Radar Futuro

Nuno Santos

Tecnologia com contexto.O Radar Futuro explica as histórias, sinais e mudanças que estão a transformar a tecnologia e o mundo.Inteligência artificial, ciência, cibersegurança, gadgets, gaming, hardware, espaço, energia, inovação, regulação e futuro digital.Aqui encontras o Radar Semanal, explicadores, conversas e especiais para perceber não apenas o que aconteceu, mas como funciona, porque importa e o que pode mudar a seguir.Radar Futuro — notícias e histórias sobre aquilo que a tecnologia está a mudar.

Episodes

  1. Oct 4 ·  Video

    Quem te contrata quando as empresas usam o mesmo algoritmo? | Radar Semanal

    Empresas diferentes, o mesmo algoritmo de contratação. Estamos perante várias oportunidades — ou perante a mesma porta, pintada de cores diferentes? Neste Radar Semanal, Nuno Santos analisa a monocultura algorítmica na contratação a partir do trabalho de Brian Hedden e Manish Raghavan, divulgado pelo MIT. Com exemplos fictícios e contexto científico, distinguimos perguntas que muitas vezes se confundem: quantas pessoas são contratadas, quem é escolhido, a qualidade da decisão e a oportunidade de cada candidatura ser avaliada. A investigação discute modelos teóricos e simulações. Não é uma auditoria ao mercado de trabalho português, nem permite concluir que todos os sistemas comuns sejam bons ou maus. No panorama da semana: • FCT: resultados provisórios para 400 contratos de emprego científico. • Tanager-2: observar emissões de metano é uma etapa; corrigir fugas é outra. • Dead Internet Museum: uma exposição artística sobre a internet, não uma certidão de óbito. Depois do fecho, o Outlier da Semana: uma nuvem com um “chapéu”, em imagens divulgadas pela NASA. Mais tecnologia com contexto: https://radarfuturo.pt Subscreve o canal e partilha a tua opinião: o que deveria uma empresa demonstrar antes de usar um algoritmo para avaliar candidaturas? CAPÍTULOS 00:00 Empresas diferentes, o mesmo algoritmo? 01:16 FCT: 400 contratos e resultados provisórios 01:52 Tanager-2: detetar metano não é reparar fugas 02:24 Dead Internet Museum 03:00 Monocultura algorítmica: o que diz o estudo 03:26 Ana, Bruno e Carla: quem fica com as vagas? 04:34 O que significa “melhorar a contratação”? 05:00 Organizar candidaturas ou eliminar candidatos? 05:50 Sistemas diferentes, informação incompleta 06:16 Combinar modelos: vantagens e limites 06:49 Critérios para um trabalho que mudou 07:34 Revisão humana: informação, tempo e poder 08:04 O que esta investigação permite concluir 08:58 O sinal da semana e o que acompanhar 09:40 Fecho 10:10 Outlier da Semana: uma nuvem com chapéu FONTES Estudo — Algorithmic Monoculture and Its Critics: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/phpe.70018 Divulgação do MIT: https://news.mit.edu/2026/algorithmic-monoculture-effects-depend-on-details-0929 Resultados provisórios da FCT: https://www.fct.pt/resultados-provisorios-do-8-o-concurso-de-estimulo-do-emprego-cientifico-individual/ Carbon Mapper — lançamento do Tanager-2: https://www.prnewswire.com/news-releases/tanager-2-launch-to-scale-up-carbon-mappers-methane-impact-302896690.html Dead Internet Museum: https://www.yeswearemadarts.com/exhibitions/dead-internet-museum NASA — nuvem pileus: https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/fire-cloud-with-a-pileus-on-top/ #RadarFuturo, #RadarSemanal, #InteligenciaArtificial, #Algoritmos, #Recrutamento, #Emprego, #MonoculturaAlgoritmica, #Tecnologia, #Ciencia, #MIT, #FCT, #NASA

    Quem te contrata quando as empresas usam o mesmo algoritmo? | Radar Semanal
  2. Sep 6 ·  Video

