Cinematografia Podcast

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Reflexões sobre a escrita do cinema. Com Flavia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni.

  1. 6d ago

    A Cidade dos Sonhos de David Lynch | Sessão Extra

    David Lynch morreu sem ter explicado um único filme. Fez questão disso. E Mulholland Drive talvez seja o melhor argumento do porquê isso era a única postura possível para um artista como ele. Cidade dos Sonhos (2001) replica a estrutura de um sonho. A chave azul, a caixinha, o corredor dos pesadelos: Lynch distribui pelo filme sinais evidentes de que aquilo não é real, que estamos num outro plano. É um filme logopático por natureza. Neste Sessão Extra, Flávia Arielo e Jason Baroni revisitam Lynch a partir de Mulholland Drive e chegam ao que talvez seja a melhor palavra para definir qualquer filme dele: atmosfera. O episódio é também uma homenagem dupla: a Lynch, morto em 2025, e a Tim Curry, cuja morte foi anunciada no dia da gravação. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: Lynch como o mais genuíno artista: o cabelo, o meme, a meditação transcendental, as leituras do tempo na pandemia e o cameo como John Ford em Os Fabelmans. A impossibilidade de racionalizar Lynch. Hollywood como sonho e pesadelo simultâneos: o que Mulholland Drive diz sobre a indústria que o hospedou. Naomi Watts e Laura Harring: por que as atuações sustentam o que o roteiro deliberadamente dissolve. A virada do filme e a inversão de identidades: o momento em que a atmosfera assume o controle da narrativa. #CinematografiaPodcast #SessaoExtra #MulhollandDrive #CidadeDossonhos #DavidLynch #Cinema #CinemaAutoral #SuspensePsicologico #AnaliseDeCinema #Hollywood

  2. Aug 23

    Hitchcock: Para além da psicose de Norman Bates - Parte 02 | Ep. 49 | Cinematografia

    A arquitetura de Psicose representa um dos cenários mais icônicos da história do cinema. O motel embaixo, horizontal, vazio, quase vagabundo: o espaço de Norman. A mansão quase gótica lá no alto, cheia de escada, janela e vigilância constante: o espaço da mãe. E é assim que Hitchcock consegue como ninguém dar forma aos traumas psicológicos dessa história. Na segunda parte da análise, o Cinematografia Podcast aprofunda em Psicose: a arquitetura inspirada em Edward Hopper, a cena do chuveiro quadro a quadro, a distinção clínica entre psicose e psicopatia. No episódio 49 - parte 2, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni analisam Psicose de dentro para fora: da composição visual ao inconsciente do personagem. E encerram com recomendações de quem leva True Crime a sério e de quem prefere o suspense sem sangue na mão. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: A arquitetura como personagem: motel horizontal vs mansão gótica e a obra de Edward Hopper como inspiração. A câmera que vigia Norman: a janela, as corujas, o enquadramento de cima para baixo como representação do subconsciente materno. A cena do chuveiro em detalhe: 45 segundos de tela, 7 dias de filmagem, Saul Bass, calda de chocolate Shasta e Alma Reville salvando o plano final. Psicose vs psicopatia: por que o título do filme é clinicamente preciso e o que isso revela sobre Norman Bates. O tribunal: Norman Bates é culpado ou inocente? Recomendações do trio: Mindhunter, O Bar Luva Dourada e Festim Diabólico — para todos os gostos e estômagos. #CinematografiaPodcast #Psicose #Psycho #AlfredHitchcock #NormanBates #CenaDoChuveiro #TrueCrime #SuspensePsicologico #AnaliseDeCinema #HistoriaDoCinema

  3. Aug 20

    Psicose: você precisa assitir a esse filme de Alfred Hitchcock - Parte 01 | Ep. 49 | Cinematografia

    Hitchcock disse a Truffaut que em Psicose o tema não importava, os personagens não importavam. O que importava era a montagem, a fotografia, a trilha, e principalmente "o que conseguia arrebentar berros do público." E 65 anos depois estamos aqui para concordar com ele. O episódio 49 do Cinematografia Podcast é dupla celebração: um ano do podcast e o aniversário de Alfred Hitchcock, no dia 13 de agosto. E nada mais justo do que homenageá-lo com a obra mais famosa de uma filmografia quase irretocável. Flávia reviu Psicose duas vezes nas últimas semanas. Fernando traz o olhar de quem estudou audiovisual e chegou à conclusão de que Hitchcock pode ser o diretor mais completo da história. Jason fecha a primeira parte com o detalhe que resume o filme inteiro: "o lado obscuro é a própria mãe." O trio analisa Psicose como técnica, como marketing e como cinema puro. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: Hitchcock como cineasta total: roteiro, direção de atores, fotografia, composição cênica, direção de arte e domínio da indústria. O marketing de Psicose como obra paralela ao filme: a compra silenciosa dos livros, a política de não entrada tardia, os teasers gravados pelo próprio Hitchcock em 1960. Ed Gein, Robert Bloch e a origem do roteiro: quanto Hitchcock humanizou o monstro? A política do spoiler: como cada um do trio descobriu o segredo do filme. E o que esperar da parte 2 desse episódio? Aprendemos com Hitchcock a manter o suspense!

