Dito e Feito

Teatro do Bairro Alto

Dito e Feito é um podcast do Teatro Bairro Alto em que falar é uma forma de fazer, e vice-versa. A sua periodicidade vai ser irregular. O formato também. Acompanhem-nos nas redes sociais e em teatrodobairroalto.pt ///// Dito e Feito (Said and Done) is a podcast by Teatro do Bairro Alto in which saying is a way of doing, and vice-versa. Its frequency is irregular. So is its format. Follow us on social media and at teatrodobairroalto.pt

  1. #81 Clube Espectador - uma conversa entre José Maria Vieira Mendes e Maria Sequeira Mendes

    ٢١ أبريل

    #81 Clube Espectador - uma conversa entre José Maria Vieira Mendes e Maria Sequeira Mendes

    Neste episódio, Maria Sequeira Mendes e José Maria Vieira Mendes conversam sobre o Clube Espectador, o projeto desenvolvido pelo Teatro do Bairro Alto, pela Rua das Gaivotas 6 e pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa que ocupa a nossa Sala Manuela Porto periodicamente e convida o público a conversar sobre o espetáculo (mas sem artistas). Esta conversa revisita a origem da iniciativa, os seus objetivos e a forma como tem procurado transformar a experiência de assistir em algo mais livre, partilhado e coletivo. Maria Sequeira Mendes nasceu em Portalegre, em 1977. É professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi Beaufort visiting scholar em St John's College, na University of Cambridge, em 2017. Escreveu O Essencial sobre Hamlet (ICM, 2023), The Ordeals of Interpretation (IUC, 2020), O Desensino da Arte (com Marta Cordeiro e Marisa Falcon, Documenta, 2022), e coedita o site de poesia e crítica Jogos Florais e coeditou o livro Florilégio (não edições, 2023). É coordenadora do Clube Espectador. José Maria Vieira Mendes nasceu em Lisboa em 1974, onde vive. Também foi habitante do Porto, de Vila Meã, da Praia das Maçãs, de Saarbrücken, de Berlim, de Saint Nazaire, de Budapeste e de Altura. Escreve sobretudo peças de teatro. É membro do Teatro Praga desde 2008 e responsável pela direção artística da Rua das Gaivotas 6, em Lisboa. As suas peças foram traduzidas em mais de uma dezena de línguas. Faz também traduções literárias, escreveu dois libretos para ópera, dois livros para a infância e trabalha ocasionalmente com artistas plásticos. É professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e coordenador do Clube Espectador. Conversa com José Maria Vieira Mendes e Maria Sequeira Mendes Gravado no estúdio Louva-a-Deus Edição: Joana Linda Produção: Teatro do Bairro Alto

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  2. #80 Cire Ndiaye conversa com Kai Fernandes

    ١٠ فبراير

    #80 Cire Ndiaye conversa com Kai Fernandes

    A propósito do workshop "E quando trabalho sobre o meu trauma? - Metodologias para trabalhar a partir de um lugar de violência ao estilo de Cire Ndiaye", Kai Fernandes, psicólogo e ativista, conversa com a artista e criadora Cire Ndiaye sobre as suas experiências, vivências e métodos para lidar com o trauma – coletivo e pessoal – e a romantização da superação e da resistência. Neste podcast, conversam sobre práticas e metodologias a que uma pessoa pode recorrer para encontrar bem-estar e conforto numa sociedade colonial e capitalista. Tocam assuntos como a perda de ancoragem ou a falta de ritual na sociedade ocidental, destacando a importância de procurar lugares seguros e estáveis num mundo sempre em movimento e mudança. Kai é psicólogo negro e trans dedicado a apoiar as comunidades racializadas e LGBTQIA+ no seu processo de cura. É ativista anti-racista e criador da African tour Porto. É autor da página de instagram @quotidianodeumanegra onde expressa as suas inquietudes. Cire Ndiaye é uma pessoa não-binária, miscigenada, violinista de formação clássica, atriz, performer, criadora, sonoplasta, taróloga, técnica de serviços funerários e estrela de rock. No dia 21 de fevereiro, no TBA, irá moderar o workshop “E quando trabalho sobre o meu trauma? - Metodologias para trabalhar a partir de um lugar de violência ao estilo de Cire Ndiaye”. Ficha Técnica Conversa com Cire Ndiaye e Kai Fernandes Edição: Joana Linda Produção: Teatro do Bairro Alto |

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  3. #79 Novelo Vago conversam com Beatriz Nunes

