SommCast TV

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O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

  1. [SommCast] Glenda Haas - Azeitóloga e Sócia-proprietária da Lagar H #EP160

    1d ago

    [SommCast] Glenda Haas - Azeitóloga e Sócia-proprietária da Lagar H #EP160

    O azeite está presente todos os dias na cozinha, mas quanto realmente sabemos sobre ele? Neste episódio do SommCast, Glenda Haas, azeitóloga e sócia-proprietária da Lagar H, revela o universo de técnica, origem e cuidado escondido dentro de uma garrafa. Formada em Direito e Administração, ela trocou a carreira corporativa pelo desafio de produzir no Brasil um azeite extravirgem capaz de competir com os melhores do mundo.A conversa percorre a criação da Lagar H, desde os primeiros estudos, em 2013, o plantio das oliveiras, em 2014, e a espera até a primeira safra, em 2020. Glenda conta como buscou conhecimento na Califórnia, em Portugal, na Itália e em outros polos produtores para entender variedades, poda, colheita, análise sensorial e extração. O episódio também mostra por que velocidade, temperatura e limpeza são decisivas depois que a azeitona deixa a árvore e como um processo mal conduzido pode arruinar uma fruta excelente.Mais do que uma aula sobre azeite, este episódio muda a forma como olhamos para a comida cotidiana. Glenda explica por que acidez não é o único indicador de qualidade, como luz, calor, oxigênio e tempo comprometem o produto e por que guardar o melhor azeite apenas para ocasiões especiais pode ser um desperdício. Destaques🫒 Da advocacia ao olivalGlenda construiu sua primeira carreira no Direito e na Administração, mas a curiosidade por um ingrediente usado diariamente mudou sua trajetória. Ao perceber que conhecia muito sobre gastronomia e quase nada sobre azeite, decidiu mergulhar nesse universo.🌱 Um projeto que exigiu paciênciaAs primeiras oliveiras foram plantadas em 2014, mas a produção relevante só veio anos depois. O episódio mostra como projetos agrícolas dependem de tempo, pesquisa, adaptação e capacidade de lidar com a natureza.🌍 Conhecimento mundial, identidade brasileiraEstados Unidos, Portugal, Itália e Espanha ajudaram a formar a base técnica da Lagar H. O desafio não era copiar modelos estrangeiros, mas adaptar variedades, técnicas e tecnologias às condições brasileiras.⏱️ Da árvore ao azeite em poucas horasComo a colheita brasileira acontece em temperaturas elevadas, a rapidez é essencial. A fruta precisa ser resfriada e processada rapidamente para evitar fermentações e defeitos.🧪 Acidez não conta a história inteiraUma acidez baixa não garante, sozinha, que o azeite seja extravirgem. A classificação também depende de análises químicas e de uma avaliação sensorial capaz de identificar oxidação, ranço e falhas de produção.🕶️ Luz, calor e oxigênio são inimigosO azeite perde frescor com o tempo. Por isso, a Lagar H armazena sua produção em tanques de inox, sob nitrogênio e em ambiente refrigerado, realizando o envase conforme a demanda.🇧🇷 A vantagem do azeite brasileiroA proximidade entre produtor e consumidor reduz o tempo de transporte e a exposição ao calor. Enquanto muitos importados enfrentam longos trajetos marítimos, o produto nacional pode chegar mais fresco à mesa.👃 Amargor e picância são qualidadesPara quem está acostumado a azeites neutros ou oxidados, um extravirgem fresco pode surpreender. O amargor e a picância podem indicar presença de compostos naturais e revelar um produto vivo e intenso.🍳 O melhor azeite também é para cozinharGlenda provoca uma mudança de mentalidade: não faz sentido guardar o melhor produto durante meses e usar ingredientes inferiores todos os dias. Preparações simples também podem ganhar sabor e complexidade com um bom azeite.🏅 O Brasil entre os grandesMesmo com produção pequena, os azeites brasileiros vêm conquistando reconhecimento internacional. Olivais jovens, inovação e tecnologia ajudam o país a construir uma reputação baseada em qualidade, não em volume.

