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Espaço dedicado à formação em Medicina de Família e Comunidade, educação médica e pensamento crítico na Medicina. Feito por MFCs.

  1. 3d ago

    Cuidados paliativos na Atenção Primária: quando começar e como abordar? | MFCê #16

    Quando começar os cuidados paliativos na Atenção Primária? Neste episódio do MFCê, conversamos com a Dra. Ana Carolina Sendai e o Dr. Victor Barlofa, médicos de família e comunidade e residentes em Medicina Paliativa, sobre os cuidados paliativos na Atenção Primária, a identificação de pacientes que precisam dessa abordagem e os desafios da comunicação sobre prognóstico. Ao longo da conversa, discutimos: • Por que os cuidados paliativos não se restringem ao fim da vida.• O papel da Atenção Primária e da Política Nacional de Cuidados Paliativos.• As diferenças entre terminalidade e fase final de vida.• Como ferramentas como SPICT-BR, GSF-PIG e a pergunta surpresa podem apoiar a prática clínica.• A importância da prognosticação e do controle de sintomas.• Como conversar sobre prognóstico, respeitar a autonomia do paciente e lidar com as preocupações dos familiares.• Como apresentar o melhor e o pior cenário possíveis para apoiar decisões compartilhadas. Mais do que definir a fase de uma doença, os cuidados paliativos envolvem compreender as necessidades de cada pessoa e construir planos de cuidado alinhados aos seus valores, preferências e qualidade de vida. Referências discutidas no episódio: BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 3.681, de 7 de maio de 2024. Institui a Política Nacional de Cuidados Paliativos no âmbito do SUS. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Palliative care. Geneva: WHO, 2020.https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/palliative-care BRASIL. Ministério da Saúde; CONASS. Manual de cuidados paliativos. Brasília, 2020.https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2020/12/Manual-CuidadosPaliativos-versa%CC%83o-final-1.pdf MURRAY, S. A. et al. Illness trajectories and palliative care. BMJ, 2005;330:1007–1011.https://doi.org/10.1136/bmj.330.7498.1007 SUPPORTIVE AND PALLIATIVE CARE INDICATORS TOOL. Brazil: SPICT-BR.https://www.spict.org.uk/the-spict/brazil/ CARESEARCH. Proactive Identification Guidance for People with a Life-Limiting Illness. Version 7, 2022.https://www.caresearch.com.au/app/uploads/2023/02/Proactive_Identification_Guidance_v7_(2022).pdf HAGERTY, R. G. et al. Cancer patient preferences for communication of prognosis in the metastatic setting. Journal of Clinical Oncology, 2004;22(9):1721–1730. OWUSUAA, C. et al. Discussing prognosis and the end of life with patients with advanced cancer or COPD: A qualitative study. PLoS ONE, 2022;17(9).https://doi.org/10.1371/journal.pone.0274201 BACK, A. L. et al. What patients value when oncologists give news of cancer recurrence. The Oncologist, 2011;16(3):342–350.https://doi.org/10.1634/theoncologist.2010-0274 Quer aprofundar seus conhecimentos no cuidado do diabetes tipo 2? A lista de espera do novo curso Diabetes Tipo 2 e Insulinoterapia do MFCê está aberta! Entre na lista de espera e seja avisado quando as inscrições abrirem: https://mfce.academy/cursos/diabetes-tipo-2-e-insulinoterapia/?utm_source=spotify&utm_medium=clique&utm_campaign=Lista+de+espera+Diabete+tipo+2+e+insulinoterapia&utm_content=Podcast+Cuidados+Paliativos

    Cuidados paliativos na Atenção Primária: quando começar e como abordar? | MFCê #16
  2. Oct 22

    Edema de membros inferiores: investigação e manejo na Atenção Primária | MFCê #16

