Cinematografia Podcast

Cinematografia Podcast

Reflexões sobre a escrita do cinema. Com Flavia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni.

  1. 2D AGO

    Hamnet e o poder catártico da arte | Ep. 28 | Cinematografia

    O filme Hamnet chega como um espelho: não do gênio Shakespeare, mas das consequências do luto no ser humano. Chloé Zhao filma a perda sem pressa — e sem “carregar na tinta” — até a beleza virar catarse. A pergunta que atravessa o episódio é simples (e perigosa): você chora diante da beleza? No episodio 28 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni analisam Hamnet, a história centrada em Agnes (Anne Hathaway), na casa, na natureza e no silêncio que sobra quando uma criança morre. Aqui Shakespeare está presente, mas o coração do filme é outro: amor, família e a tentativa humana de seguir vivendo após a morte. Hamnet é a sensação de que a dor é antiga, mas continua falando conosco, indício de como um clássico atravessa os séculos. 🎥 Neste episódio: * Por que Hamnet “não é sobre Shakespeare”. * A importância da emoção coletiva dentro da sala de cinema. * A diferença entre manipulação barata e um “contrato” legítimo com o espectador. * Direção de fotografia e luz natural: distância, profundidade e intimidade no enquadramento * Direção de arte contida e figurino quase imóvel: um tempo mais mitológico do que histórico. * A química do elenco e a sensação de “família real” em cena. #CinematografiaPodcast #Hamnet #ChloeZhao #Shakespeare #Cinema #Luto #DirecaoDeFotografia #DirecaoDeArte #TrilhaSonora #AnaliseDeCinema

    1h 45m
  2. FEB 1

    Clint Eastwood: O Cineasta da Contingência | Ep. 27 | Cinematografia

    Entre o silêncio e o disparo, Clint Eastwood transformou o olhar em linguagem — e fez do cinema um jeito de pensar o lugar que habita - os EUA, mas principalmente, o homem submetido à contingência. No Episódio 27 do Cinematografia Podcast, Flávia , Fernando e Jason atravessam a carreira de um cineasta que parece filmar sempre “com o mínimo de recurso e com o máximo de sentido”. Da gênese do astro em Rawhide ao chamado europeu de Sergio Leone, a conversa segue uma cronologia afetiva e crítica: o forasteiro que não falava italiano, o Estranho sem Nome da Trilogia dos Dólares, o anti-herói que fala pouco e age muito — e o diretor que prefere o set tranquilo ao espetáculo do ego. Ao longo do episódio, o trio também destaca temas recorrentes do Eastwood — como a contingência/acaso, a moralidade sob pressão e a forma como ele discute “o que é ser americano” em diferentes períodos históricos. 🎥 Neste episódio você verá: Sergio Leone + Clint Eastwood: o superclose, o silêncio e o duelo como coreografia de tensão. Trilogia dos Dólares (Por um Punhado de Dólares, Por Uns Dólares a Mais, Três Homens em Conflito) e o conceito do “homem sem nome”. O método Malpaso: fazer o melhor com pouco, filmar rápido, e dirigir sem gritar “ação”. Dirty Harry e a linha tênue entre justiça, sistema, moralidade e leitura política. A fase da tragédia e do amadurecimento: Mystic River (Sobre Meninos e Lobos), Menina de Ouro e Gran Torino. O Eastwood do amor e do tempo perdido: As Pontes de Madison como ferida delicada (daquelas que a gente tenta respirar depois). Comenta aí: qual é o seu Clint Eastwood definitivo — o forasteiro do faroeste, o policial de “Dirty Harry”, ou o diretor da tragédia madura? (Se curtir, se inscreve — bem discretamente, como o próprio Clint dirigindo.) #ClintEastwood #CinematografiaPodcast #Cinema #HistoriaDoCinema #Direcao #Fotografia #Montagem #Faroeste #SpaghettiWestern #SergioLeone #TrilogiaDosDolares #DirtyHarry #EnnioMorricone #MeninaDeOuro #MysticRiver #GranTorino #PontesDeMadison #Malpaso #AntiHeroi

    2h 5m
  3. JAN 25

    Os primeiros 130 anos do cinema: a arte genial dos irmãos Lumière | Cinematografia | EP. 26

