Zysk: além do lucro

Zysk Consultoria Financeira

Aqui falamos de lucro no seu sentido mais amplo. Nossa conversa vai além da última linha da planilha. Te ajudo a cuidar do seu dinheiro priorizando o que realmente importa para você. zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  1. 5d ago

    Zysk: além do lucro #21 - Planejamento financeiro não é só para quem está afundando: é para quem quer ir ainda mais longe

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Se eu te perguntar: “para quem é o planejamento financeiro?”, qual é a primeira imagem que vem à sua cabeça? Provavelmente alguém endividado, tentando apagar um incêndio, arrumando a casa que já está bagunçada. E se eu te disser que essa é só uma parte da história? O Mito do Pronto-Socorro Existe uma crença muito forte de que planejamento financeiro é remédio: você só procura quando dói. Mas há uma outra função dele, muito menos falada, que é a de potencializar quem já está bem. Pense em como funciona a saúde do corpo. Você não vai ao médico só quando está doente. Quem busca performance de alto nível faz check-up regularmente, mede indicadores, ajusta a rotina, mesmo estando com uma saúde excelente. Ninguém acha estranho um atleta ter um preparador físico, mesmo sendo o mais talentoso do time. Com o dinheiro é igual. Uma pessoa organizada, sem dívidas, que investe todo mês, acha que “não precisa” de planejamento financeiro. Mas ela só precisa dele por um motivo diferente. Não é para sair do buraco. É para não deixar dinheiro (e tempo) na mesa. Alguns exemplos de onde isso aparece: Eficiência tributária: Duas pessoas podem ganhar exatamente o mesmo e pagar valores bem diferentes de imposto, simplesmente porque uma organizou a forma como recebe, investe e declara, e a outra não. Alocação inteligente do tempo: como vimos na edição 11, às vezes vale mais pagar por um serviço e usar aquela hora ganha para gerar mais receita ou para estar com quem se ama, do que “economizar” fazendo tudo sozinho. Proteção do que já foi construído: quem já tem patrimônio tem mais a perder, não menos. Sucessão, seguros e reservas bem dimensionadas evitam que um imprevisto jogue anos de esforço pelo ralo. Decisões de portfólio mais ajustadas: rebalancear investimentos, revisar custos, ajustar o risco conforme a fase da vida — pequenos ganhos de eficiência que, com o tempo e o volume, fazem uma diferença enorme. Clareza para o próximo objetivo: quem já resolveu o básico geralmente já está de olho no próximo degrau (uma segunda casa, aposentar mais cedo, deixar um legado) e precisa de alguém pensando estrategicamente nisso também. Ou seja: o planejamento financeiro não termina quando a bagunça termina. Na verdade, é quando a bagunça termina que ele começa a mostrar todo o seu potencial. ...além da planilha Imagine uma atleta de alta performance: eu gosto de automobilismo então vamos por essa linha… O melhor piloto não decide só porque ele sabe o que está fazendo e faz isso há bastante tempo que ele também vai ser o mecânico, o engenheiro, o chefe de equipe, o preparador físico, o nutricionista. Ele sabe o que funciona para ele e pode orientar cada um desse profissionais sobre o que já tentou, o que percebeu que funciona ou não para ele, sua rotina e hábitos. Mas mesmo o atleta da mais alta categoria sabe que cada profissional o ajuda a conseguir aquele meio segundo a mais que faz toda a diferença. O planejamento financeiro é mais do que entradas, saídas e investimentos: é estratégia de otimização personalizada. Às vezes a pergunta certa não é “estou fazendo errado?”, mas “existe uma forma de fazer ainda melhor?” E enquanto a primeira pergunta funciona para quem está afundando, a segunda é essencial para quem já está nadando de braçada. … além da cifra Esses dias eu assisti novamente o filme da Pixar “Soul”. Eu nem sei quantas vezes eu já assisti esse filme, acho que é um dos meus favoritos da Pixar. E o que eu queria trazer de reflexão aqui (tentando não trazer muito spoiler, caso alguém não tenha visto ainda) é sobre o enxergar a beleza nas pequenas coisas. Quantas vezes a gente está perseguindo aquele objetivo máximo, que quando chegar lá a vida vai ter valido a pena, aí vamos ter sucesso e deixamos de perceber as pequenas belezas no caminho. Que a vida não nos anestesie a ponto de esquecermos de apreciar o valor de uma conversa, um sorriso, um dia bonito, uma comida boa, uma risada gostosa, um pôr-do-sol, uma bela lua, uma boa casa, uma cama confortável, um banho quentinho… Essa semana eu não vou trazer um convite, vou trazer um desejo: eu desejo que no seu caminho para um futuro financeiro brilhante você encontre sempre espaço para apreciar as pequenas coisas que fazem toda a diferença na beleza da vida. Até a próxima sexta-feira, Stephanie Kenig Planejadora Financeira, CEA This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  2. Aug 21

