Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação

Ana Isabel Ramos

air | illustration + design + creativity

  1. 1D AGO

    Episódio 31. Conversas especiais à boleia de desenhos

    Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Hoje quero falar-vos sobre algo que já observei várias vezes em mim e que surgiu, em conversa, numa das mais recentes sessões de Desenhamos Juntas. Neste episódio mencionamos: Desenhamos Juntas – Sessão Aberta dia 9 de Março de 2026 Guia gratuito para começar (e continuar) a desenhar todos os dias. Conectar para Liderar, o meu programa de grupo para mulheres que desejam voltar a reconectar-se com a sua criatividade, quer tenham inclinação artística, quer não. Onde podem subscrever o podcast para serem as primeiras a saber quando há novos episódios. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @‌air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Hoje quero falar-vos sobre algo que já observei várias vezes em mim e que surgiu, em conversa, numa das mais recentes sessões de Desenhamos Juntas. Mas antes, deixem-me que vos dê contexto sobre as sessões de Desenhamos Juntas. Em cada sessão, fazemos mais ou menos quatro exercícios de desenho de observação com pincéis e aguarelas, pensados para porem o cérebro num “aperto”. Com algumas restrições, que podem ser, por exemplo, usar a mão não dominante, ou não levantar o pincel do papel, os exercícios são pensados para colocar intencionalmente obstáculos ao cérebro, para que este seja obrigado a abandonar os automatismos aos quais recorre de forma habitual, sem que muitas vezes nos cheguemos sequer a dar conta. No final dos exercícios, fazemos uma ronda pelos desenhos feitos, e nesses momentos surgem muitas vezes conversas muito interessantes. É nesses momentos que costumamos verbalizar a conversa que o nosso crítico interno nos faz. E foi exactamente nesse contexto que surgiu a conversa de que vos quero falar hoje. Nesta sessão, tínhamos de usar a mão não dominante num dos exercícios e, ao mostrar os seus desenhos, uma das participantes disse algo como: “enquanto estava a fazer, parecia-me que estava péssimo, mas agora que vejo o desenho no ecrã, já me parece menos mau.” E isso fez-me pensar num fenómeno curioso que também já observei nos meus desenhos: enquanto os faço e os vejo ali, bem à minha frente, parecem-me ter defeitos por todos os lados. Depois, quando lhes tiro uma fotografia e observo essa fotografia no ecrã, já não me parecem tão maus. É quase como se o facto de lhes tirar uma fotografia e de olhar para eles através da intermediação do dispositivo me desse uma certa distância que até aí não tinha, e me desse uma nova capacidade de olhar para os desenhos com olhos menos viciados que os meus. O meu crítico interno, por alguma razão, já não tem tão presente que fui eu quem fez aqueles desenhos, e não vem à superfície com o seu discurso normal, de quão maus, imperfeitos, esquisitos estão cada um daqueles desenhos. Digamos que até parece que o crítico interno se esquece de que fui eu que fiz aqueles desenhos, e então faz cerimónia. Afinal de contas, o meu crítico interno jamais fala com as outras pessoas como fala comigo! O que eu acho curioso e me continua a surpreender, apesar de já ter visto isto acontecer muitas vezes, e apesar de ser o conceito das próprias sessões de Desenhamos Juntas, é que nestas sessões, e à boleia de exercícios de desenho e observação, se possam discutir temas tão interessantes, pertinentes e profundos da nossa maneira de ser e estar no mundo, sobretudo habitando corpos femininos. A nossa relação com o nosso crítico interno é uma das coisas que mais trabalhamos nas nossas sessões, porque naturalmente ele vem ao de cima quando nos vê a fazer algo que considera arriscado. No caso, fazer um desenho que pode ser que não saia tão perfeito quanto o crítico interno gostaria. (Abro aqui um parêntesis para vos contar em que circunstâncias estou a escrever este episódio. Ora bem: estou às escuras, em casa, a usar a bateria do computador, porque a luz faltou há várias horas. Na cabeça, tenho uma daquelas lanternas de campismo com a luz mais fraca, para conservar energia. E tenho velas à mão, até porque pelo andar da carruagem vou precisar delas: por um lado, para iluminar um pouco, quando as baterias das lanternas acabarem; por outro, para as pôr num altar dedicado à EDP, para ver se a luz volta. Olhando pela janela, vejo que a luz falta em alguns quarteirões aqui à volta, mas não em todos. Sem dúvida que estou agradecida por só ter faltado há umas horas, e ter podido fazer a sessão de Desenhamos Juntas sem qualquer problema. E, ao mesmo tempo que agradeço por todos os avanços tecnológicos, também reflicto sobre a arbitrariedade de quem é e quem não é afectado pelos efeitos destas intempéries que se têm sucedido aqui em Portugal. Fecho parêntesis.) Como vos dizia, continua a surpreender-me como podemos ter reflexões tão interessantes sobre a nossa relação connosco mesmas, com o nosso crítico interno, com o mundo que nos rodeia, à boleia de desenhos de observação. Quando criei o Desenhamos Juntas, tinha uma intuição de que estes exercícios seriam positivos, produtivos, introspectivos. Mas não sabia de que forma podemos mudar a nossa maneira de nos relacionarmos com o mundo através das aprendizagens que lá fazemos, simplesmente por fazermos singelos desenhos de observação. Sabendo o que sei hoje, é enorme o entusiasmo com que falo sobre o Desenhamos Juntas, pois sinto, não só em mim, mas também nas participantes, como os exercícios que lá fazemos são potentes e os seus efeitos extravasam a área do desenho e transbordam para toda a vida. Porque ao aprendermos a baixar o volume do crítico interno a desenhar, também aprendemos a baixá-lo noutras áreas da nossa vida. E é por isso que quando me ponho a falar sobre as nossas sessões começo logo a entusiasmar-me – e depois não me calo! É mesmo divertido desenhar, e é mesmo divertido ver como o nosso desenho vai evoluindo. Mas ainda mais incrível é ver como a nossa visão do mundo vai mudando. De alguma maneira, deixamos de ser ouvintes passivos da voz do nosso crítico interno, para podermos, de forma activa, dizer-lhe que está tudo bem, que não se preocupe, e voltar a tomar as rédeas das situações. Várias pessoas me perguntaram se havia uma maneira de experimentar fazer uma sessão de Desenhamos Juntas, de maneira que pensei: “por que não?” E pensei então em fazer uma sessão aberta, gratuita, no dia 9 de Março de 2026, às 13h de Lisboa, que são 12h nos Açores e 21h em Macau. A sessão será gravada e disponibilizada durante um tempo limitado a todas as pessoas que se inscreverem. Deixarei nas notas do episódio o link para as inscrições. Vamos ter uma sessão típica, na medida em que os exercícios serão sempre dentro do âmbito das dinâmicas habituais, mas muito especial, por contar com a experiência mais alargada de grupo. E sim, porque há algo de muito mágico nas experiências de grupo. Por vezes, nem sabemos sequer verbalizar a questão que temos, e descobrimos que outra participante sentiu o mesmo e se questionou da mesma forma. Isso dá-nos uma sensação de pertença, de experiência partilhada, de comunhão e de comunidade que não tem preço. Por isso, venham, venham! Inscrevam-se no link disponibilizado e preparem papel e material riscador – que pode ser o que tiverem à mão. Temos usado pincel e aguarelas porque são divertidos, por um lado, acessíveis, por outro, e ainda porque permitem menos controlo que um lápis, por exemplo, o que vai pôr o nosso cérebro, lá está, num “aperto”. Mas é desse desconforto que surgem os saltos, as conversas, os temas da vida, e é por isso que temos recorrido a estes materiais pouco rigorosos, mas muito expressivos. Está feito o convite, que espero que aceitem: venham desenhar connosco na sessão aberta de Desenhamos Juntas, que terá lugar no dia 9 de Março de 2026, às 13h de Lisboa, uma hora a menos nos Açores e mais oito horas em Macau. Vai ser muito divertido, ainda que agora possa parecer assustador. Ah! E antes que me esqueça: não é preciso ter experiência nenhuma de desenho. Temos

    12 min
  2. FEB 17

    Episódio 30. Porque resistimos ao que nos vai fazer bem?

    Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Esta semana, quero contar-te uma coisa curiosa – e que me deu que pensar – que me aconteceu no meu aniversário. Neste episódio mencionamos: Stress less, accomplish more, de Emily Fletcher Guia gratuito para começar (e continuar) a desenhar todos os dias. Desenhamos Juntas, a sessão semanal em que desenhamos em diário gráfico, umas com as outras. Conectar para Liderar, o meu programa de grupo para mulheres que desejam voltar a reconectar-se com a sua criatividade, quer tenham inclinação artística, quer não. Onde podem subscrever o podcast para serem as primeiras a saber quando há novos episódios. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @‌air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sê bem-vinda a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Esta semana, quero contar-te uma coisa curiosa – e que me deu que pensar – que me aconteceu no meu aniversário. Já aqui vos disse que faço anos no melhor dia, o mais redondinho (o dia 8) do melhor mês, o mais especial (Fevereiro), que este ano calhou a um Domingo, algo muito conveniente para poder reunir a família à hora de almoço. Tudo o que podia preparar na véspera, preparei na véspera, e ficaram por fazer, digamos, os acabamentos da refeição. De manhã acordei e senti que a minha barriga estava um pouco estranha, mas prossegui com o meu plano: pequeno-almoço, organizar algumas coisas em casa e sair para ir fazer o meu treino de corrida. Queria mesmo aproveitar a nesga de céu azul que via, mais a mais depois de dias a fio com tempestades consecutivas. De maneira que lá me equipei e saí para correr. Assim que arranquei comecei a sentir algo esquisito na barriga. Sorri sempre e continuei, distraí-me com o sol – que já não víamos há largos dias – vi as águas do Tejo bem subidas e até acastanhadas, resultado das cheias que temos tido por todo o lado, mais as descargas das barragens. Enfim, aproveitei muito o facto de poder andar a correr sem chuva nem muito vento, o que foi uma mudança significativa em relação aos treinos das últimas semanas, em que cheguei a casa sempre encharcada e precisada de “descascar” a roupa toda, que de tão molhada se colava à pele. Lá terminei o meu treino, contente por ter podido aproveitar o sol. Enquanto no céu as nuvens se aglomeravam e prometiam chuva (que chegou estava eu a regressar a casa), na minha barriga as cãibras aumentavam, umas atrás das outras. Só me lembrava do nome que, na Argentina, tinha aprendido para “cólicas”: retortijones. Era mesmo isso que sentia, como se o intestino se contraísse e se torcesse periodicamente dentro da minha barriga. Comecei a rever as possíveis causas: teria sido glúten acidental? Teria sido algo estragado? Teria comido demais? Sem conclusão certa, pensei que não me apetecia nada almoçar, o que me pareceu bem estranho porque tinha estado a fazer o almoço de véspera (uma receita macaense!), e o bolo de aniversário, e tudo com tanto entusiasmo. Bem, avançando rapidamente para o momento em que fui começar os acabamentos da refeição e me senti completamente tonta. “Hmmm, estranho….”, pensei eu. Quando tentei ir comer a sopa, a cabeça começou a rodar e tive de me render às evidências: o sofá era o meu lugar para este dia especial. E portanto assim passei o meu aniversário: deitada no sofá, cheia de almofadas e mantas, com cólicas persistentes, cheia de frio, e depois calor. Dei por mim a pensar: “olha, até nem é uma maneira nada má de passar um dia especial, a descansar.” Sim, na verdade, eu estava a precisar de descansar, e o dia acabou por ser muito bom, deitada no sofá e cheia de miminhos de todos, mas a questão que acabei por me colocar foi: “porque é que foi preciso ficar doente para ter um dia de descanso?” Este é um dos temas que abordo frequentemente em todos os meus programas, desde o Desenhamos Juntas até ao Conectar para Liderar: porque é que precisamos de ficar doentes ou entrar em crise para poder descansar? Ou, por outras palavras, porque é que só descansamos quando ficamos doentes ou entramos em crise? Porque é que esperamos até uma situação limite que nos obriga a descansar para, efectivamente, nos darmos permissão a nós próprias para descansar? Essa é uma pergunta que me tem feito pensar muito, juntamente com uma outra, que é: porque é que evitamos ou adiamos algo que sabemos que nos vai fazer bem? Aqui quero fazer uma pausa para pensarmos um pouco sobre isto, porque acho que não é uma pergunta que possamos abordar à pressa, nem de forma liviana. E repito aqui a pergunta: porque é que adiamos ou evitamos algo que sabemos que nos vai fazer bem? Dou-vos um exemplo muito simples na minha vida, isto para mostrar que estamos sempre a aprender e que a aprendizagem se faz de avanços e retrocessos. Ora em Março de 2023 comecei a fazer meditação duas vezes por dia. A minha amiga Joana ofereceu-me um livro no meu aniversário chamado “Stress less, accomplish more”, que em português foi traduzido como “Stresse menos, alcance mais”, de uma autora chamada Emily Fletcher. Neste livro, a autora partilha uma metodologia de meditação que me pareceu acessível, e que comecei a fazer diligentemente. Nos primeiros tempos, notava que era um momento prazeroso, o da meditação, mas com a passagem das semanas comecei a notar que trabalhava mais rápido e que tomava as decisões criativas que os projectos exigiam de uma maneira mais simples, mais fluída, com menos angústia e menos sofrimento. A nível pessoal, essa Primavera de 2023 foi um período muitíssimo exigente, e de cada vez que me sentava para fazer uma meditação sentia um certo alívio porque nos próximos 15 minutos, o tempo que levava uma sessão, não tinha de pensar em nada nem resolver nenhum problema. Lembro-me de sentir isto e de pensar que agradável era essa sensação de 15 minutos de alívio em que não precisava de resolver nada. O hábito da meditação instalou-se e aqui esteve durante vários anos, até que, por uma razão ou outra, comecei a suprimir uma sessão aqui, outra acolá, e gradualmente perdi esse hábito. Agora, vejamos: lembro-me bem da sensação muito agradável enquanto fazia a meditação. Lembro-me muito bem dos efeitos que comecei a sentir: mais fluidez, as peças a encaixarem mais rápido. Lembro-me bem da sensação de porto de abrigo, de ilha de calma e tranquilidade que era cada uma daquelas sessões. Lembro-me bem de todas essas coisas positivas que me dizem: “porque não tentas reestabelecer o hábito da meditação?” E sinto bem no corpo a resistência de parar a meio do dia, eventualmente a meio de um processo ou de um projecto, e tomar esses 15 minutos para me voltar a centrar. Eu sei, racionalmente, que o investimento nesses 15 minutos de meditação me vai trazer inúmeros benefícios, ou seja, que me vai trazer retorno e com juros. Mas ainda assim todo o meu ser se resiste a interromper o que estou a fazer para fazer isso. No fundo, estou a evitar, ou talvez a adiar, algo que sei que me vai fazer bem a curto, médio e longo prazo. Curioso, não é? Voltando ao descanso, e às cólicas que me atiraram ao sofá no meu dia de anos, se eu não tivesse tido aquelas dores, teria passado o dia a fazer coisas, não só relacionadas com o almoço de família cá em casa, mas também em relação a adiantar a logística da semana: as roupas que precisam de ser lavadas, estendidas, dobradas e arrumadas, entre tantas outras pequenas tarefas. O que teria ficado para trás: o ócio, o descanso, a pintura, o desenho, o brincar com as cores, o não fazer nada, o ler umas páginas do meu livro, o ver um filme sossegada no sofá. E por isso, e por estranho que possa parecer, este dia de anos deitada no sofá, ainda que cheia de dores, acabou por me saber muito bem. Depois da manhã na rua, a apanhar sol e a correr sem chuva, descansar no sofá, cheia de mantas e miminhos da família soube-me também muito bem. As dores eram dispensáveis, mas se calhar se elas não tivessem existido talvez eu também não me tivesse permitido ficar ali, a descansar. O que me faz pensar

