Zysk: além do lucro

Zysk Consultoria Financeira

Aqui falamos de lucro no seu sentido mais amplo. Nossa conversa vai além da última linha da planilha. Te ajudo a cuidar do seu dinheiro priorizando o que realmente importa para você. zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  1. 2d ago

    Zysk: além do lucro #15 - O luxo invisível que o status não pode comprar

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. À medida que avançamos na carreira, o mundo começa a sussurrar (e às vezes a gritar) que precisamos atualizar nosso estilo de vida. É o carro novo, o endereço mais imponente, as viagens mais caras… Afinal, se a renda subiu, o padrão precisa acompanhar, certo? Quase todo mundo responde: sim. Mas existe uma armadilha silenciosa aí. Quando o nosso custo de vida corre na mesma velocidade que os nossos ganhos, nós criamos um fenômeno perigoso, pois qualquer soluço na renda, pode atrapalhar a paz. O patrimônio pode até crescer no papel, mas falta fôlego financeiro no dia a dia. Você se torna refém do seu próprio sucesso. Por isso, hoje eu quero te convidar a refletir sobre o luxo de morar um degrau abaixo. Viver um degrau abaixo do que você de fato pode pagar não tem nada a ver com escassez, mesquinhez ou privação. É, na verdade, a maior demonstração de sofisticação e estratégia que alguém pode ter. Quando você decide, deliberadamente, manter uma margem entre o que ganha e o que gasta, você passa a poder comprar ativos, que embora invisíveis, têm valor inestimável: Você compra tempo: A liberdade de não precisar aceitar todo projeto que aparece só porque a parcela do carro vai vencer. Você compra foco: Espaço mental para pensar no longo prazo, criar novas fontes de receita ou investir no que realmente importa, sem a urgência de apagar incêndios. Você compra tranquilidade: A certeza de que, se o mercado oscilar ou um imprevisto acontecer, a estrutura da sua família permanece intacta. Consolidar a base antes de subir para o próximo degrau é o que diferencia quem parece bem-sucedido de quem é financeiramente livre. O crescimento sólido precisa de tempo para se estabilizar em cada etapa. Habitar o seu momento atual com maturidade dá a sustentação necessária para que, quando você decidir conscientemente subir o próximo degrau, essa transição seja leve, segura e definitiva. … além da planilha Quem nunca brincou na praia de construir um castelo de areia bem alto? O processo é rápido: você empilha a areia úmida, esculpe as torres e, em poucos minutos, tem uma estrutura que impressiona quem passa. Mas, quando a gente constrói ele muito rápido, sem pensar muito na base que vai segurar toda a estrutura basta a primeira onda um pouco mais forte tocar a base para que toda a estrutura desabe de uma vez. O castelo desmorona não porque a torre era feia, mas porque não havia sustentação real, para aguentar dificuldades. Viver exatamente no limite do que você ganha, ou subir de nível correndo a cada novo aumento, é construir um frágil castelo de areia financeiro. A fachada é bonita, as torres chamam a atenção, mas a estrutura inteira depende de o mar continuar calmo. Uma demissão, uma crise no mercado ou um imprevisto de saúde funcionam como aquela onda que bate na base frágil. Viver no degrau em que você está por um tempo, ou até experimentar ficar um degrau abaixo, é o equivalente a se preocupar em fazer uma base segura e estável antes de fazer o castelo mais alto. É entender que um castelo mais baixo, mas com uma base sólida é infinitamente mais seguro e valioso do que um castelo de areia de três andares sem nenhum suporte. Antes de subir a próxima torre do seu castelo, certifique-se de que a base está segura o suficiente para sustentar mais essa etapa sem deixar cair tudo que já foi construído no próximo ciclo da maré. Da próxima vez que o impulso de “atualizar o estilo de vida” bater à porta, pergunte-se: eu estou fazendo isso porque faz sentido para o meu futuro ou porque sinto que preciso me provar no presente? O verdadeiro sucesso não é o tamanho do degrau onde você exibe a sua vida, mas a solidez do chão que sustenta os seus passos. Até a próxima sexta-feira Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  2. Jul 10

    Zysk: além do lucro #14 - O imprevisto bom existe, como se organizar para não deixar ele passar…