    Zysk: além do lucro #20 - A vida não tem botão de pause (e está tudo bem)

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Vivemos em uma época que nos leva constantemente a acelerar. Existe uma busca quase urgente por atalhos, fórmulas de riqueza rápida e metas cada vez mais arrojadas. Só que a vida real tem um detalhe sutil e definitivo: ela não vem com botão de pause. A vida não fica em espera enquanto você tenta “chegar lá” para só então começar a viver. Ela está acontecendo exatamente agora: - na pizza de domingo, - no tempo com quem você ama, - na sua saúde física e mental. E em todos esses momentos diários que simplesmente não aceitam reagendamento. Decidir a velocidade da sua jornada financeira envolve entender que toda escolha tem um preço e uma recompensa: Pisar no acelerador: exige mais energia, renúncias no presente e ritmo intenso. A recompensa é antecipar objetivos futuros, mas o custo é o fôlego cobrado no agora. Ir com mais calma: permite priorizar o descanso, a saúde e as experiências de hoje. A recompensa é a leveza do trajeto, mas o custo é uma linha de chegada mais distante no tempo. O problema não é decidir ir mais rápido ou ir mais devagar. O problema real é aceitar os custos de um caminho sem ter escolhido ele de verdade. Seja porque disseram que você precisa se aposentar aos 35 anos, trocar de carro todo ano ou alcançar padrões que não são os seus. Se você optar por uma fase de maior aceleração porque ela faz sentido para o seu momento e para os seus sonhos, está tudo bem. Se você preferir desacelerar para viver o presente com mais presença, mesmo que o destino final demore um pouco mais, está tudo bem também. O papel do planejamento financeiro não é impor como você deve viver a sua vida, mas te dar a clareza necessária para que você faça escolhas conscientes. Quando você entende e aceita o preço e a recompensa do seu próprio caminho, o peso da expectativa dos outros perde toda a força. ...além da planilha Imagine duas pessoas planejando uma viagem de carro rumo ao mesmo destino no litoral. A primeira pessoa escolhe a rodovia expressa. O foco dela é a velocidade: ela quer chegar ao destino o mais rápido possível. Para isso, pisa no acelerador, faz o mínimo de paradas, paga pedágios mais altos e lida com a tensão de manter os olhos fixos na pista o tempo todo. A recompensa? Ver o mar antes de todo mundo. O preço? O cansaço e o estresse acumulados no trajeto. A segunda pessoa escolhe a rota panorâmica pela serra. Ela prefere ir com mais calma, para para tomar um café sem pressa, apreciar a paisagem e transforma o próprio trajeto em parte da viagem. A recompensa? Uma jornada leve. O preço? Chegar ao litoral algumas horas mais tarde. Nenhuma das duas decisões está errada. Ambas chegam ao mesmo destino. O problema real acontece quando quem queria apreciar a serra pega a rodovia expressa só porque alguém disse que “o bom motorista é aquele que chega primeiro”. Essa pessoa passa a viagem inteira ansiosa, pagando o preço de um ritmo que nunca quis, para atender às expectativas de quem nem está no carro com ela. O planejamento financeiro serve exatamente para te ajudar a escolher a estrada e a velocidade que fazem sentido para você e garantir que você esteja aproveitando a sua própria viagem, sem tentar correr no ritmo dos outros. O meu convite para você nesta semana: olhe para as suas escolhas recentes. Você está pagando o preço de um caminho que você realmente escolheu, ou está correndo na velocidade que os outros determinaram para você? Se você sente que quer ajustar o seu mapa financeiro para caminhar na sua própria velocidade e com paz de espírito, me chama lá no Instagram, é só buscar por Zysk Consultoria Financeira. Até a próxima sexta-feira, Stephanie Kenig Planejadora Financeira, CEA This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  3. Aug 15

