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Agência de informação da Igreja Católica em Portugal

  1. A casa que é Taizé, a estrada de regresso e o cabelo comprido de João Pedro Faria - Emissão 23-04-2026

    -2 DIAS

    A casa que é Taizé, a estrada de regresso e o cabelo comprido de João Pedro Faria - Emissão 23-04-2026

    A vida de João Pedro Faria não começa quando conhece a omunidade Ecuménica de Taizé, em, França, mas há qualquer coisa de inaugural quando na primeira oração, na igreja da reconciliação, percebe uma presença quase física de Deus consigo. Era jovem adolescente, participante entre tantos jovens de uma semana, no Carnaval, na comunidade. Aqueles dias não seriam para acabar – assim o sentiu durante largos anos, perseguindo um “chamamento” para ser voluntário de longa duração, servindo e crescendo com a história de cada irmão da comunidade. Conseguiu concretizá-lo em setembro de 2023 e saiu de lá, em outubro de 2024, percorrendo a pé 2400 quilómetros desde Taizé até Santiago de Compostela, fechando a porta de uma casa ecuménica, que foi sua, e encaminhando-se para abrir a porta de sua casa em Santarém. João Pedro é um jovem de 29 anos, de cabelo comprimido, depois de anos a usar cabelo rapado, porque entende que o seu cabelo pode ser usado em perucas de cabelo natural, por pessoas com doenças oncológicas – talvez seja esta uma forma de cultivar a indiferença inaciana que aprendeu no seu percurso académico e que procura manter na sua vida. Amanhã? Logo se vê. Hoje a certeza do seu compromisso orante – com diferentes espiritualidades e famílias cristãs, e a alegria de perseverar na sua relação com Jesus e na Igreja católica.

    32 min
  2. LUSOFONIAS - Missão por terras do México

    -4 DIAS

    LUSOFONIAS - Missão por terras do México

    Tony Neves, na Cidade do MéxicoAterrei na Cidade do México e, ao sobrevoar, deu para perceber a sua enorme dimensão. Segundo estatísticas, a maior cidade de língua espanhola rondará os 20 milhões de habitantes, se incluirmos as superpovoadas periferias.Estas visitas proporcionam-me sempre um feliz encontro com a história. Andemos mais de 500 anos para trás e tentemos acompanhar Hernan Cortez que, em 1521, tomou Tlatelolco, a cidade Azteca que os espanhóis conquistaram e sobre a qual construíram a atual capital do México. Como sempre faziam, derrubaram as pirâmides (monumentos religiosos aztecas) e construíram uma Igreja. Felizmente, ainda restaram algumas partes das Pirâmides, pelo que temos, hoje, a Praça das Três Culturas, no coração da cidade do México. Pode dizer- se que este é o melhor bilhete de identidade do país. Ao visitar esta zona arqueológica, passeámo-nos, então, por três culturas: as pirâmides levam-nos ao tempo dos Aztecas; a Igreja, construída pelos espanhóis, conduz-nos ao tempo da ‘conquista’; os prédios ultra-modernos mostram-nos os tempos que correm. O século XVI mexicano foi muito investigado a partir desta zona arqueológica. A Praça das Três Culturas ficou ainda para a história por causa do massacre de estudantes feito pelos militares a 2 de Outubro de 1968 ( depois do Maio de 68 de Paris). Por mais incrível que pareça, ainda há processos em curso, mas ninguém acredita que um dia a justiça seja feita.

    5 min
  3. Luís Osório e o silêncio de Deus onde a relação acontece e a fragilidade é assumida - Emissão 16-04-2026

    16/04

    Luís Osório e o silêncio de Deus onde a relação acontece e a fragilidade é assumida - Emissão 16-04-2026

    Escritor e jornalista, conhecemos Luís Osório por uma vidaligada à comunicação social e mais recentemente em postais diários que publica, nas redes sociais, em jornais e na Antena 1, onde persegue «uma ideia de bem, um compromisso de proximidade e relação íntima com o leitor», em texto quase«autobiográfico». O autor traça bem a linha entre o íntimo e o público. Um percurso familiar com contornos expostos, levou Luís Osório cedo a assumir a importância da transparência e da verdade como lugares onde a assunção da fragilidade e Deus o ajudaria a ultrapassar as sombras do seu percurso. Acertar nas palavras ainda doí, fá-lo regressar à infânciamas também a memórias da avó Joaquina e da sua mãe – únicas pessoas que o chamavam Miguel – também às tias Cristina e Teresa – lugares de aconchego e apaziguamento – e ao amor com que cresceu e o marcou para sempre. A paternidade abre novos caminhos de vida e escolher os sacramentos para os filhos e para si, renova a Luís Osório a importância de viver a fé em comunidade, mesmo sem ter a certeza da vida eterna. Os dias hoje pedem-lhe compromissos que faltam numa sociedade que destaca a tecnologia e menos o pensamento com que artistas e filósofos iluminam a vida. Falta a coragem das palavras, ainda que doam, para que a vida interior, a exterior e a transcendência se conjuguem de forma inteira na vida.

    32 min

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