    11 min
  3. FEB 3

    Episódio 20. Bloqueios e desbloqueios

    Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Hoje quero falar-vos de um sentimento que por vezes me ataca, e ultimamente me tem atacado, que é a sensação de estar bloqueada. Noutro dia, estava aqui a organizar os episódios de podcast e dei por mim a pensar: “mas sobre o que é que vou falar? Será sequer que é relevante?” Neste episódio reflicto sobre bloqueios e desbloqueios. Espero que desfrutem. Neste episódio mencionamos: “O Caminho do Artista”, de Julia Cameron Directos da Anita sobre “O Caminho do Artista” Guia gratuito para começar (e continuar) a desenhar todos os dias. Desenhamos Juntas, a sessão semanal em que desenhamos em diário gráfico, umas com as outras. Conectar para Liderar, o meu programa de grupo para mulheres que desejam voltar a reconectar-se com a sua criatividade, quer tenham inclinação artística, quer não. Onde podem subscrever o podcast para serem as primeiras a saber quando há novos episódios. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @‌air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Hoje quero falar-vos de um sentimento que por vezes me ataca, e ultimamente me tem atacado, que é a sensação de estar bloqueada. Noutro dia, estava aqui a organizar os episódios de podcast e dei por mim a pensar: “mas sobre o que é que vou falar? Será sequer que é relevante?” E não estou a partilhar isto convosco à espera de elogios, ou de palavras encorajadoras, mas sim porque acho que é importante partilhar não só as coisas em que já consegui avançar (muito, pouco, um nadinha), mas também os momentos de dúvida, de bloqueio, de sensação de estagnação. Acho que não há ninguém que nunca se tenha sentido bloqueada em algum momento da vida, seja para escrever um email ou um livro, fazer um desenho ou pintar um quadro. Todas temos momentos nas nossas vidas em que nos sentimos bloqueadas em qualquer assunto, ou qualquer projecto. Podemos começar por ir empurrando com a barriga, assim como quem não quer a coisa, mas sempre a ver se ganhamos tempo e se a inspiração resolve aparecer. Mas depois a espera pode começar a prolongar-se e o tempo disponível a encurtar rapidamente, e aí, muitas vezes, entra o pânico moderado, a adrenalina do prazo e o cortisol de todo o stresse. Com essa ajuda, muitas vezes lá resolvemos o bloqueio, damos aquele passo que precisávamos e a coisa dá-se. Vinha na rua embrulhada nos meus pensamentos a pensar que me sentia bloqueada – na verdade, na minha cabeça apareceu-me a palavra inglesa “stuck”. Estava a pensar que estava bloqueada e a desejar não estar bloqueada, até que pensei: “então e se escrevesse precisamente sobre estar bloqueada?” E, se em vez de querer sair deste estado o mais rapidamente possível, mergulhasse ainda mais nele, o dissecasse, para o perceber melhor? E se, ao mergulhar ainda mais nesta sensação de bloqueio, estivesse a conhecê-la melhor, a torná-la mais confortável… e no caminho ainda a conseguisse resolver? Uma coisa curiosa deste bloqueio, desta sensação de estar “stuck”, foi mesmo pensar que não teria a menor dificuldade em escrever um episódio inteiro sobre ela – e isso deu-me conforto. Este episódio que estão a ouvir neste momento é o vigésimo nono das “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Tendo plena consciência de que não seria possível já ter falado de tudo nos vinte e oito episódios anteriores, tenho também a consciência de que já me repeti muitas vezes, já contei as mesmas histórias, já falei mil vezes de perfeccionismo (tive agora um pensamento intrusivo que me disse: “duuuh, Billy, olha o título do podcast!”), já falei de diário gráfico, de desenho, do Desenhamos Juntas, do Conectar para Liderar, do workshop de Procrastinação que irá acontecer esta Primavera. E ao sentir que já me repeti tantas vezes, dei por mim a pensar: “para quê?” Bem, eu sei para quê. Lembro-me bem do entusiasmo que senti ao criar este podcast e ao criar este espaço para conversarmos sobre estes assuntos, sobre o perfeccionismo, sobre trabalhar esse perfeccionismo usando a ferramenta do desenho, sobre a nossa relação com o nosso crítico interno, sobre todos estes temas que me são caros e que quero partilhar com todas vocês. Sei que ao reflectir sobre estes temas, ao escrever sobre eles e ao partilhar estes episódios convosco, estou a pensar também o que posso fazer para tentar que as minhas filhas não venham a ter a mesma luta com o perfeccionismo, para que consigam encontrar e ficar do lado de cá daquela fina linha que separa o brio e a excelência do lado mais pérfido do perfeccionismo. E se este podcast não servir para mais nada, pelo menos serve para isso, para ter mais consciência do que posso fazer para que elas não passem pelo mesmo. E porque não quero que pensem que estou a dizer que me sinto bloqueada, mas na verdade já não estou, deixem-me que vos diga: continuo, pois. Ainda agora fiz uma pausa na escrita deste episódio, fui distrair-me um bocadinho com outra coisa qualquer, deixei os minutos passar, sabendo que daqui a pouco tenho de interromper esta tarefa para ir fazer um recado qualquer. Como tal: não, não superei ainda o bloqueio e penso no que vou escrever a seguir. Acho que posso contar-vos as estratégias que tenho para quando me encontro nesta situação. Então, falei-vos agora mesmo de uma distracção, e a verdade é que uso esta estratégia como forma de tentar sair do bloqueio, mas deixem-me explicar que há distracções e distracções. Há as distracções que eu sei que são conscientes e produtivas: por exemplo, levanto-me para mover o meu corpo, eventualmente dar uma volta ao quarteirão, olhar para as árvores ou para o céu, maravilhar-me com qualquer coisa que encontro. E esta combinação de movimento com deslumbramento mexe com a sopa em que o meu cérebro se encontra e dá-lhe um novo alento. Quando volto ao computador, à página do diário gráfico, ao rascunho do livro, à tela, volto com qualquer coisa de diferente, como se algo se tivesse movido também dentro da minha cabeça. Outra estratégia que uso é fazer meditação. Comecei a meditar em Março de 2023 e notei uma diferença enorme sobretudo quando abordava decisões criativas que tinha que tomar nos meus diferentes projectos: depois de meditar, tudo brotava mais facilmente, com mais energia, e tudo fluía com mais facilidade. Curiosamente, e sabendo que a meditação faz pequenos milagres, tenho sido menos diligente na minha prática. É muito interessante e curioso ver como fugimos ou resistimos às coisas que sabemos que nos fazem bem. Já tomei nota porque acho que há todo um episódio no meu futuro sobre exactamente esse tema: porque resistimos ao que sabemos que nos vai fazer bem. No Verão passado, adicionei uma nova ferramenta à minha caixa e fiz a introdução ao reiki. Não sei se já tinha falado aqui no podcast sobre o tema do reiki, talvez o meu crítico interno me tivesse sempre persuadido a não o fazer. Uns meses antes de fazer, então, a introdução ao reiki, comecei a receber frequentemente essa mensagem durante as minhas meditações. Normalmente estava eu na minha paz a repetir o mantra internamente e aparecia-me um pensamento do género: “Então e reiki?”. É curioso como chegam estas mensagens. Poderíamos pensar que chegam de fora, de inspiração divina ou da musa, se assim quisermos. Mas eu acho, na verdade, que elas vêm de dentro. Sabem quando temos de fazer silêncio, e pedimos silêncio a quem nos rodeia, para ouvirmos uma música que está muito baixinha? É isso que eu sinto que acontece na meditação: fazemos silêncio e estamos em silêncio o tempo suficiente para ouvirmos a música que trazemos dentro de nós. Já tinha feito algumas sessões de reiki como cliente, e não sei como é que daí passei a sentir que deveria fazer a introdução, mas assim aconteceu. E desde que fiz a introdução ao reiki tenho feito um pouco desse trabalho energético todos os dias. Talvez só daqui a uns quantos anos venha a descobrir o verdadeiro impacto do

