Neste programa, Rafael Teodoro, Contramestre de capoeira e mestrando e em Antropologia Social no IFCH/UNICAMP, FALA sobre o Racismo no Brasil e as declarações do presidente da Fundação Palmares. Rafael é bacharel e licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo, Unifesp. “Quando você perceber que uma pessoa preta está sofrendo racismo, se posicione e fale não! Eu sou contra isso, aqui não! Porque todos nós precisamos existir e o único jeito da gente existir vai ser se todos nós “(re)existirmos”, (Rafael Teodoro). Entre outros assuntos, Rafael trata sobre o racismo estrutural e estruturante, a violência histórica contra os povos da terra e, ao analisar a escravidão, ele explica os exemplos de criação do medo e terror aos povos que tinham e têm suas práticas culturais e religiões importantes para suas diversas formas de existência e resistência. Rafael mostra o processo de exclusão de pretos e pretas na educação, por exemplo, ao discutir o vestibular. Em todo o programa, o pesquisador mostra ações cotidianas de racismo e diz que quando negros e negras são convidados para falar em programas,por exemplo, não são chamados para falar de economia, política ou de outros temas, mas para falar de racismo, expões-se assim, a prática racista que define tema sobre preto, para preto e de preto. Uma excelente análise sobre questões como a antecipação do dia 20 de novembro e o contexto de pandemia de Covid-19 também é feita. Ainda para ele, os racistas fazem perguntas que só eles podem responder, e que eles já possuem respostas, diferenciado as raças, para desumanizar e justificar, inclusive, a exploração dos povos. Neste episódio também, a professora Alessandra Gurgel, faz a leitura do poema “O navio negreiro”, de Castro Alves, escritor brasileiro e apresenta o programa junto com Claudio Adão.