    Zysk: além do lucro #19 - Investir para o longo prazo pode parecer muito difícil…

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Muita gente diz que tem dificuldade de guardar dinheiro para o longo prazo porque requer muita disciplina e planejamento e você só vai ver o resultado no final… (será mesmo?) Mas na vida a gente faz muitas escolhas que requerem essa mesma disciplina, compromisso e planejamento e nem sempre a gente percebe. Começar a comer de maneira mais saudável. Começar a treinar. Ler um livro longo ou voltar a ler um livro menor depois de muito tempo sem ler, ou ainda começar o hábito de ler. Começar um negócio. Comprar um imóvel na planta. … Será que investir para o nosso futuro é algo tão diferente assim? Todas essas atividades requerem: - disciplina para serem executadas, - compromisso para não desistir e continuar, - planejamento para fazerem parte da rotina e - o resultado só é visível com o tempo! Além disso essas atividades tem mais coisas em comum entre si e investir para o futuro: Você pode usar as ferramentas que melhor se adaptam a você: - Ler o livro físico, ebook, audiobook. - Fazer academia, aula de dança, pilates. - Cozinhar todos os dias ou deixar as marmitas da semana pronta - Investir em investimentos mais conservadores ou arriscado, investir um valor maior ou menor todos os meses Você também pode acompanhar de maneiras diferentes o resultado: * Você pode acompanhar suas medidas pelo espelho, balança, fita métrica * Pode preferir ver as páginas lidas se acumulando do lado esquerdo do livro ou ir acompanhando a porcentagem do ebook ou audiobook * Passar na frente da obra e ir acompanhando toda semana ou a cada trimestre * Começar o negócio na planilha ou com o MVP (mínimo produto viável) E para quase todas elas (exceto ler…) ainda podemos fazer sozinho ou contratar alguém para nos ajudar: seja nutricionista, personal trainer, cozinheiro, engenheiro, arquiteto, advogado, planejador financeiro… …além da planilha Eu estava refletindo sobre essas semelhanças depois de ler o livro O Conde de Monte Cristo. Eu sempre gostei de ler e sempre quis ler um daqueles clássicos da literatura de mais de mil páginas, mas confesso que me intimidava pelo tamanho do livro toda vez que ia em uma livraria. Além disso eu já me dava a desculpa do dinheiro “Ah mas eu vou gastar tudo isso e vai que eu não goste…” e o livro ficava na prateleira mais uma vez. Mas aquele desejo ainda estava aqui… e fui pesquisando pra saber qual desses clássicos maiores eu leria e nessa busca achei o enredo de O Conde de Monte Cristo interessante e falei: é ele! Mas ainda intimidada com o tamanho do livro físico enrolei mais um pouco… Foi então que recebi uma oferta do ebook por e-mail e falei: “É isso! No ebook eu não tenho noção de quantas páginas tem o livro: um livro de 100 páginas ou de mil pra mim é a mesma coisa! Vou ler o ebook!”. Comprei! Minha mãe pediu pra ler primeiro. Quando ela terminou eu fiz a pergunta: “E ai? Vale a pena?” “Vale! Você vai gostar!” E ela estava certa. A cada dia eu queria ler mais e mais e quanto mais eu lia, mas eu notava o quanto a porcentagem lida do livro demorava para subir. Parte de mim se frustrava por que parecia que eu lia… lia… lia… e não chegava a lugar nenhum. Mas eu não ia me abater! “É natural, o livro tem 1.300 páginas!” E consultava quem já tinha lido: “Também senti a mesma coisa, mas continua que vale a pena!” E de repente eu chego em uma parte que não faz o menor sentido… Bora consultar que já leu: “Isso é importante ou é só enchimento de linguiça?” “Parece que não tem sentido, mas no final tem! Continua lendo!” E a leitura foi indo… indo… indo… até que terminou e virou o meu livro favorito! Foi um projeto de longo prazo: levei seis meses para ler o livro todo, mas li! E valeu a pena! E o que me ajudou foi também o incentivo de quem já tinha lido, se voce quer começar a investir ande com quem investe. Eles também já começaram um dia. Se você não conhece quem investe procure alguém isento como um planejador financeiro que pode te ajudar e orientar nesse novo caminho. Às vezes o investimento no começo também pode fazer parecer que o esforço de agora não vai dar resultado, como a porcentagem do livro lido que não aumentava, mas desistir também não vai dar resultado… Outras vezes a gente chega em uma etapa do planejamento que nunca pensamos e não sabemos se vale a pena e precisamos refletir sobre essa decisão e para que caminho ela vai nos levar, como a parte que eu achei que estava fugindo da história principal. E o mais importante é nunca esquecer que o único jeito de ler um livro de 1.300 páginas é uma página de cada vez. O único jeito de atingir um objetivo financeiro que parece muito ousado é um investimento de cada vez. Se você está pronto para dar esse passo na sua vida financeira, mas quer um apoio para não desistir diante das dificuldades, do tempo que passa e parece não dar resultados na velocidade que você gostaria é só me chamar lá no Instagram Zysk Consultoria Financeira. Até a próxima sexta-feira Stephanie Kenig Planejadora Financeira This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  4. Aug 7

