Manhãs com Jesus

Bruno Serafim da Luz

Palavras de encorajamento, consolo e exortação, para corações que desejam viver uma íntima relação com Jesus. Me chamo Bruno Serafim da Luz, sou pastor da Aviva igreja cristã, na cidade de Criciúma, SC. Casado com a Lela, pai da Malu e da Laura. Formado em Teologia pelo Seminário Martin Bucer. Mestre em Neurociências pelo Instituto de Psicologia da USP. @brunoserafimdaluz

  1. 2d ago

    Deus governa, mesmo quando não compreendemos - Ester 4

    Deus governa, mesmo quando não compreendemos Leitura: Ester 4 Seleção Et 4.14Porque, se você ficar calada agora, de outro lugar virá socorro e livramento para os judeus, mas você e a casa de seu pai perecerão. Mas quem sabe se não foi para uma conjuntura como esta que você foi elevada à condição de rainha?” Observação Nem sempre conseguimos compreender os acontecimentos da nossa vida. Uma mudança inesperada, uma responsabilidade difícil ou uma oportunidade em meio à crise nos fazem perguntar o que devemos fazer. Gostaríamos de conhecer antecipadamente o desfecho, mas muitas decisões precisam ser tomadas enquanto ainda temos somente perguntas. Ester enfrentou uma situação assim. Seu povo estava ameaçado de extermínio, e Mordecai pediu que ela intercedesse diante do rei. Aproximar-se sem ser chamada poderia custar sua vida. Ao responder, Mordecai afirmou que o livramento viria de outro lugar caso ela se calasse e perguntou se sua chegada ao trono não estava relacionada justamente àquela ocasião. A pergunta de Mordecai nos convida a considerar a relação entre nossa posição e nossa responsabilidade, sem afirmar que conhecemos todos os propósitos de Deus. O que sabemos  é que Deus realiza todas as coisas conforme o conselho de sua vontade. Ou seja, a doutrina da providência ensina que Deus sustenta e governa sua criação, conduzindo a história segundo seus próprios propósitos. Confiar nesse governo nos conduz a agir, portanto, com responsabilidade. Ester pediu que o povo jejuasse e decidiu comparecer diante do rei, reconhecendo o risco. Ou seja, nós também podemos usar nossas oportunidades para servir, enfrentar tarefas difíceis e fazer o que a Palavra ordena, mesmo sem controlar os resultados. Nossa tarefa é obedecer; enquanto o governo da história pertence a Deus. A cruz firma essa confiança. Jesus foi entregue conforme o plano determinado de Deus e crucificado por homens maus. A soberania divina não eliminou a responsabilidade humana. Nesse acontecimento, Cristo carregou nossos pecados para nos reconciliar com Deus. Portanto, podemos confiar nossos caminhos ao Senhor, confiando que, mesmo quando ainda não compreendemos, Ele segue no controle de todas as coisas. Petição Pai, ajuda-me a confiar em tua providência quando não compreendo meus caminhos. Sustenta-me em Cristo e dá-me coragem para cumprir minhas responsabilidades com fidelidade. Aplicação Hoje, identificarei uma responsabilidade que estou adiando por não controlar o resultado. Orarei sobre ela e realizarei uma ação concreta de obediência, entregando suas consequências a Deus.

