Anestesistas e Anestesiologistas

Marcio Augusto Lacerda

Olá, pessoal! Sejam muito bem-vindos ao podcast do Anestesistas e Anestesiologistas. O espaço dedicado à história, à prática e à evolução da nossa especialidade. Eu sou Marcio Augusto Lacerda, sou médico Anestesiologista e coordeno o conteúdo deste canal ..... Sigam-nos também em outras plataformas: -Instagram: https://www.instagram.com/anestesistaseanestesiologistas?igsh=MTJ2eWhiajdjeDBmdA%3D%3D&utm_source=qr -YouTube: https://www.youtube.com/@anestesistaseanestesiologistas

  1. Jul 12

    As Varias Formas de Fazer a Monitorização Cerebral

    Você confia cegamente no número do seu monitor de profundidade anestésica? 🧠⚡ Nossa mais recente revisão traz um comparativo direto das principais tecnologias de monitorização cerebral intraoperatória e nocicepção. Se você utiliza BIS, SedLine, Entropia, Conox ou Narcotrend, aqui estão as mensagens centrais para levar para o centro cirúrgico: 🔹 O número não é absoluto: Monitores de EEG processado fornecem estimativas probabilísticas da profundidade hipnótica, mas não medem a consciência diretamente.🔹 A regra de ouro é integrar: Nunca tome decisões baseadas apenas no índice numérico. Integre o valor com o EEG bruto, espectrograma, anestésico utilizado, qualidade do sinal e contexto clínico.🔹 Atenção aos não-GABAérgicos: Fármacos como cetamina, dexmedetomidina e óxido nitroso podem gerar padrões de EEG que resultam em índices paradoxais ou pouco confiáveis.🔹 Nocicepção não é receita de bolo: Tecnologias como ANI, SPI, qNOX e PPI avaliam respostas autonômicas ou musculares e funcionam como excelentes adjuvantes. No entanto, nunca devem guiar o uso de opioides de forma isolada.🔹 Não há um monitor vencedor: A melhor tecnologia é aquela que responde ao seu problema clínico específico e é interpretada por uma equipe treinada. A verdadeira competência não é apenas ler a tela, mas interpretar o paciente. Qual tecnologia de monitorização você tem mais familiaridade na sua prática diária? Conta pra gente nos comentários! 👇 legenda_instagram PDF Aberto

    As Varias Formas de Fazer a Monitorização Cerebral
  2. Jul 11

    Monitorização Cerebral em Anestesia

    Monitorização Cerebral em Anestesia: Por que você deve olhar muito além do número? 🧠⚡ A monitorização da profundidade anestésica através do EEG processado (como o BIS) foi um divisor de águas na nossa especialidade. No entanto, guiar a conduta baseando-se apenas em um número de 0 a 100 pode ser uma grande armadilha clínica. Baseado na excelente revisão do Dr. Marcio Augusto Lacerda, destacamos por que a prática anestésica atual exige o domínio da leitura do Espectrograma e do traçado bruto: Cuidado com as Falsas Elevações: O uso de eletrocautério, atividade muscular facial (EMG) ou até marcapassos podem elevar o valor numérico do BIS de forma enganosa. O número subiu abruptamente? Antes de administrar mais hipnótico, sempre valide a qualidade do sinal (SQI) e cheque os artefatos. Cada Fármaco tem sua Assinatura: O espectrograma permite literalmente "ver" a ação da droga no cérebro. Enquanto o Propofol e os voláteis criam um padrão clássico Alfa-Delta, a Cetamina promove ondas rápidas (podendo manter o BIS entre 60-80 mesmo em anestesia profunda) e a Dexmedetomidina mimetiza o sono fisiológico. Populações Especiais Exigem Cautela: O cérebro idoso produz menos ondas Alfa e entra muito mais facilmente em Burst Suppression (surto-supressão). Reduzir as doses e evitar a supressão excessiva no espectrograma é um passo fundamental para prevenir o delirium pós-operatório. A Evolução é Visual: Já superamos a era do "número cego". A matriz de densidade espectral mostra em cores o que está acontecendo: cores quentes indicam alta energia elétrica; cores frias, silêncio. Isso permite antecipar tendências antes mesmo do número alterar. O monitor não substitui o anestesiologista. A verdadeira segurança do paciente está na integração entre tecnologia, neurofisiologia aplicada e o seu julgamento clínico. Você já tem o hábito de guiar sua conduta analisando as cores e ondas do espectrograma? Compartilhe sua experiência nos comentários! 👇

    Monitorização Cerebral em Anestesia
  3. Jun 23

    A medicina virou uma linha de montagem? 🏥⚖️Uma Analise sobre Protocolos e Acreditação Hospitalar