    Zysk: além do lucro #18 - A diferença entre ser rica e ficar rica pode ser a sua grande virada de chave

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Você já se pegou pensando “Ah, se eu fosse rica…” ou “Se eu ganhasse muito dinheiro eu iria…” ou “Eu queria tanto ser rica para poder…” ? Se você respondeu que sim, eu queria te fazer outra pergunta: e depois desse pensamento como você se sente e o que você faz? Se você respondeu que olha seu extrato, se coloca na sua realidade e percebe que essa situação não passa de um sonho distante: você provavelmente quer ser rica. Agora, se você respondeu que observa sua realidade e tenta descobrir quais são as pequenas mudanças que você pode começar hoje mesmo para chegar lá. Em seguida começa a traçar metas que pode fazer sozinha e procurar pessoas que podem te ajudar a alcançar esse sonho como um planejador financeiro: então você deseja ficar rica. A diferença entre desejar ser rica e desejar ficar rica é que quando a gente deseja ser a gente foca no objetivo final e quando a gente deseja ficar a gente foca na caminhada que nos leva até lá. Quando a gente deseja ser rica, o nosso presente parece uma espera infinita para um futuro que pode nunca chegar: a gente fica esperando o emprego que vai pagar o salário dos sonhos, ganhar algum tipo de prêmio, ou aquela herança de um parente desconhecido que aparece nos filmes… Agora quando a gente decide ficar rica, a gente assume a responsabilidade para nós, começamos com o que temos hoje e voltamos o nosso olhar para as diversas possibilidades que surgem no nosso caminho para chegar lá: pessoas, trabalhos, atividades extras, mudanças de vida… Então quer dizer que basta eu querer ficar rica que eu vou conseguir? Não, infelizmente a vida não é tão binária assim. Mas você tem mais chances de mudar de lugar, pode ser que você não chegue aonde você queria, mas é pouco provável que você continue aonde está. …além da planilha Essa não tão sutil diferença entre esses termos me veio a mente uma vez quando eu refletia sobre fazer aula de piano. Minha mãe sempre me estimulou a fazer atividades extras e nunca me obrigou a fazer as que ela queria, eu podia escolher, claro que dentro das possibilidades da casa e da família. Foi então que eu decidi que queria fazer aula de música, queria aprender a tocar algum instrumento. Ela me apoiou prontamente, mas disse que eu tinha que escolher entre os instrumentos que tínhamos em casa: - flauta doce (que era o instrumento que eu usava nas aulas de músicas curriculares da escola, e por tanto já não tinha mais tanta graça) - violão ou piano (que eram instrumentos que já tínhamos em casa por que ela havia aprendido a tocar os dois). Conversando com ela sobre as habilidades, benefícios e dificuldades de cada um escolhi pelo piano. Eu gostava muito das aula, sentar e tocar o piano é algo que até hoje me agrada muito. Mas eu não gostava da lição, de estudar a partitura, de praticar horas a fio… e acabei parando a aula depois de algum tempo (acredito que depois um pouco mais de um ano). Eu ainda tenho vontade de tocar piano e às vezes aproveito um tempo livre e faço, com muito gosto, mas pouquíssima técnica e habilidade. Um dia refletindo sobre o quanto eu gostava de tocar piano e porque eu não voltava a estudar isso eu descobri: Eu quero tocar piano. E não aprender a tocar piano. Parece óbvio que para tocar piano eu preciso aprender primeiro, mas a questão é que: eu não quero tanto assim tocar piano que eu queira realmente fazer o esforço que é requerido para aprender a tocar o piano bem. Se por acaso eu tivesse uma aptidão extraordinária (o que quando falávamos sobre dinheiro poderia equivaler a ganhar na loteria) e sentasse no piano e começasse a dedilhar as teclas e de repente: voilá eu sei tocar piano eu ia amar tocar! Agora, ter que realmente me dedicar a parar e estudar tudo que é preciso para tocar bem esse (ou outro) instrumento, não está na minha lista de prioridades… No entanto, eu adoro aprender idiomas! Assim como no piano eu não tenho nenhuma habilidade sobrenatural que me permita falar várias línguas sem estudar muito cada uma delas. Mas isso é uma coisa que eu gosto de aprender: posso passar horas assistindo uma aula de idiomas e tentando falar e aprendendo a escrever, até tentando aprender sozinha… Porque nesse caso: eu quero aprender a falar novas línguas e não simplesmente falar novos idiomas. E aí, você está pronto para tomar as atitudes que vão te levar ao caminho da riqueza? Se sim, me chama lá no Instagram: é só buscar por Zysk Consultoria Financeira. Até a próxima sexta-feira Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  5. Jul 31

