Hora Boa Podcast

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🎧 Hora Boa é um podcast de divulgação científica com zero paciência para papo raso. Toda semana, João e Alberto mergulham em temas cabeludos como Big Farma, saúde mental, ciência, política e cultura — tudo com humor ácido, referências afiadas e uma dose cavalar de crítica social. Aqui, ciência não é neutra, remédio tem contexto, e o “louco” talvez seja só quem não aguenta mais fingir normalidade. Prepare-se para conversas densas, histórias absurdas (mas reais), e reflexões que cutucam até onde dói. Se você curte rir e pensar ao mesmo tempo — bem-vindo ao Hora Boa.

  1. 3d ago

    Falando de futebol: três atleticanos e um cruzeirense (sem bairrismo)

    🔹 Patrocínio - Manual: Sua calvície tem salvação! Aproveite 40% de desconto e frete grátis no seu primeiro pedido: https://www.manual.com.br/queda-de-ca...PARCERIA NETSHOES ESTENDIDA ATÉ 31/08: Se você comprar o tratamento de 6 meses da Manual com o cupom HORABOA, você ganha um vale compras de R$ 100 na Netshoes.Cupom: HORABOAPromoção válida somente na primeira compra. Consulte as condições no site.#publi #publicidade #manual🔹 Patrocínio: Insider – https://creators.insiderstore.com.br/...🔹 Combo de cursos do Alberto (Aprenda Hipnose do zero + o Auto-Hipnose Científica por apenas R$ 597): https://pay.hotmart.com/T102804477HComo é que um episódio que começa discutindo se vale mais a pena ter um filho ou ganhar uma Libertadores termina com um convidado ligando pra Receita Federal pra tentar deportar o Abel Ferreira?Uma coisa é assistir o Galo perder mais uma Libertadores pro Palmeiras e xingar o Abel de sorte. Outra completamente diferente é chegar à conclusão, no meio do episódio, de que o cara tem um pacto — que ele é o capeta do Vilarinho tatuado de técnico — e montar um plano real, com ritual, sacrifício de bode virgem e telefonema pro ICE dos Estados Unidos, pra tirar ele do Brasil.Neste episódio, João e Alberto recebem Sável e Alex, dois criadores de conteúdo atleticanos, pra um programa inteiro de bairrismo mineiro sem nenhuma pauta do eixo. Sável conta como Yuri Marçal virou "coordenador tático" do Paulinho e o levou de surpresa pra um churrasco na casa do jogador — depois de passar meses xingando o Paulinho de burro na internet. Alex, que faz jiu jitsu há quase vinte anos, é campeão de memória com TDAH e careca por opção, explica por que superestrela traumatiza e por que cinco jogadores arroz com feijão valem mais que um holofote. E os quatro passam o fio da meada pela viagem de van de quatro dias de BH até Assunção pra ver o Galo perder a Sul-Americana.Mas o papo vai muito além.A conversa passa por:→ ter filho x ter Libertadores: a discussão que abre o episódio e não convence ninguém→ a síndrome de desaparecimento do Matheus Pereira e por que quem jogou mal contra o Flamengo foi o Gerson→ o Fábio como o goleiro mais injustiçado do futebol brasileiro — e por que o motivo não é a igreja→ o Barba Ball como "terrorismo em forma de futebol": feio de ver, mas efetivo, e melhor que o time bonito do Sampaoli→ arroz com feijão que ganha campeonato, de Roger Gracie no jiu jitsu ao zagueiro que só joga pra onde o nariz aponta→ o Atlético como a máquina de queimar jogador de base mais eficiente do Brasil→ Thiago Heleno entregando o título da Libertadores com um "toca pro pai"→ o Procópio Cardoso, a perda de memória recente e o tweet "manda a foto da traseira da sua mulher"→ a história completa da casa do Paulinho, o "cala a boca, olha quem você é, olha quem eu sou" e a lesão por estresse na canela→ a viagem de van pro Paraguai: quem foi, o estádio pior que o campinho da rua, o bafômetro na entrada e o Alex viciado em energético que não dormiu nenhuma noite→ o copo de urina morno que caiu no pé do pai do Alberto no Mineirão e a gentrificação que expulsou o pobre do estádio depois da Copa de 2014→ a teoria do café de 1 real x o café de 100 reais aplicada ao preço do ingresso→ o que é uma "tomada hostil" de clube e por que a dívida do time vira os juros do empréstimo que o próprio dono fez→ Pedrinho x os donos do Galo: comprar o Cruzeiro pra ele é como quem tem 100 mil comprar um PlayStation de 800→ o bairrismo mineiro em estado puro: Galo e Cruzeiro na frente, e depois qualquer um, menos Rio e São Paulo→ o plano de Sável pra deportar o Abel Ferreira, ritual por ritual, ligação por ligação→ a saudade do KalilE no meio de tudo isso sobra uma pergunta difícil: o que acontece com um clube de futebol quando ele deixa de ser do torcedor e vira propriedade de um dono só — e o que a gente perdeu de verdade quando trocou a geral lotada por um estádio caro e organizado?