    1h 43m
  2. [A Origem do Sabor] Ronaldo Rossi - Chef, Cervejeiro, Professor, Escritor e Proprietário da Cervejoteca #EP08

    4d ago

    [A Origem do Sabor] Ronaldo Rossi - Chef, Cervejeiro, Professor, Escritor e Proprietário da Cervejoteca #EP08

    Harmonizar não é apenas colocar duas coisas gostosas na mesma mesa. É entender intensidade, gordura, acidez, aroma, textura e memória. Neste episódio de A Origem do Sabor, Élvio Rocha recebe Ronaldo Rossi, chef, cervejeiro, professor, escritor e proprietário da Cervejoteca. Mais do que um convidado, Ronaldo foi uma das pessoas que abriram caminhos na trajetória de Élvio, o que transforma o programa em uma conversa entre amigos, cheia de conhecimento, histórias e boas provocações. Ao longo do papo, Ronaldo mostra por que a harmonização pode ser tratada quase como uma equação. Antes de buscar semelhanças ou contrastes, é preciso equilibrar a intensidade dos produtos e entender como álcool, amargor, acidez e carbonatação atuam no paladar. Entre Witbier, Barley Wine, cervejas belgas, Imperial Stout e diferentes queijos artesanais, eles exploram o chamado “terceiro sabor”: algo novo, que não estava completamente nem na bebida nem no alimento, mas nasce quando os dois se encontram. O episódio também passa pela análise sensorial, pelo papel da temperatura, pela força dos queijos de leite cru, pelo terroir e pelos desafios do mercado artesanal brasileiro. Ronaldo defende menos arrogância, mais educação e mais espaço para os pequenos produtores. Um papo para quem gosta de cerveja, queijo e gastronomia, mas também para quem quer aprender a comer e beber com mais curiosidade. Destaques 🍺 Da gastronomia para a cerveja Ronaldo conta como seus 30 anos de cozinha moldaram a forma de pensar receitas, ingredientes e experiências à mesa. 🧀 O desafio dos queijos de leite cru Depois de errar 11 de 12 harmonizações, ele percebeu que a acidez, os aromas e o terroir desses queijos exigem muito mais do que regras prontas. ✨ A formação do terceiro sabor Quando a bebida desperta algo no alimento — e o alimento faz o mesmo com a bebida — surge uma experiência nova, capaz de criar memória. 📐 Harmonização também é matemática Primeiro vem o equilíbrio de intensidade. Depois entram as relações de semelhança e contraste, como manjericão com manjericão, tosta com tosta ou doçura contra amargor. 🫧 Os quatro elementos de corte Álcool, amargor, acidez e carbonatação ajudam a limpar o paladar e equilibrar gordura e persistência. Mas, em excesso, também podem atropelar sabores delicados. 👃 Como analisar uma cerveja Cor, turbidez, espuma, aroma, textura, gosto e retrogosto ajudam a entender o que existe dentro do copo. Até a temperatura muda completamente a percepção. 🌾 O malte como processo Mais do que um ingrediente, o malte nasce da transformação de cereais e do controle da torra, criando notas de pão, caramelo, tosta e café. ❤️ Harmonização é memória afetiva Uma boa combinação não termina no prato. Ela cria desejo de repetir, como aquele pão de queijo, feijão ou produto que nos faz atravessar a cidade. 🏪 Os 15 anos da Cervejoteca Ronaldo revisita a história da loja e as mudanças de um mercado que cresceu, se sofisticou, mas também se afastou de parte do público. 📚 Cultura cervejeira precisa voltar ao centro Sem educação e troca, o setor fala sempre com as mesmas pessoas. Para formar novos consumidores, é preciso explicar menos de cima para baixo e convidar mais gente para a mesa. 🌱 Valorizar o pequeno é preservar cultura Queijos, cervejas, cafés e azeites artesanais carregam território, conhecimento e identidade. Apoiar esses produtores é manter a diversidade viva. 🍻 Menos frescura, mais experiência Nem toda combinação precisa funcionar. O importante é provar, errar, descobrir e não deixar que o conhecimento transforme prazer em arrogância.