    Zysk: além do lucro #17 - Às vezes o rendimento exato perde para uma noite de sono tranquila…

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Para quem tem uma mente mais racional e aprecia a lógica, uma planilha bem estruturada é um refúgio de ordem. Há uma beleza inegável no cruzamento perfeito das fórmulas, nas linhas que organizam o caos e na busca pelo caminho matematicamente otimizado. Os números parecem nos dar o controle de tudo. Mas a vida real insiste em não caber dentro de uma célula da planilha. Existe uma variável viva, sutil e profundamente humana que nenhuma fórmula consegue mensurar: a sua paz de espírito. Muitas vezes, a teoria financeira puramente vai te dizer para otimizar cada centavo. Ela vai argumentar que manter uma reserva em caixa um pouco maior do que o “padrão” é um custo de oportunidade alto. Ou que antecipar a quitação de um bem com juros baixos, em vez de investir esse dinheiro para render alguns pontos percentuais a mais, é um “desperdício” matemático. No papel, a lógica está certa. Mas não é o papel quem deita a cabeça no travesseiro à noite. Se você já se pegou em um dilema onde a matemática apontava para uma direção, mas o seu sono pedia outra, quero te trazer um alento: acolha o seu sentimento. Você não está errando. O fator emocional não é uma falha no seu planejamento financeiro; ele é parte legítima dele. Se olharmos bem de perto para duas situações comuns, fica fácil entender o porquê: A “super” reserva de oportunidade: Matematicamente, deixar um valor expressivo rendendo menos em liquidez diária pode parecer ineficiente. Mas, psicologicamente, esse montante é o colchão que amortece a ansiedade dos imprevistos. Ele não serve apenas para comprar ativos na baixa; serve para comprar tempo e clareza mental quando o mundo parecer instável. A quitação antecipada: Deixar de ganhar uma fração de juros em um investimento para eliminar um financiamento de longo prazo pode parecer um mau negócio na planilha. No entanto, o alívio mental de riscar um compromisso futuro e saber que aquilo que é seu está 100% pago traz um retorno que indexador nenhum no mercado consegue replicar. Se uma escolha financeira faz todo o sentido matemático na tela do computador, mas te causa um aperto no peito antes de dormir, a conta já fechou no vermelho. A melhor decisão financeira é, e sempre será, aquela que te permite viver com o coração leve e o sono tranquilo. Afinal, a serenidade também é uma forma de riqueza. …além da planilha Cada um de nós tem preferências individuais que dependem daquilo que ouvimos quando pequenos (como comentamos na décima terceira edição). Ou também de situações que vivemos ao longo da nossa vida. Eu, particularmente, não me sinto bem se grande parte da minha carteira estiver em investimentos com pouca liquidez. O que não quer dizer que eu não invista para o longo prazo, eu faço isso com investimentos com liquidez maior, porque é o que me faz bem. Eu tenho disciplina para deixar o investimento parado e não mexer no que é para longo prazo, mas eu sei que se eu precisar ele está lá. Sabendo disso não me importa se há um investimento com rentabilidade maior se ele não cumpre esse critério que eu preciso para a minha paz. Eu até posso ter um ou outro investimento com uma liquidez mais baixa, mas ele vai ser uma parte menor da minha carteira. Claro que, assim como essa preferência pessoal foi criada por situações vividas, novas situações podem mudar essa preferência e/ou criar outras. … além da cifra No além da cifra de hoje, a inspiração que eu quero trazer aqui é de uma cena do mundo dos esportes que eu vi ao vivo e assisto novamente todas vez que o algoritmo me traz a final do salto em altura da Olimpíada de Tóquio 2020. Dois atletas estão disputando o ouro. Nenhum consegue superar a marca necessária. A comissão julgadora vem conversar com eles. Um deles parece (visualmente) mais cansado que o outro. E nesse momento, o atleta que parece menos cansado diz algo que ninguém estava esperando: “Nós podemos ter dois ouros?” Ao que o representante da comissão responde: “É possível. Se você dois estiverem de acordo…” Os dois atletas se abraçam e sobem JUNTOS no lugar mais alto do podium. Eu estou escrevendo essa cena de memória e sigo me emocionando a cada vez: o reconhecimento, o respeito, a certeza de que dividir o reconhecimento não te fará menor… Existem tantas camadas nessa atitude que eu desejo que a gente possa sempre lutar pelo ouro, mas que a gente também possa reconhecer que nem sempre o ouro precisa ser só nosso. Até a próxima sexta-feira Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