  2. Aug 20

    Tudo que você precisa saber sobre AUTISMO

    Por que um psiquiatra saiu de um grupo de autistas com QI altíssimo achando errado eles terem direito a vaga de concurso público — mesmo sendo, ele próprio, ligado à causa do autismo?Nesse episódio do Hora Boa, Alberto Dell'Isola recebe sozinho (João ficou de fora dessa gravação) o neuropsicólogo Fábio Perin pra falar sobre autismo com profundidade e sem academicismo — incluindo as polêmicas que dividem a própria comunidade.A conversa começa pelos números: por que os diagnósticos de autismo cresceram tanto nos últimos anos, sem que isso signifique uma "explosão" real de casos — é mudança de critério (DSM-5, conceito de espectro), diagnóstico precoce e diagnóstico tardio somados. Daí Fábio puxa a treta que Alberto queria discutir: dentro do mesmo espectro, tem criança não verbal com dependência total e adulto com carreira e relacionamento estável — e isso cria uma disputa real por recursos, cotas e reconhecimento dentro da própria comunidade.A dupla passa por:→ por que a "explosão" de diagnóstico de autismo é, na real, mudança de critério e não um surto→ a treta dos níveis de suporte: por que colocar tudo debaixo do mesmo rótulo cria invisibilidade→ concurso público, fila de embarque e a polêmica que o próprio Fábio já discutiu dentro da comunidade→ ABA, estereotipia e por que "domesticar autista" é um mito sobre a terapia→ diagnóstico tardio, mascaramento e por que mulher autista demora mais pra ser identificada→ óleo essencial, dieta cetogênica e a indústria de cura milagrosa que lucra em cima de mãe desesperada→ terapia ocupacional, fonoaudiologia e por que reabilitação de qualidade custa caro de verdade→ liberdade de expressão x desinformação em saúde — e por que Fábio é contra proibir leigo de falarE no fim, uma virada que gera discussão: será que liberdade de expressão sem educação de base é o verdadeiro problema — ou é a falta de pesquisa nacional de qualidade que empurra as famílias pro charlatão?Então questione o que te vendem como cura fácil, entenda que espectro não é rótulo único, e busque conhecimento.📌 Seja membro do canal e ajude o Hora Boa a continuar existindo.📌 Comente aqui: você acha certo autista de alta habilidade cognitiva ter vaga em cota de concurso público?📌 E o mais importante… você já viu alguém promover cura milagrosa de autismo nas redes?

