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  1. Reino Unido: Starmer vai conseguir adiar a guerra pela sua sucessão?

    4 小時前

    Reino Unido: Starmer vai conseguir adiar a guerra pela sua sucessão?

    Keir Starmer, o primeiro-ministro do Reino Unido, recusa demitir-se e garante que vai enfrentar “qualquer disputa pela liderança” do Partido Trabalhista. Ontem, num discurso para rebater a pressão de que tem sido alvo, Starmer arregaçou as mangas e garantiu que não vai “virar as costas”, porque a mudança de líderes tem “um grande custo para o país”. O Labour foi o grande derrotado nas eleições autárquicas, em Inglaterra, onde perdeu 1500 vereadores, e nas legislativas, na Escócia e no País de Gales. Starmer e o seu Governo têm sido penalizados pela crescente inflacção e o consequente elevado custo de vida e pelos efeitos da nomeação de Peter Mandelson para embaixador britânico nos EUA. Nesta conjuntura, vários trabalhistas ameaçam a liderança de Starmer. Starmer tem tudo contra si. Até parte do partido. Porquê tanta impopularidade? O que é que explica a derrota do Partido Trabalhista? Neste episódio, André Pereira Matos, professor da Universidade Aberta, onde co-coordena o Mestrado em Estudos sobre a Europa, fala sobre os resultados eleitorais no Reino Unido. Siga o podcast P24 e receba cada episódio logo de manhã no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.​ Conheça os podcasts do PÚBLICO em publico.pt/podcasts. Tem uma ideia ou sugestão? Envie um email para podcasts@publico.pt. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    21 分鐘
  2. Com a saída da Ryanair, os Açores tornaram-se num destino só para ricos?

    1 天前

    Com a saída da Ryanair, os Açores tornaram-se num destino só para ricos?

    Se nas últimas semanas tentou marcar uma viagem para Ponta Delgada ou para a Ilha Terceira ou dos Açores para o continente, é muito provável que tenha apanhado um susto. A prometida democratização do céu açoriano, fruto da liberalização do espaço aéreo em 2015, sofreu um revés profundo nas últimas semanas. A saída da companhia área de baixo custo Ryanair do arquipélago lançou o alerta. Com menos oferta, os preços dispararam. A crise no Médio Oriente também não ajudou. Para quem visita as ilhas, os valores tornaram-se proibitivos. Para quem vive nas ilhas, o isolamento ganha outros contornos que nem as novas regras do subsídio de mobilidade parece conseguir corrigir. Sejamos claros, a Ryanair só voava para os Açores porque o Governo regional lhe pagava. Num jogo constante entre quem dá mais, a companhia irlandesa de baixo custo preferiu outros destinos e abandonou as ilhas de São Miguel e a Terceira.  Agora, para voar entre os Açores e o continente só através da TAP ou da SATA, ambas companhias públicas. Nenhuma preencheu o vazio deixado pela Ryanair e também não apareceu nenhum privado a querer cobrir estas rotas. Entretanto, um sector turístico em crescendo nos últimos anos, percebe agora que nenhum crescimento é ilimitado. Há, por estes dias, alojamentos locais que não conseguem preencher as reservas, rent-a-car a funcionar meio gás e restaurantes quase sem turistas. Hoje, vamos directos Ponta Delgada à boleia do correspondente do PÚBLICO nos Açores, Rui Pedro Paiva. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    22 分鐘
  3. ChatGPT inventa batalhas e engana-se nas datas quando fala de História