    Como investigar o edema de membros inferiores na Atenção Primária? Neste episódio do MFCê, conversamos com o Dr. Lucas Bastos, médico de família e comunidade, sobre as principais causas de edema de membros inferiores e os desafios da investigação e do tratamento na Atenção Primária. A partir de um caso clínico, discutimos como organizar o raciocínio diagnóstico, o papel da anamnese e do exame físico, os efeitos adversos de medicamentos e as diferenças entre insuficiência venosa crônica, linfedema e lipedema. Também abordamos quando solicitar ultrassom Doppler, as evidências sobre meias de compressão e outros tratamentos e como evitar exames e encaminhamentos desnecessários. Afinal, nem todo edema exige investigação extensa ou intervenção imediata. Reconhecer sinais de gravidade e acompanhar a evolução clínica são partes fundamentais do cuidado. Referências deste episódio: GOSS, J. A.; GREENE, A. K. Sensitivity and specificity of the Stemmer sign for lymphedema: a clinical lymphoscintigraphic study. Plastic and Reconstructive Surgery – Global Open, v. 7, n. 6, e2295, 2019. DOI: 10.1097/GOX.0000000000002295. GASPARIS, A. P. et al. Diagnostic approach to lower limb edema. Phlebology, v. 35, n. 9, p. 650–655, 2020. DOI: 10.1177/0268355520938283. ROBERTSON, L. et al. Incidence of chronic venous disease in the Edinburgh Vein Study. Journal of Vascular Surgery: Venous and Lymphatic Disorders, v. 1, n. 1, p. 59–67, 2013. DOI: 10.1016/j.jvsv.2012.05.006. MAURINS, U. et al. Distribution and prevalence of reflux in the superficial and deep venous system in the general population: results from the Bonn Vein Study, Germany. Journal of Vascular Surgery, v. 48, n. 3, p. 680–687, 2008. DOI: 10.1016/j.jvs.2008.04.029. AMATO, A. C. M. et al. Lipedema prevalence and risk factors in Brazil. Jornal Vascular Brasileiro, v. 21, e20210198, 2022. DOI: 10.1590/1677-5449.202101981. STOUT, N. et al. Chronic edema of the lower extremities: international consensus recommendations for compression therapy clinical research trials. International Angiology, v. 31, n. 4, p. 316–329, 2012. PMID: 22801397. MOSTI, G.; PICERNI, P.; PARTSCH, H. Compression stockings with moderate pressure are able to reduce chronic leg oedema. Phlebology, v. 27, n. 6, p. 289–296, 2012. DOI: 10.1258/phleb.2011.011038. GOHEL, M. S. et al. A randomized trial of early endovenous ablation in venous ulceration. The New England Journal of Medicine, v. 378, n. 22, p. 2105–2114, 2018. DOI: 10.1056/NEJMoa1801214. WEBB, E. et al. Compression therapy to prevent recurrent cellulitis of the leg. The New England Journal of Medicine, v. 383, n. 7, p. 630–639, 2020. DOI: 10.1056/NEJMoa1917197. PATEL, H.; SKOK, C. J.; DEMARCO, A. Peripheral edema: evaluation and management in primary care. American Family Physician, v. 106, n. 5, p. 557–564, 2022. Disponível em: https://www.aafp.org/afp/2022/1100/peripheral-edema. GENERAL PRACTICE SUPERVISORS AUSTRALIA (GPSA). Peripheral oedema: teaching aid. Disponível em: https://gpsa.org.au/wp-content/uploads/2023/09/Teaching-aid_Peripheral-oedema_V2.pdf. OXFORD HEALTH NHS FOUNDATION TRUST. Chronic oedema pathway. Versão 8, junho de 2023. Disponível em: https://www.oxfordhealth.nhs.uk/wp-content/uploads/2022/01/Chronic-Oedema-Pathway-V8-June2023.pdf. Symptom to Diagnosis: An Evidence-Based Guide. 4. ed. Capítulo: Lower limbs oedema. BMJ BEST PRACTICE. Avaliação do edema periférico. Disponível em: https://bestpractice.bmj.com/. UPTODATE. UpToDate. Disponível em: https://www.uptodate.com/. FAMENET. Family Medicine Network. Disponível em: https://famenet.nl/. A lista de espera do curso Diabetes Tipo 2 e Insulinoterapia do MFCê está aberta!Entre na lista de espera e seja avisado quando as inscrições abrirem:https://mfce.academy/cursos/diabetes-tipo-2-e-insulinoterapia/?utm_source=spotify&utm_medium=clique&utm_campaign=Lista+de+espera+Diabete+tipo+2+e+insulinoterapia&utm_content=Podcast+Edema+de+Membros+Inferiores