    Deus governa, mesmo quando não compreendemos - Ester 4
  2. 3d ago

    Quando alimento a raiva - Ester 3

    Quando alimento a raiva Leitura: Ester 3 Seleção Et 3.5Quando Hamã viu que Mordecai não se inclinava nem se prostrava diante dele, encheu-se de furor. Observação A raiva é um sentimento que, vez ou outra, surge em nossos corações. Isso faz parte da nossa natureza caída. Mas o ponto é: o que fazemos com essa raiva? Alimentamos? Elaboramos pensamentos e ideias de como ferir aquela pessoa que nos atingiu? Ou apresentamos esse sentimento aos pés de Jesus? Em Ester 3, a narrativa registra a ira de Hamã e suas ações contra os judeus. Depois de receber uma posição elevada no reino, ele viu que Mordecai não se prostrava diante dele e ficou furioso. O versículo seguinte informa que considerou pouco atentar apenas contra Mordecai e procurou destruir todos os judeus do império. Esse propósito avançou para uma ação organizada. Hamã apresentou sua proposta ao rei, recebeu autorização e fez expedir um decreto de extermínio que incluía mulheres e crianças. O capítulo termina com a cidade de Susã perplexa. A narrativa apresenta uma sequência concreta: Hamã se enfureceu, planejou destruir pessoas e mobilizou o poder do reino para executar esse plano. Diante dessa sequência, precisamos examinar nossas próprias atitudes. Na sua carta aos Efésios, Paulo nos orienta a não pecar quando estamos irados nem prolongar essa ira. Isso nos chama a interromper insultos, ameaças e planos de retaliação. Podemos levar nossa raiva a Deus, reconhecer nossos pecados e buscar uma conversa responsável sobre aquilo que precisa ser resolvido. E essa resposta encontra seu fundamento no perdão que recebemos em Jesus. Devemos abandonar a ira e a maldade, tratando uns aos outros com bondade e compaixão, porque Deus nos perdoou em Cristo. Seu perdão nos conduz ao arrependimento e orienta nossa maneira de tratar o próximo. Ou seja, se fomos perdoados pelo próprio Deus, por que não perdoaríamos aqueles que nos fizeram algum tipo de mal? Petição Pai, perdoa minha ira pecaminosa e meu desejo de ferir. Lembra-me do perdão recebido em Cristo e ensina-me a responder com bondade e domínio próprio. Aplicação Hoje, identificarei uma situação em que estou alimentando raiva, confessarei a Deus qualquer desejo de retaliação e escreverei uma resposta respeitosa para tratar do problema sem atacar a pessoa.

    Quando alimento a raiva - Ester 3
  3. 4d ago

    O cuidado que se torna presença - Ester 2

    O cuidado que se torna presença Leitura: Ester 2 Seleção Et 2.7Mordecai havia criado Hadassa, que é Ester, filha de seu tio, que era órfã de pai e mãe. A jovem era bonita e formosa. Depois que o pai e a mãe dela morreram, Mordecai a adotou como filha. Observação É possível saber que alguém está passando por dificuldades e continuar distante. Podemos nos comover com uma perda, perguntar uma vez como a pessoa está e depois deixar de acompanhá-la. Porque, entre perceber uma necessidade e participar do cuidado, existe um passo concreto: oferecer nosso tempo, nossa presença e os recursos que temos. Em Ester 2, esse cuidado aparece na história de Mordecai. Antes de narrar a coroação de Ester, o capítulo informa que ela havia perdido o pai e a mãe. Mordecai, seu primo, a adotou como filha e a criou. A narrativa registra uma resposta concreta à condição de uma jovem órfã: ela foi acolhida em uma relação familiar. Esse acompanhamento também aparece quando Ester é levada ao palácio. O versículo 11 informa que Mordecai passava diariamente diante do pátio do harém para saber como ela estava e o que lhe aconteceria. Ou seja, o capítulo registra tanto a adoção quanto a continuidade de seu interesse pelo bem-estar dela. Ao considerarmos essas ações, encontramos em Tiago 1.27 uma orientação explícita para nossa vida: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas aflições. Podemos começar identificando necessidades reais ao nosso redor e oferecendo uma ajuda que consigamos sustentar. Uma visita, uma refeição ou o acompanhamento de alguém enlutado podem dar forma concreta a esse cuidado. E nossa disposição para cuidar encontra fundamento na graça que recebemos. Deus mesmo nos adotou como filhos por meio de Jesus Cristo, que entregou sua vida por nós, pecadores. Agora, uma vez colhidos por Deus, somos chamados a acolher aqueles que precisam. Petição Pai, obrigado por me acolheres em Cristo. Perdoa minha indiferença e ajuda-me a cuidar com presença, generosidade e constância de quem precisa. Aplicação Hoje, entrarei em contato com alguém que esteja enfrentando uma perda ou situação de desamparo, ouvirei sua necessidade e combinarei uma ajuda concreta, com dia e horário definidos.