    4 天前

    ChatGPT inventa batalhas e engana-se nas datas quando fala de História

    Um grupo de investigadores, entre os quais dois portugueses, desenvolveram um estudo internacional sobre a forma como a inteligência artificial distorce a aprendizagem da história. Neste estudo, os investigadores analisaram 3500 interacções com LLMs, sistemas de inteligência artificial capazes de entender, gerar, resumir ou traduzir texto de maneira semelhante a um humano, como é o caso do ChatGPT. A intenção era saber o que é que estes modelos de linguagem afirmavam sobre quatro conflitos internacionais e em sete línguas diferentes.  No caso da Guerra Colonial, os chats de inteligência artificial inventam batalhas ou aludem a documentários inexistentes, situam a operação Nó Górdio, em Moçambique, em 1964, em vez de 1970, ou omitem a independência da Guiné-Bissau, em 1974.  Estes modelos de linguagem também cometem imprecisões ou erros profundos quando se trata da guerra do Vietname, das guerras na origem da desintegração da Jugoslávia ou do conflito israelo-palestiniano.  Face a conteúdo fabricado e a distorções cronológicas, dois dos investigadores que integram o grupo pedem medidas urgentes ao Governo e ao Parlamento portugueses. É com Nuno Moniz, da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, e Miguel Cardina, do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra, que vamos falar neste episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 分鐘
  4. O voluntariado na Defesa não funciona, mas o Governo quer resolver o problema com um programa de voluntariado

    6 天前

    O voluntariado na Defesa não funciona, mas o Governo quer resolver o problema com um programa de voluntariado

    A crise na relação com os Estados Unidos, e os seus reflexos na NATO, e o regresso da guerra à Europa, com o ataque da Rússia à Ucrânia, emitiram sinais de alarme sobre a fragilidade da defesa europeia. Em todos os governos da Europa, a questão militar ganhou uma visibilidade esquecida desde os tempos da guerra fria. Mas melhorar salários e responder à natureza da profissão militar é pouco. O efectivo das forças armadas aumentou ligeiramente, mas não o suficiente. Não há assim tantos voluntários como os que seria necessário. O Governo lançou um plano para chegar aos 27 mil militares em 2030, mas nem isso chega. É então que surge o anúncio do programa Defender Portugal, destinado aos jovens de 18 a 23 anos, com uma duração prevista entre três e seis semanas em regime de voluntariado, com um pagamento de 439 euros e a oferta da carta de condução. Objectivo, suscitar a atenção e atrair mais jovens para as forças armadas. Será isto suficiente para reequilibrar os défices de pessoal dos três ramos das forças armadas? Oportunidade para falarmos com o general Pinto Ramalho, um militar da arma da artilharia com um longo currículo e a participação em vários cursos em Portugal e no estrangeiro. Foi adjunto e chefe de gabinete de ministros da defesa, Chefe do Estado-Maior do Comando Operacional das Forças Terrestres (1996-1997), Director-Geral de Política de Defesa Nacional do Ministério da Defesa Nacional (2001-2004), Director do Instituto de Altos Estudos Militares (2004-2005) e do Instituto de Estudos Superiores Militares (2005-2006). Foi ainda Chefe do Estado-Maior do Exército entre 2006 e 2011. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    21 分鐘
  5. Depois de Sánchez, Friedrich Merz é o novo alvo da ira de Donald Trump

