafios. O vinho aparece como um projeto ainda jovem, mas com potencial para se tornar uma nova jornada de longo prazo. 🇧🇷 Um brinde ao vinho brasileiro Mesmo produzindo um vinho verde português, Thiago faz uma defesa apaixonada do vinho brasileiro. Ele fala sobre a importância de dar voz aos produtores nacionais, combater preconceitos e valorizar vinhos feitos com identidade, cuidado e verdade.

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