A Saz e a Lira

Gabriel Vasto

A poesia épica ou heroica é um dos modos de expressão literária mais recorrentes na antiguidade, seja no berço das civilizações, como em produções poéticas mesopotâmicas, seja nos pilares de toda a produção literária ocidental subsequente - Homero, Virgílio, Ovídio. A Saz e a Lira explora as diferentes tradições de poesia épica - oral e escrita -, influências da épica do Oriente Próximo na literatura clássica ocidental, e traz também comentários sobre produções épicas de diversos lugares do mundo, contextualizando essas obras, com referências de livros e ensaios sobre os temas abordados.

Episódios

  1. 31/10/2021

    Episódio 8 - "A História começa na Suméria..."

    Antes de um aprofundamento nas produções épicas sumérias, é necessário entender o contexto maior dessas obras: como elas foram escritas, transmitidas e recebidas. Nesse surpreendente processo trimilenar de produção e transmissão de conhecimento, figura uma personagem importante: a escrita cuneiforme. Graças a uma conveniência tanto de disponibilidade de material quando de meio apropriado, a escrita cuneiforme sobreviveu praticamente intacta por mais de quatro mil anos, gravada em tábuas de argila. Nesse episódio da Saz e a Lira, olho com um pouco mais de detalhes aspectos da língua suméria, da produção de tábuas de argila e das características do sistema de escrita cuneiforme.  Referências: Sugestão de episódio sobre o desenvolvimento da escrita pelos Sumérios --> https://open.spotify.com/episode/0v8S4Cm6WcNgUQ0j3JVTy9?si=26a2e9873d8247d1 Sobre a língua Suméria --> Snell, D. et al, A Companion to the Ancient Near East, Part II, Ch. 6, 2005, Blackwell Publishing  E. Vogelzang and H. L. J. Vanstiphout, eds., Mesopotamian  Epic Literature: Oral or Aural? Lempeter: Edwin Meller, 1992, pp. 227-245  Jagersma, A. H., A Descriptive Grammar of Sumerian, Ch 1, 2010, ter verkrijging van  de graad van Doctor aan de Universiteit Leiden A leitura fonética em Sumério retirei do canal Quellant, e deixo aqui o link para a leitura completa. Lembrando que a reconstituição do Sumério, bem como de qualquer língua antiga, é sempre conjectural. --> https://www.youtube.com/watch?v=AqavfoOK-Sw Sobre a produção de tábuas de argila --> Radner, K. et al, The Oxford Handbook of Cuneiform Culture, Part I, Ch. 1, 2011, Oxford University Press Sobre a escrita cuneiforme --> Daniels, P. T. et al, The World's Writing Systems, Part II, Section 3, Mesopotamian Cuneiform Jagersma, A. H., A Descriptive Grammar of Sumerian, Ch 2, 2010, ter verkrijging van  de graad van Doctor aan de Universiteit Leiden Sobre o princípio de Rebus --> https://www.youtube.com/watch?v=Hzj7r3GCgdo Sobre a história do deciframento do cuneiforme --> Kramer, S. N., The Sumerians: Their History, Culture and Character, Ch. 1, 1963, University of Chicago Press Sobre os níveis de alfabetização --> Radner, K. et al, The Oxford Handbook of Cuneiform Culture, Part I, Ch. 4, 2011, Oxford University Press Contato do Thales Meirelles do Prado, que faz Letras na FFLCH, e, também, trabalhos de voz e atuação --> (11) 98432-6513 Gostaria de agradecer a todos os artistas que disponibilizaram seu trabalho gratuitamente. Music provided by ALD - No Copyright Music Video Link: https://youtu.be/4TnANpid7ac FREE Arabic Vocals by Soulpacifica - tihana.net/soulpacifica | YT: tihanamusic

    34 min
  2. Episódio 7 - O Poeta Formulaico...?

    19/10/2021

    Episódio 7 - O Poeta Formulaico...?

