O TEMPO Entrevista

O TEMPO

O TEMPO Entrevista. Um espaço para ouvir quem move negócios, ideias e decisões. Todos os sábados, às 14h. Histórias inspiradoras têm o poder de transformar. Por isso, nasce o O TEMPO Entrevista, novo programa semanal dos canais de YouTube de O TEMPO e O TEMPO LIVRE. Com apresentação do jornalista Léo Mendes, o programa convida grandes nomes do empreendedorismo, da cultura, da ciência, do esporte e do impacto social para conversas profundas e transformadoras. Todos os sábados, às 14h, abrimos espaço para conhecer os bastidores das trajetórias que fazem a diferença — os desafios, as escolhas, as inovações e as lições que marcaram o caminho de quem constrói, lidera e inspira.

  1. Como o INHAC transforma vidas pela gastronomia | O TEMPO Entrevista

    APR 25

    Como o INHAC transforma vidas pela gastronomia | O TEMPO Entrevista

    A gastronomia tem mudado trajetórias profissionais e ampliado perspectivas de futuro para centenas de jovens em Belo Horizonte. Esse impacto ganha um novo capítulo no próximo dia 29 de abril, com a formatura de 73 alunos do Curso Técnico em Gastronomia do INHAC - Instituto de Hospitalidade e Artes Culinárias, escola social que aposta na formação técnica gratuita como caminho de inserção produtiva para jovens e adultos em situação de vulnerabilidade. Essa transformação concreta promovida pelo INHAC foi o tema do O TEMPO Entrevista, apresentado por Léo Mendes e Lorena Martins, que receberam a diretora executiva da instituição, Sarah Rocha. Criado a partir de um sonho antigo da educadora Carmem Rocha, o instituto nasceu com a proposta de oferecer ensino de excelência, com metodologia de acolhimento, disciplina e rigor técnico, sem custo para os alunos. À frente do projeto, Sarah Rocha destaca que o curso vai além da cozinha: são 960 horas de formação que combinam prática intensa, conteúdos teóricos ligados à cultura alimentar, gestão, história e identidade da gastronomia brasileira. O perfil dos estudantes revela a dimensão social do projeto. São jovens a partir dos 15 anos, e também adultos, muitos deles marcados por trajetórias de negação de direitos, evasão escolar e dificuldades de acesso ao mercado de trabalho. Ainda assim, o INHAC registra índices de evasão próximos de 5% e uma taxa elevada de empregabilidade, com alunos contratados ainda durante o estágio obrigatório. “A formação técnica ensina a fazer, e isso muda tudo. O aluno sai pronto para entrar na cozinha e seguir seu próprio percurso profissional”, afirma Sarah. Assinado pelo chef Leo Paixão, que atua de forma voluntária no desenho pedagógico e técnico do curso, o INHAC acompanha de perto a trajetória dos egressos e já planeja novos passos, como cursos de graduação tecnológica, parcerias internacionais e a criação de um hotel-escola. A aposta é clara: formar bons profissionais, fortalecer a cadeia da gastronomia e mostrar que, quando oportunidade e excelência caminham juntas, a cozinha pode ser também um poderoso instrumento de transformação social. O TEMPO Entrevista com a diretora executiva do INHAC, Sarah Rocha, vai ao ar no sábado, 25 de abril, às 14 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

    26 min
  2. Comércio pode funcionar em feriados? Fecomércio-MG explica | O TEMPO Entrevista

    APR 20

    Comércio pode funcionar em feriados? Fecomércio-MG explica | O TEMPO Entrevista

    A Fecomércio-MG defendeu a necessidade de segurança jurídica nas relações de trabalho e reforçou que o funcionamento do comércio em feriados depende de autorização formal por meio de convenção coletiva. O tema foi detalhado pelo gerente jurídico da entidade, Hermes Filho, em entrevista ao podcast O TEMPO Entrevista, apresentado pelo jornalista Léo Mendes. Durante a conversa, Hermes explicou que a Fecomércio-MG representa mais de 800 mil empresas em Minas Gerais, por meio de 54 sindicatos ligados aos setores de comércio, bens, serviços e turismo. Segundo ele, apenas sindicatos patronais e laborais têm legitimidade legal para negociar convenções coletivas e autorizar o trabalho em feriados, conforme determina a legislação federal. O gerente jurídico alertou que empresas que funcionam em feriados sem respaldo de convenção coletiva ficam sujeitas a autuações, multas e passivos trabalhistas. Ao mesmo tempo, ressaltou que a Fecomércio atua para viabilizar a abertura do comércio sempre que possível, desde que com respaldo legal, negociando diretamente com os sindicatos dos empregados. Além do debate trabalhista, Hermes Filho destacou a atuação do Sistema Fecomércio, que reúne Sesc e Senac, com ações nas áreas de qualificação profissional, cultura, lazer e saúde, beneficiando empresários e trabalhadores em todo o estado, especialmente micro e pequenos empreendedores.