    Edema de membros inferiores: investigação e manejo na Atenção Primária | MFCê #16
  3. Oct 15

    Meu filho tem TDAH? Diagnóstico e tratamento na Atenção Primária | MFCê #15

    Como investigar o TDAH em crianças e adolescentes na Atenção Primária? Neste episódio do MFCê, conversamos com a Dra. Débora Sakashita, psiquiatra da infância e adolescência, sobre os desafios do diagnóstico e do tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e o papel da Atenção Primária no cuidado de crianças e adolescentes com suspeita desse transtorno. A partir do caso clínico de Ravi, uma criança de 8 anos cuja mãe procura a UBS em busca de um diagnóstico de TDAH e de tratamento medicamentoso, discutimos: • Por que nem toda desatenção ou agitação significa TDAH e quais informações são importantes para a investigação clínica.• Como utilizar os critérios do DSM-5-TR para avaliar sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade.• O papel das escalas MTA-SNAP-IV e DIVA-5 na investigação e no acompanhamento do TDAH.• Por que os questionários não substituem uma avaliação clínica aprofundada, multiprofissional e longitudinal.• A importância das informações da família e da escola para compreender o comportamento da criança em diferentes contextos.• Quais adaptações e intervenções podem ser realizadas no ambiente escolar.• O que as evidências científicas mostram sobre os benefícios e as limitações das intervenções farmacológicas e não farmacológicas.• Quando considerar o tratamento medicamentoso e como avaliar seus riscos, benefícios e resultados.• O papel da Atenção Primária no acolhimento, na investigação, no acompanhamento e na articulação do cuidado com outros serviços da rede de saúde. Mais do que identificar sintomas e preencher critérios diagnósticos, a avaliação do TDAH exige compreender a criança em seu contexto familiar, escolar e social. O cuidado deve considerar suas dificuldades, potencialidades e necessidades, com decisões compartilhadas e acompanhamento ao longo do tempo. Referências discutidas no episódio: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: PCDT TDAH - Portal Gov.br. Acesso em: 13 de julho de 2026. https://www.scp.org.br/wp-content/uploads/2021/07/escala-snap-iv.pdf  Mattos, P., Serra-Pinheiro, M. A., Rohde, L. A., & Pinto, D. (2006). Apresentação de uma versão em português para uso no Brasil do instrumento MTA-SNAP-IV de avaliação de sintomas de transtorno do déficit de atenção/hiperatividade e sintomas de transtorno desafiador e de oposição. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, 28(3), 290-297. Gosling CJ, Garcia-Argibay M, De Prisco M, Arrondo G, Ayrolles A, Antoun S, et al. Benefits and harms of ADHD interventions: umbrella review and platform for shared decision making. BMJ. 2025;391:e085875. doi:10.1136/bmj-2025-085875. Sibley MH, Bruton AM, Zhao X, Johnstone JM, Mitchell J, Hatsu I, Arnold LE, Basu HH, Levy L, Vyas P, Macphee F, Gonzalez ES, Kelley M, Jusko ML, Bolden CR, Zulauf-McCurdy C, Manzano M, Torres G. Non-pharmacological interventions for attention-deficit hyperactivity disorder in children and adolescents. Lancet Child Adolesc Health. 2023 Jun;7(6):415-428. doi: 10.1016/S2352-4642(22)00381-9. Epub 2023 Mar 9. PMID: 36907194; PMCID: PMC10370370. https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/portaria-secretaria-municipal-da-saude-sms-192-de-20-de-marco-de-2025/consolidado  Associação Americana de Psiquiatria. (2022). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (5th ed., texto rev.). Artmed. CANADIAN ADHD RESOURCE ALLIANCE (CADDRA). Canadian ADHD practice guidelines. 4.1 ed. Toronto: CADDRA, 2020. A lista de espera do curso Diabetes Tipo 2 e Insulinoterapia do MFCê está aberta! Entre na lista de espera e seja avisado quando as inscrições abrirem: https://mfce.academy/cursos/diabetes-tipo-2-e-insulinoterapia/?utm_source=spotify&utm_medium=clique&utm_campaign=Lista+de+espera+Diabete+tipo+2+e+insulinoterapia&utm_content=Podcast+Meu+Filho+Tem+TDAH