    Nesse terceiro e último episódio da trilogia sobre a Teoria Oral-Formulaica, abordo brevemente a recepção, no meio acadêmico e especializado, das ideias de Milman Parry e Albert Bates Lord, bem como críticas e correções sugeridas à Teoria. Por fim, comento sobre o status da Teoria Oral-Formulaica nos últimos 10 anos, e como ela foi importante para provocar uma mudança de perspectivas no estudo das tradições de poesia épica. Referências:  Sobre a expressão "palavras aladas" e seus possíveis significados --> Ascheri, P., Montanari, F., Omero Tremila Anni Dopo, 2002, Roma, Edizioni di Storia e Letteratura, pp. 471-483 Oral Tradition, 14/2 (1999): 321-335 Paolo Vivante (1975). On Homer's Winged Words. The Classical Quarterly, 25, pp 1-12 Parry, M. About Winged Words, Classical Philology, 32, 1, 1937 (também pode ser encontrado no The Making of Homeric Verse: The Collected Works of Milman Parry, pp. 414-419 Sobre as várias definições de fórmulas --> Transactions and Proceedings of the American Philological Association , 1963, Vol. 94 (1963), pp. 235-247 Visser, E. Formulae or Single Words? Towards a New Theory on Homeric Verse-Making, 2016, pp. 21-37 Fowler, R. et al, The Cambridge Companion to Homer, Part 3, Ch. 8: Formulas, Metre and Type-scenes, 2004, Cambridge University Press Recepção, críticas, reformulações e status atual da Teoria Oral-Formulaica --> Finkelberg, M., Homeric Contexts, Oral Formulaic Theory and the Individual Poet, 2012, De Gruyter Jensen, M., Humanities 2017, 6(4), 97 Jensen, M., ΤΗΕ HOMERIC QUESTION AND ΤΗΕ ORAL-FORMULAIC THEORY, Chs. II, III, Copenhagen, 1980, Museum Tusculanum Press Thomas, R., LITERACY AND ORALITY IN ANCIENT GREECE, Chs. 2, 3, 1999, Cambridge University Press Foley, J. et al, Oral Tradition in Literature, Chs. 2, 5, 1986, University of Missouri Press Foley, J., The Singer of Tales in Performance, Ch. 1 Common Ground, 1995, Indiana University Press Proceedings of the American Philosophical Society , DECEMBER 2011, Vol. 155, No. 4 (DECEMBER 2011), pp. 383-393 Contato do Thales Meirelles do Prado, que faz Letras na FFLCH, e faz trabalhos de voz e atuação --> (11) 98432-6513

    30 min
  3. Episódio 6 - Palavras Aladas: A Teoria Oral-Formulaica

    05/09/2021

    Episódio 6 - Palavras Aladas: A Teoria Oral-Formulaica

    Nesse segundo episódio da trilogia sobre a Teoria Oral-Formulaica, apresento uma reconstituição da argumentação de Milman Parry, desenvolvida em uma série de dois artigos, chamados Estudos na Técnica da Versificação Oral do Épico, publicados em 1930 e 32, respectivamente. A teoria do Parry busca explicar como certos traços da linguagem homérica, como o extensivo uso de epítetos, os arcaismos e a mistura de dialetos gregos podem ser elementos da uma técnica de versificação oral, utilizada por bardos para compor durante uma performance recitativa e musical. Por fim, comento um pouco sobre o trabalho de Albert Bates Lord, aluno do Parry, com bardos da Iugoslávia, a fim de testar as hipóteses levantadas pelo Parry.  Referências: Sobre a oralidade na antiguidade, artigos do Parry e Teoria Oral-Formulaica: Harvard Studies in Classical Philology , 1930, Vol. 41 (1930), pp. 73-147 Harvard Studies in Classical Philology , 1932, Vol. 43 (1932), pp. 1-50 Foley et al., A Companion to Ancient Epic, Part I, 4: Performance, 2005, Blackwell Publishing Foley et al., Oral Tradition in Literature, Ch. 1: Introduction, 1986, University of Missouri Press Fowler, R. et al, The Cambridge Companion to Homer, Part 3, Ch. 8: Formulas, Metre and Type-scenes, 2004, Cambridge University Press Thomas, R., Literacy and Orality in Ancient Greece, Ch. 3: Oral Poetry, 1999, Cambridge University Press Sobre Albert Bates Lord e os bardos da Iugoslávia:  Lord, A. B., The Singer of Tales, Ch. 3: The Formula, 1971, New York Contato do Thales Meirelles do Prado, que faz Letras na FFLCH, e faz trabalhos de voz e atuação --> (11) 98432-6513