  3. Aug 13

    Por que a internet tornou o linchamento mais rápido do que a própria Justiça

    🔹 Patrocínio: Insider – https://creators.insiderstore.com.br/HORABOA🔹 Combo de cursos do Alberto (Aprenda Hipnose do zero + o Auto-Hipnose Científica por apenas R$ 597): https://pay.hotmart.com/T102804477H🔹 Curso de podcast por R$ 247 com nosso editor Gabriel Tuller e Leo Lopes da Radiofobia! https://cursodepodcast.com.brPor que é mais fácil provar que alguém cometeu um crime do que provar que alguém não cometeu?Nesse episódio do Hora Boa, Alberto e João recebem de volta o professor Túlio Vianna — doutor em Bolonha, professor da UFMG e advogado criminalista — pra falar sobre um problema que o brasileiro adora ignorar: o Judiciário também erra, e erra muito. A gente reclama da saúde pública, reclama da educação pública, mas trata toda condenação como se fosse infalível. Não é.A conversa passa pela mecânica real de como um inocente é condenado: reconhecimento fotográfico duvidoso, memória que não é uma fita de vídeo (é um quebra-cabeça remontado toda vez que você lembra), e um sistema que, na dúvida, deveria sempre absolver — mas na prática pune pra agradar a opinião pública. Túlio conta o caso real de uma mulher que reconheceu, com certeza absoluta, o rosto do homem que a estuprou. Anos depois, o DNA provou que era outra pessoa — o verdadeiro rosto que ela reconhecera era o do bilheteiro que vendia sua passagem de metrô todo dia.Mas o papo vai muito além disso. Túlio também conta, em primeira mão, um caso que ele mesmo advogou: duas mães foram presas porque as próprias filhas adotivas — querendo se livrar delas — inventaram uma denúncia de trabalho forçado e tortura. E revela um detalhe que ninguém espera: em algum fórum do Brasil, agora mesmo, um aluno de estágio de faculdade pode estar decidindo sozinho se alguém vai ou não pra cadeia.A conversa passa por:→ por que "quem não deve, não teme" é a frase mais perigosa do senso comum jurídico→ discricionariedade x arbitrariedade do juiz — e por que os tribunais superiores raramente corrigem isso→ reconhecimento fotográfico, viés racial e memória falsa→ o caso real da vítima que reconheceu o bilheteiro do metrô como seu estuprador→ o caso Escola Base e como uma prisão de ventre virou acusação de abuso sexual coletivo→ alienação parental, laudo psicológico induzido e o "telefone sem fio" dentro da sala de audiência→ o caso das duas mães presas por uma acusação forjada pelas próprias filhas adotivas→ por que a revisão criminal é quase impossível depois que a condenação transita em julgado→ "Exposed" nas redes sociais e o linchamento sem direito de defesaNo fim, a pergunta que fica: numa sociedade que já não confia na saúde nem na educação públicas, por que confiamos tanto assim na Justiça?Entre citação de jurista marxista, caso real emocionante e um estagiário decidindo prisão preventiva sozinho, esse talvez seja o episódio mais desconfortável que você vai assistir esse mês.📌 Seja membro do canal e ajude o Hora Boa a continuar existindo.📌 Comente aqui: você confia no Judiciário brasileiro tanto quanto confia na saúde e na educação pública?📌 E a pergunta que fica: você saberia provar que não fez algo que nunca aconteceu?Busque conhecimento.\#horaboa #podcast #direitopenal #tuliovianna #erro judiciário #presunçãodeinocência #albertodellisola #joaocarvalho

  4. Aug 5

    40 anos de militância política contados por dentro: de uma eleição escolar censurada