    13 min
  4. JAN 27

    Episódio 28. Como construir laços e comunidades

    Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Com a aproximação do mês de Fevereiro, começo a “descongelar” aos poucos, que é como quem diz, a abrir-me paulatinamente ao mundo, às pessoas, aos encontros e aos novos laços. E hoje conto-vos tudo sobre usar o tricot e os livros para o evento Kafka na Meada, que terá lugar no próximo dia 31 de Janeiro de 2026 na sala mais cosy da Livraria Déjà Lu, na Cidadela de Cascais. Espero que desfrutem. Neste episódio mencionamos: Kafka na Meada, um evento na Livraria Déjà Lu, na Cidadela de Cascais Anita no Trabalho e o seu Clube do Livro “Casa dos Espíritos” e “Eva Luna”, ambos os livros da autora Isabel Allende Guia gratuito para começar (e continuar) a desenhar todos os dias. Desenhamos Juntas, a sessão semanal em que desenhamos em diário gráfico, umas com as outras. Conectar para Liderar, o meu programa de grupo para mulheres que desejam voltar a reconectar-se com a sua criatividade, quer tenham inclinação artística, quer não. Onde podem subscrever o podcast para serem as primeiras a saber quando há novos episódios. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @‌air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Antes de começar o episódio desta semana. Quero contar-te que já abrimos as inscrições para o Desenhamos Juntas. O Desenhamos Juntas é um encontro semanal, à segunda-feira, às 13h de Lisboa, em que, durante aproximadamente 40 minutos, vamos fazer exercícios de desenho para soltar o perfeccionismo e aconchegar a alma. O link para a página do Desenhamos Juntas vai estar nas informações deste episódio. Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Passam os dias de Janeiro e começo paulatinamente a sair da minha “hibernação”, vá, uma “hibernação” entre aspas, porque a vida continuou a decorrer, em geral, com a rotina habitual de trabalho, família, treinos, desenhos e tricots. Sobre esta energia de hibernação e organização que Janeiro me traz, contei-vos há umas semanas. Contei-vos também como costumo aproveitar este momento mais introspectivo para reorganizar processos internos. No caso, estou a fazer a transição de plataformas de envios de email, para consolidar tudo numa só plataforma. Bem, mas com o passar destes dias de Janeiro, a aproximação de Fevereiro e também do meu aniversário (sim, faço anos em Fevereiro que é, sem dúvida, o melhor mês do ano, verdade indiscutível! Apesar de aqui em casa haver pessoas que me dizem que não, que Maio é que é, ou então que não, que Novembro é que é. Mas eu não acredito. Fevereiro é que é mesmo o melhor mês do ano. Pronto. Tenho dito.) Mas adiante: como vos dizia, com a aproximação do mês de Fevereiro, começo a “descongelar” aos poucos, que é como quem diz, a abrir-me paulatinamente ao mundo, às pessoas, aos encontros e aos novos laços. E não deve ter sido coincidência quando, há uns quantos meses atrás, fui visitar a Francisca da Livraria Déjà Lu, na Cidadela de Cascais, e ela sugeriu organizarmos um encontro para o pessoal do tricot e do crochet que gosta de ler; ou, se calhar, para o pessoal que adora ler e que adora dar às agulhas. Na altura, lembro-me de ter sugerido o mês de Novembro, e ela apresentar a contraproposta de 31 de Janeiro. Parecia-me longínquo, porém acertado, e assim ficou. Como costuma acontecer, as datas que ao princípio parecem longínquas e que nunca mais irão chegar, acabam por chegar mais cedo do que pensávamos e o mesmo aconteceu com este encontro, que terá lugar no dia 31 de Janeiro de 2026 na sala mais cosy da Cidadela de Cascais  (e porventura do mundo): a sala da livraria Déjà Lu. Estou desejosa que chegue o dia, sabem? Para esta introvertida que vos fala, estar numa sala bonita, rodeada de livros, de agulhas na mão, é assim o sonho. Na Anita no Trabalho, o podcast ali ao lado, a Eli e eu temos uma piada que vai perpassando vários episódios e que é sobre o inferno que podem ser os eventos de networking. Para quem é empreendedora, eventos de networking são particularmente importantes, pois aí conhecemos as pessoas que nos podem ajudar a crescer, a encontrar mais clientes, as pessoas que podem mostrar o caminho, enfim, são eventos importantes. Dos quais fujo a sete pés, porque, para mim, são do mais próximo de infernal que consigo imaginar. Já fui a alguns, e posso dizer sem vergonha nenhuma que tive de ir periodicamente fechar-me na casa de banho, sem estímulos, em silêncio, sem ter de pensar em que conversa fazer ou que tópico abordar, para descansar um bocadinho. O evento de networking é o sonho do extrovertido, e o pesadelo desta introvertida. E é por isso que vos posso dizer que se eu organizasse eventos de networking os organizaria assim, à volta de livros e de agulhas, porque a estes eventos, sim, eu quero mesmo ir. Eventos à volta de livros e de tricot têm algumas garantias à partida: se não tivermos mesmo mais nada em comum com as outras pessoas que lá estão, sabemos que todas gostamos de ler e que todas gostamos de tricotar. Podemos gostar de ler coisas diferentes, e tudo certo, mas temos essa paixão em comum. Os nossos estilos e gostos no tricot podem ser completamente diferentes, ou, inclusivamente, em vez de tricot gostarmos mesmo é de fazer crochet!, mas essa paixão por trazer à vida coisas feitas com as nossas mãos é real, e é uma base comum bem sólida para construir uma relação com uma pessoa que talvez nunca se tenha visto na vida. E por isso, quando a Francisca da Déjà Lu me desafiou para moderar um evento assim, eu pensei que só podia ser destino, estar escrito nas estrelas, estar pré-determinado. Porque, e agora convido-vos a viajarem comigo no tempo até 2007, quando fui viver para a Argentina, eu não conhecia ninguém, e o que me faltava, lá está, eram ocasiões para conhecer pessoas. E sabem o que me ajudou muito a conhecer pessoas? O tricot! Na altura, venham comigo na máquina do tempo, havia blogues que as pessoas escreviam, assim uma espécie de diário, ou de diário de bordo. E havia muita gente que não só escrevia blogues como também escrevia sobre tricot. Por essa altura, foi lançado o ravelry, uma espécie de rede social de tricot e de crochet, que tinha uma série de funcionalidades, nomeadamente a da pesquisa. Uma das coisas que dava para pesquisar era pessoas e grupos, por interesse ou localização, e foi assim que eu fui parar ao grupo das tricotadeiras argentinas, e foi assim que conheci amigas que ficaram para a vida, que me deixaram entrar nas suas casas e nas suas vidas. Podíamos não ter mais nada em comum, mas tínhamos o tricot, e isso foi suficiente. A paixão pela lã, pelas agulhas, pelas possibilidades diferentes que havia e que se abriam à nossa frente. Um tema constante de conversa era a forma diferente como tricotávamos. Eu, como é costume cá em Portugal, de fio à volta do pescoço, tricotava de forma diferente das minhas novas amigas argentinas, que usavam longas agulhas rectas que prendiam debaixo dos braços. O tricot levou-me a encontros de tricotadeiras em bairros diferentes da cidade de Buenos Aires. Vivi lá três anos inteiros, e continuava a descobrir bairros novos de cada vez que me encontrava com as minhas novas amigas. O tricot é um grande nivelador: não interessa qual a profissão, o estado civil ou de saúde. Temos o tricot, e isso é suficiente. Bem, queridas crocheteiras que me ouvem, não se sintam excluídas por eu falar sempre em tricot. A verdade é que o tricot é a minha tecnologia favorita, ao nível das agulhas e do fio, mas de vez em quando lá vou eu buscar a agulha de crochet para terminar alguma coisa ou resolver algum acidente. O crochet, para mim, é uma técnica acessória, mas muitíssimo útil. Só não tenho exactamente a mesma paixão pelo crochet que tenho pelo tricot… mas entendo o encanto. Bem, e então e livros? Que me dizem sobre livros? A leitura sempre foi uma paixão e uma maneira, para mim, de viajar. Lembro-me de ser adolescente e de mergulhar completamente nas histórias da Isabel Allende, a sua “Casa dos Espíritos” ou “Eva Luna”. Abriram-me o mundo