    Meu filho tem TDAH? Diagnóstico e tratamento na Atenção Primária | MFCê #15
  4. Oct 8

    Navegantes solitários: como lidar com a incerteza na Medicina de Família? | MFCê #14

    Como médicos de família e comunidade lidam com a incerteza na prática clínica? Neste episódio do MFCê, conversamos com as residentes em Medicina de Família e Comunidade Flavia Ferreira de Olim e Luana Lika Konishi sobre a incerteza como parte da medicina e o papel do médico de família na navegação por esse “mar de incertezas”. A partir do artigo Aventuras y desventuras de los navegantes solitarios en el Mar de la Incertidumbre, de Juan Gérvas e Mercedes Pérez Fernández, discutimos: • Por que a incerteza é uma característica inerente à prática médica. • Como a longitudinalidade ajuda a acompanhar situações em que ainda não é possível chegar a um diagnóstico definitivo. • O papel do médico de família como um “navegador experiente” na coordenação do cuidado. • Como o olhar dos especialistas focais pode levar a diferentes interpretações de uma mesma queixa. • Por que exames não devem ser solicitados de forma isolada do raciocínio clínico. • Como o excesso de investigação pode gerar achados incidentais, novas intervenções e possíveis danos. • O papel da prevenção quaternária diante da ideia de que “quanto mais exames, melhor”. • Como o contexto da pessoa, da família e do território contribui para a tomada de decisão na Atenção Primária. Mais do que eliminar todas as incertezas, o cuidado na Medicina de Família e Comunidade exige aprender a conviver com elas, reconhecer sinais de alarme, acompanhar ao longo do tempo e saber quando é necessário buscar outros “portos” no sistema de saúde. Referências discutidas no episódio: Gérvas J, Pérez Fernández M. Aventuras y desventuras de los navegantes solitarios en el Mar de la Incertidumbre [Adventures and misadventures of solitary sailors on the sea of uncertainty]. Aten Primaria. 2005 Feb 15;35(2):95-8. Spanish. doi: 10.1157/13071916. PMID: 15727752; PMCID: PMC7684437. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7684437/ Quer aprofundar seus conhecimentos sobre diabetes tipo 2 e tomar decisões clínicas mais fundamentadas na Atenção Primária? A lista de espera do curso Diabetes Tipo 2 e Insulinoterapia do MFCê está aberta! Entre na lista de espera e seja avisado quando as inscrições abrirem:https://mfce.academy/cursos/diabetes-tipo-2-e-insulinoterapia/?utm_source=spotify&utm_medium=clique&utm_campaign=Lista+de+espera+Diabete+tipo+2+e+insulinoterapia&utm_content=Podcast+Incerteza+na+Pratica+Clinica

    Navegantes solitários: como lidar com a incerteza na Medicina de Família? | MFCê #14
  5. Oct 1

    Matriciamento em dor crônica: Como construir o raciocínio clínico na Atenção Primária? | MFCê #13

