A Febre do Nilo Ocidental pode afetar a retina e comprometer a visão? Neste episódio do Dr. Retina Podcast, o Prof. Dr. Rodrigo Jorge explica como o vírus do Nilo Ocidental é transmitido, quais pessoas apresentam maior risco de formas graves e de que maneira a infecção pode atingir a retina, a coroide, os vasos retinianos e o nervo óptico. A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Em uma pequena parcela dos casos, porém, a doença pode causar comprometimento neurológico e alterações oculares. Entre as manifestações descritas estão coriorretinite multifocal, vitrite, vasculite retiniana, edema macular, neurite óptica e cicatrizes coriorretinianas. O episódio analisa dois casos publicados na literatura científica. Um deles descreve coriorretinite bilateral após um quadro febril, mesmo sem evidência de meningite ou encefalite. O outro mostra cicatrizes na retina e na coroide após uma forma neuroinvasiva da doença. Neste episódio, você entenderá: • O que é a Febre do Nilo Ocidental.• Como ocorre a transmissão pelo mosquito do gênero Culex.• Por que nem todo pernilongo transmite o vírus.• Quais são os sintomas mais frequentes.• Quem apresenta maior risco de doença grave.• Como o vírus pode atingir a retina e o nervo óptico.• O que é coriorretinite e como ela pode afetar a visão.• Quais sintomas oculares exigem avaliação.• Como o mapeamento de retina, a autofluorescência, a angiografia e o OCT ajudam no diagnóstico.• Quais alterações podem regredir e quais podem deixar sequelas.• Quando o acompanhamento oftalmológico é indicado.• Como reduzir a exposição aos mosquitos transmissores. Sinais visuais que merecem atenção Procure avaliação oftalmológica se, durante ou depois de uma doença febril, surgirem redução da visão, manchas no campo visual, moscas volantes, distorção das imagens, alteração na percepção das cores ou dor ocular associada ao movimento dos olhos. Não existe tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental. O tratamento sistêmico é de suporte. Quando há comprometimento ocular, a conduta depende da alteração encontrada e pode incluir acompanhamento clínico e tratamento de complicações, como edema macular ou neovascularização da coroide. Para quem é este conteúdo • Médicos e residentes interessados em retina, uveítes e doenças infecciosas.• Estudantes de Medicina que desejam compreender a relação entre infecções sistêmicas e retina.• Profissionais de saúde envolvidos na avaliação de doenças febris e neurológicas.• Pacientes e familiares que procuram informação acessível e baseada em evidências. Importante O Dr. Retina Podcast tem finalidade educativa e informativa. O conteúdo não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individual. Alterações repentinas na visão e manifestações neurológicas exigem avaliação médica. Artigos comentados Özkan O, Akdeniz A, Ayhan Z, Nazlı A, Saatci AO. West Nile Virus Chorioretinitis: First Case with Ocular Involvement in Türkiye. Turk J Ophthalmol. 2025;55:99-104.https://doi.org/10.4274/tjo.galenos.2025.05673 Inayat H, Branch A, Armstrong JJ, Juncal V, Casserly C. Insight into ocular complications of West Nile Virus: A case report of chorioretinal scarring. IDCases. 2024;38.https://doi.org/10.1016/j.idcr.2024.e02095 Dr. Retina Podcast Conteúdo científico em oftalmologia, com foco em retina e vítreo, destinado à educação em saúde e à atualização baseada em evidências. Acesse:https://www.retinews.com/dr-retina Apresentação e produção • Prof. Dr. Rodrigo Jorge, especialista em Retina | @drrodrigojorge• Rose Talamone, jornalista e apresentadora• Evelyn Bandeca, produção científica, conteúdo e interação | @evelyn.bandeca• Produção técnica: @danielestudiohc Inscreva-se no canal, ative as notificações e envie nos comentários suas dúvidas sobre retina, visão e saúde ocular. #FebreDoNiloOcidental #Retina #SaúdeOcular