    🔹 Patrocínio - Manual: Sua calvície tem salvação! Aproveite 40% de desconto e frete grátis no seu primeiro pedido: https://www.manual.com.br/queda-de-cabelo-influs-dia-dos-pais?coupon=HORABOA&utm_source=youtube&utm_medium=promo&utm_campaign=01082026PARCERIA NETSHOES ESTENDIDA ATÉ 31/08: Se você comprar o tratamento de 6 meses da Manual com o cupom HORABOA, você ganha um vale compras de R$ 100 na Netshoes.Cupom: *HORABOA*Promoção válida somente na primeira compra. Consulte as condições no site.#publi #publicidade #manual🔹 Patrocínio: Insider – https://creators.insiderstore.com.br/HORABOA🔹 Combo de cursos do Alberto (Aprenda Hipnose do zero + o Auto-Hipnose Científica por apenas R$ 597): https://pay.hotmart.com/T102804477H🔹 Curso de podcast por R$ 247 com nosso editor Gabriel Tuller e Leo Lopes da Radiofobia! https://cursodepodcast.com.brEle tinha 8 anos e comemorava cada voto a favor do impeachment de Collor como se fosse gol de campeonato — e décadas depois estava pessoalmente diante de Fidel Castro, ouvindo "prazer, comandante" virar um mal-entendido diplomático.Nesse episódio, Aldanny Rezende, publicitário e militante desde 1987, reconstrói quatro décadas de bastidores da esquerda brasileira que raramente chegam à imprensa. Começa numa eleição escolar censurada aos 12 anos, passa pelo banco dos ateus de um colégio confessional, atravessa o movimento Cara Pintada nas ruas de Belo Horizonte e chega a três encontros pessoais com Fidel Castro — em Moscou, Havana e no Mineirinho, onde a segurança cubana mandou desmontar um palco recém-montado, parafuso por parafuso, antes do comandante discursar por mais de 4 horas seguidas.No meio do caminho: um cachorro de rua adotado em Moscou que quase causa um incidente com o crachá de um jornalista brasileiro, um assalto em Havana horas antes de um voo internacional, uma comitiva de 300 pessoas que levou dois anos e meio pra pagar três aviões fretados, e uma reflexão sobre o que sobrou — e o que voltou a crescer — da militância estudantil depois da queda do Muro.O papo ainda passa por:→ a história real por trás da morte de Stuart Angel e da música "Cálice"→ como o MR-8 nasceu de uma dissidência do PCB e onde ele está hoje dentro da política brasileira→ os bastidores do movimento Cara Pintada e a votação do impeachment de Collor assistida em família→ por que a segurança de Fidel Castro vistoriou cano por cano um palco recém-montado→ como a campanha de Bolsonaro rompeu com o formato tradicional de campanha eleitoral anos antes da eleição→ a revelação bizarra sobre os cachorros clonados do presidente argentino Javier Milei→ o resgate de uma comitiva perdida em Moscou atrás de um cachorro fujão com um crachá roubadoEntre memória política séria e histórias que parecem lenda urbana mas aconteceram de verdade, esse episódio é um mergulho nos bastidores de quem viveu a militância brasileira por dentro, da ditadura até hoje.📌 Seja membro do canal antes que alguém mande desmontar esse palco também.📌 Comente aqui: qual desses bastidores você não fazia ideia que tinha acontecido de verdade?📌 E o mais importante… você sabia que existe um relato oficial à Comissão da Verdade sobre onde um corpo pode estar até hoje?

  5. Jul 30

    Cérebro de Boltzmann e o sonho da borboleta: a prova matemática de que você pode não existir