    O cuidado que se torna presença - Ester 2
  4. 5d ago

    Quando o orgulho governa as reações - Ester 1

    Quando o orgulho governa as reações Leitura: Ester 1 Seleção Et 1.12Porém a rainha Vasti se recusou a atender a ordem do rei, transmitida por meio dos eunucos. Diante disso, o rei muito se enfureceu e se inflamou de raiva. Observação Às vezes, basta alguém nos contrariar para perdermos a serenidade. Uma opinião diferente, um pedido recusado ou uma correção diante de outras pessoas desperta uma irritação que parece maior do que a situação. Nesses momentos, precisamos perguntar: estamos reagindo a uma injustiça ou à frustração de não sermos tratados como gostaríamos? Essa pergunta nos aproxima da cena de Ester 1. Depois de exibir as riquezas e a grandeza de seu reino, Assuero manda trazer Vasti para mostrar sua beleza aos convidados. Quando ela se recusa, ele se enfurece. O homem que governa um imenso império não consegue lidar serenamente com uma recusa dentro do próprio palácio. Esse contraste expõe a fragilidade por trás de tanta ostentação. Acostumado a dar ordens, Assuero reage à contrariedade com uma ira que acaba envolvendo seus conselheiros e todo o reino. Sua reação nos ajuda a perceber como o orgulho pode transformar uma frustração em um conflito muito maior, fazendo outras pessoas sofrerem as consequências de nossa necessidade de afirmação. Também podemos levar essa necessidade para o casamento, a criação dos filhos e a liderança. Quando precisamos ter sempre a última palavra, uma discordância facilmente parece uma ameaça. A graça de Deus nos permite reconhecer isso sem procurar desculpas. Podemos interromper uma discussão, ouvir com atenção e admitir que nossa maneira de responder foi pecaminosa, mesmo quando existe um problema real a resolver. Essa liberdade nasce de nossa segurança em Cristo. Amados e acolhidos por Ele, não precisamos conquistar respeito pela imposição. Jesus, ao ser insultado, não respondeu com insultos, mas confiou nAquele que julga justamente. Ele levou nossos pecados à cruz e nos concede seu Espírito para transformar nossas reações. Por isso, podemos confessar nosso orgulho, pedir perdão e aprender a responder com mansidão. Petição Senhor, perdoa meu orgulho e minhas reações impacientes. Firma meu coração no amor de Cristo e ensina-me a ouvir, reconhecer meus erros e responder com mansidão. Aplicação Hoje, identificarei uma ocasião recente em que reagi mal ao ser contrariado e pedirei perdão à pessoa envolvida, nomeando meu erro sem justificar minha atitude.

    Quando o orgulho governa as reações - Ester 1
  5. Oct 23

    Quando o alívio nos faz esquecer - Neemias 13

    Quando o alívio nos faz esquecer Leitura: Neemias 13 Seleção Ne 13.15Naqueles dias, vi que em Judá havia homens que no sábado pisavam uvas nos lagares e traziam trigo que carregavam sobre jumentos. Também no dia de sábado traziam para Jerusalém vinho, uvas e figos e todo tipo de cargas. Protestei contra eles por venderem alimentos neste dia. Observação Quando as coisas vão mal, buscamos a Deus com intensidade. Oramos, reconhecemos erros e prometemos mudanças. Mas, quando o alívio chega, podemos diminuir a vigilância e retomar práticas que havíamos abandonado. Aos poucos, voltamos ao pecado do qual pedimos para ser libertos. Precisamos examinar se desejamos uma vida transformada ou apenas o fim das consequências que nos incomodam. Em Neemias 13, o povo havia voltado a trabalhar e negociar no sábado, apesar do compromisso assumido anteriormente. Neemias confrontou essa desobediência e lembrou que seus antepassados haviam praticado o mesmo mal, atraindo o juízo de Deus sobre Jerusalém. A comunidade restaurada estava repetindo pecados que haviam marcado sua ruína. Deus lhes concedera retorno, reconstrução e recomeço. Entretanto, essas dádivas não foram acompanhadas de fidelidade perseverante. O problema aparece também na negligência com o templo e no abandono do sustento dos levitas. A restauração das condições externas não dispensava o cuidado contínuo com o coração e a obediência. Também podemos confundir melhora das circunstâncias com maturidade espiritual. Quando a pressão diminui, antigas concessões parecem menos perigosas. Nem todo sofrimento é consequência de um pecado específico, mas, quando Deus nos corrige, precisamos acolher Sua disciplina e perseverar na mudança. Seu cuidado nos chama a permanecer perto dEle também nos dias tranquilos. Jesus morreu e ressuscitou para nos reconciliar com Deus e nos libertar do domínio do pecado. Sua graça nos recebe quando caímos e nos ensina a abandonar a impiedade. Podemos confessar nossa inconstância e pedir ao Espírito forças para perseverar. A resposta à misericórdia recebida é uma vida que continua buscando o Senhor depois que a crise passa. Petição Senhor, perdoa minha inconstância. Que eu não Te procure apenas na aflição. Sustenta-me em obediência e mantém meu coração perto de Ti quando tudo estiver bem. Aplicação Hoje, vou recordar uma mudança que assumi durante uma dificuldade e verificar se a abandonei. Vou retomar um passo concreto de obediência e pedir apoio para perseverar.

