Patadas by Artêmia Co.

Artêmia Co.

Um podcast feminista feito por duas mulheres que não estão aqui para agradar. Com convidadas e trocas honestas, estamos aqui para provar que nem toda opinião é uma patada, mas tem umas que merecem.

  1. FEB 10

    Beleza que dói: Ozempic, Mounjaro e a obsessão pela magreza extrema - Júlia Fernandes | #11

    No episódio de hoje do Patadas, conversamos sobre um tema cada vez mais presente — e cada vez menos questionado: a obsessão pela magreza extrema e os padrões de beleza impostos aos corpos femininos. Em um cenário onde medicamentos como Ozempic e Mounjaro entram no vocabulário cotidiano, a estética deixa de ser uma escolha pontual e passa a se tornar um projeto de vida, atravessado por controle, comparação e cobrança constante. A cultura da magreza, impulsionada pelas redes sociais, transforma insegurança em tendência e corpo em capital simbólico. Neste episódio, falamos sobre como os padrões de beleza continuam moldando a forma como mulheres enxergam seus corpos — desde a infância — agora reforçados por filtros, corpos “de referência” e uma indústria que lucra com a promessa do corpo ideal. Quando a magreza vira sinônimo de sucesso, pertencimento e valor moral, a pergunta que fica é: até onde vale ir para caber no padrão? Para atravessar esse debate a partir da experiência vivida — e não de um lugar clínico ou técnico — recebemos Júlia Fernandes, analista de marketing da Artêmia. Júlia compartilha sua trajetória crescendo fora dos padrões estéticos, as pressões silenciosas ao longo dos anos e como essas referências influenciaram suas escolhas, percepções e relação com o próprio corpo .Ao longo da conversa, falamos sobre: Como a pressão estética começa cedo e acompanha mulheres ao longo da vidaA normalização da magreza extrema nas redes sociaisOzempic, Mounjaro e o desejo de “resolver” o corpo rapidamenteA linha tênue entre autocuidado, controle e cobrança estéticaO mercado que lucra com a promessa do corpo perfeitoO que não aparece nos corpos admirados, nos “antes e depois” e nas tendências do momento 📊 Dados que mostram que essa não é uma questão individual: 71% das meninas brasileiras entre 10 e 17 anos sentem pressão para mudar o corpo80% das adolescentes já usaram filtros para alterar rosto ou corpoO Brasil está entre os países que mais realizam procedimentos estéticos, inclusive entre jovens Este episódio não é sobre demonizar corpos, escolhas ou procedimentos. É sobre questionar um sistema que transforma magreza em valor moral, dor em estética e insegurança em produto. Patadas é um podcast feminista, feito por mulheres que não estão aqui para agradar — mas para provocar. 🎧 Se esse episódio te atravessou, segue o podcast e compartilha com quem precisa ouvir. Siga nossa host: @ana.carolinagozzi Acompanhe o Patadas: Instagram: @artemia.co TikTok: @artemia.co YouTube: @patadaspodcast | @cortespatadas

    47 min
  2. JAN 27

    O corpo fala e a gente FINALMENTE está ouvindo - Com Renata Ribeiro | #10

    O corpo fala, emoções no corpo, autocuidado feminino e consciência corporal — mas a gente só escuta quando para de tratar o corpo como inimigo e começa a entendê-lo como casa.Dor que surge “do nada”, tensão acumulada, cansaço que não passa: nada disso é aleatório. O corpo comunica o que a mente insiste em ignorar. Em um país onde 85% das mulheres já sentiram pressão estética e 61% carregam culpa por não se encaixar em padrões, essa desconexão não é individual — é social.Ao mesmo tempo, uma virada está acontecendo. Cada vez mais mulheres buscam autocuidado por bem-estar, presença e saúde, e não apenas por aparência. Práticas como pilates, yoga e meditação ganham espaço como caminhos de escuta e reconexão.Para falar sobre esse corpo que sente, reage, guarda, trava e também cura, recebemos Renata Ribeiro, fisioterapeuta, professora de balé e pilates, e pesquisadora do movimento como forma profunda de autoconhecimento.Neste episódio do Patadas, conversamos sobre:Como o corpo expressa emoções que não conseguimos verbalizarA diferença entre “cuidar do corpo” e habitar o corpoTensões físicas como sinais de bloqueios emocionaisAmor-próprio sem romantização — e por que ele é prática diáriaPor que tantas mulheres, especialmente entre os 30 e 50 anos, estão reaprendendo a se relacionar com o próprio corpoUm papo sobre amadurecimento, limites, cura e presença. Porque o corpo não mente — a gente é que, às vezes, demora pra ouvir.🎙️ Host: Ana Carolina Gozzi 📲 Siga nas redes: @ana.carolinagozziAcompanhe o Patadas: Instagram e TikTok: @artemia.co YouTube: @patadaspodcast e @cortespatadas

