O que acontece quando você nasce dentro de uma família que produz vinho há mais de 60 anos, mas decide primeiro conhecer o mundo antes de assumir esse legado? Martina Paladin, terceira geração da Casa Paladin, cresceu entre vindimas, caminhadas pelos vinhedos com o avô Valentino e histórias sobre uvas e territórios. Hoje, depois de experiências internacionais e de uma passagem por uma multinacional, ela atua na expansão da marca por mercados da América Latina, Ásia e Oceania — ajudando a escrever um novo capítulo para uma família que transformou uma pequena propriedade do Veneto em um grupo com cinco vinícolas em importantes regiões italianas. No papo, viajamos pelo Veneto, Friuli, Chianti Classico, Franciacorta e Valpolicella para entender como a Casa Paladin consegue unir diferentes territórios sem apagar a identidade de cada um. Martina fala sobre Refosco, Pinot Grigio Rosé, Sangiovese, Amarone e Franciacorta, mas a conversa vai muito além das uvas. Entram em cena sucessão familiar, gestão, enoturismo, internacionalização e o projeto 4V — Verde, Vino, Vite e Vita — que reúne práticas como viticultura de precisão, fertilização orgânica direcionada, energia fotovoltaica, tratamento de água, biodiversidade e ações sociais. Uma visão de sustentabilidade que começa no solo, passa pela vinícola e chega às pessoas. E o Brasil ocupa um espaço especial nessa nova fase. Martina conta que encontrou por aqui uma cultura de vinho muito mais desenvolvida do que imaginava, com sommeliers, consumidores, mídia e profissionais interessados em descobrir regiões, variedades autóctones e histórias menos óbvias. Para ela, num mercado em que produzir um bom vinho já não basta, a diferença está na identidade, na cultura e na capacidade de contar por que aquela garrafa existe. Um episódio sobre vinho italiano, claro — mas principalmente sobre família, propósito, adaptação e como preservar raízes sem deixar de olhar para o futuro. Destaques 🍇 Uma infância dentro da vindima As primeiras lembranças de Martina estão ligadas ao avô Valentino Paladin, às colheitas em família e às caminhadas pelos vinhedos. Antes de aprender tecnicamente sobre vinho, ela aprendeu a entendê-lo como parte da vida. 🇮🇹 Cinco vinícolas, diferentes territórios A Casa Paladin cresceu para regiões como Friuli, Toscana, Franciacorta e Valpolicella. O desafio não é simplesmente replicar um modelo, mas incorporar a filosofia da família respeitando o caráter de cada lugar. 🌱 Sustentabilidade muito além do discurso O projeto 4V organiza a filosofia do grupo entre vinhedo, meio ambiente, vinho e vida. Energia renovável, biodiversidade, uso racional de recursos e projetos sociais aparecem como partes de uma mesma estratégia. 👩💼 A terceira geração muda a gestão Depois de estudar gestão internacional e trabalhar fora do setor, Martina levou novos processos, marketing e visão global para a empresa. Mas antes de mudar, fez questão de aprender com quem já trabalhava ali havia décadas. 🥂 Refosco, Pinot Grigio e identidade italiana O episódio mergulha em variedades e estilos que ajudam a traduzir os diferentes territórios da Casa Paladin — mostrando por que preservar a personalidade da uva pode ser mais importante do que simplesmente seguir tendências. 🌎 O Brasil surpreendeu Martina encontrou um consumidor curioso, interessado em novas uvas e denominações, além de uma rede profissional de sommeliers, jornalistas e comunicadores que, segundo ela, dá ao mercado brasileiro uma força particular. 🏡 O futuro também passa pelo enoturismo Para a Casa Paladin, conhecer a vinícola transforma a relação com a marca. A aposta é aproximar consumidores e profissionais dos territórios, permitindo que eles vejam de perto a história, a família e a filosofia por trás dos vinhos.