    🔹 Patrocínio: Insider – https://creators.insiderstore.com.br/...🔹 Combo de cursos do Alberto (Aprenda Hipnose do zero + o Auto-Hipnose Científica por apenas R$ 597): https://pay.hotmart.com/T102804477H🔹 Curso de podcast por R$ 247 com nosso editor Gabriel Tuller e Leo Lopes da Radiofobia! https://cursodepodcast.com.brComo é que uma seleção perde o pênalti mais ridículo da história, não faz uma coletiva de imprensa de verdade depois da eliminação — e isso ainda não é nem o assunto mais bizarro do episódio?Existe uma fórmula matemática que calcula a chance de você ter surgido do nada, sozinho, há exatamente um milissegundo.Uma coisa é isso soar como delírio de filme de ficção científica. Outra completamente diferente é descobrir que essa é uma conclusão levada a sério por físicos teóricos, ganhadores de Nobel e cosmólogos — e que ela tem nome: cérebro de Boltzmann.Nesse episódio, João e Alberto partem da segunda lei da termodinâmica — aquela que diz que a desordem do universo só aumenta — pra chegar num dos argumentos mais desconfortáveis da física moderna. Ludwig Boltzmann, o físico que provou que átomos existiam antes de qualquer um acreditar nisso, morreu por suas próprias mãos em 1906 sem saber que sua ideia mais maluca ia voltar cem anos depois pra assombrar a cosmologia: se o universo é eterno e a desordem sempre vence, é estatisticamente muito mais provável que a realidade inteira seja um único cérebro flutuando sozinho no vácuo por uma fração de segundo do que um universo com 100 bilhões de galáxias e 13,8 bilhões de anos de história.Mas o papo vai muito além disso:→ a segunda lei da termodinâmica explicada com uma gota de tinta que nunca mais volta a ser uma gota só→ Roger Penrose e a probabilidade do Big Bang ter sido acaso: 1 em 10 elevado a 10 elevado a 123→ o que é um "cérebro de Boltzmann" e por que ele é, estatisticamente, mais provável do que você→ o paper de 2002 (Dyson, Kleban, Susskind) que ressuscitou a ideia via espaço de Sitter e energia escura→ Sean Carroll e a "instabilidade cognitiva": a teoria que destrói os próprios dados que a sustentam→ o Homem do Pântano de Donald Davidson e a filosofia externalista da mente→ o sonho da borboleta de Zhuangzi e as referências a Matrix e Rick and Morty→ DMT, experiências de quase-morte e por que a física teórica precisou inventar uma regra só pra impedir esse cenárioSe a matemática mais rigorosa da física prevê que é mais provável você ser um cérebro flutuando por um milissegundo do que um ser humano de verdade com 3,8 bilhões de anos de evolução atrás de si, o que sustenta a certeza de que qualquer coisa — inclusive essa pergunta — é real?Entre meditação guiada existencialmente perturbadora, piada errada sobre Matrix e física de verdade explicada com o rigor de um Nobel, esse talvez seja o episódio mais denso — e mais desconcertante — que o Hora Boa já gravou.Se depois desse episódio você continuar confiando na sua própria memória, considere isso uma vitória. Busque conhecimento.📌 Seja membro do canal antes que o universo decaia e leve o Hora Boa junto.📌 Comente aqui: você compraria a ideia de que sua vida inteira pode ter durado um milissegundo, ou prefere não saber?📌 E o mais importante… você sabia que existe uma fórmula que calcula quantos cérebros de Boltzmann deveriam existir pra cada ser humano real?

  6. Jul 23

    Como a linguagem que você usa decide o debate antes de você abrir a boca

    🔹 Combo de cursos do Alberto - PNL + Hipnose Disfarçada (Apenas R$ 597): https://pay.hotmart.com/A106577227X🔹 Curso de podcast por R$ 247 com nosso editor Gabriel Tuller e Leo Lopes da Radiofobia! https://cursodepodcast.com.brPor que a gente diz que alguém está "esquentado" quando tá com raiva?Uma coisa é achar que isso é força de expressão. Outra completamente diferente é descobrir que sua língua carrega, literalmente, uma teoria médica de 500 anos atrás — e que operador político profissional sabe exatamente como usar esse mesmo mecanismo contra você todos os dias.Nesse episódio, Alberto puxa o fio começando de um menino brigando no colégio até desembocar em Paracelso e na teoria dos humores, mostrando que nossa linguagem nasce, literalmente, do corpo. Só que o papo não fica na história antiga: ele usa isso como porta de entrada pra explicar o trabalho de George Lakoff, o linguista que dedicou a carreira a mostrar como metáforas escondidas decidem debates políticos inteiros antes de qualquer argumento entrar em cena.Mas o papo vai muito além disso:→ por que "esquentado" é biologia (cortisol, adrenalina, temperatura corporal), não força de expressão→ George Lakoff, "Metáforas da Vida Cotidiana" e por que ele reescreveu o próprio livro depois do Trump vencer→ "alívio fiscal", "teto de gastos" x "arcabouço fiscal": como um rebrand semiótico muda o resultado do debate→ "guerra ao terror", "eixo do mal" e o Bush lendo um livro de cabeça pra baixo no dia 11 de Setembro→ "maçã podre": da história bíblica (que não envolvia maçã nenhuma) até Abu Ghraib→ o mito do mercado que "se autorregula" sozinho, sem Estado nenhum por trás→ golpe ou revolução? Como a mesma palavra muda de sentido dependendo de quem está no poder→ a hipótese Sapir-Whorf, saudade, wanderlust e o povo com bússola de 64 direções→ linguagem limpa, David Grove e o antídoto de terapia pra qualquer debate raivoso de internetSe toda frase que você usa já vem carregada de metáfora e enquadramento, até que ponto dá pra pensar "fora da caixa" — ou a liberdade real é só escolher com mais consciência qual caixa você quer usar?Entre Paracelso, Bush de cabeça pra baixo, o Nirvana confundido com terapeuta e uma piada que ninguém devia rir mas todo mundo vai rir, esse é o episódio mais denso — e mais bagunçado — sobre como a política mexe com sua cabeça antes de você perceber.Depois desse episódio você não vai mais ler manchete do mesmo jeito. Ou vai, só que agora sabendo por quê. Busque conhecimento.🎧 Ouça até o fim.💬 Comente.❤️ Compartilhe.⭐ Torne-se membro para conteúdos exclusivos.📧 Contato comercial | parcerias: horaboapodcast@email.com🎙️ Ouça a versão completa em áudio nas principais plataformas.#HoraBoaPodcast