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Se você já pesquisou algum conteúdo de fiananças você já ouviu algum conselho assim: “Monte sua reserva de emergência. O teto pode vazar, o carro pode quebrar, o desemprego pode bater à porta.” E está errado? Claro que não. É um conselho excelente e muito importante. Segurança vem em primeiro lugar. Mas existe um detalhe que quase ninguém te conta: a vida também tem imprevistos bons. E quando as surpresas boas aparecem, a maioria das pessoas comete um destes dois erros: - deixa passar uma oportunidade incrível por falta de grana, - ou assalta a sagrada reserva de emergência (e passa o resto do mês com uma culpa enorme). É por isso que, além do colchão de segurança, você precisa de uma Reserva de Oportunidades. A diferença entre elas é simples: Reserva de Emergência: é sobre sobrevivência. É o dinheiro que você usa para o inesperado ruim. Ela serve para você dormir tranquilo. Reserva de Oportunidades: é sobre aproveitar. É o dinheiro carimbado para o inesperado bom. Ela serve para você viver momentos incríveis sem culpa. Pense nisso: aquela promoção relâmpago para o destino dos seus sonhos, que você já estava se planejando para ir, um lote de ingressos para o show da sua vida que esgota em 10 minutos, ou aquela mentoria com um profissional que você admira que abriu vagas de surpresa. Nada disso é emergência. Mas tudo isso vale a pena. Quando você não tem essa margem no orçamento, você vive no modo “tudo ou nada”: Ou engessa tanto a sua vida que ela fica sem graça, Ou chuta o balde, passa tudo no cartão de crédito e passa os próximos três meses buscando o balde (e pagando os juros). Ter uma Reserva de Oportunidades te dá agilidade. Quem tem dinheiro à vista aproveita descontos que quem só tem o cartão parcelado nem consegue ver. Como começar hoje: Você não precisa de milhares de reais para começar. 1. Crie uma nova reserva: Use um investimento protegido e separado da sua reserva de emergência. 2. Alimente com o que “sobra” do mês ou defina um valor de até 5% da sua renda: Sabe aquele mês que você gastou menos com delivery? Ou aquela renda extra que entrou? Em vez de sumir com o dinheiro, jogue para lá. 3. Defina suas regras: Esse dinheiro é para o que te traz felicidade ou crescimento. Vale para viagens que já estavam nos planos, cursos, experiências ou aquele item de desejo que você já estava planejando comprar que entrou em uma super promoção. … além da planilha A gente sabe e já vem falando aqui que o planejamento financeiro não é só sobre dinheiro, planilhas e extratos é sobre comportamento. E nesse ponto a reserva de oportunidade pode ser uma ferramenta e tanto. Algumas pessoas tem dificuldades de investir para o longo prazo ou mesmo manter uma reserva de emergência por conta das oportunidades que aparecem. Essa combinação de reserva de emergência e reserva de oportunidades também pode ser usada para um dilema que impede muitas pessoas de investirem: o medo de deixar de viver o presente para investir para um futuro que ele não sabe quando, se e como vai chegar. Ao ter um dinheiro para emergências e um dinheiro para aproveitar momentos imperdíveis no presente o peso de investir para o longo prazo fica bem mais leve. Então a reserva de oportunidade além de te permitir aproveitar bons momentos, te ajuda a manter o foco no longo prazo e não esvaziar a reserva de emergência. Da próxima vez que o destino te sorrir com uma oportunidade incrível, você não vai precisar fazer contas de cabeça ou sentir culpa. Você só vai precisar dizer: “Eu me preparei para isso”. Até a próxima sexta-feira Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  3. Jul 3

    Zysk: além do lucro #13 - Como seu “eu” criança cuida do seu dinheiro de adulto?