    1h 37m
  3. [SommCast] Lucas Foppa - Enólogo e Cofundador da Vinícola Foppa & Ambrosi #EP159

    5d ago

    [SommCast] Lucas Foppa - Enólogo e Cofundador da Vinícola Foppa & Ambrosi #EP159

    Como uma vinícola que começou com apenas 45 garrafas conseguiu construir uma operação internacional antes de completar dez anos? Neste episódio do SommCast, gravado durante a Wine South America, recebemos Lucas Foppa, enólogo e cofundador da Foppa & Ambrosi, para uma conversa sobre vinho, empreendedorismo e a coragem de transformar uma ideia improvável em um negócio com presença dentro e fora do Brasil. Lucas relembra sua entrada quase acidental na enologia, ainda na adolescência, a formação no Instituto Federal, o estágio na Chandon e a experiência com microvinificações na Espanha. Ao lado de Ricardo Ambrosi, começou a produzir vinhos no porão da casa da família, sem investidores e praticamente sem entender como vendê-los. A passagem por Napa Valley mudou essa visão e mostrou que, além da técnica, era preciso construir marca, experiência e conexão com o consumidor. Hoje, a Foppa & Ambrosi produz cerca de 120 mil garrafas por ano e desenvolve projetos nos Estados Unidos e no Uruguai. Mais do que uma história de crescimento, o episódio mostra que construir uma vinícola exige aprender com os erros, entender o mercado, fortalecer a própria identidade e repetir o trabalho bem-feito ao longo do tempo. Uma conversa para quem acredita no vinho brasileiro e quer entender como técnica, comunicação, hospitalidade e empreendedorismo podem caminhar juntos. Destaques 🍷 Uma escolha profissional aos 13 anos Lucas entrou para o curso técnico em Enologia sem conhecer profundamente o vinho. A decisão nasceu da busca por uma formação de qualidade e da influência de pessoas que enxergaram nele um potencial que ainda não conseguia perceber. 🏠 O começo no porão de casa A Foppa & Ambrosi nasceu de pequenas microvinificações feitas no porão da casa dos pais de Ricardo. O primeiro experimento rendeu 45 garrafas. Depois vieram 300 garrafas e a descoberta de que fazer vinho e construir uma empresa são desafios completamente diferentes. 🔥 O incêndio que mudou os planos Durante uma experiência profissional em Napa Valley, Lucas e Ricardo enfrentaram os grandes incêndios florestais de 2017. O cenário contribuiu para a decisão de voltar ao Brasil e investir definitivamente no próprio projeto. 🤝 Uma sociedade complementar Embora os dois sejam enólogos, Ricardo assumiu a produção e a qualidade dos vinhos, enquanto Lucas passou a liderar os negócios, o posicionamento e a comunicação da marca. 📈 De 300 para 120 mil garrafas Sem grandes investidores, a vinícola chegou a uma produção anual próxima de 120 mil garrafas. Para Lucas, o crescimento nasceu da combinação entre trabalho, adaptação, boas conexões e oportunidades bem aproveitadas. 🌎 Uma atuação internacional A experiência em Napa abriu caminho para uma operação própria nos Estados Unidos. A empresa também desenvolve vinhos no Uruguai, em parceria com a Bracco Bosca, conectando diferentes territórios e estilos. 🏷️ A força da marca Depois de criar diferentes linhas e submarcas, a vinícola percebeu que precisava concentrar seus esforços no próprio nome. A mudança fortaleceu Foppa & Ambrosi como a principal assinatura diante do consumidor. 🕵️ Segredo de Enólogo Na linha Segredo de Enólogo, o consumidor prova o vinho sem saber quais uvas compõem o corte. A proposta é desafiar preconceitos e mostrar como nomes e experiências anteriores podem interferir na percepção. 🚪 Enoturismo como prioridade Receber pessoas na vinícola é parte central do negócio. Durante a visita, o público conhece a história, prova os vinhos, conversa com quem produz e cria uma relação mais profunda com a marca. 🇧🇷 O futuro do vinho brasileiro Mesmo com projetos internacionais, o foco continua no Brasil. O objetivo é consolidar a empresa, elevar a qualidade e mostrar que o vinho brasileiro pode ocupar novos mercados sem perder sua identidade.

