Agência ECCLESIA

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Agência de informação da Igreja Católica em Portugal

  1. Histórias contadas por Lisandra Rodrigues, conjugadas com os verbos «ver, julgar e agir» - Emissão 09-07-2026

    -10 h

    Histórias contadas por Lisandra Rodrigues, conjugadas com os verbos «ver, julgar e agir» - Emissão 09-07-2026

    O poder de uma história contada: este é o primeiro desafio –em forma de convite – feito por Lisandra Rodrigues, terapeuta da fala, pós-graduada em Economia Social e Solidária, que tem cimentado a sua vida na construção comunitária. Ali encontra a possibilidade de concretizar o queindica serem bandeiras de vida: a inclusão, o desenvolvimento, a educação não formal, a cidadania e a possibilidade de contar histórias que ajudem a crescer e a pertencer. As crianças eram companheiras de brincadeiras, no seu crescimento, mas era com os adultos que gostava de conversar. Talvez ai esteja a génese do seu interesse pela escuta, pelas histórias. Os verbos ver, julgar e agir marcam a sua vida, pessoal eespiritual, e continuam a marcar a sua vida profissional. Conhecer a Juventude Operária Católica foi um marco no seu percurso, viver no Porto, na sua residência, foi um convite a mergulhar num património muito rico e em relações que a marcaram pelo testemunho e consistência do coletivo – do parar, refletir e partilhar em grupo. Este crescimento não ficou fechado no seu calendário de vida – são caminhos que Lisandra continua a construir, diariamente, nas relações com as crianças que acompanha – em consultório ou no espaço “feliz” que é a escola – e em todas as associações a que se junta: o associativismo é uma forma de celebrar relações, valorizar a solidariedade e encontrar espaço para dar voz a todos.

    32 min
  2. LUSOFONIAS - Diogo Jota e André, um ano depois…

    -6 dias

    LUSOFONIAS - Diogo Jota e André, um ano depois…

    Tony Neves, em Matola - MaputoFoi há um ano, neste 3 de julho. Estava eu em Paris numa reunião mundial dos Espiritanos quando os colegas me começam a informar que o Diogo Jota, do Liverpool, morreu. Eu sorrio - perante o que considerava ser ignorância deles – e explico-lhes que não: ‘o Diogo casou na Igreja!’. Mas, a insistência de outros levou-me à internet onde a dramática notícia estava já em todas as redes: o Diogo e o André foram vítimas de um brutal acidente rodoviário. Foi neste ambiente internacional – a minha Família Missionária está em 62 países dos cinco Continentes – que percebi quanto o Diogo era conhecido e respeitado. Foi também nessas horas que partilhei o drama das esposas, dos pais, avós, outros familiares, colegas de profissão e numerosos amigos.Nunca é demais relembrar que o pai e avós paternos do Diogo e do André nasceram e cresceram na minha rua: a Rua de S. Ovídio. Os avós e outros familiares ainda ali vivem. Por isso, o choque destas mortes foi ainda mais sentido, mais brutal, pondo toda a nossa aldeia de Jancido em estado de choque. Quando regressei a Portugal, marcamos uma Missa de Mês, na Capela de Jancido. O Grupo Coral preparou uma celebração muito vivida e eu próprio fiquei impressionado com o ambiente criado dentro e fora das quatro paredes desta grande Igreja, tal a multidão que ali se congregou. Nos bancos da frente, podíamos ver os rostos doridos e molhados das viúvas, pais, avós e outras pessoas muito próximas da família. Foi um grande momento celebrativo que, espero, também tenha servido de consolo espiritual para esta família tão dramaticamente marcada pela partida precoce destes dois irmãos, únicos filhos da Isabel e do Quim Zé. Falamos no fim da Missa e fomos trocando, todas as semanas, mensagens nas redes.

    5 min
  3. LUSOFONIAS - S. Paulo, o Missionário

    26/06

    LUSOFONIAS - S. Paulo, o Missionário

    Tony Neves, em MoçambiqueO mundo católico celebra a 29 de junho S. Pedro…e S. Paulo. Portugal tem largas tradições de celebração dos chamados ‘Santos Populares’ neste mês de junho: a 13 S. António, a 24 S. João (Baptista) e a 29 S. Pedro. Esquecemo-nos sempre de S. Paulo quando investimos nos arraiais, nas sardinhas e nas marchas populares! Quando cheguei a Roma (faz quase 8 anos!), impressionou-me ver, em todas as Basílicas (incluindo a de S. Pedro e a de S. Paulo) e grandes Igrejas, a estátua de S. Pedro (com o molho de chaves!) e a de S. Paulo (com a espada – a Palavra de Deus como espada de dois gumes) sempre presentes, lado a lado! São, de facto, dois dos enormes pilares da Igreja nascente.Este ano fui marcado pela publicação do novo livro de D. António Couto, ‘Paulo, modelo de evangelizador’. O Bispo de Lamego é um dos biblistas-poetas portugueses mais notáveis, responsável pela formação de inúmeros Bispos, Padres, Religiosos/as e Leigos. Missionário da Boa Nova, doutorado em Roma nas Ciências Bíblicas, foi Professor na Universidade Católica e outras instituições de Ensino Superior. Depois de exercer o cargo de Superior Geral dos Missionários da Boa Nova, foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga, de onde rumou a Lamego, onde é o Bispo titular desde 2012. Apesar destas responsabilidades mais governativas e pastorais, nunca deixou de investigar, lecionar ou escrever sobre assuntos relacionados com a Bíblia.

    5 min
  4. Discernimento, risco e criatividade rimam com 76 anos do missionário comboniano Manuel Augusto - Emissão 25-06-2026

    25/06

    Discernimento, risco e criatividade rimam com 76 anos do missionário comboniano Manuel Augusto - Emissão 25-06-2026

    O sotaque nascido em Arcozelo das Maias, uma aldeia entre Aveiro e Viseu, acompanhou o padre Manuel Augusto nas suas viagens e missões: levou consigo as origens para os bairros de lata no Quénia onde foi consolado pela humanidade de quem não tinha nada; levou o sotaque para as Filipinas onde abriu a missão dos missionários combonianos na Ásia; com ele entrou na China, celebrou Eucaristia e partilhou caminhos do Concílio Vaticano II em comunidadesfechadas de Taiwan; foi com sotaque de Viseu que na Indonésia teimou não ser expulso para continuar o trabalho de jornalista e acompanhar a visita do Papa João Paulo II; também como superior-geral da congregação, as origens marcaram tarefas que perseguiam comunhão e proximidade entre 1800 confrades. Em todas as geografias a simplicidade e o sonho de continuar os caminhos de abertura do Concílio que marcou o jeito de ser padre de Manuel Augusto - a transformação social, a liberdade, a justiça como formas de enraizar o Evangelho na vida das pessoas. As responsabilidades confiadas foram consequência da discrição, da visão da Igreja e do sentido missionário. Com o Papa Francisco, naquele encontro de abril de 2020, partilhou o sonho, a inspiração, a sintonia para perceber onde estão hoje as oportunidades para a Igreja concretizar o Evangelho – discernimento, lucidez, criatividade e risco continuam a ser o caminho para comunidades provisórias, humildes, periféricasserem sinal da mensagem de Cristo e da transformação do mundo. Aos 76 anos, o Papa Leão XIV confiou-lhe as Obras issionárias Pontifícias em Portugal – uma responsabilidade que pede reconfiguração e abertura de processos.

    32 min

Classificações e críticas

3,7
de 5
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