    Zysk: além do lucro #17 - Às vezes o rendimento exato perde para uma noite de sono tranquila…
  6. Jul 24

    Zysk: além do lucro #16 - Você não precisa ter todas as respostas da vida já prontas pra começar a se planejar…

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Algumas pessoas adiam o momento de olhar de verdade para as finanças ou de sentar para desenhar um mapa estratégico não por falta de organização, mas por um excesso dela. Elas têm uma crença silenciosa de que, para dar o primeiro passo e contratar um profissional, precisam entrar na sala com o gabarito da vida preenchido e assinado. Acham que precisam saber o ano exato em que vão querer desacelerar a carreira. Que precisam ter certeza de em que país o filho vai fazer intercâmbio daqui a dez anos. Ou que precisam bater o martelo sobre a cidade onde vão morar para sempre. Como não têm essas respostas prontas (e quem tem?), elas adiam o plano. “Quando eu souber exatamente tudo que eu vou fazer, eu organizo o dinheiro.” Se você já se pegou travando diante do planejamento por não ter todas as certezas, eu queria te convidar a dar um suspiro profundo e se cobrar menos. A verdade que pouca gente te conta é que você não precisa resolver os próximos vinte anos hoje pra poder se planejar. Se a vida fosse um roteiro estático e imutável, nós não precisaríamos de planejamento. Bastaria uma boa planilha ou uma calculadora. O verdadeiro planejamento financeiro não serve para definir um futuro imutável, ele existe justamente porque o futuro é uma página em branco e ele vai se moldando a cada curva que a vida dará. Se o seu filho mudar de ideia e quiser empreender em vez de ir para a faculdade, o plano se adapta. Se as suas prioridades mudarem e aquela casa enorme deixar de fazer sentido para dar lugar a um estilo de vida mais fluido, o plano recalibra. Se você descobrir um novo projeto que te faça querer mudar de rota daqui a cinco anos, o patrimônio estará lá para dar sustentação a essa nova escolha. Planejar não significa prever onde você vai estar a cada segundo da jornada e onde gastará cada centavo. Significa garantir que, independentemente de para onde a vida te leve, você tenha a liberdade e a autonomia necessárias para reajustar a rota, os planos e os investimentos para bancar as suas decisões com paz de espírito. Tirar o peso da perfeição é o primeiro passo para usufruir da segurança que você já está construindo. O futuro é escrito em capítulos, e está tudo bem ainda não saber o fim do livro. … além da planilha Quando a gente vai fazer uma viagem para a praia à noite, nós vamos planejando o caminho conforme o que os faróis do carro iluminam. Ou seja, mesmo se vamos percorre 40km, não esperamos enxergar o trajeto todo, cada trânsito, buraco e farol para iniciar o caminho. E a gente sabe que se tiver algum bloqueio no caminho que planejamos inicialmente a gente pode fazer um desvio. Seja um desvio para depois retornar para o mesmo caminho, seja um desvio que nos leva a mudar o destino. Em uma viagem, quem ajuda a gente a fazer esses desvios sem se perder é o GPS, nas finanças é o planejador financeiro. Se esse texto fez sentido para você ou se você sentiu que está na hora de desenhar esse mapa vivo para a sua vida, basta me chamar lá no Instagram, é só buscar por Zysk Consultoria Financeira. Até a próxima sexta-feira Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  7. Jul 17