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Se você pudesse voltar no tempo e ouvir as conversas que aconteciam ao redor da mesa da sua família quando você era criança, o que você escutaria? Discussões tensas no fim do mês? Um silêncio desconfortável sempre que o assunto era preço? Ou, quem sabe, conselhos firmes sobre a importância de guardar cada centavo? Essas frases e dinâmicas que absorvemos na infância, sem que a gente perceba, viram regras absolutas da nossa vida adulta. O grande problema é que esses scripts operam em segundo plano, como um aplicativo pesado rodando no celular e consumindo bateria sem você ver. E eles podem ser de dois tipos: Os de Bloqueios e Escassez Se você cresceu ouvindo que “dinheiro é difícil”, “isso não é para o nosso bico”, “Pessoas ricas são más” ,“Para ter muito dinheiro é preciso fazer coisa errada” ou vendo o dinheiro como a causa de todas as brigas familiares, é muito provável que hoje você sofra de um destes dois sintomas: 1. A cilada da autossabotagem: Quando as coisas começam a dar muito certo financeiramente, você sente um desconforto inconsciente (como se estivesse “traindo” as suas origens) e acaba gastando ou perdendo oportunidades. 2. O medo de gastar: Mesmo com dinheiro na conta e investimentos rendendo, comprar algo para si mesmo gera uma culpa avassaladora. Você vive no modo de sobrevivência, com medo de que tudo suma amanhã. O lado dos bons conselhos: Por outro lado, a infância também nos deixa heranças fantásticas. Frases como “quem poupa, tem” ou ver seus pais planejando as férias com antecedência, guardando dinheiro para comprar algo à vista para ter desconto, criam adultos que: Enxergam valor na reserva de emergência (não como paranóia, mas como paz de espírito). Têm facilidade para viver um degrau abaixo do que ganham, sem precisar ostentar para provar nada a ninguém. Tratam o dinheiro como uma ferramenta para comprar liberdade e tempo, e não apenas coisas. A grande virada de chave é que amadurecer financeiramente significa saber que não é porque se aprendeu assim que precisa ser pra sempre assim. Amadurecer significa filtrar. … além da planilha Por mais que hoje a gente perceba que esses pensamentos travam a gente de chegar mais longe é importante a gente entender que eles tiveram a sua importância em nos trazer até aqui. Assim como muitos de nós eu venho de uma família que dos dois lados (materno e paterno) meus avós e bisavós passaram dificuldades e de lá pra cá trabalharam muito duro para conquistarem tudo que temos hoje. Na minha família temos na maioria crenças muito boas sobre dinheiro, mas também temos algumas crenças quase universais como o famoso dinheiro não dá em árvore. Na minha casa em especifico era proibido falar que tinha que lavar a mão depois de mexer no dinheiro porque ele era sujo: ele não é sujo, ele só passou na mão de muitas pessoas, pode ter caído no chão, então é melhor lavar a mão antes de coçar o olho ou comer. Uma coisa que eu aprendi sobre dinheiro é que quem tem não fala… Mais no sentindo de não se vangloriar do dinheiro que se tem, do que de ter que esconder que se tem dinheiro. E minha avó era clara: se não tem dinheiro pra comprar a vista, não compra. Ela dizia que não tinha dinheiro pra muita coisa, mas queria deixar de herança um imóvel pra cada filho.. Pra alguém que passou necessidade, veio de outro país com a mãe viúva e mais quatro irmãos, teve que começar a trabalhar cedo pra pagar a escola dos irmãos mais novos, deixar os filhos amparados com uma renda de aluguel era mais importante que uma TV nova ou trocar de carro. (Essas compras ficavam a cargo do meu avô que adorava um carnê…) Mas é aí que está, hoje a gente é quem é por causa desse pensamento que eles tiveram que foi formado pelo que eles passaram e a nossa sabedoria e maturidade é de saber agradecer o esforço que nos trouxe até aqui, entender se isso ainda faz sentido e reformular o que não faz mais sentido. Assim como a tecnologia se atualiza e corrige erros, nós podemos nos atualizar e corrigir o que veio do passado e não faz mais sentido hoje, manter o que ainda faz sentido mas sempre lembrar que para o software ser atualizado hoje ele precisou ser criado um dia… Como você pode repensar as frases que te trazem um peso negativo para o dinheiro, bens ou conquistas: 1. Qual é a frase sobre dinheiro mais marcante da sua infância? 2. Como ela se manifestou nas suas decisões no último mês? 3. Se essa frase fosse um conselho de um estranho hoje, você seguiria? Até a próxima sexta-feira Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  4. Jun 26

