Doutorando Podcast

Carlos Levezinho

Neste podcast abordamos os desafios concretos encontrados da investigação académica: desde a gestão da solidão e da ansiedade até às barreiras financeiras e institucionais. Mas também celebramos a paixão pela descoberta, as estratégias de sobrevivência e o impacto prático do conhecimento científico na sociedade e no mundo empresarial. Afinal, a "arte de doutorar" pode ser um conceito múltiplo, irónico e questionador: para uns, é uma "dança entre o idealismo e o pragmatismo"; para outros, um exercício de "resiliência e engenho" ou simplesmente a manifestação máxima da "arte da curiosidade".

Episódios

  1. Episódio 5 - Caterina Foà: Crowdfunding, Pausas Estratégicas e a Dança do Pragmatismo

    28/12/2025

    Episódio 5 - Caterina Foà: Crowdfunding, Pausas Estratégicas e a Dança do Pragmatismo

    Caterina Foà, doutorada em Ciências da Comunicação (2022), aborda o seu tema de investigação: financiamento colaborativo (crowdfunding) para artes e cultura. A convidada revela que o seu percurso não foi linear, tendo interrompido voluntariamente os estudos entre 2015 e 2018, pela dificuldade de os articular com o seu trabalho. Considera ter sido a decisão certa para rever planos e obter financiamento através de uma bolsa da FCT. Menciona o desafio da solidão do percurso doutoral, agravado pela pandemia e a exigência de escrever a tese num idioma não nativo com orientadores de dois países diferentes. A Caterina destaca a importância de rotinas saudáveis para equilibrar trabalho e descanso e a necessidade de pausas ativas, que se tornam momentos de inspiração e motivação. Um momento de grande satisfação foi a oportunidade de ajudar concretamente uma associação cultural com o seu conhecimento. A "arte de doutorar" é definida como uma "dançaentre o idealismo e o pragmatismo".   Para conhecer mais sobre a entrevistada: https://ciencia.iscte-iul.pt/authors/caterina-foa/cv https://www.linkedin.com/in/caterina-foa?utm_source=share&utm_campaign=share_via&utm_content=profile&utm_medium=android_app Agradecimentos Este podcast é um trabalho suplementar de comunicação pública de ciência, criado para partilhar reflexões sobre os desafios e aprendizagens de uma jornada de investigação doutoral. Integra o projeto de doutoramento em Sociologia no Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, com apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através da Bolsa n.º 2022.09953.BD, e acolhimento científico no DINÂMIA’CET-Iscte e CIES-Iscte. Agradeço aos meus orientadores, Paulo Marques Alves e José Soares Neves, pelo incentivo e orientação. Um especial agradecimento também à Sara Mota pela disponibilidade para a gravação de um episódio piloto, ao Pedro Mendes pelas sugestões, pelas pacientes primeiras audições completas e ao João Hungria Alves pelos grafismos que dão identidade visual ao podcast. Por fim, um profundíssimo agradecimento a todos os entrevistados que tornaram esta ideia possível. Música: “All That” de Benjamin Tissot (Bensound.com)

    47 min
  2. Episódio 4 - Ricardo Canelas: Mecânica de Fluidos, a Lógica Predatória da Academia e o Empreendedorismo do Conhecimento

    28/12/2025

    Episódio 4 - Ricardo Canelas: Mecânica de Fluidos, a Lógica Predatória da Academia e o Empreendedorismo do Conhecimento