    19 min
  3. Intoxicações silenciosas fazem parte da rotina e exigem mais atenção | O TEMPO Entrevista

    APR 18

    Intoxicações silenciosas fazem parte da rotina e exigem mais atenção | O TEMPO Entrevista

    Intoxicações não estão restritas a acidentes extremos ou situações criminosas. Elas fazem parte do cotidiano, no uso inadequado de medicamentos, na mistura de produtos de limpeza aparentemente inofensivos e até em hábitos repetidos dentro de casa. O tema foi abordado no O TEMPO Entrevista, em conversa com o médico toxicologista Alvaro Pulchinelli, diretor da Toxicologia Pardini, que explicou como essas exposições afetam o organismo e quais cuidados podem reduzir riscos. Segundo o especialista, a toxicologia médica estuda justamente a interação de substâncias químicas com o corpo quando elas causam prejuízos à saúde. Casos recentes de grande repercussão, como intoxicações por metanol, uso incorreto de produtos químicos e acidentes domésticos, não indicam necessariamente um aumento isolado de eventos, mas um problema recorrente associado ao uso fora das recomendações. Produtos seguros, quando utilizados de forma inadequada ou abusiva, podem provocar desde irritações leves até quadros graves e fatais. Entre os principais alertas estão os produtos de limpeza e inseticidas de uso doméstico. Apesar de amplamente disponíveis, eles exigem leitura atenta dos rótulos, uso em ambientes ventilados e jamais devem ser misturados. O risco aumenta quando se trata de produtos clandestinos ou receitas caseiras, sem controle de composição, o que dificulta o atendimento médico em situações de emergência. A exposição repetida também preocupa, já que o organismo pode se sensibilizar ao longo do tempo, fazendo com que os sintomas apareçam apenas após vários usos. A entrevista conduzida pelo jornalista Léo Mendes também abordou intoxicações por medicamentos, automedicação, uso de remédios vencidos, desafios virais envolvendo aerossóis, impactos da poluição e a importância dos exames toxicológicos exigidos para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em algumas categorias. De acordo com o médico, a informação de qualidade é uma das principais ferramentas de prevenção, especialmente em um cenário de desinformação e conteúdos perigosos disseminados nas redes sociais. Em casos suspeitos de intoxicação, a orientação é afastar a pessoa da fonte de exposição e procurar atendimento médico imediato, sem tentar soluções caseiras. O TEMPO Entrevista vai ao ar no sábado, 18 de abril, às 14 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

    31 min
  4. CDB, CDI, Tesouro Direto, Master

    MAR 28

    CDB, CDI, Tesouro Direto, Master

    A liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, revelou um desequilíbrio grave entre caixa e compromissos financeiros e reacendeu um debate essencial: como investimentos de alto risco, muitas vezes travestidos de oportunidades seguras, chegam a milhares de carteiras pelo país. O caso virou exemplo de um problema estrutural do mercado financeiro: a dificuldade de o investidor comum identificar riscos ocultos. Em O TEMPO Entrevista, o CEO e diretor de Consultoria da Stokos Wealth Management, Henrique Stuart, explicou que o modelo de captação do banco já indicava fragilidades muito antes da liquidação. “Quando uma instituição precisa pagar 120% ou 130% do CDI para captar recursos, isso significa que ela já não consegue financiamento em condições normais. Esse custo elevado precisa ser compensado com ativos ainda mais arriscados, o que cria um ciclo insustentável”, afirmou. Para Banker da Stokos, Leon David, outro fator decisivo é a forma como esses produtos são distribuídos ao público. “Muitos investimentos problemáticos se espalham porque pagam comissões mais altas a quem os vende. O investidor acredita que está sendo orientado, mas muitas vezes não sabe que o incentivo está no produto, não na proteção do patrimônio”, disse. Segundo ele, a promessa de retorno elevado costuma ser o primeiro alerta de que há risco adicional envolvido. O jornalista e apresentador Léo Mendes também abordou o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a falsa sensação de segurança criada por essa proteção. Os especialistas reforçaram que o fundo não cobre todos os cenários e que confiar apenas nele pode ser um erro. “Não existe retorno extra sem risco extra. Se algo parece bom demais pra ser verdade, provavelmente é”, resumiu Stuart. O alerta final é direto: mais do que buscar rendimento, o investidor precisa entender quem está sendo remunerado e por quê. Entenda mais sobre como identificar investimentos seguros e sobre o papel dos especialistas nesse processo. O TEMPO Entrevista, com os convidados Henrique Stuart e Leon David, vai ao ar no sábado, 28 de março, às 14h, no canal de O TEMPO no YouTube.