    Zysk: além do lucro #12 - Viagem de férias: O segredo para trazer apenas boas memórias na mala (e não um susto na fatura)

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Muitas vezes quando a gente planeja uma viagem, foca tanto em pagar as passagens e a hospedagem que esquece do “dinheiro de bolso”. O segredo para não passar aperto é poupar mensalmente para duas frentes distintas: O custo da viagem: Passagens, hotel, seguro-viagem e aluguel de carro (o que você já sai de casa sabendo quanto custa). O custo na viagem: O dinheiro que você vai usar lá para alimentação, transporte local, passeios, gorjetas e pequenas compras. Uma outra reserva que é importante fazer, principalmente para viagens internacionais, é uma reserva de emergência para a viagem. Ninguém quer pensar em imprevistos na viagem, mas pode acontecer e é interessante deixar uma parte do orçamento para gastos de emergência: um remédio, uma consulta médica, uma mala nova, uma remarcação de última hora… Separar esses valores na fase de planejamento ajuda a entender o tamanho real do seu sonho. Usar o cartão de crédito na viagem sem um teto definido é uma armadilha clássica. O cartão de crédito deve ser um aliado para acumular milhas ou para emergências, não um cheque em branco. Na empolgação do momento, tudo parece caber no orçamento. O problema é o susto quando a fatura chega. A solução? Defina um limite de gastos. Saber exatamente quanto você pode gastar dá liberdade para aproveitar sem culpa. Quanto ao controle de gastos, cada um pode fazer da maneira que se sente melhor: * Tem gente que gosta de dividir o orçamento por dia, * Outros preferem dividir por categoria: refeição, compras, passeios, transporte O importante é escolher a forma que melhor se adapta a você. Para viagens internacionais um grande aliado no controle de gastos são os cartões que são “carregáveis”, então você vai comprando a moeda do local para o qual vai viajar ao longo do planejamento da viagem e usa o valor acumulado durante a viagem, assim já há um limitador do valor gasto. Já para viagens nacionais podemos fazer uso de cartões pré-pagos também ou deixar o valor em uma aplicação separada e ir usando esse valor no débito, ou ir controlando os valores que vieram da viagem e usar o valor da aplicação para pagar a fatura (esse método é mais trabalhoso e requer mais cuidado). Quando você viaja com o dinheiro já carimbado e reservado, você não gasta pensando no amanhã, você simplesmente vive o presente. E essa é a verdadeira definição de liberdade financeira. …além da planilha Vou contar como eu gosto de me organizar para viajar. Eu gosto muito de viajar pra Disney, então essa já é uma despesa que eu planejo no meu orçamento, tanto pensando na viagem em si quanto destinar um valor por mês para comprar dólares para gastar na viagem e uma sobrinha para ficar de reserva de emergência. Sendo assim, quando estou na viagem o valor que eu tenho para gastar já está definido: é o que eu fui guardando no mês a mês. Nada além disso, sem cartão de crédito. Esse valor já foi destinado pra isso, então não preciso me culpar pelas compras que eu vou fazer na viagem. Se sobrar, muito que bem, se usar tudo ele já foi destinado pra isso sem atrapalhar o orçamento do mês, gerar dívida ou atrapalhar outro investimento. O primeiro passo é deixar separado o valor da alimentação e transporte e o restante é para compras. Então como eu penso na hora das compras: * Quanto eu tenho para compras? Por exemplo: US$1.000 * Quanto isso custa isso? Exemplo: Um agasalho US$35 * Pensamento: 1) Eu preciso desse agasalho agora? Exemplo: o tempo mudou, esfriou e eu não trouxe um agasalho ou estou muito longe do hotel para voltar e pegar um agasalho. 2) Eu vou usar esse agasalho quando eu voltar pra minha vida normal? Se a resposta for não, mas eu respondi que eu preciso do agasalho agora tenho duas opções: * comprar mesmo assim porque eu preciso ou * procurar outra opção ainda que um pouco mais cara, mas que eu vá usar depois. 3) Em qualquer outra situação, se eu tivesse mil Dinheiros eu acho plausível gastar 35 dinheiros em um agasalho desse tipo? Ou é só empolgação porque eu achei bonito? Outro ponto que vai acontecer: Vamos ser realistas: vão ter coisas da viagem que você vai querer porque são legais e ponto. Nem tudo vai ser a coisa mais útil que a gente já comprou. Nesse caso o que a gente faz? A gente assiste vídeos de compras, pessoas mostrando as novidades nas lojas enquanto a gente está em casa ainda, porque é natural a empolgação da novidade. Então a gente passa essa sensação da novidade, a empolgação em casa, com tempo pra amadurecer essa ideia. Aí a gente tira print, monta uma lista do que vai querer comprar (tanto pra ter uma ideia de quanto de dinheiro vai querer levar, quanto para saber o que procurar nas lojas). Com o tempo as vezes vai passando a empolgação e a gente muda de ideia e não quer mais, era só empolgação…. E é claro que assim como a gente pensa antes de comprar em casa, a gente pensa na viagem: Eu quero mesmo? Vai ser útil? Eu vou usar? (Lembrando que ser útil e você usar não são a mesma coisa: ser útil é ter uma utilidade, você usar é quanto você vai usar de verdade aquele item) Mas também levamos em consideração que não vamos voltar na semana que vêm se mudarmos de ideia, então o raciocínio precisa ser mais rápido e essas “regrinhas” auxiliam essas tomadas de decisão. … além da cifra Bom, aproveitando que o tema da newsletter é viagem, que eu já contei aqui que gosto muito de visitar a Disney, vamos falar dele: Walter Elias Disney o homem que idealizou esse lugar que você pode já ter ido ou não, mas poucas são as pessoas que não conhecem esse lugar. Eu sou uma fã não só dos parques, dos filmes, mas também da história do Walt e se for um tema que agrade vocês eu posso trazer aqui novamente por outros ângulos. Mas hoje, já que estamos falando de viagem, eu quero falar um pouquinho de como o parque surgiu. Walt idealizou o parque sentado em um banco em um parque de diversões enquanto assistia suas filhas brincarem: os parques eram feitos para as crianças e não para os adultos. Foi então que ele começou a idealizar um parque em que adultos e crianças poderiam se divertir juntos! Dizem que sua esposa não gostou da ideia porque eram lugares sujos… e ele foi claro: o meu vai ser diferente! Dizem que foi feito um experimento com balas para descobrir por quanto tempo uma pessoa anda com um papel de bala procurando uma lixeira até desistir e jogar o papel no chão, e com esses dados foi determinada a distância que teria de uma lixeira a outra. Walt não era engenheiro, ele era a mente criativa por trás de um grande estúdio de animação. O que tinha a ver fazer desenhos com construir um parque de diversões? E um parque diferente de tudo que já existia? Ele foi lá e fez! Walt inaugurou a Disneyland (e o primeiro dia foi um caos) mas isso não o parou. Como ele mesmo disse: enquanto houvesse imaginação a Disney continuaria em uma eterna evolução. Ele faleceu antes da inauguração da Walt Disney World, mas sua cultura e seu legado continuam em cada canto de cada parque. Até a próxima sexta-feira Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  5. Jun 19