    Os irmãos Lumière não “inventaram” só um aparelho — eles abriram uma sala inteira dentro da nossa memória. E talvez cinema seja isso até hoje: tirar a cabeça da caixa e devolver o mundo como experiência coletiva.Neste episodios 26 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni comemoram os 130 anos do cinema (com a data-símbolo da primeira sessão pública em 28 de dezembro de 1895) e usam o documentário “Lumière: A Aventura Começa” (2016) como portal para o primeiro olhar cinematográfico — aquele que já sabia onde colocar a câmera antes mesmo de existir “regra”.A conversa também toca no segundo filme, “Lumière: A Aventura Continua”, que (por enquanto) aparece como ironia histórica: um documentário sobre o nascimento do cinema… difícil de encontrar em cartaz/streaming.🎥 Nesta conversa, o trio investiga:18 de março de 1895 (o primeiro registro filmado) vs. 28 de dezembro de 1895 (a sessão com público) — o que define “nascer” no cinema?Por que cinema é coletivo (e por que isso muda tudo em relação ao “cinema de caixa” individual).O olhar dos operadores Lumière: mise-en-scène, composição, profundidade de campo — tudo já estava lá.As imagens como documento histórico: ver Paris, Vietnã, Londres, ruas e rostos antes de virar “passado” na nossa cabeça.Documentário x ficção: a conversa confronta a ideia de que um é “real” e o outro é “inventado” — no cinema, tudo é recorte.E o presente: atenção fragmentada, algoritmo, streaming — o que a gente perdeu quando parou de olhar com calma?Um detalhe de experiência: o documentário é narrado em francês e, com legenda, vira um teste de atenção (às vezes você lê e perde a imagem — e precisa ver duas vezes).No final, o episódio encosta numa ideia simples e brutal: a gente vai ao cinema pra se sentir vivo — e isso atravessa século, formato e tecnologia.E você? O cinema ainda é uma experiência coletiva pra você — ou virou ruído de fundo? Comenta aqui embaixo.#CinematografiaPodcast #Cinema #IrmãosLumière #HistóriaDoCinema #Documentário

    1h 13m
  4. JAN 17

    Valor Sentimental: Joachim Trier e as Fissuras Familiares | EP. 25 | Cinematografia

    A casa não é apenas um cenário: é o depósito de cem anos de silêncios e fissuras que atravessam gerações. Em Valor Sentimental, o cineasta norueguês Joachim Trier nos convida a encarar não apenas o peso do passado, mas o custo emocional de permanecer. Neste vigésimo quinto episódio, o trio Flávia, Fernando e Jason explora as camadas de um filme que, entre o luto e a metalinguagem cinematográfica, tenta decifrar o que resta após os traumas emocionais.A conversa parte da análise da "geografia interna" — um termo que define como o isolamento geográfico e climático da Escandinávia molda a introspecção de seus personagens. Através da história de duas irmãs e o retorno inesperado de um pai cineasta, o podcast discute se a arte é capaz de curar traumas geracionais ou se é apenas mais uma forma de fuga.🎥 Neste episódio, discutimos:A herança de Ingmar Bergman: O paralelo entre o protagonista Gustavo Borg (Stellan Skarsgård) e o clássico Morangos Silvestres, explorando o arquétipo do patriarca em busca de redenção.O "Valor Sentimental" das coisas: A casa como personagem central e a metáfora da rachadura que sobe do porão, representando feridas que o tempo cicatriza, mas nunca apaga.A metalinguagem e o "filme dentro do filme": Como Trier usa a construção de uma obra cinematográfica fictícia para forçar os personagens a confrontarem sua própria realidade.Trauma e Desconexão: O embate entre gerações e a dificuldade de diálogo em uma sociedade que, embora funcional, lida com altos índices de solidão e desespero.Para você, o "valor sentimental" de uma herança é um fardo que nos ancora ao sofrimento ou uma ponte necessária para o perdão? Deixe sua interpretação nos comentários.

    1h 30m
  5. JAN 14

    Globo de Ouro 2026: surpresas e decepções | EP. 24

    Entre a festa da indústria e a validação da arte, o Globo de Ouro de 2026 trouxe uma mudança de eixo inesperada: o holofote se voltou para o Brasil. Neste episódio, Flávia , Fernando e Jason conversam sobre uma premiação marcada pela consagração histórica do cinema brasileiro, a tensão entre bilheteria e prestígio, e as escolhas que desafiaram as previsões dos críticos.O trio investiga o que a vitória de O Agente Secreto e a performance de Wagner Moura sinalizam sobre a recepção internacional das nossas narrativas. Do delírio técnico de Paul Thomas Anderson à visceralidade pop de Sinners (Pecadores) e de Guerreiras do K-Pop, a conversa atravessa as contradições de uma Hollywood que tenta premiar a popularidade sem perder a pose.🎥 Neste episódio, o debate passa por:O triunfo de Agente Secreto: A vitória de Melhor Filme Estrangeiro e a consagração de Wagner Moura — patriotismo, política ou reconhecimento estético genuíno?O enigma Hamnet: Como o longa de Chloé Zhao surpreendeu em Melhor Drama.Comércio vs. Arte: A categoria "Box Office Achievement" e a vitória de Sinners como sintoma de uma indústria que precisa justificar seus blockbusters de terror.A polêmica Marty Supreme: Timothée Chalamet, o treinamento de tênis de mesa e a discussão sobre o "method acting" em filmes biográficos.Stellan Skarsgård e a fé no cinema: uma análise do discurso comovente sobre a sala escura como espaço de comunhão coletiva.Animação e Música: A vitória de Guerreiras do K-pop e a trilha sonora que desbancou Nick Cave.

