Revoluções

CCB | Centro Cultural Belém

A História é feita de momentos marcantes que provocaram mudanças políticas, sociais, económicas e culturais. Neste ciclo abordamos algumas revoluções, analisando causas e consequências, para melhor entender o passado e refletir sobre o presente. Diversas personalidades ajudam-nos a interpretar estes eventos, promovendo uma reflexão sobre as transformações da sociedade atual. Nota: Por motivos técnicos, a gravação do episódio “Revolução Inglesa (1640-1688), com Jaime Nogueira Pinto” não está disponível. Lamentamos o transtorno.

Episodes

  1. 06/24/2025

    EP#6 (parte2/2) – China Popular: Da Longa Marcha à Revolução Cultural | Fernando Rosas, “Revoluções” | CCB

    6ª conferência gravada no dia 18 de novembro 2023. A revolução socialista na China que instaura em 1949 a República Popular da China, tem 3 características que a individualizam historicamente. A primeira, é que foi a mais longa revolução do século XX: estende-se praticamente por toda a primeira metade do século passado numa sucessão de guerras civis e de guerras anti japonesas que culminam com a tomada do poder, em 1 de outubro de 1949, pelo Exército Popular de Libertação e o Partido Comunista Chinês (fundado em 1921). É esse processo que analisaremos sinteticamente na presente conferência. A segunda, reside na circunstância de ser a primeira revolução socialista que não parte dos centros urbanos, mas da revolta do campesinato, realizando a estratégia desde cedo defendida por Mao Tsé-Tung (mesmo contra a linha dominante do PCC) do «cerco das cidades pelos campos» e da «guerra popular prolongada». A terceira, resulta da decisiva influência política e militar que o sucesso dessa estratégia, em 1949, vai ter, após a II Guerra Mundial, nas guerras independentistas e anticoloniais que varrem as colónias francesas, holandesas e inglesas do extremo Oriente e do sudoeste asiático (Indochina, Indonésia, Malásia, etc.) na primeira vaga de descolonização após o conflito mundial. Essa originalidade da revolução na China marcará mais tarde, no início dos anos 60, o cisma estratégico sino-soviético e do movimento comunista internacional. Mas mais do que isso condiciona o debate interno no PCC cobre a estratégia de construção do socialismo no decurso do qual se repetem as iniciativas (por vezes desastrosas) de Mao Tsé-Tung retificar o rumo considerado burocrático, elitista e de influência soviética da construção económica e política da China Popular conduzida pela maioria da direção do PCC. O que culminará na Revolução Cultural desencadeada pelo líder histórico do PCC em 1966, uma verdadeira guerra civil que varre a China e culminará, já após a morte de Mao, com a derrota dos seus seguidores. – Fernando Rosas

    59 min
  2. 06/24/2025

    EP#6 (parte1/2) – China Popular: Da Longa Marcha à Revolução Cultural | Fernando Rosas, “Revoluções” | CCB

    6ª conferência gravada no dia 18 de novembro 2023. A revolução socialista na China que instaura em 1949 a República Popular da China, tem 3 características que a individualizam historicamente. A primeira, é que foi a mais longa revolução do século XX: estende-se praticamente por toda a primeira metade do século passado numa sucessão de guerras civis e de guerras anti japonesas que culminam com a tomada do poder, em 1 de outubro de 1949, pelo Exército Popular de Libertação e o Partido Comunista Chinês (fundado em 1921). É esse processo que analisaremos sinteticamente na presente conferência. A segunda, reside na circunstância de ser a primeira revolução socialista que não parte dos centros urbanos, mas da revolta do campesinato, realizando a estratégia desde cedo defendida por Mao Tsé-Tung (mesmo contra a linha dominante do PCC) do «cerco das cidades pelos campos» e da «guerra popular prolongada». A terceira, resulta da decisiva influência política e militar que o sucesso dessa estratégia, em 1949, vai ter, após a II Guerra Mundial, nas guerras independentistas e anticoloniais que varrem as colónias francesas, holandesas e inglesas do extremo Oriente e do sudoeste asiático (Indochina, Indonésia, Malásia, etc.) na primeira vaga de descolonização após o conflito mundial. Essa originalidade da revolução na China marcará mais tarde, no início dos anos 60, o cisma estratégico sino-soviético e do movimento comunista internacional. Mas mais do que isso condiciona o debate interno no PCC cobre a estratégia de construção do socialismo no decurso do qual se repetem as iniciativas (por vezes desastrosas) de Mao Tsé-Tung retificar o rumo considerado burocrático, elitista e de influência soviética da construção económica e política da China Popular conduzida pela maioria da direção do PCC. O que culminará na Revolução Cultural desencadeada pelo líder histórico do PCC em 1966, uma verdadeira guerra civil que varre a China e culminará, já após a morte de Mao, com a derrota dos seus seguidores. – Fernando Rosas

    1h 6m
  3. 06/24/2025

    EP#5 – Revolução Cubana (1953 -1959) | Manuel Loff, “Revoluções” | CCB

    5ª conferência gravada no dia 11 de novembro 2023. A Revolução Cubana de 1959, “uma revolução latino-americana para o mundo”, foi um dos acontecimentos mais marcantes da história do século XX. A sua génese, natureza e desenvolvimento devem ser explicadas no contexto político e histórico específico da América Latina, no qual o confronto com a potência hegemónica dos EUA e a tradicional ingerência política e exploração económica inscreveu o anti-imperialismo no ADN das esquerdas daquele continente. O seu impacto, contudo, não se deu apenas – e já não seria pouco – à escala da América Latina, mas sim à escala mundial. Verdadeiro arranque dos «longos anos 1960», a Revolução Cubana constituiu, no contexto da crise já então generalizada da dominação colonial ocidental, uma nova fonte inspiração na emancipação social e política à escala mundial. Uma das componentes da Revolução, aquele que pode ser descrito como sendo o guevarismo (o projeto, incarnado no Che Guevara, de solidariedade ativa em levantamentos e processos de luta revolucionária em vários pontos da América Latina e de África) teve um impacto indelével nos movimentos anti-imperialistas, anticoloniais e socialistas de todo o mundo. No contexto, também, do enfrentamento entre os modelos soviético e chinês de construção do socialismo, e no quadro do confronto bipolar da Guerra Fria, a Revolução Cubana aparecia como uma alternativa refrescada e exultante para os jovens de todo o mundo que transformaram a década de 1960 num momento excecional de reivindicação e de avanços progressistas na história da humanidade. Neste sentido, ela influenciou não só a esquerda latino-americana e movimentos de libertação africanos, mas também as esquerdas e os novos movimentos sociais que irromperam nos anos 1960 nas ruas e no debate político e cultural nos países capitalistas do Norte Global, da Europa e da América do Norte. Cuba é «o melhor exemplo de um regime revolucionário que permanece um centro de interesse e debate décadas depois de ter chegado ao poder, e é por isto que é importante reexaminar as suas origens, desenvolvimento e características originais» (D.L. Raby, 2006). – Manuel Loff

    1h 2m

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A História é feita de momentos marcantes que provocaram mudanças políticas, sociais, económicas e culturais. Neste ciclo abordamos algumas revoluções, analisando causas e consequências, para melhor entender o passado e refletir sobre o presente. Diversas personalidades ajudam-nos a interpretar estes eventos, promovendo uma reflexão sobre as transformações da sociedade atual. Nota: Por motivos técnicos, a gravação do episódio “Revolução Inglesa (1640-1688), com Jaime Nogueira Pinto” não está disponível. Lamentamos o transtorno.