    48 min
  4. [Épice Talks] Sebastián Ruiz - Enólogo da Viña Tarapacá #EP01

    6d ago

    [Épice Talks] Sebastián Ruiz - Enólogo da Viña Tarapacá #EP01

    Como criar um novo ícone sem apagar mais de 150 anos de história? Na estreia do Épice Talks, Sebastián Ruiz, enólogo da Viña Tarapacá, apresenta o Etiqueta Dourada, um Cabernet Sauvignon que inaugura uma nova fase para uma das vinícolas mais tradicionais do Chile. Um vinho que nasce do encontro entre profundidade e frescor, tradição e movimento, experiência e coragem para fazer diferente. A conversa percorre a trajetória de Sebastián, suas primeiras memórias com o vinho e a importância de manter o enólogo conectado ao campo. O episódio mergulha também na história da Tarapacá, em seu terroir no Vale do Maipo e no trabalho realizado para compreender cada detalhe da propriedade. Foram centenas de análises de solo, estudos geológicos, recuperação da biodiversidade e anos de experimentação até identificar as pequenas parcelas que deram origem ao Etiqueta Dourada. Concreto, madeira, oxigênio, ponto de colheita e tempo de garrafa entram nessa construção. Produzido em uma edição limitada de aproximadamente sete mil garrafas, com apenas 900 destinadas inicialmente ao Brasil, o Etiqueta Dourada representa mais do que um lançamento. É o resultado de décadas de conhecimento, de uma parceria histórica entre a Épice e a Tarapacá e de uma nova leitura sobre os grandes vinhos chilenos: mais elegante, fluida e conectada ao lugar. Um episódio para entender como nasce um ícone — e por que os grandes vinhos não precisam escolher entre tradição e modernidade Destaques 🍷 O nascimento de um novo ícone O Etiqueta Dourada chega ao topo do portfólio da Tarapacá com uma proposta mais fresca e elegante, preservando profundidade, fruta e potencial de guarda. 🟡 A história das etiquetas O novo vinho se junta aos tradicionais Etiqueta Branca, Negra e Azul, abrindo outro capítulo na forma como a vinícola interpreta seu terroir. 👨‍🌾 O enólogo também precisa estar no campo Sebastián defende que enologia e viticultura caminhem juntas. Conhecer a planta, o solo e o clima é essencial para preservar a identidade do lugar. 🗺️ Um terroir estudado em profundidade Centenas de análises e escavações revelaram pequenas parcelas, diferentes composições geológicas e solos formados há milhões de anos. 🌿 Biodiversidade que chega à taça Corredores biológicos, coberturas vegetais e manejo integrado ajudaram a recuperar o ecossistema e melhorar a qualidade das uvas. 🏔️ Um lugar protegido pela natureza Montanhas, rio e correntes de ar frescas ajudam a preservar a acidez e favorecem vinhos intensos, equilibrados e elegantes. 🧱 Concreto, madeira e equilíbrio O concreto preserva a fruta, enquanto a madeira oferece oxigenação e estrutura. A escolha nasce da experimentação, não de uma fórmula pronta. 🌡️ Colher antes para preservar o frescor A antecipação da colheita e as fermentações mais delicadas ajudam a evitar excesso de álcool, mantendo tensão, frescor e elegância. 🌱 Vinhas maduras e de pé franco As uvas vêm de vinhedos com cerca de 30 anos, incluindo plantas de pé franco, mais equilibradas e concentradas na maturação dos frutos. 🇧🇷 O Brasil no centro da estratégia A chegada de 900 garrafas ao país reforça a importância do mercado brasileiro e a confiança da Tarapacá na parceria com a Épice. 🤝 Uma parceria de mais de 30 anos Desde 1995, Épice e Tarapacá atravessam juntas mudanças de portfólio, imagem e posicionamento da marca no Brasil. ⏳ O tempo como ingrediente O descanso em garrafa ajudou a integrar os taninos e revelar uma textura mais fina, fluida e elegante. ✨ O que define um grande vinho Um grande vinho entrega prazer hoje, mas também possui equilíbrio, identidade e estrutura para evoluir durante muitos anos.