    Zysk: além do lucro #11 - "Se eu tiver um planejador financeiro não vou poder comprar o que eu gosto…” Será?

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Muita gente gostaria de ter alguém para: * ajudar a organizar o orçamento, * planejar os investimentos para alcançar determinados objetivos, * orientar de forma isenta quanto às demandas de ofertas de produtos financeiros que temos hoje em dia. E essa pessoa é o planejador financeiro. Mas um receio que aparece antes de contratar esse profissional é: “O planejador não vai me deixar gastar com o que eu gosto…” E esse receio vem de dois pensamentos distintos: A pessoa imagina que o planejador vai julgar os gastos que ela faz ou a pessoa entende que o planejador vai ajustar o orçamento só para o essencial e investimentos, não permitindo gastos com lazer ou aquela comprinha que a gente gosta tanto de fazer…. E a verdade é que o objetivo do planejador financeiro é exatamente o contrário… É otimizar seu orçamento para que você possa gastar hoje com o que você gosta, enquanto investe para conquistar objetivos maiores e que você possa continuar com esse gastos que você gosta e te fazem bem no futuro. Então, o trabalho do planejador envolve também uma análise do orçamento, mas não para cortar tudo e só investir para o futuro e sim para entender se o seu orçamento satisfaz quem você é hoje. Claro que o trabalho que é realizado no orçamento vai depender da situação do cliente: * um cliente endividado, que gasta mais do que ganha, precisa de mais ajustes no orçamento, ainda que temporários. Mas o cliente e o planejador vão pensar juntos em que demandas esses ajustes podem ser feitos * já um cliente que tem o orçamento regulado, consegue ter uma sobra no orçamento todos os meses, pode precisar de poucos ou nenhum ajuste nessa etapa do planejamento e focar mais nos investimentos. Se, para esses dois clientes, é importante gastar com um jantar fora por semana, no caso da pessoa endividada, vamos tentar fazer todas os ajustes possíveis no orçamento para não precisar mexer nesse jantar que é importante. Se ainda assim for necessário fazer mudanças nesse ponto do orçamento, vamos sugerir uma mudança ou na frequência: semana sim, semana não ou no valor gasto com esse jantar fora. Agora, se mesmo assim não for o suficiente para alcançar o objetivo necessário para retomar o equilíbrio financeiro e começar uma reserva para a quitação das dívidas: vai ser sugerido cortar esse gasto temporariamente para que se alcance o equilíbrio necessário. Já para o cliente que está com o orçamento equilibrado e investindo todos os meses: pode continuar com o seu jantar fora sem peso na consciência. Outros exemplos: Um cliente que já é organizado, consegue ter uma sobra no orçamento todos os meses pra investir. Nesse caso a gente não só, não precisa focar em ajustes de orçamento como podemos focar em alocar o seu tempo onde ele vale mais, inclusive o planejador financeiro entra na vida desse cliente pra isso. Se esse cliente prefere, por exemplo, pagar mais caro para o pet shop vir até a sua casa e dar banho no seu cachorro, do que levar ele até o pet shop, assim ele não perde 1 hora e meia do seu dia no trajeto e aguardando o banho e pode se dedicar mais um pouco ao trabalho e nesse tempo atender um cliente a mais, entregar um projeto a mais… Será que esse cliente precisa trocar essa opção porque o banho do cachorro é, por exemplo, R$50,00 mais caro por semana, se cada atendimento ou projeto que ele faz nesse tempo ele fatura R$300, R$500 a mais? Agora vamos pensar em outro cliente, também com esse perfil mais organizado: Ele leva 1 hora por semana, quando chega em casa do trabalho, para organizar as contas e mais 5 horas por mês para estudar sobre investimentos e entender o que fazer com esse dinheiro que sobra. Esse mesmo cliente sente falta de passar mais tempo com a família. Se ele contratar um planejador financeiro e fizer uma reunião de 2 horas por mês com esse planejador para alinhamento dos investimentos e qualquer ajuste necessário ao orçamento: ele ganha 7 horas a mais com a família por mês. Agora, e se aquele cliente que gasta R$200 a mais por mês para o pet shop vir em casa, precisa reduzir R$500 ou R$1.000 do seu orçamento mensal e ele trabalha como CLT e não tem outra fonte de renda? Será que para ele faz mais sentido economizar esses R$200 a mais no mês e levar o cachorro no pet shop? Ou será que nessa uma hora e meia que ele economiza na semana ele pode começar uma nova fonte de renda? Agora dá pra entender porque o planejamento financeiro é tão personalizado. “Ah Stephanie, eu entendi. Mas sabe o que que é, eu gosto de ter um dinheiro livre no orçamento pra fazer o que der na telha, sabe… E isso não pode, né?” Claro que pode! Desde que isso não te faça estourar o orçamento, que não te impeça de conquistar objetivos que te importam muito, não tem nenhum problema. O planejador pode sim deixar um valor destinado para compras aleatórias durante o mês. … além da planilha Na nossa empresa, ou na empresa em que a gente trabalha é assim: tem o setor jurídico, o comercial, o operacional, o time de tecnologia, de recursos humanos… e dentro de cada uma dessas áreas ainda pode ter diversas subdivisões. E cada um pode cumprir a sua função sem precisar dominar 100% de todas as áreas. Na nossa vida a gente também faz isso: O que a gente faz quando tem um problema jurídico? Consulta um advogado. E quando a gente tem um problema de saúde: um médico. Quando a gente quer se alimentar melhor: um nutricionista. Quando a gente quer construir uma casa: um engenheiro. O planejador financeiro é essa pessoa que a gente tem para nos auxiliar quanto às questões financeiras: sejam relacionadas a orçamento, investimentos, proteções, aspectos tributários… E o mais importante: o planejador financeiro é um profissional contratado por você e para você. É importante que assim como você confia no seu advogado, no seu médico… você também encontre um planejador financeiro em quem você confie. Com quem você se sinta à vontade de conversar abertamente sobre seus sonhos e seus medos, seus objetivos e suas conquistas, seus desejos futuros e hábitos presentes, mudanças que você deseja fazer hoje, como você enxerga o futuro, o que você topa ou não abrir mão hoje, o que você deseja ter e não ter no futuro. Porque no fim das contas o trabalho do planejamento financeiro, não se encerra no planejador, é um trabalho a quatro mãos (ou seis quando o atendimento feito é do casal). O planejador vai fazer as análises, trazer as recomendações, trazer contatos de outros profissionais para complementar as recomendações, mas quem vai executar a recomendação: guardar aquele dinheiro, fazer aquela redução no orçamento, investir para aquele objetivo, contratar aquela proteção é o cliente. Por isso é tão importante essa conversa aberta com o planejador: porque no final é o seu orçamento, o seu dia a dia, os seus objetivos e os seus sonhos que estão sendo traçados e definidos a cada reunião. Se essa forma de enxergar o planejador financeiro mudou como você encara a ideia de ter alguém te acompanhando, pensando no que é melhor para você e para os seus sonhos ao tomar suas decisões financeiras te permitindo ganhar tempo para o que te importa (seja mais tempo para o trabalho, para a família ou o que for) pode entrar em contato comigo lá no Instagram é só buscar por Zysk Consultoria Financeira. Até a próxima sexta-feira Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  6. Jun 12