    Como o matriciamento em dor crônica pode contribuir para o raciocínio clínico na Atenção Primária? Neste episódio do MFCê, conversamos sobre o matriciamento em dor crônica, o atendimento compartilhado e o papel desse processo na formação de médicos de família e comunidade. A partir da experiência do Dr. Gustavo Ferrão, discutimos: • Como funciona o matriciamento em dor crônica na prática. • O papel dos seminários, da discussão de casos e do atendimento compartilhado. • Como o matriciamento pode ajudar a organizar e desenvolver o raciocínio clínico. • A relação entre os conhecimentos da fisiatria e da Medicina de Família e Comunidade. • Como a experiência de matriciamento pode ultrapassar a transmissão de conhecimentos específicos e contribuir para a formação dos residentes. Mais do que tirar dúvidas sobre casos, o matriciamento pode ser um espaço de construção do raciocínio clínico e de troca entre diferentes formas de olhar para o cuidado. Referências discutidas no episódio: Tratado de MFC. 2ª ed. Cap. 43: Princípios do apoio matricial. Campos GW de S. Equipes de referência e apoio especializado matricial: um ensaio sobre a reorganização do trabalho em saúde. Ciênc saúde coletiva [Internet]. 1999;4(2):393–403. Available from: https://doi.org/10.1590/S1413-81231999000200013 Campos GW de S, Domitti AC. Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cad Saúde Pública [Internet]. 2007Feb;23(2):399–407. Available from: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2007000200016 Guia prático de matriciamento em saúde mental / Dulce Helena Chiaverini (Organizadora) ... [et al.]. [Brasília, DF]: Ministério da Saúde: Centro de Estudo e Pesquisa em Saúde Coletiva, 2011. 236 p.; 13x18 cm. PORTARIA GM/MS Nº 635, DE 22 DE MAIO DE 2023 Quer aprofundar seus conhecimentos e aprimorar suas decisões clínicas na Atenção Primária? A lista de espera do curso Diabetes Tipo 2 e Insulinoterapia do MFCê está aberta! Entre na lista de espera e seja avisado quando as inscrições abrirem: https://mfce.academy/cursos/diabetes-tipo-2-e-insulinoterapia/?utm_source=youtube&utm_medium=clique&utm_campaign=Lista+de+espera+Diabete+tipo+2+e+insulinoterapia&utm_content=Podcast+Matriciamento+Dor+Cronica

    Matriciamento em dor crônica: Como construir o raciocínio clínico na Atenção Primária? | MFCê #13
  6. Sep 24

    Desfechos intermediários e diabetes | MFCê #12

    Hemoglobina glicada mais baixa significa necessariamente melhores resultados para o paciente?Neste episódio do MFCê, conversamos sobre desfechos intermediários no diabetes tipo 2 e por que melhorar um marcador nem sempre significa melhorar aquilo que realmente importa para o paciente.A partir de estudos e exemplos da literatura, discutimos:• O que são desfechos intermediários e quais são suas limitações.• O que o estudo ACCORD nos ensina sobre metas intensivas de controle glicêmico.• Por que melhorar a hemoglobina glicada ou o LDL não significa necessariamente reduzir eventos clínicos.• Como interpretar novos marcadores, como o Time in Range.• Por que complicações, qualidade de vida e mortalidade precisam continuar no centro das decisões.Mais do que atingir metas, a pergunta é: estamos melhorando um número ou um desfecho que realmente importa para o paciente?Referências discutidas no episódio:CETP, torcetrapib e desfechos cardiovascularesJoy T, Hegele RA. The end of the road for CETP inhibitors after torcetrapib? Curr Opin Cardiol. 2009.https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19522058/Preiss D, Sattar N. Lipids, lipid modifying agents and cardiovascular risk: a review of the evidence. Clinical Endocrinology. 2009.https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2265.2008.03490.xACCORD e controle glicêmico intensivoAction to Control Cardiovascular Risk in Diabetes Study Group. Effects of Intensive Glucose Lowering in Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2008;358:2545–2559.https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0802743Nissen SE, Wolski K, Topol EJ. Effect of Muraglitazar on Death and Major Adverse Cardiovascular Events in Patients With Type 2 Diabetes Mellitus. JAMA. 2005;294(20):2581–2586.https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/201927RosiglitazonaWallach JD, Wang K, Zhang AD, et al. Updating insights into rosiglitazone and cardiovascular risk through shared data: individual patient and summary level meta-analyses. BMJ. 2020;368:l7078.https://www.bmj.com/content/368/bmj.l7078Desfechos intermediários/substitutosBikdeli B, Punnanithinont N, Akram Y, et al. Two Decades of Cardiovascular Trials With Primary Surrogate Endpoints: 1990–2011. J Am Heart Assoc. 2017;6:e005285.https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5524035/Time in RangeWright EE Jr, Morgan K, Fu DK, et al. Time in Range: How to Measure It, How to Report It, and Its Practical Application in Clinical Decision-Making. Clinical Diabetes. 2020;38(5):439–448.https://diabetesjournals.org/clinical/article/38/5/439/32320/Time-in-Range-How-to-Measure-It-How-to-Report-ItQuer aprofundar seus conhecimentos sobre diabetes na Atenção Primária?A lista de espera do curso Diabetes Tipo 2 e Insulinoterapia do MFCê está aberta.Entre na lista de espera e seja avisado quando as inscrições abrirem: https://mfce.academy/cursos/diabetes-tipo-2-e-insulinoterapia/?utm_source=spotify&utm_medium=clique&utm_campaign=Lista+de+espera+Diabete+tipo+2+e+insulinoterapia&utm_content=Podcast+Desfechos+Intermedi%C3%A1rios+e+Diabetes

