Desconectados- Temporada 1

AlexSnow

Um mundo onde todos ganham um salário universal, trabalham somente 4 horas por dia, não há guerras, não há crimes. E temos apenas 2 horas de internet por dia. Um mundo feliz? Descubra nesta temporada como esse futuro idílico pode ser a resposta para nossas angústias contemporâneas, ou não. Para mais reflexões, visite nosso blog: https://oblogdodesconectados.wordpress.com/ Podcast idealizado, produzido e divulgado por Alex Snow. Realizado com o apoio de amigos e familiares - interpretando os personagens- e com plataformas como ElevenLabs , Pixabay, Adobe e Audacity .

  1. 2d ago

    Mesa Quadrada- Episódio 21: "Por que não consigo ter intimidade?"

    Queremos ser autênticos, mas queremos também ser aceitos. Queremos intimidade, mas não queremos nos expor.  Queremos relações, mas queremos eliminar o desconforto que as relações inevitavelmente produzem. Queremos ser nós mesmos, mas queremos desempenhar perfeitamente todos os nossos papéis. E ainda queremos o que outro reaja exatamente como esperamos. Há solução? Neste bate papo, Edson e Alessandra elaboram um caminho possível.   Índice do episódio 1 min – Quando aprendemos a aceitar o inaceitável. A capacidade de nos adaptarmos a quase tudo pode também se transformar em impotência. Em que momento deixamos de questionar aquilo que nos faz mal? 4 min 30 s – É possível criar intimidade sem abrir mão de quem somos? Confiança, autenticidade e a necessidade de sermos vistos. A intimidade exige que cedamos uma parte de nós ou que encontremos um espaço onde possamos ser aceitos sem deixar de ser autênticos? 7 min 30 s – A intimidade tem muitas formas. Parceiros, amigos, família: intimidade sexual, espiritual, intelectual. O processo de descobrir quem somos enquanto aprendemos a nos relacionar com os outros. Do “eu espelho” à segurança e à aceitação. 12 min – Aprender quem somos enquanto tentamos pertencer. A intimidade entre amigos e a adolescência como laboratório de identidade. Quanto daquilo que acreditamos ser nasce de nós e quanto nasce daquilo que precisamos ser para sermos aceitos? 20 min – A intimidade consigo mesmo. Não podemos dar o que não temos. A insegurança também faz parte da vida, mas a transformamos em algo que precisa ser eliminado. Dar nome ao que sentimos é suficiente para compreender o que sentimos? O perigo de transformar o autoconhecimento em outra forma de paralisia. 28 min – A intimidade precisa de confiança… e de tolerância ao incômodo. O caso dos vizinhos, o medo do julgamento e a hiperexposição. A happycracia e o desaparecimento de alguns rituais sociais que antes nos ensinavam a conviver com a rejeição. 36 min – Para construir intimidade é preciso saber esperar. O tempo de fazer um bolo, uma roda-gigante e a pressão para resolver tudo imediatamente. O que perdemos quando a velocidade substitui o contato? A paciência como habilidade para construir relações. 42 min – A conversa muda de direção. Talvez o problema não seja não sabermos criar intimidade, mas estarmos construindo uma vida que elimina as condições necessárias para ela. Delivery, pressa, excesso de atividade e a transformação dos vínculos em relações transacionais. Como criar intimidade enquanto tentamos nos transformar em versões perfeitas de nós mesmos? 51 min – Recuperar a atenção. A intimidade precisa de tempo, paciência e presença. Não existe transformação imediata: é preciso aprender a dar, receber e permanecer quando o outro também está aprendendo. 1 h – Autenticidade versus performance. O dilema dos nossos múltiplos papéis sociais: queremos ser autênticos enquanto tentamos ser excelentes em todos eles. O amor-próprio, o excesso de entrega como estratégia e a necessidade de reconhecer as dinâmicas que nós mesmos criamos. 1 h 08 min – Sair do pedestal. Diante da performance infinita e de uma sociedade cada vez mais transacional, o primeiro passo pode ser o autoacolhimento: aceitar a imperfeição para voltar a nos relacionar a partir de um lugar menos defensivo. 📌 Também disponível no Amazon, Apple Podcast e no Youtube: https://music.amazon.es/podcasts/644c48f5-e8c4-4992-b408-4750db27580e/desconectados--temporada-1 https://podcasts.apple.com/es/podcast/desconectados-temporada-1/id1839875044 https://youtube.com/@desconectados_vlog?si=ZWaCkNpV68XsZKm8 E acompanhe nossos artigos no blog:  https://oblogdodesconectados.wordpress.com/

