O TEMPO Entrevista

O TEMPO

O TEMPO Entrevista. Um espaço para ouvir quem move negócios, ideias e decisões. Todos os sábados, às 14h. Histórias inspiradoras têm o poder de transformar. Por isso, nasce o O TEMPO Entrevista, novo programa semanal dos canais de YouTube de O TEMPO e O TEMPO LIVRE. Com apresentação do jornalista Léo Mendes, o programa convida grandes nomes do empreendedorismo, da cultura, da ciência, do esporte e do impacto social para conversas profundas e transformadoras. Todos os sábados, às 14h, abrimos espaço para conhecer os bastidores das trajetórias que fazem a diferença — os desafios, as escolhas, as inovações e as lições que marcaram o caminho de quem constrói, lidera e inspira.

  1. 1d ago

    Redução da maioridade penal não tem eficácia comprovada no combate à violência, diz criminalista

    A proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos voltou ao debate no Congresso Nacional, mas, para a advogada criminalista e vice-presidente do Instituto de Ciências Penais, Paola Alcântara, não há comprovação de que a medida seja capaz de reduzir a criminalidade. No podcast O TEMPO Entrevista, ela afirmou que o endurecimento da legislação, por si só, não enfrenta as causas da violência e defendeu que o foco esteja na aplicação efetiva das políticas públicas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, Paola também avaliou que a discussão costuma ganhar força em anos eleitorais. "É muito comum em períodos eleitorais, nós percebemos esse aumento, essa pauta voltada para a segurança pública, que se transforma num discurso eleitoral capaz de mobilizar a sociedade", afirmou. Ao comentar os argumentos favoráveis à redução da maioridade penal, a criminalista destacou que adolescentes já respondem por atos infracionais e que o sistema socioeducativo prevê medidas de responsabilização. O desafio está em aperfeiçoar a aplicação dessas medidas, especialmente nos casos de maior gravidade. "O ECA foi pensado em 1990, quando havia uma adolescência completamente distinta da que nós temos hoje. É necessário que ele passe por um processo de modificação para atender os nossos anseios.", disse. Segundo a advogada, uma alternativa seria ampliar o período máximo de internação para determinados crimes, em vez de transferir adolescentes para o sistema prisional comum. Para a especialista, o enfrentamento da violência passa por educação, políticas públicas e ressocialização, além da revisão de instrumentos já existentes no ordenamento jurídico brasileiro. O TEMPO Entrevista com a advogada criminalista Paola Ancântara vai ao ar no sábado (18/7), às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

    Redução da maioridade penal não tem eficácia comprovada no combate à violência, diz criminalista
  2. Jul 11

    Controle de celular e redes sociais ainda não é visto como violência por 56% dos brasileiros | O TEMPO Entrevista

    A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. A escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais, Aline Risi, explica que os primeiros sinais costumam aparecer por meio do controle, das ameaças, da violência psicológica e, cada vez mais, da violência digital. No O TEMPO Entrevista, ela destaca que o ambiente virtual passou a reproduzir comportamentos já presentes nos relacionamentos abusivos e alertou que esses episódios não devem ser tratados como demonstrações de afeto. “Antes de chegar na agressão física, a mulher já está passando, muito provavelmente, por violência psicológica, moral e patrimonial”, afirmou. Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, Aline comentou dados do Datafolha e do Movimento Mulher 360 que mostram que 56% dos brasileiros não reconhecem o controle das redes sociais como uma forma de violência contra a mulher. Na avaliação da policial, esse comportamento ainda é banalizado. “O simples fato de falar assim: abre seu celular que eu quero ver as mensagens. Isso é um tipo de violência, é violência psicológica. Muitas vezes o ciúme é travestido de amor, de paixão, mas não é. É um controle”. A escrivã também destacou que a violência digital pode anteceder crimes mais graves, inclusive o feminicídio. Ao orientar mulheres que enfrentam esse tipo de situação, Aline Risi recomendou preservar todas as provas e procurar a Polícia Civil o quanto antes. “Ela tem que guardar print, gravação, vídeo. Tudo isso vai subsidiar a prova, porque crime na internet deixa rastro. Não existe crime perfeito”, afirmou. O TEMPO Entrevista com a escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais, Aline Risi, vai ao ar no sábado, 11 de julho, às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

    Controle de celular e redes sociais ainda não é visto como violência por 56% dos brasileiros | O TEMPO Entrevista
  3. Jul 4