    40 min
  4. Episódio 5 - A Questão Homérica e Milman Parry

    24/08/2021

    Episódio 5 - A Questão Homérica e Milman Parry

    Mesmo que Homero seja o modelo por excelência da produção épica ocidental, nunca deixou-se de notar as particularidades da poesia homérica, com uma linguagem tão distinta e própria. Essa sensação de estranheza, ao longo da história, levou diversos estudiosos da literatura clássica a questionar, afinal, quem e que tipo de poeta foi Homero. Nesse episódio, trago uma breve revisão histórica da Questão Homérica, e, por fim, comento sobre a vida e o trabalho de Milman Parry, um acadêmico do séc. XX, cujo trabalho é responsável por apresentar uma nova visão de Homero, e constitui um alicerce na compreensão das dinâmicas da poesia épica. Esse episódio é o primeiro de uma série de três sobre a Teoria Oral-Formulaica, o resultado dos trabalhos do Parry e do seu aluno, Albert Bates Lord. Referências  Sobre a Questão Homérica e a vida e obra de Milman Parry: Parry, A. (1971), The Making of Homeric Verse: The Collected Works of Milman Parry, Introduction, Oxford, Clarendon Press Kanigel, R., Hearing Homer's Song: The Brief Life and Big Idea of Milman Parry, Chs. 13, 26, 2021, Borzoi Books Jensen, M. S., Humanities 2017, 6, 97 Fowler, R. et al, Cambridge Companion to Homer, Ch. 14 The Homeric Question, 2006, Cambridge University Press West, M., Proceedings of the American Philosophical Society, DECEMBER 2011, Vol. 155, No. 4, pp. 383-393 Contato do Thales Meirelles do Prado, que faz Letras na FFLCH, e faz trabalhos de voz e atuação --> (11) 98432-6513

    34 min
  5. Episódio 4 - A Ideia de Épico

    10/08/2021

    Episódio 4 - A Ideia de Épico

    Afinal, o que é Poesia Épica? Essa pergunta, que pode parecer simples, tem uma história complexa e fascinante. Nesse episódio, busco uma origem histórica pras definições mais convencionais de Poesia Épica, remanescentes de discussões que remontam à Grécia Antiga. Além disso, comparo visões ocidentais de Poesia Épica com a teoria literária em sânscrito. Por fim, proponho uma redefinição baseada em avanços, a partir do século XX, no conhecimento e estudo das tradições literárias orais. Referências: Abertura --> Garnier, Oeuvres Complètes de Voltaire, Essai sur la Poésie Épique, 1877, tome 8 Sobre definições convencionais de Poesia Épica --> SOARES, Angélica. (2007). Gêneros Literários. Rio de Janeiro, Ed. Ática. MOISÉS, M. (1979). A Criação Literária: Poesia, Do Épico e do Lírico, Ed. Melhoramento. Sobre a visão de Aristóteles e a sua influência na Antiguidade --> Aristóteles, Sobre a Arte Poética, tradução Mattoso, A. e Campos A. Q., ed. Autêntica, 2018 Habib, M. A. R., Modern Literary Criticism and Theory: a History, Pt. I: Ancient Greek Criticism, Blackwell Publishing, 2005 Reitz, C., Finkmann, S. et al, Structures of Epic Poetry, Vol. I: Foundations, Ancient and Moderns Theories of Epic, De Gruyter, 2019 Trench, W.F., Mímesis in Aristotle's Poetics, Hermathena , 1933, Vol. 23, No. 48 (1933), pp. 1-24 Sobre a teoria literária em sânscrito e os Mahákávya --> Tripp, S., The Genres of Classical Sanskrit Literature, Poetics 10 (1981) 213-230 Kavijara, V., Sahityadarpana, transl. by Ballantyne, J. M., Baptist Mission Press, 1851, pp. 265-266 Sobre a continuidade do Épico no Modernismo --> Ramalho, C. (2013), Poemas Épicos: Estratégias de Leitura, ed. UapÊ Sobre os trabalhos de Milman Parry e a poesia homérica --> Fowler, R. et al, The Cambridge Companion to Homer, Ch. 14, The Homeric Question, Cambridge University Press, 2006 Sobre gêneros literários nas tradições orais --> Bauman, R. et al, Folklore, Cultural Performances, and Popular Entertainments, Genre, Oxford University Press, 1992 Journal of Linguistic Anthropology 9(l-2):84-87 Sobre a relação do Épico com a Eulogia e a Poesia Heroica --> Foley, J. M. et al, Blackwell Companion to Ancient Epic, Epic as Genre, Blackwell Publishing, 2005 Hainsworth, J. B., The Idea of Epic, Ch. I, What is an Epic?, University of California Press, 1991 Beissinger, M. et al, Epic Traditions in the Contemporary World, Epic as Genre, University of California Press, 1999 Contato do Thales Meirelles do Prado, que faz Letras na FFLCH, e faz trabalhos de voz e atuação --> (11) 98432-6513