  2. Aug 17

    Mesa Quadrada- Episódio 20: "No basta tener tiempo, hay que aprender a parar" (episodio em espanhol)

    ¡Llegamos al episodio 20 de Desconectados! 🎙️ Para celebrar este hito, nos acompaña un invitado muy especial: Alfons Salmerón, psicólogo, con quien compartimos una conversación que, como siempre, empieza con una pregunta y termina llevándonos a un lugar completamente distinto. Este episodio está grabado en español. Todos decimos que queremos un mundo mejor. Pero, cuando el cambio depende de nosotros, ¿qué estamos realmente dispuestos a modificar? ¿Nuestros hábitos? ¿Nuestro estilo de vida? ¿Nuestros deseos? A medida que avanza la conversación, descubrimos que tal vez el verdadero problema no sea la falta de voluntad, sino una cuestión mucho más profunda: ¿cuántos de nuestros deseos son realmente nuestros? Hablamos del consumo, la pandemia, la felicidad, el tiempo, la conciencia, la dificultad de parar, y llegamos a la intimidad. Porque quizá cambiar el mundo no empiece convenciendo a los demás, sino recuperando el espacio para escucharnos a nosotros mismos. 1 min – Conversación de bar. El sake de Cataluña y una charla ligera antes de llegar a la gran pregunta del episodio. 6 min – ¿Queremos realmente un mundo mejor? Todos decimos que sí. Pero, cuando el cambio depende de nosotros, ¿qué estamos realmente dispuestos a sacrificar? Recordar que el tiempo es limitado. 18 min – La pandemia como ensayo de otra vida. Cuando el mundo se detuvo desaparecieron las agendas, pero también las excusas. ¿Qué descubrimos sobre nosotros mismos cuando dejamos de correr? ¿Por qué volvimos al status quo? 23 min – La rueda que aprendimos a no cuestionar. La escuela, la presión del grupo y la promesa de que "ya habrá tiempo". ¿Cuántas decisiones importantes seguimos posponiendo porque creemos que siempre habrá un mañana? 28 min – ¿Nuestros deseos son realmente nuestros? Consumo y recompensas inmediatas. ¿Cuánto de lo que deseamos nació en nosotros y cuánto fue aprendido? Entre Un mundo feliz y Josep Maria Esquirol aparece una idea inesperada: la intimidad como espacio de resistencia. 35 min – La conversación cambia de dirección. Tal vez el problema no sea cambiar el mundo, sino recuperar la capacidad de sentir, pensar y decidir por nosotros mismos. El placer inmediato, la hiper-racionalización y la pregunta por nuestra verdadera autonomía. 40 min – ¿Todavía somos libres para elegir? Tener tiempo no garantiza conciencia. ¿Necesitamos estructuras que nos obliguen a parar? ¿Hasta dónde elegimos nuestra vida? 45 min – Comprar tiempo o recuperar la conciencia. El tiempo contemplativo y la dificultad de salir de la lógica de producir, consumir y volver a empezar. ¿Cómo recuperar un espacio verdaderamente propio? 49 min – La dictadura de la felicidad. Cuando incluso ser feliz parece convertirse en una obligación. Disney y la búsqueda permanente de bienestar: nueva forma de agotamiento. 55 min – El verdadero desafío: soportar el silencio. Más que conseguir tiempo, el reto es aprender a detenerse y atravesar la abstinencia del ruido, de la productividad y del entretenimiento constante. 1 h – Sin presencia no hay intimidad. La pausa abre espacio para encontrarnos con nosotros mismos y con los demás. ¿Por qué resulta tan difícil construir vínculos profundos en una cultura de la velocidad? 1 h 08 min – El precio de despertar. La conciencia trae libertad, pero también responsabilidad. Cambiar la propia vida implica asumir costes que muchas veces preferimos evitar. 1 h 16 min – El primer paso hacia un mundo mejor. El papel del Estado, del colectivo y de la acción individual. El cambio comienza con presencia, intimidad y conciencia. 📌 Também disponível na Amazon e Apple Podcast e no Youtube: https://music.amazon.es/podcasts/644c48f5-e8c4-4992-b408-4750db27580e/desconectados--temporada-1 https://podcasts.apple.com/es/podcast/desconectados-temporada-1/id1839875044 https://youtube.com/@desconectados_vlog?si=ZWaCkNpV68XsZKm8 E acompanhe nossos artigos no blog:  https://oblogdodesconectados.wordpress.com/