    Zysk: além do lucro #10 - Como tomar decisões mais consistentes com o seu dinheiro e alinhar seus gastos ao que realmente importa

    Olá, que bom ter você aqui na décima edição da Zysk: além do lucro. Está sendo muito gratificante poder compartilhar essas reflexões com vocês, obrigada por me acompanharem. Se eu te perguntar agora quais são as maiores prioridades na sua vida, o que vem à sua mente? Provavelmente, palavras como família, segurança, liberdade, conhecimento, conforto ou sucesso vão surgir naturalmente. Nós temos uma clareza quase intuitiva sobre aquilo que valorizamos. Mas nem sempre usamos o nosso dinheiro e o nosso tempo com o que realmente priorizamos, e por vezes isso gera frustração… Como conversarmos lá na segunda edição, é fácil cair na armadilha da acumulação. Ou quando chegamos lá, confundir estoque com fluxo, como conversamos na terceira edição. E no piloto automático do dia a dia, acabamos esquecendo de carimbar nossas escolhas com propósito como falamos na edição 8. Por isso, quero te fazer um convite simples, mas incrivelmente revelador para o seu momento atual. Na edição passada fizemos um exercício olhando para o passado, agora eu quero propor um exercício semelhante, mas olhando para o futuro. Passo 1: O Filtro das prioridades Selecione 5 coisas que são genuinamente importantes para você hoje, vou dar alguns exemplos, mas pode ficar livre pra escolher: Família • Segurança • Liberdade • Amizade • Conhecimento • Conforto • Sucesso • Beleza • Caridade • Diversão • Aceitação Passo 2: O Verdadeiro Investimento Com essas 5 prioridades em mente, pense: como seria investir seu tempo e seu dinheiro em experiências, situações ou momentos que alimentem diretamente essas escolhas? Se a segurança e a família venceram, talvez o investimento seja estruturar aquela proteção familiar robusta que traz paz de espírito. Se o conhecimento ou a liberdade são os pilares, talvez o foco seja abrir espaço para cursos, livros ou para a construção de uma transição de carreira planejada. É isso que traz a verdadeira sensação de uma vida rica. E isso não quer dizer que você precise gastar muito dinheiro com cada uma dessas prioridades: uma tarde de jogos de tabuleiro com a família, cursos online gratuitos. No planejamento financeiro a gente também entende que nem tudo é sobre dinheiro, por isso o papel de uma planejador financeiro é te ajudar a tomar decisões mais eficientes com o seu dinheiro para que você possa usar o seu tempo, com o que realmente importa. Passo 3: O Momento da Verdade (O Espelho) Agora, abra a sua agenda do último mês e dê uma olhada rápida no extrato da sua conta corrente e fatura do cartão. Eles refletem as prioridades que você acabou de listar? Ou você está dedicando seus recursos mais preciosos (tempo e dinheiro) a coisas que, no fundo, não te preenchem? Muitas vezes, a frustração financeira ou aquela sensação de “vazio” não vêm da falta de dinheiro, mas sim do desalinhamento entre com o que gastamos, seja por pura pressa ou conveniência, e o que realmente priorizamos. Às vezes acabamos economizando justamente naquilo que nos dá energia e vitalidade. Como seria um orçamento com propósito hoje? Desenhar um orçamento que prioriza seus valores não significa gastar sem limites com o que te importa. Significa dar direção. Significa proteger o dinheiro que vai realizar os seus sonhos específicos, em vez de apenas acumular por acumular. Se a sua rotina e as suas finanças atuais parecem distantes do que você realmente valoriza. Há espaço para ajuste. O planejamento financeiro existe justamente para ser o mapa que reorganiza essas velas, trazendo clareza e paz de espírito para a sua jornada, como falamos na primeira edição. … Além da planilha Aqui na Zysk além do lucro já: * apresentamos o planejamento financeiro como um GPS, * falamos sobre o perigo de acumular de mais e não usufruir, * sobre o perigo de gastar demais do que se construiu, * de entender o que é suficiente pra você, * sobre a importância do tempo nos investimentos, * a importância de respeitar o seu perfil na hora de investir, * a importância de treinar habilidades que estimulam o esforço de longo prazo, * a importância de se permitir sonhar e * a importância de alinhar o uso dos nosso principais recursos: tempo e dinheiro com o que realmente importa pra gente. É um prazer poder contar com vocês que nos acompanham seja pela newsletter, seja pelo podcast ou como clientes. Esse além da cifra é pra deixar a qui o meu muito obrigada a todos vocês! Se você sentir que é o momento de olhar para os seus números e desenhar esse mapa de forma personalizada e consistente, saiba que estou aqui para caminharmos juntos. Basta procurar no Instagram por Zysk Consultoria Financeira® e me chamar no Direct. Até a próxima sexta, Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

    Zysk: além do lucro #10 - Como tomar decisões mais consistentes com o seu dinheiro e alinhar seus gastos ao que realmente importa
  7. Jun 5

    Zysk: além do lucro #09 - Você tem gastado seus recursos com o que realmente importa pra você?

