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  1. Cessar-fogo no Irão é um teste à relação de forças entre EUA e Israel

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    Cessar-fogo no Irão é um teste à relação de forças entre EUA e Israel

    EUA e Irão alcançaram um memorando de entendimento para um cessar-fogo, no domingo, que deverá ser assinado esta sexta-feira, em Genebra. Donald Trump foi o primeiro a anunciar o acordo e a abertura do estreito de Ormuz: “Navios de todo o mundo, liguem os vossos motores! Deixem o petróleo fluir”, disse o presidente dos EUA. Uma agência iraniana revelou que o cessar-fogo será permanente e imediato, incluindo no Líbano, que o bloqueio naval dos EUA terminará e que o país vai reaver os 21 mil milhões de euros em activos que foram congelados. Mas os detalhes ainda não são conhecidos, nomeadamente sobre o alívio de sanções económicas contra o Irão, a limitação do programa iraniano e a ocupação do Líbano. Para Israel, o acordo é entre os EUA e o Irão. O ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, diz que “Israel não é subordinado dos EUA” e o ministro da Defesa, Israel Katz, acrescenta que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu são contra a retirada das tropas israelitas do Líbano. Trump manifestou o desagrado pelo facto de Israel ter bombardeado Beirute no domingo e criticou Netanyahu. A relação entre ambos pode estar comprometida, caso o segundo queira sabotar o entendimento com o Irão? É isso que vamos perguntar a Joana Ricarte, especialista em Médio Oriente e professora de relações internacionais na Universidade do Porto. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    20 min
  2. Exames do Secundário: entre a expectativa e a ansiedade, 166 mil alunos a jogar uma parte do futuro

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    Exames do Secundário: entre a expectativa e a ansiedade, 166 mil alunos a jogar uma parte do futuro

    Os dados estão lançados. Dentro de 24 dias, 166 mil alunos portugueses do ensino secundário começam o carrossel de exames nacionais que para muitos serão cruciais para prosseguirem os seus sonhos ou expectativas. Ao todo, até ao final da primeira fase dos exames, a 26 de Junho, estes milhares de jovens com uma média de idade de 17 anos e dois meses farão mais de 340 mil provas. Por estes dias, é fácil imaginar o que está em causa: milhares de professores mobilizados, dezenas de milhar de famílias ansiosas, centena e meia de milhar de jovens a sentir-se no fio da navalha. Ainda para mais, este ano em que todos os exames serão feitos digitalmente ou, quando não são, terão de ser digitalizados. Um grande passo em frente, uma operação logística que mobiliza mais de cinco mil agentes, dos quais 1172 credenciados para recolher os exames e levá-los aos centros de digitalização cuja localização se desconhece. A mudança é, ainda assim, notável.  São sem dúvida momentos difíceis para os jovens, mas a verdade é que ainda não se descobriu uma fórmula para abolir os exames. Se forem padronizados, instigam a memorização e não o pensamento crítico; se forem abertos à inteligência, improviso e criatividade dos jovens e, por isso, mais ajustados às exigências de um mundo com inteligência artificial tornam-se imprevisíveis e odiados por alunos e pais. E pronto, assim lá se vai continuando com o arraial que todos os anos por esta altura do ano marca o quotidiano do país e, em especial, o dos pais e dos alunos. Andreia Sanches, redactora principal do PÚBLICO, acompanha há anos este processo, até porque é uma reputada especialista na área da educação. Na semana passada, na newsletter sobre educação do jornal, escreveu um texto imperdível com o título “A febre dos exames”. E na edição de hoje do PÚBLICO faz um levantamento exaustivo sobre o que está em causa nesta primeira fase dos exames. É com ela que se fará a conversa do seu podcast da manhã de hoje. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    17 min
  3. Trabalho Social, a nova frente de combate ao Governo

    −5 d

    Trabalho Social, a nova frente de combate ao Governo

    O Governo está aflito com o cumprimento das regras acordadas com Bruxelas para receber 500 milhões de euros do PRR. E pediu uma autorização legislativa com urgência para cumprir a promessa a que se tinha obrigado: a criação da Prestação Social Única que irá substituir 13 apoios sociais em vigor. Caiu o Carmo e a Trindade. O PS diz que prestação única tudo bem, mas nem pensar em aprovar esta prestação proposta pelo Governo. Para os outros partidos da esquerda, o que está em causa lembra a ofensiva contra os direitos sociais dos dias tenebrosos da troika. Mas há quem, como o Chega ache pouco: quem recebe apoios do Estado tem de os pagar com trabalho. Afinal, o que causa tanto alarido na proposta que o Governo leva hoje à aprovação da Assembleia? Bom, há a forma como o Governo conduziu este processo, apresentando medidas sem dizer quanto é que custam – ou, de outra forma, quanto é que os destinatários das ajudas vão receber. Mas o que divide a oposição do Governo e a esquerda da direita tem um nome: trabalho social. O Governo quer que os destinatários dos apoios sociais que reúnam determinadas condições (não sejam reformados ou estejam a estudar, por exemplo) possam trabalhar 15 horas por semana em serviços públicos ou em actividades públicas. O Governo diz ainda que em causa têm de estar trabalhos conformes aos perfis das pessoas que recebem ajudas, o que dá para todas as interpretações. Ainda assim, o debate em cima da mesa é altamente divisivo: com esta medida está-se a tirar a dignidade das pessoas que, por variadíssimas razões, precisam dos apoios sociais? Ou, pelo contrário, ao exigir que devolvam à comunidade em trabalho social o que a comunidade lhes concede em apoios, está-se a retirá-los da condição de esmoleres que alimenta os anátemas da extrema-direita? E pelo caminho, outra questão essencial: que caminhos existem nas políticas públicas para integrar no mercado de trabalho pessoas em situação de dependência financeira? Tema para uma conversa com Ana Paula Pereira Marques, professora e investigadora na Universidade Minho, com obra publicada na área da sociologia do Trabalho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    19 min

Om

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