  3. Aug 3

    Mesa Quadrada- Episódio 19: "Tudo é sobre sexo, menos o sexo, que é sobre poder"

    Tudo é sobre sexo. Só sexo que é sobre poder. Uma frase provocativa. Mas será que ela é verdadeira? Neste episódio, começamos investigando a relação entre sexo, poder e sedução. Pelo caminho, passamos por aplicativos de relacionamento, beleza, dinheiro, Freud, Adler e Winnicott, até percebermos que talvez estivéssemos fazendo a pergunta errada. E se, no fundo, não estivermos buscando poder, mas tentando satisfazer desejos muito mais antigos — como a necessidade de cuidado, pertencimento e reconhecimento? E como este desejo nos move no presente, aliás, que presente? Em um mundo que satisfaz quase tudo instantaneamente, ainda sabemos cultivar o desejo? Temas: 1 min – Conversa de bar: nômades fiscais, riqueza como prisão e a lógica de maximizar ganhos a qualquer custo. Um aquecimento inesperado antes da pergunta do episódio. 5 min – É tudo sobre sexo? A provocação que dá origem à conversa: "Tudo é sobre sexo. Só sexo que é sobre poder." Afinal, o que vem primeiro: sexo, poder ou outra coisa? 12 min – Os aplicativos e o desejo de poder. Dating apps, preconceitos expostos sem pudor e as diferentes dinâmicas entre os universos hetero e gay. Quando o oprimido reproduz a lógica do opressor. 18 min – Sexo, atenção e poder. O desejo de dominar o olhar do outro dentro e fora dos relacionamentos. A aura sexual no trabalho e a confusão entre desejo, sedução e poder. 25 min – Beleza, dinheiro e status. A aparência como acelerador do desejo. Sexo, beleza e riqueza como moedas sociais. O que muda quando envelhecemos? 32 min – Sexo sem poder. A intimidade como espaço de vulnerabilidade. Quando o sexo deixa de ser encontro e vira performance, negociação ou demonstração de poder. 38 min – Freud explica? Talvez não. Freud, Adler e Winnicott ampliam a discussão: afinal, é tudo sobre sexo, sobre poder... ou sobre desejo? 41 min – O desejo nasce da necessidade. O bebê, o cuidado e a sedução como estratégia para despertar no outro a vontade de atender nossas necessidades. 46 min – Sedução e conquista. O prazer da espera, do esforço e da conquista. Compras online, gratificação instantânea e a dificuldade moderna de sustentar o desejo. 54 min – Quando o desejo desaparece. A intimidade reduz o poder ou transforma o desejo? O passo a passo da conquista, a dificuldade de nomear emoções e a busca constante por novos estímulos. 1h01 – O desejo que permanece. Esconder fracassos para preservar a imagem. O poder deixa de ser controle e passa a ser a capacidade de sustentar o desejo com consciência. 1h13 – O poder de parar. Presença, silêncio e mindfulness como antídotos para uma vida que salta de desejo em desejo. O que acontece quando finalmente aprendemos a habitar o momento presente? 📌 Também disponível na Amazon e Apple Podcast e no Youtube: https://open.spotify.com/show/5P5p4n4AuM6IYzTGECW7B2?si=5ba149e42ab148c0 https://music.amazon.es/podcasts/644c48f5-e8c4-4992-b408-4750db27580e/desconectados--temporada-1 https://podcasts.apple.com/es/podcast/desconectados-temporada-1/id1839875044 https://youtube.com/@desconectados_vlog?si=ZWaCkNpV68XsZKm8 E acompanhe nossos artigos no blog:  https://oblogdodesconectados.wordpress.com/