    29 min
  5. Habeas corpus humanitário é para todo mundo — assim como quer Jair Bolsonaro?

    11/27/2025

    Habeas corpus humanitário é para todo mundo — assim como quer Jair Bolsonaro?

    O advogado criminalista Rafael Pereira, especialista em Ciências Penais e conselheiro do Conselho de Criminologia e Política Criminal da Sejusp-MG, afirmou que o sistema carcerário brasileiro está longe de oferecer condições adequadas para qualquer pessoa presa. Em O TEMPO Entrevista, ele explicou que discussões recentes sobre habeas corpus humanitário e prisão domiciliar — impulsionadas pelo caso do ex-presidente Jair Bolsonaro — expõem desigualdades históricas entre presos com grande visibilidade e a população carcerária comum. Segundo o advogado, o habeas corpus humanitário não é um privilégio nem um mecanismo exclusivo para figuras políticas, mas deveria ser utilizado sempre que o Estado se mostra incapaz de garantir cuidados básicos ao preso, como medicamentos, assistência médica e condições mínimas de higiene. Na prática, porém, ele afirma que apenas casos de grande repercussão recebem inspeções detalhadas do Judiciário para verificar se o preso está sendo atendido adequadamente. “O preso comum não tem essa atenção”, observa. Rafael destaca ainda a superlotação como o maior obstáculo para qualquer política de ressocialização. Dados recentes da Secretaria Nacional de Políticas Penais mostram que o Brasil tem mais de 702 mil presos para apenas 500 mil vagas, cenário que impede triagem adequada, compromete a saúde e limita qualquer atuação eficaz das polícias penais. Em condições precárias, afirma ele, o sistema não cumpre sua função de reinserir o indivíduo na sociedade e, muitas vezes, funciona como “escola do crime”. Um dos trechos mais contundentes da entrevista ao jornalista Léo Mendes aborda o ciclo de reincidência. Para o criminalista, a sociedade fecha portas para quem deixa a prisão, enquanto as organizações criminosas oferecem exatamente o contrário: emprego, renda e proteção. “Onde o Estado não chega, o tráfico chega”, disse, citando ainda que facções dominam setores econômicos, financiam infraestrutura em comunidades e ocupam justamente o espaço que deveria ser preenchido por políticas públicas. Questionado sobre possíveis soluções, Rafael Pereira não demonstra otimismo. Ele lembra que presos “não dão voto”, razão pela qual poucos governos assumem o custo político de investir em melhorias no sistema prisional. Mesmo assim, defende a ampliação de modelos que funcionam, como as Apacs, e ações permanentes de urbanização, prevenção e políticas criminais integradas. Para ele, sem uma transformação estrutural, o Brasil continuará repetindo os mesmos erros. A entrevista completa vai ao ar nesta quinta-feira, 27 de novembro, às 15h30. E também estará disponível nos principais tocadores de podcast.

    34 min

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O TEMPO Entrevista. Um espaço para ouvir quem move negócios, ideias e decisões. Todos os sábados, às 14h. Histórias inspiradoras têm o poder de transformar. Por isso, nasce o O TEMPO Entrevista, novo programa semanal dos canais de YouTube de O TEMPO e O TEMPO LIVRE. Com apresentação do jornalista Léo Mendes, o programa convida grandes nomes do empreendedorismo, da cultura, da ciência, do esporte e do impacto social para conversas profundas e transformadoras. Todos os sábados, às 14h, abrimos espaço para conhecer os bastidores das trajetórias que fazem a diferença — os desafios, as escolhas, as inovações e as lições que marcaram o caminho de quem constrói, lidera e inspira.