    Ricardo Canelas, doutorado em Engenharia Civil (2015),desvenda o desafio da mecânica de fluidos à escala ambiental, um problema fundamental da ciência que exige grande imersão. Ricardo relata a frustração com o contexto institucional nacional, que considera "100% predatório" no recrutamento e que contrasta com o apoio encontrado em parcerias internacionais. A sua principal estratégia para o sucesso foi o empreendedorismo do conhecimento, defendendo que o doutorando deve ser o motor do seu projeto e procurar ativamente parcerias externas para complementar o seu trabalho, expandindo a rede para além do núcleo duro. Esta estratégia permitiu-lhe construir ferramentas que têm impacto real, como a otimização de sistemas e a melhoria da qualidade de vida. Ricardo concluiu que a arte de doutorar é um processo profundamente humano e doloroso, mas essencial para o desenvolvimento do conhecimento.Para conhecer mais sobre o entrevistado: https://scholar.google.com/citations?user=SoE5EP0AAAAJ&hl=en https://www.bentley.com/software/openflows-watersight/ https://cinnamonaudio.com/ Agradecimentos Este podcast é um trabalho suplementar de comunicação pública de ciência, criado para partilhar reflexões sobre os desafios e aprendizagens de uma jornada de investigação doutoral. Integra o projeto de doutoramento em Sociologia no Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, com apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através da Bolsa n.º 2022.09953.BD, e acolhimento científico no DINÂMIA’CET-Iscte e CIES-Iscte. Agradeço aos meus orientadores, Paulo Marques Alves e José Soares Neves, pelo incentivo e orientação. Um especial agradecimento também à Sara Mota pela disponibilidade para a gravação de um episódio piloto, ao Pedro Mendes pelas sugestões, pelas pacientes primeiras audições completas e ao João Hungria Alves pelos grafismos que dão identidade visual ao podcast. Por fim, um profundíssimo agradecimento a todos os entrevistados que tornaram esta ideia possível. Música: “All That” de Benjamin Tissot (Bensound.com)

    1 h 15 min
  3. Episódio 3 - Bruno Oliveira: Rendimento Básico, Entre a Solidão da Pesquisa e o Poder da Partilha

    28/12/2025

    Episódio 3 - Bruno Oliveira: Rendimento Básico, Entre a Solidão da Pesquisa e o Poder da Partilha

    Convidei o Bruno Oliveira, doutorado em Políticas Públicas(2024), pelo Iscte- Instituto Universitário de Lisboa, onde investiga sobre pobreza, desigualdades sociais e inovação política inspirada no Rendimento Básico. Neste episódio o convidado descreve a sua motivação, que nasceu da confluência entre o interesse no mercado de trabalho e o debate sobre a proteção social para os desempregados. O maior desafio na operacionalização da sua pesquisa foi o acesso a dados quantitativos em municípios estrangeiros, oque o levou a alterar o projeto para uma lógica qualitativa. Bruno reforça que o doutoramento é um trabalho bastante autónomo e individual, mas que a partilha com colegas num gabinete de trabalho foi fundamental para lidar com os obstáculos e ansiedades. A "arte de doutorar", segundo o Bruno, exige a capacidade de resiliência e o "engenho" necessário para enfrentar o "calvário" de um trabalho altamente autónomo e solitário, mantendo o foco no objetivo principal, o de concluir o doutoramento. Para conhecer mais sobre o entrevistado: https://ciencia.iscte-iul.pt/authors/author-public-page-2544/cv www.linkedin.com/in/bruno-oliveira-1568439 https://www.cienciavitae.pt/pt/0813-A308-54E0 Agradecimentos Este podcast é um trabalho suplementar de comunicação pública de ciência, criado para partilhar reflexões sobre os desafios e aprendizagens de uma jornada de investigação doutoral. Integra o projeto de doutoramento em Sociologia no Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, com apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através da Bolsa n.º 2022.09953.BD, e acolhimento científico no DINÂMIA’CET-Iscte e CIES-Iscte. Agradeço aos meus orientadores, Paulo Marques Alves e José Soares Neves, pelo incentivo e orientação. Um especial agradecimento também à Sara Mota pela disponibilidade para a gravação de um episódio piloto, ao Pedro Mendes pelas sugestões, pelas pacientes primeiras audições completas e ao João Hungria Alves pelos grafismos que dão identidade visual ao podcast. Música: “All That” de Benjamin Tissot (Bensound.com)

    51 min
  4. Episódio 2 - Catarina Sepúlveda: A Curiosidade na Bioquímica e a Transição para o Mundo da Regulamentação

    28/12/2025

    Episódio 2 - Catarina Sepúlveda: A Curiosidade na Bioquímica e a Transição para o Mundo da Regulamentação