    45 min
  6. Episódio 3 - Homo Simbolicus e os Deuses Onividentes

    18/07/2021

    Episódio 3 - Homo Simbolicus e os Deuses Onividentes

    Nesse último episódio da série sobre o pensamento abstrato, trago algumas reflexões sobre a linguagem humana, de que modo ela se diferencia dos sistemas de comunicação encontrados em animais, que tipos de coisas ela permitiu que fizéssemos, e o que um cachimbo que não é um cachimbo tem a ver com essa história. Comento, também, sobre a hipótese do antropólogo Roy Rappaport, de que a ideia de sagrado teria coevoluído com a linguagem. Por fim, analiso como a invenção da agricultura, aliada ao pensamento simbólico e à noção de sagrado, mudou profundamente nossa organização social, política e religiosa. Referências: Sobre Magritte e a Semiótica --> https://courses.washington.edu/hypertxt/cgi-bin/book/wordsinimages/magritte.html Sobre a linguagem para Darwin e o mito como ferramenta integradora --> Donald, M., Origins of the Modern Mind, Chs 2, 7 Harvard University Press; 1993  Sobre a "Revolução Cognitiva" na Psicologia e experimentos de linguagem animal --> Psychon Bull Rev (2017) 24:181–185; documentário Koko: The Talking Gorilla, Barbet Schroeder, 1h25min, https://vimeo.com/114418067 (em francês, sem legenda, único link que consegui encontrar online) Sobre o modelo das faculdades ampla e restrita, de Chomsky e colaboradores -->  Science, 2002, 298(5598), 1569–1579 Language and Linguistics Compass 6/10 (2012): 611–621 Sobre a visão de linguagem da psicóloga/primatologista Susan Savage-Rumbaugh e a seleção de grupo defendida pelo biólogo David Sloan Wilson--> d'Errico, F. et al, Homo Symbolicus: The dawn of language, imagination and spirituality, Chs. 2, 7 John Benjamins Publishing Company, 2011 Ensaio Raciocínio Animal e Proto-Lógica, do cientista cognitivo José Luiz Bermúdez --> Hurley, S. et al, Rational Animals?, Ch. 5, Animal reasoning and proto-logic, Oxford University Press, 2006 Sobre a visão do linguista Michael Tomasello e o paradigma funcional --> Tomasello, M., The Cultural Origins of Human Cognition, Chs. 3, 4 , Harvard University Press; 2001 Tomasello, Michael (2001). First steps toward a usage-based theory of language acquisition. Cognitive Linguistics, 11(1-2) Sobre a importância do casamento na evolução humana --> Barnard, A., Genesis of Symbolic Thought, Ch. 3, Kinship, sociality and the symbolic order, Cambridge University Press, 2012 Sobre a separação entre sagrado e profano --> Eliade, M., Patterns in Comparative Religion, Sheed & Ward, 1958 Sobre a noção de sagrado na evolução humana --> Annual Review of Ecology and Systematics, Vol. 2 (1971), 23-44 Sobre a invenção independente da agricultura --> britannica.com/topic/agriculture/Earliest-beginnings Sobre o modo de Subsistência e a presença de Deuses maiores e morais --> Hum Nat (2012) 23:253–269 Sobre os 'free-riders' sociais --> Dunbar, R., Grooming, Gossip and the Evolution of Language, Ch. 3, The Importance of Being Earnest, Harvard University Press, 1998 Contato do Thales Meirelles do Prado, que faz Letras na FFLCH, e faz trabalhos de voz e atuação --> (11) 98432-6513 Agradeço também à Prof. Dra. Deize Crespim Pereira, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, por correções e sugestões na parte do roteiro sobre linguagem.

