Bloco Central

Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a sair à quinta-feira, dia de Conselho de Ministros, no Expresso. A fechar, e como sempre, o bloco central de interesses, com sugestões para as coisas importantes da vida.

  1. 27 JAN

    Ao vivo: América a ferro e fogo e o papel de Trump num mundo em profunda mudança teimam em não entrar no debate das presidenciais

    Gravamos ao vivo nos “Encontros Fora da Caixa”, realizados no Porto na segunda-feira, e elegemos o presidente Trump como tema internacional e as presidenciais como tema nacional para a conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de João Martins. Entramos na campanha oficial da segunda volta das presidenciais e esta terça-feira realiza-se o único frente-a-frente televisivo. O país vota a 8 de Fevereiro. Se as sondagens voltarem a acertar, António José Seguro será o próximo Presidente da República, num tempo político em que há uma maioria sociológica de direita. Como vai André Ventura, reforçado nas urnas, lidar com o governo de Luís Montenegro? Para que servirá o movimento criado por Cotrim de Figueiredo com a mira apontada a 2031? Que direita sai destas eleições? Sem grande espaço no debate de trazer por casa, o mundo mudou e isso ficou muito claro, em Davos, onde o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, fez uma intervenção inspiradora no dia anterior ao recuo de Donald Trump em relação à Gronelândia. Os mercados estiveram em queda e a Europa mostrou-se firme e unida na oposição à vontade americana de anexar a maior ilha do mundo. A América a ferro e fogo, por causa do combate do ICE à imigração, é outra das marcas da presidência de Trump.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

    46 min
  2. 21 JAN

    Siza Vieira sobre André Ventura: “Imaginem o que é ter um incendiário que gosta do Trump a torpedear o governo do país”

    Desta vez, as sondagens não se enganaram, apontaram a alta probabilidade de haver uma segunda volta entre Seguro e Ventura e ela aí está. Mais difícil de antecipar foi a dimensão da vitória do ex-líder do PS na primeira volta e a dimensão da derrocada do candidato da AD. Cotrim terá ficado muito satisfeito por ser o primeiro dos derrotados, pela simples razão de que triplicou a votação da IL nas legislativas de há oito meses e isso confirma o estatuto de príncipe dos liberais, que se agigantam quando é ele o candidato e mingam quando é outro qualquer. Como o tolinho no meio da ponte ficou uma parte da direita portuguesa, incapaz de saber se esta segunda volta é entre a direita e a esquerda ou entre quem defende a democracia e quem a quer perverter. Terá sido o mesmo dilema que levou há uns tempos alguns democratas portugueses a ficarem indecisos entre Donald Trump e Kamala Harris, hoje alinham com o coro europeu contra o bullying do presidente dos Estados Unidos, que conseguiu transformar os seus principais aliados em principais adversários. A Gronelândia, pois claro, que deixou de sonhar com a independência que um dia podia chegar, mas também a Ucrânia que impede os europeus de passar das palavras aos actos. A bazuca comercial, pacote de sanções anti-coerção, é uma espécie de bomba nuclear que foi preparada para ser lançada contra a China em caso de necessidade, mas que é agora falada para responder às ameaças da Casa Branca. Está com o Bloco Central, a moderação da conversa que se faz entre o Pedro Marques Lopes e o Pedro Siza Vieira é de Paulo Baldaia, com sonoplastia de Gustavo Carvalho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    1h 4m
  3. 8 JAN

    Pedro Siza Vieira: “Ventura tem o seu rebanho e os seus eleitores não seguem outro pastor”

    Donald Trump não nos fez esperar para ficarmos a saber o que nos espera em 2026. Logo no primeiro fim-de-semana do ano, bombardeou Caracas, eliminou a segurança pessoal do presidente da Venezuela e extraditou Nicolás Maduro e a mulher para Nova Iorque onde começarão a ser julgados em Março. Até lá, Trump conta com a manutenção do regime venezuelano para ganhar muito dinheiro com a comercialização do petróleo. Para lá do que aconteceu e da forma como aconteceu, o presidente norte-americano e todo o seu séquito não perderam tempo a mostrar em que direcção vai o mundo: Colômbia, Cuba e Gronelândia são os próximos alvos. Por cá, entre ginjinhas e provas de vinho, os candidatos são diariamente chamados a comentar a espuma dos dias e não se torna fácil perceber o que fariam se fossem presidentes da República. Como esta sexta-feira há Conselho de Estado para debater a Ucrânia, a Venezuela e, talvez, a Gronelândia, o país deve poder contar com a diligente acção dos jornalistas na estrada, transformando todos os candidatos em conselheiros de Estado. As sondagens insistem em dizer-nos que, de certeza, haverá segunda volta a 8 de fevereiro com a grande incerteza de existirem cinco candidatos para duas vagas. Umas poucas dezenas de milhar de votos podem fazer a diferença e o voto útil passou a ser o tema mais importante da campanha. Está com o Bloco Central, a moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira é feita por Paulo Baldaia. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    1h 4m
  4. 2 JAN

    2026: Com um novo Presidente haverá mais ou menos estabilidade? E a economia pode sofrer abalos vindos de fora?