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Na última newsletter a gente falou sobre autoconhecimento e eu vou continuar nesse tema mais um pouco. Quero convidar você à pensar nos últimos 10 anos, de 2016 para cá, e que você liste as 10 coisas mais incríveis que você viveu, experienciou, adquiriu, conquistou… ou seja 10 coisas que te marcaram. Agora olhe para o seu orçamento (e sua agenda). Você está destinando os seus recursos: dinheiro e tempo para viver novamente, ou ter experiências semelhantes, ou manter essas coisas que realmente te marcaram? Muitas vezes a gente acha que não tem tempo ou dinheiro para fazer o que a gente quer ou gosta, mas às vezes só estamos alocando mal os recursos que temos. Às vezes o dinheiro que falta pra fazer uma viagem está nos cafés fora de casa, nos almoços fora no trabalho ao invés de levar uma marmita, naquela compra online que você nem sabia que precisava, mas o preço estava tão bom que você comprou e quando chegou em casa você realmente não precisava e ela está lá encostada sem ninguém usar… Às vezes o tempo que falta para estar com quem a gente ama é o tempo que a gente acaba saindo com o pessoal do trabalho, o tempo que a gente resolve fazer mais aquele curso que a gente no fundo sabe que não precisava tanto… Se na sua lista tem momentos com família e amigos, você está conseguindo passar tempo de qualidade com eles? Se você se lembrou de viagens incríveis: você está investindo para a próxima? Se você anotou momentos livres, de descanso como está o planejamento para novos momentos assim? Se você se lembrou da conquista do seu carro ou da sua casa, você tem investido em manter esses bens bem-cuidados? Se na sua lista você se lembrou de algum momento de dificuldade superada, você tem investido para poder mitigar futuras situações semelhantes? Se você se lembrou de uma promoção no trabalho, ou ter conseguido o emprego que queria, você tem investido na sua carreira e na sua educação para novos momentos como esse? ….Além da planilha Vou dar alguns exemplos de reflexões que tive quando fiz esse exercício… Durante os últimos 10 anos, perdi familiares queridos: hoje eu valorizo ainda mais cada momento que passo com aqueles que eu amo, nem que seja sentados na sala vendo uma série depois da janta. Eu fiz viagens que foram a realização de sonhos: nos meus investimentos, viagens estão sempre na conta. Eu tive um problema de saúde que foi superado com sucesso: faço questão de ter um bom plano de saúde, me alimentar bem e incluir gastos com atividades físicas e algumas gratuitas no meu orçamento e na minha agenda. Esse desafio me reaproximou de vários amigos: na correria do dia a dia eu abro um espaço na agenda e no orçamento pra gente poder se ver sempre que possível. Eu fundei a Zysk Consultoria Financeira® e estou sempre atenta a novas oportunidades de estar atualizada e podendo oferecer o melhor para os meus clientes e para vocês que me acompanham por aqui. Minha reflexão para vocês essa semana é esse exercício: estamos realmente gastando nosso tempo e dinheiro com o que nos faz bem? Se você sentiu depois desse exercício que precisa reajustar o seu orçamento e seus investimentos pode me chamar lá no Instagram é só procurar por Zysk Consultoria Financeira® Até a próxima sexta, Stephanie Kenig Planejadora Financeira, CEA Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  8. May 29

    Zysk: além do lucro #08 - Quando foi que a gente parou de sonhar? E se a gente vivesse enquanto constrói o futuro?

