Recondo e Os Onze

Felipe Recondo

O Judiciário brasileiro está no centro do debate público. Hoje mais do que nunca. Entre decisões que mudam o país, embates políticos e histórias humanas que revelam os bastidores do poder, este podcast abre o microfone para entender — com calma e profundidade — o que acontece nas cortes e tribunais do Brasil. A cada episódio, entrevistas e conversas com ministros, advogados, pesquisadores, jornalistas e personagens que ajudam a explicar o papel da Justiça na democracia. Dos julgamentos do Supremo Tribunal Federal às disputas que definem políticas públicas, aqui se discute como o direito se transforma em decisão — e decisão em impacto. Porque compreender o Judiciário é também falar de política, sociedade, economia. Decifrar o Judiciário é também entender o Brasil.

  1. Como se faz um acordo de delação premiada?

    MAR 27

    Como se faz um acordo de delação premiada?

    🎙️ Neste episódio do podcast Direito do Mundo, Felipe Recondo sabatina Vladimir Aras, professor da Universidade de Brasília e procurador da República, para discutir um dos temas mais sensíveis do momento: a colaboração premiada. Em meio à expectativa em torno de possíveis delações no caso Master, a conversa parte de uma dúvida central — até que ponto é possível antecipar o conteúdo de um acordo que sequer começou a ser formalizado? - ASSINE A MINHA NEWSLETTER PARA SABER MAIS: https://substack.com/@UC1vPuOmA2uYkbpfURbkpYVA  ⚖️ Ao longo do episódio, Vladimir Aras explica, de forma didática, como funciona o mecanismo da delação premiada, desde as primeiras conversas entre defesa e investigadores até a formalização do acordo. Ele destaca que a colaboração não é sinal de fragilidade da investigação, mas, ao contrário, um instrumento utilizado quando já existe um conjunto robusto de provas. Também detalha a lógica estratégica por trás desses acordos, tanto para a acusação quanto para a defesa, e os limites legais que regem esse tipo de negociação.  🧭 A conversa ainda avança sobre os bastidores desse tipo de processo: como se constrói a confiança entre as partes, qual o papel do juiz - que não pode participar da negociação - e como se garante a boa-fé do colaborador. Em um tom direto e acessível, o episódio oferece ao ouvinte uma visão clara de como funcionam, na prática, os acordos que podem redefinir investigações complexas e alterar o rumo de grandes casos no país.

    28 min
  2. Usar forças armadas contra organizações criminosas é um bom negócio?

    MAR 12

    Usar forças armadas contra organizações criminosas é um bom negócio?

    O debate sobre classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas voltou à pauta — e desta vez com um ingrediente novo: a pressão e a atuação dos Estados Unidos na região. Mas o que realmente mudaria se essas organizações passassem a ser tratadas como terroristas? Isso ajudaria no combate ao crime organizado ou seria apenas uma mudança de rótulo?  ASSINE A MINHA NEWSLETTER PARA SABER MAIS: https://substack.com/@recondoeosonzeNeste episódio de DIREITO DO MUNDO, Felipe Recondo conversa com Vladimir Aras, procurador da República e professor da Universidade de Brasília, para discutir os limites e os riscos dessa proposta. A militarização do combate ao narcotráfico funciona? O uso de forças armadas — inclusive estrangeiras — é solução ou ilusão? E o que experiências internacionais, como o Plano Colômbia, as Filipinas de Duterte ou a política de segurança de El Salvador, realmente ensinam? Ao longo da conversa, também surge uma questão maior:por trás da retórica do combate ao crime organizado, estaria em curso uma nova estratégia geopolítica dos Estados Unidos para a América Latina? Uma discussão sobre segurança pública, direito internacional, soberania e geopolítica — e sobre os riscos de soluções fáceis para problemas complexos. 00:00 Introdução ao tema da classificação de organizações criminosas como terroristas01:09 Utilização de forças armadas no combate ao crime organizado01:35 Eficácia da militarização e exemplos históricos03:32 Implicações da classificação como organização terrorista05:56 Mercado de drogas e o papel do consumo global08:29 Separação de funções do Estado: polícia vs forças armadas11:03 Riscos de ações militares externas e violações de direitos humanos15:36 Exemplos internacionais: Filipinas, El Salvador e suas lições20:19 Motivações geopolíticas dos EUA na região22:30 Disputa de influência entre EUA e China na América Latina

    24 min
  3. Trumpe entre a Groenlândia e o Irã: ameaças, repressão e o risco de ruptura global

    JAN 15

    Trumpe entre a Groenlândia e o Irã: ameaças, repressão e o risco de ruptura global

    Donald Trump volta a tensionar o tabuleiro internacional — agora com ameaças explícitas à Groenlândia, território do Reino da Dinamarca, e com sinais de escalada contra o Irã em meio a protestos e repressão. Neste episódio, Felipe Recondo conversa com Vladimir Aras (UnB e Ministério Público Federal) para destrinchar, com o rigor do Direito Internacional e o realismo da política externa, o que existe de bravata, o que pode virar fato consumado e quais seriam as consequências para a ordem global. A conversa passa pela história e pelo status jurídico da Groenlândia, pelo papel da OTAN e pela hipótese-limite de um conflito entre membros da própria aliança. Aras explica quais formas de aquisição territorial são legítimas, por que invasões configuram crime de agressão e como isso se relaciona com precedentes recentes — da Crimeia à guerra na Ucrânia. Na segunda parte, o foco é o Irã: as causas econômicas e políticas dos protestos, o quadro de violações de direitos humanos, o debate sobre respostas multilaterais e a doutrina da “Responsabilidade de Proteger” (R2P). O episódio também revisita episódios sul-americanos ligados ao tema — do atentado à AMIA às suspeitas sobre redes como o Hezbollah — e discute por que, com o enfraquecimento de mecanismos internacionais, soluções unilaterais voltam a ganhar força. 📌 Tópicos do episódio Groenlândia: contexto histórico, interesse estratégico e disputa de soberaniaOTAN e integridade territorial: o que acontece se um membro ameaça outroDireito Internacional: compra, anexação, invasão e crime de agressãoAutodeterminação e direitos dos povos indígenas (Inuit)Irã: protestos, repressão e riscos de escalada militarViolações de direitos humanos e o impasse da resposta internacionalR2P (Responsabilidade de Proteger) e os limites do multilateralismo hojeSe você curte análises que conectam geopolítica, STF, instituições e Direito, inscreva-se no canal e deixe seu like.

    48 min

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O Judiciário brasileiro está no centro do debate público. Hoje mais do que nunca. Entre decisões que mudam o país, embates políticos e histórias humanas que revelam os bastidores do poder, este podcast abre o microfone para entender — com calma e profundidade — o que acontece nas cortes e tribunais do Brasil. A cada episódio, entrevistas e conversas com ministros, advogados, pesquisadores, jornalistas e personagens que ajudam a explicar o papel da Justiça na democracia. Dos julgamentos do Supremo Tribunal Federal às disputas que definem políticas públicas, aqui se discute como o direito se transforma em decisão — e decisão em impacto. Porque compreender o Judiciário é também falar de política, sociedade, economia. Decifrar o Judiciário é também entender o Brasil.

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