  4. Aug 16

    É o fim ou o auge do cinema? | Cinematografia +

    Um CEO da Netflix disse, sem cerimônia, que assistir a filmes em sala de cinema é "uma ideia ultrapassada para a maioria das pessoas". O Cinematografia + parte desse tipo de constatação para discutir o lugar do cinema no mundo atual. A pandemia é vista como o divisor de águas desse debate e nos leva a um lugar incômodo: talvez o cinema que a gente conhecia tenha, de fato, morrido. Mas o que está surgindo no lugar ainda não tem definição. Há números de bilheteria que surpreendem — Top Gun Maverick, Barbie, Odisseia, Fórmula 1, Diabo Veste Prada 2 trouxeram de volta gente que não pisava numa sala há anos. E há, ao mesmo tempo, salas onde o público narra o filme em voz alta, usa o celular e age como se estivesse no sofá de casa. As duas coisas são verdade. E é aí que o debate esquenta. No Cinematografia +, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni enfrentam a pergunta sem escapatória: o cinema morreu, está morrendo ou está recomeçando? 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: A frase do CEO da Netflix e o que ela revela sobre como o streaming enxerga a sala de cinema. Pandemia, colapso e retomada: os números provam que as pessoas voltaram. Mas o comportamento é outro. Degradação do comportamento nas salas: celular, conversa, narração em voz alta e o público que está deixando de ir por isso. O retorno dos cinemas de rua, do cineclubismo e de uma cinefilia que recusa o streaming como substituto. Salas VIP, ingressos mais caros e a elitização da experiência cinematográfica. O mesmo preço de ingresso para um filme de $7 milhões e para a Odisseia de Nolan. Letterboxd, TikTok e Dom Casmurro: sinais contraditórios de uma geração que talvez ainda possa ser conquistada. 💬 E para você: o cinema morreu, está morrendo ou está recomeçando? Conta nos comentários. #CinematografiaPodcast #CinematografiaMais #Cinema #SalasDeCinema #Streaming #Netflix #IMAX #CinemaEstaMorrendo #Cinefilia #ExperienciaCinematografica

  5. Aug 12

    Homem-Aranha: Um Novo Dia | Ep. 48 - Parte 02 | Cinematografia

    Brand New Day termina, mas a discussão, está só começando. Na segunda parte da análise, o Cinematografia Podcast avança no debate para além da história prévia do personagem e entra no que o filme realmente é, tecnicamente, narrativamente e como produto de uma indústria que aprendeu a vender casais antes de vender histórias. No episódio 48 do Cinematografia Podcast, Parte 2, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni aprofundam a conversa sobre Homem-Aranha: Brand New Day pelo ângulo da direção de Daniel Cretton, das escolhas de elenco, figurino, da coreografia como referência ao game e da crítica mais estrutural do episódio: quatro filmes de Tom Holland sem uma consequência real para a identidade do personagem. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: - Daniel Cretton como diretor e as escolhas estéticas de Brand New Day. - A máscara de pano: pela primeira vez Tom Holland usa um traje com referência direta a John Romita Sr. e Alex Ross. - A coreografia de luta inspirada no jogo Spider-Man da Insomniac e os movimento como balé. - O Monstro-Aranha dos quadrinhos e o que o filme deixa de mostrar. - Quatro filmes sem consequência: a crítica ao arco de Tom Holland como personagem. - Sony, Marvel, bilheteria, Tom Holland e Zendaya como estratégia de mercado. 💬 E para você: Brand New Day fecha bem o ciclo do Homem-Aranha ou empurra os problemas para a próxima trilogia? Conta nos comentários. #CinematografiaPodcast #HomemAranha #SpiderMan #BrandNewDay #TomHolland #DanielCretton #Marvel #Cinema #AnaliseDeCinema

