O mercado brasileiro começa esta terça-feira em um ambiente mais defensivo e seletivo. A recuperação recente das empresas de tecnologia em Wall Street contrasta com a nova pressão sobre os mercados asiáticos, enquanto o petróleo volta a superar US$ 110 por barril. O principal ponto do dia é avaliar se a melhora observada nos Estados Unidos consegue se ampliar ou se juros elevados e aversão ao risco voltam a dominar os mercados. Na segunda-feira, o Ibovespa caiu 0,17% e encerrou aos 205.079,25 pontos, depois de negociar acima dos 207 mil pontos durante a sessão. O dólar comercial fechou próximo de R$ 5,05, com queda de 0,49%. Nos juros futuros, o DI janeiro de 2027 terminou em 13,479%, o DI janeiro de 2029 em 12,660% e o DI janeiro de 2031 em 12,730%. A curva continua refletindo expectativas de flexibilização monetária no curto prazo, mas também preocupações fiscais e inflacionárias nos vencimentos mais longos. Em Nova York, o S&P 500 avançou 0,4%, o Nasdaq subiu 1,1% e o Dow Jones caiu 0,1%. Na Ásia, o movimento voltou a ser negativo: Kospi -4%, Nikkei -1,3%, Hang Seng -1,1% e Xangai -0,1%, com destaque para a pressão sobre semicondutores e empresas ligadas à inteligência artificial. Entre os principais temas do episódio: - Brent a US$ 110,07 por barril, alta de 0,47%, voltando a oferecer suporte potencial à Petrobras; - ações ordinárias da Petrobras -2,93% e preferenciais -2,82% na segunda-feira; - Vale +0,23%, com minério de ferro em Dalian a 682,5 yuans por tonelada no último fechamento e referência intradiária de 680,5 yuans; - Itaú Unibanco -0,40%, Bradesco -1,28%, Santander Brasil -1,80% e Banco do Brasil +1,35%; - Magazine Luiza +6,48%, C&A +7,40% e Azzas +13,25%, em um pregão de recuperação do varejo; - Bitcoin próximo de US$ 81.919, com queda de 0,78% em 24 horas; - dados de construção de novas moradias e permissões para construção nos Estados Unidos às 09h30; - resultados previstos de Netflix, General Motors, Halliburton, Hasbro e 3M. Pelos pivôs clássicos, o Ibovespa tem referência central em 205.578,60 pontos, primeiro suporte em 203.769,64 e primeira resistência em 206.888,21 pontos. A leitura da FUTURO Invest é de abertura defensiva, com possibilidade de rotação entre setores. Petróleo pode favorecer relativamente a Petrobras, enquanto juros globais elevados podem limitar bancos e empresas domésticas. Dólar, DIs, Petrobras, Vale, bancos e a reação do Ibovespa ao pivô central serão os principais termômetros do pregão. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações, análises e opiniões apresentadas não constituem recomendação de investimento, oferta de compra ou venda de ativos, nem substituem uma avaliação individual adequada ao perfil e aos objetivos de cada investidor.