    51 min
  3. JAN 13

    Violência contra a mulher em relações abusivas: por que é tão difícil romper? | com Bruna Biscalchini #9

    O Brasil mata mulheres — e ainda culpa a vítima. Neste episódio do podcast Patadas, falamos sobre violência contra a mulher, relacionamentos abusivos e os primeiros sinais de violência psicológica que, muitas vezes, passam despercebidos — até se tornarem fatais. ⚠️ Aviso de conteúdo sensível Este episódio aborda temas como: Violência contra a mulherViolência psicológica e abuso emocionalRelacionamento abusivoFeminicídioRecomendamos escuta consciente e, se necessário, a busca por apoio especializado. “Ela devia ter saído quando pôde.” Essa frase costuma aparecer depois da violência. Quase nunca acompanhada das perguntas certas: Por que ela tinha medo?Por que não tinha rede de apoio?Por que denunciar parecia mais perigoso do que ficar?A violência contra a mulher não começa no tapa.Ela começa no controle, no ciúme disfarçado de cuidado, na humilhação constante, na deslegitimação da própria percepção da vítima. Começa quando o abuso psicológico se normaliza.No Brasil, milhões de mulheres sofrem algum tipo de violência todos os anos. Os dados sobre feminicídio, estupro e denúncias de violência doméstica seguem batendo recordes. E essa violência não é neutra: mais de 60% das vítimas são mulheres pretas e pardas. O machismo atua junto com o racismo, a desigualdade social e a negligência do Estado. Para aprofundar essa conversa com responsabilidade, escuta e cuidado, recebemos Bruna Biscalchini, psicóloga clínica formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, que atua desde 2020 exclusivamente com atendimento a mulheres. Bruna acompanha de perto as marcas emocionais deixadas pela violência — antes, durante e depois da ruptura — e dedica seu trabalho às pautas de gênero, desigualdade e saúde mental feminina. Neste episódio, você vai ouvir sobre: O que é violência contra a mulher para além da agressão físicaComo gaslighting, ciúme, controle e perseguição funcionam como portas de entrada do abusoPor que sair de um relacionamento abusivo não é simples — e nunca é uma decisão individualOs impactos da violência psicológica na saúde mental e no senso de realidade das vítimasAs falhas do Estado, das instituições e da sociedade no acolhimento dessas mulheresPor onde começar a buscar ajuda e como construir redes de apoio reaisUm episódio necessário, duro e cuidadoso.Enquanto a sociedade insiste em perguntar “por que ela não saiu?”, mulheres continuam morrendo. E o silêncio também mata. 🎧 Se este episódio fizer sentido para você, compartilhe. Informação também é forma de proteção. Siga nossa host nas redes sociais: @ana.carolinagozzi Nos acompanhe também:Instagram: @artemia.co TikTok: @artemia.co YouTube: @patadaspodcast e @cortespatadas

    50 min
  4. 12/16/2025

    Liderança feminina e maternidade: o peso de provar duas vezes - com Demi Simões | #8

    Por que mulheres — especialmente mães — ainda precisam provar duas vezes para crescer na carreira e chegar à liderança? Neste episódio, falamos sobre maternidade, carga mental e a desigualdade estrutural que segue travando o avanço profissional das mulheres. Dizem que mulher é multitarefa: que trabalha, cria filhos, cuida da casa, lidera equipes e ainda encontra energia para “dar conta de tudo”. Chamam isso de superpoder. Mas essa narrativa só romantiza uma sobrecarga que nunca deveria ter sido nossa. No Brasil, apenas 37% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres — e esse número cai ainda mais quando elas se tornam mães. Enquanto homens avançam na carreira depois de terem filhos, mulheres perdem espaço. A estrutura não favorece quem carrega 70% do trabalho doméstico e quase o dobro de horas de cuidado. Para aprofundar esse tema, convidamos Aldemiza Simões, agilista, mãe e líder que construiu sua carreira em ambientes majoritariamente masculinos. A Demi vive, na prática, o desafio de equilibrar gestão, maternidade e autocuidado sem cair na cobrança de provar duas vezes o que muitos homens nem precisam provar uma. Neste episódio, conversamos sobre: • o mito da mulher multitarefa e seu impacto real; • maternidade x carreira e o tratamento desigual nas empresas; • culpa materna, julgamentos e o medo de “sumir” profissionalmente; • a régua mais alta para mulheres que lideram; • o valor de lideranças femininas que escolhem autenticidade, não exaustão. Um episódio para refletir, respirar e lembrar que nenhuma mulher deveria carregar sozinha um peso construído por toda a sociedade. Siga nossa host nas redes sociais: @ana.carolinagozziNos acompanhe também:Instagram: @artemia.coTikTok: @artemia.coYouTube: @patadaspodcast e @cortespatadas

