Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Com a aproximação do mês de Fevereiro, começo a “descongelar” aos poucos, que é como quem diz, a abrir-me paulatinamente ao mundo, às pessoas, aos encontros e aos novos laços. E hoje conto-vos tudo sobre usar o tricot e os livros para o evento Kafka na Meada, que terá lugar no próximo dia 31 de Janeiro de 2026 na sala mais cosy da Livraria Déjà Lu, na Cidadela de Cascais. Espero que desfrutem. Neste episódio mencionamos: Kafka na Meada, um evento na Livraria Déjà Lu, na Cidadela de Cascais Anita no Trabalho e o seu Clube do Livro “Casa dos Espíritos” e “Eva Luna”, ambos os livros da autora Isabel Allende Guia gratuito para começar (e continuar) a desenhar todos os dias. Desenhamos Juntas, a sessão semanal em que desenhamos em diário gráfico, umas com as outras. Conectar para Liderar, o meu programa de grupo para mulheres que desejam voltar a reconectar-se com a sua criatividade, quer tenham inclinação artística, quer não. Onde podem subscrever o podcast para serem as primeiras a saber quando há novos episódios. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Antes de começar o episódio desta semana. Quero contar-te que já abrimos as inscrições para o Desenhamos Juntas. O Desenhamos Juntas é um encontro semanal, à segunda-feira, às 13h de Lisboa, em que, durante aproximadamente 40 minutos, vamos fazer exercícios de desenho para soltar o perfeccionismo e aconchegar a alma. O link para a página do Desenhamos Juntas vai estar nas informações deste episódio. Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Passam os dias de Janeiro e começo paulatinamente a sair da minha “hibernação”, vá, uma “hibernação” entre aspas, porque a vida continuou a decorrer, em geral, com a rotina habitual de trabalho, família, treinos, desenhos e tricots. Sobre esta energia de hibernação e organização que Janeiro me traz, contei-vos há umas semanas. Contei-vos também como costumo aproveitar este momento mais introspectivo para reorganizar processos internos. No caso, estou a fazer a transição de plataformas de envios de email, para consolidar tudo numa só plataforma. Bem, mas com o passar destes dias de Janeiro, a aproximação de Fevereiro e também do meu aniversário (sim, faço anos em Fevereiro que é, sem dúvida, o melhor mês do ano, verdade indiscutível! Apesar de aqui em casa haver pessoas que me dizem que não, que Maio é que é, ou então que não, que Novembro é que é. Mas eu não acredito. Fevereiro é que é mesmo o melhor mês do ano. Pronto. Tenho dito.) Mas adiante: como vos dizia, com a aproximação do mês de Fevereiro, começo a “descongelar” aos poucos, que é como quem diz, a abrir-me paulatinamente ao mundo, às pessoas, aos encontros e aos novos laços. E não deve ter sido coincidência quando, há uns quantos meses atrás, fui visitar a Francisca da Livraria Déjà Lu, na Cidadela de Cascais, e ela sugeriu organizarmos um encontro para o pessoal do tricot e do crochet que gosta de ler; ou, se calhar, para o pessoal que adora ler e que adora dar às agulhas. Na altura, lembro-me de ter sugerido o mês de Novembro, e ela apresentar a contraproposta de 31 de Janeiro. Parecia-me longínquo, porém acertado, e assim ficou. Como costuma acontecer, as datas que ao princípio parecem longínquas e que nunca mais irão chegar, acabam por chegar mais cedo do que pensávamos e o mesmo aconteceu com este encontro, que terá lugar no dia 31 de Janeiro de 2026 na sala mais cosy da Cidadela de Cascais (e porventura do mundo): a sala da livraria Déjà Lu. Estou desejosa que chegue o dia, sabem? Para esta introvertida que vos fala, estar numa sala bonita, rodeada de livros, de agulhas na mão, é assim o sonho. Na Anita no Trabalho, o podcast ali ao lado, a Eli e eu temos uma piada que vai perpassando vários episódios e que é sobre o inferno que podem ser os eventos de networking. Para quem é empreendedora, eventos de networking são particularmente importantes, pois aí conhecemos as pessoas