    5月5日

    Depois de Sánchez, Friedrich Merz é o novo alvo da ira de Donald Trump

    Num encontro com estudantes, o chanceler alemão, Friedrich Merz​ afirmou que “Uma nação inteira está a ser humilhada pela liderança do Irão, especialmente pelos chamados Guardas da Revolução”. A nação é a americana, a arma dos iranianos é a astúcia e o grande problema é não haver na administração Trump um plano de saída do conflito, disse o chanceler. A resposta não se fez esperar. Trump acusou Merz de não ser capaz de “arranjar o seu país”, especialmente no que diz respeito à “imigração e à energia” e de ser “totalmente ineficaz” no que toca à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ao seu estilo vingativo, Trump afirmou que a América vai taxar os carros europeus em 25% e promete retirar mais de cinco mil soldados estacionados na Alemanha. Merz não pode ser acusado de ser agressivo. Ao longo do seu mandato, fez parte do coro europeu do apaziguamento até quando Donald Trump agia como provocador de serviço. Voltou a mostrar o mesmo tom. Mas lá foi dizendo que a guerra no Irão deve acabar e que a Europa está a pagar por um erro que não cometeu. Estará em curso a transformação de Merz num líder mais assertivo e condizente com o papel que a Alemanha representa na Europa e no mundo? Vale a pena olhar para o personagem e indagar se está em curso uma mudança, ou melhor, que mudança está a acontecer em Berlim. Depois de prometer criar o maior exército convencional na Europa, chegando até a enterrar o sacrossanto compromisso com o défice para elevar a despesa militar para 86 mil milhões de euros este ano, Merz continua a ser uma voz empenhada e activa na redefinição do papel da Europa num mundo com a parceria transatlântica esfrangalhada. Apesar de o seu poder ser trémulo no plano interno, com taxas de aprovação popular baixas e perspectivas sombrias para as eleições estaduais deste ano, Merz está a retirar Berlim e a Alemanha da condição de parceiro envergonhado e a falar cada vez mais alto, embora sempre em articulação com os parceiros europeus. Será este conflito verbal com Trump uma prova dessa nova atitude mais afirmativa da Alemanha? Estará a Alemanha pronta para interpretar o sentimento geral dos europeus em relação a Trump e a seguir o discurso desafiante do presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez. Oportunidade para falarmos com Mónica Dias, Doutorada em Ciência Política e Relações Internacionais e Directora do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. No seu longo currículo académico consta a docência na Universidade alemã de Colónia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    19 分鐘
  6. O Estado já dá os livros aos alunos. Também deveria dar as refeições

    5月4日

    O Estado já dá os livros aos alunos. Também deveria dar as refeições

    As refeições servidas aos alunos nas escolas portuguesas têm originado várias discussões nos últimos meses. Para começar com o caso da escola dos Salesianos, em Março, quando se soube que os alunos que pagam mensalidades tinham acesso a comida diferente dos que frequentam a escola com o apoio financeiro do Estado. Ou com um estudo da Universidade do Minho, do mesmo mês, segundo o qual 64% dos municípios portugueses se queixavam que as verbas do Ministério para refeições escolares só davam para pagar 80% do seu custo efectivo. Ou, ainda no mesmo mês, com uma nota da Ordem dos Nutricionistas, que alertava para a impossibilidade de se garantir uma dieta equilibrada aos alunos com os 2,99 euros que o Estado paga por cada refeição.  Na sequência da polémica dos Salesianos e do alerta do estudo da Universidade do Minho, o ministro da Educação, Fernando Alexandre disse, como ouvimos no registo do início deste episódio do P24, que o Governo estava a estudar o problema. No início do próximo ano lectivo, disse o ministro, talvez haja novidades sobre o valor que o Estado paga pelas refeições escolares. Mas, entretanto, há um dado novo que vai certamente entrar na discussão: as conclusões de um relatório europeu que recomenda aos Estados Membros refeições gratuitas para todos os alunos, e não apenas para os mais carenciados, como acontece em Portugal.  Sabendo-se que entre nós há crianças que só comem uma refeição quente por dia, a que lhes é dada na escola, o tema das cantinas, da qualidade ou da apresentação da comida que lá é fornecida merece uma profunda discussão. Se é a escola é a principal rede de garantia para que todas as crianças tenham uma efectiva igualdade de oportunidades, procurar novas soluções, ou recursos para a condição básica dessa igualdade, a alimentação, é fundamental. Avaliar e discutir as conclusões desse relatório é, por isso, um bom passo para se repensar o que os nossos alunos comem, como comem e que papel tem de ter o Estado na garantia de que os mais carenciados não são prejudicados pelas restrições financeiras do ministério.  O nosso episódio de hoje tem como objectivo acrescentar ingredientes a este debate. Para o efeito, convidámos a jornalista Patrícia Carvalho, da secção de sociedade do PÚBLICO, que assina hoje dois textos no jornal onde se explicam e contextualizam os eixos essenciais deste relatório europeu.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

    17 分鐘

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