  7. Jul 16

    Tudo que você precisa saber sobre TDAH

    🔹 Sua calvície tem salvação! Aproveite 40% de desconto e frete grátis no seu primeiro pedido, use o cupom HORABOA: https://www.manual.com.br/queda-de-cabelo?coupon=HORABOA&utm_source=youtube&utm_medium=promo&utm_campaign=01052026 🔹 Curso de podcast por R$ 247 com nosso editor Gabriel Tuller e Leo Lopes da Radiofobia! https://cursodepodcast.com.brPor que alguém consegue ficar tão hiperfocado numa leitura que nem escuta o próprio nome sendo chamado no alto-falante do aeroporto — e ao mesmo tempo esquece completamente que veio de carro pra faculdade?Nesse episódio do Hora Boa, Alberto Dell'Isola recebe o neuropsicólogo Fábio Perin (João ficou de fora dessa gravação) pra desmontar, com profundidade e sem academicismo, o que realmente é o TDAH — incluindo histórias pessoais do próprio Fábio, que também tem o diagnóstico.A conversa começa pela origem do diagnóstico: como crianças sedadas pra um exame de cérebro (pneumoencefalografia) tiveram, por acidente, uma melhora de desempenho que deu origem ao que hoje chamamos de TDAH. Fábio defende que o nome do transtorno está errado — não é "déficit" de atenção, é descontrole: existe hiperfoco tanto quanto existe desatenção, e os dois fazem parte do mesmo sistema.A dupla percorre o mecanismo por trás disso — a rede de saliência, que faz seu cérebro só "notar" o que tem valor pro momento (é o motivo de você começar a ver grávida em todo canto quando sua parceira engravida), e a memória operacional, que explica por que uma tarefa interrompida no meio (como encher um filtro de água quando o bebê chora) simplesmente se perde — o que Fábio chama de "janela aberta".A conversa passa por:→ a origem histórica do TDAH e por que ele começou como "transtorno de aprendizagem"→ por que TDAH tem nome errado, segundo quem vive e trata o transtorno→ rede de saliência: o circuito que explica hiperfoco e desatenção ao mesmo tempo→ memória operacional, buffer episódico e o conceito de "janela aberta"→ por que procrastinar é uma estratégia do corpo pra gerar ansiedade suficiente pra agir→ a diferença entre o que é urgente, o que é importante e o que só parece urgente→ tratamento farmacológico — de Ritalina e Venvanse ao remédio não-estimulante mais recente→ funções executivas nucleares e por que os próprios pesquisadores discordam sobre o conceito→ por que exercício físico não ajuda a cognição — exercício físico É cogniçãoE no fim, uma virada que ninguém espera: o estereótipo do atleta "burro" e do nerd "fraco" caem por terra quando Fábio explica que atenção, planejamento e cognição não existem separados do corpo em movimento.Então calibre sua memória operacional, pare de tratar "lavar louça" como uma tarefa só, e busque conhecimento.📌 Seja membro do canal e ajude o Hora Boa a continuar existindo.📌 Comente aqui: você já se pegou se autodiagnosticando com TDAH pelas redes sociais?📌 E o mais importante… você também já quase perdeu um voo por hiperfoco?

