Cinematografia Podcast

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Reflexões sobre a escrita do cinema. Com Flavia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni.

  1. 6d ago

    Resident Evil (2026): Os games superaram o cinema? | Cinematografia +

    Um entregador de material médico aceita uma última corrida da noite, com pagamento em dobro. O destino é Raccoon City. Quem conhece os jogos sabe o que o espera. Ele, não. Neste Cinematografia +, Flávia e Fernando analisam o novo Resident Evil, de Zach Cregger (Noites Brutais, A Hora do Mal), para pensar a relação entre cinema e games: duas indústrias que hoje pertencem aos mesmos conglomerados, bebem uma na fonte da outra e, ainda assim, funcionam de formas distintas. O que acontece quando uma mídia feita de repetição, tentativa e erro precisa caber em 90 minutos? A aposta do filme é trocar a heroína invencível por um sujeito comum. Bryan (Austin Abrams) não sabe atirar, não entende o que está acontecendo e só quer terminar o expediente. A câmera não o abandona, o roteiro funciona como um tutorial que vai ganhando dificuldade, e o riso não entra como alívio: faz parte da própria narrativa de horror. É o "terrir" que Cregger já praticava em A Hora do Mal. Também conversamos sobre: - convergência midiática e o tamanho da indústria de games diante do cinema - o jogo como forma cultural, com Homo Ludens, de Johan Huizinga - por que parte dos fãs dos jogos rejeitou o filme, e por que isso agradou quem nunca jogou - luz diegética: o celular como lanterna e a neve como cenário - som, silêncio e a herança de John Carpenter (O Enigma de Outro Mundo) - paternidade como subtexto: o horror como espelho de crises, na trilha de Noël Carroll e Stephen King - criaturas, gore e o predomínio de efeitos práticos Análise com spoilers moderados: comentamos cenas e criaturas, mas não revelamos o final. OBRAS CITADAS Filmes e séries - Noites Brutais (Barbarian, 2022), de Zach Cregger - A Hora do Mal (Weapons, 2025), de Zach Cregger - O Enigma de Outro Mundo (The Thing, 1982), de John Carpenter - A Mosca (The Fly, 1986), de David Cronenberg - Todo Mundo em Pânico (Scary Movie, 2000), de Keenen Ivory Wayans - Max Payne (2008), de John Moore - The Walking Dead (série, 2010–2022) Livros e autores - Homo Ludens (1938), de Johan Huizinga - A Filosofia do Horror (1999), de Noël Carroll - Dança Macabra (2021), de Stephen King Jogos - Resident Evil (1996) - Tekken (1994) - Max Payne (2001) - Just Dance (2009) INDICAÇÕES PARA QUEM GOSTOU DO FILME - Little Nightmares (2017) - Silent Hill (1999) Gostou da análise? Curta, compartilhe e conte nos comentários que filme você quer ver no próximo Cinematografia + #ResidentEvil #ZachCregger #CinematografiaPodcast #CinemaEGames #Terror #gore #jogos

  2. Oct 6

    O Mensageiro do Diabo: o pastor mais assustador do cinema | Sessão Extra

    Bem-vindos a mais um Sessão Extra Um pregador com LOVE tatuado numa mão e HATE na outra, um hino religioso assobiado no escuro e duas crianças guardando um segredo de dez mil dólares. Abrimos o Mês das Bruxas com O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter, 1955), o único filme dirigido por Charles Laughton. Foi um fracasso na estreia e hoje aparece com frequência nas listas de maiores filmes da história. Gravamos em 4 de outubro, dia de eleição, e a coincidência ajudou. Poucos filmes mostram com tanta precisão como o vocabulário da fé pode servir a quem só quer dinheiro e poder. Harry Powell (Robert Mitchum) não sente culpa nem dúvida: mata convencido de que cumpre a vontade de Deus. Do outro lado está Rachel Cooper (Lillian Gish), que canta o mesmo hino e lhe devolve outro sentido. Neste episódio: * Drama religioso, noir, thriller, terror ou conto de fadas? O filme que não cabe em uma gaveta só * Harry Power, o assassino real que inspirou o melhor vilão de todos: Harry Powell * Um psicopata filmado antes de o termo "serial killer" se popularizar * Expressionismo alemão e cinema mudo na fotografia de Stanley Cortez * John, Pearl e a fuga pelo rio: a infância posta à prova pelo mundo adulto num conto de fadas às avessas * Os ecos do filme em Spike Lee, nos irmãos Coen e em Guillermo del Toro Já viu esta obra-prima? O que achou da atuação de Robert Mitchum e do duelo final de vozes com a lendária Lillian Gish? Deixe também as suas sugestões de filmes para cobrirmos neste mês do terror! OBRAS E FILMES CITADOS NESTE EPISÓDIO: * 🎬 Os Inocentes (The Innocents, 1961) * 🎬 Os Outros (The Others, 2001) * 🎬 A Troca (Changeling, 2008) * 📖 O Grande Massacre de Gatos, de Robert Darnton * 📖 O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger #OMensageiroDoDiabo #TheNightOfTheHunter #CinemaClássico #FilmesDeTerror #RobertMitchum #CinemaNoir #PodcastDeCinema