    1h 9m
  5. [SommCast] Rodrigo Berber - Sócio dos Restaurantes Saj e Manish e Sommelier #EP158

    Jun 22

    [SommCast] Rodrigo Berber - Sócio dos Restaurantes Saj e Manish e Sommelier #EP158

    O que um engenheiro com carreira no mercado financeiro pode ensinar sobre restaurantes, hospitalidade e vinho? Neste episódio do SommCast, Rodrigo Berber, sócio do Saj e do Manish e sommelier formado pela ABS-SP, conta como deixou o ambiente corporativo para mergulhar na gastronomia. Uma mudança que passou por erros, reinvenção e uma descoberta importante: planilhas ajudam, mas negócios são feitos por pessoas. Na conversa, Rodrigo abre os bastidores de uma operação que precisa equilibrar receitas de família, padronização, custos, delivery e experiência do cliente. Ele explica por que uma cozinha centralizada não precisa ser industrial, como cada unidade desenvolve uma relação própria com seu público e por que uma reclamação pode revelar mais do que uma sequência de elogios. O papo também passa pelos desafios das sociedades, pelos erros mais comuns na abertura de restaurantes e pela complexidade das plataformas de entrega. O vinho aparece como parte natural dessa experiência. Rodrigo fala sobre a construção de uma carta que precisa vender, harmonizar com a comida e conversar com o público. Para ele, vinho deve fazer sentido para a ocasião e, principalmente, para quem está bebendo. Um episódio sobre gastronomia, negócios, hospitalidade e prazer. Assista no YouTube ou ouça nas principais plataformas de áudio. Destaques 🍷 Do vinho de garrafão à formação como sommelier Rodrigo relembra as primeiras experiências, a entrada em confrarias, o aprendizado autodidata e a decisão de estudar na ABS-SP. 📊 Quando o Excel encontra o salão A experiência no mercado financeiro ajudou na gestão, mas a gastronomia ensinou que nenhuma projeção substitui a execução e a leitura do cliente. 🥙 Comida de família e identidade Saj e Manish preservam uma culinária libanesa afetiva, baseada em receitas familiares, memória e preparos que remetem à comida de casa. 🏭 Cozinha centralizada sem perder o frescor A produção ajuda a manter o padrão entre as unidades, mas continua respeitando métodos tradicionais e o ritmo de uma cozinha de verdade. 🙋 O cliente no centro da operação Atendimento, entrega, ambiente e capacidade de resolver problemas são tão importantes quanto a comida. Para Rodrigo, uma reclamação também é uma oportunidade de melhorar. 🛵 A complexidade do delivery Cada pedido envolve cozinha, embalagem, logística, tecnologia e expectativa. Rodrigo analisa a força do iFood e os desafios de competir nesse mercado. 🤝 Sociedade precisa de regras claras Pró-labore, responsabilidades, aportes e expectativas devem ser definidos antes dos problemas aparecerem. 📈 Crescer sem abandonar a qualidade O grupo escolheu uma expansão mais cuidadosa, baseada em sócios-operadores e na preservação da experiência. 💰 Uma carta de vinhos que funciona Montar uma boa carta exige entender preço, margem, comida, público e ocasião — e não apenas reunir rótulos prestigiados. 🧊 Harmonização sem rigidez A técnica orienta, mas não deve eliminar o prazer. A melhor escolha é aquela que faz sentido para quem está à mesa.