    Estamos já em 2026, o ano em que vamos escolher um novo Presidente da República e despedir-nos de Marcelo Rebelo de Sousa. Quase tão importante como saber quem será o sucessor de Marcelo, pode vir a ser a eventual confirmação de André Ventura na segunda volta. Quem fica para trás nesse caso? E que consequência terão nos partidos estes resultados? Por mais voltas que a política dê e se reforce o papel do populista Ventura, não é expectável que venha aí nova crise política com legislativas antecipadas. Temas como possível revisão constitucional, incluindo debates sobre o papel do Presidente, número de deputados ou poderes do Estado, podem ganhar atenção política ao longo de 2026. A composição do Tribunal Constitucional também vai dar que falar. À volta do mundo, é previsível que 2026 será um ano marcado por desafios à ordem internacional, com crises humanitárias persistentes (por exemplo, no Sudão) e tensões geopolíticas que vão testar ainda mais os mecanismos tradicionais de cooperação global.  Nos Estados Unidos em particular, Donald Trump verá testada nas urnas a sua popularidade. Todo o congresso e um terço do Senado estará em jogo, para lá de uma série de Estados que também terão eleições para governador. No primeiro episódio do ano, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira vão olhar para a agenda e tentar perspectivar o que aí vem. Cá no burgo e no resto do mundo. A moderação da conversa é de Paulo Baldaia, a sonoplastia é de Salomé Rita See omnystudio.com/listener for privacy information.

    56 min
  5. 26/12/2025

    Figuras e acontecimentos de 2025: Eleições legislativas, Ventura e os imigrantes

    A fechar o ano, é tempo de fazer balanços, eleger a figura e o acontecimento de 2025, por cá e à volta do mundo. A guerra da Ucrânia leva anos, a paz em Gaza fecha uma guerra que começou a 7 de outubro de 2023, reunindo o pior da humanidade com um hediondo ataque terrorista do Hamas seguido por um massacre do exército israelita. De tão presente, até podemos ser levados a pensar que Donald Trump tomou posse do segundo mandato há já bastante tempo, mas ainda não fez um ano. O tempo suficiente para acusar a Europa de estar decadente, depois de ajudar a revelar todas as fragilidades de um espaço europeu que dava como certo que a sua defesa seria assegurada pelo poder militar da América. Poder militar que agora ameaça a Venezuela, de uma maneira que nunca foi explícita em relação à Gronelândia e ao Canadá, mas que também estiveram na mira dos interesses do presidente dos Estados Unidos. Xi Jinping, que encara olhos nos olhos o poder de Washington, e Vladimir Putin, que aprendeu a tourear o ego de Trump, são os dois políticos que melhor souberam lidar com a nova política externa norte-americana. Por cá, a Spinumviva podia ter sido a palavra do ano, mas o povo que votou na sondagem da Porto Editora não ganhou para o susto com o apagão e o país descobriu que já não sabe viver sem internet. A verdade é que foi com o pretexto das suspeitas lançadas sobre Luís Montenegro e sobre a sua empresa familiar que fomos para umas eleições antecipadas que reforçaram a vitória da AD, catapultaram o Chega para liderança da oposição parlamentar e deixaram o Partido Socialista de rastos. A Justiça continuou a ser notícia quase diariamente muito por causa da actuação do Ministério Publico, de uma forma geral, e por causa das manobras dilatórias de José Sócrates, no caso particular do processo Marquês. Por cá e lá por fora, a migração é tema que alimenta o crescimento da extrema-direita e, em sentido contrário, fortalece o debate sobre o papel que os imigrantes têm em cada país onde trabalham, ajudando no crescimento da economia, contribuindo para a sustentabilidade da segurança social e dando algum calor ao inverno demográfico. A Figura do Ano e o Acontecimento do Ano são uma escolha dos comentadores residentes no Bloco Central, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. Paulo Baldaia faz a moderação da conversa, com sonoplastia de Salomé Rita. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    1h 10m
  6. 12/12/2025

    Siza Vieira: “O governo perdeu a mão no processo e não tem condições de aprovar a legislação laboral sem grandes alterações”

    Num país de pequenas e micro empresas, onde se torna impossível andar a contar o número de trabalhadores que aderiram à greve, governo e centrais sindicais fizeram o que sempre fazem na guerra dos números e todos sabemos que não foi nem oito, nem oitenta. Mas esta greve geral teve um teste de algodão a mostrar que foi um sucesso. A fórmula é do director do Público que nos lembra a mudança de posição do exímio leitor das massas. Se Ventura diz agora que “existem razões para um descontentamento generalizado” é porque a greve geral existiu mesmo. Porquê, pergunta o primeiro-ministro, parecendo ignorar que o seu governo tem em cima da mesa um ante-projecto de revisão da legislação laboral que mexe significativamente nas relações entre trabalhadores e empresas. Se dependesse de Luís Montenegro, a semana teria sido toda dedicada a discutir a medalha de mérito atribuída pela Economist. Político que é político até nas greves que defende aparece para trabalhar e houve debate presidencial na televisão já depois de ter havido debate no Parlamento. Por cá, há ainda que voltar a assinalar o reaparecimento do Procurador-Geral da República que se veio queixar de si próprio e repetir que, por ele, nem sequer estava no lugar em que está. Lá por fora, a coisa pia mais fino com o Documento de Estratégia Americana e a entrevista de Donald Trump ao Político. Tudo junto resume-se na estafada frase: o mundo está perigoso! Venha daí para uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de  Paulo Baldaia e sonoplastia de João Luís Amorim. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    1h 10m

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Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a sair à quinta-feira, dia de Conselho de Ministros, no Expresso. A fechar, e como sempre, o bloco central de interesses, com sugestões para as coisas importantes da vida.

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