Cinematografia Podcast

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Reflexões sobre a escrita do cinema. Com Flavia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni.

  1. Jul 12

    O Jovem Frankenstein: Os 100 anos de Mel Brooks | Ep. 44 | Cinematografia

    Ele lutou na Segunda Guerra, viu o Holocausto de perto e resolveu rir de tudo isso, afinal, fazer piada é uma questão de sobrevivência. O episódio 44 do Cinematografia Podcast chega com mais uma comemoração: 100 anos de Mel Brooks! Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni analisam Jovem Frankenstein (1974), talvez a comédia mais famosa do diretor, uma paródia que é, principalmente, uma homenagem meticulosa e brilhante ao horror clássico de James Whale de 1931. 🎥 Neste episódio, falamos sobre: - Paródia versus homenagem: por que Jovem Frankenstein não é uma caricatura do original, mas uma continuação afetiva e anárquica filmada com os mesmos equipamentos do filme de 1931. - O humor caótico de Mel Brooks e o que o humor judaico acrescenta quando você dobra essa aposta. - Por que o filme não funciona da mesma forma para quem nasceu depois dos anos 80 — e por que isso importa para entender como o cinema envelhece. - A trajetória de Mel Brooks: de Melvin Kaminski, roteirista de TV nos anos 60, a diretor que antecipou toda a comédia de paródia que viria depois. - Os Produtores (1967) e a piada mais arriscada da história de Hollywood: fazer comédia com o nazismo enquanto sobreviventes do Holocausto ainda estavam vivos. - Gene Wilder como co-roteirista e protagonista. - O documentário Mel Brooks: o Homem de 99 anos, e por que muitos humoristas contemporâneos afirmam que não existiriam sem ele. Um filme que não é para todo mundo. Talvez seja exatamente por isso que ainda importa.

  2. Jun 28

    O que é a grande beleza? - Paolo Sorrentino | Sessão Extra | Cinematografia

    É assim que tudo termina, com a morte. Mas antes havia vida, escondida sob o blá blá blá e o nonsense." Em novo episódio do Sessão Extra, Flávia Arielo e Jason Baroni discutem A Grande Beleza (2013), de Paolo Sorrentino, o filme que coroou o diretor italiano com o Oscar de filme estrangeiro e que, mais de uma década depois, permanece como uma das obras mais belas do cinema contemporâneo. Um estudo de personagem sobre um homem que escolheu ser rei dos mundanos e que, aos 65 anos, ainda não sabe se encontrou a grande beleza 🎥 Neste episódio, falamos sobre: Jep Gambardella e a arte da flanagem: o que significa viver inteiramente voltado para a contemplação numa Roma que não para de se destruir e se reinventar. A comparação com Fellini, e por que ela é tão injusta quanto inevitável. As duas Romas do filme: a Roma vazia e poética dos sonhos, e a Roma decadente, brega e pós-moderna das festas de botox. A arte contemporânea no banco dos réus: Talia Concept, a criança-artista sendo explorada por seus pais numa vernissage e o homem que envelhece diante da câmera. Irmã Maria, os flamingos e as raízes: a sequência mais bonita do filme, e por que ela responde tudo que o roteiro havia perguntado. A girafa que desaparece: a vida como truque, e o truque como única forma honesta de olhar para ela. O perecimento do corpo e a permanência de Roma: por que nós somos ruínas e a cidade não é. O que é a grande beleza? Flávia e Jason têm uma resposta. Mas o filme sugere que talvez você precise assistir pelo menos três vezes antes de formular a sua.

  3. Jun 21

    Persépolis (Filme): A animação de Marjani Satrapi | EP. 43 | Cinematografia

    Ela queria ser profeta aos dez anos, mas a revolução a transformou em exilada. E o que sobrou foi uma das obras mais pessoais da animação contemporânea. No episódio 43 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni homenageiam Marjane Satrapi, falecida poucas semanas antes desta gravação, analisando Persépolis (2007), a adaptação animada de sua graphic novel semi-autobiográfica sobre crescer no Irã durante a Revolução Islâmica de 1979 e buscar a liberdade no exílio. 🎥 Neste episódio, falamos sobre: - A técnica como narrativa: o traço preto e branco, simples e quase infantil, como a única estética possível para essa história. - A trajetória real de Satrapi: Irã, Áustria, o retorno, a guerra Irã-Iraque, e finalmente a França, onde se naturalizou. - A relação da protagonista com Deus, da profecia infantil ao afastamento, até uma reconciliação ambígua no fim. - Quadrinho versus filme: por que a graphic novel ficou mais marcada na cultura do que a animação, mesmo com Persépolis sendo tecnicamente impecável. - Uma animação para adultos que aborda o significado do que é ser, ao mesmo tempo, mulher, artista e exilada. 📌 Dicas dos apresentadores: - Skhizein (2008), de Jérémy Clapin — curta-metragem de animação francês sobre dissociação e identidade: https://youtu.be/qY9EvZaRsto?si=meiEGyJsz8RL8wg- - Canal de Oliver Stuenkel, para quem quer entender melhor os contextos políticos que atravessam filmes como este: https://www.youtube.com/@OliverStuenkel1

