Além do Algoritmo

Jornal da USP

Além do Algoritmo aborda os vários aspectos que formam a Inteligência Artificial (IA). Em conversa com o jornalista Marcello Rollemberg, o sociólogo Glauco Arbix traz à tona os dilemas contemporâneos relacionados à crescente presença da IA na sociedade.

  1. 11/14/2025

    Além do Algoritmo #15: Interagir com mortos por IA é agressão ao luto, diz professor

    A possibilidade de interagir com a imagem de pessoas mortas como se estivessem vivas, proporcionada pelas plataformas de Inteligência Artificial (IA), abala o conceito de luto, que se traduz num respeito pela morte e pela finitude, segundo o professor Glauco Arbix. “O luto prevê um período em que as coisas se acomodam. É a natureza operando. Mostra a finitude da nossa vida, que é bonita justamente porque não dura para sempre”, afirma Arbix, em conversa com o jornalista Marcello Rollemberg, nesta edição de Além do Algoritmo. “Quando temos a possibilidade de trazer de volta probabilisticamente esses entes, estamos explodindo esses conceitos que são conceitos consolidados na sociedade há muito tempo e têm a ver com a maneira como se encara a morte.” Arbix aponta riscos na utilização desses recursos especialmente pelas pessoas mais vulneráveis, como as crianças. O professor cita plataformas em que crianças podem interagir com seus pais já falecidos. “Não há nenhuma proteção contra esse tipo de caso”, alerta. “Quanto mais vulnerável você for, pior é esse tipo de relacionamento.” Ouça o podcast no link acima. Esta edição reproduz o programa Além do Algoritmo, transmitido pela Rádio USP no dia 31 de outubro de 2025. #colunista-rodape { font-size: 14px; padding: 2em; border-radius: 0.5em; border: solid 1px #ccc; background: #f5f5f5; font-family: 'Open Sans', sans-serif; display: flex; gap: 1.5em; #titulo { margin-bottom: 0.5em; width: 100%; display: flex; flex-direction: column; gap: 0.75em; } #titulosContainer { gap: 0.5em; display: flex; flex-direction: column; } h3 { margin: 0; font-family: "Barlow Semi Condensed", sans-serif; font-weight: 700; font-size: 1.875em; display: inline-block; a { color: #000; } } h4 { font-weight: 400; margin: 0; font-family: "Barlow", sans-serif; font-size: 1.125em; } #botoesContainer { display: flex; flex-direction: row; gap: 0.5em; } .botao { width: 1.25em; height: 1.25em; padding: 0; border: none; display: inline-block; img { width: 100%; height: 100%; object-fit: fill; vertical-align: top; } } p { margin: 0; max-width: 75%; } } @media screen and (max-width: 767px) { #colunista-rodape { font-size: 13.5px; flex-direction: column; gap: 1em; padding: 1.5em; p { max-width: none; line-height: 150%; } #titulo { flex-direction: row; justify-content: space-between; } .botao { height: 1.5em; width: 1.5em; } } #colunista-rodape p { max-width: none; } #colunista-rodape .colTexto { display: flex; flex-direction: column; gap: 1rem; } #colunista-rodape .menor { font-size: 90%; } #colunista-rodape hr { margin: 8px 0; } Além do Algoritmo O programa é mensal, às sextas-feiras às 12h e reprise aos domingos às 11h30, na Rádio USP São Paulo e Ribeirão Preto. Ouça também pelo link ou pelos agregadores de podcasts à disposição.