    Desfechos intermediários e diabetes | MFCê #12
  7. Sep 17

    Registro clínico na prática: Documentação ou ferramenta de cuidado? | MFCê #11

    O registro clínico é apenas um documento médico-legal ou uma ferramenta para pensar e cuidar do paciente? Neste episódio de MFCê, conversamos com o Prof. Dr. Gustavo Gusso, médico de família e comunidade, sobre o registro clínico na Atenção Primária e como a forma de organizar as informações contribui diretamente para o raciocínio clínico, a continuidade do cuidado e a compreensão da trajetória de cada pessoa. A partir da história do registro clínico orientado por problemas e das contribuições de Lawrence Weed, exploramos a lógica do SOAP, a lista de problemas e os desafios de construir registros concisos, completos e úteis na prática: • Quais são as principais funções do registro clínico para além da dimensão médico-legal. • Como o registro organiza o raciocínio clínico e garante a continuidade do cuidado. • Como surgiu o registro clínico orientado por problemas e qual foi a contribuição de Lawrence Weed. • Por que o SOAP não é apenas uma reorganização da anamnese tradicional. • O que deve ser registrado em Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano. • Quais são os erros mais comuns no preenchimento de cada campo do SOAP. • Como construir um registro conciso sem omitir dados fundamentais. • Como lidar com sintomas e incertezas diagnósticas no campo Avaliação. • O papel da lista de problemas — ou lista de condições — no acompanhamento longitudinal. • O que é um episódio de cuidado e como esse conceito ajuda a compreender a trajetória do paciente. • Como registros estruturados permitem recuperar dados e conhecer melhor a própria prática. Mais do que documentar uma consulta, este episódio propõe olhar para o registro como parte do próprio cuidado: uma ferramenta que organiza informações e sustenta a prática médica entre um encontro e outro. Referências discutidas no episódio: Série Manual do Médico-Residente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – HCFMUSP: Medicina de Família e Comunidade. 2ª ed. Cap. 3: Registro Clínico Ambulatorial. Ed. Atheneu.