    Zysk: além do lucro #15 - O luxo invisível que o status não pode comprar

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. À medida que avançamos na carreira, o mundo começa a sussurrar (e às vezes a gritar) que precisamos atualizar nosso estilo de vida. É o carro novo, o endereço mais imponente, as viagens mais caras… Afinal, se a renda subiu, o padrão precisa acompanhar, certo? Quase todo mundo responde: sim. Mas existe uma armadilha silenciosa aí. Quando o nosso custo de vida corre na mesma velocidade que os nossos ganhos, nós criamos um fenômeno perigoso, pois qualquer soluço na renda, pode atrapalhar a paz. O patrimônio pode até crescer no papel, mas falta fôlego financeiro no dia a dia. Você se torna refém do seu próprio sucesso. Por isso, hoje eu quero te convidar a refletir sobre o luxo de morar um degrau abaixo. Viver um degrau abaixo do que você de fato pode pagar não tem nada a ver com escassez, mesquinhez ou privação. É, na verdade, a maior demonstração de sofisticação e estratégia que alguém pode ter. Quando você decide, deliberadamente, manter uma margem entre o que ganha e o que gasta, você passa a poder comprar ativos, que embora invisíveis, têm valor inestimável: Você compra tempo: A liberdade de não precisar aceitar todo projeto que aparece só porque a parcela do carro vai vencer. Você compra foco: Espaço mental para pensar no longo prazo, criar novas fontes de receita ou investir no que realmente importa, sem a urgência de apagar incêndios. Você compra tranquilidade: A certeza de que, se o mercado oscilar ou um imprevisto acontecer, a estrutura da sua família permanece intacta. Consolidar a base antes de subir para o próximo degrau é o que diferencia quem parece bem-sucedido de quem é financeiramente livre. O crescimento sólido precisa de tempo para se estabilizar em cada etapa. Habitar o seu momento atual com maturidade dá a sustentação necessária para que, quando você decidir conscientemente subir o próximo degrau, essa transição seja leve, segura e definitiva. … além da planilha Quem nunca brincou na praia de construir um castelo de areia bem alto? O processo é rápido: você empilha a areia úmida, esculpe as torres e, em poucos minutos, tem uma estrutura que impressiona quem passa. Mas, quando a gente constrói ele muito rápido, sem pensar muito na base que vai segurar toda a estrutura basta a primeira onda um pouco mais forte tocar a base para que toda a estrutura desabe de uma vez. O castelo desmorona não porque a torre era feia, mas porque não havia sustentação real, para aguentar dificuldades. Viver exatamente no limite do que você ganha, ou subir de nível correndo a cada novo aumento, é construir um frágil castelo de areia financeiro. A fachada é bonita, as torres chamam a atenção, mas a estrutura inteira depende de o mar continuar calmo. Uma demissão, uma crise no mercado ou um imprevisto de saúde funcionam como aquela onda que bate na base frágil. Viver no degrau em que você está por um tempo, ou até experimentar ficar um degrau abaixo, é o equivalente a se preocupar em fazer uma base segura e estável antes de fazer o castelo mais alto. É entender que um castelo mais baixo, mas com uma base sólida é infinitamente mais seguro e valioso do que um castelo de areia de três andares sem nenhum suporte. Antes de subir a próxima torre do seu castelo, certifique-se de que a base está segura o suficiente para sustentar mais essa etapa sem deixar cair tudo que já foi construído no próximo ciclo da maré. Da próxima vez que o impulso de “atualizar o estilo de vida” bater à porta, pergunte-se: eu estou fazendo isso porque faz sentido para o meu futuro ou porque sinto que preciso me provar no presente? O verdadeiro sucesso não é o tamanho do degrau onde você exibe a sua vida, mas a solidez do chão que sustenta os seus passos. Até a próxima sexta-feira Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