  8. Jul 9

    Sete histórias de pessoas que ganharam um talento do nada após um acidente

    🔹 Sua calvície tem salvação! Aproveite 40% de desconto e frete grátis no seu primeiro pedido: https://www.manual.com.br/queda-de-ca... 🔹 Curso de memorização: https://pay.hotmart.com/H106678862T🔹 Curso de podcast por R$ 247 com nosso editor Gabriel Tuller e Leo Lopes da Radiofobia! https://cursodepodcast.com.brUm homem faz força demais pra cagar num bar de Liverpool, tem dois aneurismas ao mesmo tempo, entra em coma induzido por uma semana — e acorda dez dias depois pedindo um lápis.Uma coisa é ouvir "ele descobriu um talento escondido depois de um susto". Outra, completamente diferente, é descobrir que existe uma síndrome inteira documentada há décadas na neurociência pra isso — e que o gatilho pode ser tão banal e tão absurdo quanto uma ida ao banheiro que deu terrivelmente errado.Tommy McHugh era pedreiro, ex-presidiário, sem nenhuma relação com arte na vida inteira. Depois do acidente, ele passa 19 horas por dia desenhando, esculpindo e criando poemas rimados, ininterruptamente, durante 11 anos, até morrer em 2012. Numa das últimas entrevistas que deu, disse que o derrame foi a melhor coisa que já aconteceu com ele.Mas o papo vai muito além do caso do Tommy. João e Alberto usam essa história real pra mergulhar numa das áreas mais estranhas da neurociência:→ a diferença entre Savant (dom natural, sem estudo) e sábio (conhecimento construído)→ o paradoxo da facilitação funcional: como perder uma parte do cérebro pode liberar outra→ Jason Padgett, que depois de um assalto passou a enxergar fórmulas matemáticas como fractais→ Derek Amato, que bateu a cabeça numa piscina e acordou tocando piano por 6 horas seguidas→ Tony Cicoria, cirurgião atingido por um raio, que hoje tem duas carreiras: medicina e piano→ o menino de 10 anos que levou uma bolada de beisebol e decorou todos os calendários da história→ Kim Peek, a inspiração real de Rain Man, e Darold Treffert, o cientista que documentou tudo isso→ os "Savants súbitos" — 11 pessoas que ganharam um dom do nada, sem nenhum acidente ou lesão→ por que demência frontotemporal pode revelar talento artístico antes de tirar tudo de vez→ o motivo científico por que algumas pessoas não sentem nenhuma saudade de quem foram antesNo fim, sobra a pergunta mais incômoda do episódio: se você perdesse quem você foi a vida inteira, isso seria uma tragédia ou um recomeço? Depende de pra quem você pergunta.Antes de sair fazendo força demais em qualquer lugar, busque conhecimento.📌 Seja membro do canal e ajude o Hora Boa a continuar existindo.📌 Comente aqui: você conhecia algum desses casos de Savant? Qual te chocou mais?📌 E a pergunta que fica: você teria coragem de trocar quem você é hoje por um talento que nunca soube que tinha?

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🎧 Hora Boa é um podcast de divulgação científica com zero paciência para papo raso. Toda semana, João e Alberto mergulham em temas cabeludos como Big Farma, saúde mental, ciência, política e cultura — tudo com humor ácido, referências afiadas e uma dose cavalar de crítica social. Aqui, ciência não é neutra, remédio tem contexto, e o “louco” talvez seja só quem não aguenta mais fingir normalidade. Prepare-se para conversas densas, histórias absurdas (mas reais), e reflexões que cutucam até onde dói. Se você curte rir e pensar ao mesmo tempo — bem-vindo ao Hora Boa.

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