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  5. JAN 20

    Episódio 27. Hibernação e organização (e umas quantas notícias)

    Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Se há coisa de que gosto é precisamente desta energia de novo ano que Janeiro nos traz. Há muito quem se queixe de o mês de Janeiro parecer eterno e, aqui em Portugal, de o mês trazer demasiado frio. Pois eu confesso que, para mim, Janeiro passa a correr! Janeiro traz-me uma energia de hibernação e reorganização, que aproveito para fazer projectos virados “para dentro”, para melhorar e afinar processos do meu negócio. Conto-vos tudo no episódio de hoje. Espero que desfrutem. Neste episódio mencionamos: Kafka na Meada, um encontro para quem gosta de ler e tricotar (às vezes, ao mesmo tempo) Guia gratuito para começar (e continuar) a desenhar todos os dias. Desenhamos Juntas, a sessão semanal em que desenhamos em diário gráfico, umas com as outras. Conectar para Liderar, o meu programa de grupo para mulheres que desejam voltar a reconectar-se com a sua criatividade, quer tenham inclinação artística, quer não. Onde podem subscrever o podcast para serem as primeiras a saber quando há novos episódios. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @‌air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Antes de começar o episódio desta semana. Quero contar-te que já abrimos as inscrições. Para o Desenhamos Juntas. O Desenhamos Juntas é um encontro semanal, à segunda-feira, às 13h de Lisboa, em que, durante aproximadamente 40 minutos, vamos fazer. Exercícios de desenho para soltar o profissionismo. E aconchegar a alma. O link para a página do Desenhamos Juntas vai estar nas informações deste episódio. Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sejam bem-vindas a este novo episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Se há coisa de que gosto é precisamente desta energia de novo ano que Janeiro nos traz. Há muito quem se queixe de o mês de Janeiro parecer eterno e, aqui em Portugal, de o mês trazer demasiado frio. Pois eu confesso que, para mim, Janeiro passa a correr! Mas deixem-me explicar-vos o que sinto e o que quero dizer. Apesar de poder não parecer, eu sou uma pessoa introvertida, ou seja, sou uma pessoa que recupera as suas energias não no meio de outras pessoas e de muitos estímulos, mas sim no silêncio e no recolhimento. E Janeiro é, para mim, o mês que eu mais aprecio para fazer isso: cultivar o silêncio e o recolhimento. Em Janeiro, gosto de fazer trabalhos com menos visibilidade externa. Por exemplo, em 2025, dediquei o mês de Janeiro para redesenhar o meu website. E, sim, é verdade que tem uma face exterior virada para o público, mas aquilo que fica visível ao público é resultado de uma profunda instropecção em que tomei decisões estratégicas sobre que serviços apresentar, como os apresentar, que textos e imagens usar, enfim. Resumidamente, houve muita introspecção envolvida para resultar na face visível ao público. Este ano, em Janeiro, estou a conciliar um projecto interno principal com o resto das tarefas que vão sendo necessárias todas as semanas. Esse projecto é a migração do meu sistema de envio de emails da plataforma que uso há quinze anos para uma nova plataforma. Posso dizer-vos que esta mudança, aparentemente prosaica, requer muita introspecção e vem na sequência de todo um pensamento estratégico – que, como já estão a suspeitar, também resultou de muita introspecção. Estou com muita curiosidade de saber quantas vezes já repeti a palavra introspecção. E o resultado é cinco vezes! Mas estas cinco vezes ilustram bem o que é, para mim, esta energia que sinto em Janeiro: uma energia de mergulho em mim própria, em que quero afinar coisas que não estejam a correr tão bem, ou nas quais sinto um grãozito ou outro na engrenagem. Janeiro tem esta energia de afinação de detalhes para que os processos sejam mais limpos, com menos atrito, para criar espaço para o que desejo fazer ou voltar a fazer. Mudando aqui um pouco o tema, mas sempre tendo em conta este “virar para dentro” da introspecção e da introversão, este mês de Janeiro traz uma novidade muito especial. Não sei se sabem, mas há duas coisas que gosto muito de fazer e que são, para mim, um porto seguro: a leitura e o tricot. E a grande novidade deste mês de Janeiro é que precisamente vamos juntar a leitura e o tricot num evento! Pois é bem verdade: tricotadeiras que gostam de ler, ou leitoras que gostam de tricotar, vamos ter um encontro na Cidadela de Cascais, na Livraria Déjà Lu, na tarde de 31 de Janeiro. Deixo-vos o link para as informações nas notas do episódio. Introvertida que sou, encontrar-me com outras pessoas que adoram ler e tricotar dá-me logo um conforto, porque sei que se só tivermos essas duas paixões em comum, já temos imenso em comum e seguramente não faltará conversa. E por falar em paixão e alegria, mudo aqui um pouco o tema para vos contar sobre outro lugar feliz onde nos juntamos à volta de uma paixão comum, o Desenhamos Juntas. O Desenhamos Juntas é, como o nome indica, a sessão semanal de desenho, todas as segundas-feiras à hora de almoço. Nestas sessões, eu proponho uma série de exercícios que fazemos todas ao mesmo tempo – mas que também podem ser feitos ao mesmo tempo, em diferido, através das gravações. Eu já adoro este programa, porque, apesar de ser eu a facilitá-lo, me tem trazido tantas aprendizagens sobretudo ao nível da minha relação com o meu crítico interno. Sim, não pensem que por eventualmente ter mais experiência a desenhar no meu diário gráfico o meu crítico interno não dispara com a sua conversa por vezes bem forte. Mas a verdade é que esta prática semanal de desenho em simultâneo com outras pessoas me tem ajudado a vencer muitas inibições. Hoje, por exemplo, é com muito mais facilidade que mergulho no foco do desenho e isso permite-me, por exemplo, desenhar em público com muito mais facilidade, nas actividades extracurriculares das minhas filhas, nas festas de família, no teatro ou mesmo na rua. Janeiro, talvez pelo frio que costumamos sentir por aqui, traz-me uma energia de recolhimento e de renovação. No fundo, o recolhimento dá-me espaço para me conectar comigo própria e sentir o que quero renovar. Foi num mês de Janeiro assim, em 2021, que comecei a desenhar todos os dias, depois de uma hibernação e recolhimento que me fez pensar que estava a precisar de voltar a brincar com formas, cores, materiais. No fundo, que estava a precisar de fazer algo por mim e só por mim, que não servisse um propósito posterior. Foi essa vontade de voltar a brincar, a contactar com uma parte lúdica que estava um bocado arredada da minha vida, que me fez começar a desenhar com os materiais que tinha à mão. Com a passagem do tempo, comecei a perceber que essa actividade que eu fazia por razão nenhuma a não ser “só porque sim” me começou a abrir portas que eu não esperava sequer que existissem. Por um lado, expôs-me ao prazer de usar materiais diferentes, aquele prazer táctil que vem da própria materialidade das coisas, e que nos dias de hoje já é rara, pois é raro também pegarmos sequer numa caneta para escrever num papel e tudo se desenrola num plano digital. Antes, entrava numa loja de materiais de artes e olhava, sem experimentar nada, nem comprar nada. Afinal de contas, dizia-me para mim própria, não tinha propriamente uma justificação para comprar nada, não saberia sequer quando a iria usar. Os primeiros tempos de desenho diário foram meio a medo, com vontade e foco no olhar, mas a mão muito presa. Mas, como dizia a minha avó, atrás do tempo vem o tempo, e no desenho aconteceu a mesma coisa. Atrás de uns desenhos vieram outros, e com eles chegou a curiosidade de ir experimentando uma caneta nova, um lápis novo, e de repente ir à papelaria de artes já era uma viagem com um objectivo: conhecer um material novo que me apeteça imenso experimentar. Entre sugestões de quem lá trabalha e que conhece muito bem os materiais que está a vender e a sensação de puro luxo ao usar um material espectacular e topo de gama, um lápis que parece manteiga, uma aguarela carregada de pigmento, um pincel novo, os dias foram-se passando, fazendo semanas, meses e anos. A pilha de diários gráf