    2h 22m
  6. [A Origem do Sabor] Erico Kolya - Fundador e Queijeiro do Pé do Morro #EP07

    Jun 19

    [A Origem do Sabor] Erico Kolya - Fundador e Queijeiro do Pé do Morro #EP07

    O que existe por trás de um pedaço de queijo artesanal? No novo episódio de A Origem do Sabor, Érico Kolya, fundador e queijeiro do Pé do Morro, mostra que a resposta passa por muito mais do que leite, fermentação e maturação. Passa por mudança de carreira, família, território e pela coragem de construir um projeto sustentado por sabor, propósito e relações verdadeiras. Érico relembra a saída do mundo corporativo, os estágios em vinícolas e fazendas europeias, a temporada nos Alpes suíços e o início da produção em uma pequena panela, no sítio da família, em Cabreúva. A conversa percorre a evolução do Pé do Morro, as conexões que fortaleceram o queijo artesanal brasileiro e a criação de uma experiência que hoje reúne queijos, pães, geleias, doces, vinhos e produtos de pequenos produtores. Mais do que uma história de empreendedorismo rural, o episódio propõe uma mudança de olhar: queijo artesanal não precisa ficar em um pedestal. Ele pode estar no café da manhã, no lanche e na mesa cotidiana. Um alimento bem-feito entrega sabor, memória e ainda ajuda a manter vivos produtores e territórios. Destaques 🧀 Da multinacional para a queijaria Formado em Administração e com carreira em uma multinacional, Érico deixou um caminho previsível para entender de perto a produção de alimentos e construir uma nova forma de viver. 🏔️ A escola dos Alpes Em uma fazenda na Suíça, viveu com uma família que subia com os animais para as montanhas durante o verão. Entre ordenhas, queijos e trabalho físico, percebeu como clima, cultura e paisagem moldam o sabor. 🍇 O vinho antes do queijo Sua primeira experiência aconteceu em uma pequena vinícola orgânica na Argentina. Foi ali que começou a compreender como as estações e a matéria-prima determinam o ritmo da produção. 🥛 O leite como matéria viva Fermentação, bactérias, gordura, proteína, umidade e tempo aparecem de maneira acessível, revelando como pequenas escolhas criam queijos completamente diferentes. 🌱 Um negócio que nasceu sem plano Mesmo sendo administrador, Érico começou sem pesquisa de mercado ou plano de negócios. Produzia, testava e oferecia os queijos. O crescimento veio porque as pessoas reconheceram qualidade e propósito. 🧺 Comer no lugar onde tudo acontece Hoje, os visitantes podem montar uma cesta com queijos, pães, mel, geleias e doces e fazer um piquenique no jardim, aproximando consumidor, produtor e paisagem. 🥖 Família também é ingrediente O pai de Érico teve papel essencial no projeto e passou anos produzindo pães de fermentação natural em casa. A padaria nasceu desse trabalho familiar e ampliou a experiência do Pé do Morro. 🌎 Comprar também é participar Ao escolher um produto artesanal, o consumidor ajuda a financiar uma pequena empresa, uma família, uma comunidade e uma forma diferente de produzir. 🐄 Produzir local não é fazer tudo sozinho Depois de criar as próprias vacas, o projeto passou a comprar leite de produtores vizinhos. Assim, cada um pôde se especializar e a economia local ganhou força. ⏳ A maturação exige cuidado Durante meses, os queijos precisam ser virados, observados e mantidos em condições específicas de frio e umidade. O episódio revela o trabalho invisível por trás de cada casca, aroma e textura. ⚙️ Crescer sem perder a essência A expansão acontece aos poucos, com recursos próprios e decisões baseadas no aprendizado. Para Érico, crescer devagar permite reduzir desperdícios e construir algo mais coerente. 🍽️ O queijo precisa sair do pedestal Queijo artesanal é alimento. Pode entrar no misto-quente, na pizza, no café da manhã ou no jantar, sem ficar restrito a tábuas sofisticadas. ✨ Buscar sabor muda tudo A proposta é comer com mais atenção. Escolher não apenas pelo preço ou pela aparência, mas pela origem, pela qualidade e pelo prazer que o alimento entrega.

