Se Não Sabes Pergunta

Paulo Anjos

| Um podcast de Paulo Anjos | Setubalense da Fonte Nova paulomauanjos.substack.com

  1. 1d ago

    Eusébio Candeias: uma vida dedicada a servir Setúbal

    Sempre foi um homem discreto, pouco dado a protagonismos excessivos, como, aliás, se exige no partido em que milita. Não é uma profissão de fé, mas sim uma postura assumida conscientemente e também coletivamente, com algumas exceções que, normalmente, acabam mal. A verdade é que tem uma carreira de mais de cinquenta anos de intervenção cívica e política sempre em prol das populações do concelho que o adotou. É um setubalense profundo, mesmo que tenha nascido no Alentejo, mas naquele Alentejo que se vê da margem setubalense do Sado, lá do outro lado do estuário. Naqueles em que se consegue ver para lá do horizonte lá de cima do Castelo de São Filipe, até se consegue ver a terra onde nasceu. Chama-se Eusébio Candeias e é o meu convidado neste episódio do podcast “Se Não Sabes Pergunta”. Construiu, ao longo de mais de cinco décadas, um percurso ligado à intervenção cívica, política e autárquica no concelho de Setúbal. Militante do Partido Comunista Português e eleito pela CDU em diferentes momentos, passou com entusiasmo pelo criativo e intenso movimento popular do pós 25 de Abril, pela Junta de Freguesia do Sado, pela Câmara Municipal de Setúbal e pela Assembleia Municipal. Nascido a 31 de maio de 1950, em Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, Eusébio Candeias iniciou a sua vida profissional em 1974, na Precol, onde trabalhou até 1981. Passou depois pela Eurominas e, em 1982, entrou na fábrica da Renault, em Setúbal, onde permaneceu até 1997. Em 1976 integrou a Comissão de Moradores do Faralhão, onde participou em iniciativas promovidas pela população da localidade. Entre essas ações esteve a realização de jornadas de trabalho ao fim de semana destinadas à construção da Escola n.º 3 do Faralhão. A presidência da Junta de Freguesia do Sado seria o primeiro dos principais cargos políticos que viria a exercer. Candeias presidiu à autarquia entre 1989 e 1993 e voltou a assumir a presidência entre 1997 e 2001. Embora tenha sido candidato, de novo, à presidência desta junta em 2001, integrou também, nesse ato eleitoral, as listas da CDU à Câmara Municipal. Em resultado de uma votação histórica de 52,29 por cento na CDU, acabaria por ser eleito vereador e, por indicação do PCP, optaria por integrar, como vereador, o executivo municipal. Em 2006, embora não tenha sido eleito nas eleições autárquicas do ano anterior, viria a integrar de novo o executivo municipal na sequência da saída, em setembro, do presidente Carlos Sousa e do vereador Aranha Figueiredo. Durante a sua passagem pela Câmara Municipal esteve também ligado à Sociedade Setúbal Polis, onde desempenhou funções de diretor executivo, e foi adjunto da presidência, tendo sido responsável pelo Gabinete de Apoio às Freguesias. Entre 2017 e 2025 foi primeiro secretário da Assembleia Municipal nas presidências de André Martins e Manuel Pisco. Em 2020, a Câmara Municipal de Setúbal distinguiu-o com a Medalha de Honra da Cidade, Classe Paz e Liberdade. A distinção reconheceu um percurso desenvolvido ao longo de várias décadas na vida cívica e autárquica do concelho. Get full access to Paulo Anjos at paulomauanjos.substack.com/subscribe

  2. 3d ago

    Coisas Sérias XVII – O PS e a Habitação em Setúbal, margens de lucro das petrolíferas, e invasão de um estúdio de rádio pelo Chega