    41 min
  5. 12/02/2025

    Mulheres nos games: os desafios que ninguém vê - com Amanda Balista | #7

    Se as mulheres dominam a audiência dos games, por que ainda enfrentam tanto assédio e descrédito? No sétimo episódio do Patadas, Ana Carolina Gozzi e Daniela Santoro recebem Amanda Balista, gamer e criadora de conteúdo, para uma conversa necessária sobre o lugar da mulher no universo dos games — um espaço onde elas são maioria na audiência, mas ainda minoria no respeito. Mesmo representando 51% do público gamer no Brasil, as mulheres seguem enfrentando assédio, descrédito, fetichização e violências que vão de “provar que sabem jogar” até a ausência de personagens femininas bem construídas. Enquanto isso, só 28% das profissionais que desenvolvem jogos no Brasil são mulheres, e menos de 15% ocupam posições de liderança. Amanda compartilha sua trajetória, os estereótipos mais absurdos que já ouviu por ser mulher gamer e como a hipersexualização das personagens — presentes em quase 60% dos jogos — molda a forma como mulheres reais são tratadas dentro e fora das partidas. O papo também percorre temas como representatividade racial, assédio online, criação de times femininos nos e-sports, a cultura tóxica do “trash talk” e a urgência de políticas reais de diversidade no mercado. Se jogar é para todos, por que o respeito ainda não é? Um episódio para entender o que mudou, o que ainda não mudou — e o que as mulheres estão fazendo para transformar a indústria. Siga nossa host nas redes sociais: @ana.carolinagozziNos acompanhe também:Instagram: @artemia.coTikTok: @artemia.coYouTube: @patadaspodcast e @cortespatadas

    39 min
  6. 11/04/2025

    Mulher trans e preta: Uma história de desejo, mas não de respeito - com Gabriela Augusto #5

    Mulheres negras e trans ainda enfrentam racismo, machismo e transfobia — uma combinação cruel que define como a sociedade enxerga, deseja e desrespeita seus corpos. No quinto episódio do Patadas, Ana Carolina Gozzi e Daniela Santoro recebem Gabriela Augusto, fundadora da Transcendemos e primeira pessoa trans reconhecida pela Forbes Under 30, para uma conversa urgente sobre marginalização, representatividade e resistência. Gabriela fala sobre como essas opressões se cruzam para afetar a vida, a segurança e as oportunidades de milhares de mulheres no Brasil. O episódio mergulha em temas como solidão afetiva, violência de gênero, ausência de representatividade nos espaços de poder e o impacto de tudo isso na saúde mental e emocional. Entre relatos e reflexões, o diálogo também aponta caminhos de autoconhecimento, educação e reconstrução da autoestima — mostrando como o feminismo negro e trans tem transformado dor em potência.Um episódio essencial para quem quer entender como a sociedade ainda escolhe quem é digna de respeito — e por que é urgente mudar isso. Sobre a convidada:Gabriela Augusto é palestrante e fundadora da Transcendemos. Foi a primeira pessoa trans reconhecida pela Forbes Under 30 e é destaque em diversas premiações internacionais, como o LGBTQ+ Achievement Award (McKinsey & Company), 50 Mulheres de Impacto na América Latina (Bloomberg Línea) e Influenciadoras em ESG/D&I mais relevantes do Brasil (Llorente y Cuenca). Siga nossa host nas redes sociais: @ana.carolinagozzi Nos acompanhe também: Instagram: @artemia.co TikTok: @artemia.co YouTube: @patadaspodcast e @cortespatadas

    57 min

About

Um podcast feminista feito por duas mulheres que não estão aqui para agradar. Com convidadas e trocas honestas, estamos aqui para provar que nem toda opinião é uma patada, mas tem umas que merecem.