  4. Jul 20

    Mesa Quadrada- Episódio 18: "Quando a eficiência elimina a humanidade"

    Neste episódio, começamos a falar de IA para terminar em Ubuntu. Pode o humano ser 100% replicado? Se isso acontecer, o que sobra de nós? E nós, somos apenas nós? Vamos conversar sobre como a eficiência, a mentalidade de escassez e a falta de percepção de finitude pode nos cegar para uma vida mais plena. Principais temas: 1m Quando a IA souber fazer tudo... o que restará de humano? A visão de Dario Amodei para o futuro. Será possível reproduzir integralmente um ser humano? A vida poderá ser criada em laboratório? E a consciência? A alma? São replicáveis? Se a tecnologia aliviar a solidão, perderemos também a oportunidade de crescer através das relações? No fim das contas: um robô, um cachorro ou um gato? 7m Relacionamentos são uma escolha — e também um treino Conviver é aprender a lidar com frustrações. Escolher crescer ou permanecer confortável. Toda relação importante nos transforma, mas estamos realmente dispostos a pagar esse preço? 12m Somos animais sociais Por que buscamos tanto a aprovação dos outros? Quem nos ajuda mais a crescer: quem nos aceita ou quem nos desafia? Quando a IA pode ser uma ferramenta terapêutica — e quando passa a substituir relações humanas. O exemplo do LLM Council. 18m O poder de um elogio Elogiar o outro e a arte de saber receber elogios. Talvez você seja melhor do que imagina: O treinamento do Google para falar bem de si mesmo. A ocitocina e a felicidade compartilhada. 25m A coragem de ser vulnerável (e presente) O medo permanente do julgamento. Julgamos os outros enquanto tememos ser julgados. Observar mais e julgar menos. A obsessão pela eficiência rouba nossa capacidade de viver o presente e de descobrir quem realmente somos. Como nossos modelos mentais alteram a percepção da realidade. 33m Performance ou bem-estar? Existe equilíbrio? O equilibrio é o mesmo para todos? Eficiência sem humanidade. O papel das empresas, governos e instituições no cuidado das pessoas. Quando cuidar das pessoas também passa a ser um bom negócio. 39m Vivendo como se não existissem limites Esquecemos que recursos são finitos, inclusive nós mesmos. A dificuldade de acreditar em propósito no mundo corporativo. Produzimos, consumimos e aceleramos...como se o planeta, o corpo e a mente fossem infinitos. 45m Estamos chegando ao limite? Mais responsabilidade individual. Mais consciência e menos confiança nas estruturas tradicionais. Quando começamos a enxergar nossos próprios limites... também percebemos os limites do sistema. 50m Será que aprendemos alguma coisa? O que realmente ficou da pandemia? Só mudamos depois das tragédias? Ou acreditamos que os grandes problemas sempre acontecem com os outros? 55m Esperança do verbo "esperançar" Grandes mudanças dependem do coletivo, mas começam no cotidiano de cada indivíduo. Como vencer a sensação de impotência? A responsabilidade de agir pelo bem comum. No fim, cuidar do mundo também é uma forma de cuidar de nós mesmos. Esperançar em vez de apenas esperar. 1h Tudo é político O efeito pêndulo da história e os nossos direitos ameaçados. Quando a sensação de impotência reduz nossa participação política. Existe esperança nas novas gerações? Talvez o desafio não seja escolher melhor as batalhas e sim mudar o olhar. 1h11m Pensar no longo prazo Por que é tão difícil agir pensando nas próximas décadas? Somos indivíduos e também fazemos parte de um sistema. A mentalidade da escassez alimenta o medo de perder. E o medo impede a construção do bem comum. 📌 Também disponível na Amazon e Apple Podcast e no Youtube: https://music.amazon.es/podcasts/644c48f5-e8c4-4992-b408-4750db27580e/desconectados--temporada-1 https://podcasts.apple.com/es/podcast/desconectados-temporada-1/id1839875044 https://youtube.com/@desconectados_vlog?si=ZWaCkNpV68XsZKm8 E acompanhe nossos artigos no blog:  https://oblogdodesconectados.wordpress.com/