  3. Sep 26

    O Pagador de Promessas: o herói trágico brasileiro | Parte 1 | EP. 51 | Cinematografia

    O Pagador de Promessas (1962) é um filme radicalmente brasileiro no sentido mais preciso e mais doloroso que essa expressão pode ter. É a história de um homem simples, intercedido pela graça, que encontra na Igreja Católica, na imprensa, na polícia e na própria mulher versões distintas da mesma resistência: ninguém sabe o que fazer com alguém que acredita de verdade. No episódio 51 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni falam sobre a obra original de Dias Gomes adaptada brilhantes para o cinema por Anselmo Duarte. O resultado é essa obra-prima do sincretismo religioso que ganhou a Palma de Ouro em Cannes, feito único na história do cinema brasileiro. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: - Dias Gomes, a peça original e a condição de não alterar uma vírgula do texto. - Leonardo Vilar: o mesmo ator no teatro e no cinema. - O Brasil de 1962: questões políticas, Vera Cruz, Atlântida e o que o cinema nacional perdeu desde então. - Zé do Burro como "inocente da graça", o homem tão focado no sagrado que o carnal não o alcança. - Rosa, o Bonitão e o enquadramento dividido pela cruz: o desejo, a culpa e o filme como obra aberta. - Os enquadramentos e transições que compõem a linguagem cinematográfica de Anselmo Duarte. #CinematografiaPodcast #OPagadorDePromessas #AnselmoDuarte #DiasGomes #CinemaBrasileiro #SincretismoReligioso #Cinema

  4. Sep 20

    A Palavra (Ordet, 1955): o milagre de Carl Theodor Dreyer | Sessão extra | Cinematografia

    Dreyer filma o milagre como ninguém filmou antes ou depois: sem glória, sem anjos cantando, sem luz dourada descendo do céu. E, ppr isso, A Palavra é um dos filmes mais impactantes da história do cinema. O filme de 1955 se passa numa fazenda dinamarquesa onde dois tipos de protestantismo convivem em tensão, onde um dos filhos enlouqueceu e acredita ser Jesus, onde uma mulher morre no parto e onde a fé é um personagem que o filme leva absolutamente a sério. Dreyer filma, em partes, dentro daquilo que Schrader chamou de estilo transcendental: encenação teatral, câmera quase imóvel, personagens que parecem falar para o espectador e não entre si. É desconfortável. É paralisante. E é radicalmente diferente de tudo que você já viu. Neste Sessão Extra, Flávia Arielo e Jason Baroni analisam A Palavra — o segundo Dreyer do podcast — e chegam à cena final completamente sem defesa. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: Carl Theodor Dreyer como o maior cineasta dinamarquês. O estilo transcendental no cinema, de Paul Schrader e sua relação com Dreyer. A encenação teatral: personagens posicionados como se houvesse uma plateia — e há, somos nós. Ioannes: Jesus ou João? Duas interpretações possíveis. Os dois protestantismos em conflito e os três milagres que estruturam a narrativa. A cena da ressurreição e o beijo que ninguém esperava. O corpo como parte indissociável da fé — e por que o beijo erótico é a declaração teológica mais precisa do filme. #CinematografiaPodcast #SessaoExtra #APalavra #Ordet #Dreyer #CarlTheodorDreyer #CinemaTranscendental #Cinema #CinemaEuropeu #AnaliseDeCinema