    48 min
  7. Episódio 2 - Caçadores de Espíritos

    03/07/2021

    Episódio 2 - Caçadores de Espíritos

    Continuando a analisar traços distintivos do ser humano como espécie e como eles se relacionam com nossa capacidade de pensar no abstrato, traço um panorama das transformações pelas quais nossa relação com os animais passou. Começo investigando as origens da caça e, daí, como as pinturas em cavernas podem nos dizer coisas muito mais profundas e intrigantes do que imaginamos. Por fim, comento os efeitos da domesticação na relação ser humano-animal e como, a partir dela, o sacrifício passou a ser incluído nas práticas religiosas dos seres humanos.  Referências: Sobre a Conexão Animal como traço distintivo e discussão --> Shipman, P. The Animal Connection and Human Evolution, Current Anthropology, 2012, 4, 51 Sobre análise de fósseis de animais e o comportamento de carniceiro/caça --> Domínguez-Rodrigo, M. et al, Stone Tools and Fossil Bones, Chs. 3, 4; April 2012, Cambridge University Press Como seres humanos evoluíram para se tornar os melhores corredores do planeta --> youtube.com/watch?v=hGleeVGS8F8 Sobre caça de resistência por caçadores-coletores --> youtube.com/watch?v=826HMLoiE_o Sobre a caça na África e as lanças de Blombos --> The revolution that wasn't: a new interpretation of the origin of modern human behavior, J. Hum. Evolution, 2000, 39, 5 Sobre o tamanho da cabeça de bebês e o período longo de dependência parental --> PNAS December 20, 2016 113 (51) 14680-14685 Sobre Shamanismo e Sacrifício --> Hénaff, M., Three Crucial Aspects of Religion in Human Evolution, Eur. J. Soc., 2012, 53, 3 Clottes, J., The Shamans of Prehistory, Chs. 1, 4, 1998, New York Hayden, B., A Prehistory of Religions: Shamans, Sorceres and Saints, Ch. 3, 2003, Smithsonian Books Eliade, M., A History of Religious Ideas, Vol. 1, 1985, University of Chicago Press Sobre a Caverna de Chauvet e sua descoberta --> archeologie.culture.fr/chauvet/en/discovery Documentário The Cave of Forgotten Dreams, 1h35min Pintura 'Neanderthal' mais antiga em caverna na Europa e os debates acerca disso --> nature.com/articles/d41586-018-02357-8 Contato do Thales Meirelles do Prado, que faz Letras na FFLCH, e faz trabalhos de voz e atuação --> (11) 98432-6513 Agradeço também à Prof. Dra. Maria Mercedes Okumura por corrigir alguns pontos do meu roteiro do 1° episódio.  Chee Zee Jungle - Primal Drive de Kevin MacLeod é licenciada de acordo com a licença Atribuição 4.0 da Creative Commons. https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Fonte: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100684 Artista: http://incompetech.com/