  5. Jul 6

    Mesa Quadrada- Episódio 17: "Solo-Maxxing e a Economia da Solidão"

    É melhor estar sozinho. Segundo uma nova "trend", o solo-maxxing, as pessoas estão mais em paz consigo mesmas que tentando se relacionar com o outro. Será? Se fosse assim, porque cada vez consumimos mais, produzimos mais, nos cansamos mais, e no final, parece que sempre falta algo? Como chegamos a uma sociedade que prega autonomia, mas causa solidão? Neste episódio, vamos abordar as relações entre pet, tempo escasso, "dates caros", desconfiança, bolsas da Prada e medidas públicas para encontrar um pouco mais de paz no nosso dia a dia- sozinho ou acompanhado. Temas: 1m Por que o brasileiro é tão amável? Herança cultural e influência dos nossos ancestrais. 4m A era de viver sozinho. Solo-maxxing, quem ganha com isso? Enquanto isso, o look-maxxing bombando na internet e tornando as pessoas quase deformadas. A economia da solidão que vem do alto preço para “estar junto”. Namorar ficou caro, demorado e exaustivo. Será que estamos trocando o amor pela paz, ou apenas substituindo parceiros por pets? 8m "O que a família fazia de graça, hoje você compra." Por que opomos paz e família como se fossem incompatíveis? A falta de tempo justifica uma vida cada vez mais individual? 13m Todo mundo busca afeto — só mudaram os lugares. Influenciadores como os novos amores platônicos. A idolatria digital e seu custo emocional. Conviver dá trabalho — mas será justamente isso que nos faz bem? Quando a IA vira uma companhia tóxica. E quando permanecer com a família não é escolha, mas necessidade econômica? O papel do Estado nisso tudo. O que países como Singapura, Noruega e Suécia podem ensinar sobre planejamento social. 23m Quanto mais dependemos do Estado, mais vulneráveis ficamos à manipulação? O alerta de Tocqueville continua atual? Como equilibrar autonomia e proteção? Queremos relacionamentos sem complicação, mas também desejamos envelhecer cercados de pessoas. Comunidade leva tempo — e não se compra na prateleira. 28m Dá mesmo para ser feliz sozinho? Para o Homo sapiens, comunidade era questão de sobrevivência. Para o Homo modernus, consumo, entretenimento e exposição parecem cumprir esse papel. Estamos perdendo a capacidade de criar empatia? O processo de desumanização dos apps de namoro. 37m O sapo na panela O conforto de hoje pode ser a prisão de amanhã. Preguiça de socializar: conversas infinitas com LLMs, comida entregue em casa. Tudo parece confortável...até virar solidão. Talvez socializar não seja um luxo, mas uma necessidade humana. 43m O capitalismo vende até descanso Existe um capitalismo capaz de fortalecer comunidades ou ele depende justamente da fragmentação delas? O descanso virou serviço. 50m Como se constrói uma comunidade? Vivemos uma crise de confiança: no outro, no governo, nas instituições. Hoje acreditamos que, para pertencer, precisamos nos destacar, mas será que existem outras moedas de troca? Parques, espaços públicos e redes de apoio podem reconstruir comunidades? 1h01m O Estado deve cuidar dos idosos e dos mais vulneráveis? Individualismo, responsabilidade e dever coletivo. É possível viver sozinho sem viver solitário? Casais em casas separadas e amigos como família. Co-habitação como escola de convivência. E a arquitetura urbana como ferramenta para aproximar pessoas. 1h11m Vivemos para produzir. No fim do dia, sobra energia para quem? Quando morar junto deixa de ser escolha e vira necessidade. Por que hoje sonhamos menos com uma casa e mais com uma bolsa Prada? 1h17m Tempo com pessoas é tempo que não passamos rolando a tela. Afeto enchendo carrinhos de compra. A socialização espontânea virou produto e o vizinho foi substituído pelo especialista. 1h25m O inferno são os outros: o que Sartre queria dizer? As cidades que estimulam encontros humanos. O exercício diário de sair da falsa zona de conforto. Crescer exige desconforto. Nem isolamento absoluto, nem coletivismo sufocante. Talvez a liberdade esteja justamente no equilíbrio. Um passo por vez.