  2. 10/01/2025

    Além do Algoritmo #14: Uso de chatbots por crianças pode ter resultados devastadores

    A utilização por crianças e adolescentes de recursos de inteligência artificial como os chatbots – programas de computador capazes de interagir com seres humanos – pode ter resultados devastadores, incluindo estímulos ao suicídio. É o que afirma o sociólogo Glauco Arbix, coordenador da área de Humanidades do Centro de Inteligência Artificial da USP, nesta edição de Além do Algoritmo. Em conversa com o jornalista Marcello Rollemberg, Arbix destaca que programas desse tipo transmitem conteúdos e conselhos que podem ser prejudiciais para o público infantil, ainda em fase de formação e incapaz de discernir entre o emocional, o artificial e o real. Citando estudo de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Arbix destaca que 54% de crianças entre 3 e 5 anos de idade já usaram alguma plataforma de inteligência artificial generativa para fazer atividades criativas, para buscar informações e até para pedir conselhos. “As crianças estão delegando a essas máquinas e algoritmos aquilo que elas deveriam estar desenvolvendo, exatamente na fase mais importante da vida”, diz o professor. “Essas plataformas não são orientadas por faixas de idade. Elas conversam da mesma forma tanto com crianças como com jovens e idosos, o que não é adequado para as crianças.” Ouça o podcast no link acima. Esta edição reproduz o programa Além do Algoritmo, transmitido pela Rádio USP no dia 26 de setembro de 2025.

  3. 07/18/2025

    Além do Algoritmo #12: Cada vez mais a IA é usada para combater problemas emocionais

    Cada vez mais, a inteligência artificial (IA) vem sendo usada para combater problemas emocionais. De acordo com pesquisa recente feita nos Estados Unidos, com participação da Universidade de Harvard, o principal objetivo dos usuários do ChatGPT – uma ferramenta utilizada por cerca de 500 milhões de pessoas no mundo – é combater a solidão. O uso de aplicativos de terapia e de aconselhamento levou a Associação Americana de Psicologia a emitir um comunicado, classificando esses aplicativos como “superficiais” e alertando para os perigos dessa prática. Esses usos da IA são comentados pelo professor Glauco Arbix nesta edição de Além do Algoritmo. Em conversa com o jornalista Marcello Rollemberg, o professor destaca que, como é baseado em dados disponíveis na internet, o ChatGPT reproduz os estereótipos, estigmas e preconceitos presentes na sociedade. Citando outra pesquisa elaborada nos Estados Unidos, desta vez por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Arbix destaca que o uso diário do ChatGPT está associado ao aumento da solidão, à falta de socialização e à dependência em relação à máquina. “Use o ChatGPT à vontade, mas use com desconfiança, e lembre que ele não é sua amiga, ele não é seu amigo”, recomenda Arbix. Ouça o podcast no link acima. Esta edição reproduz o programa Além do Algoritmo, transmitido pela Rádio USP no dia 11 de julho de 2025.

  4. 06/02/2025

    Além do Algoritmo #11: Sistemas autônomos, como Agentic IA, trazem perigos e dilemas éticos

    Máquinas que por contra própria tomam decisões e fazem uma série de tarefas. Essa tecnologia está disponível através dos sistemas de inteligência artificial Agentic IA. “É tudo ainda muito experimental, mas o mais importante desse passo é que ele tira os humanos da frente”, afirma o professor Glauco Arbix, em conversa com o jornalista Marcello Rollemberg, nesta edição de Além do Algoritmo. “Toda vez que você substitui o humano, você cria problemas éticos e morais.” Arbix cita como exemplo uma situação em que um médico precisa priorizar um de dois pacientes. “A máquina vai resolver isso de acordo com a orientação que ela tiver. Se for orientada para minimizar custos, ela vai tratar o paciente que pode ser curado mais rapidamente e de forma mais barata”, diz o professor. “Se tiver cuidando de uma pessoa pobre, não vai sugerir tratamentos complicados, que poderiam salvar a vida dessa pessoa.” Arbix lembra que as máquinas não necessariamente são “perigosas”. Entretanto, ao buscar formas de realizar uma ação, sem o controle humano, elas podem trazer consequências inesperadas. “Digamos que, para cumprir uma tarefa, a máquina precisa de algum recurso que ela não encontra facilmente. Ela, então, vai procurar caminhos para esses recursos e isso pode dar a ela um poder não previsto.” Ouça o podcast no link acima. Esta edição reproduz o programa Além do Algoritmo, transmitido pela Rádio USP no dia 30 de maio de 2025.