    Desembargadora e escritora Mônica Sifuentes | O TEMPO Entrevista

    A desembargadora do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), Mônica Sifuentes, participou do O TEMPO Entrevista para falar sobre seu romance "Um poema para Bárbara – a história de amor que ajudou a escrever a História do Brasil". A obra aborda a relação entre Bárbara Heliodora e o inconfidente Alvarenga Peixoto, personagens centrais da Inconfidência Mineira, e busca lançar luz sobre um episódio pouco explorado pela historiografia tradicional. Mônica Sifuentes destacou que a história de Bárbara Heliodora acabou ofuscada por outros romances mais conhecidos do período, uma vez que os autores em geral enaltecem o romance que existiu entre Tomás Antônio Gonzaga e Marília de Dirceu. A Inconfidência Mineira ocorreu principalmente entre 1788 e 1789, no contexto do Brasil Colônia. O movimento foi uma reação da elite de Vila Rica (atual Ouro Preto) contra a exploração da Coroa Portuguesa, especialmente a cobrança abusiva de impostos conhecida como "derrama". Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, a escritora conta que o livro nasceu de uma pesquisa aprofundada e tem forte base documental. “É um livro que foi adotado em algumas escolas porque ele é 80% baseado em fatos históricos, em documentos”, afirmou. Mônica Sifuentes explicou ainda que a literatura entra como elemento de ligação: “a literatura vem como coadjuvante para juntar esses pequenos pedaços e reconstruir a história”. A autora também comentou sua visão sobre a forma como os grandes acontecimentos históricos costumam ser narrados. “História é vida, ela não é essa sequência tão certinha de fatos. A história vai e vem, como a vida da gente”, afirmou, ao defender uma abordagem mais humana para compreender episódios como a Inconfidência Mineira. O TEMPO Entrevista com a desembargadora Mônica Sifuentes vai ao ar no sábado, 4 de julho, às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

    Desembargadora e escritora Mônica Sifuentes | O TEMPO Entrevista
  4. Jun 27

    Polilaminina, com Marco Túlio Reis | O TEMPO Entrevista

    A polilaminina, substância experimental estudada como possível aliada no tratamento de lesões na medula espinhal, ainda precisa passar por etapas decisivas antes de ser considerada segura e eficaz. O alerta é do neurocirurgião Marco Túlio Reis, especialista em cirurgia da coluna vertebral, que participou do O TEMPO Entrevista para esclarecer o que já se sabe (e o que ainda não se sabe) sobre o tema que tem ganhado grande repercussão nacional nos últimos anos. Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, o médico explicou que a pesquisa com a polilaminina tem quase três décadas, mas ainda está em fase inicial do ponto de vista científico e nos testes que serão realizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Apesar da promessa da droga, a gente ainda está na fase 1, que é um estudo de segurança. Não estamos avaliando eficácia neste momento, mas sim se é seguro aplicar em pacientes”, afirmou. O neurocirurgião explica que os dados que mais chamaram a atenção do público vieram de estudos preliminares, com número reduzido de pacientes e sem publicação em revistas científicas indexadas. “O único trabalho em humanos disponível é um pré-print, com várias falhas metodológicas. Isso não nos dá segurança para recomendar o uso de forma ampla”, ressaltou. Marco Túlio também lembrou que casos de recuperação tidos como estraordinários, envolveram tratamento multidisciplinar intensivo, o que dificulta atribuir os resultados exclusivamente à substância. O especialista reforçou ainda a necessidade de cautela, especialmente diante da judicialização do acesso ao medicamento. “A esperança é legítima, mas o entusiasmo não pode atropelar o método científico. A gente torce para que a polilaminina seja um divisor de águas, mas ainda é cedo. Precisamos de estudos conclusivos, com grupo controle, para saber se ela realmente muda o prognóstico da lesão medular”, concluiu. No O TEMPO Entrevista, o telespectador vai compreender quando surgiu a polilaminina, como foram os primeiros testes em animais e em humanos e o futuro da substância. O podcast vai ao ar no sábado, 27 de junho, às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

    Polilaminina, com Marco Túlio Reis | O TEMPO Entrevista
  5. Jun 6

    “O Brasil ficou refém do calendário eleitoral”, afirma o advogado Marcelo Tostes | O TEMPO Entrevista

    O advogado Marcelo Tostes, conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil por Minas Gerais, afirma que parte significativa da esquerda brasileira atua com foco quase exclusivo na manutenção do poder, deixando em segundo plano questões estruturais do país. Em entrevista a O TEMPO Entrevista, ele sustenta que decisões políticas e econômicas têm sido tomadas mais com base no calendário eleitoral do que em projetos de longo prazo para o Brasil. Ao analisar temas como a atuação do STF, o enfrentamento ao crime organizado, a relação com os Estados Unidos e o ambiente de negócios, Tostes avalia que a insegurança jurídica se tornou um dos principais entraves ao crescimento econômico. Segundo ele, a falta de previsibilidade afasta investimentos, fragiliza instituições e amplia a polarização política, num cenário em que direita e esquerda disputam narrativas em vez de soluções. Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, o advogado também comenta as candidaturas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o papel da OAB no debate institucional e os riscos de um Estado cada vez mais intervencionista. A entrevista completa está disponível no canal de O TEMPO no YouTube e aprofunda uma discussão que deve marcar o cenário político brasileiro nos próximos meses. O TEMPO Entrevista com o advogado Marcelo Tostes vai ao ar no sábado, 6 de junho, às 18 horas.