  6. Jun 23

    Mesa Quadrada- Episódio 16: "Voltamos à época do Covid?"

    Em um mundo cheio de incertezas, como podemos nos planejar? A vida parece em eterno estado de "stand by", esperando o futuro ficar mais claro. Enquanto isso, produzimos e consumimos. Voltamos ao limbo vivido na época do lockdown, mas sem o tempo para refletir, descansar, se conectar, como em 2020. Se junte a nós nesta conversa para tentar dar alívio e um sentido ao caos em que vivemos. Principais tópicos: 1m Quando o futuro parece impossível de prever, entregar nas mãos de Deus pode ser um conforto. Um podcast gravado em 2020, no auge do lockdown, que soa assustadoramente atual em 2026. Estamos vivendo uma crise passageira ou uma nova condição permanente? A ansiedade de planejar é culpa do mundo, da nossa fase da vida ou da relação que criamos com o dinheiro? 6m O que ainda faz sentido planejar quando tudo muda tão rápido? Jovens questionando o valor do diploma, casais desistindo de ter filhos e decisões cada vez mais guiadas pelo bolso. Em que momento o dinheiro deixou de ser ferramenta e passou a ser prisão? 9m O trabalho já foi fonte de propósito. Hoje, muitas vezes, virou proteção contra o medo. Medo de perder renda, consumo e status. Como construir uma relação saudável com o trabalho quando sobrevivência e identidade parecem inseparáveis? E por que quase sempre só acordamos do piloto automático depois de uma crise? 14m A desconfortável zona neutra: aquele limbo entre a vida que achamos que queremos e a vida que é possível sustentar. Quanto da nossa pressão vem da sociedade e quanto nasce dentro de nós? A crença de que nunca é suficiente impulsiona crescimento ou apenas alimenta ansiedade? Será que ainda sabemos existir sem produzir? 21m Você conseguiria parar sem sentir culpa? O que realmente significa ser útil? Algumas necessidades se transformam em prisões invisíveis. Talvez todos estejamos na mesma gaiola, com a chave na porta, mas sem coragem de sair. 34m Passamos a vida adiando a felicidade para o futuro. Mas, se vamos viver mais, como equilibrar patrimônio, trabalho e descanso? A longevidade trouxe um novo desafio: a solidão. E ela pode começar muito antes da velhice. Dá para se preparar para um futuro menos solitário? 43m Relacionamentos exigem tempo — justamente aquilo que dizemos nunca ter. A tecnologia promete nos conectar, mas frequentemente nos afasta do único lugar onde as relações acontecem: o presente. Enquanto isso, o consumo infinito disputa cada minuto da nossa atenção. 50m Vivemos esperando o descanso, mas esse momento nunca chega. Durante a pandemia aprendemos que era possível desacelerar. O que aconteceu para esquecermos tão rápido? O medo da escassez nos empurra de volta para o consumo, mas, afinal, qual escassez dói mais: a de dinheiro ou a de tempo, vínculos ou significado? Indicação de um filme sobre o lixo mental que acumulamos sem perceber. 📌 Também disponível no Amazon, Apple Podcast e no Youtube: https://music.amazon.es/podcasts/644c48f5-e8c4-4992-b408-4750db27580e/desconectados--temporada-1 https://podcasts.apple.com/es/podcast/desconectados-temporada-1/id1839875044 https://youtube.com/@desconectados_vlog?si=ZWaCkNpV68XsZKm8 E acompanhe nossos artigos no blog:  https://oblogdodesconectados.wordpress.com/

  7. Jun 8

    Mesa Quadrada- Episódio 15: "Ser livre ou feliz, o que você prefere?