    40 min
  8. Episódio 1 - Caverna de Blombos e o Quarto Cavaleiro do Apocalipse

    21/06/2021

    Episódio 1 - Caverna de Blombos e o Quarto Cavaleiro do Apocalipse

    A poesia épica, bem como todas as outras manifestações artísticas, científicas ou religiosas, é um produto da mente do ser humano; uma mente abstrata, que consegue conceber conceitos não limitados pelo tempo e pelo espaço. Claude Lévi-Strauss disse que a sociologia não pode explicar a origem do pensamento simbólico no ser humano, mas tem que assumir que ela está lá. Felizmente, hoje podemos combinar diversas áreas, como a Sociologia, a Biologia, e a Paleoantropologia, para tentar responder a pergunta. Antes de tratarmos de poesia épica em si, os três primeiros episódios buscam, portanto, um panorama geral sobre a capacidade humana de pensar no abstrato, e como ela pode ter se originado. Nesse primeiro episódio, comento da mudança filosófica provocada pela publicação do livro A Descendência do Homem, por Charles Darwin, e como ele abriu caminho para uma nova compreensão do ser humano, e também nos forçou a perguntar, novamente, o que nos faz humanos. A partir disso, exploro os achados arqueológicos no sítio da Caverna de Blombos, na África do Sul, onde foram encontradas pedras gravadas que poderiam ser a primeira evidência de comportamento simbólico em homo sapiens. Referências: Revolução Darwiniana e A Descendência do Homem Ruse, M. The Darwinian revolution: Rethinking its meaning and significance, PNAS, June 16, 2009, 106 (Supplement 1), 10040-10047 Ruse, M. Charles Darwin on human evolution, J. Ecom. Behavior & Organization, Volume 71, Issue 1, July 2009, 10-19 Link para download do Manual de Psicologia Evolucionista (Handbook of Evolutionary Psychology), organizado pela UFRN researchgate.net/publication/345988716_Manual_da_psicologia_evolucionista_Handbook_of_Evolutionary_Psychology Sobre a possibilidade de racionalidade em animais Hurley, S. et al, Rational Animals?, Ch. 5, Animal reasoning and proto-logic, Oxford University Press, 2006 Sobre uso de ferramentas por primatas: www.youtube.com/watch?v=j0jqJUF1nOs A Não-Revolução Cognitiva (e também discussões sobre os achados de Blombos) Brooks, A.S., Mcbrearty, S. The revolution that wasn't: a new interpretation of the origin of modern human behavior, Journal of Human Evolution, 39, 5, 2000, 453-563 Barnard, A. Genesis of Symbolic Thought, Ch. 2, Stones, bones, ochre and beads, Cambridge University Press, 2021 Sobre técnicas para analisar gravuras em minerais e as pedras de Blombos McGrew, W. C. et al, Homo Symbolicus: The dawn of language, imagination and spirituality, Ch. 4,Middle Stone Age engravings and their significance to the debate on the emergence of symbolic material culture Sobre o aumento de complexidade nas gravuras das diferentes pedras encontradas em Blombos The evolution of early symbolic behavior in homo sapiens, PNAS March 3, 2020 117 (9) 4578-4584 Links para imagens das pedras e outros artefatos de Blombos ars.els-cdn.com/content/image/1-s2.0-S0047248409000207-gr9.jpg https://www.researchgate.net/profile/Lyn-Wadley/publication/281690303/figure/fig2/AS:613909102858247@1523378744270/Shell-stone-and-ochre-artefacts-from-Blombos-Cave-A-abalone-Haliotis-midae-shell-with.png images.newscientist.com/wp-content/uploads/2011/10/dn21046-7_500.jpg?width=600 Dispersões do gênero Homo para fora da África The Enciclopedia of Global Human Migration, Groves, C. Part I: The Peopling of the World during the Pleistocene, Ch. 3, Hominin migrations before Homo sapiens: Out of Africa – how many times?, 2013 Contato do Thales Meirelles do Prado, que faz Letras na FFLCH, e faz trabalhos de voz e atuação (11) 98432-6513

    36 min

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A poesia épica ou heroica é um dos modos de expressão literária mais recorrentes na antiguidade, seja no berço das civilizações, como em produções poéticas mesopotâmicas, seja nos pilares de toda a produção literária ocidental subsequente - Homero, Virgílio, Ovídio. A Saz e a Lira explora as diferentes tradições de poesia épica - oral e escrita -, influências da épica do Oriente Próximo na literatura clássica ocidental, e traz também comentários sobre produções épicas de diversos lugares do mundo, contextualizando essas obras, com referências de livros e ensaios sobre os temas abordados.