Cidade em Movimento - USP

Jornal da USP

Cidade em Movimento é um podcast que pretende discutir os problemas da cidade de São Paulo, a partir das pesquisas realizadas, pelo mesmo tema, na Universidade de São Paulo

  1. 3d ago

    Cidade em Movimento #28: Histórico da violência em São Paulo

    A sensação de segurança e os índices de criminalidade na cidade de São Paulo apresentam um panorama complexo da cidade. Enquanto estatísticas oficiais apontam reduções históricas em determinados crimes violentos, outras atitudes criminosas e violações de direitos registraram avanços significativos na última década. Entre 2014 e 2025, o número de furtos — caracterizados pela subtração de bens sem o uso de violência ou ameaça direta — saltou de 190.717 para 250.168 ocorrências na capital paulista. Em contrapartida, os roubos, que envolvem grave ameaça ou violência contra a vítima, registraram uma queda no mesmo período, recuando de 160.210 para 98.358 registros. No trânsito, os homicídios culposos, os quais não há a intenção de matar, subiram de 538 para 624 casos. Gostou do episódio? Então não deixe de conferir este e outros assuntos sobre as metrópoles em jornal.usp.br/sinopses-podcasts/cidade-em-movimento/! Cidade em Movimento O podcast Cidade em Movimento vai ao ar na Rádio USP, mensalmente, terças-feiras, às 8h35 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast. Veja todos os episódios do Cidade em Movimento no Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. Produção: Breno Marino e Isabella LopesProdução geral e edição: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.br Horário: Quinzenalmente, quintas-feiras, às 8h35 .

  2. Sep 17

    Cidade em Movimento #27: A malha ferroviária paulistana

    A história das ferrovias no Estado de São Paulo inicia-se em 1867, com a construção da São Paulo Railway, que conectava as cidades de Santos, São Paulo e Jundiaí. Ela e outras estradas como a Estrada de Ferro Sorocabana e a Estrada de Ferro Central do Brasil foram fundamentais para o escoamento da produção cafeeira para o litoral e o interior do País, o transporte de pessoas e o desenvolvimento do poder econômico do Estado. Em 1992, o governo paulista criou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, a CPTM, com o objetivo de unir e reestruturar as redes existentes, que estavam sob a administração de outras duas companhias distintas. A situação herdada era precária, com intervalos de até 20 minutos no horário de pico e transportes deteriorados. Desse modo, as linhas passaram a receber novos trens e reformas de frota, modernização das sinalizações, reforma e construção de estações e diversas outras melhorias de infraestrutura. Gostou do episódio? Então não deixe de conferir este e outros assuntos sobre as metrópoles em jornal.usp.br/sinopses-podcasts/cidade-em-movimento/! Cidade em Movimento O podcast Cidade em Movimento vai ao ar na Rádio USP, mensalmente, terças-feiras, às 8h35 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast. Veja todos os episódios do Cidade em Movimento no Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. Produção: Breno Marino e Isabella LopesProdução geral e edição: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.br Horário: Quinzenalmente, quintas-feiras, às 8h35 .

  3. Jul 23

    Cidade em Movimento #25: Monumentos históricos de São Paulo

    Neste ano, o edifício Copan completa 60 anos. O monumento nasceu com a proposta de repensar a vida urbana e se tornou um símbolo da maior cidade do País. Além de seu caráter físico marcante, espaços históricos como o Copan se conectam não só com a cidade, mas com os próprios paulistanos. Eles atravessam tempos históricos, se adaptam ao mundo contemporâneo, contam histórias e levam os moradores da cidade ao pensamento crítico e à revisão da história de São Paulo. Em meio à importância dos objetos históricos, entretanto, a capital paulista tem restringido o acesso aos moradores da cidade, o que compromete o pensamento crítico e a revisitação histórica. Fraya Frehse, professora associada do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, comenta que a situação tem piorado nos últimos anos, devido à postura do governo municipal. “O que está acontecendo agora é que o consumo da cidade virou política pública. Mas é o consumo da cidade para alguns apenas.” Gostou do episódio? Então não deixe de conferir este e outros assuntos sobre as metrópoles em jornal.usp.br/sinopses-podcasts/cidade-em-movimento/! Cidade em Movimento O podcast Cidade em Movimento vai ao ar na Rádio USP, mensalmente, terças-feiras, às 8h35 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast. Veja todos os episódios do Cidade em Movimento no Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. Produção: Breno Marino e Isabella LopesProdução geral e edição: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.br Horário: Quinzenalmente, quintas-feiras, às 8h35 .

