Felipe recebe Bruno Loyola, cofundador da Pluggy, e Guilherme Passoni, responsável por marketing e comunicação, para uma conversa sobre Open Finance, planejamento financeiro independente e o futuro da relação das pessoas com o próprio dinheiro. O trabalho de um planejador começa pela escuta: compreender a realidade de uma pessoa ou família, organizar prioridades e construir uma direção financeira. Mas esse acompanhamento ainda pode exigir muitas horas de trabalho manual para reunir extratos, conciliar contas, categorizar transações e manter o orçamento atualizado. Quando as informações estão espalhadas entre bancos, cartões, investimentos e contratos, enxergar o conjunto se torna um desafio para o cliente e para o profissional. É nesse contexto que Open Finance, automação e inteligência artificial ganham importância. A Pluggy oferece a infraestrutura de conexão com as instituições financeiras, enquanto soluções como a Rica podem transformar os dados em organização, análises e acompanhamento. A proposta é reduzir tarefas operacionais e abrir mais espaço para o que depende do planejador: contexto, estratégia, comportamento e relacionamento com o cliente. Bruno conta como começou a trabalhar com Open Banking na Europa, em 2017, e como essa experiência ajudou a formar a visão que deu origem à Pluggy, fundada em 2020. Ele explica por que o compartilhamento autorizado de informações pode aumentar a competição no mercado financeiro e devolver às pessoas mais controle sobre os próprios dados. A conversa também mostra que receber dados não é suficiente. O valor aparece quando as informações ajudam alguém a compreender hábitos, antecipar problemas, acompanhar objetivos e tomar decisões melhores. Felipe e Bruno discutem como inteligência artificial e ciências comportamentais podem contribuir para um acompanhamento mais próximo, com alertas e intervenções no momento certo, sem retirar a autonomia do cliente ou substituir o trabalho do planejador. Na segunda parte, o episódio explora a separação entre a instituição que guarda o dinheiro e a experiência usada para administrá-lo. Com iniciação de pagamentos e novas modalidades do Pix, uma plataforma pode ajudar a executar decisões construídas no planejamento: distribuir recursos entre contas, separar valores para despesas e investimentos, formar reservas ou realizar transferências com base em regras previamente autorizadas. Os participantes ainda falam sobre consentimento, segurança e confiança. Guilherme apresenta os desafios de comunicação da Pluggy e a importância de tornar uma infraestrutura técnica compreensível para quem está na ponta. Capítulos: 00:00 — O planejador independente e a automação dos dados05:39 — A trajetória de Bruno e a origem da Pluggy08:04 — Open Finance e o compartilhamento de informações12:49 — Inteligência artificial no acompanhamento financeiro18:11 — Hábitos, notificações e independência do planejador22:46 — Crédito com propósito e Meu Financeiro Azul27:52 — A separação entre custódia e experiência financeira34:24 — A evolução dos dados e do ecossistema37:12 — Iniciação de pagamentos e transferências inteligentes39:05 — Orçamento, objetivos e automação41:36 — Consentimento e diferentes formas de usar o Pix44:40 — Comunicação, segurança e confiança47:24 — Construção em conjunto e encerramento Um episódio para planejadores, consultores e profissionais interessados em compreender como dados, tecnologia e comportamento podem tornar o planejamento mais contínuo e conectado à vida real dos clientes. Assista ao vídeo e consulte a transcrição completa:https://base.pro.rica.com.br/podcast/pluggy-open-finance-bruno-loyola