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Se você perguntar para uma criança o que ela quer ser quando crescer, ela vai dizer que quer ser um astronauta que descobre dinossauros na lua ou uma bailarina advogada veterinária! E quando foi que o nosso sonho virou pagar as contas do mês? Se você conversa com um adulto e pergunta qual o sonho dele ele vai dizer: trabalhar até tantos anos e se aposentar numa casa na praia. Quando foi que pararmos de acreditar que a gente pode tudo que a gente quiser? Por que ser adulto tem que ser pesado? Por que parece que a gente só pode viver depois que se aposentar? Talvez, seja essa a causa da pressa que vemos no mundo de hoje de tanta gente nova querendo se aposentar cedo… E se a gente tornasse a vida mais leve, e se a gente se organizasse para viver enquanto constrói o futuro? Não do jeito pesado de “ai meu Deus, mais um pratinho para equilibrar!” Mas se organizar financeiramente, e na agenda, pra fazer o que nos faz bem! Tomar um café com os amigos ou familiares à tarde, um fim de semana com quem você ama. Se você sempre gostou de pintura, artes, cantar, tocar algum instrumento e acabou entendendo que era melhor escolher outra carreira, por que não ter um hobby relacionado a essa atividade que você tanto gosta? “Ai, mas eu não tenho tempo pra me dedicar e ficar boa nisso…” Mas é aí que está a graça do hobby: você não precisa ser bom nessa atividade, você só precisa ser feliz! Você pode fazer o quadro mais feio, você pode fazer um bolo que ficou solado, você pode cantar mal, você pode dançar de maneira estranha… mas você se divertiu no processo! Se você quiser se aperfeiçoar no seu hobby: “Poxa, eu gosto tanto disso, queria fazer um quadro que desse pra por na sala, um bolo que desse pra ser comido ou cantar de uma forma mais agradável pra mim” Por que não procurar alguns cursos ou vídeos ou aulas pra melhorar? Mas sem a obrigação de tirar 10, só pelo prazer de viver aquele momento. Então apesar da minha reflexão essa semana não parecer ter nenhuma relação com o planejamento financeiro na verdade ela é a mais importante de todo o planejamento. A base de qualquer planejamento financeiro é o autoconhecimento e priorizar o que te importa é equilibrar o presente bem vivido com um futuro proveitoso. Mas o que você vai querer construir para futuro, se não souber o que gosta? Você quer uma casa na praia ou na montanha? Você quer um imóvel de veraneio ou prefere a liberdade de sempre poder viajar para um lugar diferente? Você prefere fazer viagens para lugares perto ou menos viagens internacionais? Você gostaria de aprender algum idioma antes dessas viagens? Ou prefere aprender mais sobre a cultura do lugar antes de ir e quanto ao idioma você vai com guia? Você gosta mais de parques de diversões ou de museus e história? ….Além da planilha Pensando em escolhas eu lembrei de algo que aconteceu quando eu era pequena. Uma vez, eu fui na casa de um amigo e cheguei falando pra minha mãe que a casa dele era muito maior que a nossa. “Por que a gente não muda para o prédio dele?” E a resposta da minha mãe veio rápida: “Por que a gente mudaria? Te falta espaço ou alguma coisa aqui?” “Não, eu gosto daqui” “Então, se você é feliz aqui por que você quer mudar? Só por que alguém tem uma casa maior que a sua?” Às vezes a gente se impressiona de mais com o que o outro tem, admira e quer igual, mas será que o que satisfaz o outro, também é o que satisfaz a gente? Se o meu sonho é morar num sobrado no interior eu posso comprar um triplex no metro quadrado mais caro de São Paulo que eu não vou ficar mais feliz. Se eu tenho medo de voar, ter um helicóptero, por mais que me faça economizar mais tempo, não vai me fazer mais feliz ou confortável. Se eu gosto mais de piscina do que de mar, ter um barco pode não ser a melhor escolha para o meu dinheiro. Ah, mas eu aprendi que sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho! E eu não poderia concordar mais! Mas as dimensões dos seus sonhos fazem sentido com o que você quer e gosta? Não estou falando para você limitar seus sonhos, por causa do seu salário atual, por exemplo, nenhum um pouco! Se eu não posso ter um avião particular hoje, eu posso ter o sonho, a meta de ganhar o suficiente para poder ter um avião! Mas não é porque eu posso ter, que eu preciso ter… Eu ouvi de uma pessoa muito querida uma vez que o sonho dele era poder comprar uma Mercedes 0km! Ele trabalhou, investiu, atingiu um bom patamar financeiro e quando chegou lá, olhou no saldo do banco e falou “Agora eu posso comprar uma Mercedes!”. Ele então fechou o extrato e disse “Eu tenho o dinheiro pra comprar, mas eu não quero comprar”. Ele entendeu que não precisava do carro para mostrar para ninguém que podia, ele sabia que podia e isso bastava. Ah, mas e se ele comprasse? Estaria errado? Nenhum pouco! A gente trabalha e investe para realizar sonhos, só que os nossos sonhos e não os dos outros… Talvez essa pessoa tenha ouvido algum dia que ter uma Mercedes 0km era o sinal de sucesso e por isso esse marco era importante para ele e não o carro em si. Agora, se o sonho da vida dele era ter aquele carro, era só comprar e ser feliz, porque aí sim o carro traria felicidade. Agora se fosse só pra ser um marco de sucesso ou porque alguém disse que tem que ter pra ser alguém, era capaz de ele comprar o carro e nem se sentir tão mais feliz… …Além da cifra O tema do além da cifra de hoje é um clássico da literatura que muita gente conhece de nome, mas que acabou sendo muito mal compreendido ao longo do tempo: o livro Pollyanna, de Eleanor H. Porter (meu livro favorito quando pequena). Você já deve ter ouvido a expressão “síndrome de Pollyanna” sendo usada de forma irônica para descrever alguém bobo, infantil ou alienado, que ignora os problemas do mundo e vive sorrindo. Mas a verdade é que o livro original não trata disso. Na história, a personagem aprendeu o “Jogo do Contente” com seu pai para aprender a encontrar algo pelo qual ser grata em qualquer situação. É o famoso ver o copo meio-cheio, é a história dos 3 “ainda bem que” quando algo de ruim nos acontece que ficou tão famosa recentemente nas redes sociais. No inglês original, a palavra usada não é happy (contente/feliz no sentido comum), mas sim glad, que carrega o significado de um feliz de grato, agradecido. O jogo não nasce de uma vida perfeita; ele nasce da escassez, como uma ferramenta de resiliência para lidar com as dificuldades reais da vida. Ele também não tem a ver com o conformismo, quem já leu sabe que a Pollyanna continuava tendo sonhos, mas isso não a impedia de enxergar a beleza do que tinha no momento. O otimismo real não é ignorar que os problemas existem. É saber que, mesmo em uma semana difícil, a gente pode treinar o olhar para valorizar o que está dando certo. A grande virada do “Jogo do Contente” aplicado à nossa vida, e ao nosso patrimônio, é conseguir ser agradecido, feliz com o que temos enquanto enquanto construímos o que desejamos. É assim que podemos encontrar aquele equilíbrio que conversamos no começo dessa newsletter entre viver bem o presente que temos enquanto construímos o futuro que desejamos. O meu conselho pra você essa semana é: retome essa conversa com você mesmo: hoje, se você pudesse qualquer coisa: o que você seria/faria? E na sua realidade de hoje o que você tem pra ser grato? Até a próxima sexta, Stephanie Kenig Planejadora Financeira, CEA Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

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Aqui falamos de lucro no seu sentido mais amplo. Nossa conversa vai além da última linha da planilha. Te ajudo a cuidar do seu dinheiro priorizando o que realmente importa para você. zyskconsultoriafinanceira.substack.com