    Vivemos cercados por regras, algoritmos, métricas e sistemas de controle. Mas será que isso nos torna mais felizes? Neste episódio, viajamos de uma distopia escrita em 1920 até os dilemas do mundo atual para discutir uma pergunta desconfortável: quanto da nossa liberdade estamos dispostos a trocar por segurança, previsibilidade e paz? Uma conversa sobre poder, medo, felicidade e o eterno conflito entre ordem e caos. Principais tópicos: 1m — A felicidade exige liberdade ou controle? Antes de “1984”, de George Orwell, um escritor russo já imaginava um futuro inquietante. Em 1920, o livro “Nós” defendia uma tese radical: liberdade e felicidade são incompatíveis. Para viver em paz, o ser humano precisaria abrir mão de parte da sua autonomia, das emoções e até da criatividade. Afinal, a máquina humana perfeita seria também a mais feliz? 5m — Por que imaginamos o futuro como uma ameaça? Toda grande transformação desperta a necessidade de prever o amanhã. Mas por que quase sempre imaginamos cenários sombrios? Poder econômico, político, religioso, teorias da conspiração e o medo como ferramenta de influência. Hobbes ou Rousseau: o ser humano nasce bom ou mau? E qual é o papel da arte em antecipar os futuros que ainda não chegaram? 11m — Quem controla o medo, controla a visão de futuro. Os psicopatas representam uma pequena parcela da população, mas exercem influência desproporcional em posições de poder. A falta de empatia que facilita o exercício do poder. Dos segredos usados como moeda de controle às novas drogas que prometem eliminar desejos e impulsos: até que ponto abrir mão dos sentimentos facilita governar, ou ser governado? 22m — O futuro já chegou. Só não está igualmente distribuído. Artistas, cientistas e observadores atentos costumam enxergar tendências antes do resto do mundo. Não é futurologia, é percepção. O que práticas antigas, sistemas educacionais e modelos de controle social revelam sobre o futuro que estamos construindo? E se escola e prisão tiverem mais semelhanças do que gostaríamos de admitir? 33m — Diversidade ou estabilidade: precisamos escolher? A uniformidade traz conforto. A diversidade traz atrito. Mas também traz inovação. Entre segurança, controle, emoção, liberdade e pertencimento, existe uma fórmula de equilíbrio? Ou estamos condenados a oscilar entre a ordem excessiva e o caos permanente? 43m — E se o controle for uma ilusão? Tentamos organizar o mundo para reduzir a incerteza, mas a realidade insiste em escapar das nossas regras. O sofrimento, o amor, o acaso e o inesperado convivem lado a lado. Diante disso, qual é o limite da tolerância? Devemos aceitar tudo? Inclusive os intolerantes? 58m — Como encontrar paz em um mundo imprevisível? Guerras, crises, mudanças tecnológicas e um futuro cada vez mais difícil de prever. Como diferentes gerações reagem a esse cenário? Quanto controle precisamos abrir mão para viver melhor? E quanto caos conseguimos suportar sem perder o sentido da vida? 1h09m — O preço da segurança. Os países mais felizes costumam combinar regras claras com necessidades básicas atendidas. Mas existe um ponto em que a segurança começa a sufocar a autenticidade? Há mais de um século já se imaginava um mundo monitorado por métricas e vigilância constante. Hoje carregamos esse sistema no bolso, e no pulso. Afinal, felicidade, liberdade e segurança conseguem coexistir? 📌 Também disponível no Amazon, Apple Podcast e no Youtube: https://music.amazon.es/podcasts/644c48f5-e8c4-4992-b408-4750db27580e/desconectados--temporada-1 https://podcasts.apple.com/es/podcast/desconectados-temporada-1/id1839875044 https://youtube.com/@desconectados_vlog?si=ZWaCkNpV68XsZKm8 E acompanhe nossos artigos no blog: https://oblogdodesconectados.wordpress.com/

  8. May 25

    Mesa Quadrada- Episódio 14: "É possível uma rebelião global?"