    A bioquímica Catarina Sepúlveda partilha connosco a sua experiência de doutoramento em Edimburgo, centrada na investigação básica em hematologia/leucemia (modelo animal). A sua motivação inicial foi voltar ao laboratório e ter uma experiência internacional. A Catarina desafia o mito de que o doutoramento é "só para os que têm melhores notas", enfatizando que a capacidade de trabalho, planeamento e humildade são mais importantes do que apenas a classificação máxima. Aprendeu que um "não resultado é um resultado" e considera que a sua maior conquista foi a descoberta sobre o papel do gene que estudava na hematopoiese, algo que contribuiu para o conhecimento científico na sua área. Hoje, aplica o pensamento científico e o conhecimento avançado na certificação e regulação de dispositivos médicos em contexto empresarial, sublinhando que esta é uma saída profissional importante para doutorados. A "arte de doutorar" é, para si, a arte da curiosidade. Para conhecer mais sobre a entrevistada: https://www.linkedin.com/in/catarinasepulveda/ https://www.researchgate.net/profile/Catarina-Sepulveda Agradecimentos Este podcast é um trabalho suplementar de comunicação pública de ciência, criado para partilhar reflexões sobre os desafios e aprendizagens de uma jornada de investigação doutoral. Integra o projeto de doutoramento em Sociologia no Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, com apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através da Bolsa n.º 2022.09953.BD, e acolhimento científico no DINÂMIA’CET-Iscte e CIES-Iscte. Agradeço aos meus orientadores, Paulo Marques Alves e José Soares Neves, pelo incentivo e orientação. Um especial agradecimento também à Sara Mota pela disponibilidade para a gravação de um episódio piloto, ao Pedro Mendes pelas sugestões, pelas pacientes primeiras audições completas e ao João Hungria Alves pelos grafismos que dão identidade visual ao podcast. Por fim, um profundíssimo agradecimento a todos os entrevistados que tornaram esta ideia possível. Música: “All That” de Benjamin Tissot (Bensound.com)

    1 h 11 min
  5. Episódio 1 - Hélder Bruno Martins: A Ecocracia, o Jazz e o Desafio da Sobrevivência Académica

    28/12/2025

    Episódio 1 - Hélder Bruno Martins: A Ecocracia, o Jazz e o Desafio da Sobrevivência Académica

    Nesta primeira conversa, Hélder Bruno Martins (etnomusicólogo) partilha o seu percurso de investigação sobre o Jazz em Portugal e a relação entre música, identidade e emoções. Descobrimos como o doutoramento foi uma consequência da paixão pela investigação e não um objetivo em si. Hélder Bruno detalha os momentos desafiantes da sua jornada, incluindo a suspensão do percurso para exercer funções autárquicas e as dificuldades materiais e financeiras sentidas após o término da bolsa da FCT. Este convidado sublinha a importância de existir um método de trabalho e escapes (como a música prática, que serviu de ponte com a família) para manter o equilíbrio e a produtividade. O percurso levou-o à sistematização de um método de apoio à decisão, a Ecocracia, que demonstrou ser pragmático e com alcance prático. A "arte de doutorar" é definida por si como um processo de crescimento e desenvolvimento pessoal. Para conhecer mais sobre o entrevistado: https://helderbruno.com/ https://www.inetmd.pt/equipa/helder-bruno-martins/ Agradecimentos Este podcast é um trabalho suplementar de comunicação pública de ciência, criado para partilhar reflexões sobre os desafios e aprendizagens de uma jornada de investigação doutoral. Integra o projeto de doutoramento em Sociologia no Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, com apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através da Bolsa n.º 2022.09953.BD, e acolhimento científico no DINÂMIA’CET-Iscte e CIES-Iscte. Agradeço aos meus orientadores, Paulo Marques Alves e José Soares Neves, pelo incentivo e orientação. Um especial agradecimento também à Sara Mota pela disponibilidade para a gravação de um episódio piloto, ao Pedro Mendes pelas sugestões, pelas pacientes primeiras audições completas e ao João Hungria Alves pelos grafismos que dão identidade visual ao podcast. Por fim, um profundíssimo agradecimento a todos os entrevistados que tornaram esta ideia possível. Música: “All That” de Benjamin Tissot (Bensound.com)

    1 h 24 min

Sobre

Neste podcast abordamos os desafios concretos encontrados da investigação académica: desde a gestão da solidão e da ansiedade até às barreiras financeiras e institucionais. Mas também celebramos a paixão pela descoberta, as estratégias de sobrevivência e o impacto prático do conhecimento científico na sociedade e no mundo empresarial. Afinal, a "arte de doutorar" pode ser um conceito múltiplo, irónico e questionador: para uns, é uma "dança entre o idealismo e o pragmatismo"; para outros, um exercício de "resiliência e engenho" ou simplesmente a manifestação máxima da "arte da curiosidade".

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