    A nova superfície de ataque da inteligência artificial

    A segurança da inteligência artificial já não depende apenas do modelo. Os agentes começam a ganhar acesso a browsers, ferramentas, ficheiros, APIs, credenciais e sistemas reais. Isso torna-os muito mais capazes. Mas também aumenta a quantidade de software e infraestrutura que precisa de ser protegida. Esta semana vimos as duas metades dessa mudança ao mesmo tempo. A CISA adicionou novas vulnerabilidades com exploração conhecida ao seu catálogo. Entre os componentes afetados estão ferramentas relevantes para aplicações, automação e infraestrutura moderna, como LiteLLM, Starlette e Kestra. Ao mesmo tempo, a OpenAI apresentou o GPT-6 Astra, o primeiro modelo que a própria empresa classifica como Critical em capacidade de cibersegurança dentro do seu Preparedness Framework. Segundo a OpenAI, em ambientes de avaliação Astra conseguiu encontrar vulnerabilidades anteriormente desconhecidas e desenvolver formas de as explorar. Mas há ressalvas importantes. “Critical” é uma classificação da própria OpenAI, não uma certificação independente. As capacidades de cibersegurança mais avançadas têm acesso restrito e os resultados mais extremos foram obtidos em ambientes específicos de avaliação. Neste Radar Semanal explicamos porque a próxima grande falha relacionada com inteligência artificial pode não estar dentro do próprio modelo. Pode estar numa das peças de software que lhe dá acesso ao mundo. Neste episódio passamos também por: — LiteLLM, MCP, Starlette e Kestra; — a corrida entre IA usada para encontrar vulnerabilidades e IA usada para as corrigir; — o programa Daybreak for Frontline Defenders; — computadores Lenovo preparados para executar IA mais exigente localmente; — os dois State of Play da PlayStation e algumas das primeiras grandes datas de 2027; — uma ação judicial contra a Apple no Reino Unido; — e a curiosa história de um “laser de neutrinos” que investigadores do MIT concluíram ser fisicamente inviável. O padrão da semana: Cada nova capacidade torna os agentes mais úteis — e aumenta também a superfície que precisamos de proteger. Radar Futuro — Tecnologia com contexto. radarfuturo.pt

  3. Sep 6 ·  Video

    Como se testa uma IA capaz de atacar o próprio ambiente de teste?

    Como se testa uma inteligência artificial criada para encontrar vulnerabilidades sem deixar que ela comece a explorar o próprio sistema onde está a ser testada? Neste Radar Semanal partimos dos incidentes documentados pela OpenAI e pela Hugging Face durante avaliações internas de cibersegurança. Os modelos receberam ferramentas, capacidade para executar código e objetivos concretos dentro de ambientes controlados. Durante essas avaliações foram registados acessos não autorizados, exploração de vulnerabilidades e interação com infraestrutura que deveria estar fora dos limites previstos. Isto não significa que uma IA tenha “ganhado consciência”, decidido fugir ou se rebelado. O problema é mais concreto — e provavelmente mais importante. À medida que os agentes ganham autonomia e ferramentas, a segurança deixa de depender apenas do modelo. Passa a depender também das permissões, credenciais, sandboxes, serviços, redes e de toda a infraestrutura que existe à volta dele. Neste episódio falamos também sobre: — o que é uma sandbox e porque é usada para testar sistemas potencialmente perigosos; — porque testar capacidades ofensivas de IA cria um problema particular de contenção; — as novas proteções de rede do Android 17; — o crescimento da infraestrutura de IA mostrado pelos resultados da Nvidia; — a preparação da indústria para ciberataques potenciados por IA; — a aproximação entre jogos físicos e direitos digitais na Xbox; — e a entrada da tokenização no debate sobre a infraestrutura financeira tradicional. O padrão da semana: À medida que os sistemas digitais ganham autonomia, as regras e as proteções estão a passar para dentro da própria arquitetura. Radar Futuro, Tecnologia com contexto. radarfuturo.pt

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