    Na XVII edição das minhas conversas sobre Coisas Sérias com Miguel Tiago falámos das propostas do PS para resolver o problema da habitação em Setúbal. O líder da concelhia do PS, ao mesmo tempo que ataca a CDU por ter canalizado verbas do PRR para a reabilitação, embora fosse isso o que o programa do 1º Direito do Governo de Costa preconizava, faz uma proposta de inscrever no orçamento camarário uma verba de cinco milhões de euros para comprar casas para a autarquia promover o respetivo arrendamento apoiado. Falámos de um assunto que tem diretamente a ver com algo que preocupa hoje bastante os portugueses, em particular quando metem combustível nos seus carros. As margens da GALP na refinação de produtos petrolíferos subiram exponencialmente. Lê-se na imprensa que a Galp alcançou no terceiro trimestre de 2026 uma margem de refinação recorde de 33,8 dólares por barril, mais 256% do que os 9,5 dólares registados em igual período do ano passado. A talhe de foice, veio à conversa a taxa que o governo quer impor sobre os lucros das petrolíferas, que, segundo contas já feiras, só seria cobrada se os lucros da GALP disparassem substancialmente face aos anos anteriores. Estamos perante uma taxa para inglês ver? A fechar, mais uma tropelia dos mesmos do costume. Duas deputadas do Chega invadiram o estúdio da Rádio Universitária de Coimbra quando decorria um debate como representantes de juventudes partidárias sobre o Orçamento de Estado para 2027. O Chega foi convidado a participar remotamente, uma vez que está em vigor, em resultado de anteriores tropelias do partido de Ventura, a proibição de representantes desta força partidária entrarem em instalações da Associação Académica de Coimbra, mas as duas jovens deputadas que entraram à força na rádio não quiseram aceitar essa decisão. Mais do mesmo, portanto. Get full access to Paulo Anjos at paulomauanjos.substack.com/subscribe

    Coisas Sérias XVII – O PS e a Habitação em Setúbal, margens de lucro das petrolíferas, e invasão de um estúdio de rádio pelo Chega
  3. Oct 3

    José Manuel Rosendo: o jornalista das Arábias

    Esta terá sido a história mais assustadora que um dos mais reputados repórteres de guerra portugeses terá vivido na sua vida de jornalista. O oitavo episódio do “Se Não Sabes Pergunta” é precisamente com alguém que, apesar de não ser de Setúbal, tem forte ligação à cidade, onde, aliás, começou a sua atividade laboral há muitos anos. De operário numa fábrica de automóveis e noutra de frigoríficos e carteiro dos CTT no Pinhal Novo, o que significa que começou a distribuir notícias bem cedo, até ser um dos mais conceituados jornalistas portugueses, e repórter de guerra profundamente conhecedor de tudo o que se passa no médio oriente, embora também tenha andado pela Ucrânia, José Manuel Rosendo percorreu um longo caminho em que, como se costuma dizer por estes dias, se superou. Nascido no Pinhal Novo em 1961, passou, ainda antes de se tornar no profundo conhecedor que é do que se passa numa das mais conturbadas regiões do globo, pela imprensa local, em jornais de Pinhal Novo e Palmela. Ali, naquele pequeno universo, e eu fui testemunha disso, porque trabalhei com ele na Gazeta de Palmela em 1996, estava a iniciar a carreira jornalística que o trouxe até ao ponto onde hoje se encontra, muito acima, aliás, do ponto em que ficaram alguns que o olhavam de soslaio há três décadas e que continuam no mesmo sítio. Felizmente, digo eu, ele está onde está hoje. Fez um mestrado em relações internacionais, passou por Paris como correspondente da RTP, entre 2021 e 2024, e envolveu-se também no Conselho de Redação da RTP, de onde terá saído há pouco tempo. Teve relevante participação na atividade do sindicatos dos jornalistas. Entre viagens, ou talvez por causa dessas viagens, teve tempo para escrever os livros “De Istambul a Nassíria, crónicas da guerra no Iraque” e “Primavera Árabe – Ascensão e Queda da Irmandade Muçulmana no Egipto” Get full access to Paulo Anjos at paulomauanjos.substack.com/subscribe

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