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  6. JAN 13

    Episódio 26. Ano novo, vida nova: uma espécie de apresentação

    Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Hoje partilho convosco o primeiro episódio deste ano de 2026. É ano novo, vida nova, e há muitas caras novas por aqui, pelo que achei que seria um óptimo momento para me voltar a apresentar. Espero que desfrutem. Neste episódio mencionamos: Anita no Trabalho, o podcast que tenho há dez anos com a minha querida amiga Eli. “Livro do Não”, o livro que escrevi e ilustrei integralmente com bordado, publicado em Maio de 2024. Guia gratuito para começar (e continuar) a desenhar todos os dias. Desenhamos Juntas, a sessão semanal em que desenhamos em diário gráfico, umas com as outras. Conectar para Liderar, o meu programa de grupo para mulheres que desejam voltar a reconectar-se com a sua criatividade, quer tenham inclinação artística, quer não. Onde podem subscrever o podcast para serem as primeiras a saber quando há novos episódios. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @‌air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Antes de começar o episódio desta semana, quero contar-te que já abrimos as inscrições para o Desenhamos Juntas. O Desenhamos Juntas é um encontro semanal, à segunda-feira, às 13h de Lisboa, em 1ue durante aproximadamente 40 minutos, vamos fazer exercícios de desenho para soltar o perfeccionismo e aconchegar a alma. O link para a página do Desenhamos. Juntas vai estar nas informações deste episódio. Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sejam bem-vindas a este novo ano de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”! Hoje partilho convosco o primeiro episódio deste ano de 2026. É ano novo, vida nova, e há muitas caras novas por aqui, pelo que achei que seria um óptimo momento para me voltar a apresentar. Para quem não sabe, o meu nome é Ana Isabel Ramos. Nasci em Lisboa, em cujos arredores vivi até aos meus nove anos, altura em que a família se mudou para Macau. E, claro está, essa mudança marcou um antes e um depois na minha vida. Em Macau passei a minha adolescência. Macau, uma terra pequena, mas com muita densidade populacional e muita influência de muitas culturas diferentes, primeiro foi muito esquisito para mim, que vinha de uma aldeia dos arredores de Lisboa onde conhecia o sr. Manel do café, a D. Violante da papelaria e o Sr. Félix, o merceeiro. Já em Macau, mergulhada numa cidade com tanta gente, só aos poucos me comecei a familiarizar com os seus recantos e algumas das suas caras. Em Macau, cresci rodeada dessa mistura única que lá acontece: da cultura chinesa, claro, com aspectos de que gostava especialmente, nomeadamente da sua gastronomia; e da cultura portuguesa da diáspora, já com muitas adaptações ao sudeste asiático. Aos dezoito anos, voltei para Lisboa para estudar Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes. Foram cinco anos – na altura em que as licenciaturas ainda eram de cinco anos, e isso já vos dá uma ideia da idade que tenho! – de aprendizagem e de adaptação a esta nova vida, cá deste lado do mundo, quando as minhas referências estavam todas do lado de lá. Durante a faculdade comecei a estudar alemão e, mais tarde, fiz Erasmus na Alemanha. A minha paixão pela língua, com a sua lógica de peças de puzzle que têm um lugar exacto onde cair, veio estruturar muito o meu pensamento. Depois do Erasmus, voltei para Lisboa, para completar o curso, uma prova de resistência que finalmente acabou. A experiência académica teve alguns momentos de muita felicidade, mas a melhor parte foi, sem dúvida, as grandes amizades que fiz. Antes de terminar o curso, comecei a trabalhar primeiro num, e depois em dois ateliers de design que partilhavam instalações. Com pessoas maravilhosas – que ainda hoje conto como amigas e mentoras – e com um trabalho interessante, esses podem ter sido dos anos mais felizes enquanto designer. Alguns anos mais tarde, e já por motivos pessoais, mudei-me para Buenos Aires, na Argentina. Não tinha autorização de trabalho por lá, então continuei a alimentar projectos com clientes cá em Portugal, mas, numa altura em que o trabalho remoto ainda não era um conceito muito conhecido, então fiquei com bastante tempo livre. Aproveitei por isso para refrescar alguns aspectos da minha vida, nomeadamente focar-me mais em desenvolver o meu portefólio de ilustração. Uma das coisas que fiz, meio sem saber e sempre a puxar pelo fio da intuição, foi inscrever-me nas aulas de pintura da Associação dos Amigos do Museu de Belas Artes de Buenos Aires. E aí encontrei um círculo que foi quase uma casa para mim. Graças à maneira do professor conduzir as aulas, do ambiente que conseguia criar e do cuidado no feedback que dava, sempre construtivo e sempre directo, sem insinuações, senti-me em segurança para ir, progressivamente, esticando as minhas “asas” figurativas e experimentando novas técnicas, novas cores, novas maneiras de pintar. Os exercícios, o ambiente criado e a segurança e empatia na hora de dar e receber feedback moldaram toda a minha actividade até aos dias de hoje. Nestas aulas, aprendi não só a pintar, mas sobretudo a falar sobre o meu trabalho e o trabalho dos meus colegas com todo o respeito, com empatia e com o cuidado que qualquer iniciativa artística, vulnerável por natureza, merece. Vem daí a forma como conduzi workshops e cursos de tricot, bordado e desenho, e vem daí a minha alegria de experimentar, sem me focar muito no resultado. Tudo coisas que não pensei ir aprender naquelas aulas de pintura, lá em Buenos Aires, e no entanto foi exactamente isso que aconteceu. As minhas recordações dessas segundas-feiras são cálidas, e as saudades que tenho dessas sessões são imensas. Uns anos mais tarde, mudámo-nos de Buenos Aires para a Cidade do Panamá, uma mudança que ditou muitas outras mudanças. Por exemplo, deixei de ter aulas de pintura, mas comecei a pintar de forma mais autónoma, em minha casa. Os anos no Panamá foram marcados por um grande crescimento pessoal, mas tive muitas, muitas saudades das aulas de pintura em Buenos Aires. Mais tarde, em 2013, voltámos para Lisboa, onde vivemos actualmente. Encontrei um espaço muito fofinho no Príncipe Real onde fazer o meu atelier e aí comecei a trabalhar em projectos de design, alguns de ilustração e aí lancei o meu primeiro podcast, Anita no Trabalho, com a minha querida amiga Eli. A gentrificação da zona forçou-nos a sair de lá, e que pena foi!, e o atelier entretanto já teve outras casas. Os trabalhos de design e de ilustração foram escasseando, e começaram então os projectos próprios: em Junho de 2024, lancei o meu primeiro livro, o “Livro do Não”, escrito por mim e ilustrado integralmente com bordado. Foi uma gestação bem longa, com dez meses inteiros a bordar, com muitas dúvidas, mas também com muitas alegrias, uma delas a ida a Macau, em Outubro de 2025, para fazer uma exposição com os originais bordados. Paralelamente, dei forma a uma sensação – talvez uma intuição? – que já tinha dentro de mim e que me chamava a criar um curso, um programa de desenvolvimento pessoal e de reconexão com o nosso íntimo, com a nossa criatividade. No Outono de 2024, lancei a primeira edição de Conectar para Liderar, um programa de liderança pessoal em que nos voltamos a recentrar em nós, reconectamos connosco próprias para saber e sentir o que podemos trazer às nossas vidas para elas serem mais coloridas, mais felizes, mais intensas. Facilitar essas sessões mostrou-me que era esse o caminho que eu tinha de seguir. Desde 2021 que desenho todos os dias no meu diário gráfico. Desenhar é uma daquelas actividades a que chamo “actividade só porque sim”, ou seja, aquelas coisas que faço só porque me trazem alegria e prazer e que não precisam de servir para mais nada (como se trazer alegria fosse pouco!). E desde a Primavera de 2024 que tenho as sessões de Desenhamos Juntas, onde, todas as semanas, nos reunimos para fazer alguns exercícios de observação e, lá está, desenharmos juntas (juntas ao vivo, mas também juntas em diferido). Para além do Desenhamos Juntas, que é semanal, e do Conectar para Liderar, que conta uma edição por ano, sendo a próxima no último trimestre de 2026, está previs