    ٢٧ يناير

    #79 Novelo Vago conversam com Beatriz Nunes

    Neste episódio do Dito e Feito, a cantora, compositora e investigadora Beatriz Nunes conversa com o trio português Novelo Vago — Vera Morais, Inês Lopes e Teresa Costa — a propósito do seu concerto no sábado, dia 31 de janeiro. A partir desse ponto de encontro, a conversa aborda como a poesia, o humor, a liberdade e até o protesto contaminam as práticas e experiências de criação do trio. Um episódio gravado à distância, unindo Amesterdão, Porto e Barreiro. Bios Vera Morais Vera Morais é uma cantora e improvisadora/compositora natural do Porto. O seu trabalho situa-se entre a música improvisada, o avant-jazz e a música contemporânea, sendo os seus principais pontos de interesse nestas músicas a permeabilidade entre composição e improvisação e as possibilidades extra-convencionais da voz a nível sónico e expressivo. Dirige o Queer Choir Amsterdam – uma iniciativa artística e social fundada pelxs artistas Rah Naqvi, Shreya de Souza e Mylou Oord – e é cocuradora do ciclo de concertos Improbellissimo com Raoul van der Weide. Integra também o coletivo Orbits, com quem organizou em abril de 2024 um festival de música criativa em Amesterdão. Em 2024 foi recipiente do prémio “Artista Revelação” da RTP/Festa do Jazz. Está atualmente sediada entre o Porto e Amesterdão (Países Baixos). Teresa Costa É uma flautista natural do Porto cujo trabalho se reparte entre performance de música antiga, orquestral, contemporânea e projetos de natureza interdisciplinar. Em 2021 terminou o mestrado em performance no Conservatório de Amesterdão. Em 2023 integrou a Academia Gustav Mahler e o ULYSSES Ensemble, tendo-se agregado ao Ensemble Intercontemporain no festival ManiFeste do IRCAM. Colaborou com a Royal Concertgebouw Orchestra, o Remix Ensemble Casa da Música, a De Nieuwe Philharmonie Utrecht, o Jong Nederlands Blazers Ensemble e a Residentie Orkest. Está envolvida em projetos de música contemporânea e/ou original como duo Suzanne, Ladrem, pardais!, Sketch351 (artista em residência do festival Dag in de Branding), Vera Morais EUPNEA e Novelo Vago. Desenvolve performances para a infância com o colectivo Kleintjekunst. Faz parte de LIÇO, com quem investiga o cruzamento do canto a vozes com os ofícios da lã. Inês Lopes É uma pianista portuguesa residente nos Países Baixos que tem procurado nos últimos anos expandir a sua prática através da colaboração com compositores e/ou artistas de outras áreas, de projetos envolvendo instrumentos como toy piano e outros instrumentos de brincar, e mais recentemente, através da improvisação. Colaborou com formações como o Remix Ensemble da Casa da Música e o Ensemble DME e é desde 2020 membro do grupo Sketch351, atualmente ensemble em residência no festival Dag in de Branding (Países Baixos). Estudou no Conservatório de Música do Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto) e no Conservatório Real de Haia (Países Baixos), onde estudou com a pianista Ellen Corver e tirou uma especialização em Ensemble Contemporâneo. Beatriz Nunes Nascida em 1988 no Barreiro, é vocalista, compositora e investigadora. Licenciou-se em Jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa, possui um mestrado em Educação Musical pela mesma instituição e atualmente está a realizar um doutoramento em Etnomusicologia pela Universidade NOVA de Lisboa. A sua investigação centra-se em jazz, género e performance, contribuindo para o debate académico nas áreas de estudos de género e música. Paralelamente à sua carreira académica, Beatriz mantém-se ativa na cena musical portuguesa, atuando internacionalmente e colaborando em diversos projetos artísticos. Passou em 2023 pelo TBA integrando o ensemble LEIDA. Conversa com Beatriz Nunes, Inês Lopes, Teresa Costa e Vera Morais Pós-produção áudio Dito e Feito: Joana Linda Música: Raw Forest Produção: Teatro do Bairro Alto