    Estamos vivendo uma crise… ou apenas começando a perceber como o jogo sempre funcionou? Neste episódio:💸 super-ricos mais poderosos que países🤖 tecnologia que promete progresso — mas concentra poder📉 a classe média virando “pobre premium”🧠 meritocracia, medo coletivo e a sensação de que ninguém mais controla nada E no meio disso tudo:ainda existe esperança… ou só memes e ansiedade? Um episódio para quem sente que tem algo muito errado acontecendo — mas não consegue explicar exatamente o quê. Temas: 1m Estamos chegando no limite? Concentração de renda, instabilidade geopolítica e o medo sobre o futuro do trabalho. O que o presente tem em comum com outros períodos turbulentos da história? Existe risco real de uma revolta coletiva — ou estamos anestesiados demais para isso? 6m Os super-ricos e a concentração extrema Quanto dinheiro os super-ricos realmente têm? A desigualdade que existe até entre os próprios ricos. Pessoas cuja fortuna supera o PIB de países inteiros. Em que momento riqueza vira poder desproporcional? 10m A revolução tecnológica que não está beneficiando todo mundo As revoluções do passado e a melhora coletiva de vida. O que está acontecendo nesta vez? O controle dos meios de crescimento econômico. O descontentamento da classe média. Populações cada vez mais conectadas — e cada vez mais divididas. O papel do jornalismo em tempos de conflito de interesses. A mão “não tão invisível” do mercado. E a sensação de que a alternância de poder talvez seja apenas um ciclo que se repete. 18m Classe média ou “pobre premium”? O encolhimento da classe média. O controle dos pilares da sociedade: segurança, saúde e informação. A velocidade das mudanças versus o tempo humano de adaptação. Quando a produtividade expulsa o humano da equação. Qual é o nosso papel nisso tudo? E a falsa sensação de controle sobre a própria vida. 30m O desafio dos grandes números Como agir quando os problemas parecem inalcançáveis? A desistência diante da sensação de impotência. O papel da confiança nas pessoas e nas instituições. Ainda dá para confiar? E como a educação influencia essa percepção. 37m A pobreza realmente diminuiu? Corrupção como doença sistêmica. Existe salvação para a política? O ciclo vicioso que molda o comportamento individual e coletivo. O sistema cria pessoas corruptas — ou apenas revela quem já somos? 48m Todo mundo precisa de dinheiro O dinheiro move a vida — ou pelo menos garante sobrevivência? Ganância humana e limites do altruísmo. “Sou a favor da divisão… até ser eu quem precisa dividir.” Quando começamos a perder, o coletivismo desaparece. O ser humano consegue viver harmonicamente sem regras rígidas e controle? 56m Liberalismo, meritocracia e a ilusão da justiça Meritocracia para quem? O sucesso construído à custa do outro. Para que serve um bilionário? A obsessão pelo crescimento infinito e individual. 1h10m Um pouco de esperança — e humor — no ar O ser humano consegue ser livre sem destruir tudo ao redor? Os exemplos que fogem da regra: milionários que defendem pagar mais impostos. O movimento Patriotic Millionaires. E dois causos paralelos: Por que algumas pessoas acabam ficando com a mesma cara? E o mistério do “filme da Melania”. 📌 Também disponível no Amazon, Apple Podcast e no Youtube: https://music.amazon.es/podcasts/644c48f5-e8c4-4992-b408-4750db27580e/desconectados--temporada-1 https://podcasts.apple.com/es/podcast/desconectados-temporada-1/id1839875044 https://youtube.com/@desconectados_vlog?si=ZWaCkNpV68XsZKm8 E acompanhe nossos artigos no blog:  https://oblogdodesconectados.wordpress.com/

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