    Quando o alívio nos faz esquecer - Neemias 13
  6. Oct 22

    Tempo de celebrar - Neemias 12

    Tempo de celebrar Leitura: Neemias 12 Seleção Ne 12.27Na dedicação das muralhas de Jerusalém, procuraram os levitas em todos os lugares onde estavam morando, para fazê-los vir a Jerusalém a fim de que fizessem a dedicação com alegria, louvores, canto, címbalos, liras e harpas. Observação Às vezes, terminamos uma etapa difícil e imediatamente começamos a nos preocupar com a próxima. Uma oração é respondida, um problema é resolvido, uma tarefa é concluída, mas seguimos adiante sem reconhecer o cuidado recebido. Precisamos aprender a parar para agradecer e celebrar. A gratidão nos ajuda a perceber que nossa história também é marcada pela bondade de Deus. Na dedicação dos muros de Jerusalém, os levitas foram convocados para celebrar com alegria, ações de graças, cânticos e instrumentos. Dois grandes coros percorreram a muralha. Aquilo que havia sido cenário de destruição e motivo de vergonha tornou-se lugar de louvor. O povo reconhecia diante de Deus a importância daquela restauração. A celebração reuniu homens, mulheres e crianças. O texto afirma que Deus lhes havia concedido grande alegria, e a alegria de Jerusalém podia ser ouvida de longe. A obra envolvera esforço, organização e perseverança, mas o povo tinha motivos para reconhecer a ação do Senhor em todo aquele processo. Também precisamos dar espaço à gratidão em nossa vida pessoal, familiar e comunitária. Podemos recordar as orações feitas, reconhecer quem caminhou conosco e celebrar os passos dados. Ainda haverá desafios, mas sua existência não apaga o cuidado que já recebemos. Agradecer nos ajuda a enfrentar o que vem pela frente com confiança em Deus. Em Jesus, temos nossa maior razão para agradecer: fomos reconciliados com o Pai por Sua morte e ressurreição. Essa graça permanece mesmo quando atravessamos dias difíceis. Podemos celebrar as dádivas cotidianas sem depender de circunstâncias perfeitas para reconhecer Sua bondade. Nossa alegria encontra fundamento no Salvador que nos amou e permanece conosco. Petição Senhor, ensina-me a reconhecer Teu cuidado e celebrar Tua bondade. Que as preocupações não sufoquem minha gratidão e que minha alegria permaneça firmada em Cristo. Aplicação Hoje, vou recordar uma etapa em que experimentei o cuidado de Deus, agradecer por ela em oração e compartilhar minha gratidão com alguém que caminhou comigo.