  4. May 14

    Cidade em Movimento #23: Mobilidade e inclusão das mulheres

    Entre janeiro e março de 2026, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo registrou 910 denúncias de estupro na capital paulista. O estupro não acontece somente com mulheres, mas elas são as que mais sofrem com esse tipo de violência. O cenário demonstra como a cidade de São Paulo afeta as mulheres e que o município não foi pensado com elas nem para elas. Segundo Paula Freire Santoro, coordenadora do Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LabCidade) e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da USP, as mulheres sofrem três tipos de violência ao longo da sua trajetória pela cidade de São Paulo e dos grandes centros urbanos. A primeira está associada ao trajeto até o transporte público, na rua. “Um assédio que é no caminho do ponto de ônibus, por exemplo, e no ponto, que é um assédio verbal, mas que está corporalmente  constante, mas é um assédio que, muitas vezes, a gente não considera assédio.” O outro é o assédio físico que ocorre dentro do transporte público, que, como diz a professora, “é um assédio corporal, que é dentro do ônibus, dentro do vagão do Metrô, dentro do vagão do trem, que está muito cheio, ou seja, a condição do nosso serviço de lotação implica num assédio que é corporal. É um homem se esfregando na mulher, colocando-a em situações que tem o constrangimento de descrever. Mas a gente sabe que elas se dão”. A terceira forma é o estupro, que acontece tanto em locais abertos quanto em locais fechados. Paula Santoro explica que, dependendo do caminho a ser percorrido, o trajeto pode facilitar momentos de abuso sexual. “Isso também acontece nesses espaços confinados, mas também acontece no caminho. Quando esse caminho é muito ermo, por exemplo, quando eu tenho uma série de arbustos e verdes, ou seja, na hora que eu penso a vegetação, pensar em uma vegetação que visualmente eu possa ver pessoa a pessoa caminhando é importante.” Cidade em Movimento O podcast Cidade em Movimento vai ao ar na Rádio USP, mensalmente, terças-feiras, às 8h35 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast. Veja todos os episódios do Cidade em Movimento no Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. Produção: Breno Marino e Isabella LopesProdução geral e edição: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.br Horário: Quinzenalmente, quintas-feiras, às 8h35 .

  5. Apr 2

    Cidade em Movimento #22: Ciclovias e sinistros

    Segundo dados divulgados pela SPTrans, em 2025, houve uma redução no número de passageiros de ônibus na capital paulista em relação ao ano anterior. Enquanto em 2024 a média era de 7,13 milhões de paulistanos, no ano seguinte o índice caiu para 7,05 milhões. Essas estatísticas indicam uma mudança no modo de transporte utilizado pelos habitantes de São Paulo. O avanço do transporte individual foi um dos fatores para essa redução recente, principalmente as motocicletas. As bicicletas também têm ganhado mais espaço no panorama atual da cidade. Com custo mais acessível para as pessoas e de fácil locomoção em curtas distâncias, paulistas têm optado por esse modo de transporte no dia a dia. Contudo, o município não tem acompanhado essa tendência, apresentando problemas envolvendo ciclistas e o estado de uso das próprias ciclovias. De acordo com a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas, apenas em janeiro deste ano houve um aumento de 15% nas ocorrências de sinistros em relação ao mesmo período de 2024. Mateus Humberto, professor no Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica (Poli) da USP, afirma que a largura das vias destinadas a ciclistas, pistas escorregadias, buracos e até falta de limpeza das ciclovias são alguns dos problemas que contribuem para esse aumento. Gostou do episódio? Então não deixe de conferir este e outros assuntos sobre as metrópoles em jornal.usp.br/sinopses-podcasts/cidade-em-movimento/ Cidade em Movimento O podcast Cidade em Movimento vai ao ar na Rádio USP, mensalmente, terças-feiras, às 8h35 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast. Veja todos os episódios do Cidade em Movimento no Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. Produção: Breno Marino e Isabella LopesProdução geral e edição: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.br Horário: Quinzenalmente, quintas-feiras, às 8h35 .

  6. Mar 5

    Cidade em Movimento #21: Preservação arquitetônica

    https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/CIDADE_EM_MOVIMENTO_05_MARCO_PRESERV_ARQUITETONICA-1.mp3 O trabalho dos órgãos de preservação patrimonial vai muito além de igrejas, casas coloniais, monumentos e grandes construções— como a estação da Luz, a Biblioteca Mário de Andrade e o Copan. Órgãos como o Iphan, Condephaat e o Conpresp também atuam no tombamento e preservação de prédios comerciais, casas, vilas, fábricas, obras de arte e até espaços naturais. Entre os mais de 4.000 bens tombados na capital paulista, alguns dos mais inusitados, são um posto de gasolina na Aclimação, uma cratera em Parelheiros, uma árvore no Sacomã, um túmulo dentro da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, o muro do cemitério do Araçá, o alambrado do estádio do Juventus, entre outros. Todavia, na cidade marcada pela “Força da grana que ergue e destrói coisas belas”, a preservação daquilo que já está construído é um dos muitos desafios enfrentados. Para além da dificuldade associada às reformas, preservação e uso de edificações já tombadas, existe também a dificuldade em preservar características urbanas e naturais de bairros e realizar o tombamento de novos imóveis.  Segundo Simone Scifoni, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, especializada em Geografia Urbana, as instituições responsáveis pela preservação arquitetônica “trabalham majoritariamente com um olhar muito elitista, baseado em aspectos como monumentalidade, excepcionalidade, valores formais ligados à arquitetura técnica e estética. Em consequência disso, uma série de bens culturais ligados ao cotidiano das cidades, às formas de morar, de trabalho e de lazer não se enquadram nessa visão elitista, elas ficam de fora”. O resultado disso, segundo a professora, é que a cidade de São Paulo vem perdendo parte significativa dos bens culturais ligados à década de 30, 40, 50, 60. “São bens que testemunham a história cotidiana da cidade, dos usos cotidianos. O conjunto de casinhas, os sobradinhos que testemunham as formas de morar, pequenos comércios, cinemas de rua, campos de futebol de várzea, fábricas, clubes”, completa. Gostou do episódio? Então não deixe de conferir este e outros assuntos sobre as metrópoles em jornal.usp.br/sinopses-podcasts/cidade-em-movimento/

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