    12 min
  7. 12/16/2025

    Episódio 25. Celebrações (tema sempre em actualização)

    Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Esta semana, já em plena altura natalícia, quero recuperar um tema que já abordei no episódio 9 e que é a importância das celebrações. Ocorre-me recuperar este tema porque por vezes – para não dizer “muitas vezes” – é-me difícil parar tudo para celebrar os progressos feitos até ao momento. E como estamos no final do ano, altura de fazer o balanço destes últimos 12 meses, pensei que seria uma excelente altura para celebrar o que foi feito, mesmo sabendo que ainda há muita coisa para fazer. Espero que desfrutem. Neste episódio mencionamos: Episódio 9. A importância de celebrar dois meses de podcast Episódio 21. Sobre a viagem a Macau Guia gratuito para começar (e continuar) a desenhar todos os dias. Desenhamos Juntas, a sessão semanal em que desenhamos em diário gráfico, umas com as outras. Conectar para Liderar, o meu programa de grupo para mulheres que desejam voltar a reconectar-se com a sua criatividade, quer tenham inclinação artística, quer não. Onde podem subscrever o podcast para serem as primeiras a saber quando há novos episódios. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @‌air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Antes de começar o episódio desta semana, quero contar-te que já abrimos as inscrições para o Desenhamos Juntas. O Desenhamos Juntas é um encontro semanal, à segunda-feira, às 13h de Lisboa, em que durante aproximadamente 40 minutos, vamos fazer exercícios de desenho para soltar o profissionismo e aconchegar a alma. O link para a página do Desenhamos Juntas vai estar nas informações deste episódio. Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Esta semana, já em plena altura natalícia, quero recuperar um tema que já abordei no episódio 9 e que é a importância das celebrações. Ocorre-me recuperar este tema porque por vezes – para não dizer “muitas vezes” – é-me difícil parar tudo para celebrar os progressos feitos até ao momento. E como estamos no final do ano, altura de fazer o balanço destes últimos 12 meses, pensei que seria uma excelente altura para celebrar o que foi feito, mesmo sabendo que ainda há muita coisa para fazer. Quando começo a duvidar de mim própria e a prestar demasiada atenção ao que ainda me falta fazer, começo a sentir uma onda de desespero a tomar conta de mim. Ora, é sabido que do desespero não nascem as coisas como deveriam, ou pelo menos não nascem com a energia que gostaríamos, e por isso, quando me sinto assim, tenho de tentar estancar essa onda. E como faço isso é olhando não para a frente, e para o que falta, mas sim para trás, para o caminho que já foi feito. E olhando para trás, vejo muita coisa que me propus fazer e fiz; vejo que organizei as peças do meu negócio, que lancei um podcast – este que vocês estão a ouvir, e que me dá tanto prazer a escrever. Fui trabalhar a Macau, e pude levar a minha família, o que fez com que a viagem ganhasse ainda mais significado emocional para mim. E se, no dia em que escrevi o guião do episódio 9 celebrava as primeiras 90 escutas do podcast, hoje celebro as primeiras 577. Tenho à minha frente o objectivo de chegar ao milhão de escutas – um objectivo longínquo, neste momento, mas um pouco mais próximo do que em Agosto passado. Nem sempre é fácil, para mim, celebrar. No episódio 9, confessava-vos a minha dificuldade em celebrar os meus progressos e as minhas conquistas, e relacionava essa dificuldade com o meu super-perfeccionismo, do qual estou em recuperação, mas não recuperada, convenhamos. Cito o episódio 9: “Se repararem, não celebrar as nossas conquistas, grandes ou pequenas, é um traço do super-perfeccionismo de que tantas de nós padecemos. Porque o perfeccionismo nos faz manter o foco no que falta, não aceita que o que avançámos já é de valor.“ Também no episódio 9, contei-vos também o que me aconteceu no final da primeira corrida em que consegui fazer os 10 km abaixo da hora – uma coisa que, assim como consegui, também desconsegui, o que também é um bom exercício para manter o ego no lugar dele. Hoje, que já se passaram alguns meses, e que já fui aprendendo mais algumas coisas, e em que inclusivamente estou a fazer uma formação muito focada nesta parte de trabalho individual interior para obter um maior impacto nos resultados de negócio… bem, hoje já tenho um pouco mais de facilidade para celebrar as conquistas, mas nem sempre é fácil. Por alguma razão, estamos formatadas para encontrar a falha e o que falta. E a mim ainda me falta muita coisa, e a nível de negócio ainda há muita coisa que espero vir a conseguir alcançar. Encontrar a falha, ou dito de uma maneira mais positiva, a “atenção ao detalhe” é algo de importante para fazermos um trabalho de excelência; mas pode tornar-se algo doentio e paralisante quando se transforma em perfeccionismo, e desse mal padeço eu e muito. No que ao perfeccionismo diz respeito, não se trata de aprender, mas sim de desaprender: temos de desaprender formas de pensar antigas, que nos foram inculcadas pela vida, pelos nossos professores, pela comunidade, pela sociedade em geral. Temos de desaprender essa ideia de que algo tem de estar perfeito para poder ser partilhado com o mundo. Temos de desaprender essa ideia de que se não estiver perfeito, então não vale. Cada projecto que pomos no mundo tem de ser feito com excelência e atenção ao detalhe; mas se exageramos e nos fixamos em todas as minudências, em vez de conseguirmos trazer esse projecto à vida, o mais certo é enfiarmos esse projecto na gaveta, e há por aí com certeza muitas gavetas cheias de projectos que deviam ter nascido, e não nasceram. Por isso é com alegria que hoje em dia celebro com mais facilidade, e às vezes até consigo evitar o quase inevitável “mas”. Sabem qual é esse “mas”? É aquele que aparece em “Consegui atingir este objectivo mas ainda me falta muito que fazer” ou “Consegui atingir aquele objectivo mas ainda não cheguei aos resultados que desejo”. Então, para cortar aqui com este “mas”, aqui vão algumas celebrações: – hoje quero celebrar que há quase cinco anos inteiros que desenho todos os dias no meu diário gráfico. Nunca pensei que esta prática diária me viesse a dar tanta alegria, e olhem. Aqui estamos. – hoje quero celebrar a viagem a Macau (e sobre a qual fiz o episódio 21). Foi uma viagem linda, emocionante, e fui até Macau levada pelo meu trabalho, à boleia do “Livro do Não”. Nunca por um momento pensei, enquanto bordava aquelas ilustrações, que um dia aqueles bordados me levariam a Macau. E no entanto, olhem. Não é que levaram? – hoje quero celebrar ter encontrado este trabalho que me faz realmente feliz. Escrever estes guiões, os emails que vos mando, preparar as sessões e facilitá-las, tanto de Desenhamos Juntas como de Conectar para Liderar, falar com o público, apresentar os meus projectos… tudo isto me traz mais alegria que alguma vez poderia imaginar. E quero celebrá-lo convosco. – hoje também quero celebrar ter lançado este podcast. Gosto tanto, mas tanto do formato áudio, sinto, como pessoa que ouve muitos podcasts, que me falam directamente à alma. Gosto de ouvir podcasts quando vou correr, ou quando vou caminhar, e há dias em que presto toda a atenção ao que me segredam ao ouvido, e outros em que o que me segredam se transforma numa melodia que me embala e que me leva a outro patamar da imaginação. É com esse amor pelo formato áudio que produzo cada episódio. – hoje também aproveito para celebrar algo que talvez pudesse pensar que não era de celebrar. Conto-vos: em 2024, li 52 livros, mais ou menos um livro por semana. Mas sabem o que senti? Senti que foram demasiados livros, senti que os colava uns aos outros, que quase não sabia aguentar os espaços vazios entre livros. Comecei a sentir que aquela bibliomania estava a aproximar-se de um vício… e apesar de eu achar que o vício da leitura, ao nível dos vícios, até é uma coisa boa, em 2024 senti que quase me sentia desasada se não estivesse a ler, e que as hi