  5. 04/25/2025

    Além do Algoritmo #10: Brasil precisa atrair cientistas dos Estados Unidos, diz Glauco Arbix

    Em suas recentes investidas contra as principais universidades dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump enfraquece a capacidade da ciência do seu país de determinar as tendências da pesquisa científica em todo o mundo. Além disso, ele provoca uma fuga de cérebros nunca antes vista, a ponto de fazer com que 75% dos cientistas dos Estados Unidos cogitem se transferir para países onde tenham liberdade e melhores condições de trabalho, de acordo com pesquisa recente publicada pela revista inglesa Nature. O Brasil precisa aproveitar essa situação e atrair cientistas que fariam avançar a área de inteligência artificial (IA) no País, afirma o professor Glauco Arbix, coordenador da área de Humanidades do Centro de Inteligência Artificial da USP, nesta edição de Além do Algoritmo. Em conversa com o jornalista Marcello Rollemberg, ele sugere ao governo e à USP que elaborem programas voltados a dar condições adequadas de trabalho para cientistas que atuem na área de IA. “Primeiro, temos que externar nossa solidariedade aos cientistas norte-americanos, porque é uma tragédia o que está acontecendo com eles”, destaca Arbix. “Não precisamos de muito. Se vierem quatro, cinco cientistas, podemos acelerar na inteligência artificial. Fizemos isso no passado: quando houve a implosão da União Soviética, a USP atraiu pesquisadores que ajudaram o Brasil a dar um salto em várias áreas.” Ouça o podcast no link acima. Esta edição reproduz o programa Além do Algoritmo, transmitido pela Rádio USP no dia 25 de abril de 2025.

  6. 02/26/2025

    Além do Algoritmo #8: DeepSeek é oportunidade para países em desenvolvimento

    Os avanços na área da inteligência artificial (IA) generativa promovidos pela empresa chinesa DeepSeek representam uma oportunidade para os países em desenvolvimento, como o Brasil. Isso porque o modelo generativo lançado em janeiro passado por aquela empresa elimina barreiras que até agora impediam o desenvolvimento dessa nova tecnologia por nações sem a infraestrutura adequada. Se antes eram necessários uma grande quantidade de dados, data centers cada vez maiores para alojar esses dados, chips de última geração e recursos financeiros vultosos, com o advento do modelo chinês abre-se um novo caminho, já que ele não exige tantos dados – pois se relaciona com outros modelos de IA -, é muito mais barato e utiliza o chamado código aberto, um sistema em que qualquer desenvolvedor de IA pode ter acesso ao modelo e adaptá-lo à sua realidade e necessidades. Essas são algumas observações feitas pelo professor Glauco Arbix, coordenador da área de Humanidades do Centro de Inteligência Artificial da USP, nesta edição do podcast Além do Algoritmo, em conversa com o jornalista Marcello Rollemberg. “Temos que absorver essas inovações, adaptá-las à nossa realidade e avançar”, destaca Arbix, lembrando que os países em desenvolvimento precisam aproveitar a oportunidade oferecida pelo novo modelo chinês para combater os “enormes problemas” que enfrentam em várias áreas, da agricultura à saúde e à educação. “Não podemos ser somente compradores de IA”, acrescenta o professor. “Temos obrigação de ser desenvolvedores de inteligência artificial. E nisso as universidades têm um papel muito grande.” Ouça o podcast no link acima. Esta edição reproduz o programa Além do Algoritmo, transmitido pela Rádio USP no dia 21 de fevereiro de 2025.

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Além do Algoritmo aborda os vários aspectos que formam a Inteligência Artificial (IA). Em conversa com o jornalista Marcello Rollemberg, o sociólogo Glauco Arbix traz à tona os dilemas contemporâneos relacionados à crescente presença da IA na sociedade.