  5. Sep 12

    Coyote vs ACME: uma bigorna na cabeça da Warner | Ep. 50 | Cinematografia

    Um filme que a Warner tentou engavetar, vendeu como descarte por $50 milhões e que já arrecadou $58 milhões em três semanas. A história por trás de Coyote vs. ACME é tão improvável quanto a de um coiote que passa a vida inteira comprando produtos de uma empresa que claramente quer que ele morra. A premissa é ao mesmo tempo absurda e precisa: o Coiote processa a ACME por danos causados por produtos defeituosos. O que soa como piada de roteiro vira um filme sobre justiça, sobre a impossibilidade de vencer grandes corporações e, no fundo, sobre o que significa continuar mesmo quando o sistema é estruturalmente construído contra você. . No episódio 50 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni analisam o filme que quase não existiu. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: A história real por trás do filme: Warner, write-off de $30 milhões, venda à Ketchup Entertainment e a ironia de um filme sobre processar uma empresa que quase foi destruído por uma. David Zaslav e a crise de identidade de Hollywood: decisões erradas, streaming canibalismo e o caso paralelo de Jurado Número 2. O conceito do processo: e se os produtos da ACME fossem deliberadamente projetados para falhar? O filme que não moderniza à força: sem danças de TikTok, sem referências de IA e a essência dos personagens preservada. Albert Camus e o Mito de Sísifo aplicado ao Coiote: é preciso imaginar o Coiote feliz. Link para o artigo da The New Yorker: https://www.newyorker.com/magazine/1990/02/26/coyote-v-acme #CinematografiaPodcast #CoyoteVsAcme #Looney Tunes #Warner #Cinema #Animacao #Hollywood #AnaliseDeCinema #CulturaPop #CoyoteAcme

  6. Aug 28

    A Cidade dos Sonhos de David Lynch | Sessão Extra

    David Lynch morreu sem ter explicado um único filme. Fez questão disso. E Mulholland Drive talvez seja o melhor argumento do porquê isso era a única postura possível para um artista como ele. Cidade dos Sonhos (2001) replica a estrutura de um sonho. A chave azul, a caixinha, o corredor dos pesadelos: Lynch distribui pelo filme sinais evidentes de que aquilo não é real, que estamos num outro plano. É um filme logopático por natureza. Neste Sessão Extra, Flávia Arielo e Jason Baroni revisitam Lynch a partir de Mulholland Drive e chegam ao que talvez seja a melhor palavra para definir qualquer filme dele: atmosfera. O episódio é também uma homenagem dupla: a Lynch, morto em 2025, e a Tim Curry, cuja morte foi anunciada no dia da gravação. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: Lynch como o mais genuíno artista: o cabelo, o meme, a meditação transcendental, as leituras do tempo na pandemia e o cameo como John Ford em Os Fabelmans. A impossibilidade de racionalizar Lynch. Hollywood como sonho e pesadelo simultâneos: o que Mulholland Drive diz sobre a indústria que o hospedou. Naomi Watts e Laura Harring: por que as atuações sustentam o que o roteiro deliberadamente dissolve. A virada do filme e a inversão de identidades: o momento em que a atmosfera assume o controle da narrativa. #CinematografiaPodcast #SessaoExtra #MulhollandDrive #CidadeDossonhos #DavidLynch #Cinema #CinemaAutoral #SuspensePsicologico #AnaliseDeCinema #Hollywood

  7. Aug 23

    Hitchcock: Para além da psicose de Norman Bates - Parte 02 | Ep. 49 | Cinematografia

    A arquitetura de Psicose representa um dos cenários mais icônicos da história do cinema. O motel embaixo, horizontal, vazio, quase vagabundo: o espaço de Norman. A mansão quase gótica lá no alto, cheia de escada, janela e vigilância constante: o espaço da mãe. E é assim que Hitchcock consegue como ninguém dar forma aos traumas psicológicos dessa história. Na segunda parte da análise, o Cinematografia Podcast aprofunda em Psicose: a arquitetura inspirada em Edward Hopper, a cena do chuveiro quadro a quadro, a distinção clínica entre psicose e psicopatia. No episódio 49 - parte 2, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni analisam Psicose de dentro para fora: da composição visual ao inconsciente do personagem. E encerram com recomendações de quem leva True Crime a sério e de quem prefere o suspense sem sangue na mão. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: A arquitetura como personagem: motel horizontal vs mansão gótica e a obra de Edward Hopper como inspiração. A câmera que vigia Norman: a janela, as corujas, o enquadramento de cima para baixo como representação do subconsciente materno. A cena do chuveiro em detalhe: 45 segundos de tela, 7 dias de filmagem, Saul Bass, calda de chocolate Shasta e Alma Reville salvando o plano final. Psicose vs psicopatia: por que o título do filme é clinicamente preciso e o que isso revela sobre Norman Bates. O tribunal: Norman Bates é culpado ou inocente? Recomendações do trio: Mindhunter, O Bar Luva Dourada e Festim Diabólico — para todos os gostos e estômagos. #CinematografiaPodcast #Psicose #Psycho #AlfredHitchcock #NormanBates #CenaDoChuveiro #TrueCrime #SuspensePsicologico #AnaliseDeCinema #HistoriaDoCinema

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