  6. Aug 9

    Homem-Aranha: Um Novo Dia | Ep. 48 - Parte 01 | Cinematografia

    O Homem-Aranha nunca foi o herói mais poderoso, mas talvez o mais parecido com a gente. É isso que torna Brand New Day tão divisivo: quando a Marvel entrega um produto tecnicamente impecável, o que sobra para discutir é se ela ainda entende o personagem. No episódio 48 do Cinematografia Podcast, o trio chega ao filme mais dividido dos últimos tempos. Fernando gostou e assume isso sem culpa, no melhor estilo tiozão que se diverte com Kung Fu B-side. Flávia foi sozinha, saiu com ressalvas técnicas e uma resistência que, ela admite, é quase constitucional quando o assunto é herói de tela. Jason foi categórico: viu dois filmes costurados e não aceitou o acordo. O episódio parte da origem do personagem criado por Stan Lee e Steve Ditko, popularizado por John Romita Sr., e percorre o que o cinema fez com esse legado desde Sam Raimi até aqui. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: A origem do Homem-Aranha nos quadrinhos: Stan Lee, Steve Ditko e John Romita Sr. como arquitetos do personagem. Por que o cinema popularizou o Homem-Aranha mais do que décadas de quadrinhos. MJ ou Michelle Jones: o que muda quando a namorada icônica perde o nome. A câmera subjetiva nas sequências de ação e por que a direção técnica se destaca. O Justiceiro como anti-herói desperdiçado e o problema crônico da Marvel com vilões. Brand New Day como produto para a Geração Z: funciona como filme autônomo? 💬 E você: Brand New Day é um bom Homem-Aranha, um bom filme ou as duas coisas — ou nenhuma? Conta nos comentários. #CinematografiaPodcast #HomemAranha #SpiderMan #BrandNewDay #TomHolland #Marvel #MCU #Cinema #AnaliseDeCinema #CulturaPop

  7. Aug 6

    O que te faz gostar de um filme? | Cinematografia +

    "Gosto não se discute" é um dos jargões mais repetidos e mais equivocados da cultura popular. A filosofia discute gosto há dois mil anos. E o Cinematografia + resolveu entrar nessa. O debate parte de uma pergunta aparentemente simples: o que te faz gostar de um filme? Mas a resposta escorrega rápido para um território mais incômodo. Kant propõe um senso comum do belo, algo que seria universalmente reconhecível. Bourdieu discorda: o gosto é uma construção social, e "classifica as coisas, mas também classifica as pessoas." Entre os dois, o trio do Cinematografia + tenta entender o próprio gosto e descobre que boa parte do que chamamos de preferência pode ser, na verdade, doutrina, ou apenas hábito. No Cinematografia +, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni debatem o que separa "eu gostei" de "é um bom filme", por que confundimos atração por um ator com apreciação de uma narrativa, e o que cada um, ao final, considera a sua definição pessoal de cinema que funciona. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: Autoconsciência do gosto: você sabe por que gosta do que gosta ou só sabe que gosta? Kant e o senso comum do belo: existe algo universalmente reconhecível como beleza? Bourdieu e o gosto como construção social: o gosto classifica as coisas e também classifica as pessoas. Emília Pérez como caso-limite: quando o consenso negativo também pode ser doutrina. Marvel, Tom Holland e o erro de confundir presença de ator com qualidade de narrativa. TikTok, atenção fragmentada e o que a indústria cultural faz com a nossa percepção de cinema. As definições pessoais do trio: o que, para cada um, faz um filme ser bom. 💬 E para você: o que te faz gostar de um filme: emoção, narrativa, surpresa, ou algo que você ainda não consegue nomear? Conta nos comentários.

  8. Aug 2

    Once: você precisa ouvir esse filme | Ep. 47 | Cinematografia

    Às vezes a música chega antes do luto, e fica depois que tudo passa. Once é assim. Com a morte de Glenn Hansard, o filme ganhou mais uma camada de significado. John Carney filmou em 17 dias uma história de amor que se recusa a ser uma história de amor. Dois músicos sem nome, em Dublin, que se encontram num momento errado — e fazem disso a coisa mais certa que cada um já viveu. A trilha sonora se transforma no filme em si. Os diálogos são quase ausentes porque as músicas dizem o que os personagens não conseguem verbalizar. E o final entrega algo mais honesto e mais difícil do que qualquer filme de Hollywood poderia prometer. No episódio 47 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni revisitam Once como homenagem a Glenn Hansard (morto em um acidente de moto nesta última semana), passando pela delicadeza da direção de John Carney, pela potência da trilha e pelo o que o filme revela sobre amor, destino e despedida. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: Personagens sem nome: o que muda quando a ficção recusa a identidade para aproximar o universal. A música como narrativa, e não como trilha: como Falling Slowly e as demais composições substituem o diálogo e constroem o arco emocional do filme. O destino como personagem: o aspirador de pó, a rua, o momento errado que se torna o momento certo. O Oscar de Melhor Canção e o momento histórico em que Markéta Irglová voltou ao palco para fazer o agradecimento que foi cortado. Glenn Hansard além de Once: o músico, o compositor folk e o que a arte perdeu. 💬 E para você: Once é um filme de amor, um filme sobre música ou um filme sobre o que a gente deixa ir? Conta nos comentários.

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