No último episódio da primeira temporada, Francisco Mota Saraiva e João Dinis (de pantufas Paez) enveredam pelo labirinto existencial kafkiano à procura de respostas para o sentido da vida, antes que seja tarde demais e acabem por morrer ou, pior!, se vejam transformados numa espécie monstruosa de insetos. Gregor Samsa, o protagonista de “A Metamorfose” (1915), de Franz Kafka, é a representação de um mundo alienado e mecânico, debruçado sobre a sua violência inane, expressão do Homem abandonado na sociedade moderna, dependente da sua vileza, indiferença e crueldade. E, também assim, os nossos anfitriões, tal como todos nós… Esta é uma obra sobre a reflexão do absurdo que permeia a nossa existência, mas que pode ganhar mais sentido com um Aleixo, um vinho branco, da Bairrada, de 2022, um autêntico bouquet aromático que, a fechar o programa, despertou uma conversa, digamos, muito floral. “Antes de Morrer” volta em breve com uma nova temporada que será mais um convite à morte e aos bons livros e aos bons vinhos. Até lá, se puderem, evitem a trágica consequência de perderem a vida.