  8. Jul 10

    Zysk: além do lucro #14 - O imprevisto bom existe, como se organizar para não deixar ele passar…

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Se você já pesquisou algum conteúdo de fiananças você já ouviu algum conselho assim: “Monte sua reserva de emergência. O teto pode vazar, o carro pode quebrar, o desemprego pode bater à porta.” E está errado? Claro que não. É um conselho excelente e muito importante. Segurança vem em primeiro lugar. Mas existe um detalhe que quase ninguém te conta: a vida também tem imprevistos bons. E quando as surpresas boas aparecem, a maioria das pessoas comete um destes dois erros: - deixa passar uma oportunidade incrível por falta de grana, - ou assalta a sagrada reserva de emergência (e passa o resto do mês com uma culpa enorme). É por isso que, além do colchão de segurança, você precisa de uma Reserva de Oportunidades. A diferença entre elas é simples: Reserva de Emergência: é sobre sobrevivência. É o dinheiro que você usa para o inesperado ruim. Ela serve para você dormir tranquilo. Reserva de Oportunidades: é sobre aproveitar. É o dinheiro carimbado para o inesperado bom. Ela serve para você viver momentos incríveis sem culpa. Pense nisso: aquela promoção relâmpago para o destino dos seus sonhos, que você já estava se planejando para ir, um lote de ingressos para o show da sua vida que esgota em 10 minutos, ou aquela mentoria com um profissional que você admira que abriu vagas de surpresa. Nada disso é emergência. Mas tudo isso vale a pena. Quando você não tem essa margem no orçamento, você vive no modo “tudo ou nada”: Ou engessa tanto a sua vida que ela fica sem graça, Ou chuta o balde, passa tudo no cartão de crédito e passa os próximos três meses buscando o balde (e pagando os juros). Ter uma Reserva de Oportunidades te dá agilidade. Quem tem dinheiro à vista aproveita descontos que quem só tem o cartão parcelado nem consegue ver. Como começar hoje: Você não precisa de milhares de reais para começar. 1. Crie uma nova reserva: Use um investimento protegido e separado da sua reserva de emergência. 2. Alimente com o que “sobra” do mês ou defina um valor de até 5% da sua renda: Sabe aquele mês que você gastou menos com delivery? Ou aquela renda extra que entrou? Em vez de sumir com o dinheiro, jogue para lá. 3. Defina suas regras: Esse dinheiro é para o que te traz felicidade ou crescimento. Vale para viagens que já estavam nos planos, cursos, experiências ou aquele item de desejo que você já estava planejando comprar que entrou em uma super promoção. … além da planilha A gente sabe e já vem falando aqui que o planejamento financeiro não é só sobre dinheiro, planilhas e extratos é sobre comportamento. E nesse ponto a reserva de oportunidade pode ser uma ferramenta e tanto. Algumas pessoas tem dificuldades de investir para o longo prazo ou mesmo manter uma reserva de emergência por conta das oportunidades que aparecem. Essa combinação de reserva de emergência e reserva de oportunidades também pode ser usada para um dilema que impede muitas pessoas de investirem: o medo de deixar de viver o presente para investir para um futuro que ele não sabe quando, se e como vai chegar. Ao ter um dinheiro para emergências e um dinheiro para aproveitar momentos imperdíveis no presente o peso de investir para o longo prazo fica bem mais leve. Então a reserva de oportunidade além de te permitir aproveitar bons momentos, te ajuda a manter o foco no longo prazo e não esvaziar a reserva de emergência. Da próxima vez que o destino te sorrir com uma oportunidade incrível, você não vai precisar fazer contas de cabeça ou sentir culpa. Você só vai precisar dizer: “Eu me preparei para isso”. Até a próxima sexta-feira Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

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Aqui falamos de lucro no seu sentido mais amplo. Nossa conversa vai além da última linha da planilha. Te ajudo a cuidar do seu dinheiro priorizando o que realmente importa para você. zyskconsultoriafinanceira.substack.com