    1h 16m
  6. JAN 10

    Critics Choice Awards e Globo de Ouro: Temporada de premiações | Cinematografia | EP. 23

    Entre o mérito artístico e a engenharia do marketing, a temporada de premiações de 2026 começa não apenas celebrando o cinema, mas expondo as engrenagens de uma indústria em crise de identidade e em busca de validação. Neste primeiro episódio do ano, Flávia, Fernando e Jason dissecam os resultados do Critics Choice Awards e projetam as expectativas sobre o Globo de Ouro. A conversa fala da lista de vencedores e investiga o conceito de "campanha de lembrança", a geopolítica dos festivais e o lugar do Brasil nesse cenário com O Agente Secreto. Do triunfo técnico de Pecadores (Sinners) às controvérsias ideológicas de Uma Batalha Após a Outra, o trio debate se os prêmios coroam a excelência da mise-en-scène ou apenas o orçamento publicitário dos estúdios. 🎥 Neste episódio, a mesa investiga: Marketing vs. Mérito: A herança das campanhas agressivas e como a "lembrança de marca" define quem leva a estatueta. O Brasil no radar: A força de O Agente Secreto (Kleber Mendonça Filho) e a fotografia premiada de Adolpho Veloso como narrativa visual. Técnica e emoção: O design de som e a trilha de Ludwig Göransson em Pecadores como elementos de dramaturgia, não apenas adorno. Cinema e elite: A discussão sobre festivais como bolhas culturais e a dificuldade de filmes independentes furarem o bloqueio do mainstream. Para além das expectativas, este episódio é uma reflexão sobre como consumimos, julgamos e validamos a arte cinematográfica em tempos de atenção fragmentada. Falamos de direção, atuação e da política que reside em cada enquadramento. As premiações validam a qualidade da obra ou apenas o poder da indústria? Deixe sua aposta e sua crítica nos comentários. #Cinema #GloboDeOuro2026 #CriticsChoice #OAgenteSecreto #Pecadores #Frankenstein #EmiliaPerez #PodcastDeCinema #Cinematografia #KleberMendonçaFilho #Oscar2026

    1h 38m
  7. 12/30/2025

    Retrospectiva 2025 | EP. 22 | Cinematografia

    O tempo no cinema não é uma linha reta, mas um plano-sequência que se recusa a terminar. Ao fecharmos as cortinas de 2025, percebemos que as imagens que ficaram conosco não foram apenas as mais barulhentas, mas aquelas que souberam ler o espírito de um tempo fragmentado. Neste episódio, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni revisitam um ano marcado pela resiliência das histórias originais e pela consolidação do cinema nacional no centro do debate global. O trio analisa como filmes como "O Agente Secreto" e "Pecadores" redimensionaram o conceito de sucesso para além da bilheteria bruta. 🎞️ Os eixos desta conversa: A Ascensão do Agente Secreto: O fenômeno de Wagner Moura e o impacto do marketing na percepção do cinema brasileiro. A Anatomia do Horror em 2025: O refinamento estético de "A Hora do Mal" e o brilhantismo musical de "Pecadores". Paul Thomas Anderson e a polarização: "Uma Batalha Após a Outra" como termômetro político das tensões americanas e brasileiras. O olhar técnico de "Sonhos de Trem": A fotografia de Adolpho Veloso e a sensibilidade masculina em meio ao luto. Expectativas 2026: Do retorno de Christopher Nolan com "A Odisseia" à aposta bilionária da Marvel com o Doutor Destino. Para além de uma lista de "melhores do ano", este episódio é uma investigação sobre o que ainda nos faz sair de casa para encarar o escuro de uma sala de projeção. Entre animações chinesas bilionárias e suspenses políticos que dividem nações, o Cinematografia questiona: o que as imagens de 2025 dizem sobre quem nos tornamos? Qual foi o frame que não saiu da sua cabeça este ano? Deixe sua reflexão nos comentários.

    1h 22m

About

Reflexões sobre a escrita do cinema. Com Flavia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni.