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  1. 3d ago

    LUSOFONIAS - Papa Leão, Angola, três meses depois…(II)

    Tony Neves, em Angola‘Não sejais meros espectadores da história, descei à rua e sede os atores principais da mudança’ – foi a frase do Papa Leão que mais marcou D. Maurício Camuto, Secretário-Geral da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé (CEAST) e um dos coordenadores desta visita papal. A Ir. Salomé Cambungululu fez a mesma escolha.O P. Nito Chatulica, Maria Mussolovela e o P. Miguel Cambiona salientaram: ‘Venho até vós para encontrar o vosso povo, como um peregrino que procura os sinais da passagem de Deus por esta terra que Ele ama’. Continua o P. Armando Livamba: ‘Não vos falo como um político, mas como um pastor que ouve o clamor de um povo que anseia por justiça. Peço-vos com coragem que a verdade exige, que quebreis as correntes de uma governação que muitas vezes se fecha em si mesma, ignorando as periferias onde a vida é mais frágil’. O P. Mário P. Bernardo vai na mesma linha: ‘Apelo à vossa coragem para combater a corrupção e a exclusão social. Não temais o diálogo nem as vozes que divergem de vós; uma paz que se sustenta no silenciamento do outro é uma paz falsa’. O P. Felisberto Sakulukusu destaca: ’sede arquitetos de uma nova Angola, onde a abundância da terra seja, finalmente, a alegria de todos os seus habitantes’. É que – como lembrou o Papa e realçam a Ir. Florência Cassinda e o P. Jeremias Praia, ‘vós sabeis bem que, demasiadas vezes, se olhou e se olha às vossas terras para dar ou, mais frequentemente, para tirar algo. É necessário quebrar esta cadeia de interesses que reduz a realidade e a própria vida a uma mera mercadoria’. Pois – destaca o P. Arnaldo Simão - ‘O descontentamento, o sentimento de impotência e de desenraizamento separam-nos, em vez de nos colocarem em relação, difundindo um clima de estraneidade em relação aos assuntos públicos,  desprezo perante a desgraça alheia e a negação de todo o tipo de fraternidade’.

    LUSOFONIAS - Papa Leão, Angola, três meses depois…(II)
  2. Jul 16

    O dom da fé e o dom da poesia em José Rui Teixeira - Emissão 16-07-2026

    José Rui Teixeira tece a vida com as palavras, dos livros,dos encontros, dos caminhos. A poesia veio primeiro, nas palavras da mãe, nos livros do avô na ‘casa de terra batida’, lugares de memórias e de linguagem afetiva – a mesma que o levou a querer escrever. A vocação de peregrino foi-se estabelecendo com a vida,quando percebeu a necessidade de se deixar encontrar e resignificar trilhos, ora feitos pela Teologia, pela Filosofia ou pela Literatura. No caminho da vida, marcou-o a generosidade da irmã Fernanda, que o abriu à Teologia, quando na Livraria Paulinas lhe emprestava livros à segunda-feira - que ele devolvia imaculados à sexta, porque não tinha dinheiro para os comprar; o poeta Daniel Faria, que conheceu no Seminário diocesano do Porto, lhe apresentou novas vozes, com quem partilhava o autocarro 37 e interrogações sobre Deus; o padre Leonel Oliveira, da Comunidade de Fradelos, sacerdoteprofético que acreditava “na liberdade dos filhos de Deus”, radicada na “simplicidade, coragem, alegria e desassombro” que o conduziu à liderança laical de uma comunidade; a irmã Lúcia, de quem leu os escritos e escreveu a biografia que seguiu para a Causa de Canonização, no Vaticano, e que convida a conhecer pelo seu “imenso amor ao Reino de Deus”. José Rui Teixeira continua a caminhar no ‘Átrio dos Gentios’mas, tal como o padre de Fradelos caminha dentro, sem deixar que as inconsistências que encontra, afetem o dom da fé e o dom da poesia.

    O dom da fé e o dom da poesia em José Rui Teixeira - Emissão 16-07-2026

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