  4. Jun 6

    Românticos e Perturbadores: 15 Filmes para o Dia dos Namorados | Cinematografia | EP. 42

    No episódio 41 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni se reúnem para um especial de Dia dos Namorados com 15 filmes sobre amor, romance e relacionamentos — cada um escolhido à mão, cada um revelando um pouco mais de quem escolheu. Flávia veio com uma lista em ordem cronológica porque a historiadora nela nunca descansa. Fernando trouxe os filmes que te fazem acreditar no amor ( e no desejo). E Jason, o pessimista favorito do trio, apareceu de coração menos peludo, mas claro, entregou também três desgraças incríveis. O episódio abre com uma homenagem a Marjane Satrapi, cineasta franco-iraniana que morreu de tristeza — literalmente — pouco antes da gravação. Porque romantismo de verdade começa assim: com a morte de alguém que amou demais. 🎥 Entre os filmes discutidos: Bonequinha de Luxo (1961), de Blake Edwards: Holly Golightly, Audrey Hepburn em toda sua glória e a metáfora do amor moderno. Uma Linda Mulher (1990): o romance impossível que virou fórmula, e por que a Julia Roberts aqui ainda é inigualável. Love Story (1970): o pai de todos os clichês do cinema romântico, e como ele salvou a Paramount do colapso. Blue Valentine (2010), de Derek Cianfrance: o filme mais honesto sobre o fim de um casamento já feito, com Ryan Gosling e Michelle Williams no auge. 10 Coisas que Odeio em Você (1999) e a última vez que alguém acreditou de verdade num filme de comédia romântica. Para quem tem par, para quem não tem, e para quem ainda não decidiu.#cinematografiapodcast #analisedecinema #podcast #diadosnamorados #cinema #amor #filmederomance

  5. May 16

    O Diabo Veste Prada 2: Uma sequência contemporânea | Cinematografia | EP. 39

    O Diabo Veste Prada 2 reencontra Miranda Priestly em um mundo que continua obcecado por imagem, prestígio e poder, mas já não tolera essas forças do mesmo jeito. No episódio 39 do Cinematografia Podcast, Flávia , Fernando e Jason analisam a sequência a partir de suas contradições mais interessantes: o fascínio por uma personagem implacável, a pressão sobre mulheres em posições de liderança, a crise do jornalismo, a transformação da indústria da moda e o peso de revisitar um filme que marcou uma geração. Conversamos sobre como o longa atualiza os conflitos do primeiro filme sem abandonar seu apelo popular. Há espaço para o prazer do reencontro, para a excelência do elenco e para a experiência de assistir a esse retorno no cinema, cercado por uma plateia que também parece vestir a ocasião (literal e metaforicamente). 🎥 Você encontrará neste episódio: •⁠ ⁠Miranda Priestly e o custo de permanecer poderosa em outro tempo. •⁠ ⁠A ambição feminina tratada com desejo, renúncia e julgamento social. •⁠ ⁠Moda e jornalismo como campos que passam por crises, prestígio e reputação. •⁠ ⁠A sequência que encontra assuntos próprios para desenvolver, em sua própria época. •⁠ ⁠A sessão de cinema como evento coletivo, elegante e afetivo (e as problemáticas que isso envolve). •⁠ ⁠A distância entre o impacto duradouro do primeiro filme e a recepção deste novo capítulo. 💬 E para você: O Diabo Veste Prada 2 entende bem o presente ou se apoia mais na força da memória afetiva? Conta nos comentários. #CinematografiaPodcast #ODiaboVestePrada2 #MerylStreep #AnneHathaway #EmilyBlunt #Cinema #AnaliseDeCinema #ModaNoCinema #CulturaPop #PodcastDeCinema

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