    ٣٧ د
  4. #77 Zona Lê Dramaturgia: Patrícia Portela e Zia Soares

    ٣٠‏/١٢‏/٢٠٢٥

    #77 Zona Lê Dramaturgia: Patrícia Portela e Zia Soares

    Para a última sessão do ano de Zona Lê Dramaturgia, Zia Soares e Patrícia Portela trouxeram para o centro da conversa a escrita de quem encena. Ambas criam, também e não só, a partir do corpo em cena, da arquitetura do espetáculo e da urgência de dizer. A dramaturgia, aqui, é inseparável do gesto, da direção, da escuta de um tempo que se quer partilhado. A palavra nasce do palco e para o palco — e o pensamento encena possibilidades de mundo. Zia Soares é encenadora e atriz. O seu trabalho desenvolve-se entre a África e a Europa. Patrícia Portela (1974). Autora de performances e obras literárias, tem um mestrado em cenografia pela Faculdade de Utrecht e em Filosofia Contemporânea pelo Instituto Internacional de Filosofia de Lovaina. Estudou cinema e dança contemporânea. Viveu em Macau, Utrecht, Helsínquia, Ebeltoft, Berlim, Antuérpia (durante quase duas décadas), Viseu e Lisboa. Maria Giulia Pinheiro é dramaturga, encenadora e performer. Escreve para teatro desde 2012 e venceu a 2.ª edição do Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina com a obra Isso não é relevante. Criou e coordena desde 2017 o Núcleo de Dramaturgia Feminista. A sua produção cruza literatura e performance em projetos apresentados no Brasil, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Espanha. Conversa com Maria Giulia Pinheiro, Patrícia Portela e Zia Soares Edição Podcast Dito e Feito Joana Linda Produção Teatro do Bairro Alto

    ١ س ٤٠ د
  5. #76 Mariana Sampaio: As Mulheres que se Muravam - A quinta narrativa

    ١٦‏/١٢‏/٢٠٢٥

    #76 Mariana Sampaio: As Mulheres que se Muravam - A quinta narrativa

    “Ela comprou uma tenda para viver na rua — para sair de casa”. Uma tenda no Intendente: seria essa a liberdade possível? "Mulheres que se Muravam – A quinta narrativa" é uma peça sonora que conecta histórias contadas na primeira pessoa, revelando perspetivas sobre o “muramento”, um conceito que emergiu durante o processo criativo desta criação. Esse conceito surge da interseção de sentimentos e visões de mulheres marginalizadas que enfrentam múltiplas formas de violência, enquanto lutam pela sobrevivência quotidiana. O “muramento” é, aqui, explorado como uma ideia paradoxal que contrapõe o “autoemparedamento” das mulheres na Idade Média (que escolhiam viver em clausura para o resto da vida como alternativa às convenções sociais opressivas) às estratégias contemporâneas de isolamento como forma de proteção e refúgio. A peça revela expressões de marginalização social e formas não convencionais de resistência e busca por liberdade, que emergem em diferentes contextos de rutura com cenários de violência. As narrativas apresentadas derivam do projeto artístico Mulheres que se Muravam, um projeto artístico na área da redução de danos, junto de mulheres acompanhadas pelo GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, no bairro do Intendente, em Lisboa. Esta obra dá continuidade à metodologia iniciada por Mariana Sampaio no desenvolvimento da performance "Ela amou para caralho", propondo-se a investigar, a partir de uma abordagem performativa, a prática da escuta ativa na sua relação com a improvisação e o storytelling, reivindicando, assim, o lugar criativo para pessoas socialmente divergentes. * Recomenda-se o uso de auscultadores para uma melhor experiência sonora. Criação e Direção artística Mariana Sampaio Narrativas e voz Anabela de Nascimento, Anastácia Roda, Cristina Tomaz, Fátima Matos, Grace, Helena Carvalho, Isabel Engrácio, Joana Duarte, Manas, Mariana Sampaio, Rita Pyrrait, Rosario Costa, Solange, Tania Canelas, Zaya Consultoria Márcio Laranjeira Apoio técnico Frederico Vieira Apoio à produção Sirigaita, Monstro Colectivo, Manas Imagem Edna Vidigal Apoio: GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, República Portuguesa/Direção-Geral das Artes Colaboração criativa e agradecimentos Aiden, David Baltazar, Equipa do GAT In-Mouraia, Frederico Vieira, Júlio Esteves, Laetitia, Largo Residências, Maria Luisa Salazar, Miguel Ferro, MTS, Nuno Ribeiro, Panteras Rosa, Sara Silva, Silvia Biaia, Teresa Casto, Vera Soares, Gabriel Fervenza, Lena Silva, Tiago Rochinha Edição sonora Dito e Feito Joana Linda Produção Dito e Feito Teatro do Bairro Alto

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