que nos podem ajudar a crescer, a encontrar mais clientes, as pessoas que podem mostrar o caminho, enfim, são eventos importantes. Dos quais fujo a sete pés, porque, para mim, são do mais próximo de infernal que consigo imaginar. Já fui a alguns, e posso dizer sem vergonha nenhuma que tive de ir periodicamente fechar-me na casa de banho, sem estímulos, em silêncio, sem ter de pensar em que conversa fazer ou que tópico abordar, para descansar um bocadinho. O evento de networking é o sonho do extrovertido, e o pesadelo desta introvertida. E é por isso que vos posso dizer que se eu organizasse eventos de networking os organizaria assim, à volta de livros e de agulhas, porque a estes eventos, sim, eu quero mesmo ir. Eventos à volta de livros e de tricot têm algumas garantias à partida: se não tivermos mesmo mais nada em comum com as outras pessoas que lá estão, sabemos que todas gostamos de ler e que todas gostamos de tricotar. Podemos gostar de ler coisas diferentes, e tudo certo, mas temos essa paixão em comum. Os nossos estilos e gostos no tricot podem ser completamente diferentes, ou, inclusivamente, em vez de tricot gostarmos mesmo é de fazer crochet!, mas essa paixão por trazer à vida coisas feitas com as nossas mãos é real, e é uma base comum bem sólida para construir uma relação com uma pessoa que talvez nunca se tenha visto na vida. E por isso, quando a Francisca da Déjà Lu me desafiou para moderar um evento assim, eu pensei que só podia ser destino, estar escrito nas estrelas, estar pré-determinado. Porque, e agora convido-vos a viajarem comigo no tempo até 2007, quando fui viver para a Argentina, eu não conhecia ninguém, e o que me faltava, lá está, eram ocasiões para conhecer pessoas. E sabem o que me ajudou muito a conhecer pessoas? O tricot! Na altura, venham comigo na máquina do tempo, havia blogues que as pessoas escreviam, assim uma espécie de diário, ou de diário de bordo. E havia muita gente que não só escrevia blogues como também escrevia sobre tricot. Por essa altura, foi lançado o ravelry, uma espécie de rede social de tricot e de crochet, que tinha uma série de funcionalidades, nomeadamente a da pesquisa. Uma das coisas que dava para pesquisar era pessoas e grupos, por interesse ou localização, e foi assim que eu fui parar ao grupo das tricotadeiras argentinas, e foi assim que conheci amigas que ficaram para a vida, que me deixaram entrar nas suas casas e nas suas vidas. Podíamos não ter mais nada em comum, mas tínhamos o tricot, e isso foi suficiente. A paixão pela lã, pelas agulhas, pelas possibilidades diferentes que havia e que se abriam à nossa frente. Um tema constante de conversa era a forma diferente como tricotávamos. Eu, como é costume cá em Portugal, de fio à volta do pescoço, tricotava de forma diferente das minhas novas amigas argentinas, que usavam longas agulhas rectas que prendiam debaixo dos braços. O tricot levou-me a encontros de tricotadeiras em bairros diferentes da cidade de Buenos Aires. Vivi lá três anos inteiros, e continuava a descobrir bairros novos de cada vez que me encontrava com as minhas novas amigas. O tricot é um grande nivelador: não interessa qual a profissão, o estado civil ou de saúde. Temos o tricot, e isso é suficiente. Bem, queridas crocheteiras que me ouvem, não se sintam excluídas por eu falar sempre em tricot. A verdade é que o tricot é a minha tecnologia favorita, ao nível das agulhas e do fio, mas de vez em quando lá vou eu buscar a agulha de crochet para terminar alguma coisa ou resolver algum acidente. O crochet, para mim, é uma técnica acessória, mas muitíssimo útil. Só não tenho exactamente a mesma paixão pelo crochet que tenho pelo tricot… mas entendo o encanto. Bem, e então e livros? Que me dizem sobre livros? A leitura sempre foi uma paixão e uma maneira, para mim, de viajar. Lembro-me de ser adolescente e de mergulhar completamente nas histórias da Isabel Allende, a sua “Casa dos Espíritos” ou “Eva Luna”. Abriram-me o mundo