    A medicina virou uma linha de montagem? 🏥⚖️ Existe um abismo crescente entre a ciência médica individualizada e a gestão hospitalar focada em protocolos. O que nasceu para ser um "paraquedas de segurança" e evitar erros humanos básicos, hoje ameaça se tornar uma verdadeira camisa de força burocrática. Será que o foco atual das acreditações é realmente o bem-estar clínico do paciente ou apenas a mitigação de riscos jurídicos e financeiros das instituições? Aqui estão três duras verdades sobre a engrenagem do nosso sistema de saúde atual: 1. A Ditadura do Protocolo A biologia não lê manuais. O paciente real frequentemente possui múltiplas comorbidades, mas os protocolos engessados olham para o sintoma isolado. A busca implacável por bater "100% de adesão às métricas" pune o raciocínio clínico brilhante que tenta adaptar o tratamento à realidade fisiológica daquele doente único. 2. A Medicina Defensiva A judicialização da saúde criou o profissional guiado pelo medo. Para proteger o próprio registro e não ser processado, o médico é empurrado a aplicar o protocolo padrão — que serve como um escudo jurídico nos tribunais —, mesmo sabendo que aquele paciente atípico precisaria de uma abordagem diferente. A ciência baseada em evidências degenerou-se em "medicina baseada em jurisprudência". 3. O Perigo do "Paciente-Cliente" Hospitais adotaram métricas do varejo (como pesquisas de satisfação e NPS) para avaliar sucesso médico. O problema trágico? A boa prática médica muitas vezes causa desconforto (negar um antibiótico para virose ou recusar exames desnecessários). Avaliar o médico como um prestador de serviços de hotelaria premia a conveniência e pune o rigor científico. O protocolo deve voltar a ser o piso mínimo da segurança, não o limite máximo da inteligência. O ecossistema precisa urgentemente parar de tratar o prontuário e voltar a olhar para o doente. A verdadeira cura mora na individualidade. 🧬🩺

    A medicina virou uma linha de montagem? 🏥⚖️Uma Analise sobre Protocolos e Acreditação Hospitalar
  4. Jun 23

    ⚠️ Lesão Nervosa Perioperatória: Muito além do mau posicionamento!

    ⚠️ Lesão Nervosa Perioperatória: Muito além do mau posicionamento! O dano a nervos periféricos no pós-operatório pode gerar sequelas definitivas. Historicamente, a culpa recaía apenas no posicionamento na mesa, mas hoje sabemos que a etiologia é multifatorial! 💡 Pacientes com diabetes, obesidade ou tabagismo possuem menor reserva neuronal (fenômeno do double-crush), sendo muito mais suscetíveis a danos por compressão mecânica, isquemia (torniquetes) ou neurotoxicidade medicamentosa. Veja o resumo prático para um manejo seguro: 🛡️ 1. PREVENÇÃO (O Básico que Salva) Equipe: Comunicação ativa e constante (Cirurgia + Anestesiologia + Enfermagem). Posicionamento: Proteja áreas críticas (cotovelos, cabeça da fíbula) com coxins de gel. Mantenha a abdução do braço sempre 90°. Segurança: Tempo restrito de isquemia para garrotes e uso obrigatório de ultrassom em bloqueios regionais. ⏱️ 2. O TIMING DO DIAGNÓSTICO 12-24h: Exame neurológico minucioso. Apresentou dor severa ou piora rápida? Imagem urgente para descartar hematoma compressivo reversível! 4 semanas: É o "momento de ouro" para a 1ª Eletroneuromiografia (ENMG), pois a degeneração walleriana já é diagnosticável com exatidão. ⚡ 3. A REGRA DOS 6 MESES (Ação e Tratamento) A maioria das lesões é leve (neurapraxia) e responde à fisioterapia e controle da dor. Porém, atenção aos Red Flags: 3 meses: Paralisia motora completa sem melhora na clínica ou ENMG? Avaliação cirúrgica precoce! 6 meses (Limite Crítico): A referência a um especialista em nervos periféricos torna-se mandatória. O nervo se regenera a uma taxa de apenas ~1 mm/dia. Intervenções realizadas após 6-9 meses perdem eficácia drasticamente! 👩‍⚕️👨‍⚕️ Um protocolo ágil resgata a funcionalidade do paciente! Salve este post para revisar no plantão e compartilhe com a equipe do centro cirúrgico! 🚀👇 #Medicina #Cirurgia #Anestesiologia #SegurancaDoPaciente #CentroCirurgico #Neurologia #Ortopedia #Neurocirurgia

    ⚠️ Lesão Nervosa Perioperatória: Muito além do mau posicionamento!
  5. May 31

    Sete Dogmas da Anestesiologia - Publicações em Junho de 2026

    Sete Dogmas da Anestesiologia - Publicações em Junho de 2026 O piloto automático é o maior inimigo da anestesiologia moderna. 🚨 Lemos os principais editoriais e debates que acabaram de sair do forno nos maiores periódicos da nossa área (Anesthesiology, BJA, Anaesthesia) e fizemos o trabalho sujo: separar o que é ciência sólida do que é viés ideológico ou delírio acadêmico. Neste carrossel, não aceitamos protocolos de braços cruzados. Colocamos o "advogado do diabo" na mesa para analisar a fundo 7 dogmas da nossa prática: 🧠 O BIS é realmente um mito inútil ou estamos interpretando a tela errada? 💉 A anestesia Opioid-Free (OFA) sobrevive na vida real quando o bloqueio regional falha? 🩸 O gatilho de transfusão no trauma craniano (TCE) precisa mesmo ser tão restritivo? 📉 Fazer TIVA te isenta de se preocupar com a poluição do fluxo de gás fresco? 🤖 Até onde a Inteligência Artificial e os fundos de Private Equity ameaçam a nossa autonomia? Nós confrontamos as opiniões recentes com a literatura consolidada para te entregar o que realmente importa: a aplicabilidade diária para o seu plantão de amanhã. 👉 Arraste para o lado, saia do dogma e eleve o nível da sua prática cirúrgica. Qual desses 7 temas gera mais polêmica ou atrito na sua equipe hoje? Deixa sua opinião aqui nos comentários! 👇 #Anestesiologia #Anestesia #MedicinaBaseadaEmEvidencias #AnestesiaRegional #Neuroanestesia #POCUS #SegurancaDoPaciente #CentroCirurgico #AtualizacaoMedica #Medicina

    Sete Dogmas da Anestesiologia - Publicações em Junho de 2026

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