    Registro clínico na prática: Documentação ou ferramenta de cuidado? | MFCê #11
  8. Sep 10

    Anemia no hemograma: O que investigar antes de prescrever ferro? | MFCê #10

    Você já atendeu um paciente com anemia no hemograma e ficou na dúvida se era hora de suplementar ferro ou aprofundar a investigação? E se a anemia microcítica não for necessariamente deficiência de ferro? Neste episódio de MFCê, conversamos com a médica de família e comunidade Dra. Janine Castro sobre a investigação inicial das anemias na Atenção Primária. A partir de um caso clínico prático, discutimos como interpretar índices como VCM, RDW e ferritina, o que perguntar na anamnese para identificar perdas sanguíneas e quais exames solicitar antes de definir a conduta no SUS. Referências discutidas no episódio: ⁠https://www.acpjournals.org/doi/10.7326/A22-0007⁠ Burack WR, Lichtman MA. The Complete Blood Count: Increasing Its Precision and Impact. Ann Intern Med. 2023;176(3):404-405. doi:10.7326/M22-3071  Go LT, Go LT, Gunaratne MDSK, Abeykoon JP. Variation in Complete Blood Count Reports Across US Hospitals. JAMA Netw Open. 2025;8(6):e2514050. Published 2025 Jun 2. doi:10.1001/jamanetworkopen.2025.14050  Burack WR, Lichtman MA. The Complete Blood Count-Time to Assess What Is Impactful and What Is Distracting. JAMA Netw Open. 2025;8(6):e2514055. Published 2025 Jun 2. doi:10.1001/jamanetworkopen.2025.14055  Lichtman MA, Burack RW. The evolution of the complete blood count: have we gone too far?. Haematologica. 2026;111(4):1215-1219. doi:10.3324/haematol.2025.300032 Symptom to Diagnosis. 4ª ed. Cap. 6, Anemia Iolascon A, et al. Recommendations for diagnosis, treatment, and prevention of iron deficiency and iron deficiency anemia. Hemasphere. 2024. Buttarello M, et al. Evaluation of the hypochromic erythrocyte and reticulocyte hemoglobin content... Clin Chem Lab Med. 2016. Ko CW, Siddique SM, Patel A, et al. AGA Clinical Practice Guidelines on the Gastrointestinal Evaluation of Iron Deficiency Anemia. Gastroenterology. 2020;159(3):1085-1094. DeLoughery TG, et al. AGA clinical practice update on management of iron deficiency anemia: expert review. Clin Gastroenterol Hepatol. 2024. Thurnham DI, et al. Adjusting plasma ferritin concentrations to remove the effects of subclinical inflammation... Am J Clin Nutr. 2010. Stoffel NU, Cercamondi CI, Brittenham G, et al. Iron absorption from oral iron supplements given on consecutive versus alternate days... Lancet Haematol. 2017. Stoffel NU, Zeder C, Brittenham GM, et al. Iron absorption from supplements is greater with alternate day than with consecutive day dosing in iron-deficient anemic women. Haematologica. 2020;105(5):1232-1239. Tolkien Z, Stecher L, Mander AP, Pereira DIA, Powell JJ. Ferrous sulfate supplementation causes significant gastrointestinal side-effects in adults: a systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2015;10(2):e0117383. Kalra PR, Cleland JGF, Petrie MC, et al. Intravenous ferric derisomaltose in patients with heart failure and iron deficiency in the UK (IRONMAN). Lancet. 2022;400(10369):2199-2209. Zoller H, Wolf M, Blumenstein I, et al. Hypophosphataemia following ferric derisomaltose and ferric carboxymaltose... (PHOSPHARE-IBD). Gut. 2023;72(4):644-653. US Preventive Services Task Force; Nicholson WK, et al. Screening and supplementation for iron deficiency and iron deficiency anemia during pregnancy: USPSTF recommendation statement. JAMA. 2024;332(11):906-913. NICE Clinical Knowledge Summaries / NHS primary care anaemia pathways (várias fontes regionais NHS). McGee S. Evidence-Based Physical Diagnosis. 5th ed. Elsevier; 2021 — Capítulo 10: Anemia (dados de razão de verossimilhança para sinais de palidez). Estudos de acurácia diagnóstica de RDW/VCM em pediatria e adolescência (PLOS Global Public Health, 2025; PMC, estudos em crianças 1-3 anos).

    Anemia no hemograma: O que investigar antes de prescrever ferro? | MFCê #10

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