Balada musical

RFI Brasil

Todos os sábados, o programa Balada Musical destaca os sucessos da Programação Musical da RFI. A cada edição, a jornalista Daniella Franco e o programador musical Hugo Casalinho apresentam faixas recém lançadas por artistas e grupos célebres na cena cultural e outros que começam a despontar. Aumente o som!

  1. 5D AGO

    A cantora e violonista iraniana Aida Nosrat: uma viagem entre as culturas persa e cigana

    Impedida de seguir sua carreira artística no Irã, seu país natal, a cantora Aida Nosrat reinventou-se na França, onde construiu uma obra que cruza tradições persas e influências ciganas. Seu primeiro álbum solo, "Common Routes", lançado em janeiro e tema desta edição do Balada Musical, nasce justamente desse encontro e sua paixão pelas duas culturas. Daniella Franco, da RFI Nascida em Teerã em 1984, Aida Nosrat iniciou-se cedo na música: flauta doce aos seis anos, violino aos dez. O talento precoce a levou, aos 17, à Orquestra Sinfônica da capital iraniana, enquanto aprofundava o estudo do canto tradicional persa. Mas, no Irã, jamais pôde construir uma carreira solo — as leis islâmicas proíbem mulheres de se apresentarem sozinhas em público. Em 2016, decide então partir para a França, onde finalmente mergulha de vez na trajetória de cantora. Em Paris, Aida Nosrat mantém viva a tradição musical persa, mas amplia seus horizontes ao mergulhar em outros estilos, como o flamenco e o gypsy jazz — ou manouche, como o gênero é conhecido na França. Ao lado do violonista iraniano Babak, forma uma dupla com a qual lança, em 2016, o álbum "Manushan". Nesse mesmo período, passa a integrar o coletivo feminino de musicistas iranianas exiladas, o "Atine", com quem grava, em 2020, o disco "Persiennes d’Iran" (Persas do Irã”, em tradução livre). Nos últimos anos, Aida Nosrat voltou-se definitivamente para a carreira solo, lançando dois EPs que pavimentaram esse novo caminho. No fim de janeiro, apresentou seu primeiro álbum completo, "Common Routes", pelo selo francês Accords Croisés. A obra — destaque desta edição do Balada Musical — é uma travessia afetiva entre duas matrizes que moldam sua identidade artística: a cultura persa e o universo cigano. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

    12 min
  2. FEB 14

    O rap do franco-congolês Abd Al Malik: música para 'superar o fardo da escravização'

    Abd Al Malik ou Régis Fayette-Mikano é músico, compositor e cineasta, nascido em Paris, em 1975, de pai e mãe congoleses. No início deste ano, lançou seu segundo longa-metragem, acompanhado de uma engajada trilha sonora. Veterano da cena hip-hop francesa, Abd Al Malik fundou na adolescência o lendário New African Poets, com quem lançou três álbuns, o último deles em 2000. Desde então, passou a investir na carreira solo e seu segundo disco, “Gilbratar”, de 2006, encantou a crítica, fazendo sua carreira deslanchar.  A partir dos anos 2010, Abd Al Malik também começa a se dedicar às produções cinematrográficas. No início deste ano, estreou nos cinemas seu segundo filme, “Furcy, né libre” (“Furcy, nascido livre”), adaptado do livro "L’Affaire de l’esclave Furcy" ("O caso do escravo Furcy"), do escritor franco-argelino Mohammed Aissaoui. O trabalho é embalado pelo álbum “Furcy Héritage”: nove faixas com parcerias de nomes do rap francês, Soprano, Youssoupha, Nèg’ Marrons, entre outros. "Eu sabia que queria fazer um filme amplo, que fosse uma ferramenta cultural, pedagógica mesmo, e de reconciliação. Alguma coisa que nos permita dizer: ‘devemos e podemos superar o fardo da dor da escravização’ e avançar, para construir uma nova França, uma verdadeira nação", disse, em entrevista à RFI.  Para saber mais sobre o trabalho de Abd Al Malik, clique no "play" e aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

    7 min
  3. FEB 7

    Queen Rima: rainha do dancehall de Guiné e vencedora do prêmio Découvertes da RFI

    Queen Rima ou Marie Ouria Tolno – seu verdadeiro nome – nasceu em 1997 em Conakry, na Guiné, e é considerada hoje uma das maiores figuras do dancehall da África Ocidental. Primeira mulher a se dedicar a um gênero dominado por homens em seu país, ela venceu em 2025 o prêmio Découvertes da RFI, concurso realizado todos os anos para destacar novos talentos da cena musical do continente africano. A rainha prepara seu primeiro álbum, que deve ser lançado neste ano. A carreira de Queen Rima começou no hip-hop, mas pouco a pouco ela começou a se aventurar em um estilo originário na Jamaica e até então exclusivamente popular entre artistas masculinos na Guiné. A aposta no dancehall deu certo, graças à coragem, à força de sua identidade artística e a uma presença de palco poderosa. A escolha de Marie de cantar em vários idiomas africanos – soussou, pular, wolof – além do francês e do inglês, contribuiu para a sua projeção para além das fronteiras de seu país.  Além de vanguardista no dancehall, Queen Rima é também a rainha do empoderamento feminino na Guiné. Nas letras de suas músicas, ela denuncia as discriminações e as injustiças que vivem as suas conterrâneas, seja na sociedade ou no universo artístico: dificuldades que ela mesma enfrentou. O tema é abordado nas faixas "Boss up" e "Badman", que você pode conferir nesta edição do Balada Musical.  *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

    9 min
  4. 12/27/2025

    Do flamenco de Rosalía ao ícone do rap latino Bad Bunny: os dez melhores álbuns de 2025

    Nesta edição especial do Balada Musical, apresentamos os dez melhores álbuns de 2025 — alguns deles já em destaque na Programação Musical da RFI. Da ousadia de Rosalía ao rap latino irresistível de Bad Bunny, passando pela energia excêntrica do Wet Leg e pelo afro‑rock vibrante do Baiana System, embarque numa viagem pelos sons que marcaram o ano.  Daniella Franco, da RFI 2025 teve protagonismo feminino no pop e a volta do rock à cena musical. Já em janeiro, um dos álbuns mais aclamados pela crítica, "Eusexua", da britânica FKA Twigs, dava o tom da temporada. Mas foi "Lux", de Rosalía, que conquistou definitivamente a crítica, ao combinar música clássica, eletrônica e flamenco em um dos discos mais provocativos do ano. No rap, “Debí Tirar Más Fotos” consolidou o portorriquenho Bad Bunny como um ícone mundial da música latina. Ele divide o pódio com “Lotus”, o sexto álbum da brilhante artista britânica Little Simz. Do Reino Unido também vêm o melhor disco de indie do ano, “Moisturizer”, do Wet Leg, mas também “Who Let The Dogs Out”, das rainhas do punk Lambrini Girls.  A crítica internacional não deixou de destacar dois dos melhores lançamentos brasileiros: "Um Mar Para Cada Um", de Luedji Luna, e "O Mundo Dá Voltas", da Baiana System. Para conferir a lista completa dos discos que marcaram 2025, aperte o play e aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

    13 min

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Todos os sábados, o programa Balada Musical destaca os sucessos da Programação Musical da RFI. A cada edição, a jornalista Daniella Franco e o programador musical Hugo Casalinho apresentam faixas recém lançadas por artistas e grupos célebres na cena cultural e outros que começam a despontar. Aumente o som!