    “O Brasil ficou refém do calendário eleitoral”, afirma o advogado Marcelo Tostes | O TEMPO Entrevista
  6. May 30

    ANÁLISE: EUA ampliam poder global ao rotular facções brasileiras PCC e Comando Vermelho | O TEMPO Entrevista

    A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais levanta uma série de dúvidas sobre os impactos para o Brasil, que vão desde possíveis sanções econômicas até riscos à soberania nacional. O tema foi analisado no O TEMPO Entrevista, que recebeu o advogado criminalista Rogério Leonardo, secretário da Comissão Especial de Direito Penal Econômico da OAB Federal. Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, o especialista explica que a classificação anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, não cria mecanismos inéditos de cooperação internacional, já que o Brasil é signatário de tratados de combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. O principal efeito prático, na avaliação do advogado, é permitir que os Estados Unidos atuem de forma unilateral, inclusive sem necessidade de diálogo prévio com autoridades brasileiras, o que pode gerar interferências políticas, econômicas e até militares fora dos parâmetros do direito internacional. O criminalista destacou ainda que há uma diferença conceitual relevante entre organizações criminosas e organizações terroristas. Para ele, embora PCC e Comando Vermelho sejam grupos violentos e transnacionais, o enquadramento como terrorismo é tecnicamente questionável e amplia de forma excessiva os poderes do governo norte-americano. Rogério Leonardo lembrou exemplos recentes em países como Venezuela e México, onde esse tipo de classificação resultou em sanções financeiras severas e operações sigilosas, com impactos diretos sobre empresas, setores econômicos e populações locais. Para Rogério Leonardo, o caminho mais seguro para o enfrentamento do crime organizado passa pelo fortalecimento das polícias, da inteligência financeira e da cooperação internacional multilateral, preservando a soberania nacional e evitando decisões unilaterais que, historicamente, tendem a agravar crises em vez de resolvê-las. O TEMPO Entrevista é um podcast do canal de O TEMPO no YouTube. A análise completa vai ao ar no sábado, 30 de maio, às 18 horas.

    ANÁLISE: EUA ampliam poder global ao rotular facções brasileiras PCC e Comando Vermelho | O TEMPO Entrevista
  7. May 23

    Comércio responde por mais de 70% do PIB de BH e enfrenta desafios, diz presidente da CDL

    O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL BH), Marcelo Souza e Silva, destacou o papel central do comércio e dos serviços na economia de Belo Horizonte, setor que responde por cerca de 72% do Produto Interno Bruto da capital e por aproximadamente 85% dos empregos. No O TEMPO Entrevista, Marcelo destaca que o fortalecimento desse ambiente passa por ações estruturais que envolvem poder público, empresários e a sociedade. Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, Marcelo afirmou que a CDL atua de forma permanente em temas como segurança, acesso ao crédito e capacitação, considerados fundamentais para a sustentabilidade dos negócios. Ele ressaltou que o comércio de bairro e os centros comerciais descentralizados ampliaram oportunidades de emprego e contribuíram para melhorar a qualidade de vida, ao aproximar trabalho e moradia. O dirigente também comentou iniciativas de impacto nacional, como o Dia Livre de Impostos, criado pela CDL-BH e hoje replicado em diversas cidades brasileiras. De acordo com ele, a ação cumpre dupla função ao conscientizar a população sobre a carga tributária e movimentar o comércio, tornando-se um dos dias de maior volume de vendas do calendário anual. Outro destaque da entrevista foi o Projeto Horizonte, desenvolvido em parceria com o Sebrae Minas, que reúne em um único espaço soluções voltadas a micro e pequenos empreendedores. Marcelo defendeu ainda que debates como a proposta de mudança na escala de trabalho 6x1 sejam conduzidos com planejamento e diálogo, considerando a realidade das pequenas empresas. O TEMPO Entrevista com Marcelo Souza e Silva vai ao ar no sábado, Às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

    Comércio responde por mais de 70% do PIB de BH e enfrenta desafios, diz presidente da CDL

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