    Tempo de celebrar - Neemias 12
  7. Oct 21

    Disponíveis para servir - Neemias 11

    Disponíveis para servir Leitura: Neemias 11 Seleção Ne 11.1Os chefes do povo ficaram morando em Jerusalém, mas o resto do povo fez um sorteio para escolher um de cada dez para morar na santa cidade de Jerusalém; os outros nove permaneceriam em outras cidades. Observação Organizamos nossa vida em torno de compromissos, lugares e rotinas que nos dão segurança. Quando surge uma necessidade que exige mudanças, podemos hesitar. Servir parece mais simples quando cabe no tempo que sobra. Entretanto, o amor ao próximo também nos convida a avaliar o que estamos dispostos a reorganizar para contribuir com a vida da comunidade. Jerusalém estava com os muros reconstruídos, mas precisava de moradores. Os líderes já habitavam ali, e o povo lançou sortes para que uma em cada dez pessoas passasse a morar na cidade. A restauração exigia gente disposta a viver naquele lugar e participar de sua vida cotidiana. O texto também registra que o povo abençoou aqueles que se ofereceram voluntariamente para morar em Jerusalém. Essa disposição foi reconhecida como uma contribuição valiosa. A mudança envolvia mais do que ocupar um espaço: significava reorganizar a vida em favor de uma necessidade compartilhada. A cidade precisava da presença e da participação de pessoas. Também podemos perguntar como nossos planos acolhem as necessidades da igreja e do próximo. Nem todos somos chamados a mudar de cidade, mas podemos rever horários, compartilhar recursos ou assumir uma tarefa. Essa disponibilidade precisa ser acompanhada de discernimento, considerando nossas responsabilidades familiares e nossos limites, para servirmos com liberdade e constância. Jesus veio ao nosso encontro e entregou Sua vida para nos reconciliar com Deus. Alcançados por Seu amor, aprendemos a considerar o bem dos outros em nossas escolhas. Nossa disposição para servir nasce da graça que recebemos. Podemos apresentar nossos planos ao Senhor e pedir que Ele nos mostre onde nossa presença e contribuição são necessárias. Petição Senhor, torna meu coração disponível para servir. Dá-me discernimento para reorganizar meus planos e generosidade para contribuir com as necessidades da comunidade, sustentado pela Tua graça. Aplicação Hoje, vou conversar com alguém responsável por uma área da minha comunidade, conhecer uma necessidade concreta e definir um ajuste possível em minha rotina para ajudar.

    Disponíveis para servir - Neemias 11
  8. Oct 20

    Descansar é confiar - Neemias 10

    Descansar é confiar Leitura: Neemias 10 Seleção Ne 10.31que, se os povos da terra trouxessem qualquer mercadoria ou qualquer cereal para vender no dia de sábado, nada comprariam deles no sábado nem em dias santificados; e que, no sétimo ano, abririam mão da colheita e de toda e qualquer cobrança. Observação Parar pode ser difícil quando ainda há tanto para fazer. Pensamos nas contas, nas tarefas acumuladas e nas oportunidades que podemos perder. Às vezes, continuamos trabalhando mesmo quando o corpo e a mente pedem descanso. Por trás dessa dificuldade, pode estar a sensação de que tudo depende de nós. No entanto, precisamos aprender a confiar em Deus também quando interrompemos nossas atividades. Ao renovar seu compromisso com o Senhor, o povo decidiu não comprar mercadorias nem alimentos oferecidos no sábado. Essa disposição tinha consequências práticas: seria necessário abrir mão de negócios e resistir à pressão de aproveitar todas as oportunidades. A obediência alcançava o ritmo da vida e a maneira de lidar com o sustento. O sábado fazia parte da aliança de Deus com Israel e ensinava o povo a reconhecer Sua autoridade sobre o tempo. Ao interromper o comércio, a comunidade confessava que sua segurança estava no Senhor. Havia trabalho a realizar, mas também um descanso a receber. O cuidado de Deus continuava enquanto as atividades cessavam. Também precisamos reconhecer nossos limites e reservar tempo para descansar, adorar e estar com as pessoas. Podemos organizar nossas responsabilidades sem alimentar a expectativa de resolver tudo antes de parar. Descansar expressa confiança quando entregamos a Deus o que permanece inacabado, reconhecendo que Ele sustenta nossa vida e que nossa capacidade é limitada. Jesus nos convida a encontrar descanso nEle. Sua obra nos reconcilia com o Pai e nos liberta da necessidade de provar nosso valor pela produtividade. Acolhidos por Sua graça, podemos trabalhar com diligência e descansar com gratidão. Mesmo quando nossas mãos param, permanecemos sob o cuidado do Senhor. Petição Senhor, ensina-me a descansar em Teu cuidado. Livra-me da ilusão de que tudo depende de mim e ajuda-me a trabalhar e parar com confiança. Aplicação Hoje, vou definir um horário para encerrar minhas atividades e reservar um período de descanso, entregando a Deus em oração aquilo que ficará pendente.

    Descansar é confiar - Neemias 10

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Palavras de encorajamento, consolo e exortação, para corações que desejam viver uma íntima relação com Jesus. Me chamo Bruno Serafim da Luz, sou pastor da Aviva igreja cristã, na cidade de Criciúma, SC. Casado com a Lela, pai da Malu e da Laura. Formado em Teologia pelo Seminário Martin Bucer. Mestre em Neurociências pelo Instituto de Psicologia da USP. @brunoserafimdaluz