    1h 11m
  7. [SommCast] Pascal Marty - O enólogo por trás de Opus One, Almaviva e novos vinhos da América do Sul #EP157

    Jun 18

    [SommCast] Pascal Marty - O enólogo por trás de Opus One, Almaviva e novos vinhos da América do Sul #EP157

    Poucos profissionais acompanharam tão de perto a transformação do vinho no Novo Mundo quanto Pascal Marty. Formado em Bordeaux, o enólogo francês participou da construção de dois ícones mundiais: Opus One, na Califórnia, e Almaviva, no Chile. Neste episódio do SommCast, ele mostra como encontros inesperados, inquietação e coragem para contrariar o pensamento dominante moldaram uma carreira marcada por projetos que ampliaram as fronteiras do vinho. A conversa passa pela infância no sul da França, pelo contato com os vinhos produzidos pela avó e pela descoberta da enologia como ciência. Pascal relembra a chegada à Califórnia nos anos 1980, quando ainda ouviu que não aprenderia nada sobre vinho por lá, e conta como ajudou a desenvolver o Opus One antes mesmo de o projeto ter nome ou rótulo. Depois, no Chile, participou da criação do Almaviva, uma vinícola concebida para produzir apenas um grande vinho .Hoje, Pascal segue movido pela experimentação. No episódio, ele apresenta projetos de microprodução, defende a complexidade dos blends e conta como passou cinco anos negociando o uso de uma levedura japonesa de saquê para fermentar vinhos em temperaturas muito baixas. A inquietação agora também chega ao Brasil, onde ele enxerga na Campanha Gaúcha condições para vinhos de altíssimo nível. Destaques 🍷 Da memória afetiva à enologia A primeira lembrança de Pascal com o vinho vem da infância no sul da França, acompanhando a avó na produção de vinhos doces vendidos a granel. Mais tarde, ele descobriu que por trás da tradição existia também ciência, bioquímica e microbiologia. 🎓 A formação em Bordeaux Pascal iniciou os estudos no final da década de 1970, quando a enologia ainda era uma profissão relativamente jovem na França. Ele acompanhou uma geração que ajudou a consolidar o papel do enólogo moderno. 🇺🇸 A criação do Opus One Ao escolher fazer um estágio na Califórnia, Pascal contrariou professores que ainda desconfiavam da região. A decisão o levou ao projeto que unia Robert Mondavi e a família Rothschild, ainda antes de existir nome, rótulo ou modelo de negócio definido. 🎼 O blend como uma sinfonia Para Pascal, uma única variedade pode produzir um belo solo, mas o corte permite construir uma sinfonia. Diferentes uvas ampliam a profundidade, a complexidade e as possibilidades de expressão de um vinho. 🇨🇱 O nascimento do Almaviva Em 1996, Pascal chegou ao Chile para participar de um projeto ambicioso: produzir um único grande vinho, sem linhas de entrada. O Almaviva ajudou a mostrar ao mundo que o Chile também poderia criar rótulos de prestígio internacional. 🌎 A força da América do Sul Pascal encontrou na região calor humano, energia e disposição para construir. Para ele, a América do Sul reúne território, clima, profissionais qualificados e mercado para ocupar um papel cada vez mais relevante. 🧪 Vinho fermentado com levedura de saquê Após descobrir leveduras japonesas capazes de fermentar em temperaturas próximas de zero, Pascal passou cinco anos negociando com uma associação de produtores de saquê. O resultado foi uma linha de vinhos com fermentação lenta, pureza aromática e percepção de umami. 💡 Pensar diferente Pascal acredita que repetir o que já funciona não garante o futuro. Sua trajetória é movida pela busca de novos métodos, territórios, modelos de negócio e formas de apresentar o vinho ao consumidor. 🇧🇷 Um novo desafio na Campanha Gaúcha O Brasil surge como a próxima fronteira. Pascal identifica na Campanha Gaúcha condições de solo e clima capazes de sustentar vinhos de terroir e projetos de alto posicionamento.

    43 min

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