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  8. 12/09/2025

    Episódio 24. Planos para 2026

    Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Esta semana, quero falar-vos do futuro: quero falar-vos dos planos para 2026. Uma das coisas que mais me chama neste tempo de Outono e de final de ano civil é, por um lado, fazer o fecho do ano que está a terminar e, por outro, planificar o ano que vai começar. Neste episódio, conto-vos o caminho feito em 2025 e quais os planos para 2026. Espero que desfrutem. Neste episódio mencionamos: Denise Duffield-Thomas Anita no Trabalho, o podcast sobre empreendedorismo no feminino que faço com a minha amiga Eli desde 2016 Nayla Norryh, mentora de negócios digitais Conectar para Liderar, o meu programa de grupo para mulheres que desejam voltar a reconectar-se com a sua criatividade, quer tenham inclinação artística, quer não. “Livro do Não”, o livro infantil que escrevi e ilustrei integralmente com bordado. Episódios sobre Macau: 21 e 18. Guia gratuito para começar (e continuar) a desenhar todos os dias. Desenhamos Juntas, a sessão semanal em que desenhamos em diário gráfico, umas com as outras. Onde podem subscrever o podcast para serem as primeiras a saber quando há novos episódios. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @‌air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Antes de começar o episódio desta semana, quero contar-te que já abrimos as inscrições para o Desenhamos Juntas. O Desenhamos Juntas é um encontro semanal, à segunda-feira, às 13h de Lisboa, em que, durante aproximadamente 40 minutos, vamos fazer exercícios de desenho para soltar o perfeccionismo e aconchegar a alma. O link para a página do Desenhamos Juntas vai estar nas informações deste episódio. Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Esta semana, quero falar-vos do futuro: quero falar-vos dos planos para 2026. Não sei se já vos disse, mas eu adoro o tempo frio, adoro o Outono e o Inverno, e de cada vez que chega Outubro e o mercúrio começa a baixar, eu aprecio – e muito. Sei que esta não é uma opinião popular cá em Portugal, mas é a minha opinião. Outono e Inverno, venham, venham, que eu vos adoro! Uma das coisas que mais me chama neste tempo de Outono e de final de ano civil é, por um lado, fazer o fecho do ano que está a terminar e, por outro, planificar o ano que vai começar. Adoro fazer rituais de fim de ano: sinto que assim consigo ter uma noção mais clara de tudo o que fiz e aprendi neste ano. De alguma forma, é uma maneira simpática de abrandar o tempo, quando me ponho a olhar para trás com olhos de ver e aprecio, realmente, as coisas que fiz. Um desses rituais de fim de ano é fazer uma lista de 50 coisas que fiz durante o ano que está a terminar. Normalmente, faço-o com a minha colega e amiga Joana, tiramos duas horas para reunirmos e nos perguntarmos, uma à outra, “e que mais fizeste este ano?” Os primeiros dez pontos da lista costumam aparecer com alguma facilidade, mas depois vem o tempo de realmente ponderar tudo, puxar pela memória, e aí começamos a celebrar as coisas menos enormes, os avanços mais pequenos, aqueles detalhes que, se não estivéssemos a fazer esta lista, talvez pudessem passar despercebidos, e não por serem menos importantes. Importei este ritual da australiana Denise Duffield-Thomas, que nos episódios da Anita no Trabalho, o podcast que tenho desde 2016 com a minha amiga e interlocutora Eliana, é menção muito frequente e já ganhou o cognome de “Santa Denise”. (E abro aqui um parêntesis para vos dizer que o “Santa” do cognome tem uma razão de ser, e nenhuma se relaciona com a sua propensão para a religião ou para a canonização! Mas veio no seguimento de uma das muitas conversas que fomos tendo na Anita ao longo destes dez anos, e na altura fez todo o sentido. E posto isto, fecho parêntesis.) Dizia-vos então que importei este ritual da Denise Duffield-Thomas e que, desde que o faço, o fim do ano é ainda mais giro. Porque é fácil nós deixarmos passar as coisas, sempre focadas que estamos no futuro e no que ainda não conseguimos, e não celebrar as coisas que fizemos. Por mais minúsculas que possam ter sido, foram essas coisas que nos trouxeram até ao aqui e ao agora, e por isso devem ser celebradas. Outro ritual que agora faço nos finais do ano, normalmente em Novembro, mas por vezes se estende até Dezembro, é o fecho consciente, para depois, com essa informação, traçar os planos de futuro. Este hábito vem de outra pessoa que também menciono reiteradamente no podcast da Anita no Trabalho – e que, tal como a “Santa Denise”, também já ganhou o cognome de “Santa”, desta feita, a “Santa Nayla”. (Novo parêntesis para lerem estes nomes de santas todos com muitas aspas, sim? Juro-vos que vinha em contexto da primeira vez que os dissemos na Anita no Trabalho, e depois os cognomes pegaram e agora já é difícil falar de outra maneira!) A Nayla Norryh, mentora de negócios digitais que tem umas formações incríveis para mulheres que querem crescer e escalar os seus cursos, tem um workshop de planificação consciente que costuma dar no final do ano. Desde que o fiz da primeira vez, passei a fazê-lo regularmente, normalmente a cada seis meses, em Novembro e em Junho. Em ambos os casos, aproveito para fechar as contas do semestre anterior e planificar os dois próximos semestres: o primeiro, com o máximo de detalhe possível; o segundo, com uma vista panorâmica geral, para perceber quais são os principais focos desse período. Com as contas fechadas de cada semestre, é mais fácil planificar e ajustar os próximos planos. Ora bem, tudo isto para vos contar que nos últimos tempos é precisamente esse o trabalho que tenho estado a fazer: fechar contas e planificar os dois semestres que aí vêm. E então quero contar-vos tudo. Querem? Vamos lá! Então, olhando para trás neste ano de 2025, deixem-me sublinhar alguns momentos especiais: em Abril, precisamente no dia do grande apagão que afectou toda a Península Ibérica, tinha o lançamento do meu programa Conectar para Liderar. Acabei por lançá-lo um par de dias mais tarde. O número de inscrições foi inferior ao que eu desejava, mas depois a entrega do programa foi uma autêntica alegria que me fez reforçar a ideia de que é este o trabalho que tenho de fazer, acompanhar mulheres que querem mergulhar dentro de si e voltar a conectar-se consigo próprias e com a sua criatividade, independentemente de terem ou não inclinação artística. Também na Primavera, inscrevi-me e frequentei uma formação de negócios maravilhosa, o Level Up da já mencionada mentora Nayla Norryh. Esta formação foi o que eu precisava para começar a organizar as peças do meu negócio. Uma das decisões que tomei foi focar-me na comunicação em português, com o público que fala português, não só em Portugal, como também no resto do mundo. Daí nasceram precisamente as “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”, podcast que vocês estão a ouvir neste exacto momento. No Verão, tirei o mês de Agosto de férias para fazer uma viagem linda pela Europa com o meu marido e as minhas filhas. Nas muitas horas de road trip, tricotei muito e terminei a camisola há muito prometida para o meu marido. E toquei cavaquinho, que é algo que adoro fazer. No regresso, tive um grande projecto de design que concentrou vários meses de trabalho em pouco mais de quinze dias – quando vos digo que foi um grande projecto, foi mesmo! Mas entreguei-o feliz e orgulhosa do que tínhamos conseguido fazer em tão pouco tempo. Em Outubro, dediquei-me a preparar muito bem a viagem a Macau. No final desse mês, tive vários compromissos profissionais em Macau relacionados com o “Livro do Não”, o livro que escrevi e ilustrei integralmente com bordado, e que lancei em 2024. Sobre esta viagem, fiz alguns episódios cujos links deixarei nas show notes. E em Novembro abri as portas do Desenhamos Juntas, a nossa sessão semanal de desenho, em que, todas as segundas-feiras às 13h de Lisboa fazemos vários exercícios de desenho em que pomos o cérebro num “aperto”, e que nos ajuda a trabalhar a nossa relação com o nosso críti

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